Palavras de Edificação 11

(Revista bimestral editada entre 1980 e 1997)

 

ÍNDICE

Dúvidas e Receios

Sobre o Evangelho de Mateus (Cont.)

O Sangue – O Rio da Vida

De que Estamos nos Alimentando?

Sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos (Cont.)

A Medida das Aflições dos Cristãos

Contrastres entre Israel e a Igreja (Cont.)

As Orações

As Raposinhas

As Normas de Moralidade

O Novo Nascimento

A Palavra Impressa

Os Pais Cristãos

Viva Devoção

A Vinda do Senhor (Cont.)

 

DÚVIDAS E RECEIOS


Pergunta:

Como é que um crente em Cristo pode desfazer-se de dúvidas e receios?


Resposta:

Para tal, terá que abandonar seus pensamentos, e crer no que Deus diz na Bíblia, independentemente de seus sentimentos. Se sabe que é um pecador, e que Cristo morreu pelos pecadores, então deve se apoderar dessa certeza, e crer no seu coração que ele mesmo é esse pecador por cujos pecados Cristo morreu. Deve ler Isaías 53:5 da seguinte forma: "Ele foi ferido pelas minhas transgressões, e moído pelas minhas iniquidades; o castigo que me traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fui sarado". E lembre-se também que Jesus exclamou, "Está consumado" (Jo 19:30).


Deus ressuscitou a Cristo dentre os mortos, para expressar a Sua inteira satisfação pela obra que Ele completou. Aqui, reside a certeza do crente de que Deus já nada tem contra si.

"Jesus nosso Senhor; o qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação. Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 4:24 a 5:1).

 

Pensamento:

É algo terrível que: Satanás se mostre como o leão rugindo, ou como uma serpente. Mas a pior forma é, quando se revela como anjo de luz. (1 Pd 5:8; Ap 20:2; 2 Co 11:14).

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SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS

(continuação do número anterior)

Capítulo 7:15-29


"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores" (v.15). "O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração" (1 Sm 16:7).

O Senhor Jesus disse: "interiormente são lobos devoradores". Ele é Deus e vê o interior do homem; nós não. E, dá-nos, então, a saber, de que maneira podemos discernir esses "lobos": "Por seus frutos os conhecereis" (Mt 7:16).


"Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis" (vs.16-20). Este ensino do Senhor Jesus, é muito instrutivo. A "árvore boa" corresponde às pessoas que nascem de Deus; corresponde ao crente no Senhor Jesus Cristo. Esse, tem uma nova natureza que é santa, como Deus é santo. Esta nova natureza, produz bom fruto; não poderá dar maus frutos. Aliás, está escrito em 1 João 3:9: "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a Sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus".

Assim, pois, Deus quer que, os seus filhos, "pela fé em Cristo Jesus" (Gl 3:26), se identifiquem com a nova natureza e não com a velha, a qual ainda está no crente. Mas, no entanto, o crente já não vive para ela; ele "está em Cristo, (e) nova criatura é" (2 Co 5:17).

Por outro lado, o inconvertido é uma "árvore má"; só dá frutos maus. E, ainda que faça "boas obras" (Mt 5:16), não o faz com o sentido de glorificar a Deus, mas antes de honrar a si mesmo, o que é, também, pecado. O homem pecador, não pode dar bons frutos para Deus.


"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus. Muitos Me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? e em Teu nome não expulsamos demônios? e em Teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade" (vs.21-23). Esta passagem, ensina-nos que uma religião só de lábios; "Senhor, Senhor", não vale nada. Pelo contrário, agrava a responsabilidade da pessoa que diz isso. E, ensina-nos mais, que: a possibilidade de efetivação de atos extraordinários, milagrosos, não são, por si só, garantia nenhuma de que quem os faz, seja um servo fiel do Senhor. Obras maravilhosas, sempre impressionaram as multidões, mas não levam por si mesmas os pecadores ao arrependimento perante Deus, e à fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Leiamos, por exemplo, João 2:23-25: "E, estando Ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no Seu nome. Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia; e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque Ele bem sabia o que havia no homem".


"Todo aquele, pois, que escuta estas Minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha" (vs.24-25).


"E aquele que ouve estas Minhas palavras, e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda" (vs.26-27).


"E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da Sua doutrina; porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas" (vs.28-29). Na verdade Ele tinha autoridade, como Filho de Deus que era, e manifestou-o quando declarou que as Suas palavras deviam ser postas em prática.

 

Pensamento:

Se temos Cristo, temos tudo; e sem Cristo nada temos. Podemos ser felizes, só com Cristo, mesmo sem dinheiro, sem família, sem amigos. Cristo, sem mais nada, é a riqueza. Todo o resto, sem Cristo, é a verdadeira pobreza.


