Palavras de Edificação 63

Atualizado: Mar 21

Edição 63 - Abril/Maio/Junho de 1997



Ah! Terra orgulhosa! Que angústias por ti esperam!

Tais como nunca antes no passado viste!

Mais que as agonias que sempre te dilaceram,

Desde as mais breves, até aquela que ainda persiste.


H. Bonar


ÍNDICE


Nosso Único Objeto

Uma Paz Estabelecida

O Apocalipse e o Reino

Amando a Sua Vinda

O Que Estamos Esperando?

Dois Dias nas Escrituras

Vem! Mostrar-te-ei

O Senhor Vem



NOSSO ÚNICO OBJETO?


O amor se volta para o seu objeto. Qual é então nosso objeto como filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus? Para os Cristãos hoje, muitos, sim, muitos são os objetos que surgem diante de seus olhos diariamente. Acerca de alguns deles somos instruídos: “Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no Teu caminho” (Sl 119:37). Será que sabemos de quais devemos fugir e será que sabemos qual objeto pode preencher e satisfazer nosso coração? “Os meus olhos entristecem a minha alma” (Lm 3:51).


Podemos encontrar um excelente versículo pare nós em 2 Tessalonicenses 3:5. Ali diz: “O Senhor encaminhe os vossos corações no amor de Deus e na paciência de Cristo”.


Deus, em amor, enviou Seu Filho ao mundo e Este consumou a obra de redenção. Então, os discípulos viram Jesus subir e ficaram olhando fixamente para o céu enquanto Ele subia. Somos agora exortados a buscar as coisas que são do alto, onde Cristo está sentado à destra de Deus. “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da Terra” (Cl 3:2).


O Senhor guiou Seus discípulos até Betânia e eles O viram subir para onde Ele agora Se encontra na presença do Pai. O objeto do gozo deles estava no céu. O que vem a seguir? Eles voltaram a Jerusalém com grande gozo. Qual era o segredo do seu gozo? Alguma coisa na Terra? Não! E nós tampouco encontraremos neste mundo qualquer coisa que possa preencher e satisfazer nosso coração.


O que devemos dizer acerca da paciente espera por Cristo? Encontramos em Lucas um pequeno grupo paciente que estavam esperando pela vinda de Cristo quando Ele veio da primeira vez. O Messias foi claramente prometido no Velho Testamento, e até o lugar onde haveria de nascer foi previsto. Também nos é dito que Ele nasceria de uma virgem.


Zacarias e Isabel, José e Maria, Simeão e Ana estavam entre aqueles que aguardavam e viviam na expectativa da vinda do Cristo. Eles não foram desapontados. Imagine o gozo no coração de Simeão quando disse: “Meus olhos viram a Tua salvação, a qual Tu preparaste perante a face de todos os povos” (Lc 2:30-31). Repare o que é dito então acerca da profetiza Ana: “E sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus, e falava d’Ele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém” (Lc 2:38).


Sem dúvida há alguns hoje que se enquadram no ensino do Senhor quando disse: “Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte até que vejam o reino de Deus” (Lc 9:27). Nesta hora já tão avançada, os crentes têm esta brilhante esperança de estarem entre aqueles que podem dizer, “nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor” (1 Ts 4:15).


C. Buchanan.



UMA PAZ ESTABELECIDA


Um Cristo morto e ressuscitado é o alicerce da salvação. “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação” (Rm 4:25). Enxergar Jesus, com os olhos da fé, pregado na cruz e sentado no trono deve conceder uma paz sólida à consciência e uma perfeita liberdade ao coração. Podemos olhar para dentro do sepulcro e vê-lo vazio; podemos olhar para cima, para o trono, e vê-lo ocupado. E com isso seguimos regozijando. O Senhor Jesus resolveu tudo na cruz em favor de Seu povo, e a prova de tudo estar resolvido é que Ele Se encontra agora assentado à destra de Deus. Um Cristo ressurreto é a prova eterna de uma redenção consumada, e se a redenção é um fato consumado, a paz do crente é uma realidade estabelecida.


Não fomos nós que fizemos a paz e nem jamais poderíamos tê-la feito; na verdade, qualquer esforço da nossa parte só iria manifestar ainda mais nosso caráter de inimigos. Mas Cristo, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz, tomou o Seu lugar nas alturas, triunfante sobre todo inimigo. Por intermédio d’Ele Deus prega a paz. A palavra do evangelho traz consigo esta paz, e a alma que crê no evangelho tem paz – uma paz estabelecida diante de Deus, pois Cristo é a sua paz. (Veja At 10:36; Rm 5:1; Ef 2:14; Cl 1:20). Deste modo Deus não apenas satisfez Suas próprias demandas, mas ao agir assim, encontrou um caminho divinamente justo pelo qual Suas afeições podem fluir livremente para o mais culpado dentre os da raça de Adão.


C. H. Mackintosh


O APOCALIPSE E O REINO

Cronologia dos Eventos Proféticos


A esperança da Igreja é a vinda do Senhor. Como crentes, não esperamos que os eventos proféticos se concretizem enquanto estamos aqui na Terra. Nosso lar está no céu, e aguardamos pelo Salvador para nossa libertação corporal deste presente mundo mau que despenca para a perdição. Nossa esperança se concretizará quando escutarmos o brado de vitória e formos levados para o encontro com nosso Senhor nos ares, a fim de estarmos para sempre com Ele na casa do Pai. Seguindo-se ao Arrebatamento da Igreja com os santos do Velho Testamento, quando todos que estiverem em Cristo naquela ocasião forem ressuscitados e transformados para estarem no céu para sempre, a Terra começará a sofrer transformações (Ap 6).


Por dois mil anos o cumprimento da profecia tem sido mantido em suspenso por causa do “mistério”, até que chegasse a plenitude dos gentios (Romanos 11:25). O apóstolo Paulo foi o primeiro e único a quem foi dada a revelação do “Mistério”. O período todo da Igreja, incluindo o juízo do falso corpo professo, é um mistério que ainda hoje só é conhecido pelo verdadeiro crente que tem a unção do Espírito. A Paulo foi entregue, por revelação, a verdade da Igreja quanto ao seu caráter, sua administração como testemunho durante sua permanência no mundo, e a ordem e comportamento na reunião da assembleia para doutrina, partimento do pão, comunhão e orações, além de seu arrebatamento e associação com Aquele que, como Homem, será Cabeça sobre todas as coisas criadas (Rm 6:25; Ef 3:6, 9).


João recebeu, por revelação, o estabelecimento futuro do governo e bênção na Terra por intermédio da Igreja. Ela estará associada com Cristo, no trono, em glória administrativa como aqueles que habitam nos céus. João nos mostra também o desenvolvimento e clímax da terrível apostasia e violência que encerrará a história da incrédula e desobediente igreja professa, deixada aqui para sofrer a ira de Deus, enquanto a verdadeira assembleia habita em glória nos céus, muito além do trovoar do juízo.


As condições por ocasião da partida da verdadeira Igreja provavelmente não demonstrarão qualquer alteração imediata, tendo as organizações religiosas sua continuidade quase como antes. É provável que haja uma certa comoção pelo desaparecimento do grupo de crentes. Não há dúvida de que se fará uma busca, para desapontamento dos que buscarem. Certamente, o fato de não serem encontrados corpos e de tudo ter sido deixado exatamente como estava quando os crentes estavam presentes será um enigma para os habitantes da Terra. A observância exterior das tradições irá aumentar a fim de tranquilizar a consciência, e a idolatria satisfará exteriormente o coração rebelde e sem repouso (Ap 20).


Aparentemente há duas esferas sobre as quais a luz profética é focalizada: a esfera Romana (Ocidente – Apocalipse 8:7), e a terra santa (Oriente – Apocalipse 9:1-4). O termo “terra” incluirá tanto a parte Ocidental como a Oriental. Trata-se de uma expressão moral para mostrar a parte do mundo que se encontra em uma relação consciente para com Deus, ao menos por profissão. Haverá um evangelho que será pregado na Terra após o Arrebatamento da Igreja. Ele anunciará o Rei que virá, o Messias de Israel, há muito prometido, que irá reinar em justiça no trono de Seu pai Davi.


Após o evangelho do reino ter sido pregado (Mt 24:14), as nações encontradas dentro das fronteiras das quatro monarquias descritas por Daniel, no segundo capítulo de sua profecia, serão também incluídas juntamente com Israel na terra profética. Será a terra profética, e não todo o mundo geográfico, que será julgado então (Is 26:9).


Das quatro monarquias (ou bestas) mencionadas, babilônica, medo-persa, grega e romana, a última será revivida nos últimos dias, quando a iniquidade e pecado chegarem ao auge, para fazer desabrochar uma terra declaradamente oposta a Deus e ao Seu Cristo. Antes que o dia milenar possa ser totalmente introduzido, o que restar desses orgulhosos instrumentos do governo e da ira de Deus irá cair, como parte da grande imagem descrita em Daniel 2. A imagem será totalmente esmigalhada pelo Filho do homem quando Ele vier para tomar posse de Seu reino em justiça.


O apóstolo Paulo escreve de como “o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado”. A primeira mudança para a Terra, vinda da parte de Deus, será efetuada com a remoção dessa cegueira (Rm 11:25). Alguns dentre os judeus, chamados de “sábios” ou inteligentes, provenientes das duas tribos que estarão retornando à Palestina, ensinarão o remanescente vivificado (Dn 12:3). O resultado será um testemunho em Jerusalém. Será neste ponto, ou pouco antes, que alguma grande potência marítima, provavelmente da Europa, assumirá a causa dos judeus, não apenas para levá-los de volta para a sua terra em grande número (Is 18), mas também pode ser que seja o mesmo poder que irá fazer uma aliança de proteção com eles durante sete anos (Dn 9:27). O término dos primeiros três anos e meio desse concerto irá assistir ao rompimento da aliança, trazendo à cena a grande tribulação sobre as duas tribos que retornaram. Os primeiros três anos e meio são às vezes chamados de “princípio das dores”.


Provavelmente haverá prosperidade no início quando os ricos judeus retornarem à sua terra com os tesouros acumulados durante a era Cristã (Is 2:7), e a civilização florescerá em Jerusalém e cercanias (Is 17:9-11). Um popular líder com antecedentes religiosos se levantará para guiar o povo. Logo depois se tornará seu rei (Dn 11:36).


O Remanescente judeu


Desde o princípio haverá um remanescente que se distinguirá das massas do povo. Este remanescente não fará parte da aliança, da adoração e nem dos sacrifícios, sendo seu sacrifício um espírito quebrantado, o qual o Senhor não desprezará (Sl 51:17). Em Jerusalém e nas cercanias, se levantarão falsos mestres (Mt 24:24).


Vindo do Ocidente, durante o mesmo período, um grande líder surgirá em uma brilhante conquista sem derramamento de sangue (Ap 6:2), subjugando as nações ocidentais, ao menos por um curto período de tempo. A inquietação com o despotismo irá produzir uma forma de guerra civil (Ap 6:4), talvez diferente das que já ocorreram pelo fato de ser mais caótica e disseminada; eles se matarão uns aos outros. Essas guerras poderão vir como resultado de diferenças em questões locais, como trabalho contra capital, disputas raciais e, à medida que as condições se tomarem mais difíceis, poderão ser ocasionadas devido à pouca atenção dada aos valores morais, pelo desejo de prazer e de lucro, sendo estes objetos do homem caído. O dia do prazer e do lucro já chegou. Quão perto deve estar a vinda do Senhor!


