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Estrelas (Novembro de 2023)


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Revista mensal publicada pela Bible Truth Publishers

 

ÍNDICE


W. Kelly

S. R. Gill

W. J. Prost

Mensagens do Amor de Deus (20/8/1995)

J. N. Darby (adaptado)

R. Beacon

P. Wilson

Autor desconhecido

E. Dennett

G. W. Frazer, 1882

 

Estrelas


“Dar-lhe-ei a Estrela da Manhã” (Ap 2:28).

Isso não é abençoado? Não apenas associação com Cristo no dia de Seu poder, quando o vigor dos homens será feito em pedaços como os vasos de um oleiro, mas “nossa reunião com Ele” antes daquele dia. Essa esperança permanece em toda a sua plenitude e tão fresca quanto era no início. Só Cristo poderia falar e agir assim.


O Sol, quando nasce, convoca o homem para seu atarefado dia de trabalho, mas a estrela da manhã brilha apenas para aqueles que não dormem como os outros – para aqueles que vigiam como filhos da luz e do dia. Estaremos com Cristo, sem dúvida, quando o dia da glória raiar sobre o mundo, mas a estrela da manhã é vista antes do dia, e Cristo não apenas diz: “Eu Sou... a resplandecente Estrela da Manhã”, mas: “dar-lhe-ei a Estrela da Manhã”. Ele virá e receberá Seus santos celestiais antes que eles apareçam com Ele em glória.


Que possamos ser fiéis a Ele na recusa do conforto, honra e poder presentes! Que possamos segui-Lo, tomando a nossa cruz e negando-nos diariamente! Ele não Se esquecerá de nós em Seu dia, e nos dará, antes que venha, a estrela da manhã.


W. Kelly

 

As Maravilhas das Estrelas


“Quando vejo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a Lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que Te lembres dele?” (Sl 8:3-4). A admiração com que o rei Davi ergueu os olhos numa noite estrelada permaneceu com ele enquanto ele viveu. Poucas pessoas hoje veem as estrelas como ele, por causa da poluição, da fumaça e do efeito das luzes na atmosfera.


Na verdade, sem um telescópio, o olho humano pode ver apenas cerca de 2.000 estrelas. No entanto, quando a Via Láctea é contemplada, cerca de cem bilhões de estrelas estão visíveis, mas elas estão tão longe que nenhuma estrela pode ser identificada individualmente.


Nosso sistema solar, relativamente pequeno – o Sol com os seus nove planetas e luas –, faz parte da galáxia Via Láctea. Mas a Terra, o Sol e a Via Láctea são uma parte muito pequena de todo céu. Os telescópios atuais descobriram cerca de cem bilhões de galáxias que contêm mais de cem bilhões de estrelas. Os astrônomos admitem que não sabem o que está além, e alguns reconhecem que essa vasta exibição tinha que ter um “poder superior” para criá-la e controlá-la.


Sabemos pela Bíblia que o Senhor Jesus Cristo é o “Poder Superior”, “pois n’Ele foram criadas todas as coisas nos céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis... tudo foi criado por Ele e para Ele; Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele” (Cl 1:16-17).


Conte as estrelas!

Da próxima vez que estiver numa praia, pegue um punhado de areia. Acha que consegue contar os grãos? Astrônomos respeitados afirmam que o número total de estrelas no universo é maior do que o número de grãos de areia em todas as praias oceânicas da Terra! Eles afirmam que existem 10.000 vezes mais estrelas do que grãos de areia neste mundo! Que fato surpreendente!


Quem, senão o Criador divino, poderia colocar todas essas estrelas no espaço, colocá-las em movimento e mantê-las em suas órbitas em perfeita ordem? O rei Davi nos diz: [Ele] conta o número das estrelas, chamando-as a todas pelos seus nomes” (Sl 147:4). Os homens só podem estimar o número, mas o Senhor sabe o número exato! Os homens dão nomes àquelas que podem ver, mas o Senhor chama cada uma pelo nome. Você gostaria que lhe pedissem para nomear todos os grãos de areia da Terra? No entanto, Deus tem nomes para todas as estrelas, que são muito mais numerosas. Que lembrança de Sua grandeza e interesse incansável em todas as coisas que Ele criou!


Olhando para essa manifestação espetacular, não é de admirar que o rei Davi tenha perguntado: “que é o homem mortal para que Te lembres dele?”. Sim, Deus está atento a todas as pessoas, incluindo você, e Ele o convida a compartilhar a eternidade com Ele em um lugar de maiores maravilhas do que o céu estrelado. Se você admitiu que é um pecador e deixou o Senhor Jesus Cristo lavar seus pecados em Seu sangue derramado no Calvário, você estará com Ele para sempre nas maravilhas do céu.


S. R. Gill

 

E Fez as Estrelas


O título deste artigo é tirado de Gênesis 1:16, onde, no quarto dia da criação, Deus fez luminares “para aluminar a Terra”. É significativo que Deus utilizou um dia inteiro e apenas a luz foi criada; nada mais foi feito no primeiro dia. O próprio Deus não precisava da luz do Sol, da Lua ou das estrelas para poder trabalhar, pois no primeiro dia Ele disse: “Haja luz” (Gn 1:3). Por causa dessa luz, a luz foi separada das trevas, e assim a luz se tornou dia, e as trevas se tornaram noite. Mas então, no quarto dia, Deus criou o Sol, a Lua e as estrelas.


Um pouco de informação está conectada com o Sol e a Lua, pois mais uma vez eles deveriam separar o dia da noite. Mais do que isso, eles deveriam ser “para sinais, para estações, para dias e anos” (Gn 1:14 – ARA). O Sol deveria governar o dia, e a Lua deveria governar a noite; eles deveriam iluminar a Terra.