A "religião" pode polir o exterior, mas só Cristo pode limpar o interior.


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O SANGUE

O RIO DA VIDA

"A MARAVILHOSA CÉLULA VERMELHA DO SANGUE"


Em tempos passados, julgava-se que o glóbulo vermelho sanguíneo era uma "célula morta", porque quando sai da "fábrica de sangue", a medula vermelha dos ossos, entra na corrente circulatória, e perde em seguida o seu núcleo. Contudo, mantém-se viva, mesmo sem núcleo. Isto, é um milagre de Deus, pois uma célula sem núcleo, é como um homem sem coração.


A função principal dos glóbulos vermelhos é a de levar a hemoglobina (a qual, por sua vez, leva o oxigênio às células). Ora, as células sem núcleo, tem capacidade interior muito maior, naturalmente. Por isso, Deus as fez assim, para que a sua capacidade máxima fosse aproveitada.


Diz assim a revista "Scientific American" falando desta célula: "Os glóbulos vermelhos constituem um excelente mecanismo de engenharia biológica. Elas são circulares e bicôncavas com uma delgada seção no centro. E assim é facilitada a rápida entrada de oxigênio, e de outros alimentos a todas as partes da célula. Se estas células vermelhas fossem esféricas em vez de bicôncavas, seriam precisas nove vezes o seu número para distribuir o oxigênio ao corpo com rapidez igual".

Que cada pessoa que esteja no seu perfeito juízo considere este duplo milagre, e conclua que, cada glóbulo vermelho, diz virtualmente isto: "O Criador fez-me de tal maneira, que posso manter-me vivo sem núcleo, e deu-me uma configuração tão eficiente, que posso realizar nove vezes mais o trabalho que faria uma célula convencional".


"Isto é o dedo de Deus" (Êx 8:19); a evolução, nem sequer em bilhões de anos teria podido produzir uma célula sem núcleo que conseguisse manter-se viva.


Quanto mais profundamente observamos a criação de Deus, tanto mais ela se nos mostra maravilhosa. E, um milagre, logo, se relaciona com outro. Se, por um lado, a célula sanguínea vermelha é um milagre de construção; por outro, a hemoglobina não deixa de o ser, também. Já chamamos a atenção para o fato, que a hemoglobina é uma das mais complexas moléculas de proteína.


A mesma revista acrescenta: "A fabricação da hemoglobina é uma enorme façanha química. Quando se produz uma nova célula vermelha, ela é produzida com a sua hemoglobina. Esta substância é das mais complexas que se conhecem na química. E, também, é uma das maiores moléculas conhecidas. A destreza química da medula vermelha do osso, que produz a hemoglobina é transcendental".

Quem deu à medula do osso tão assombrosa habilidade? A hemoglobina (dentro do glóbulo vermelho) leva o oxigênio a cada célula do corpo, e de cada célula do corpo leva dióxido de carbono. Esta operação milagrosa é levada a cabo por meio de métodos muito intrincados. O oxigênio é levado para as células vermelhas por meio da hemoglobina. A sua proteína, que contém ferro, facilmente se combina com oxigênio, e logo o transfere para os tecidos famintos do corpo.


Ainda, a mesma revista, diz: "Depende da pressão do oxigênio num determinado lugar que a molécula de hemoglobina recolha ou liberte oxigênio. Onde houver uma alta concentração de oxigênio, como nos pulmões, a hemoglobina recolhe oxigênio; mas ao chegar aos tecidos necessitados, onde a concentração do oxigênio é baixa, liberta-o. Num processo semelhante, a hemoglobina leva o dióxido de carbono dos tecidos onde depositou oxigênio".


Este é um fato maravilhoso, que só se explica pela afirmação, que foi Deus que o fez assim. Sem exagerar, existem na verdade muitos livros escritos sobre a constituição e a função do sangue. Consideremos outros dos milagres sanguíneos:


1. A maravilha da produção, e a presença no sangue de "anticorpos". É de grande interesse a descrição de como o sangue produz anticorpos para combaterem enfermidades. Os anticorpos são (extraímos da mesma revista) "essas substâncias no sangue que são agentes de defesa formados para combaterem infecções causadas por organismos estranhos. Um anticorpo no sangue é uma proteína solúvel modificada, com propriedades que lhe permitem aderir ao tipo de molécula ou microorganismo contra o qual se desenvolveu. Por exemplo, depois de um ataque de febre amarela, desenvolvem-se anticorpos contra a dita febre. Estes cobrirão imediatamente quaisquer novos vírus de febre amarela que entrem no corpo, e impedirão eficazmente outro ataque da enfermidade".