Como consequência de um período de prolongada guerra civil e do dispêndio de energia em guerras desoladoras, a agricultura sofrerá. O aumento da população, que já se tornou um problema, contribuirá para a fome generalizada principalmente entre as classes trabalhadoras (Ap 6:5-6). Visões pavorosas, acompanhadas de sinais do céu, espalharão o terror à medida que a peste e a morte estiverem varrendo uma parte da terra profética (Ap 6:8).


Nunca houve uma época em que Satanás não tenha atacado o povo de Deus, e a época aqui mencionada não será uma exceção. Pode-se ouvir os mártires, sob o altar, clamando por vingança contra os habitantes da terra (Ap 6:9-10), que compõem o povo religioso que recusou o céu e não quis trilhar um caminho de rejeição junto com um Cristo glorificado e elevado ao céu, O qual o mundo expulsou. Aqueles outrora privilegiados, havendo se desviado da verdade, sucumbirão aos enganos de Satanás e se tomarão instrumentos em suas mãos para perseguir e matar o testemunho remanescente dos judeus, a todos quantos puderem encontrar. Aos mártires é dito que descansem até que seus “irmãos” e “conservos” sejam mortos como eles foram (Ap 6:11).


Satanás Expulso do Céu


Nesta ocasião do desenrolar profético, Satanás será lançado fora do céu, descendo à Terra e causando uma tremenda convulsão, principalmente no Ocidente (Ap 12:7-9). Por já não ter mais oportunidade de agir a partir do céu, suas energias serão doravante dirigidas a partir da Terra. Embora esteja pessoalmente presente para dirigir todas as coisas, por ser um anjo caído, ele não será visto. Ele entrará na arena política, reunindo o império romano, mas numa forma nova e diferente jamais vista antes, com dez chifres e sete cabeças, sendo estas coroadas (Ap 12:3). A cauda do dragão (Satanás) arrastará consigo a terça parte das estrelas do céu quando cair na Terra (Ap 12:4). A “terça parte” representa o império romano, a recém-formada coligação de dez nações, mas sem que cada uma delas tenha um rei como ocorrerá mais tarde no final. O arrastão formado pela cauda sugere que eles estarão sob um estranho controle religioso, mas imposto por Satanás, e não pelo céu (Is 9:15). O terremoto mencionado é esta troca de poder sem precedentes, passando completa e politicamente para as mãos de Satanás (Ap 6:12-14). O objetivo de Satanás, que se seguirá, é ser adorado na Terra. Sem uma organização eclesiástica Satanás não teria as ferramentas adequadas para poder agir (Ap 17:7).


Roma, a Grande Prostituta


A igreja de Roma, chama da de “mulher” em sua forma governamental (Ap 17 e 18), a “prostituta” na sua corrupta forma religiosa em que cai e é destruída (Ap 17:1-5), será o instrumento maduro e pronto para ser usado por Satanás na formação da nova ordem sobre a Terra, logo após este haver caído do céu (Ap 17). A igreja de Roma sempre buscou influenciar governos, e é uma organização assim que pode ser usada para fazer toda a massa da Cristandade prostrar-se na idolatria e na adoração a Satanás (Ap 18:2). Evidentemente, a “prostituta” terá “filhos”, as denominações protestantes que adotam os princípios romanistas (Ap 2:23). O movimento ecumênico poderia ser um embrião disto. Deste modo o mundo político romano deverá ser controlado por um governo religioso durante parte dos últimos três anos e meio dos sete anos da profecia ainda por se cumprir.


Sendo o governo subvertido, os homens não terão proteção. O medo do que está para vir sobre a Terra dominará os homens de tal maneira que eles serão levados ao desespero, clamando às rochas e montanhas para que caiam sobre eles para escondê-los da ira do Cordeiro (Ap 6:16). O terror dominará o Ocidente que antes esteve de posse das verdades mais preciosas que, quando cridas de coração, não somente livram a alma da ira de Deus, mas também introduzem o mais vil pecador em Seu eterno favor por meio da fé, concedendo paz mesmo hoje em meio a um mundo tão atribulado (At 10:36). Mas no tempo descrito aqui, estarão encerradas todas as oportunidades de misericórdia para com esses. O remorso e o terror estarão empenhados na conquista do âmago do ser humano.


Mas ainda não é chegada a ira do Cordeiro. Este é o trovoar do juízo, o qual é tão terrível que se aqueles dias não fossem abreviados nenhuma carne seria salva (Mt 24:22). Alguma carne será salva; e no intervalo antes do anúncio de calamidades ainda mais aflitivas, somos convidados a olhar para o que Deus está fazendo para magnificar Seu grande nome (Ap 7). Cento e quarenta e quatro mil dentre os filhos de Israel (um número simbólico), além de um grande grupo de gentios que ninguém poderia contar, dentre todas as nações, são apresentados como os troféus da graça de Deus a serem poupados da grande tribulação e a ocuparem um lugar especial no reino. Estes gentios podem ser as mesmas ovelhas de Mateus 25, que terão crido nos pregadores judeus que sairão para pregar a todos os gentios da terra profética, antes que venha “o fim” (Mt 24:14). As orações dos mártires, já mencionados, serão então levadas para o céu, dando início aos desnorteantes juízos que se seguem (Ap 8:3-5).


As oito pessoas dos dias de Noé prefiguram estes que não apenas serão salvos para comporem a nova terra milenar, mas prefiguram também aqueles que povoarão a Terra no estado eterno (2 Pedro 3:20).


Se no terceiro selo a classe trabalhadora sentiu a fome, aqui os grandes homens da Terra, os que detém o capital, as classes mais elevadas, são colocados sob juízo, caindo suas propriedades juntamente com eles. Creio que tudo é feito para que sintam o quão pequeno é verdadeiramente o homem quando Deus tira suas bênçãos diárias, pelas quais o ser humano é tão ingrato. Todo o orgulho será abatido.


O próximo juízo que cai sobre a terra romana tem a ver com o grande poder (montanha) que é lançado sobre as massas do povo, transformando-as em apóstatas (Ap 8:8-9).


(Apostasia é o abandono de unia posição conhecida ou professada). O comércio chega então ao fim. A que alarmantes condições chegará a terra! A “estrela” que é vista caindo poderia ser o abandono de qualquer ligação com Deus, mesmo externamente, por parte de um líder popular do mundo ocidental (Ap 8:10-11). Este poder apóstata toma o controle, afetando até mesmo as fontes e os canais de vida e bem estar estabelecidos dentro do império. Por meio da influência popular, a apostasia se tornará parte da administração governamental, afetando por fim o comprar e o vender (Ap 8:12).


O juízo, ao alcançar os legisladores e se espalhar até os poderes menores, instigando a apostasia como verdade e a adoração a Satanás como se fosse Deus, revela o estabelecimento do grande engano. O homem será deixado sem uma liderança adequada, e não haverá inspiração ou direção em sua vida privada. As nações que farão parte da terra romana, juntamente com seus líderes, terão se desviado de Deus, voltando-se a Satanás, e as massas do povo seguirão os seus passos. Quão grande a superstição emocional que acabará por prender o assim chamado mundo Cristão!


O Anticristo


No Oriente um líder religioso, mais tarde chamado de Anticristo, irá assumir o controle do povo apóstata de Judá e Benjamim que tiver retornado à terra (Ap 9:1-11). O primeiro “ai” representa a sujeição deste líder às entenebrecedoras influências da habitação de Satanás, encerrando, como numa teia religiosa, a massa apóstata, os judeus que não foram selados. A luz do céu terá desaparecido – que trevas! “Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” (Mt 6:23).


O instrumento usado no juízo das assim chamadas nações Cristãs ocidentais não será nenhum outro além das forças do ateísmo, vistas então cruzando o Eufrates para atacar o império romano provenientes do Leste (Ap 9:12-21). Tanto a espada como o veneno da serpente serão sentidos pelo Ocidente, quando atingirem o império. Isto unirá os judeus e a confederação ocidental em uma só frente contra o inimigo oriental. Não nos é dado a conhecer os resultados da extensão desses ataques, mas serão suficientes para eliminar as diferenças entre o império romano e o povo da área da Palestina. Deus levará as nações contra o povo judeu professo. A Assíria dará início às suas atividades, o que finalmente também a levará ao juízo. Esse poder avassalador vindo do Norte e do Leste não conseguirá tirar os súditos de Roma de sua idolatria.


Duas Bestas


Uma besta é vista surgindo do mar e seguindo o seu curso por quarenta e dois meses. É assim armado o palco para o que se segue – a ascensão das duas bestas em seus derradeiros atos de blasfêmia. A primeira besta é vista subindo do abismo, e seu poder vem agora diretamente de Satanás (Ap 11:7). Ela é, em sua última forma, um imperador com dez reis coroados subordinados a ele. Nesta forma a besta surge para assumir completo controle da Terra e ser adorada, finalmente, como suprema sobre todos (Ap 13:4). Ela usurpa o direito de Deus e do Seu Cristo.


Das quatro monarquias, a primeira com a cabeça de ouro foi a mais gloriosa, terrenalmente falando (Dn 2:37-39). A última, porém, o império romano, deverá brandir o maior e mais cruel poder, mas apenas por um curto período de tempo (Dn 7:19-21). Ainda assim ela incluirá toda a crueldade que as outras monarquias simbolizam.


A segunda besta de Apocalipse 13 sai da terra (Ap 13:11), sendo o seu caráter de alguém que possui dois chifres como um cordeiro, imitando a Cristo como profeta e rei. Ele é chamado de “rei” pelo profeta Daniel (Dn 11:36), e toma o lugar do Messias, enganando toda a terra.


Os dois ímpios instrumentos de Satanás, as duas bestas, serão levantados em sua última forma blasfema durante os juízos da tribulação para se opor contra o estabelecimento do reino do Filho do homem. Quando o profeta vê o Cordeiro sobre o Monte Sião com “cento e quarenta e quatro mil” (Ap 14:1), o anjo que traz o evangelho eterno convoca a todos para que deem glória a Deus, pois é chegada a “hora” do Seu juízo. Serão esses dois ímpios instrumentos que levarão a grande apostasia dos judeus e da falsa igreja ao seu clímax. Haverá então uma adoração aberta da besta por meio do grande engano estabelecido pelo falso profeta, atraindo o juízo que provém do templo de Deus (Ap 16).


O testemunho público em Jerusalém, onde o Anticristo exerce sua influência, cessará quando as duas testemunhas forem mortas pela primeira besta.


Então, por “uma hora” (Ap 17:12), tudo ficará nas mãos da besta romana, com os dez reis e o anticristo judeu. Os dez chifres se apresentarão coroados e juntamente com a besta, derrotarão a “mulher”, tirando seu poder político e deixando-a só como uma “prostituta” para se tornar habitação de demônios. Logo depois, ela será derrubada completamente pelos dez chifres e pela besta.


