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Aos Pais de Meus Netos - Parte 7



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ÍNDICE


 

3) o Carcereiro de Filipos


Mas devemos olhar adiante para as famílias que o Espírito está trazendo diante de nós. Depois de Lídia, no mesmo capítulo, versículos 25 a 34, encontramos a casa do carcereiro de Filipos. Observe a pergunta do carcereiro e a resposta: “que é necessário que eu faça para me salvar?... Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. Leitor, isto é para nós também. Aceite-a, acredite nela, regozije-se nela e agradeça a Deus por Sua graça que nos deu tal promessa para nossa família. Observe que é quase a mesma palavra dada a Cornélio pelo anjo: mas observe também que não diz: “Crê em Jesus e serás salvo, tu e tua casa”. Sem dúvida, todo aquele que verdadeiramente crê em Jesus será salvo: mas a promessa “e a tua casa” é para aquele que crê no Senhor Jesus Cristo. Isso envolve curvar-se ao Seu Senhorio e buscar, por Sua graça, manter Sua Palavra e colocá-Lo em primeiro lugar em nossa vida.


A “casa” sendo incluída naquele que é a sua cabeça, Paulo e Silas falaram a ele a Palavra do Senhor e a todos os que estavam em sua casa. E o relato continua: “E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo [imediatamente – JND] foi batizado, ele e todos os seus. Então, levando-os a sua casa, lhes pôs a mesa; e, na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa” (At 16:33-34). Alguém poderia achar, baseando-se nisso, que todos na casa do carcereiro creram quando Paulo e Silas lhes falaram a Palavra do Senhor: mas o Novo Testamento grego, nas palavras proferidas pelo Espírito Santo, não diz isso. A Versão Brasileira traduz: “alegrou-se muito com toda a sua casa, por haver crido em Deus”. A palavra grega “haver crido” é nominativa, singular, masculina e pode referir-se apenas ao carcereiro. Vimos um exemplo muito semelhante de regozijo no caso das esposas e filhos nos dias de Neemias (Ne 12:43): e alguns desses “meninos [crianças – TB] quase certamente eram pequenos demais para entender a causa da alegria, mas eles se regozijaram na alegria de seus pais. Novamente vemos que a Escritura é totalmente silenciosa quanto a quem compunha a família e quanto à sua condição espiritual. A fé, a conversão e o batismo do carcereiro são inquestionáveis, mas os verbos alegrar-se e crer estão ambos no singular e se aplicam ao carcereiro: embora a família se regozijasse com ele, ou “como uma casa”, ou “familiarmente”, se pudéssemos usar tal termo. Não pense que é um acidente que o Espírito de Deus Se cale nesses casos quanto à fé dos da casa ou de quem a compõe. Este silêncio é intencional, para mostrar a nós, gentios, que o grande princípio de Deus de bênção exterior para a família com base na fé de seu cabeça também se aplica a nós.

 

4) Crispo


A próxima família trazida diante de nós é a de Crispo. “Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa” (At 18:8). Aqui temos registrada a fé de toda a casa, em contraste com o silêncio em relação às casas que já examinamos. Mas é impressionante observar que a Escritura não diz nada sobre o batismo da casa de Crispo, embora Paulo nos diga que ele batizou Crispo, mas não diz nada sobre sua família (1 Cor. 1:14). Por favor, observe cuidadosamente que as casas não mencionadas como sendo crentes foram batizadas: enquanto outras que creram não são mencionadas como tendo sido batizadas. Por que é isso? Pois certamente a Escritura é absolutamente perfeita no que relata e no que retém. Ninguém questionaria o batismo da casa de Crispo: todos creram e, claro, todos foram batizados, mesmo que a Escritura não nos diga isso. Mas pode-se questionar se uma casa, onde não haja fé, tinha o direito de ser batizada. Cremos que isso mostra a excelência e a perfeição das Sagradas Escrituras de uma maneira que a especulação e a suposição nunca podem subsistir.

