Palavras de Edificação 15

(Revista bimestral editada entre 1980 e 1997)

 

ÍNDICE


O que possuímos em Cristo

A Justificação

Sobre a Primeira Epístola aos Coríntios (Cont.)

Capítulo 1:4-17

Sobre o Evangelho de Mateus (Cont.)

Capítulo 9:18-35

A Bíblia das (assim chamadas) testemunhas de Jeová

A Instituição do Matrimônio (Cont.)

Levando as Crianças às Reuniões

Contrastes entre Israel e a Igreja

Separação

Mistérios e Milagres da Criação

 

O QUE POSSUÍMOS EM CRISTO


Todo o crente no Senhor Jesus Cristo tem:

  • uma vida em Cristo que não se pode perder;

  • uma justiça em Cristo que não se pode disvirtuar;

  • um perdão em Cristo que não se pode invalidar;

  • uma aceitação em Cristo que não se pode por em dúvida;

  • uma paz em Cristo que não se pode quebrar;

  • um gozo em Cristo que não se pode atenuar;

  • um descanso em Cristo que não se pode perturbar;

  • uma esperança em Cristo que não se pode desalentar;

  • uma glória em Cristo que não se pode ofuscar;

  • uma felicidade em Cristo que não se pode interromper;

  • uma força em Cristo que não se pode debilitar;

  • uma pureza em Cristo que não se pode manchar;

  • uma beleza em Cristo que não se pode alterar;

  • uma sabedoria em Cristo que não se pode frustar;

  • uma herança em Cristo que não se pode trespassar;

  • um recurso em Cristo que não se pode esgotar.

(E.W.W.)


Aleluia! Que bom e grande Salvador é o nosso!


Jesus disse-lhe: "Que convinha que se cumprisse tudo o que de Mim estava escritonos Salmos" (Lc 24:44).

O Salmo 22 dá testemunho profético da morte de Cristo como sacrifício pelo pecado, (vs.1-18).


O Salmo 16 dá testemunho profético da ressurreição do nosso Senhor.


A exaltação do nosso Senhor é o tema do Salmo 72.


A adoração universal a nosso Senhor é o grande tema do Salmo 150.

 

Pensamento:

Três glórias vindouras de Cristo: quando vier na Sua glória e na do Pai e dos santos anjos” (Lc 9:26).

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A JUSTIFICAÇÃO


Justificar (no plano divino) é declarar justa uma pessoa. Passa a ser como se nunca tivesse cometido um único pecado.


Na cristandade, a justificação traz o crente para uma nova posição diante de Deus. O crente justificado está "em Cristo" diante de Deus. "Se alguém está em Cristo, nova criatura {criação – JND} é" (2 Co 5:17).


A graça é o seu fundamento: "Sendo justificados gratuitamente pela Sua graça" (Rm 3:24). A fé é o meio: "Concluímos pois que o homem é justificado pela fé" (Rm 3:28). O sangue é a sua base: "justificados pelo Seu sangue" (Rm 5:9).


Graça maravilhosa! Que louvor deve ressoar quando nos vemos a nós próprios "em Cristo" diante de Deus, e nos damos conta dessa posição em que a vontade e o coração de Deus nos colocou!

(Adaptado do texto de: H.E.Hayhoe)

 

Pensamento:

Há uma prova simples da doutrina: Exalta a Cristo ou exalta ao homem?


Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19:10). Foi ao perdido que o Filho de Deus veio salvar. Se não se considera perdido, não poderá se apropriar de Jesus Cristo como Salvador, pois Ele somente salva os perdidos. Não pode dizer que as Suas condições são duras, somente quer que se humilhe. Aceite o verdadeiro veredito sobre o seu estado pecaminoso, aceita o fato de que é um pecador merecedor do inferno, e logo estará na posição correta, posição onde o Senhor da vida pode te reconhecer e te salvar.