Caiu a Grande Babilônia!


A perda, por parte da igreja de Roma, deste poder governamental que antes lhe estava sujeito é indicado nas Escrituras com a expressão “caiu a grande Babilônia”. Ela se toma então habitação de demônios. Tal será a condição da igreja professa que antecede sua destruição final. Os dez chifres faziam antes parte do império romano, mas serão coroados e estarão ativos na destituição do poder governamental do papado e na entrega de seu poder à besta, quando esta toma o caráter do que sobe do abismo. Ao entregarem seu poder à besta, eles podem, em conjunto, atacar o Cordeiro quando vier do céu para estabelecer o Seu reino.


O poder de Satanás será manifestado primeiro em corrupção sob a falsa igreja apóstata e então em violência sob a besta que saiu do abismo. A outra besta que se levanta da terra seguirá a primeira, como já foi mencionado (Ap 13.11).


A falsa igreja que traz o título de Babilônia a grande, será então completamente destruída.


Não é de surpreender que João se espante ao ver o terrível fim daquela que fora outrora a guardiã da mais elevada verdade que Deus jamais dera ao homem – para a qual João era um apóstolo (Ap 17).


Após o primeiro grupo de mártires judeus ser morto (Ap 6:9), haverá mártires gentios que não receberão a marca da besta e nem a adorarão (Ap 15:2). Estes dois grupos, juntamente com as duas testemunhas que foram mortas, serão levantados e levados para seu descanso e recompensa (Ap 14:13).


Após a implacável tirania da última cabeça do império romano revivido (Ap 16.8), o reino da besta começará a desintegrar-se, seus propósitos serão frustrados e o território perdido para as hordas que virão do Oriente (Ap 16:10, 12). Em desespero, irá concentrar seu exército e marinha próximos a Jerusalém para medir forças com as nações vindas do Oriente e do Norte, que estarão congregadas em Armagedom para a batalha final do Armagedom (Ap 16:16). Ele afligirá Assur e Eber, provável referência ao Mediterrâneo e Golfo Pérsico, com seus navios (Nm 24:24).


O céu se abrirá e o Filho do homem virá, como o Cordeiro, acompanhado de um cortejo puro e resplandecente, todos montados em cavalos brancos (Ap 19:11-15). Mas Ele estará vestido com uma vestimenta salpicada de sangue, Seus olhos como chama de fogo, e sobre Sua cabeça muitas diademas. É o Cordeiro, e só Ele, Quem executa o juízo sobre os Seus inimigos, aqueles que pisaram o Seu sangue, aqueles que não receberam o amor da verdade para poder ser salvos. Então a besta e o falso profeta serão presos sem julgamento e lançados vivos no lago de fogo (Ap 19:20). Nesta vívida descrição de Apocalipse 19:18, “todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes”, são mencionados como aqueles mortos com a espada que sai da Sua boca.


Eis que Venho Como Ladrão


Ao mesmo tempo em que Ele vem “como ladrão” (Ap 16:15), Ele é “tremendo para com os reis da Terra” (Sl 76:12). Todos os que se ajuntarem para batalhar em Armagedom e se opuserem ao Cordeiro quando vier do céu serão esmagados em veemente vingança quando Ele os passar ao fio da Sua espada resplandecente. Os rebeldes que se unirem à besta e ao falso profeta serão mortos na súbita vinda do Cordeiro do céu. O dia do Senhor terá então começado. Os reis parecem desaparecer de cena e deles não se faz menção daí em diante (Sl 83).


A vinda do Cordeiro do céu será algo misterioso, como um ladrão à noite. Trata-se da vingança singular que cairá sobre aqueles que abertamente desafiaram Seus direitos celestiais sobre todos. O homem do pecado se sentará no templo de Deus querendo parecer Deus (2 Ts 2:3-4). Isto será um desafio aberto contra Deus. O Cordeiro enfrentará esse desafio como um relâmpago. Ele vem como um ladrão à noite. Sem avisar, exceto por Sua Palavra que já foi dada, Ele matará repentinamente com a espada da Sua boca os seguidores da besta e do falso profeta.


O Senhor usará anjos para limpar o reino de tudo o que é ofensivo. Esta limpeza começará em Jerusalém, pois Jerusalém sofreu as maiores lutas. Cada nação da terra profética experimentará o sopro flamejante da ira do Cordeiro, além daqueles de fora da terra profética que se intrometeram com o Seu povo, agora objeto de Sua misericórdia. Todavia, antes de poder mostrar misericórdia, Ele deve castigar o Seu povo. Sua vara de castigo nos tempos antigos foi a Assíria, e os assírios serão mais uma vez empregados, juntamente com outras nações do Salmo 83, para colocar o Seu povo de joelhos. O Egito tentará interceptar o primeiro ataque dos Assírios, mas terá que recuar e será capturado (Is 20). Quando Jerusalém estiver completamente humilhada e os sacerdotes e anciãos chorarem entre o pórtico e o altar, implorando por misericórdia, Deus irá então remover os assírios ou o exército do Norte (Jl 2:17-20) e trará bênção, derramando Seu Espírito entre eles.


Daí para frente a terra será rapidamente limpa. “o Senhor executará a Sua palavra sobre a terra, completando-a e abreviando-a.” (Rm 9.28). Os inimigos que estiverem nela serão tirados quando Judá voltar para desfrutar a bênção do Senhor que enriquece e não entristece. Assim terminará em juízo a época atual (Jr 25:30-33).


Os pés do Senhor estarão postos sobre o Monte das Oliveiras (Zc 14:4). Isso não será como quando Ele foi visto vindo do céu para esmagar Seus inimigos. Nem tampouco será o início de um novo século. Essa vinda se dará pela quieta manifestação da Sua Pessoa – “o mesmo Jesus” de Atos! Não se trata necessariamente de mostrar Suas mãos e Seus pés como acontecerá mais tarde, mas de uma quieta e ampla abertura do véu, similar à primeira vez que José se fez conhecido a seus irmãos (Gn 45). Foi ordenado a todos os outros que saíssem. A manifestação deles a seus irmãos os inquietou. Mais tarde, quando seu pai morreu e eles estavam habitando em Gósen, e após haverem passado por um profundo exercício concernente à sua conduta para com José, eles foram completamente restaurados (Gn 50:15-21). Eles reconheceram aquele que havia descido até à morte por eles, para que pudesse ir adiante deles para preservá-los em vida.


Os 1.290 dias mencionados em Daniel 12:11, com 30 dias além dos 1.260 dias relacionados à grande tribulação, dão início ao novo século. Haverá ainda outro curto período de 45 antes que a indignação seja removida de toda a nação que, neste ínterim, estará voltando à terra por fé. A grande Assíria, mencionada como sendo Gogue em Ezequiel 38:17, ainda deverá voltar a Jerusalém para ser destruída, antes que Sião possa ser estabelecida. Todas as doze tribos retornarão antes que os assírios lancem um segundo ataque a Jerusalém (Is 10:24-34).


Reunidos para a Batalha


Deus conduzirá todas as nações da terra profética a Jerusalém para batalharem, de modo que Ele possa derramar sobre elas a Sua indignação (Sf 3:8). Dessa vez a vara tentará ir além do que Deus havia ordenado e procurará tomar posse da terra amada (Hc 1:15) medida que o inimigo, Gogue, avançar como uma nuvem, o Senhor Se acampará ao redor de Sua casa (Zc 9:8), e Seu povo estará ali habitando em segurança (Ez 38:10-18), tendo em Jeová a sua confiança. Gogue reunirá toda a Terra como os peixes são reunidos numa rede (Hc 1:15). As doze tribos que voltaram ficarão a princípio temerosas e irão ao Egito em busca de ajuda (Is 31:1), mas por fim darão ouvidos aos mestres que lhes serão enviados (Is 30:18-21), e se resignarão em confiar em Jeová. Quando os assírios atacarem, o povo encontrará paz em Jeová (Mq 5:5).


As nações que atacarem estarão provavelmente reunidas em um círculo ao redor de Jerusalém (Jl 3:16; Zc 12:2-3). Gogue virá do norte; Edom, no sul, terá sido o responsável por essa confederação de nações. Quando começar a batalha, o Senhor bramará desde Sião contra Gogue e todos os seus exércitos. A fúria subirá à face de Jeová. Fogo, peste, e a espada serão os meios usados, e os assírios – Gogue – cairão nos montes de Israel. Levará sete meses para sepultar os mortos – sete anos para queimar a madeira – da batalha. Esse julgamento das nações em Jerusalém cobrirá cerca de trezentos quilômetros até Edom (Obadias).


Neste conflito final que decidirá a questão de Sião, Jeová deverá aparecer em Sua glória de juízo. O trono de Sua glória será estabelecido então (Is 14:32), e todo olho O verá. “E olharão para Mim, a Quem traspassaram” (Zc 12:10), e haverá uma lamentação geral como nunca houve antes, quando entenderem que foram eles que fizeram aquelas feridas. Este é o dia da expiação (Sl 130). Ele apresentará a Sua Igreja a todos como aquela que está identificada com Ele como Sua noiva.


O Milênio


Enquanto a restituição de todas as coisas acontece, introduzindo o dia milenar, a índole das criaturas será alterada. O leão comerá palha como o boi, a criança brincará com a serpente (Is 11:1-9, 65:17-25). O Espírito será também derramado. A terra será repartida de modo que cada tribo terá sua herança com saída para o mar Mediterrâneo; algumas chegarão até o rio Eufrates e o Oriente (Ez 48). Havendo cessado a maldição, a vegetação florescerá (Am 9:13). Satanás e todos os seus exércitos serão presos por mil anos (Is 24:21,23). Repouso, paz e prosperidade encherão esse tranquilo reino, se estendendo até que o conhecimento do Senhor cubra toda a Terra como as águas cobrem o mar (Is 11:9).


No fim do período milenar de descanso e esplendor, Satanás será solto para uma última prova do homem. Os milhares que estiveram aceitando as bênçãos dessa era de bondade, mas que nunca tiveram uma aceitação pessoal de Jeová como Rei e Salvador, seguirão a Satanás quando este enganar todos os que não são sinceros em seus corações e os levará a atacar a cidade amada. Logo o fogo vindo do céu acabará com esses, enquanto Satanás é lançado no lago de fogo para sempre (Ap 20:7-10).


Chegará então o tempo para o terceiro estabelecimento do trono. O primeiro foi para recompensar os santos celestiais e lhes dar vestidos puros e resplandecentes (2 Co 5:10; Ap 19:8), o segundo foi para estabelecer o reino na Terra por mil anos (Mt 25:31), e este será para julgar os mortos (Ap 20:11). Que solene tribunal será aquele. Nenhuma oportunidade para apelação, mas tão somente a sentença para ser proferida, e isso dos lábios d’Aquele que poderia ter sido Salvador deles para livrá-los da eterna condenação. Serão todos lançados no lago de fogo (Ap 20:15).