 

5) Estéfanas


Em 1 Coríntios. 1:14-16, lemos ainda sobre outra família: a de Estéfanas. “batizei também a família de Estéfanas”. Nada mais nos é dito sobre esta casa até chegarmos a 1 Coríntios 16:15, quando lemos: “sabeis que a família de Estéfanas é as primícias da Acaia e que se tem dedicado ao ministério dos santos”. Pode parecer a partir desta última Escritura que aqueles na casa de Estéfanas tinham idade suficiente para ministrar ou servir aos santos e, portanto, passaram da idade de bebês ou crianças: mas a palavra grega usada para a família de Estéfanas no primeiro capítulo de 1 Coríntios é uma palavra mais ampla do que a usada no capítulo 16 de Atos. Isso indicaria que toda a casa de Estéfanas foi batizada, mas apenas uma parte dela - um círculo mais restrito, talvez excluindo as crianças pequenas - foi aquela dos que se dedicaram ao serviço dos santos. Então, mais uma vez, a Escritura é totalmente silenciosa quanto a quem compunha a família de Estéfanas e silenciosa quanto à sua condição espiritual: no entanto, o próprio Paulo a batizou. Se formos sábios aprenderemos com esses silêncios, assim como com o que nos é revelado.


Não havia nada mais longe de meus pensamentos quando comecei do que tocar na questão controversa do batismo de nossos filhos; mas, ao meditar sobre as casas na Escritura, dificilmente parecia correto passar por cima dessa série notável de casas no Novo Testamento ou abster-se de procurar apontar aquilo que parece ao escritor ser a evidente intenção do Espírito Santo ao registrá-las desta maneira especial para nós. Eu não conheço nada nas Escrituras sobre “batismo infantil” ou “novo nascimento pelo batismo”; mas não acredito que nenhum verdadeiro Cristão que acredita nas Escrituras possa negar que o batismo de casas é claramente ensinado na Palavra de Deus. Eles podem não gostar. Eles podem não acreditar nisso. Eles podem se recusar a se curvar a isso, como muitos ao nosso redor se recusam a se curvar à verdades claras nas Escrituras que não podem negar. Mas não acredito que qualquer Cristão honesto possa dizer que o batismo de casas, inteiramente à parte de qualquer menção de sua fé, não seja claramente ensinado na Palavra de Deus. Ó meus amados, que Deus nos dê graça não apenas para ouvir Sua Palavra, mas também para praticá-la (Veja Mt 7:24.) (N. do A.: Partes do que foi escrito acima foram retiradas de “As Duas Árvores do Paraíso”; e de “Batismo Cristão”: ambos de Walter Scott).

 

6) A Casa de Onesíforo


Vocês devem se lembrar de que falamos de Jônatas, que não estava disposto a compartilhar a rejeição de Davi. Onesíforo é um nome que, por toda a eternidade, soará como alguém que não apenas estava disposto a compartilhar a rejeição e reprovação de Cristo, mas que muito diligentemente procurou Paulo e o encontrou, quando ele era prisioneiro de Nero, acorrentado em um masmorra romana. Daquela masmorra, Paulo escreve: “Bem sabes isto: que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim” (2 Tm 1:15). Éfeso era a capital da Ásia Menor, e Paulo havia trabalhado ali por três anos. Leia a última parte do capítulo 20 de Atos, contando sobre a mais comovente despedida entre Paulo e os anciãos de Éfeso. Vocês se lembram que todos eles choraram muito, e se lançaram ao pescoço de Paulo e o beijaram. Mas agora Paulo era um prisioneiro em uma masmorra romana, e eles tinham vergonha dele, e também era perigoso ser conhecido como um de seus amigos: então todos na Ásia o abandonaram, e isso incluía os anciãos de Éfeso. Isso não significa que eles se afastaram de Cristo, e mais tarde o apóstolo João escreve uma carta para a assembleia de Éfeso, com muitas coisas boas a dizer sobre eles: mas eles eram uma assembleia caída, embora exteriormente tão bela, pois haviam deixado seu primeiro amor (Ap 2:4). Acho que essa queda começou quando eles se afastaram de Paulo. E não foram apenas os da Ásia que abandonaram aquele homem desprezado e rejeitado neste momento. Em sua primeira defesa diante de Nero, ninguém ficou com ele, “todos me abandonaram”, escreve o apóstolo. Apenas Lucas estava com ele de todos os seus amados companheiros de trabalho. Foram dias sombrios, de fato. Existem alguns outros nomes daqueles que não se envergonharam do servo rejeitado: seus amados “Prisca e Áquila”, que por tanto tempo lhe haviam sido fiéis, ainda permaneciam inalterados. Depois, há Trófimo que ficou doente em Mileto; e da assembleia em Roma havia Êubulo, Pudente e Lino e Cláudia (a última, provavelmente, uma donzela britânica de olhos azuis e cabelos louros; só um pouco mais tarde ouvimos falar de um “Pudente e Cláudia” em Roma como marido e mulher).