As estrelas

Mas então, quando se trata de fazer as estrelas, a Palavra de Deus as traz quase como uma reflexão tardia. Ele simplesmente diz: “E fez as estrelas”. Em outra tradução, a referência às estrelas é ainda mais breve. No final do versículo 16, lê-se: “E as estrelas” (JND). Quando percebemos o grande número de estrelas que existem e o tamanho colossal de muitas delas, na comparação com o Sol e a Lua, estes parecem insignificantes. No entanto, o Espírito de Deus dedica muito mais espaço a eles, descrevendo sua criação e função. Por que isso acontece?


Eu acredito que é porque o Sol e a Lua estão envolvidos com a bênção da criação de Deus na Terra, e particularmente com a bênção do homem. O Universo, pelo menos o que conhecemos hoje, é tão vasto que, se fosse feito um modelo dele, que fosse grande o suficiente para que a Terra fosse vista a olho nu, o modelo seria grande demais para que a Terra o contivesse. No entanto, Deus escolheu a Terra, um dos menores elementos de Sua criação, para ser adequada para o homem viver nela, e Ele colocou o homem nela. Então, Ele começou a operar Seus propósitos a respeito de Seu Filho amado sobre essa mesma pequena Terra.


A Terra foi feita para o homem

Quando Deus tornou a Terra adequada para a existência do homem, Ele estava interessado no que seria para o conforto e prazer do homem aqui. O Filho amado de Deus era “cada dia as Suas delícias” (Pv 8:30), e Seu Filho estava destinado a Se tornar um Homem e descer à Terra. Assim, também lemos que Deus Se regozijava “no Seu mundo habitável” e que as Suas “delícias” estavam “com os filhos dos homens” (Pv 8:31). Certamente Deus Se interessa por toda a Sua criação, mas Seu interesse está particularmente na Terra, e ainda mais particularmente na parte dela que é habitável. Que graça da parte de Deus!


Deus criou o homem para ter um relacionamento com ele e, portanto, aquela parte da criação que afetava o homem era importante para Deus. Quando se tratava de fazer as estrelas, elas não eram tão importantes aos olhos de Deus quanto o Sol e a Lua, pois o Sol e a Lua estão particularmente conectados com a Terra.


A criação das estrelas

Por que, então, Deus criaria as estrelas? Sabemos hoje que elas são muito numerosas e, como observamos em outras partes desta edição, os astrônomos sabem que existem 10.000 vezes mais estrelas nos céus do que grãos de areia na Terra! Isso é, no mínimo, incompreensível. O que é ainda mais impressionante é o tamanho de algumas das estrelas e a distância entre elas. A estrela mais próxima do nosso sistema solar está a cerca de 4,25 anos-luz de distância, e um ano-luz é a distância que a luz viaja em um ano. Como a luz viaja a quase 300.000 quilômetros por segundo, podemos ver facilmente que grandes distâncias estão envolvidas. Todas as outras estrelas estão muito mais distantes.


A maioria das estrelas é maior que o nosso Sol (que também é uma estrela), e a maior estrela conhecida até hoje é chamada UY Scuti. É tão grande que, se fosse um globo vazio, poderia conter cinco bilhões de vezes o Sol! Como mais de 900.000 Terras poderiam caber dentro do Sol, você pode imaginar o tamanho dessa estrela. Para tornar isso mais perceptível para nós, suponha que a Terra fosse do tamanho de uma bolinha de pingue-pongue. O número de Terras que caberia nesta enorme estrela cobriria o Estado de São Paulo (Brasil) com uma “manta de bolinhas” de 1,70m de espessura!


A manifestação da Glória de Deus

De acordo com a Escritura, Deus criou essas estrelas para manifestar Sua glória na criação, pois lemos que “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos” (Sl 19:1). Em uma noite clara, podemos ver a beleza das estrelas na Via Láctea, e quando percebemos quantas são e quão grandes elas são, elas certamente criam em nós uma sensação de temor pelo Criador delas. Elas se movem em harmonia, pois Deus as controla, e assim lemos que “todas as coisas subsistem juntas por Ele” (Cl 1:17 – JND). Mesmo que o homem não tenha uma revelação direta de Deus ou acesso à Sua Palavra, por meio do testemunho da criação ele é responsável por reconhecer “tanto o Seu eterno poder como a Sua divindade” (Rm 1:20).


No entanto, as estrelas também têm outros significados na Escritura. Elas são frequentemente usadas para representar indivíduos, e Abraão foi informado de que a semente dele seria tão numerosa “como as estrelas do céu” (Gn 22:17). Em outras partes da Palavra de Deus, os indivíduos são representados como estrelas. Mais notavelmente, nosso bendito Senhor Jesus Cristo é descrito como “uma Estrela... de Jacó” e “Dominará Um de Jacó” (Nm 24:17, 19). É possível que tenha sido um entendimento dessa passagem que levou os sábios do Oriente a reconhecer a estrela que anunciou o nascimento de nosso Senhor neste mundo. Esse mesmo Senhor Jesus Cristo aparecerá como a Estrela da manhã para Sua Igreja quando Ele vier para levá-la para casa para Si mesmo.


Usos negativos das estrelas

No entanto, as estrelas também foram usadas de forma negativa. Os homens inventaram os signos do zodíaco que conectaram as estrelas com o ocultismo e, infelizmente, muitos depositam sua fé nesse absurdo. Estevão acusou a nação de Israel de tomar “a estrela do vosso deus Renfã, figuras que vós fizestes para as adorar” (At 7:43). Foi por causa da adoração de ídolos que Deus permitiu que fossem levados ao cativeiro.


Em Apocalipse 8:10-11, lemos que “caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha... e o nome da estrela era Absinto”. Embora esteja além do escopo deste artigo entrar em todos os significados possíveis desta estrela, no entanto, é evidente a partir do contexto que ela representa um governante, ou alguém que recebeu responsabilidade diante de Deus. Sua autoridade original vem do céu, mas ele acaba sendo um apóstata degradado que cai sob o julgamento de Deus. Outra estrela é descrita em Apocalipse 9:1: “e vi uma estrela que do céu caiu na Terra”. Esse é outro governante maligno, distinto daquele do capítulo 8, e possivelmente é o anticristo. Foi-lhe permitido que abrisse o poço do abismo, do qual sai uma grande quantidade de demônios que causam sofrimento incalculável a um grupo específico na Terra.


