Palavras de Edificação 08

(Revista bimestral editada entre 1980 e 1997)

ÍNDICE


SEU PARA SEMPRE

UMA SINGULAR PROVA DE UMA PROFECIA

SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS

SOBRE A PRIMEIRA EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS

SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SOBRE CONFISSÃO, DISCIPLINA E RESTAURAÇÃO

GOZO INEFÁVEL

CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA

A INSTITUIÇÃO DO MATRIMÔNIO

SEU PARA SEMPRE


Todo aquele que, sinceramente crer no Senhor Jesus Cristo, no seu coração, fica sendo propriedade de Deus. Ele é uma “nova criatura” (2 Co 5:17) em Cristo Jesus. É, por isso, que, nunca há razão alguma para pôr em dúvida a nossa segurança em Deus, porque Deus nunca poderia esquecer-Se ou abandonar a Sua própria obra. Deus não fez isso em relação à Sua obra terrena, na natureza, muito menos o faria em relação com a Sua nova obra, que são os que crêem em Cristo.


Quando Deus observou a Sua primeira obra da criação, não foi propriamente para a julgar, mas simplesmente para afirmar “que era muito bom” (Gn 1:31). E, assim, quando Deus olha para o crente, ainda que possa ser o mais fraco de todos, Ele o vê como Sua própria obra e, de forma alguma, irá repudiá-la, nem mesmo abandoná-la.

Deus é como uma Rocha. Ele é inalterável e seguro. A Sua obra é perfeita e o crente é feitura Sua. Por essa razão Deus selou o crente com o Espírito Santo.

Pensamento:

A medida de amor divino atuando na nossa alma, pode calcular-se pela medida de amor que testemunhamos para com o nosso irmão na fé, ainda que seja o mais contencioso que tivermos conhecido.


Quando deixamos de nos julgar a nós mesmos, interrompe-se a nossa comunhão com Deus.


Cada desejo do coração do Senhor Jesus, terá a força de um mandamento para aquele cujo coração houver sido tocado pelo amor ao seu Senhor.


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UMA SINGULAR PROVA DE UMA PROFECIA


Um coronel do exército da Turquia pediu, ao sr. Cyrus Hamlin, uma evidência de que a Bíblia é a Palavra de Deus. E sabendo que o coronel era uma pessoa muito viajada, o sr. Hamlin perguntou-lhe:


  • O Sr. por acaso já visitou o local da antiga torre de Babel?

  • Sim – respondeu-lhe o outro; e até lhe posso contar um incidente curioso sobre esse local. Ali há muita caça, e, uma vez pedi a alguns árabes que me acompanhassem numa caçada naquela região, durante uma semana. Mas para meu grande espanto, logo no primeiro dia, antes que o Sol se pusesse, quiseram voltar para trás. Insisti com eles mas sem resultado.

  • Aqui há perigo – diziam-me eles. Nenhum de nós se atreve a passar aqui a noite, porque há fantasmas que saem dos sepulcros e nos assaltam. Não há árabe algum que fique aqui quando anoitece, neste local de Babel!


Depois de ter ouvido aquilo o sr. Hamlin pegou sua Bíblia e leu em Isaías 13:19-20: "E Babilônia, o ornamento dos reinos, …será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou. Nunca mais será habitada, nem reedificada de geração em geração; nem o árabe armará ali a sua tenda, nem tão pouco os pastores farão ali deitar os seus rebanhos”.


O coronel, ao ouvir aquela leitura ficou espantado.

  • Você está lendo a própria realidade das coisas – disse ele.

  • É verdade, replicou-lhe o sr. Hamlin, mas repare que essas palavras foram escritas dois séculos antes que Babilônia tivesse sido mesmo destruída… "E novas coisas eu vos anuncio, e, antes que venham à luz, vo-las faço ouvir" (Is 42:9)

Pensamento:

Satanás nunca pode permanecer em pé quando é confrontado com a pura Palavra de Deus.


A vida mundana é um enganoso sistema que Satanás desenvolveu entre os homens para lhes fazer crer que são felizes sem Deus.

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SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS

(continuação do número anterior)

Capítulo 6:1-13

Como vimos anteriormente, os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus apresentam os princípios enunciados pelo Senhor Jesus a respeito do Seu reino, princípios esses que põe bem a claro que o caráter do reino de Cristo nada tem de semelhante com os reinos dos homens.


Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando pois deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola seja dada ocultamente; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (vs.1-4). Evidentemente que não convém ao crente que seja a glória humana, a vaidade e o prestígio, que o levem a fazer obras boas e de justiça. Mas antes, se o fizer, que seja unicamente para a glória do seu Bendito Deus e Criador e seu Redentor, tal como lemos também em Mateus 5:16 “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”.


E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e fechando a tua porta ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis pois a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós Lho pedirdes” (vs.5-8). Realmente não é bom que se manifeste o orgulho humano no cristão. Ele deve antes orar recolhidamente e com discrição ao seu Pai, O qual também o “vê em oculto”, quer dizer, não de forma aparente e visível. Além disso, não convém orar Àquele que tudo sabe e conhece de uma forma muito longa e com muitas repetições. Porque Ele, que nos conhece, já sabe de antemão o que sairá dos nossos lábios.


"Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu Nome; venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém" (vs.9-13). Consideremos um pouco este modelo de oração, vulgarmente chamado o "Pai nosso". Esta oração não é feita em nome de Cristo (Jo 14:13-14; 16:23-24). Foi ensinada pelo Senhor Jesus aos Seus, quando esperava o estabelecimento do Seu reino neste mundo, com sede em Jerusalém, "a cidade do grande Rei" (Sl 48:2).


É muito importante notar que "a Igreja" ainda não tinha sido anunciada como tal e muito menos existia. Ela era o "mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus" (Ef 3:9). Por isso, o "Pai nosso" não é propriamente uma oração cristã baseada em esperanças celestiais, divinas, mas antes solicita o estabelecimento do reino de Deus aqui embaixo, neste mundo: "venha o Teu Reino" (v.10).


Contudo, o cristão deve orar assim: "Ora vem, Senhor Jesus". O cristão deve pedir: "Tira-nos deste mundo que está na maldade" (Jd 1:21; Ap 3:10; 22:20).


"Seja feita a Tua vontade, …na Terra" (v.10).


Tal como, nos dias de Noé, hoje em dia a Terra está cheia de violência e de corrupção. Para que a vontade de Deus se faça na Terra, primeiro Ele terá que a julgar; e o Juiz será o Senhor Jesus, porque "o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo” (Jo 5:22).


Como podemos então pedir julgamento sobre a Terra, quando a Palavra de Deus diz: "Rogamo-vos pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus" (2 Co 5:20)? É porque hoje, ainda estamos na "dispensação da graça de Deus” (Ef 3:2).


"O pão nosso de cada dia nos dá hoje” (v.11). É um pedido; mas para Ele o cristão já possui uma promessa: "O meu Deus, segundo as Suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus" (Fp 4:19).


"Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores" (v.12). A medida do perdão esperado por Deus é aquela que se oferece ao próximo, ou seja, numa base de reciprocidade. Mas o perdão "judicial" de Deus, outorgado ao pecador arrependido, não depende do passado do pecador; ele é perdoado inteiramente: "perdoando-vos todas as ofensas" (Cl 2:13). E depois, o filho de Deus, agradecido, há de mostrar a sua nova natureza e perdoar ao próximo. E não só ao próximo como até ao seu inimigo.


"Não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal" (v.13).


Sendo a "carne” fraca, convém que o crente ore, pedindo a Deus que o guie em santidade, e o guarde puro, e fiel à verdade.


A "carne" é o inimigo de dentro, por assim dizer; mas há os inimigos exteriores: "rogai;para que sejamos livres de homens dissolutos e maus" (2 Ts 3:1-2).

(continua, querendo Deus)


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SOBRE A PRIMEIRA EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS

Pergunta:

Como se pode compreender a passagem de 1 Coríntios 15:29-32?


Resposta:

O versículo 29 relaciona-se com o versículo 19: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Porque se batizam eles então pelos mortos? Porque estamos nós a toda hora em perigo?"


Os versículos 20 a 28, inclusive, tratam da certeza da ressurreição de Cristo; da Sua vinda para recolher, para tirar os Seus do mundo; do Seu reinado de mil anos; do Seu triunfo sobre os inimigos de Deus, inclusive a própria morte; e, finalmente do reino entregue pelo Filho ao Pai, já que nada mais haverá que sujeitar, e então "Deus seja tudo em todos".


Pois bem, o cristão neste mundo terá que sofrer e alguns crentes mesmo "até à morte" (Ap 2:10). Se Cristo não tivesse ressuscitado, como seria triste a sorte do cristão! Humanamente seria o mais miserável dos homens deste mundo, pois tendo deixado tudo por amor a Cristo, também nada teria no outro mundo se não houvesse ressurreição.