Foi nesses dias sombrios que Onesíforo veio de Éfeso para Roma e o apóstolo escreve: “vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou. O Senhor lhe conceda que, naquele Dia, ache misericórdia diante do Senhor. E, quanto me ajudou em Éfeso, melhor o sabes tu” (2 Tm 1:16-18).


Como é revigorante encontrar alguém cujo amor e lealdade resistiram à prova: alguém que estava disposto a compartilhar a rejeição e o perigo do velho apóstolo. Ao compartilhar a rejeição de Paulo, ele também estava compartilhando a rejeição e reprovação de Cristo, e como Moisés no passado, não duvido, ele estimava maiores riquezas do que este mundo poderia oferecer. Há algo muito comovente na pequena companhia unida tão intimamente pela devoção a JESUS – e alguém disse: “Devoção a Jesus é o vínculo mais forte entre os corações humanos”. Quão intimamente eles estariam ligados um ao outro, quando todos os demais os tivessem abandonado: o velho prisioneiro judeu, o médico grego, a donzela britânica e o visitante de Éfeso. Quase podemos vê-los, e podemos entrar um pouco em seus pensamentos e sentimentos: que o Senhor nos ajude a ser verdadeiros e leais como eles foram, diante de tão terrível perigo!


Mas era a casa de Onesíforo que pretendíamos considerar, e eu me afastei dela. O apóstolo escreve: “O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo” (2 Tm 1:16), e novamente: “Saúda a Prisca, e a Áquila, e a casa de Onesíforo” (2 Tm 4:19). Toda a família está ligada à lealdade de sua cabeça; toda a família é especialmente recomendada à misericórdia do Senhor pelo coração leal e amoroso de Onesíforo. Como Itai antigamente, toda a família compartilhava a rejeição com sua cabeça. Isto é como deveria ser. Que assim seja de fato em nosso lar!


E o Senhor ainda é rejeitado, e muitos hoje se afastaram de Paulo e de seus ensinamentos. Milhares e milhares aceitam alegremente a salvação do Senhor Jesus Cristo: mas poucos há hoje que estão dispostos a sair a Ele fora do arraial, levando Seu vitupério ou reprovação. Esse é o teste. Senhor Jesus, permite-nos ter nossos olhos fixos em Ti, nosso coração cheio de Teu amor, para que, como Onesíforo e sua família, possamos estimar Tua reprovação em seu verdadeiro valor!


“Portanto, tristes e estranhos para eles os esplendores

Do mundo devem ser,

Ó Jesus esquecido e rejeitado,

Nós olhamos para Ti!”

 

7) A Casa de César


“Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César” (Fp 4:22). Dificilmente posso passar por esta casa, embora não tenha nada a dizer sobre ela. Talvez fosse a casa mais difícil do mundo para um Cristão, mas Cristãos estavam lá. Alguns de nascimento nobre nós sabemos, alguns de posição inferior, mas cada nome conhecido pelo Senhor que os chamou: e o dia está chegando em breve quando os encontraremos. Alguns, sabemos, deram a vida por seu Senhor e Mestre. A nossa porção pode estar numa “casa” difícil, mas, lembremo-nos dos santos da “casa de César” se formos tentados a desanimar. Eu poderia acrescentar que a palavra grega usada para “casa” aqui é a palavra mais restrita, usada também para a casa de Estéfanas em 1 Coríntios 16:15.


Os Santos na Casa de César

(Filipenses 4:22)



Embora a depravação, notória e desavergonhada,

Pisasse corajosamente o palácio de Nero,

Naqueles recintos sinistros daquela corte vil

Havia alguns que andavam com Deus.


Como as poucas almas que, em Sardes,

Mantiveram-se imaculadas do mundo,

Assim também esses Santos na Casa de César

Mantinham sua imaculada bandeira hasteada.

Confiando nos méritos de seu Salvador,

Apoiando-se no poder de seu Salvador,

Eles foram à prova contra a tentação.

Agora andam com Ele em branco!

Senhor, Teu poder pode guardar Teus filhos

No lugar mais improvável.

Não há tentação enviada a eles

Que seja maior do que Tua graça.


Kathleen Cooke

 

8) A Família de Narciso


Esta é outra família da qual não sabemos quase nada: “Saudai aos da família de Narciso”. Tal é a breve referência em Romanos 16:11. E não há sequer a palavra “da família” no Testamento grego, apenas “aos de Narciso”. Mas o Senhor permitiu que uma inscrição antiga muito interessante viesse à luz, que pode nos dizer um pouco mais. Narciso, (não sabemos ao certo se é o mesmo homem) era um escravo emancipado e favorito de Cláudio César, mas foi morto por Nero. A antiga inscrição registra o nome de “Dikoeosyne”, que significa “Justiça”, a esposa de T. Claudius Narciso; uma mulher que é descrita como “a mais devota e simples em sua vida”. Esta pode muito bem ser a viúva que agora era a cabeça da “família de Narciso”, que aprendeu com o Evangelho o que era a verdadeira justiça. É doce pensar nesta mãe devota e simples criando sua família em Roma para o Senhor e regozijando-se em Sua justiça.