A resplandecente Estrela da manhã

Mas Deus não termina Sua Palavra nessa mensagem. Em vez disso, em Apocalipse 22:16, o Senhor Jesus nos lembra que, para Sua Igreja, Ele pode dizer: “Eu Sou a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã”. Podemos olhar para o céu noturno – a noite presente deste mundo - e aguardar que Ele apareça como a Estrela da manhã a qualquer momento!


W. J. Prost

 

Existe Vida no Espaço?


Certa vez, um grupo de estudantes Cristãos fez uma excursão para visitar um planetário. O diretor de ciências da escola montou o planetário. Era uma grande bolha na qual os alunos podiam se recostar, e uma série de cilindros iluminados projetava as estrelas do Hemisfério Norte no teto da bolha.


Antes que os alunos entrassem, o diretor de ciências explicou por que o estudo das estrelas é tão interessante. Ele disse: “O tamanho do universo nos fascina. Só a nossa galáxia contém bilhões de estrelas, e os cientistas têm a certeza de que existem bilhões de galáxias com incontáveis bilhões de estrelas em cada uma”. Os Cristãos sorriram um para o outro ao ouvir esses números surpreendentes. Mais tarde, alguém disse: “Não há um versículo que diz que Deus chama todas as estrelas pelo nome?” "Sim”, concordaram os outros, “e a Bíblia simplesmente diz: Ele ‘fez as estrelas’, como se não fosse grande coisa para Deus fazer tantos bilhões de estrelas!”


O diretor de ciências continuou: “Claro, uma das partes mais fascinantes da astronomia é o assunto dos seres extraterrestres. As possibilidades de ter vida em algum lugar lá fora são tão altas que sabemos que deve haver vida lá.”


Seres extraterrestres

E então ele fez uma declaração surpreendente: “Você tem que rir dos filmes de ficção científica porque eles têm seres extraterrestres vindo para velhinhas ou crianças. Sabemos que, se houver algum por aí, ele aparecerá para alguém importante”.


Alguns dos Cristãos na sala estavam quase explodindo a essa altura. Como eles gostariam de interromper aquele homem para lhe dizer que, sim, há de fato “Vida” além da Terra! Em contraste com aqueles que estão pesquisando as vastas regiões do espaço sideral, sabemos que a fonte da própria vida está no céu e Deus é a fonte. Ele enviou Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, para a Terra! Jesus nos disse: “Eu Sou o Caminho, e a Verdade e a Vida” (Jo 14:6). Ele veio da casa de Deus, no céu, para este mundo.


E, senhor diretor (os alunos estavam pensando), Ele apareceu para uma velhinha! O nome dela era Ana e tinha 84 anos! Ela viu o Senhor Jesus quando Ele foi levado ao templo como um Bebezinho, e então ela saiu e disse aos outros que o Redentor havia chegado! E às crianças? Ele também veio até elas? Você sabe que sim! Ele até tomou as crianças nos braços e as abençoou.


A Aparição de Jesus Cristo

E quanto aos homens importantes daquela época? Jesus não apareceu a Augusto César, nem ao governador Pôncio Pilatos, ou ao rei Herodes. Deus enviou um anjo para contar a alguns pobres pastores que estavam ao lado do rebanho deles durante a noite. Mas Ele não enviou anjos aos reis ou aos governantes deste mundo. O próprio Senhor Jesus disse: “Graças Te dou, ó Pai, Senhor do céu e da Terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11:25).


O diretor de ciências também falou sobre as criaturas que espera encontrar. “Esperamos que esses alienígenas se comuniquem conosco.” Muitos outros cientistas disseram coisas semelhantes. Os Estados Unidos gastaram bilhões de dólares em várias expedições espaciais para procurar vida no universo. Alguns dizem que esperam que esta vida, quando a encontrarem, seja capaz de ajudar com os problemas da Terra.


Comunicações que temos

Mas essa “Vida” já se comunicou conosco por Sua Palavra, a Bíblia. Ele nos disse tudo o que precisamos saber sobre o princípio do mundo, sobre o fim do mundo e todos os problemas entre o início e o fim. A Bíblia, a comunicação de Deus a nós, diz que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).


O diretor de ciências terminou seus comentários dizendo: “Sabemos que daqui a um bilhão de anos será impossível haver vida na Terra. Não sabemos para onde as pessoas terão ido, mas elas não estarão aqui”.


Aqueles de nós que creem na Palavra de Deus e aceitaram o Senhor Jesus como nosso Salvador sabem onde estaremos! “Porque o mesmo Senhor descerá do Céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4:16-17).


E não será por apenas alguns bilhões de anos! “E assim estaremos para sempre com o Senhor” (ARA).


Onde você estará?


Mensagens do Amor de Deus (20/8/1995)

 

Sua Estrela no Oriente


O segundo capítulo de Mateus começa com a visita dos sábios do Oriente. Eles foram a Jerusalém perguntando, “Onde está Aquele que é nascido Rei dos judeus? Porque vimos a Sua estrela no Oriente e viemos a adorá-Lo” (Mt 2:2). Quantos havia em sua companhia não nos é dito, mas é provável que houvesse mais do que os três geralmente retratados em ilustrações.


A chegada deles foi ainda mais notável, uma vez que naquele momento os judeus estavam sob o domínio do império romano, e eles tinham um rei estrangeiro sobre eles – Herodes, um edomita. Esse fato mostra que o Senhor estava descontente com Seu povo, pois de acordo com a lei, um edomita não poderia entrar na congregação até a terceira geração, mas aqui estava um que era o rei deles.