Estes fatos são bem conhecidos pelos profissionais médicos e pelos cientistas, mas não podem explicá-los.


2. Como o sangue mantém a sua própria composição e integridade? Nestes aspectos o sangue colabora com o fígado.


"Para isto, a natureza desenvolveu mecanismos dos mais engenhosos e aperfeiçoados. O sangue, impede a sua própria saída do corpo, por meio de uma série de reações em cadeia, em que intervêm cálcio, as plaquetas e um certo número de proteínas do plasma, tudo em quantidades minúsculas. O processo conduz à formação da "trombina", a qual, por sua vez converte a proteína fibrinogênio numa substância coágulo chamada fibrina. A composição interna e a viscosidade do sangue são controladas principalmente pela osmose que regula o seu conteúdo de água. E não se trata de um processo simples, pois partes da rede circulatória, nomeadamente os vasos capilares, são permeáveis à água. O controle do equilíbrio de água entre o sangue e os tecidos contíguos, está mantido em maior grau pelas concentrações das moléculas maiores de proteína, de ambos os lados das paredes capilares".


E assim, que quando se produz uma ferida, ou um corte numa parte do corpo, não se perde muito sangue, porque o próprio sangue toma medidas imediatas para impedir a sua saída do corpo, por meio da coagulação. O sangue é realmente um líquido maravilhoso, é o rio da vida. Foi o Divino Criador que assim o planejou.

(O texto original foi escrito no período entre 1980 e 1997)


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DE QUE ESTAMOS NOS ALIMENTANDO?


Sejamos como a abelha que, é levada, pelo seu instinto, a buscar o pólen para sua casa, e a fabricar o mel. Não sejamos como aquele inseto que, ao contrário, se alimenta só do que está corrupto e podre.


Que achamos hoje, no "jardim" do Senhor? Aproveitamos desse alimento ou alimentamo-nos antes nos campos dos menus variados e apetitosos que o mundo nos oferece? "Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus" (Cl 3:1).

 

Pensamento:

"Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças" (Ec 9:10).


Não estejamos, toda a vida, à espera de ver o que o Senhor quer que façamos. Se soubermos começar com, aquelas pequenas coisas, que se nos apresentam claramente aos nossos olhos, Deus verá que estamos dispostos a servi-Lo, e depressa nos mostrará outras coisas para fazer.


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SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

(continuação do número anterior)

Capítulo 27:35-44


"E, havendo dito isto, tomando o pão, deu graças a Deus na presença de todos; e, partindo-o. começou a comer" (v.35). Lemos nos versículos anteriores (34-35) que havia muito pão naquele barco, em que Paulo ia preso para Roma, mas ninguém o tinha aproveitado durante uns quinze dias. Foi então que Paulo os aconselhou a que comessem pão, para bem da sua saúde. Tirando daqui uma lição espiritual, vemos que é necessário comermos do rico alimento que é a Palavra de Deus, que temos bem à mão, na Bíblia, e que é imprescindível para a nossa alma.


E, deste versículo, também tiramos outra lição espiritual: a ação de Paulo, partindo o pão depois de ter dado graças, se relaciona com o fato de que houve um poderoso movimento do Espírito de Deus no princípio do século 19, e que por todas as partes do mundo – depois de tantos séculos de não cumprimento da Palavra do Senhor, que diz: "Fazei isto em memória de Mim" (1 Co 11:24) – os crentes no Senhor Jesus Cristo, começaram a partir o pão, simplesmente, como membros do "corpo de Cristo" (1 Co 12:27), congregados unicamente ao Seu Nome (Mt 18:20).


"E, tendo já todos bom ânimo, puseram-se também a comer. E éramos por todos no navio duzentas e setenta e seis almas" (vs.36-37). Todos os que estavam no barco tinham o mesmo ânimo que Paulo, agora. E, o partir do pão, não é um ato de um só indivíduo, mas sim de toda a igreja. Para que os Cristãos saibam que o partir o pão, instituído pelo Senhor antes que a Igreja existisse, é um privilégio conferido à Igreja, Deus deu a Paulo uma revelação especial: "Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o Meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de Mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no Meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de Mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha" (1 Co 11:23-26).