 

9) As Famílias de Aristóbulo e Cloe


“Os da família de Aristóbulo” em Romanos 16:10, e “os da família de Cloe” em 1 Coríntios 1:11, são semelhantes em forma de redação ao da família de Narciso. Eles são duas testemunhas a mais ao abençoado fato de que, naqueles primeiros dias, os chefes de família traziam suas famílias com eles para seguir o Senhor.

 

10) A Senhora Eleita e Seus Filhos


“O ancião à senhora eleita e a seus filhos, aos quais amo em verdade e não eu apenas, mas também todos os que têm conhecido a verdade... A graça seja convosco, misericórdia, paz da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, em verdade e amor. Regozijei-me grandemente por ter achado de teus filhos andando em verdade, assim como temos recebido mandamento do Pai. Os filhos da tua irmã eleita te saúdam” (2 Jo 1, 3, 4, 13 – JND).


Aqui temos mais duas famílias de filhos que são seguidores do Senhor; e uma família, certamente, com sua mãe, caminhando na verdade. É a esta família, a esta mãe com os seus filhos, que o Espírito de Deus, pelo apóstolo João, envia a solene mensagem de não acolher ninguém na sua casa se não trouxer a doutrina de Cristo, nem mesmo de lhes saudar, “Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras”. Esta é a “verdade” para hoje na qual vocês e eu devemos andar, tão verdadeiramente quanto era nos dias do apóstolo João. Mas hoje talvez existam muitos mais que não trazem a “doutrina de Cristo”, e nós, inclusive as senhoras e crianças, precisamos dar mais atenção a esta solene admoestação.

 

11) Arquipo


“Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador, e à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro, e à igreja que está em tua casa: graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo” (Fm 1:1-3). Filemom era evidentemente um homem rico, com escravos sob seu comando. Um de seus escravos, Onésimo, fugiu e foi para Roma. Provavelmente ele furtou seu senhor antes de partir. Em Roma, ele conheceu o apóstolo Paulo e, por meio dele, Onésimo encontrou o Senhor e tornou-se Seu escravo.


Paulo escreve esta pequena e amável epístola, recomendando Onésimo ao seu antigo senhor, ao enviá-lo de volta. Esta é a ordem de Deus, e podemos muito bem acreditar que Filemom o recebe agora “para sempre, não já como servo; antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor”.


Penso que Áfia foi a esposa de Filemom, a dona da casa; e Arquipo era, podemos pensar, seu filho adulto. Seu nome significa “capitão do cavalo”. Talvez ele fosse um jovem capitão da cavalaria do exército romano. Acreditamos que eles viveram em Colossos (Cl 4:17), embora não tenhamos certeza disso. Mas sabemos que a assembleia de crentes da cidade em que viviam se reunia em sua casa.


Um serviço especial foi confiado a Arquipo, o filho. O que era esse serviço não nos é dito; mas o Apóstolo escreve: “E dizei a Arquipo: Atenta para o ministério que recebeste no Senhor, para que o cumpras” (Cl 4:17). Quando o homem partiu para fora da terra, em Mt 25:14-30, ele entregou seus bens a seus próprios servos: “e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade [habilidade particular – JND]. E penso que não haja nenhum de meus leitores a quem o Senhor não tenha confiado algum serviço especial... a cada um de nós de acordo com nossa habilidade particular. Talvez não façamos como o servo que recebeu um talento fez e escondamos nosso talento na terra; mas a palavra do Senhor a Arquipo vem a cada um de nós que pertencemos a Ele, e a cada um de nossos filhos, que são Seus: “Atenta para o ministério que recebeste no Senhor, para que o cumpras”.


Que nós, pais ou avós, possamos ser capacitados a ajudar a treinar essas habilidades, esses talentos, para que sejam “cumpridos”, preenchidos ao máximo, usados da melhor e mais elevada maneira por cada um de nossos filhos. Temos visto que essas crianças são apenas um empréstimo do Senhor para nós, para os treinarmos para Ele mesmo. Ele deu a cada um habilidades, talentos, que eles são responsáveis por usar para Ele mesmo, e é nosso feliz privilégio procurar ajudá-los a cumprir este ministério. Que Deus nos dê a fidelidade e a sabedoria de que tanto precisamos para realmente fazer isso com sabedoria e de boa maneira para Ele, de Quem eles são e a Quem eles servem.