Certamente o próprio Deus deve ter levado esses homens orientais a empreender aquela longa e cansativa jornada de milhares de quilômetros, pois é provável que tenham viajado em camelos por rotas perigosas. Não sabemos quanto entendimento espiritual eles tinham. No entanto, não há dúvida de que a palavra que Deus colocou na boca daquele ímpio profeta Balaão, muito tempo antes, se espalhou pelas terras gentias: “uma estrela procederá de Jacó, e um cetro subirá de Israel… E dominará Um de Jacó” (Nm 24:17, 19). Tem sido dito que muitos gentios no Oriente há muito esperavam o surgimento de alguém poderoso na terra da Palestina. Pode ser que os sábios tenham relacionado esse relato com o súbito aparecimento da estrela; de qualquer forma, eles partiram para Jerusalém, a capital da terra de Israel.


Efeitos da apresentação de Cristo

Herodes e toda Jerusalém ficaram muito perturbados por esses representantes de uma nação oriental terem vindo e perguntado sobre Aquele que havia nascido como seu Rei. E pensar que eles no centro religioso daquela nação não sabiam nada sobre Seu nascimento! No evangelho de Lucas, ele nos diz que um anúncio desse evento maravilhoso foi dado pelos anjos a alguns pastores pobres que cuidavam de seus rebanhos à noite num local perto de Belém. Mas os anjos passaram por Jerusalém. Sua mensagem aos pastores foi anunciada como “boas novas de grande alegria”, e os pastores a receberam com alegria. Mas diferentes efeitos são produzidos nas almas quando Cristo é apresentado. Os pastores louvaram a Deus, e mais tarde os sábios se regozijaram, mas Herodes “perturbou-se e toda a Jerusalém, com ele”. Parece que eles não compartilhavam o desejo dos pastores que foram até lá para vê-Lo. Ainda assim, os sumos sacerdotes e escribas tinham o conhecimento da Escritura. Eles poderiam dizer a Herodes que Belém Efrata era o lugar onde o Messias deveria nascer, de acordo com Miquéias 5:2. Isso mostra que é possível ter um certo conhecimento da Escritura e, no entanto, não ter amor por Aquele de Quem ela testifica. Esses homens do Oriente tinham apenas um pouco de luz, mas agiram de acordo com o que tinham e receberam a bênção. É assim que a fé sempre agirá.


Belém significa “a casa do pão”, e Efrata significa “frutífera”. Muitas memórias preciosas estavam ligadas a Belém Efrata. Raquel morreu lá; Rute conheceu Boaz lá; Davi nasceu lá e, o melhor de tudo, Jesus nasceu lá. Aqueles que O buscam encontram n’Ele o lugar de toda bênção e frutificação.


S. R. Gill

 

A Estrela da Manhã


“Dar-lhe-ei a Estrela da Manhã” (Ap 2:28). E quem é que vê a estrela da manhã? Aquele que vigia enquanto é noite. Todos veem o Sol em seu brilho, mas apenas aqueles que não são da noite, mas sabendo que moralmente é noite, veem a estrela da manhã e a recebem como sua porção. Quando surgiu a estrela que saudou Jesus, nascido Rei dos judeus, havia Anas e Simeões esperando o consolação de Israel. E quem eram os amigos de Ana naquele dia de trevas? Simplesmente aqueles que estavam esperando de redenção em Israel, e para eles ela falou d’Ele. Neles foi cumprida a palavra em Malaquias: “Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram frequentemente um ao outro” (ACF). Eles se conheciam e desfrutavam do conforto do que se segue dito pelo profeta: “Mas para vós, os que temeis o Meu nome, nascerá o Sol da justiça, e cura trará nas suas asas”. Estes eram uns poucos pobres e desprezados, mas estavam “esperando” a redenção em Israel, conscientes da ruína e do mal, porque vivos para a glória de Deus e para o privilégio de ser Seu povo.


As Anas e Simeões tinham o segredo de Deus na alma deles e falavam a todos os que esperavam por consolação em Israel. Mas eles estavam satisfeitos com o estado das coisas? Não, mas, separados do mal, eles esperaram por Aquele único que poderia corrigir o mal. E assim é em nossos dias; o Cristão não pode mudar os chamados sistemas religiosos. Ele caminha em silenciosa separação de todo o mal, esperando pacientemente pela Estrela da Manhã do dia da glória.


Essa Estrela da Manhã é o próprio Cristo, e ela desaparece antes que o dia resplandeça, mas está lá para aqueles que estão vigiando à noite. Assim, partiremos para estar com a Estrela da Manhã antes que o dia de Cristo se manifeste no mundo, e quando Cristo Se manifestar, então também nós seremos manifestados com Ele em glória.


A Estrela da Manhã em cada coração

Há três passagens que se referem a essa Estrela da manhã, às quais é importante relatar. Em 2 Pedro 1:19 (AIBB) diz: “E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a Estrela da Alva [da Manhã – ARC] surja em vossos corações”. Os profetas de Israel haviam profetizado o dia pleno de bênçãos sobre a Terra, e fizeram bem em estar atentos a isso, até que a estrela da manhã surgiu no coração deles, porque ela era a luz em um lugar escuro. Mas a própria estrela da manhã era algo ainda mais excelente.


As profecias, de fato, são claras; a advertência delas é clara. Elas me protegem da mistura com o espírito do mundo, cujo julgamento é anunciado. Elas são, portanto, uma luz brilhando em um lugar escuro – a noite da história deste mundo, durante a ausência de Cristo. Mas a Estrela da Manhã é o próprio Cristo. Ele será o Sol da Justiça para o mundo quando Ele aparecer, mas então haverá julgamento. Posso entender pelo aviso profético de que este lugar escuro será julgado. Mas, “A noite vai adiantada, e o dia está próximo” (Rm 13:12 – TB).


Quero que a Estrela da Manhã em meu coração anime minha alma durante a longa e sombria noite, que é ainda mais escura agora do que era antes. E o que, então, queremos das coisas deste lugar escuro, que agora está sob julgamento por ter pregado o Filho de Deus na cruz? Um raio da glória de Cristo secará imediatamente toda a glória deste mundo contaminado como uma folha de outono. Toda a minha porção para este tempo e para a eternidade está em Cristo; a Estrela da Manhã surgiu em meu coração. Estou separado do mundo por afeição, e não por medo.