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SOBRE A PRIMEIRA EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS

(continuação do número anterior)


Capítulo 1:4-17

"Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo. Porque em tudo fostes enriquecidos n'Ele, em toda a palavra e em todo o conhecimento. (Como foi mesmo o testemunho de Cristo confirmado entre vós). De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo. O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de Seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor" (vs.4-9).


Antes de começar a censurar os coríntios carnais pelas suas faltas e pecados, o apóstolo Paulo – seu pai espiritual, com um coração transbordante de afeto por eles – colocou-os perante o fato de que eram sumamente enriquecidos em Cristo, que o testemunho de Cristo havia sido confirmado neles, que não lhes faltava nenhum dom espiritual e que esperavam a manifestação (ou revelação) de seu Senhor Jesus Cristo; acrescentou também que o Senhor – na Sua grande fidelidade – os confirmaria até ao fim, para que fossem irrepreensíveis no dia bem-aventurado do Senhor Jesus Cristo, quando Ele tiver consigo todos os Seus, o fruto do trabalho da Sua alma na Cruz.


De maneira semelhante, o próprio Senhor, como Cabeça da Igreja, ao apresentar-Se nas sete cartas às sete igrejas da província da Ásia, referiu em cada uma tudo quanto havia de bom e recomendável, antes de lhes chamar a atenção sobre faltas e pecados nalgumas delas (Ap 2 e 3).


"Fiel é Deus". Paulo, apesar do triste estado espiritual da igreja em Corinto, pode apoiar-se no grande fato de que "Deus é fiel" (2 Co 1:18), e que tinha chamado os coríntios convertidos ao círculo bendito da participação (ou comunhão) de Seu próprio Filho, o Senhor Jesus, segundo o beneplácito da Sua graça soberana que excede todo o entendimento.

"Rogo-vos, porém, irmãos, pelo Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer" (v.10).


Nós, os crentes, não honramos como é devido o Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, o "Nome que é sobre todo o nome" (Fp 2:9), se não falamos a mesma verdade, se não estamos de acordo em tudo, se não estamos perfeitamente unidos numa mesma mente e num mesmo parecer.

Temos o mesmo Senhor; temos o Espírito Santo morando em cada um de nós; temos a mesma Bíblia, a Palavra de Deus, nas nossas mãos. Donde vem, então, o desacordo? Não procederá da atividade da carne?


"Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com Isto, que cada um de vós diz: eu sou de Paulo; e eu de Apolo; e eu de Cefas; e eu de Cristo. Está Cristo dividido?" (vs.11-13).


Paulo, depois de os qualificar "irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo", começou a censurá-los pelas suas inúmeras faltas, para que se arrependessem. E, é de notar que, ele não começou a sua crítica com a imoralidade crassa sem julgamento entre eles, mas com o espírito de sectarismo: "Eu sou de Paulo; e eu de Apolo; e eu de Cefas; e eu de Cristo", pretendendo fazer dos servos do Senhor, e mesmo do próprio Senhor Jesus, líderes de partidos. "Está Cristo dividido?" {"Está dividido o Cristo?" – JND}. Não! "O Cristo" significa Cristo pessoalmente, a Cabeça, com a qual estão unidos todos os crentes, membros do Seu corpo, e a Igreja, como temos em 1 Coríntios 12:12-13: "todos os membros, sendo muitos, são um só corpo assim é Cristo {“o Cristo” – JND} também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito".


E este "um corpo" identifica-se em Efésios 1:22-23, como a Igreja: "e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da Igreja, que é o Seu corpo, a plenitude d'Aquele que cumpre tudo em todos".


Cristo e o conjunto dos crentes n'Ele, onde quer que se encontrem sobre a face da Terra, formam um só corpo, a Igreja. Não será, então, pecado dividir Cristo em partidos sectários?

"Está (“o” – JND) Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou foste vós batizados em nome de Paulo? Dou graças a Deus, porque a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio. Para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome. E batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã" (vs.13-17).