 

12) Timóteo


Chegamos agora a uma das famílias mais encantadoras do Novo Testamento. Somos apresentados à Lóide, a avó, e à Eunice, a mãe, do jovem Timóteo. O apóstolo dá testemunho da fé não fingida tanto na avó quanto na mãe (2 Tm 1:5). E em 2 Timóteo 3:15, lemos: “desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus”.


Que herança para qualquer criança! Conhecer as Sagradas Escrituras. Podemos ter pouco a deixar a nossos filhos em termos de posses terrenais, mas se lhes dermos, desde criança, o conhecimento das Sagradas Escrituras, daremos a eles maiores riquezas, maiores tesouros do que tudo o mais que este mundo possui. Lóide, a avó, e Eunice, a mãe, tinham fé verdadeira, e podemos ter certeza de que foram elas que ensinaram a Timóteo, quando ainda era recém-nascido, (pois é isso que significa a palavra grega) as Sagradas Escrituras, pois seu pai era grego.


O resultado? Todos vocês o conhecem. Leia a Primeira e a Segunda Epístolas a Timóteo. Suponho que não haja nada como elas em toda a literatura do mundo inteiro. Tímido por natureza, pronto para chorar, jovem e tenro em idade: este é o jovem, talvez quase se possa dizer, o menino, em quem o grande apóstolo se apoiou, mais do que em qualquer outro. Por quê? As Sagradas Escrituras escondidas em seu coração, e fé não fingida.


Este é um exemplo que todos podem seguir: que nós, os avós, e vocês, os pais, busquemos com todas as nossas forças e com a sabedoria do alto fazer por nossos queridos o que Lóide e Eunice fizeram por Timóteo. Certamente podemos contar com o Único que pode, para operar essa mudança interior, que as Escrituras chamam de “nascer de novo”; e a fé não fingida e o conhecimento das Sagradas Escrituras conduzirão e protegerão cada ente querido por todo o caminho diante deles.

 

Exortações aos Pais 1) Admoestações do Novo Testamento


As histórias das crianças com seus pais chegaram ao fim: não que tenhamos esgotado nossa Casa do Tesouro, pois posso pensar em muitas outras; mas temo ter esgotado sua paciência e, por isso, volto-me por um breve momento para as exortações que a Escritura dá aos pais. Já examinamos um pouco as do Velho Testamento. Mas agora quero levá-los às exortações do Novo Testamento: e, estranhamente, pareço incapaz de encontrar tais exortações para a Mãe. Penso que o “amor materno” deve torná-la sábia o suficiente para saber como lidar com cada filho, sem precisar de instruções: embora ela faça bem em ter em mente as instruções divinas dadas ao seu marido.


Pois há instruções – muito poucas e muito simples – para o pai. Isso salvará muitas dores de coração, se apenas essas poucas palavras encontrarem um alojamento permanente no coração do pai.