Ao vencedor

Em Apocalipse 2, Cristo como a Estrela da Manhã é dado ao vencedor, pois o fracasso se tornou tão pronunciado que não pôde ser remediado. No entanto, o Senhor podia ver, mesmo em Tiatira, aqueles que “não conheceram... as profundezas de Satanás” (Ap 2:24), e que seriam vencedores. Não podiam esperar que o mal na Igreja professa fosse corrigido, mas podiam esperar por Cristo como a Estrela da Manhã.


Temos a vinda de Cristo como a Estrela da Manhã como uma coisa distinta do nascer do Sol. Este se manifesta para o julgamento deste mundo e, portanto, os trovões do juízo não podem nos tocar, porque estamos assentados com Ele no céu. Em Apocalipse 4, temos uma imagem muito abençoada e reconfortante da posição da Igreja. Há os 24 anciãos assentados em seus tronos, ao redor do trono de onde vêm os trovões, os relâmpagos e as vozes, e eles continuam perfeitamente imóveis. Era isso insensibilidade? Certamente não, pois quando o próprio Deus em Seu santo caráter é mencionado, imediatamente eles se prostram e lançam suas coroas diante d’Ele. Nem essa santidade é a causa de qualquer medo; é a adoração deles que irrompe no sentido pleno da bem-aventurança d’Aquele que Se assenta sozinho no trono.


Jesus, a Estrela da Manhã

No final do Apocalipse, temos o lugar da estrela novamente (Ap 22:16). O Senhor nos traz de volta do testemunho profético para Si próprio: “Eu, Jesus, enviei o Meu anjo”; “Eu Sou a Raiz e a Geração [Descendência – JND] de Davi” (isto está em conexão com o fato de Ele ser a Fonte da promessa e Herdeiro dela, como Rei em Sião), “e a resplandecente Estrela da Manhã”. Mas no momento em que Ele Se apresenta como a resplandecente Estrela da Manhã, “o Espírito e a noiva dizem: Vem! o Espírito Santo na Igreja diz: Vem!”. Essa reação é a que está conectada a Ele; a menção a Ele atrai e desperta a resposta do Espírito. Esse é o caráter em que a própria Igreja reage à Sua vinda. Deus, no amor de Seu próprio coração, associou a Igreja a Jesus, e a própria menção de Seu nome desperta o clamor: “Vem!”, pois isso toca um acorde que dá uma resposta imediata. Portanto, Ele não diz aqui: “Eis que venho sem demora!” A questão aqui não é quando Ele virá, mas que é Ele próprio que está vindo. Ele não fala de Sua vinda – por mais abençoado que esse pensamento seja – mas Ele Se revela, e é isso que desperta a resposta do coração pelo poder do Espírito Santo. Somos para Ele e estaremos com Ele. Não pode ser nada menos do que isso, pois Ele nos chama de “Seu corpo”. Que lugar glorioso é esse! Uma identificação, não apenas maravilhosa, mas gloriosa, com o Cristo de Deus! Nenhuma explicação das Escrituras proféticas, por mais bela e verdadeira que seja, por mais útil que seja como uma advertência solene em relação a este mundo, pode jamais ocupar o lugar na alma que é ensinada por Deus, da presente espera por Ele e do conhecimento de sua união viva com um Jesus que vem. Nenhuma mera explicação de Sua vinda como doutrina é a esperança adequada do santo. Essa esperança não é profecia; é a expectativa real, abençoada e santificadora de uma alma que conhece Jesus e espera ver e estar com Ele.


A noiva de Cristo

Somente a noiva ouve a voz do Noivo, que imediatamente expressa seu desejo de que Ele venha. Ao que Ele responde, assegurando-a disso, e então a revelação se encerra, deixando isso como a própria expectativa dela. Paulo encerra 1 Tessalonicenses 4 com estas palavras: “E assim estaremos sempre com o Senhor”. E isso é tudo? Sim, isso é tudo, pois para o coração que aprendeu a amá-Lo, Ele não pode dizer mais nada. Nenhuma explicação disso como doutrina pode chegar ao coração. Você não pode fazer uma pessoa entender um relacionamento; para entendê-lo, ela mesma deve estar nele. Uma alma não salva pode entender, de certa maneira, o que significa profecia, mas nada menos do que o sentido e o apreço de estar conectado com o próprio Cristo pode dar o desejo de Sua própria vinda pessoal. E por quê? Porque para isso o relacionamento deve ser conhecido.


O efeito da espera por Jesus

Agora observe o efeito prático dessa espera por Jesus. Ela nos desconecta do mundo e nos conecta com o céu. Há muitas coisas ao redor do mundo, muita agitação e tumulto, mas isso não perturba a abençoada calma da minha alma, porque nada pode alterar nosso relacionamento indissolúvel com Jesus que está por vir.


Ver essa vinda do Senhor Jesus para a Igreja muda o caráter de muitas passagens bíblicas. Veja os Salmos, por exemplo, aqueles que falam sobre julgamentos dos ímpios. Eu os deixarei para estar com Ele. Eu pertenço à noiva, um membro do Seu corpo, da Sua carne e dos Seus ossos. Quando nos apegamos a este centro abençoado, Cristo, e com Ele, portanto, ao próprio Deus, então cada Escritura se ajusta a seu devido lugar e, acima de tudo, nosso coração se ajusta ao seu devido lugar.


Que o Senhor nos dê tal apreensão da redenção e da nossa posição n’Ele a ponto de fixar nosso coração n’Ele, a fim de que possamos estar diariamente andando aqui como homens que esperam por seu Senhor, que prometeu vir e nos levar para Si. Que o Senhor nos guarde dos ídolos, para que não O entristeçamos em nenhuma dessas coisas que vieram para estragar e corromper o que Ele uma vez plantou de forma tão bela, tendo em vista a manifestação de Sua glória neste mundo sombrio e maligno.


