Palavras de Edificação 07

Atualizado: Jun 21


(Revista bimestral editada entre 1980 e 1997)


ÍNDICE


MAIS DO QUE APENAS PALAVRAS

A BÍBLIA É O LIVRO DOS LIVROS

SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS (Cont.)

OBEDIÊNCIA

OS PÁSSAROS – CRIATURAS MARAVILHOSAS

A PROSPERIDADE MATERIAL E O CRENTE

NÃO MAIS EU, MAS CRISTO

A INSTITUIÇÃO DO MATRIMÔNIO (Cont.)

DEPOIS DA MORTE, QUE HÁ?

FRUTIFICANDO, NA HUMILDADE

SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS (Cont.)

PRIMEIRA EPÍSTOLA DE PEDRO

CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA


MAIS DO QUE APENAS PALAVRAS


"a luz, …[alumia a todos os que estão na casa – TB]. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5:15-16).


Um dia um ateu passou uns dias na casa de um homem cristão, que respeitava e amava Deus. O incrédulo ficou tão tocado com a vida e o caráter do cristão, que lhe disse:

– Se eu ficasse aqui mais tempo fazia-me cristão, apesar das minhas idéias atuais…


E, o caso é que, esse cristão não tinha usado de nenhum argumento, nem palavra. Empregou apenas o argumento calmo e convincente da sua vida santa – uma conduta e uma conversação que se conformavam com as suas convicções pessoais.


Um outro cristão fiel, disse um dia:

– Quando era jovem procurei fazer-me cético, mas a vida de minha mãe tornou-se para mim um exemplo forte demais.


Um certo pregador africano dizia:

– Um bom exemplo é a pregação mais eloquente que há.


E tinha razão.

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A BÍBLIA É O LIVRO DOS LIVROS


Nestes dias de tanta infidelidade aos fundamentos do evangelho, de crítica destrutiva, e de modernismo, fala-se muito dos escritos sagrados do Oriente, tais como a "Rig-Veda", os hinos "Vedic", a "Zend-Avesta", etc. São adquiridos para figurarem nas estantes de Liceus e Universidades.


Um Professor, chamado Max Muller, editou muitos desses livros em traduções que ele dizia serem fiéis, ainda que liberais; e, quando essas traduções foram publicadas, descobriu-se que omitia muitas passagens dos originais. Imediatamente foi acusado de desonestidade. Mas a sua defesa foi que se tivesse publicado esses trechos que tinha deixado de lado ao traduzir os originais, teria sido perseguido e condenado pela sociedade civilizada por ter publicado a mais vil e obscena das literaturas existentes.


Vejam bem! E querem fazer-nos crer que esses livros são quase tão importantes como a própria Bíblia, a ponto de se tornarem texto de estudo em instituições educativas! E a verdade é que os povos que vivem sob a influência dessas filosofias bem evidenciam o caráter depravado desses chamados "livros santos".


Um só Livro, em todo o mundo, traz o selo inconfundível da divindade e da santidade. Esse é a nossa preciosa Bíblia, a bendita revelação da mente de Deus.

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SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

(continuação do número anterior)

Capítulo 27:1-9


"E, como se determinou que havíamos de navegar para a Itália, entregaram Paulo, e alguns outros presos, a um centurião, por nome Júlio, da corte augusta. E, embarcando nós em um navio adramitino, partimos navegando pelos lugares da costa da Ásia, estando conosco Aristarco, macedônio, de Tessalônica" (vs.1-2). Paulo tinha apelado para César e a sua viagem tinha esse objetivo. Lucas (o historiador), "o médico amado" (Cl 4:14) estava com ele (visto que escreve: "embarcando nós") e também "Aristarco, macedônio de Tessalônica". Nem um, nem outro eram obrigados a acompanhar Paulo, pois não eram presos. Foi o amor que tinham a seu querido irmão na fé, Paulo, que os levou a identificarem-se com aquele fiel servo de Deus, nas suas cadeias, aceitando qualquer circunstância que fosse que se apresentasse.


Hoje em dia, “Paulo”, simbolicamente, ainda está sendo levado cativo pelos homens: quer dizer, que a "doutrina" que o Senhor, a Cabeça da Igreja, deu a Paulo como "revelação" (Ef 3:3), está sendo recusada pelo próprio cristianismo. A hierarquia religiosa não quer reconhecer Cristo como "a Cabeça"; eles querem "ter entre eles o primado" (3 Jo 1:9). Nem mesmo querem submeter-se à conduta do Espírito Santo, o Qual não tem voz nos seus concílios nem nas suas diretivas. Da "vocação celestial" (Hb 3:1) nada querem saber: "só pensam nas coisas terrenas" (Fp 3:19). São tão poucos os que estão decididos a acompanhar Paulo, o prisioneiro!


"E chegamos no dia seguinte a Sidon, e Júlio, tratando Paulo humanamente, lhe permitiu ir ver os amigos, para que cuidassem dele" (v.3). Imagine-se um preso que ia ser levado a César, o grande imperador, tendo liberdade para tomar conforto espiritual com os seus "irmãos em Cristo", no porto de Sidon! O Senhor tinha inclinado o coração do centurião Júlio, de uma forma maravilhosa, pois se um soldado romano, encarregado da guarda de um prisioneiro, deixasse que este escapasse, pagava essa negligência com a sua própria vida (At 16:27).


"E, partindo dali, fomos navegando abaixo de Chipre, porque os ventos eram contrários" (v.4). O capitão do navio, tinha proposto a si mesmo, "navegando pelos lugares da costa da Ásia" (v.2), quer dizer, navegar costeando e tocando talvez vários portos; mas os ventos contrários obrigaram-no a mudar de rumo e a escapar da força dos ventos, "abaixo (pelo sul) de Chipre", uma grande ilha no meio do Mediterrâneo. Por vezes na nossa viagem da vida, temos que abandonar certos propósitos por causa da violência dos ventos.


"E, tendo atravessado o mar, ao longo da Cilícia e Panfília, chegamos a Mirra, na Licia. E, achando ali o centurião um navio de Alexandria, que navegava para a Itália, nos fez embarcar nele. E, como por muitos dias navegássemos vagarosamente, havendo chegado apenas defronte de Cnido, não nos permitindo o vento ir mais adiante, navegamos abaixo de Creta, junto de Salmone. E, costeando-a dificilmente, chegamos a um lugar chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laséia" (vs.5-8). Apesar de todas as dificuldades, e dos ventos contrários, a nave pôde chegar a Bons Portos. Nos primeiros tempos dos apóstolos, apesar da oposição de Satanás, e de "homens disolutos e maus" (2 Ts 3:2), a "embarcação evangélica" seguia a sua rota.


Agora, para comentar a viagem desde Bons Portos, até à “ilha de Melita {Malta} (At 28:1), vamos aproveitar a maior parte do livreto chamado "A Viagem de Paulo desde os Bons Portos a Malta (e as suas Lições)" (Nota do Revisor: Livreto escrito pelo irmão Gordon H. Hayhoe), sobre o significado espiritual desta travessia, pois o seu autor expressa a verdade doutrinal de boa maneira.


“A primeira parte da viagem desde Cesaréia a Bons Portos, (vs.1-7), é descrita em poucas palavras, mas a segunda etapa, desde Bons Portos até à chegada a Melita, (At 27:9-44) é escrita com tantos detalhes que nos dá uma profunda instrução. Podemos considerar o navio como uma figura do testemunho exterior da igreja, para as pessoas a bordo como os verdadeiros filhos de Deus e Paulo como o representante da verdade chamada a "doutrina de Paulo" acerca da Igreja (