Efésios 6:4 diz: “E vós, pais (o homem), não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor” A palavra grega usada para “não provoqueis” é raramente usada. O único outro lugar que a encontramos no Novo Testamento é em Romanos 10:19. O substantivo formado a partir dela é encontrado em Efésios 4:26, mas em nenhum outro lugar no Novo Testamento. Lá significa “irritação”. Você está irritado, e o Senhor diz: “Não se ponha o Sol sobre a sua irritação”. Talvez a exortação aos pais possa ser traduzida: “Vós, pais, não irriteis vossos filhos”. Como é fácil irritá-los. A palavra não é tão forte a ponto de deixá-los com raiva. Talvez inclua as provocações que tantas vezes somos tentados a fazer com nossos filhos. Talvez pensemos que temos o direito de fazer isso e que é bom para eles. Pelo contrário, é desobediência direta à Palavra de Deus e certamente trará uma colheita de tristeza. Devemos “criá-los”. A palavra assim traduzida é usada novamente no capítulo 5 de Efésios, versículo 29; onde lemos que Cristo ‘alimenta ou nutre’ a Igreja. Não devemos “empurrar”, “forçar” as crianças, mas “trazê-las”: e que diferença! Devemos “criá-los” [N. do T.: As versões inglesas traduzem a palavra grega ”ektrephō” como “bring them up” ou “trazê-las para acima, à maturidade”; em português é “criar”] “na disciplina... [N. do T.: “Paideia” em grego significa educação, treino, disciplina, correção, castigo, instrução, alimentação, nutrição] do Senhor”. Esta palavra traduzida como “disciplina” significa literalmente “a criação de uma criança”. Nós a encontramos novamente em 2 Timóteo 3:16, onde é traduzida “instrução”. Aí está a Palavra de Deus, as Escrituras, que nos ‘alimentam’ e ‘instruem’. Em Hebreus 12:5, 7-8, 11, encontramos novamente a palavra [“paideia”], traduzida desta vez como “correção”. Isso inclui as varadas disciplinares e outras punições que somos responsáveis por aplicar aos nossos filhos, e a Escritura nos diz que no momento isso “não parece ser de gozo, senão de tristeza; mas, depois, produz o fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (Hb 12:11). Estamos desobedecendo ao Senhor quando não castigamos nossos filhos, e nós notamos isso ao falar de Eli e seus filhos. Mas tenhamos em mente que, para criar nossos filhos na criação do Senhor, o castigo está incluído. Esta palavra também inclui treinamento, aprendizado, instrução, disciplina: cada uma delas extremamente importante para a criança de acordo com as sua maneiras e tudo incluído na “criação”. Mas há outra palavra. Devemos criá-los na “disciplina e admoestação do Senhor”. A palavra “admoestação” significa literalmente “lembrar”. Talvez a maioria das crianças seja esquecida e parte de seu treinamento seja relembrá-las. Que paciência é necessária para isso. Talvez a palavra também inclua ensino, exortação e advertência: e certamente não ameaças. Devemos dar-lhes todos estes, mas todos devem ser “do Senhor”. E lembremo-nos, nunca devemos irritá-los.


Temos outra pequena palavra para os pais em Colossenses 3:21. É apenas uma linha no meu Testamento grego: mas quanto se encontra nessa única linha! “Vós, pais (os homens), não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo” A palavra “irritar” (ou “provocar”) é também encontrada em 2 Coríntios. 9:2 como “estimular” e em nenhum outro lugar no Novo Testamento. Deus, nosso Pai, é o Deus de todo encorajamento (2 Co 1:3 – JND), e não devemos fazer nada que desanime ou desencoraje nossos filhos. Nosso caráter para com eles deve ser o mesmo que o caráter de nosso Pai para conosco: Encorajamento. Que o próprio Senhor nos ensine como fazer isso de acordo com a Sua vontade: imitá-Lo (Ef 5:1).


Alguns de nós, para os quais a oportunidade de atender a essas advertências é passada, olhamos para trás com amargo arrependimento pelas vezes em que deixamos de dar atenção a elas. Que os queridos para quem estas linhas foram escritas perdoem essas falhas em relação a eles, e que eles nunca se arrependam, à medida que envelhecem.


Embora não pareça haver nenhuma admoestação especial para as mães, há uma mensagem muito importante para as moças, e é claro que essa mensagem inclui as jovens mães. O apóstolo está contando a Tito sobre os deveres das mulheres idosas; e parte desse dever é ‘ensinar’ ou ‘admoestar’ as moças. É uma palavra notável, usada apenas aqui no Novo Testamento. Literalmente significa “trazer alguém de volta à razão”. Palavras muito semelhantes são usadas em três outros lugares neste capítulo e traduzidas como ‘discreto’ ou ‘sóbrio’. Bem, as mulheres idosas devem admoestar as jovens a serem “apegadas a seus maridos, apegadas a seus filhos, discretas, castas (puras, imaculada), diligentes nos deveres de casa (literalmente – trabalhadoras em casa: uma palavra necessária hoje, quando há uma tentação especial de ‘trabalhar fora de casa’), boas, sujeitas a seus próprios maridos, para que não se falem mal da Palavra de Deus” (Tt 2:4-5 – JND).

 

2) Admoestações do Velho Testamento


Vamos examinar juntos algumas das exortações do Velho Testamento para nós, pais ou avós, pois descobrimos que ambos estão incluídos.


“Guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos (Dt 4:9). Uma palavra para cada um de nós aqui.


“E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás [as inculcarás – ARA] a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Dt 6:6-9).


“E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; e escreve-as nos umbrais de tua casa e nas tuas portas, para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o SENHOR jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a Terra” (Dt 11:19-21).