Para que, então, batizar-se em Cristo? Quer dizer: para que serve alistar-se nas fileiras do exército do Senhor, tornando-se um candidato à morte, preenchendo um lugar deixado vazio quando um outro soldado for morto pelos inimigos de Cristo? É isso que quer dizer: "se batizam pelos mortos" (v.29). Alistar-se nas fileiras do Senhor, tomando o lugar de outro, já morto pelo seu testemunho fiel. É uma expressão figurativa.


Os homens, com as suas falsas idéias, torceram completamente o significado da passagem . Por exemplo, os mórmons (cujo fundador foi um enganador, um "falso profeta", um polígamo, o qual vivia com cinquenta mulheres, e que se chamava Joseph Smith) ensinam que se uma pessoa morre fora da igreja dos mórmons está perdida, segundo eles. Porém um parente pode batizar-se em lugar da pessoa defunta (pagando evidentemente, uma determinada quantia ao sacerdote mórmon) e o morto ficará salvo. Isso é mentira! "Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hb 9:27).


E, quanto ao batismo com água, uma pessoa que professa ser cristã, não se pode considerar tal, enquanto não se batizar. Pedro chama isso a "indagação de uma boa consciência para com Deus"; e a boa consciência apóia-se na "ressurreição de Jesus Cristo; o qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-Lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências" (1 Pd 3:21-22).

Pensamento:

Não há doutrina falsa que não ataque, de uma forma ou de outra, clara ou disfarçadamente, a Pessoa de Cristo.


As coisas que estorvam a nossa comunhão com o Deus da luz são aquelas que se escondem nas trevas, o domínio do diabo.


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SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

(continuação do número anterior)

Capítulo 27:10-13


Paulo os admoestava "dizendo-lhes: Varões, vejo que a navegação há de ser incômoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para as nossas vidas" (v.10).


Paulo viu-se obrigado a avisá-los, pois que, tendo sido inspirado divinamente, compreendeu o perigo iminente. Isto faz-nos pensar no aviso dado aos anciãos de Éfeso: "Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho; e que dentre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si" (At 20:29-30).


Damo-nos nós conta, queridos filhos de Deus, que se abandonarmos a doutrina que Paulo expressou por inspiração divina, se recusarmos andar na verdade, a qual Deus entregou à Igreja por seu intermédio, então haveremos de naufragar tal como esse navio? Há muitos cristãos que lêem os quatro evangelhos, e o livro dos salmos, mas que se cansam de estudar as cartas de Paulo, as quais contém instruções indispensáveis para a vida da Igreja.


Lembremo-nos desta exortação: "Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e na caridade [com o amor – ARA] que há em Cristo Jesus" (2 Tm 1:13). Nós temos que reter estas coisas não só como doutrinas – o que é muito necessário e importante – mas ainda fazê-lo "na fé e na caridade [com o amor – ARA]". Porque a verdade que conhecemos deve manifestar o Seu poder nas nossas vidas para a glória do Senhor.


"Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre, do que no que dizia Paulo" (v.11). Apesar do aviso cauteloso de Paulo, os encarregados da navegação preferiram fazer segundo as suas próprias previsões, e recusar a opinião de Paulo; tal como aqueles da Ásia {"os que estão na Ásia todos se apartaram de mim" (2 Tm 1:15)}. E como isso foi verdade realmente, não só depois da morte dos apóstolos, como até ainda antes!


"E, como aquele porto não era cômodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se podiam chegar a Fênix, que é um porto de Creta que olha para a banda do vento da África e do Coro {sudoeste}" (v.12).


O lugar de "Bons Portos" (v.8) não foi considerado por eles como sendo "cômodo" (quer dizer: espaçoso e conveniente). Lemos então que "os mais deles foram de parecer que se partisse dali".


Por analogia, não podemos esperar que a verdade de Deus, seja bastante "cômoda" para a maioria das pessoas. Se procurarmos nas Escrituras veremos que, claramente, nunca a maioria escolheu o caminho da obediência. Não é verdade que; são sempre poucos os que querem obedecer a Deus? Cuidemos em não seguir forçosamente a maioria. Mas, com um coração sincero façamos de Cristo o Objeto dos nossos corações, e façamos da Sua Palavra o guia para os nossos pés. Nesse caminho assim gozaremos então da doce paz, ainda que talvez em companhia não muito numerosa.