Novos Céus e a Nova Terra


Novos céus e uma nova Terra surgirão no horizonte. Todas as coisas serão novas, não haverá mais o mar (Ap 21:1-8). À Terra, a cidade celestial descerá. O próprio Deus enxugará todas as lágrimas; dor e choro cessarão quando as coisas antigas passarem. Nos céus as diversas famílias, cada uma em seu lugar, desfrutarão da bondade de Deus que honra aqueles que honram o Seu Filho, sujeitando-se por graça à Sua Palavra (Ef 2:7). A noiva, agora com Cristo como Homem, compartilhará para sempre das honras do Filho em casa, na casa do Pai, enquanto o Pai concede liberalmente Sua sobre-excelente bondade para com os filhos que repousam em Seu seio (Ef 3:21).


Talvez você seja um jovem na escola, um jovem pai ou uma pessoa mais velha. Qual é a sua perspectiva de vida, seu destino – céu ou inferno? Será que você irá estar naquela luz imaculada, ou acabará onde o verme (a consciência) não morre e o fogo (punição eterna) nunca se apaga (Mc 9:41)? Sua escolha é feita agora, neste exato momento, pois este momento pode ser tudo o que lhe resta. Seja sábio e tome uma atitude para seu bem estar eterno “antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço” (Ec 12:6). Ele está à porta e bate. Será que você abrirá a porta para Cristo poder entrar?


Que estas poucas meditações sobre o destino possam servir para despertar cada coração para entender quão solene é a vida e sentir a importância das decisões que tomamos, passo a passo, ao longo do caminho, até entrarmos nos cenários onde todas as coisas pertencem a Deus, onde Ele nos reconciliou Consigo mesmo para sempre, desde que estejamos repousando na obra consumada de Cristo, o Filho eterno de Deus.


Clarence E. Lunden




AMANDO A SUA VINDA


“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua vinda” (2 Tm 4:8).


Quem são os que amam a Sua vinda? Estes não terão só uma “coroa da vida”, mas uma “coroa de justiça”. Que pensamento precioso! O que devemos então entender como amar Sua vinda? Observe que aqui não se trata de Sua vinda para nós, mas de Sua revelação do céu, Sua Aparição em chama de fogo e Seus santos com Ele. Enche-nos de gozo saber que no céu agora Ele não está somente coroado de glória e honra, mas os anjos, autoridades e potestades, estão sujeitos a Ele.


Na Terra, porém, Ele continua a ser, com os muitos que são Seus, a Pedra rejeitada, apesar da proclamação de Deus feita por Seus servos acerca do perdão dos pecados, da dádiva da vida eterna e da glória reservada a todos os que se submetem a Ele como Salvador e Senhor. Cada coração leal deve sentir profundamente a medonha indiferença que existe em quase todo lugar para com o Senhor Jesus Cristo e para com Seus interesses no presente momento. Mas nos lembramos do solene testemunho das Escrituras de que isto é o prelúdio de uma rejeição ainda maior da Sua Pessoa por parte da igreja professa como um testemunho corporativo Seu na Terra. Isto acontecerá após Ele haver removido Seus amados e amáveis santos para se encontrarem com Ele nos ares, e antes de Sua Aparição juntamente com estes para julgar o mundo. Quão rapidamente estas previsões podem se tornar fato consumado!


“A pedra que os edificadores reprovaram” bem cedo virá em poder (1 Pe 2:7). A “pedra cortada, sem auxílio de mão” há muito que está para cair sobre as nações, e as esmiuçar (Dn 2:34). Oh, quão poucos parecem pensar nisto, e quantos são os que estão tentando se satisfazer com um tipo de Cristianismo sem Cristo, ao que eles chamam de religião! Neste exato momento muitas almas preciosas estão sendo enganadas pelos raciocínios e pela infidelidade do homem. Consideram-se competentes para julgar as coisas de Deus por suas capacidades naturais e colocam assim de lado a divina autoridade de Sua Palavra, ao invés de permitirem que esta os julgue. Por outro lado, multidões estão sendo engodadas pela infidelidade do ritualismo, o qual se recusa a aceitar a obra do Senhor Jesus Cristo “feita uma vez” (Hb 10:10).


Podemos estar certos de que o único livramento desses enganos fatais está em se repousar Cristo e encontrar paz e gozo naquilo que Ele fez e naquilo que Ele é. Bendito seja o nome d’Aquele que, com os braços abertos e um coração cheio do mais terno amor, disse: “Vinde a Mim... e Eu vos aliviarei” (Mt 11:28). Que imensa dádiva é o descanso! Principalmente o descanso de consciência quanto à nossa segurança eterna. Ninguém mais além d’Ele pode nos dar isto. Ninguém nem mesmo se propôs a dar isto. Os únicos que o têm receberam d’Ele. Certamente Suas palavras são preciosas: “Eu vos aliviarei”. Sim, Ele o dá.


Nosso Senhor falou ainda de outro descanso relacionado ao fato de se estar, na prática e de coração, unido em um só jugo com Ele e aprendendo d’Ele. O tomar o Seu jugo é uma obra e experiência distintas na alma. Oh, quão doces palavras, “Tomai sobre vós o Meu jugo”, “Aprendei de Mim”, “Encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt 11:28-29). O único jugo suave é o d’Ele e d’Ele é também o único fardo verdadeiramente leve. Você não pode descrevê-lo, mas o coração conhece. O que Ele concede é descanso de consciência. Descanso de coração o crente encontra se permanecer n’Ele, andando com Ele e aprendendo d’Ele que, quando andou aqui como Homem, tinha um perfeito descanso na vontade de Seu Pai, mesmo quando rejeitado por aquelas cidades onde a maior parte das Suas obras de poder haviam sido manifestadas. Doce ternura! Isto é Cristianismo, e aqueles que o conhecem por experiência sem dúvida alguma olham para o futuro, para outro descanso sem fim, eternal descanso, pois “resta ainda um descanso para o povo de Deus” (Hb 4:9).


Nos dias dos apóstolos, os crentes sabiam que haviam sido chamados não apenas a crer, mas também a sofrer por Ele, e mesmo se não sofressem sempre por Ele, estariam sofrendo com Ele. Eles conheciam também a preciosidade de Cristo como o jubiloso e agradável objeto de seus corações. D’Ele verdadeiramente podia ser dito: “Ao Qual, não O havendo visto, amais; No Qual, não O vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso” (1 Pe 1:8 – veja também Rm 8:17; Fp 1:29). Tal era o frescor e o fervor dos crentes nos primeiros dias do Cristianismo. O coração deles estava tomado da Pessoa que os amou, morreu por eles e os redimiu de toda iniquidade. Ele também lhes assegurava que uma herança incorruptível estava “guardada nos céus” para eles, e que eles eram, “mediante a fé... guardados na virtude de Deus” para isso, até o dia da Sua revelação vindo do céu com eles. Que maravilhosas palavras de conforto!


Com certeza este é o tempo da rejeição do Senhor. O mundo não O aceitará, e a Cristandade em sua maior parte, como foi no caso de Laodiceia, O mantém do lado de fora da porta. Mas mesmo assim Ele está batendo. Pode ser, talvez, que alguma alma fiel venha a escutar Sua voz e abra a porta para desfrutar de comunhão pessoal com Ele. Para corações sinceros isto é algo comovente. Aqueles que mais O amam são os que sentem mais. Ele não está aqui, mas Sua vinda está próxima. “Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória” (Cl 3:4).


Em Sua morte na cruz, ao invés da vitória de Satanás sobre Ele, por Sua morte Ele anulou o poder de Satanás. Ao invés de os judeus e gentios terem se livrado de Cristo por meio de seus brados – “Tira, tira, crucifica-O” – Ele foi justamente exaltado à destra de Deus e investido, como o Homem glorificado, de toda a autoridade e poder. E logo Ele estará vindo para sujeitar todas as coisas a Si mesmo conforme a vontade de Deus. Embora Ele Se manifeste espiritualmente à nossa alma e esteja sempre no meio de dois ou três reunidos ao Seu nome, pessoalmente Ele Se encontra ausente. Nós não o vemos. Alguns sentem a Sua falta aqui. A fé O vê coroado de glória e honra.


Sentimos Sua rejeição? Estamos atribulados por causa da Sua ausência? Estas são perguntas que sondam nosso coração e provam qual é verdadeiramente a nossa condição. Se pudermos responder que lamentamos profundamente a Sua ausência, então estamos necessariamente desapegados, em nosso coração e em nosso andar, não apenas do mundo que está caminhando tão rapidamente para seu justo juízo, mas de tudo o que nos diz respeito, em relação à igreja professa, que seja contrário à Sua Palavra. Como pode ser possível estarmos amando a Sua vinda se não estivermos procurando agradá-Lo e, como consequência, não estivermos sentindo a tristeza de Sua presente rejeição? Acaso as duas coisas não andam juntas? Aqueles que realmente lamentam Sua ausência irão sentir, por causa desta, o quão desolado e solitário é o caminho. Estes não podem senão se apegar a Ele com propósito de coração, enquanto sentem no íntimo a insensatez e incredulidade daqueles que se empolgam com os prazeres do mundo, em uma época em que a revelação de nosso Senhor vindo do céu em chama de fogo está tão próxima.


Voltamos a insistir na pergunta: Acaso a presente rejeição de nosso Senhor deixa uma marca clara em nosso caminho em meio a este cenário? Se assim for, certamente o prospecto de Sua breve vinda para tomar Seu lugar de direito na Terra deve fazer vibrar nosso coração com um deleite inexprimível. Quando pensamos em Sua vinda do céu em Sua própria glória, na glória de Seu Pai, na glória dos santos anjos acompanhados de Seus santos glorificados e usando Suas muitas coroas, bem podemos exclamar: Que fulgor de infinita e eterna glória! Então nossos corações estarão aptos a cantar:


A Cristo coroai, divino Salvador,

Sentado em alta glória já, é digno de louvor;

Ao “Rei da Glória” e paz, louvores tributai,

Cantando alegres, sem cessar, mil cantos entoai.


É o próprio Senhor que assim virá. Ele vem com as nuvens e todo olho O verá. Ele morreu por todos, enviou o evangelho a todos, esperou pacientemente por todos, e agora a divina paciência chegou ao seu ápice, e os homens “se lamentarão sobre Ele” (Ap 1:7). E que lamento será. Pior do que inútil será então clamar às rochas para que caiam sobre eles, ou aos montes para que os cubram, ou ir às covas nas rochas e cavernas da Terra fugindo de pavor de Jeová e da glória da Sua majestade. Pois Ele deve reinar até que Seus inimigos sejam postos por estrado de Seus pés. Tudo deverá ser colocado em sujeição a Ele, em conformidade com a vontade de Deus.


Sim, Ele julgará os vivos e os mortos. Primeiro serão os vivos em diversas formas e ocasiões de juízo, conforme assinalam as Escritura, pois Ele destituirá todo juízo, autoridade e poder. O último inimigo a ser destruído é a morte. A última parte de Seu reino será tomada pelo juízo dos mortos, de cada homem conforme as suas obras, após a ressurreição destes; por esta razão o Senhor chamou a isto de ressurreição para “condenação”, ou juízo (Jo 5:29). Quão indescritivelmente solene! E quão bendito é para nossas almas o pensamento da exaltação de nosso Senhor ao Seu lugar de direito e da Igreja, Sua noiva, reinando e usufruindo da herança juntamente com Ele.


