Palavras de Edificação 02

(Revista bimestral editada entre 1980 e 1997)



ÍNDICE


Poder Imediato

Sobre o Evangelho de Mateus (Cap. 2 - cont.)

Você Aceita Estas Verdades Bíblicas?

Devemos Orar Ajoelhados ou em Pé?

Sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos (cont.)

Porque Há Tantas Igrejas?

A Instituição do Matrimônio (cont.)

Quatro Homens

A Vinda do Senhor

A Baleia

Os Desapontamentos da Vida




PODER IMEDIATO


O diretor de uma Empresa que cunhava moeda foi visitado por um amigo. Este, ao ser informado da grande quantidade de ouro bruto ou já cunhado que ali havia armazenado,

perguntou:

– Como é possível que você, com tão poucas pessoas empregadas aqui, não tenha medo de que venham ladrões armados e levem todo esse ouro?


Sorrindo, o diretor replicou:

– Não vê o meu amigo este botão ligado ao sistema de alarme? Ao acioná-lo terei logo toda a ajuda que necessito.


Assim é com o Cristão fiel: quando o perigo ou alguma tentação se apresenta pode tocar o alarme – a oração – e assim chama pelo Senhor, que é o seu ajudador. Imediatamente recebe toda a graça de que precisa.

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SOBRE O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS

Capítulo 2


"Uns magos" (v.1), instruídos por Deus, "vieram do Oriente a Jerusalém" (v.1) para adorar o "Rei dos judeus" (v.2). Quantos eram os magos (este era um título dado, no Oriente, aos reis e outras pessoas nobres), não sabemos. A idéia de que eram três vem do fato de que ofereceram ao Menino três presentes: "Ouro, incenso e mirra" (v.11).


Aqueles homens tementes a Deus eram gentios e não judeus. Mas "o rei Herodes, perturbou-se, e toda Jerusalém, com ele" (v.3). Nem o rei, que era idumeu, nem os judeus estavam em condições espirituais para dar as boas-vindas ao Rei que chegava. Mas foi o que fizeram uns gentios orientais. E quando Cristo morreu no Calvário de uma forma sem precedentes, não foi um judeu, mas um pagão, o centurião romano, quem confessou: "Verdadeiramente, Este era o Filho de Deus" (Mt 27:54). Pobres judeus! Desde a manjedoura até à cruz, desde a vinda de Cristo até à Sua aparição em breve na glória eles se manifestam como inimigos implacáveis de Cristo, seu Messias e Rei.


Ainda que os magos tivessem visto "a Sua estrela no Oriente” (v.2), foi a Escritura que assinalou o lugar do Seu nascimento, visto que o profeta Miquéias anunciara, sete séculos antes, que Cristo nasceria "em Belém, terra de Judá" (Mq 5:2; Mt 2:6). Os judeus puderam citar a Escritura ao rei Herodes, mas no que se refere à Sua divindade, ocultaram a parte que diz: "e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Mq 5:2). Aquele que nasceria na manjedoura seria o Messias, Deus e homem numa só Pessoa!


"E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar em que estava o Menino" (v.9). Aquela estrela não era conhecida nos nossos céus, era antes uma criação muito especial, digna da Pessoa maravilhosa que ela assinalava, e que assim tinha chamado a atenção daqueles magos. Um escrito antigo diz que quando os magos chegaram a Belém, viram o reflexo da estrela na "cisterna de Belém" (2 Sm 23:15-16), exata e verticalmente sobre a povoação.


Como os magos teriam ficado extasiados ao ver o menino Jesus! E "O adoraram (e não a Maria, Sua mãe); e, abrindo os seus tesouros, Lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra" (v.11). O ouro fala da Sua divindade, o incenso do perfume da Sua personalidade humana e a mirra dos Seus sofrimentos.


Herodes, um homem perverso, foi frustrado no seu propósito de matar Jesus, pois que os magos "avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para sua terra por outro caminho" (v.12). "Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor" (Pv 21:30).


E logo "o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te e toma o Menino (o Menino é mencionado em primeiro lugar) e Sua mãe, e foge para o Egito, porque Herodes há de procurar o Menino para O matar" (v.13). José obedeceu imediatamente.


"Herodes, mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos" (v.16). A Escritura tinha previsto isto e anunciara-o 600 anos antes pela boca do profeta Jeremias (Jr 31:15).


Mais eis que novamente "o anjo do Senhor (tendo Herodes morrido) apareceu, num sonho, a José no Egito, dizendo: Levanta-te e toma o Menino (novamente o Menino é mencionado em primeiro lugar) e Sua mãe, e vai para a terra de Israel" (vs.19-20). José obedeceu imediatamente. Ao chegar "avisado em sonhos por divina revelação, foi para as partes da Galiléia" (v.22), para Nazaré, onde vivera antes de Jesus nascer (Lc 2:4). Ele não sabia, mas isso foi também assim para que se cumprisse a profecia acerca de Jesus: "Ele será chamado Nazareno" (v.23).

(continua, querendo Deus)

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PONTO DE REFLEXÃO:

Não deixemos que as nossas mentes especulem gratuitamente sobre a Pessoa do Filho de Deus; muito melhor é que nos prostremos perante o Senhor com santa reverência.



TRANSCRIÇÃO:

Nada nos mantém a mente mais tranquila e faz com que o coração se encha de amor por Cristo como o desfrutar pessoalmente do “Seu amor para conosco ”(Rm 5:8).