J. N. Darby (adaptado)

 

Uma Estrela de Jacó


Certamente há no relato da profecia de Balaão (Nm 22-24) uma consideração muito solene para aqueles que agora são usados no serviço de Deus. Ser um servo proeminente e útil na maior de todas as obras não é prova nem mesmo de conversão. Nenhum zelo ou sucesso na pregação pode compensar a ausência de vida. Há aqueles que dirão no dia que está por vir: “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? E, em Teu nome, não expulsamos demônios? E, em Teu nome, não fizemos muitas maravilhas?” (Mt 7:22). A resposta do Senhor a esses revela o triste e solene fato de que a atividade deles em tal trabalho e zelo era sem conhecer o Senhor, e sem esse conhecimento salvador, todo o seu trabalho e zelo não era nada mais do que a obra da iniquidade. “Nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7:23). Há apenas uma base para a salvação (e, de fato, para o serviço aceitável), que, como pecadores perdidos, somos salvos apenas por Cristo – pela fé n’Ele. O próprio grande apóstolo não tinha outro fundamento a não ser esse, o terreno comum de todos. “Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1 Tm 1:15).


Com Balaão, três vezes o inimigo tentou e falhou em sua tentativa. Agora Satanás na pessoa de Balaque, rei dos moabitas, aparece em oposição mais aberta e busca como se fosse se vingar de seu servo indefeso Balaão, pois Balaque aqui é apenas o porta-voz de Satanás. Ele tinha suas recompensas para o profeta, mas elas foram oferecidas em vão. Com raiva e decepção, ele diz a Balaão para fugir para o lugar dele. “Eu tinha dito que te honraria grandemente; mas eis que o SENHOR te privou desta honra” É contra Jeová que Balaque fala; foi contra Sua vontade que o rei agora se declara abertamente.


A resposta à justiça e à graça

Era uma questão entre justiça e graça. Satanás não ignorava as exigências da justiça e sabia que Israel merecia perder a herança prometida. Mas ele não sabia nada sobre os propósitos da graça ou como esses propósitos poderiam ser cumpridos sem deixar de lado as exigências da justiça. Ele está, por assim dizer, desafiando a Deus, se Ele pode abençoar um povo até então rebelde. E maravilhosamente a Sabedoria e o Poder (1 Co 1) enfrentaram o desafio. A grande questão está resolvida diante de Deus, embora não tenha chegado o tempo para a apresentação pública do próprio Cristo como o propiciatório pelo pecado (Rm 3:25 – JND). É em vista da cruz que Deus pode declarar Israel abençoado. O livro de figuras e sombras havia sido desenrolado diante de Israel, mas não lido por eles. A verdadeira Luz não havia iluminado a página, mas tudo estava diante de Deus, e o povo que mais merecia ser cortado é aquele a quem as maiores e maiores bênçãos (terrenais) estão asseguradas. Satanás também não podia ler o registro mais do que o homem podia; ele nunca soube disso até que o grande fato da expiação fosse realizado. Deus não fez de Satanás o depositário de Seus conselhos. Mas na cruz, Cristo foi levantado como a resposta a todas as acusações de Satanás, bem como para assegurar a cada crente, e então Satanás soube como Deus poderia ser Justo e o Justificador dos ímpios.


Satanás e a Estrela

Agora, embora Satanás tenha sido o principal instigador na tentativa de amaldiçoar Israel, despertando o mal no coração desses dois homens para cumprir seu propósito, no entanto, no final, não era tanto o povo, mas o temor e o ódio d’Aquele que viria de Israel. Satanás sabia o significado da primeira palavra dada no Éden. O Senhor que estava por vir iria esmagar-lhe a cabeça. A palavra foi renovada a Abraão: Satanás viu que estava ligado de alguma forma a Israel. Se ele pudesse destruir Israel, a Semente prometida não poderia vir. Mas o conselho de Deus quanto ao Seu Cristo é eterno, e “diria Ele e não o faria?” (Nm 23:19). Satanás foi derrotado e desapareceu. Seus dois servos, Balaque e Balaão, cada um seguiu o seu caminho. Não, ainda não; Deus não terminou com Balaque; esta grande controvérsia não deve ser deixada assim. Deus, por assim dizer, agora toma a iniciativa, e a maldição que Balaque buscava para Israel é pronunciada sobre ele próprio. “vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias” (Nm 24:14). E agora não é Israel, mas a ESTRELA de Jacó que está diante dos olhos de Deus. É n’Ele e por Ele que as futuras vitórias e grandezas de Israel serão alcançadas. Moabe e todos os outros poderes do mundo que se levantaram contra Cristo e Seu povo serão subjugados sob a força de Seu poder. Os navios do Ocidente podem afligir a Assíria e Éber, mas seu líder perecerá. Esse é o julgamento dos vivos no final dos tempos, já naquela época assim pronunciado.


A cena se fecha; a cortina cai sobre esse acontecimento maravilhoso: Satanás está vencido para sempre e os eternos conselhos da graça permanecem firmes no poder de Deus, que ainda fará todo o bem a Israel.


Israel sabia quão maravilhosamente Deus, seu Jeová, estava mantendo sua causa, sim, Seu próprio direito soberano de graça contra o inimigo? Não, eles, inconscientes, habitavam à vontade em suas tendas, enquanto a batalha era travada e vencida nos altos de Moabe.


R. Beacon

 

Uma Estrela Difere em Glória de Outra Estrela


Vamos nos conhecer no céu? Pode surpreender alguns de nossos leitores perceber que há alguma confusão sobre isso, mas se fosse pedido a eles apresentar, a partir da Escritura, uma explicação sólida sobre o assunto, eles poderiam ter dificuldade em fazê-lo.


Primeiro, tenhamos claramente diante de nós que estamos falando do tempo em que todos os santos estarão em casa, na casa do Pai, todos em corpos glorificados como o de Cristo. O assunto do conhecimento da alma e espírito daqueles que já partiram desta vida para estar com Cristo é uma questão diferente. Mas o tópico diante de nós não diz respeito ao estado despido, mas ao estado revestido (mencionado em 2 Coríntios 5), quando teremos nossa habitação que é do céu – santos glorificados em glória com Cristo.