Cada tribo de Israel terá a sua porção na terra, em conformidade com a palavra profética (Ez 47 e 48). Eles saberão que Jeová foi misericordioso para com a injustiça deles. Ele não irá mais Se lembrar dos pecados e iniquidades deles, e já os terá livrado de suas enfermidades corporais. Ele lhes dará abundância de paz e fartura sob o glorioso reino de seu verdadeiro Messias, o Filho de Davi.


Que ocasião essa, quando os gentios subirem a Jerusalém para adorar e para estar na casa de oração para todas as nações. Nosso Senhor Jesus será então revelado como o único Poderoso Rei de reis e Senhor de senhores, Governador dentre as nações e Rei sobre toda a Terra. Podemos pensar n’Ele como o Filho do Homem, em conformidade com o Salmo 8, tendo domínio sobre Sua criação, a qual será por Ele libertada e levada à liberdade da glória dos filhos de Deus. Acaso não é isto algo de profundo gozo para aqueles que se apegam a Ele, e que estão sempre propensos a chorar quando os outros fazem d’Ele a “canção dos bebedores de bebida forte” (Sl 69:12) e por tantos é rejeitado, ao desfrutarem da certeza de que muito em breve nesta mesma Terra, assim como no céu e nas regiões infernais, todo joelho se dobrará e toda língua confessará “que Ele é Senhor para Deus, o Pai da glória”? (JND)


Em que medida a contemplação da gloriosa Aparição do Senhor e do Seu Reino afeta nosso coração? Estamos amando a Sua vinda? Vamos parar e pensar bem que, se amamos Sua vinda, Ele estará sendo para nós não apenas o alvo a comandar nosso lugar onde Ele não está, e onde a sentença que predomina é: “Não queremos que Este reine sobre nós” (Lc 19:14). Quão breve Ele virá e nos receberá para Si mesmo para aparecermos em glória com Ele! “Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então também vós vos manifestarei com Ele em glória” (Cl 3:4). Possamos estar assim ocupados com nosso Senhor onde Ele está; possamos aprender d’Ele e viver para Sua honra a fim de podermos cada vez mais amar a Sua vinda!


H. H. Snell




O QUE ESTAMOS ESPERANDO?


O primeiro evento que nós, como Cristãos, devemos aguardar é o Arrebatamento, o que faz parte da primeira ressurreição, visto que muitos serão ressuscitados nessa ocasião (1 Ts 4:13-17). Somente os que creram serão ressuscitados de entre os mortos. O restante dos que estiverem mortos não será ressuscitado até o término do Milênio, para serem então sentenciados eternamente ao lago de fogo (Ap 20:5). Portanto, antes do reino de mil anos de Cristo, todos os crentes que morreram serão ressuscitados de entre os mortos e transformados em um corpo como o corpo glorioso de nosso Senhor Jesus Cristo. Haverá diferentes grupos de pessoas no céu, os santos do Velho Testamento, outros como João Batista e o ladrão na cruz (que puderam ver o Senhor Jesus, mas morreram antes do dia do Pentecostes quando os crentes foram batizados em um só corpo formando a Igreja), e a Igreja (Ef 3:15; Hb 12:22-24).


Todos os santos que estiverem vivos nessa ocasião se juntarão àqueles que morreram na fé para serem juntamente arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares. Mais tarde, os mártires que serão mortos por “Jezabel” durante a tribulação serão ressuscitados para fazerem parte do grupo que sairá do céu aberto com o Cordeiro a fim de executar juízo sobre a Terra (Ap 14:13). Todos estes reinarão com Cristo por mil anos (Ap 20:4). Para nós, tudo será novo naquela criação celestial.


C. E. Lunden



Se mesmo no mundo, em Jesus, o simples pensar

Já eleva nosso coração além desta cena de dor;

Se ainda aqui o gosto das celestiais fontes sem par

Faz a alma vibrar, e o peregrino cantor com fervor;

O que será quando virmos Sua glória brilhar,

E nos deleitarmos na plenitude de Seu amor?!

Que Aleluias Sua presença há de gerar,

Quando tudo se encher de eternal louvor?!




DOIS DIAS NAS ESCRITURAS


O Senhor prometeu, “Na casa de Meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também” (Jo 14:2-3). Ele também declarou: “Certamente cede venho” (Ap 22:20). A esperança apropriada ao Cristão é aguardar o Senhor vir a qualquer momento (1 Ts 1:9-10). O Senhor não revelou uma data especifica de quando Ele iria voltar, para que pudesse haver uma esperança sempre presente para a Igreja ao longo de todo o período de sua jornada na Terra. O apóstolo Paulo em seus dias incluía-se entre aqueles que esperavam ser arrebatados na vinda do Senhor. Ele dizia: “Nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles” (1 Ts 4:17 – Veja também 1 Coríntios 15:51). Embora não devamos fixar uma data para a vinda do Senhor, precisamos discernir os tempos (Mt 16:3).


Satanás está fazendo tudo o que pode para convencer a Igreja a se acomodar aqui neste mundo. Uma de suas várias maneiras de fazer isto é tirar da Igreja a esperança presente da vinda do Senhor. Hoje em dia, devido a um ensino errôneo, muitos Cristãos amados deixaram de lado esta esperança e não estão aguardando a vinda do Senhor para qualquer memento. Ao invés disto, estão olhando para os eventos proféticos, esperando que eles se cumpram primeiro. Trata-se de um erro. A profecia propriamente dita não está se cumprindo hoje. A profecia não tem a ver com a Igreja, mas sim com Israel e as nações que irão povoar a Terra milenar. Já que Israel tem sido, na época atual, colocado de lado por causa de sua rejeição a Cristo, a profecia foi suspensa (veja as setenta semanas de Daniel – Dn 9; Rm 11) até que venha a plenitude dos gentios e a Igreja seja levada para a glória. Não estamos esperando pelo cumprimento da profecia, estamos esperando pela vinda do Senhor. Existem, porém, certos indícios inequívocos que elevam nosso coração ao céu em uma sempre nova expectativa pela volta iminente do Senhor.


1. A Condição da Igreja como Laodiceia


Apocalipse 3:14-22. Nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse vemos sete estágios sucessivos de declínio na condição moral da Igreja, dos dias dos apóstolos até os últimos dias que antecedem a vinda do Senhor para levar o Seu povo em glória (Ap 4:1). O sétimo e último estágio é o de Laodiceia, no qual a igreja professa é apresentada em uma condição deplorável de indiferença a Cristo. O apóstolo Paulo também descreveu a condição do testemunho Cristão nos últimos dias como sendo do mais terrível estado de ruína no qual o mal moral e doutrinário iriam prevalecer (2 Tm 3:1-9; 4:3-4). Tal estado de coisas descreve com precisão o tempo presente no qual vivemos e deveria nos fazer chegar à solene conclusão de que o Senhor está vindo em breve.


2. O Clamor da Meia Noite já Ocorreu


Mateus 25:1-13. Nesta passagem das Escrituras temos uma antevisão dispensacional do período da Igreja. Ela mostra que após a Igreja haver recebido a verdade da vinda do Senhor como sendo o Noivo, ela se acomodou neste mundo e caiu no sono (Mt 25:1-5). A esperança da vinda do Senhor foi perdida. Em meio às trevas que predominaram na Cristandade por mais de 1.500 anos, Deus começou a despertar na profissão Cristã o sentimento consciente da iminência da vinda do Senhor. Ouviu-se o clamor: “Aí vem o esposo” (Mt 25:6). Este reavivamento da esperança da vinda do Senhor aconteceu há cerca de 150 anos! O fato de já haver passado mais de 150 anos e a Igreja continuar na Terra só nos leva a concluir que “perto está o Senhor” (Fp 4:5).


3. O Renascimento da Independência Nacional dos judeus e as Condições Políticas no Oriente Médio


Em Mateus 24:32-34, Marcos 13:28-30 e Lucas 21:29-32 o Senhor Jesus ensinou que quando a figueira (símbolo de Israel como nação) se tornasse tenra e suas folhas começassem a brotar, Sua vinda estaria próxima. Israel, após muitos séculos sem um país, começou a brotar novamente em 1948. Israel voltou a ser visto novamente como uma nação declarando sua independência. Apenas com as folhas da profissão e sem nenhum fruto para Deus, os judeus estão prontos para receber o falso messias, o Anticristo de que fala a profecia. O Senhor disse “Olhai para a figueira... e continuou dizendo, “... e para todas as árvores” (Lc 21:29), referindo-Se às outras nações no Oriente Médio, como Egito e Líbia, que voltaram a ocupar um lugar de proeminência nos últimos anos. As nações árabes também fizeram acordos com a Rússia para o fornecimento de munições, de modo que sabemos que eventualmente possa vir a existir uma aliança dessas nações com a Rússia (Dn 8.24-25). As nações na Europa também estão se unindo no Mercado Comum, o que poderia ser uma preparação para os reinos de dez nações da Besta (Dn 7:7). Todas estas coisas são agora apenas sombras e não o cumprimento destas passagens das Escrituras, o que terá lugar na tribulação após a Igreja ter sido levada em glória. Mas isto deve fazer com que solenemente entendamos que “já está próximo o fim de todas as coisas” (1 Pe 4:7).


4. O Aumento do Conhecimento e o Rápido Ritmo de Vida


Daniel 12:4. Foi dito a Daniel que os últimos dias seriam marcados pelo rápido ritmo de vida e pelo aumento de conhecimento. Uma simples olhada para a história do homem é suficiente para mostrar que nunca existiu uma época como esta para o conhecimento em todos os campos, seja na medicina, tecnologia, ciência, etc. Isto é certamente um sinal dos tempos em que vivemos e mais uma vez vem a confirmar que “o tempo se abrevia” (1 Co 7:29).


5. Indícios de Dois Dias Representando Figurativamente 2000 Anos


“Um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” 2 Pe 3:8; Sl 90:4. Sendo esta linguagem figurada, esta indicação apenas sugere 2.000 anos aproximadamente. Para se enxergar isto com maior clareza é necessário entender algo dos modos dispensacionais de Deus tratar com Israel. Por Israel haver fracassado tão completamente de todas as formas sob a Lei e havendo rejeitado o Senhor Jesus Cristo como seu Messias, esse povo foi colocado de lado por algum tempo, enquanto Deus estiver enviando o evangelho da Sua graça ao mundo gentio para tirar dele um povo para o Seu nome (At 15:14, Rm 11:11-27). Após este presente período em que Deus está tratando com os gentios, Ele voltará a tratar com Israel novamente para abençoá-lo em conformidade com as promessas incondicionais feitas a Abraão, Isaque e Jacó.


Há muitas referências na Escritura onde os “dois dias” aparecem, sugerindo que este presente período da graça, quando Israel foi colocado de lado, poderia ser de aproximadamente 2.000 anos.