"E, refeitos com a comida, aliviaram o navio, lançando o trigo ao mar" (v.38). Este versículo, é o quadro do que está acontecendo hoje em dia no cristianismo. O movimento modernista ecumênico, ainda que por vezes de forma sutil e disfarçada, apregoa: – Estamos fartos do evangelho da redenção pelo sangue de Cristo. Não queremos mais isso. Não nos faz falta nenhum livro inspirado por Deus. Vamos deitar isso tudo no esquecimento. Já somos bastante ricos intelectualmente e somos culturalmente abastados. Não precisamos de mais coisa nenhuma (Ap 3:17).


"E, sendo já dia, não conheceram a terra; enxergaram porém uma enseada que tinha praia, e consultaram-se sobre se deveriam encalhar nela o navio" (v.39). Os marinheiros não pediam conselho a Paulo, o qual contudo tinha a mente de Deus. Eles atuavam à sua vontade. "Não conheceram a terra"; isso quer dizer que, não tinham discernimento das coisas. O Cristão que não tem o hábito de abrir, e consultar a sua Bíblia, vai perdendo, ou nem sequer adquire, discernimento espiritual; "Enxergaram porém uma enseada que tinha praia". O Cristão espiritual, não considera as coisas como uma meta visível; "(Porque andamos por fé e não por vista)" (2 Co 5:7). "Consultaram-se se deveriam encalhar nela o navio". A frase traduz, o tom de incerteza deles; contudo, na vida do crente, nada há que seja incerto, quanto ao seu destino no Senhor Jesus. "Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fp 3:20).


Seria mesmo necessário arriscar-se a esse encalhe do navio? Com certeza que não. Com o lançamento de quatro âncoras, poderiam resistir à tempestade até que abrandasse. Tinham comida suficiente, e, aliás, já tinham satisfeito a fome. Para que então continuar e querer fazer à sua vontade? Era realmente uma ação insensata.


E, o que estão fazendo os principais chefes do cristianismo, que pretendem estar dirigindo o navio do testemunho Cristão? "Levantando as âncoras" (das doutrinas fundamentais da fé), "deixaram-no ir ao mar" (abandonaram esses fundamentos), "largando também as amarras do leme" (quer dizer ao governo do navio por meio do leme, deixando de lado condução pelo Espírito Santo); "e, alçando a vela maior ao vento" (símbolo do movimento ecumênico, de aparente grande atividade religiosa), "dirigiram-se para a praia" (antecedendo o naufrágio) (v.40).


"Dando, porém, num lugar de dois mares, encalharam ali o navio; e, fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa abria-se com a força das ondas" (v.41). A força de duas correntes, convergindo para o lugar onde o navio encalhou, e batendo nele com toda a força, faz-nos pensar, nos meios que o diabo, está se aproveitando para manchar o testemunho Cristão: o racionalismo, também chamado modernismo; o outro, é o formalismo, e o ritualismo religioso, que procura apresentar obras, em vez da obra redentora e perfeita de Cristo, o Filho de Deus.


"Então a idéia dos soldados foi que matassem os presos para que nenhum fugisse, escapando a nado" (v.42). Por detrás dessa ideia, e, desse acordo dos soldados, estava a intenção do diabo, que era a de matar essa fiel testemunha do Senhor, que era Paulo.


"Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, lhes estorvou esse intento; e mandou que os que pudessem nadar se lançassem primeiro ao mar, e se salvassem em terra; e os demais, uns em tábuas e outros em coisas do navio. E assim aconteceu que todos chegaram à terra, a salvo" (vs.43-44). O Senhor pôs no coração, do oficial romano, o querer salvar Paulo, e assim, o guardou da morte. Ainda que, o diabo, faça todo o possível para impedir a leitura das Epístolas de Paulo, como sendo a verdadeira doutrina da Igreja, da sua constituição, prática e finalidade, Deus, na Sua suprema soberania, conservou-as íntegras para a instrução dos crentes em Cristo.


"Todos se salvaram", ainda que o navio se tenha desfeito, ninguém morreu a bordo. Ainda que o cristianismo naufrague no seu testemunho para o Senhor, contudo, Ele não permitirá que se perca uma alma sequer das Suas ovelhas, pelas quais deu a Sua Vida. "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer" (Jo 10:28). "Como também nos elegeu n'Ele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante d'Ele em caridade (amor)" (Ef 1:4).

(continua, querendo Deus)


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A MEDIDA DAS AFLIÇÕES DOS CRISTÃOS


Nenhum médico, ao receitar, cuidadosamente, para um de seus pacientes, o faz com metade da precisão, e do cuidado, com que Deus mede para conosco as provas pelas quais passamos. Nem sequer um grão vai a mais na balança.

 

Pensamento:

O melhor método para combater a heresia, é estabelecer a verdade. Se o inimigo se propuser encher o celeiro com joio, ficará decepcionado se já estiver cheio de trigo!