Essas passagens podem muito bem nos ajudar a entender a urgência de ensinar as Escrituras aos nossos filhos. À medida que eles envelhecem, os trabalhos escolares e os deveres de casa ocupam seu tempo; e ano após ano vocês descobrirão que suas oportunidades diminuem. Enquanto são crianças, é o momento de ensinar-lhes este abençoado Livro. Quando éramos crianças, minha mãe costumava nos reunir todos os dias, principalmente nas férias, e ela lia em voz alta para nós; e fazia o velho e querido Livro viver para cada um de nós. Tenho certeza de que cada criança em nossa família relembra com prazer puro e sem limites aquelas leituras à tarde com nossa mãe. Não foi nenhum cansaço para nós, o que quer que tenha sido para ela, sentar e ouvir histórias da Bíblia; e o pouco que sabemos das Sagradas Escrituras, tenho certeza de que aprendemos muito com ela. Nosso pai também nos ensinou nas leituras diárias da manhã e da noite; e tínhamos uma tia e uma avó, que também nos ensinavam essas Sagradas Escrituras. Cada um deles os amava, e nós bem sabíamos disso; talvez fosse esse o segredo que inconscientemente nos fazia amar também as Sagradas Escrituras.


Quando passamos do Livro de Deuteronômio para o Livro de Provérbios, encontramos um tipo totalmente diferente de admoestação aos pais.


“O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho louco é a tristeza de sua mãe” (Pv 10:1; Veja também 15:20; 19:13; 29:3).


Em certo sentido, esse versículo pode ser considerado um resumo de grande parte do ensino do Livro de Provérbios. Tem sido chamado de O Livro do Jovem, e há muita verdade neste ditado, embora as moças devam igualmente dar atenção a ele. Vocês notarão no versículo que acabei de citar, e nos versículos citados abaixo, que a palavra é dirigida ao “filho” e não ao “pai”. É o pai que está falando. E esse pai era Salomão. E ao lermos essas palavras sinceras e ardentes, e então nos lembrarmos do filho de Salomão, Roboão, e de todo o seu mal, a tragédia disso parece aumentar mil vezes. A culpa, como vimos, era do próprio Salomão, e as sementes do problema remontaram até para Davi. Mas isso não diminui a tristeza que se sente ao ler o Livro dos Provérbios, com um olho fixo em Roboão. No entanto, todas as palavras são verdadeiras, e se nossos filhos apenas prestassem atenção a elas, de quanta tristeza e miséria eles seriam salvos.


Vamos agora citar algumas dessas exortações ao “filho”, que vocês notarão que na realidade é o mesmo ensinamento que acabamos de ver em Deuteronômio, mas de outro ponto de vista.


“Filho meu, ouve a instrução de teu pai e não deixes a doutrina de tua mãe” (1:8).


“Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (3:1-2).


“Ouvi, filhos, a correção do pai e estai atentos para conhecerdes a prudência. Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei. Porque eu era filho de meu pai, tenro e único em estima diante de minha mãe. E ele ensinava-me e dizia-me: Retenha as minhas palavras o teu coração; guarda os meus mandamentos e vive. Adquire a sabedoria, adquire a inteligência e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca” (4:1-5).


“Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham e saúde, para o seu corpo” (4:20-22).


“Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha razão inclina o teu ouvido; para que conserves os meus avisos [ou a discrição], e os teus lábios guardem o conhecimento” (5:1-2).


“Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos e não vos desvieis das palavras da minha boca” (5:7).


“Filho meu, guarda as minhas palavras e esconde dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração” (7:1-3).


“Não clama, porventura, a Sabedoria? E a Inteligência não dá a sua voz? Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos” (8:1, 32).

 

“O Filho Sábio Ouve a Instrução de Seu Pai”

(Pv 13:1)


Vocês notarão que as Escrituras que acabamos de citar vêm da primeira metade do Livro de Provérbios. Na última parte deste livro encontramos mais advertências aos pais. Pode ter sido mais tarde em sua vida, quando ele percebeu que era tarde demais, e que não havia esperança, que Salomão aprendeu essas lições que ele tão sinceramente pressiona os pais hoje.


Ao ponderar sobre as lições que Eli e seus filhos nos ensinam, examinamos várias dessas passagens que exortam os pais a usar a vara. Não as repetiremos, com exceção de Provérbios 23:13-14: “Não retires a disciplina [correção – TB] da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno [Sheol – JND]. Esta é uma Escritura que deve penetrar no coração de todos os pais. Muitas vezes esquecemos que Deus diz que o uso da vara ajuda a salvar nossos filhos do inferno. A vara é dolorosa para eles e dolorosa para os pais: mas quanto mais terrível para ambos se a criança tiver que sofrer as dores eternas do inferno, por falta de algumas boas varadas quando a criança era pequena.