Alguns podem argumentar que passamos o ano 2000 há algum tempo, sendo que agora é 2018. Isso é verdade, mas ainda não faz 2.000 anos que a Igreja está na Terra. Ela não foi formada até que o Senhor morresse, ressuscitasse, subisse ao céu e enviasse o Espírito Santo de lá (At 1-2). É geralmente considerado que isso ocorreu no ano 33 d.C., uma vez que o Senhor viveu 33,5 anos neste mundo. Se quiséssemos pensar de forma literal (e perderíamos o significado, se o fizéssemos), 2.000 anos seriam em 2033. No entanto, é do conhecimento geral que nosso calendário foi adulterado e a data real do nascimento de Cristo é 4 ou 5 anos antes do que o calendário indica. Cristo realmente nasceu em 5 a.C. (Veja a página XXVIII do prefácio da tradução de JND – “Tabela Cronológica dos reis e profetas de Judá e Israel, subsequentes aos reinos de Saul, Dai e Salomão de 40 anos cada – de 1.95 a.C. a 975 a.C.” no final deste item). Isso significa que 2.000 anos literais seria algo em torno de 2029. Se o período de 7 anos da tribulação deva ser subtraído disso (uma vez que muitas das figuras falam de Israel sendo colocado de lado por dois dias), seria muito menos – talvez por volta de 2022.


No entanto, contar anos literais dessa forma é perder totalmente o objetivo da figura. “Dois dias”, na Escritura, não deve ser interpretado como 2.000 anos literais. Foi empregado pelo Espírito para sugerir dois milênios em um sentido geral. É uma figura para nós – nada mais. Mas que tremenda figura! E que tremendo encorajamento para os santos que estão vigiando e esperando! Isso nos faz perceber que o Senhor está chegando muito em breve. Talvez hoje!


As referências que se seguem são algumas das passagens onde aparecem os “dois dias” nas Escrituras.


Oseias 6:1-3


Esta passagem fala dos arrependidos em Israel “Depois de dois dias (o presente período da graça de aproximadamente 2000 anos) nos dará a vida; e ao terceiro dia (os 1000 anos futuros do reinado de Cristo, chamado de Milênio) nos ressuscitará, e viveremos diante d’Ele”.


Lucas 10:30-35


Na passagem o homem deixado caído à beira do caminho pelos ladrões é uma figura da horrível condição em que o homem caiu devido às artimanhas de Satanás. Abandonado na vala do pecado, o homem está “meio morto” diante de Deus. Fisicamente ele está vivo, mas espiritualmente está morto. O sacerdote e o levita que não podem ajudá-lo mostram que a religião não pode salvar o homem caído. O samaritano que aparece na cena para resgatar o homem é uma figura do Senhor Jesus Cristo, o Salvador rejeitado. Ele resgata o homem e o leva, não de volta a Jerusalém para a antiga ordem de coisas do judaísmo, mas para uma estalagem, que é uma figura da assembleia, onde ele recebe socorro, comida e auxílio em suas necessidades. Após deixar o homem aos cuidados do hospedeiro (o Espírito Santo), ele paga sua estadia na estalagem com dois dinheiros, prometendo voltar. Isto sugere que o tempo que Ele estaria fora seria de dois dias. Embora esta passagem não mencione “dois dias”, existe uma referência a isto se aplicarmos o que está em Mateus 20:2 (“um dinheiro por dia”, ou seja, se um dinheiro era o salário de um dia, dois dinheiros seriam para dois dias).


João 1:29-2.11


Em João 1:29-51 encontramos 2 dias (os versículos 29 a 35 falam cada um de um dia – repare que no versículo 35 diz “outra vez”, o que o liga ao versículo 29). Os detalhes encontrados nestes dois dias compõem aquilo que caracteriza o período da Igreja. É feita referência a Cristo sendo conhecido como o Cordeiro de Deus e Filho de Deus, à descida e ao batismo do Espírito, ao lugar onde Cristo habita (a assembleia), e ao evangelho sendo pregado para levar outros a Cristo. No terceiro dia (Jo 2:1-11) acontece um casamento que representa a reunião de Israel com o Senhor em um dia ainda porvir. “E naquele dia, diz o Senhor, tu Me chamarás: Meu marido” (Os 2:16; Is 62.4-5). Nas bodas, o Senhor deu vinho novo a todos os que estavam ali. Isto fala do gozo que o Senhor trará para a Terra no dia milenar.


João 4:1-54


Este capítulo começa com o Senhor Jesus rejeitado pelos judeus na Judeia, aqueles que eram os responsáveis pela nação (vs. 1-3). Trata-se de uma figura da nação rejeitando o Senhor e depois O crucificando. Ao ser rejeitado, Ele os deixa e vai para os samaritanos, que é um povo de origem gentia e ali Se revela a uma pobre mulher pecadora e ao seu povo (vs. 4-42). Isto ilustra a Igreja sendo tirada de um mundo gentio enquanto Israel é colocado de lado (At 15:14; Rm 11:16-20). É a ela que Ele revela a mudança da antiga ordem judaica e a introdução da verdadeira adoração Cristã em espírito e em verdade. É digno de se notar também que Ele não fez milagres em Samaria. Ele usou apenas a Sua Palavra para ganhá-los, o que caracteriza o testemunho do Senhor nesta era Cristã, que não é marcada por sinais e maravilhas. Ele fica “dois dias” (v. 40) com os samaritanos e é conhecido apenas deles como o Salvador. Então, após os “dois dias”, Ele parte dos samaritanos e volta ao Seu próprio povo, os judeus na Galileia, o que é uma figura do pobre e desprezado remanescente em Israel recebendo bênçãos do Senhor em um dia vindouro (vs. 43-54). O nobre que vai se encontrar com Ele sugere que os líderes, que levaram Israel a rejeitar a Cristo, irão se arrepender primeiro (Jl 2:12-17). O Senhor ressuscita então o filho do nobre, o que é uma outra figura de uma ressurreição nacional de Israel (Ez 37:10-28; Dn 12:1-2).


João 10:39-11:46


Aqui o Senhor Jesus é visto sendo mais uma vez rejeitado pelos judeus que tentaram prendê-Lo. Ele escapa de suas mãos e vai para um lugar além do Jordão, fora da terra de Israel, onde muitos vêm a crer n’Ele e são abençoados. Mais uma vez, isto é uma figura do Senhor deixando de tratar com Israel por um tempo, por O terem rejeitado, e Se voltando para os gentios. Ele fica ali trabalhando, entre aqueles que creem n’Ele, por um período de “dois dias” (Jo 11:6). No capítulo 11 Lázaro é visto morto, o que é uma figura da condição de Israel diante de Deus. Maria e Marta, em sua dor, compõem uma figura do remanescente judeu fiel que futuramente irá rogar ao Senhor que volte (Sl 6:3-4). Então, após “dois dias”, o Senhor vai a Lázaro e o ressuscita e assim também Israel será ressuscitado na segunda vinda do Senhor (Ez 37:1-28; Dn 12:1-3).


At 20:7-12


Nesta passagem temos uma pequena figura da Igreja de Deus como devia ser, e era nos primeiros dias do Cristianismo. Eles estavam num “cenáculo” (Lc 22:12, Jo 13-17), “reunidos” (Mt 18:20), “para partir o pão” (1 Co 11:23-26), no “primeiro dia da semana”. Existe aqui uma sugestão de dois dias, o “primeiro dia da semana” e o “dia seguinte”. Aquela alegre cena sofre um distúrbio ocasionado pela queda e retomo de Êutico, o que nos fala da história da Igreja caindo no mundo, da posição elevada que antes ocupava, e sendo então graciosamente restaurada na forma de um testemunho remanescente. Todavia a reunião não terminou até “à alvorada” do dia seguinte, o que nos fala da vinda do Senhor no Arrebatamento para encerrar a presente dispensação.


Êxodo 19:10-11


Aqui o Senhor fica oculto à vista de Israel por dois dias antes de Se apresentar a todo o povo para fazer um concerto com eles no terceiro dia. Os dois dias mais uma vez correspondem à presente dispensação durante a qual o Senhor tem estado oculto para Israel e para o mundo que O rejeitou. O terceiro dia corresponde ao tempo da manifestação pública do Senhor em Sua segunda vinda ou manifestação (Ap 1:7; Tt 2:13). Embora Israel tenha falhado em guardar a lei que lhe foi dada naquele dia, num dia futuro o Senhor fará com Israel um concerto eterno e este irá guardar Sua lei (Hb 8:10, 10.16-17; Ez 36:25-27, 37:26; Rm 11:25-27).


Josué 10:12-15


No nono capítulo, Israel falhou em sua responsabilidade e consequentemente os gibeonitas, que eram gentios, foram introduzidos na cena. Como resultado de seu fracasso foram chamados a “salvarem” os gibeonitas (Js 10:6 – JND). Mais uma vez isto nos fala da oportunidade que foi dada ao mundo gentio de ser salvo diante do fracasso de Israel (Rm 11:11-20; At 15:14). Após lutarem todo aquele dia, Josué, vendo que eles não teriam tempo suficiente para consumar a vitória, pediu ao Sol que não se pusesse e este parou sobre Gibeom por mais um dia inteiro. Temos aqui dois dias, e uma bela figura deste dia estendido da graça onde o brilho da graça de Deus permaneceu sobre este mundo até que chegasse a plenitude dos gentios (Rm 11:25). “Não houve dia semelhante a este” e certamente não houve um dia semelhante a este atual quando as almas em todo o mundo têm sido salvas aos milhares. Após aquele longo dia em Gibeom, Israel voltou a “Gilgal” (v. 15), o lugar do julgamento próprio. Israel, após o dia da graça haver terminado o seu curso, será levado a um julgamento próprio e arrependimento diante do Senhor, e então será introduzido na bênção do reino (Sl 51; Zc 12:9-14).


2 Samuel 1:1-2


Em 1 Samuel, Davi foi rejeitado por seus irmãos e se refugiou em Ziclague que era um lugar fora da terra de Israel (1 Sm 27:4-6). Davi ficou ali por “dois dias” antes de seguir adiante no terceiro dia e tomar publicamente o trono em Hebrom. Davi em sua rejeição prefigura Cristo no tempo presente, rejeitado por Israel e pelo mundo. O terceiro dia prefigura o tempo quando o Senhor virá em poder e glória para tomar o trono em Israel a reinar como Rei de direito sobre todos (Zc 14:9; Is 32:1).


2 Reis 19:35-20:11


Nesta passagem vemos que após Senaqueribe e seu exército assírio terem sido derrotados pelo Senhor, Ezequias, que estava enfermo “à morte” teve sua saúde restituída e foi levantado no “terceiro dia”. Senaqueribe e os assírios formam um bem conhecido tipo dos exércitos russos (Ez 38-39) que descerão sobre Israel nos últimos dias. Ezequias é uma figura da condição de Israel espiritualmente diante de Deus, chegando até a morte. Ezequias ficou assim por dois dias antes de rogar ao Senhor e ser levantado no terceiro dia. Assim acontecerá com Israel quando clamarão Senhor em sua angústia (Jl 2:15-17) no final da grande tribulação. Então Israel será levantado como nação e seus inimigos serão derrotados.