Como Homem, Cristo levou a nossa natureza humana ao céu, para nos representar; e, deixou-nos, aqui na Terra, a Sua natureza divina para que O representássemos.


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CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA

(continuação do número anterior)


As Orações

Em certos aspectos, as orações do Cristão, e as do israelita, levam até Deus os mesmos desejos, as mesmas aspirações e súplicas. Citemos alguns exemplos destas orações:


"Guarda-me, ó Deus, porque em Ti confio" (Sl 16:1).


"Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a Tua face" (Sl 19:14).


"Ouve, ó Deus, o meu clamor; atende à minha oração. Desde o fim da Terra clamo a Ti, por estar abatido o meu coração; leva-me para a Rocha que é mais alta do que eu" (Sl 61:1-2).


Mas as orações, do Cristão, e, do israelita; que são características das suas respectivas vocações, são muito diferentes; porque as suas vocações são também diferentes, como já observamos no primeiro artigo desta série.


A herança dos israelitas era terrena; tinham inimigos que queriam tirar-lhes as suas terras. Pediam ao Senhor, que lhes desse a vitória na batalha contra eles. Esta é uma oração típica dos israelitas: "Agora, pois, eis que os filhos de Amon e de Moabe, e os das montanhas de Seir, pelos quais não permitiste que passasse Israel, quando vinham da terra do Egito, mas deles se desviaram e não os destruíram, eis que nos dão o pago, vindo para lançar-nos fora da tua herança, que nos fizeste herdar" (2 Cr 20:10-11).


Esta oração era coletiva, era a de todos os israelitas. A que vem a seguir, é de uma só pessoa, pedindo a intervenção do Senhor, contra os seus inimigos: "Torne-se a sua mesa diante dele em laço e, para sua inteira recompensa, em ruína. Escureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e faze com que os seus lombos tremam constantemente. Derrama sobre eles a Tua indignação, e prenda-os o ardor da Tua ira" (Sl 69:22-24).


Mas num acentuado contraste, a Igreja de Deus e o crente individualmente, não pedem a maldição sobre inimigos, mas, pelo contrário, pedem como o seu Senhor e Salvador pediu: perdão para todos eles. Jesus crucificado, orou desta maneira: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23:34). E, da mesma forma, Estevão, quando os judeus, em fúria, o apedrejavam, orou assim: "Senhor, não lhes imputes este pecado" (At 7:60); aliás, tal como Jesus tinha ensinado aos Seus: "Orai pelos que vos maltratam e vos perseguem" (Mt 5:44).


A propósito, o apóstolo Paulo, ao escrever a sua última Epístola, a 2 Timóteo, não proferiu nenhuma maldição contra, "Alexandre, o latoeiro". A tradução exata desse trecho é: "Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; O Senhor lhe recompensará segundo as suas obras" (2 Tm 4:14 – TB).


Segundo o Espírito da graça de Deus, teria sido impossível que um servo do Senhor, que disse, ele próprio, "abençoai, e não amaldiçoeis" (Rm 12:14), e, "somos injuriados, e bendizemos" (1 Co 4:12) que pudesse escrever uma "maldição".


Há uma outra classe de oração Cristã, que está relacionada com a vocação celestial. Era fora de ordem, que um israelita orasse, e pedisse que Deus lhe desse a conhecer a sua vocação, porque já estava nela, na sua herança terrena, que era Canaã; mas, o Cristão, não tem uma herança visível neste mundo, mas, sim, uma invisível ao olho mortal, incompreensível perante a mente do homem natural. O Cristão recém nascido espiritualmente, é como um menino nas coisas divinas, mas vai crescendo pouco a pouco no conhecimento delas; por isso, precisa das orações "apostólicas", como por exemplo: "Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações; para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos" (Ef 1:16-18) – mas leiam a passagem até ao fim do capítulo.


"Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na Terra toma o Nome, para que, segundo as riquezas da Sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo Seu Espírito no homem interior; para que Cristo habite pela fé nos vossos corações (no vosso coração – ARA); a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheio de toda a plenitude de Deus" (Ef 3:14-19).


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AS RAPOSINHAS


"Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor" (Ct 2:15).


Satanás, com toda a sua astúcia, procura sempre impedir a doce comunhão e a adoração, não com grandes tentações, mas sim com as "raposinhas" que fazem mal às "vinhas": quer dizer, por exemplo: preocupações com negócios, certo desleixe em relação ao tempo disponível para a leitura da Bíblia, e para a oração; alguma ansiedade que abrigamos, e, por vezes, até exageramos dentro de nós, em vez de a deixarmos aos pés do Senhor, ou ainda pequenas bagatelas e futilidades que distraem a nossa mente. Cuidado pois com as "raposinhas".