Paulo, não foi crucificado pelos pecadores em Corinto; nenhum líder de qualquer seita, foi crucificado pelos pecadores. Foi Cristo, somente, Quem morreu por nós; foi somente a Cristo, que Deus constituiu Cabeça da Igreja, que é o Seu corpo. Não é nosso dever, como crentes, reconhecê-Lo como Cabeça? E não a Fulano de Tal. que se faz a si mesmo como chefe ou cabeça de uma seita, uma divisão da igreja professante?

No que diz respeito ao batismo com água, Paulo não foi comissionado pelo Senhor como um "João Batista" (Mt 3:1). A sua comissão foi a de pregar o evangelho da graça de Deus, pelo qual os pecadores ouvem acerca de Cristo, e da grande salvação oferecida por Seu intermédio, e, crendo, são salvos. Paulo batizou a Crispo, Gaio e a família de Estéfanas, talvez os primeiros crentes entre os coríntios, deixando, após, a administração do batismo com água aos irmãos locais da igreja de Corinto.

O batismo com água não salva; é somente uma mudança de posição no mundo: o "judeu", ou o "grego" que se batiza faz profissão de fé em Cristo, talvez genuína, talvez falsa; somente o Senhor conhece os que são Seus. Mas o pecador arrependido que creu de coração no Senhor Jesus Cristo como o sacrifício pelo seu pecado, é perdoado, é salvo, é feito morada do Espírito Santo e unido a Cristo, a Cabeça, pelo mesmo Espírito, já constituído um membro verdadeiro da Igreja.

(continua, querendo Deus)

 

Pensamento:

Nós, os Cristãos, estamos no mundo para Deus.


"O morrer é ganho. …tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor" (Fp 1:21,23).


No momento de desenlace, o crente parte para "estar com Cristo" o que é "muito melhor". Há três aspectos a realçar acerca do estado dos que morreram em Cristo:

  1. a existência consciente;

  2. a relação consciente, porque o crente está "com Cristo";

  3. A bem-aventurança consciente, pois afirma-se que é "muito melhor".

A Escritura não assinala nenhum intervalo entre a morte do corpo do crente, e a sua presença com o Senhor.

(A.P.G.)

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SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS

(continuação do número anterior)


Capítulo 9:18-35

"Dizendo-lhes Ele (Jesus) estas coisas, eis que chegou um chefe, e O adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a Tua mão, e ela viverá. E Jesus, levantando-Se, seguiu-o Ele e os Seus discípulos. E eis que uma mulher que havia já doze anos padecia de um fluxo de sangue, chegando por detrás d'Ele, tocou a orla do Seu vestido; porque dizia consigo: Se eu tão somente tocar o Seu vestido, ficarei sã. E Jesus, voltando-Se, e vendo-a disse. Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficou sã. E Jesus, chegando à casa daquele chefe, e vendo os instrumentistas, e o povo em alvoroço, disse-lhes: Retirai-vos, que a menina não está morta, mas dorme. E riram-se d'Ele. E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus, e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se. E espalhou-se aquela notícia por todo aquele país." (vs.18-26).


O Senhor Jesus – o Jeová do povo de Israel – seguia andando e obrando o bem no meio dos judeus, demonstrando Quem era: o grande Médico do Salmo 103:3-4: "É Ele quesara todas as tuas enfermidades; Quem redime a tua vida da perdição". Não era necessário, solicitar nenhuma entrevista a um secretário administrativo, e, esperar quinze dias para poder apresentar-se diante de Jesus; Não! Ele estava sempre acessível. "Um dos principais da sinagoga, por nome Jairo" (Mc 5:22), "prostou-se aos Seus pés" – O adorou – (a atitude devida de um homem ante o seu Criador), e rogou-Lhe que restaurasse a vida de sua filha falecida momentos antes. Jairo tinha fé. Jesus, sem demorar, quer dizer, sem consultar um horário para ver quando teria uma hora disponível, seguiu-o. Colocou para fora da casa de Jairo todos os que faziam alvoroço, e igualmente todos os incrédulos que zombavam d'Ele. (Há que pôr fora de uma vez a incredulidade). Logo ressuscitou a menina.