Jonas 1-3


No capítulo 1 Deus comunica Seus pensamentos a Jonas, fazendo dele uma testemunha responsável para os ninivitas. A nação de Israel recebeu privilégio similar, pois os oráculos de Deus lhe foram confiados (Rm 3:2). O povo de Israel foi colocado em um lugar de responsabilidade para que levasse ao mundo o testemunho do verdadeiro conhecimento de Deus (Rm 2:18-20; Is 43:10). Mas Jonas se rebelou e fugiu da presença do Senhor. Israel também se rebelou contra o Senhor e fracassou em todos os sentidos em dar um testemunho apropriado de Jeová ao mundo (Rm 2:23-24). Assim como Jonas foi lançado fora do navio, Israel foi, nos desígnios de Deus, colocado de lado por algum tempo, tendo ficado disperso no mar das nações (Mt 21:21; Ap 17:15; Lv 26:33; Sl 44:11). Após Jonas ter sido jogado no mar, os marinheiros gentios se voltaram para Deus. Mais uma vez, isto é uma figura da salvação chegando aos gentios por Israel ter sido colocado de lado (Rm 11:11; At 28:25-28). A aflição que Jonas passa no capítulo dois é outra figura da terrível perseguição que foi a parte que coube ao judeu durante os longos anos de sua dispersão. No terceiro dia Jonas é visto outra vez e de boa vontade usado como um instrumento de bênção para os ninivitas. Trata-se de uma antevisão da restauração de Israel quando for colocado em um lugar de proeminência durante o Milênio e usado por Deus para a bênção do mundo (Is 60:1-5, 62:1-3).


Levítico 23


Os dois dias são vistos aqui de um modo diferente. Primeiro é necessário ter um simples entendimento do esboço dispensacional do capítulo antes que os dois dias sejam vistos. Há sete festas anuais no capitulo, as quais nos dão uma antevisão dos eventos que vão desde a cruz de Cristo até o Seu reino vindouro. São elas: a Páscoa – a morte de Cristo (1 Co 5:7), a Festa dos Pães Asmos – santidade prática na vida do crente (1 Co 5:8), a Festa das Primícias – Cristo ressuscitado e elevado à glória (1 Co 15:23), a Festa do Pentecostes – a Igreja sendo formada em um só corpo (At 2:1), a Festa das Trombetas – Israel reunido de entre as nações (Mt 24:31), o Dia da Expiação – Israel se arrependendo (Zc 12:9-14, Sl 51), a Festa dos Tabernáculos - a bênção milenar da Terra no reino de Cristo (Sl 72). As quatro primeiras festas já se cumpriram em tipo, as últimas três ainda estão para se cumprir. Todas as festas, exceto as duas do meio, foram celebradas em dias específicos do calendário judaico e correspondem à ordem judaica de se observar os tempos e as estações (Gl 4:9-10). Mas não existia menção a uma data no calendário para a Festa das Primícias e para a Festa do Pentecostes, que prefiguram a presente dispensação Cristã. Era simplesmente para serem celebradas no primeiro dia da semana. Estes dois dias diferem claramente dos outros dias de festa e assinalam o presente período de aproximadamente 2.000 anos.


Mateus 15:1-39


Na primeira parte do capítulo o Senhor revelou a apostasia em Israel no tempo da Sua primeira vinda, mostrando estar Israel corrompido e distante de Deus. Após haver pronunciado Seus juízos que cairiam sobre o povo, o Senhor partiu para Tiro e Sidom, que são cidades gentias da Síria (At 21:3). Tratava-se de uma atitude simbólica mostrando que os procedimentos do Senhor para com Israel seriam postergados para que Ele visitasse os gentios no dia presente com o evangelho da Sua graça (At 15:14). Uma mulher gentia foi abençoada ali sobre o princípio de fé, sendo aquela uma amostra do material de que a Igreja seria formada. Após haver tratado com a mulher Ele voltou às terras dos judeus tomando um lugar em uma montanha na Galileia, onde administrou bênçãos a todos como uma antevisão de Seu reino milenar. Todos foram curados (vs. 29-31), em conformidade com Isaías 35:5-6, e alimentados com pão (vs. 32-39), de acordo com o Salmo 132:15. Mais uma vez aqui é no terceiro dia (v. 32) que a bênção é dispensada.


Mateus 17:1-9


O relato da transfiguração do Senhor Jesus Cristo no monte é uma antevisão da glória do Seu reino milenar. Isto aconteceu “seis dias depois” indicando figurativamente que o reino de Cristo seria estabelecido após terminados 6.000 anos da história do homem sobre a Terra. Cristo veio ao mundo após 4.000 anos ou quatro dias, deixando dois dias ou 2.000 anos para o presente dia da graça.


Talvez exista outra indicação dos dois mil anos sugerida no relato da entrada de Israel na terra de Canaã no tempo de Josué (Js 3-4). É interessante a ordem na qual eles entraram na terra. Primeiro entrou a arca de Deus (figura de Cristo) no rio Jordão (figura da morte). Isto nos fala de Cristo tendo chegado até a morte. Então, 2.000 côvados após a arca, seguiu Israel, que passou entrando na terra (Js 3:3-4). Se os 2.000 côvados puderem ser aplicados ao presente dia de graça, podemos ver que Israel será introduzido em sua terra para bênção 2.000 anos após a morte de Cristo.


Estas encorajantes indicações da proximidade da vinda do Senhor devem nos levar a uma feliz expectativa do Seu retorno a qualquer momento. “Pois ainda em bem pouco tempo Aquele que há de vir, virá, e não tardará”. “Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!” (Hb 10:37 – TB; Ap 22:20).


O mundo diz: “Onde está a promessa da Sua vinda?” (2 Pe 3:4)

A Cristandade diz: “O meu Senhor tarda em vir” (Lc 12:45)

O crente que está vigiando e esperando diz; “Ora, vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20)


Bruce Anstey




“VEM, MOSTRAR-TE-EI”


“Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro” (Ap 21:9). Logo vem a pergunta Quem é a esposa, a mulher do Cordeiro? Em Apocalipse 22:17 são mencionados dois – “o Espírito e a esposa”.


Sem dúvida, tanto o servo de Abraão como Rebeca aguardavam pelo fim da jornada que empreendiam juntos. O servo é um tipo do Espírito Santo que ocupa o lugar de Servo para a glória do Filho do Homem. “Não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido” (Jo 16:13). O Espírito Santo tem, em Seu coração, um interesse permanente pela Igreja, pois é o interesse e a glória de Cristo. Ele foi enviado do céu para reunir esta noiva – um grupo de pessoas – e levá-la para se casar com Cristo.


Veja o final de Efésios 5. Ele estava falando do relacionamento entre marido e mulher, e então diz: “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da Igreja”. Nos propósitos eternos de Deus, Cristo e a Igreja foram um desde o princípio. E quando Ele começou a revelar Seu propósito, o primeiro tipo foi de Cristo e a Igreja. Adão e Eva e o modo como foram formados.


No livro de Apocalipse, o ministério tem a ver em grande parte com os anjos, pois ao longo de todo o livro há uma certa atmosfera reservada, e não um clima de intimidade. Por exemplo, “pelo Seu anjo as enviou, e as notificou a João Seu servo” (Ap 1:1). Foi o bendito Senhor que recebeu de Deus a revelação. Em Apocalipse 21.9 diz: “E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro”. E imediatamente o transporta em espírito a um grande e alto monte, pois a vocação da Igreja está muito acima da Terra – é celestial. O modo como a noiva correspondeu à sua vocação celestial já é um outro assunto. Sua resposta à sua vocação tem sido um triste e desalentador fracasso. Seu lugar e sua responsabilidade na Terra eram para representar o Senhor como o noivo celestial (Mt 25). Todavia o fracasso dela tem sido completo. Nada poderia ser mais triste ou lamentável.


Lemos em Apocalipse 17:1: “Vem, mostrar-te-ei”, não a grande prostituta, mas “a condenação da grande prostituta”. Trata-se da igreja professa em seu lugar de responsabilidade de levar a luz divina neste mundo – de representar Cristo. A Igreja afundou ao nível do mundo. Por isso é dito: “Mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta”.


Sempre que escutamos falar de Babilônia em Apocalipse (onze vezes) é dito que ela é grande. Se tivesse sido fiel, a Igreja nunca teria sido grande na Terra. “Se a Mim Me perseguiram, também vos perseguirão a vós” (Jo 15:20). O fracasso dela foi completo e cabal. A grande prostituta está sentada sobre muitas águas e governa as massas do povo. O Cristianismo tornou-se popular no mundo, mas um Cristianismo popular é um Cristianismo caído. É algo impuro – uma mistura do que divino com o que é terreno.


“E levou-me em espírito a um deserto” (Ap 17:3). A primeira coisa que notamos é o “deserto” em contraste com o “grande e alto monte” (Ap 21:10). A verdade de Cristo e da Igreja, o Cordeiro e Sua noiva, só pode ser aprendida quando se está, em espírito, fora.


“E me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha, e me mostrou a santa cidade” (Ap 21:10 – ARA). A omissão da palavra “grande” cidade aqui é importante. Todas as vezes que se faz referência à Babilônia, sempre é no sentido de “grande”, mas a primeira característica dada da noiva, a esposa do Cordeiro, não é a sua grandeza, mas sua santidade.


“E me mostrou e santa cidade” – acho isto muito precioso. Santidade é o que a nova natureza almeja, seja individual ou coletivamente. Santidade é a atmosfera na qual a natureza divina se sente em casa e onde ela respira livremente. Quando em outra atmosfera, ela não respira livremente, pois aquela atmosfera é sufocante para a nova natureza.


“A santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus” (Ap 21:10 – ARA). “De Deus” é a fonte; a cidade é de Deus e provém de Deus. “Do céu” é o caráter. A cidade é divina e celestial. Veja 2 Coríntios 5.1: “Uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus”. Encontramos neste versículo a origem ou fonte destes corpos glorificados. Deus é a fonte, e eles são celestiais em sua natureza.


Leia 1 Coríntios 15:47: “O primeiro homem, da Terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu”. Estas são as origens dos dois homens – um é da terra e outro do céu. Então, nos versículos 48 e 49 temos, “qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial”. Finalmente Ele nos diz como alcançaremos a imagem do celestial, tanto os que dormiram como os que não dormiram. Os versículos 51 e 52 declaram: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. É assim que ficaremos conformes a este segundo Homem.


Adão não foi feito para o céu, nem o céu para o homem. Deus preparou a Terra para o homem e o colocou nela; ali tudo correspondia à sua natureza. Se Deus o tivesse levado para o céu, este não estaria de acordo com a sua natureza, pois ele não havia sido feito para o céu. O homem perdeu sua herança terrena, mas agora ele recebeu uma herança melhor, pois a redenção concede isto a ele. A redenção não apenas restaura um homem quando perdido, mas o introduz em uma bênção infinitamente mais plena, assim como os céus são infinitamente mais elevados do que a Terra.


Em Apocalipse 21:1-8 temos a eternidade: “E eu, João, via santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido”. Trata-se da nova Jerusalém, não da velha. Aqui não se trata da Jerusalém restaurada na Terra, embora saibamos quão maravilhosa será a Jerusalém na Terra.


As bodas aconteceram mais de mil anos antes, mas a beleza da noiva continua a mesma. “E ouviu uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará” (Ap 21:3). O fato é que Deus armou o Seu tabernáculo entre os homens e isto faz com que até o céu pareça surpreso: “Eis”, diz aqui. A eterna habitação de Deus será entre os homens, pois o Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo.