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AS NORMAS DE MORALIDADE


Por toda parte, as normas públicas de moralidade vão baixando o nível aceleradamente. A corrupção cresce proporcionalmente, mas, isto não deve inquietar os filhos de Deus, pois, tais fenômenos já foram preditos pela Bíblia.


Um servo do Senhor disse há tempos, que o homem inconvertido deixa-se dirigir pela sua concupiscência, e pela opinião pessoal. A desaprovação pública de certos atos ou costumes, tende a reprimir as pessoas. Mas, quando, o desenfreamento dos maus costumes, e a imoralidade estiverem aceitas em geral, então a opinião popular se corromperá, e a conduta das pessoas se tornará aviltante.


Fatos indecentes que, há anos atrás, teriam sido condenados, e os seus autores excluídos da sociedade, são hoje em dia praticados e tolerados, sem a menor hesitação ou vergonha.


Ficará Deus indiferente a tudo isso? Não! Certamente que não! Ele disse que os autores de tais pecados serão julgados. O Velho Testamento relata a atuação de Deus julgando gente com conduta semelhante, no tempo do dilúvio universal, que afogou o mundo, e também em relação com os maus habitantes de Sodoma e Gomorra, e com as nações de Canaã, e até com Israel, quando seguia os costumes dos pagãos de Canaã, que tinham corrompido aquela terra. E, todos conhecem o caso do império romano que se corrompera ao máximo, antes de vir a cair. "Deus não se deixa escarnecer (de Deus não se zomba – ARA)" (Gl 6:7).


Além disso, Deus deu-nos, a saber que, as condições morais que prevaleciam antes do dilúvio, e antes da destruição de Sodoma e de Gomorra, serão as mesmas quando o Filho do Homem vier a juízo (Lc 17:26-30).

Pois bem, qual é a atitude do Cristão perante tudo isto? Terá que aceitar esta imoralidade, dia a dia, cada vez mais depravada? Terá que seguir nessa direção? Certamente que não. O Cristão é chamado à "santidade", à "pureza", e, à "virtude""Sede santos, porque Eu Sou santo" (1 Pe 1:16).


Os Cristãos que estão em contato estreito com o mundo, estão em perigo. Há influências perniciosas que operam nas escolas oficiais e particulares, nas universidades, nas fábricas, e nos escritórios, numa palavra: em todos os lugares (everywhere). Portanto, devemos andar com Deus, e preservarmo-nos de qualquer relaxamento da conduta que convém aos santos de Deus, posto que as normas divinas não mudam!


Quando as Epístolas da Bíblia foram escritas, dirigiam-se a Cristãos que viviam nos tempos do depravado império romano. Será que os seus ensinos se acomodaram às corrupções abismais daqueles tempos? Nem por um segundo sequer! Em todas essas Epístolas de doutrina cristã, a voz divina é sempre a mesma:

  • Que apresentemos os nossos corpos, santos para Deus. (Rm 12:1).

  • "Porque o templo de Deus, que sois vós, é santo" (1 Co 3:17).

  • "Ou não sabeis que o nosso (vosso – JND) corpo é o templo do Espírito Santo" (1 Co 6:19).

  • "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus" (Ef 4:30).

  • "Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação" (2 Tm 1:9).

  • "Mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (1 Pe 1:15).

Que possamos ler estas passagens das Escrituras, deixando que o nosso Pensamento seja formado por elas; e então as nossas normas de conduta, não se aproximarão das dos incrédulos, mas antes honrarão o nosso bendito e santo Redentor.

 

Pensamento:

Não devemos julgar a Bíblia, segundo vemos em nossa volta, mas devemos julgar as coisas à nossa volta segundo vemos em nossa Bíblia.


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O NOVO NASCIMENTO


Ser "nascido de novo" quer dizer ser "nascido de Deus" (1 Jo 5:1). É participarmos da natureza d'Aquele que nos fez nascer pela Sua Palavra.


Não se trata de dar uma nova importância excepcional à natureza espiritual do homem. Nem mesmo a velha natureza do homem é melhorada ou controlada por uma nova vida.


João 1:12, declara-nos que nos tornamos filhos de Deus; quando cremos no Seu Filho. A nova vida manifesta-se tendo Deus por objeto. O seu fruto é a obediência e a justiça (1 Jo 2:3-5 e 2:29); além disso os afetos divinos têm Deus por objeto, e o amor para com todos os filhos de Deus como caráter (1 Jo 3:14).