Por algum tempo, depois de ter dado o seu aviso, Paulo calou-se, e não disse mais nada. A História da Igreja mostra-nos que a “doutrina de Paulo” e “a chamada celestial da Igreja” se perderam por muitos séculos após a morte de Paulo.


Mas “Paulo ainda estava a bordo…” e assim as preciosas verdades de que temos falado, foram ignoradas ainda que estando na Bíblia, e isto por muitos séculos, e não foram compreendidas, nem postas em prática.


"E, soprando o Sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam, e fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando Creta" (v.13). Entretanto a nave levantou âncora com rumo a Fênix, um porto espaçoso e conveniente – era um grande centro comercial! E tal é também o gesto de muitos cristãos: ter uma igreja “à moda de Fênix”, quer dizer: uma igreja mundana.


E, estranhamente, o vento soprava brandamente. Até parecia que Deus lhes dava o que queriam. Não ouvimos nós também muitos cristãos que andam em caminhos de desobediência à Palavra de Deus, falar dos “ventos que sopram” a seu favor, e de supostas bênçãos que dizem receber? E, por vezes, assim parece que têm razão; o mesmo acontecia no tempo em que a igreja primitiva começou a deslizar para os compromissos com o mundo. Mas, tal como já dissemos, é o tempo que põe as coisas à prova. E foi assim também na nossa narrativa sagrada.


O que eles pensavam ter obtido, não era mais do que aquilo que eles no fundo pretendiam no seu pensamento, mas não era a realidade. Perguntemos a nós mesmos sempre, queremos que sejam os nossos próprios propósitos e planos a realizarem-se, ou preferimos que sejam, de fato, antes os de Deus?

Sabemos que temos a verdade, porque temos a Palavra de Deus dirigindo os nossos intentos, ou será que no fundo não estamos mais do que seguindo unicamente as nossas próprias idéias, e dessa forma estamos achando que temos razão? Que bom é poder dizer: "Assim disse o Senhor" (Ez 33:27; 1 Sm 10:18; Jr 26:18, 31:37), e andar no caminho que Ele nos assinalou!

Quanto significado ter estas palavras: "Fazendo-se de vela" (v.13). Que dia mais triste, na história da Igreja primitiva do que aquele em que deixou os "Bons Portos" (v.8) para ir para "Fênix" (v.12). Notemos também que eles "foram de muito perto costeando Creta" (v.13).


É que a verdade nem sempre é logo abandonada de vez. Há cristãos que acham, por vezes, que não há nenhuma diferença entre este, e aquele determinado grupo religioso, porque todos, enfim, adoram o mesmo Deus, etc. Mas o que devemos ver, é se um certo grupo religioso realmente "fez-se de vela", e se está a afastar-se, um quilometro, um metro que seja da verdade.


Geograficamente Fênix não está longe de Bons Portos. Muitas vezes a distância entre a Igreja e o mundo parece ser só de "um passo" (1 Sm 20:3), mas quão perigoso é esse passo! É como aquela viagem de Atos, carregada de perigos.


Aqueles não chegaram a Fênix; porque o Senhor ama muito os Seus filhos, e não deixa que eles se sintam "comodamente" no mundo…

(continua, querendo Deus)


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SOBRE CONFISSÃO, DISCIPLINA E RESTAURAÇÃO


Pergunta:

Há alguma diferença entre o pedir ao Pai que sejamos perdoados dos nossos pecados e o confessá-los?


Resposta:

Sim, há uma grande diferença. Não podemos corretamente pedir o perdão dos nossos pecados quando já sabemos que somos perdoados por amor do Seu Nome. Somos perdoados por toda a eternidade (1 Jo 2:12).


Mas, se queremos andar em comunhão com Deus é imprescindível que confessemos os nossos pecados, pois "se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça" (1 Jo 1:9).


Pergunta:

Como devemos tratar um irmão na fé, a quem tenha sido aplicada medida disciplinar, por algum motivo daqueles que são mencionados em 1 Coríntios 5:11-13?


Resposta:

A primeira coisa, é que a igreja, ou seja a assembléia local com a qual a pessoa culpada está identificada, se humilhe. Leia-se 1 Coríntios 5:2 que mostra qual deve ser a atitude da igreja.


O Nome do Senhor Jesus Cristo, Cabeça da Igreja, foi desonrado. E o pecado de um membro, é o pecado de todos. "Israel pecou", disse o Senhor a Josué quando "Acã pecou”. E Israel foi derrotado no combate, pois, a maldade que tinha sido praticada no seu seio, não tinha sido devidamente julgada e condenada (Js 7:11).