Não há muitas declarações expressas na Escritura sobre esse assunto, mas há o suficiente para que não tenhamos dúvidas.


Variedade sem repetição

Talvez uma das causas da falta de entendimento seja a suposição de que os santos em corpos glorificados se perderão em uma multidão indistinguível e que todos os redimidos se parecerão e serão iguais. Um pouco de consideração desfará esse equívoco, pois mesmo neste mundo que todos reconhecemos como muito inferior à cena celestial, há uma variedade infinita sem repetição.


Não há duas pessoas que pareçam ou ajam exatamente da mesma forma. Nenhuma impressão digital é igual em todos os milhões que o Departamento de Investigação dos Estados Unidos tem em arquivo. Não, nem em gêmeos idênticos elas são iguais. Alguns desses casos foram reivindicados como existentes, mas quando examinados cuidadosamente, foi demonstrado que diferem. Aqueles que estudaram as lâminas de grama, as folhas das árvores, os flocos de neve e os grãos de areia nos dizem que a mesma variação é verdadeira. Quando o homem faz alfinetes, agulhas ou outros objetos, eles saem uniformemente iguais.


Uma vez que esta criação é marcada por tal variedade infinita e falta de duplicação, por que alguém deveria supor que a cena celestial – “o que é perfeito” – será de outra forma? A dedução inevitável é que haverá as mesmas distinções e personalidades evidenciadas quando nós, em corpos de glória, estivermos com Cristo. Ao “corpo espiritual” não faltará a individualidade distinta que esteve no “corpo natural”. O capítulo a partir do qual este último é citado chama a atenção para várias glórias, até mesmo para dizer “uma estrela difere em glória de outra estrela” (1 Co 15:41). Como poderíamos supor que o corpo glorificado – o “corpo espiritual” – carecerá da identidade pessoal que este corpo de nossa humilhação possuiu?


Seriam fantasmas?

Moisés e Elias não foram reconhecidos quando mostrados em glória com Cristo no monte da transfiguração? Eles eram apenas uma miragem ou uma ilusão? Não, pois Pedro diz: “Nós mesmos vimos a Sua majestade” (2 Pe 1:16), pelo qual tivemos a profecia do Velho Testamento confirmada para nós. Moisés e Elias não eram fantasmas, mas os homens reais que falaram com Jesus e “falavam da Sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém” (Lc 9:31).


Eles representam o lado celestial da glória vindoura, assim como Pedro, Tiago e João em corpos naturais retrataram o lado terrenal do reino.


Além disso, Moisés e Elias não eram anjos, nem apareceram como anjos, pois “estavam falando com Ele dois varões, que eram Moisés e Elias”. Outro ponto a descobrir aqui é que mesmo aqueles em corpos naturais, como Pedro, Tiago e João, não precisavam ser apresentados àqueles em corpos glorificados, embora nunca os tivessem visto na Terra.


Outra passagem que trata desse assunto e é irrefutável no combate à ideia de que não nos conheceremos no céu é encontrada em 1 Ts 2: “Porque qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura, não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em Sua vinda? Na verdade, vós sois a nossa glória e gozo” (vs. 19-20). Não só o apóstolo Paulo conhecerá aqueles crentes tessalonicenses em glória e eles o conhecerão, mas eles serão manifestamente seu gozo e coroa de glória. Eles estarão lá como os troféus evidentes dos trabalhos de Paulo em Tessalônica.


Troféus dos trabalhos de Paulo

E se isso é verdade para os santos em Tessalônica, não é verdade para todos os santos que foram salvos pelos trabalhos de Paulo? Por que apenas os santos de uma localidade devem ser escolhidos para esse lugar? Certamente será assim em todos os trabalhos de Paulo, e se de Paulo, por que não de todos os santos que trabalharam e viram almas salvas por meio de seu ministério? Não há um pensamento semelhante na segunda epístola de João, onde ele diz: “Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganhado; antes, recebamos o inteiro galardão” (v. 8)? João está falando de seus trabalhos, e ele esperava que esta “senhora eleita” continuasse na verdade como ele a havia ensinado, para que ele pudesse ter uma recompensa completa.


O tribunal de Cristo

Isso nos leva a outro ponto. E quanto ao tribunal de Cristo, onde todos os santos em glória terão suas obras revisadas por Aquele que conhecia e entendia todos os pensamentos, motivos e ações deles? Somos juízes muito pobres de nossas próprias ações, mas há Alguém que conhece os pensamentos e intenções do coração. Devemos ser manifestados diante d’Ele quando estivermos com e como Cristo. O Senhor a Quem servimos recompensará cada um de nós de acordo com Sua perfeita sabedoria e amor. Se não há distintas personalidades dos santos, quem há para recompensar? E o que há para recompensar? Além disso, haverá recompensas que serão concedidas em comum com outros crentes. Isso exigiria o conhecimento um do outro.


Haverá recompensas que serão distintamente pessoais e individuais, como com a pedra na qual haverá um novo nome que ninguém conhecerá, exceto aquele que a receber (Ap 2:17). Isso será por alguma devoção pessoal a Cristo que ninguém mais conhecia. Receberá Seu elogio particular – uma coisa bonita de se antecipar, como algo pessoal entre o indivíduo e o Senhor.


Depois há aqueles que serão feitos pilares naquele dia, ou seja, algo que se destaca para todos verem. Certamente as recompensas serão proporcionais à dedicação ao Senhor e de acordo com as provações que a tornaram difícil. Em Apocalipse 3:9, o Senhor elogia alguns que em grande fraqueza se apegaram à Sua Palavra e não negaram o Seu nome. Ele diz a eles: “Eis que Eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que Eu te amo”.


Um reconhecimento público

Isso já aconteceu? Não haverá um reconhecimento público de Sua aprovação daqueles que foram fiéis no “dia das pequenas coisas”, embora fossem desprezados na época por outros? Ele deve tornar claramente evidente que eles tiveram Sua aprovação.