Quando a nova vida se manifesta, o mundo não nos conhece, pois que os filhos de Deus vivem com desejos inteiramente novos, com objetivos novos e com novos prazeres. "Nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Jo 3:1-3; Rm 5:11).


Que esta nova vida se desenvolva em todos os filhos de Deus para glória do seu Pai e Criador!


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A PALAVRA IMPRESSA

"Uma cópia da carta seria divulgada…, e publicada entre todos os povos" (Et 8:13).

João Gutenberg (Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg) foi o inventor do sistema de tipos móveis para prensa móvel; que deu início a Revolução da Imprensa, onde Gutenberg foi o principal colaborador. O primeiro livro impresso por Gutenberg foi a Bíblia. Quando, por causa de processos que lhe foram atribuídos, relacionados com o seu invento, teve que enfrentar os tribunais, fez esta oração:


"Senhor, trata comigo e com todos os homens conforme a tua vontade, mas faz com que a palavra impressa que traz a luz aos homens, essa palavra impressa que liberta os homens, a palavra impressa pela qual a Tua Palavra será divulgada, siga por diante para sempre."

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OS PAIS CRISTÃOS


Se Deus não tivesse dado, na Sua Palavra, uma promessa que os pais crentes pudessem tomar para si, em relação à salvação dos seus filhos, como seria terrível gerar filhos neste mundo, que assenta na maldade, sem ter a certeza de que poderiam salvar-se!


Mas Deus, deu essa Sua fiel promessa, e a fé dos pais, pode tomar posse dela com reconhecimento, com gratidão, e com segurança; não negando, por outro lado, que cada um na sua casa tem que procurar "a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20:21) para poder beneficiar-se dessa promessa.


Quando Deus ia destruir todo o ser vivente de sobre a Terra, por meio do dilúvio, disse a Noé: "Entra tu e toda a tua casa na arca, porque tenho visto que és justo diante de Mim nesta geração" (Gn 7:1); e, previamente tinha dito: "Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor" (Gn 6:8); e, Deus decidiu incluir também a família de Noé.


"E fez Noé conforme a tudo o que o Senhor lhe ordenara.Noé entrou na arca, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio" (Gn 7:5-7). Mas Noé não transportou os filhos para arca, nos seus braços; eles tiveram que ir cada um por si. E, da mesma forma, cada filho de pais Cristãos, terá que se arrepender de seus pecados, e se converter a Deus pessoalmente; e, entrar pela fé, na arca da Salvação, que é Cristo.


Quando Israel foi posto por Deus ao abrigo do sangue do cordeiro pascal, o Senhor disse: "tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família" (Êx 12:3).


O carcereiro de Filipos, convencido do seu terrível pecado, “todo trêmulo, se prostou ante Paulo e de Silas”, e perguntou-lhes: "Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa" (At 16:29-31). A palavra de salvação que lhe foi dirigida, foi não só para ele mesmo, como também para toda a sua família.


Raramente, se encontram todos em idade responsável, perante Deus, para que logo se convertam após o chefe de família. Mas "fiel é Deus" (1 Co 1:9, 10:13), e ainda que por vezes a fé de alguns pais, seja provada durante muitos anos, sem receber a Resposta às suas orações, a ponto dessa Resposta nem vir no tempo da sua vida, contudo a fé descansa na Palavra de Deus, e conta com Ele para receber o cumprimento das promessas.


Mas, onde a fé é exercitada, Deus também espera que haja obediência; e nesse sentido a Palavra da verdade, que é a Bíblia, tem amplas instruções para os pais crentes no que diz respeito à educação dos filhos para o Senhor.


As seguintes passagens são muito instrutivas e salutares:

  • "O que retém a sua vara aborrece a seu filho, mas o que o ama a seu tempo o castiga" (Pv 13:24).

  • "Castiga a teu filho enquanto há esperança" (Pv 19:18).

  • "A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele" (Pv 22:15).

  • "Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno" (Pv 23:13-14).

  • "A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe. …Castiga a teu filho, e te fará descansar; e dará delícias à tua alma" (Pv 29:15,17).

  • "E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor" (Ef 6:4).

  • "Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo" (Cl 3:21).


Os castigos, que se aconselham em Provérbios, devem ser equilibrados, e numa atitude Cristã da parte dos pais. Não convém que os pais, se encham de ira, ao castigar os seus filhos. Estes devem sentir que o seu pai os ama, não que os odeia, mesmo quando são castigados. Uma vez que os laços do amor se quebrem entre pais e filhos, dificilmente se restauram.