A noiva, a esposa do Cordeiro, coloca diante de nós uma relação que tem como característica e afeição. Elas “saíram ao encontro do esposo” (Mt 25:1). “Adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido” (Ap 21:2). Qual é a característica das afeições do casamento? Oh, são as mais doces e cheias de frescor! No relacionamento humano, talvez elas não durem por muito tempo, mas no relacionamento celestial será para sempre. Não acho que serão as mais profundas, mas serão as mais cheias de frescor.


A noiva, a esposa do Cordeiro, é este grupo de santos que o Espírito de Deus tem reunido desde que desceu do céu em Pentecostes, unindo-os em um só corpo e a Cristo em glória. Não é algo individual; nenhum santo é individualmente a noiva. Não existe um santo sobre a Terra que não faça parte da noiva, a esposa do Cordeiro. (“Santo” é uma relação individual, assim como “pai” e “filhos”).


Temos uma ilustração da beleza do casamento no Salmo 45. Trata-se da Jerusalém terrenal, como tipo (até onde pode ser) da celestial. O Salmo se refere a Jerusalém e às cidades de Judá. O versículo 6 se aplica ao Senhor Jesus conforme O vemos apresentado em Hebreus 1:8.


É importante vermos que o Senhor tomará duas esposas: a terrenal ou judia, e a celestial. Ele entrará em um relacionamento com a celestial antes de fazê-lo com a terrenal, e será um diferente tipo de relacionamento. Antes de Ele Se estabelecer com Israel em uma relação matrimonial, terá que limpar o caminho por meio de juízo – “Cinge a Tua espada à coxa, ó Valente, com a Tua glória e a Tua majestade. E neste Teu esplendor cavalga prosperamente, por causa da verdade, da mansidão e da justiça; e a Tua destra Te ensinará coisas terríveis” (Sl 45:3-4).


Após os juízos, Jerusalém se torna o centro de um sistema relacionado a Ele e à Sua noiva. Isto é facilmente entendido de João 3:26: “E foram ter com João, e disseram-lhe: Rabi, Aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-Lo batizando, e todos vão ter com Ele”. Eles estavam com ciúmes da reputação de seu mestre. João ocupava uma posição maravilhosa entre o povo. Milhares tinham ido após ele para serem batizados. Agora o vemos perdendo seu lugar.


“João respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante d’Ele. Aquele que tem a esposa é o Esposo; mas o amigo do Esposo, que Lhe assiste e O ouve, alegra-se muito com a voz do Esposo. Assim, pois, já este meu gozo está cumprido. É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:27-30). Nada havia sido feito conhecer sobre Cristo e a Igreja. Estava tudo oculto em Deus. Agora Israel está divorciada por sua infidelidade; isto é, por haver se tornado idólatra. O Senhor a irá tomar novamente.


As Jerusaléns, tanto a celestial como a terrenal, serão visivelmente ligadas. O céu e a Terra naquele dia não estarão separados, de forma alguma, mas visível ou fisicamente ligados. Vemos isto em Apocalipse 21:24: “E os reis da Terra trarão para ela a sua glória e honra”. Haverá uma abóbada de glória, mas eles não serão capazes de ver o que há do lado de dentro. No monte da transfiguração os discípulos podiam enxergar aqueles dois homens entrarem na nuvem, mas não podiam ver o que havia dentro dela. Eles podiam ver a nuvem e sabiam que eles estavam ali, e conheciam a voz do Pai saindo dela. Aquilo é uma antevisão das duas Jerusaléns. Que imensa mudança do que se vê hoje. Uma série de terríveis juízos prepara o caminho, e a justiça fará o que a graça não fez.


A santa cidade, descendo de Deus vinda do céu, simboliza sua origem divina e celestial. A noiva, a esposa do Cordeiro, é simplesmente um grupo de pessoas redimidas, unidas ao Senhor naquele caráter de relacionamento existente entre um homem e sua esposa. A Igreja não está casada agora. Israel estava casada; é por isso que é chamada de adúltera. Ela está posta de lado. A Igreja é apenas noiva.


Em Apocalipse 17:2 vemos: “se embebedaram com o vinho da sua prostituição”. Trata-se do efeito entorpecedor da união da igreja com o mundo. Uma pessoa intoxicada não pode ver coisa alguma claramente. Quando ficamos intoxicados com o espírito deste mundo, não podemos ver coisa alguma claramente. Jeová divorciou-Se de Israel, mas voltará a Se casar com ela. Ele nunca irá Se divorciar da Igreja. Quando Ele trata com a Igreja como Sua testemunha, Ele deixa a falsa de lado para sempre. Antes do juízo Ele tira a verdadeira para fora da massa da profissão Cristã.


Os judeus permanecerão nesta Terra. Creio que a distinção que existe entre judeu e gentio irá cessar na eternidade, pois no início de Apocalipse 21 lemos: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens”. Durante o milênio os judeus terão sua identidade como tal, mas não encontro qualquer coisa nas Escrituras que indique que o judeu entrará na eternidade como judeu. Basicamente, os novos céus e a nova Terra em Isaías 65 não prosseguem pela eternidade; eles são dispensacionais. Leia os versículos 17-25. Está evidente que eles não vão além do tempo, e o “novo” ali é no sentido moral – não há mais choro ou clamor, ou qualquer coisa do tipo.


Em Isaías 66:22 lemos: “Porque, como os novos céus, e a nova Terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome”. Isto parece deixar claro. Então, no versículo 23, “E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor. E sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra Mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror a toda a carne”.


Pode-se ver que aqui fala do para sempre do tempo, e encontramos nas Escrituras com maior frequência o para sempre do tempo do que o para sempre da eternidade, de modo que é o contexto o que deve decidir de qual se trata. No final, o tabernáculo de Deus estará com os homens, e as coisas dispensacionais terão se acabado para sempre.


Entendo isto da seguinte maneira. Primeiro, havia um povo que falava uma só língua. Os homens quiseram obter independência de Deus e começaram a trabalhar na construção de uma torre que alcançasse o céu a fim de não serem dispersos. Mas Deus desceu e confundiu suas línguas. Mais tarde Deus levantou outro povo ao chamar um novo rebanho que tinha Abraão como líder. Neste ponto encontramos dois povos sobre a Terra: o judeu e o gentio. A Terra seguiu seu curso por cerca de dois mil anos. Então veio Cristo, e um terceiro povo, a Igreja de Deus, passou a existir. Estes três povos têm seguido por cerca de dois mil anos. Logo Ele levará a Igreja para o lugar ao qual ela pertence – para o céu. Então Deus passará a ter novamente o judeu e o gentio sobre a Terra, e assim seguirão até o fim do Milênio. Na eternidade, que se segue, voltamos a ter um povo outra vez.


Deus irá habitar com os homens por toda a eternidade nos novos céus e na nova Terra. Durante o Milênio Ele habitará imediatamente sobre eles, mas não com eles. Ele terá o Seu templo, e isto será algo dispensacional. Continuarão a existir nações e morte para o pecador, pois ainda continuará a haver desobediência. De sábado a sábado eles sairão e verão as carcaças daqueles que transgrediram, e isto lhes servirá de aviso. O Milênio será uma época maravilhosa, mas não vemos ali perfeição, pelo menos não aquela na qual Deus possa ter completa satisfação.


Se você ler Sofonias 3:14 até o fim, verá uma figura da Jerusalém dos judeus em um tempo vindouro. Trata-se de algo dispensacional, não de perfeição.


A noiva e Israel continuarão a ser dois povos separados. Não digo que Israel continue além dos mil anos ou que a dispensação continue ao longo da eternidade. Pelo que sei, no que concerne a Israel não encontramos nada que seja realmente eterno. Sempre existirá um povo terrenal e um celestial.


Em Apocalipse 5:9 vemos os redimidos celestiais, e é este o grupo que canta – “Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o Teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação”.


Temos, então, um círculo ao redor deste – os anjos – e eles dizem: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças”.


A seguir temos: “E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra e debaixo da terra, e que está no mar e a todas as coisas que neles há dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre”. Toda a criação (céu e Terra) é introduzida na bênção.


Gostaria de dizer algo sobre Apocalipse 7. Temos ali detalhes sobre os povos celestial e terrenal que existirão no Milênio. Ali é mostrado o número completo de todas as tribos dos filhos de Israel e um grupo inumerável de gentios, os irmãos e as ovelhas de Mateus 25. Nós os vemos já estabelecidos em bênção em Apocalipse 7, que é um parêntese entre dois grupos de juízos.


Repare nos versículos 10-13: “E (os da multidão) clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém. E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?” Neste versículo ele chama a atenção para algo ao fazer uma pergunta.


“E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra”, ou seja, Ele estenderá Sua habitação sobre eles. Vemos isto em Isaías e outras passagens. Trata-se daquela abóbada celestial sobre Jerusalém e daquele trono celestial de autoridade, e sob ele a Jerusalém terrenal.


Lemos no versículo 16, “Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem Sol nem calma alguma [calor algum – TB] cairá sobre eles”, isto é, nunca mais sofrerão perseguição, nem o Sol (poder supremo) será outra vez opressor. “Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”. Este cenário é o milênio; é dispensacional, não eterno.


Na transfiguração sobre o monte, o Senhor nos dá uma figura do Milênio. Os santos celestiais e terrenais estarão separados como eles estavam no monte. Naqueles três discípulos vemos os santos terrenais que nunca passaram pela morte. Temos então o Senhor glorificado e os dois homens glorificados que aparecem em glória e falam com Ele. Temos até o assunto da conversa.


Os dois homens são figuras: Moisés tipifica os santos glorificados que passaram pela morte, enquanto Elias representa os santos que nunca passaram pela morte. Ambos estão na mesma glória, do mesmo modo como acontecerá quando o Senhor vier e os vivos e os mortos forem igualmente introduzidos na mesma glória. Eles estão na mesma condição de imortalidade. Uns têm seus corpos ressuscitados da corrupção, e os outros são transformados para nunca mais estarem sujeitos à morte.


W. Potter



O SENHOR VEM!


QUANDO? Pode ser hoje! A Palavra de Deus não nos diz, mas lemos que “a vinda do Senhor está próxima”. “Certamente cedo venho” (Tg 5:8; Ap 22:20).


POR QUE? Para levar os que são Seus, aqueles que Ele comprou com o Seu sangue, os mortos e os vivos, para poderem estar onde Ele está. Lemos que “os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens... e assim estaremos sempre com o Senhor”. E lemos também, “virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também”. Neste versículo não estão incluídos aqueles que são Cristãos meramente professos, como as “virgens loucas” de Mateus 25 (1 Ts 4:16-17; Jo 14:3).


COMO? “O mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus”. “Eis que venho sem demora”. É o próprio Senhor quem virá (1 Ts 4:16; Ap 3:11).


ONDE? O lugar de encontro será nos ares, e não na Terra. O Senhor descerá; e os Seus serão “arrebatados... a encontrar o Senhor nos ares” (1 Ts 4:17).


QUAL O DESTINO? A casa do Pai nas alturas, o lar celestial dos filhos de Deus, a mansão celestial preparada para nós, e as alegrias da eterna presença do Senhor (Jo 14:1-3).



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