Outra Escritura que fazemos bem em ponderar seriamente é Provérbios 19:18: “Castiga teu filho enquanto há esperança”. Podemos dobrar o galho quando é novo e verde, mas logo ele fica duro e quebradiço, e não há esperança de dobrá-lo então. Há esperança para as crianças quando são pequenas, e certamente esse é o momento de castigá-las. Pode haver momentos, mesmo quando eles são mais velhos, em que devem ser espancados: mas é uma provação muito mais difícil para pais e filhos do que quando eram pequenos. Lembremo-nos da rapidez com que passa o tempo em que “há esperança” e aproveitemos para este lado doloroso do treinamento; para que mais tarde não seja necessário.


Há mais uma Escritura da qual já falamos, mas que gostaria de lembrá-los novamente antes de deixarmos este livro muito prático, e é o capítulo 22, versículo 6 – ARA: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Isso me parece ser uma promessa muito encorajadora para os pais, e que podemos levar a sério para nos animar no caminho, enquanto procuramos educar nossos filhos no caminho que devem seguir.


As palavras do avô terminaram: mas elas o condenaram fortemente. Elas o fizeram sentir como ele falhou e como ele era totalmente desqualificado para tal trabalho. Mas nestas páginas há promessas e advertências, conselhos e encorajamento, d’Aquele que “nunca falha”. Sobre esses podemos descansar com confiança irrestrita. Esses certamente podem nos guiar corretamente mesmo nestes últimos dias, quando sabemos que tempos difíceis virão (2 Tm 3:1). Nosso próprio fracasso e fragilidade podem muitas vezes nos derrubar, mas sejamos sempre encontrados “olhando para Jesus”. Só lá encontraremos força para o dia. E lembremo-nos sempre e sempre: “DEUS É FIEL”.


  • “Quem, porém, é suficiente para estas coisas?” (2 Co 2:16 – ARA)

  • “a nossa capacidade vem de Deus” (2 Co 3:5)

  • “SUA BENIGNIDADE É PARA SEMPRE” Sl 136

 

Sobre o Autor


Meu pai, George Christopher Willis, nasceu em Toronto, Canadá, em 1889. Ainda jovem, ele aceitou o Senhor Jesus como Seu Salvador e toda a sua vida foi dedicada ao seu Mestre. Quando criança, ele costumava ler “Milhões da China”, uma revista publicada pela China Inland Mission. Ele foi muito influenciado por isso e desde então quis ir para a China, para compartilhar as boas novas. Ele estudou engenharia na McGill University e se casou alguns anos depois. Quando ele pediu minha mãe em casamento, não foi: “Quer casar comigo?” mas “Você vai para a China comigo?”


Meus pais foram para a China em 1921 com seus três filhos pequenos. Eles eram missionários “independentes” e as coisas foram muito difíceis no começo. Eles se mudaram do sul da China para Kuling, um belo local nas montanhas do norte da China, pois as crianças não toleravam o clima do sul.


Aqui meu pai conseguiu um emprego de supervisor na construção de uma agência dos correios. Muitos missionários costumavam passar as férias em Kuling, e aqui, pela primeira vez, meu pai conheceu Cristãos “liberais”. Ele ficou tão chocado com algumas de suas crenças que escreveu para a Inglaterra e comprou livros para refutar seus ensinamentos. Ele vendia esses livros na beira da estrada, em frente ao prédio dos correios, na hora do almoço. Foi aqui que germinou a ideia de uma boa e sólida livraria Cristã. Em 1924, nos mudamos para Xangai, onde meu pai abriu a Christian Book Room, que ainda funciona.


Meus pais foram protegidos pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial e ficaram no Canadá por pouco tempo antes de voltarem. Toda a sua vida foi dedicada a servir ao Senhor e ele amou e foi muito amado pelo povo chinês.


Em todos os seus negócios, ele encontrou tempo para escrever vários livros e frequentemente trabalhava em textos ilustrados das Escrituras. Ele dirigia o Christian Book Room e fazia muita evangelização. Ele finalmente voltou para o Canadá em 1967.


Mesmo na velhice, ele ainda escrevia e trabalhava em seus textos ilustrados e passava muito tempo visitando. Lembro-me muito bem, quando ele não conseguia cuidar de si mesmo, e eu cuidava dele, os calos grossos nos joelhos de todo o tempo que ele passava em oração. Pode-se dizer verdadeiramente dele que, embora esteja agora com o Senhor, suas obras ainda falam.


F. M. W. (1989)

 



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