Se os pais, se chegam a Deus conscientes da sua dependência d'Ele, de certo que Ele lhes dará a Sua graça e sabedoria necessárias, para aplicar estas instruções, para a glória de Deus e para bênção das suas casas.

 

Pergunta:

De que maneira, que o Cristão, pode vir a dar as coisas santas aos cães, e deitar suas pérolas aos porcos? (Mt 7:6).


Resposta:

Discutindo, por exemplo, sobre as coisas preciosas de Deus com pessoas inconvertidas, e pretendendo argumentar com elas. O Cristão, deverá testemunhar no mundo em que vive, mas deverá fazê-lo num espírito de bondade, e com oração, e com toda a oportunidade (2 Tm 2:23-26).


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VIVA DEVOÇÃO


Poucos Cristãos compreendem a bênção que pode representar para eles, o viver uma devoção viva por Cristo.


Temos um exemplo disto com Paulo, que estava pronto "a morrerpelo Nome do Senhor Jesus" (At 21:13). Aqui na Terra ele nada mais tinha a ganhar ou a esperar. Será nosso desejo ter mais desta sincera devoção de coração para com o Senhor? Queremos nós subir bem acima da atmosfera pesada na qual vive a maior parte dos Cristãos?


O nosso testemunho não deve limitar-se aos cultos de adoração, mas estender-se a todo o mundo, entre as multidões de pecadores moribundos, procurando testemunhar de Jesus por atos e por palavras.


Como Cristãos, devemos sentir-nos felizes, pois que, tornando-nos sensíveis à palavra de Cristo, podemos invocar o Senhor com um coração puro. É a falta disto que provoca muita depressão, e abatimento de espírito em muitos Cristãos. Se Cristo fosse "tudo" para nós, a Sua glória seria o nosso único objetivo, e não teríamos ocasião de nos preocuparmos com nós mesmos. O nosso desejo seria todo de nos entregarmos ao Senhor.

Possamos conhecer mais o privilégio de uma viva devoção a Cristo. É uma honra ser usado por Ele. E, não devemos esquecer, que é tão necessária a direção, como a devoção divina. É bem verdade que a locomotiva é propulsionada pelo vapor; mas se não houver os trilhos, a composição não anda. Assim, também é necessária, a direção da Palavra escrita de Deus, tanto como o selo de uma devoção viva.

 

Pensamento:

É um grave pecado fazer pecar um filho de Deus.


A verdade só fere quando é necessário "A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante do que espada alguma de dois gumes" (Hb 4:12).


O Espírito Santo, dentro do crente, apresenta e ensina continuamente, quem é a Pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo.


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A VINDA DO SENHOR

(continuação do volume 02)


Não se deve pensar, que a vinda do Senhor seja acompanhada por algum sinal extraordinário, como por exemplo: um temporal tremendo, ou coisa semelhante. Não há, na Escritura, nada que confirme tal idéia.


Contudo, a vinda do Senhor acontecerá repentinamente, como um relâmpago e o Espírito de Deus a descreve desta maneira: "Num momento, num abrir e fechar de olhos" (1 Co 15:52). E, depois desse acontecimento, haverá um terrível período de julgamento, e será de tal forma que "naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles" (Ap 9:6).


Quererás tu então livrar-te desse julgamento? Vem já ao teu Salvador, porque "quando o pai de família se levantar e cerrar a porta", não tornará abrir-se, nem sequer para uma alma que seja; e nada servirá gritar: "Senhor, Senhor, abre-nos"; nessa altura o Senhor há de chamar os incrédulos pelo seu verdadeiro nome – praticantes da iniquidade. E a esses o Senhor dirá, "apartai-vos de Mim" (Lc 13:24-30). Procura, então, entrar enquanto a porta está aberta. A expressão que a Bíblia emprega é: "Porfiai por entrar".


E quando Deus abre a porta, esta permanecerá tão amplamente aberta quanto o Seu próprio coração nos está franqueado, e tanto quanto você próprio o deseja. Mas por outro lado, quando vier o momento dela se fechar, ela o estará tanto quanto a justiça de Deus, e a incredulidade, e pecado do homem o querem.


Deus é perfeito e justo na Sua forma de atuar. Não deixará de atender à necessidade de um pecador que se arrependeu, nem cederá no Seu juízo perante a descrença que repudia a Sua graça.

 

Pensamento:

A expressão: "os que habitam (moram) sobre a (na) Terra" (Ap 3:10, 6:10, 8:13, 11:10, 12:12, 13:8, 13:14, 14:6, 17:2, 17:8), que se encontra 12 vezes no Livro de Apocalipse, refere-se espiritualmente àqueles que não querem saber nada, nem de Deus, nem do Seu Cristo.

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