Há um pensamento semelhante em Malaquias. O Senhor fez um registro especial daqueles que O temiam e pensavam em Seu nome no dia da ruína. Ele disse sobre eles, “E eles serão Meus, diz o SENHOR dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para Mim particular tesouro” Então se verá quem agradou a Deus e quem não agradou.


Motivos

Outro lado do tribunal de Cristo também deve ser considerado. Existem, infelizmente, injustiças e atos malignos dos Cristãos em relação aos Cristãos agora neste mundo. Muitos deles nunca foram esclarecidos ou resolvidos, nem serão até o julgamento vindouro, quando todas as nossas ações passarão em revista diante d’Ele. Não haverá reparação de tais danos?


O Senhor não tornará manifesto o que viu e o que sabia dos motivos que estavam em ação? Todos ficaremos felizes em ter essas coisas esclarecidas, pois não haverá carne em nenhum de nós. Mas como tudo isso poderia acontecer se os santos em glória fossem uma multidão indistinguível? Após o arrebatamento e antes das bodas do Cordeiro, tudo o que poderia manchar um átomo de glória terá sido julgado e limpo em Sua presença. À luz disso, quão importante é nos julgarmos agora diante d’Ele e andarmos com uma consciência pura dia após dia!


É triste testemunhar alguns Cristãos envolvidos em discussões e brigas com outros Cristãos e dizendo: “Isso terá que ir para o tribunal de Cristo”. Não deveríamos julgá-lo diante do Senhor AGORA e, quando necessário, diante de nossos irmãos também? E, se deve ser feito, fazer a restituição agora? É uma coisa solene para os Cristãos permitir dificuldades com outros Cristãos que permanecem sem solução até o dia de Cristo.


Saberemos

“Mas, quando vier o que é perfeito... então, conhecerei como também sou conhecido” (1 Co 13:10, 12). Mal podemos compreender as maravilhas daquelas cenas em que logo entraremos. “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que O amam” (1 Co 2:9).


Foi apenas para os israelitas que Deus disse, quando o fim do deserto apareceu: “E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos” (Dt 8:2)? Não há uma aplicação para nós, pois estamos muito perto do fim da jornada no deserto? Não reveremos todos os Seus caminhos conosco e eles não magnificarão Sua graça e Sua bondade? Quando contemplarmos como Sua graça cuidou de nós e nos trouxe em segurança para Si em meio a todos os nossos fracassos, O louvaremos como deveríamos.


Uma história foi contada sobre o antigo pregador, Rowland Hill, que um dia foi perguntado por sua esposa: “Rowland, você acha que nos conheceremos no céu?” Ele respondeu sucintamente. “Você acha que seremos mais tolos lá do que aqui?” Certamente esperamos a vinda do “que é perfeito”.


P. Wilson

 

Estrelas das Sete Igrejas


Pergunta: O que as “estrelas” das sete igrejas representam (Ap 1:20)?


Resposta: As “estrelas” de Apocalipse 1 e Apocalipse 2-3 são símbolos daqueles que governam nas assembleias subordinados a Cristo. Eles são chamados de “anjos”, porque representam, no caminho da responsabilidade moral, a esfera em que são chamados a agir por Cristo, e são assim identificados, cada um, com o estado da assembleia em que ele pode ser assim definido.


Autor desconhecido

 

A Estrela Absinto


Ao soar a terceira trombeta, “E o terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas. E o nome da estrela era Absinto... e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas” (Ap 8:10-11). Uma estrela é o símbolo da autoridade em governo, não suprema (pois isso é representado pelo Sol), mas subordinada e, portanto, do próprio emblema empregado, que deveria ter sido a fonte de luz e ordem para os homens. Mas ela cai “do céu”, do lugar em que havia sido colocada por Deus (pois os poderes que há são ordenados por Deus); isto é, ele está agora, por sua queda, separada de toda conexão com Deus, embora ela ainda queime, não como uma estrela, mas como uma lâmpada, e assim atrai por sua luz e brilho. Ela cai e corrompe todas as fontes – as fontes morais da vida, conforme demostradas pelos rios e fontes de águas. Consequentemente, seu nome indica os efeitos de sua ação, pois uma terceira parte das águas (a esfera e o alcance de sua influência) se torna absinto, amargo e venenoso para aqueles que bebem delas e, consequentemente, muitos morrem (Compare Dt 29:18; Pv 5:4). Muitas vezes, uma ilustração de tal efeito pode ser vista quando alguém que tem sido proeminente na Igreja de Deus se torna infiel ou apóstata e destrói moralmente seus ouvintes por meio de ensinamentos infiéis. De várias maneiras, é possível que aqueles que caíram de lugares altos, seja entre os homens ou na Igreja, envenenem as fontes da vida, e é exatamente isso que acontecerá em grande escala na queda da estrela Absinto.


E. Dennett

 

A Resplandecente Estrela da Manhã


Tu “Resplandecente Estrela da Manhã”,

Levanta-Te dentro de nosso coração,

Antes que o dia

Derrame Teu fulgor,

O qual transmite gozo celestial;

Embora trevas reinem ao redor,

Nosso coração antecipa

Aquela hora tão próxima,

Quando ouviremos

Teu chamado, pelo qual esperamos.


Tu “Resplandecente Estrela da Manhã”,

Esperamos para ver-Te brilhar;

Então seremos

Feitos semelhantes a Ti,

E totalmente, totalmente Teu;

“O Espírito e a noiva”,

A Ti, bendito Senhor, dizem que venhas;

Oh! Que Teu feixe

De glória flua,

E nos leve para o Teu lar.


Tu “Resplandecente Estrela da Manhã”,

Oh! Com que profundo deleite,

Tu virás novamente,

E nos reivindicarás então,

Para habitar em plena luz;

E oh! Que gozo ilimitado

Encherá cada coração arrebatado,

Quando permanecermos

Ao Teu querido lado,

Para não mais nos apartarmos de Ti!


G. W. Frazer, 1882

 

“Onde está Aquele que é nascido Rei dos Judeus? Porque vimos a Sua estrela no Oriente e viemos a adorá-Lo”

(Mateus 2:2)

 


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