Mas, enquanto se encaminhava para a casa de Jairo, a mulher enferma aproximou-se, "tocou a orla do Seu vestido" e logo ficou curada. Esse era o toque de fé, visto que ela "dizia consigo: Se eu tão somente tocar o Seu vestido, ficarei sã".

Talvez, haja um aspecto dispensacional a se observar aqui. Jesus veio despertar um Israel morto. No caminho, nós, pobres e gentios sem remédio para nossa enfermidade incurável do pecado, pela graça de Deus, tocamos-Lhe por fé e somos sarados. Breve vem o dia em que o Senhor cumprirá a Sua missão com Israel – então arrependido – e será ressuscitado do seu estado espiritual morto.


"E, partindo Jesus dali, seguiram-No dois cegos, clamando, e dizendo: Tem compaixão de nós, Filho de Davi. E, quando chegou à casa, os cegos se aproximaram d'Ele; e Jesus disse-lhes: Credes vós que Eu possa fazer Isto? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. Tocou então os olhos deles, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé. E os olhos se lhes abriram." (vs.27-30).


Não foram os fariseus e escribas, que tinham vista, os que reconheceram Jesus como o "Filho de Davi", mas os pobres cegos. E estes ao saberem da Sua presença, foram atrás d'Ele, gritando até mais não poder: "Tem compaixão de nós, Filho de Davi". Seguiram-No até à casa onde Ele entrou. Logo, Jesus lhes fez uma pergunta de somente sete palavras: "Credes vós que Eu possa fazer isto?", provando a genuinidade da sua fé. Eles responderam: "Sim, Senhor". Quão grata foi para o Senhor a resposta de fé! "Seja-vos feito segundo a vossa fé". Cremos que com esta afirmação do Senhor temos um princípio válido para todos os tempos. 'A fé é a luz de Deus na alma'.


A Palavra escrita de Deus, a Bíblia, abunda em princípios de verdade com os quais o filho de Deus deve se familiarizar, meditando nela diariamente. Então, nas circunstâncias da vida, sejam ordinárias ou extraordinárias, o crente, em oração e em comunhão com O Senhor, se tiver um problema, ou dificuldade, ou necessidade, poderá exercer a sua fé, e estar seguro que O Senhor fará o que deseja: "Seja-vos feito segundo a vossa fé". "E esta é a confiança que temos n'Ele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve" (1 Jo 5:14). "E Jesus ameaçou-os, dizendo: Olhai que ninguém o saiba. Mas, tendo eles saído, divulgaram a sua fama por toda aquela terra" (vs.30-31).


Apesar das instruções rigorosas que Ele lhes deu, eles não Lhe obedeceram. Em vez de cumprirem as instruções do seu grande Benfeitor Onipotente, eles criam nos seus próprios sentimentos humanos, melhor que nos sentimentos sábios do seu Amo Onisciente. Talvez perguntemos a nós mesmos: "Por que não quis Jesus que a Sua fama fosse divulgada?" Não sabemos, mas cuidemos em não julgar os motivos do Senhor com as nossas mentes limitadas. Noutra parte lemos que a divulgação da Sua fama na cidade dificultou o Seu trabalho, e que Ele "conservava-Se fora em lugares desertos; e de todas as partes iam ter com Ele" (Mc 1:45).


"E, havendo-se eles retirado, trouxeram-Lhe um homem mudo e endemoninhado. E, expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel. Mas os fariseus diziam: Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios" (vs.32-34).

Nos capítulos 8 e 9, lemos como Jesus, o Messias de Israel e o Seu grande Médico, havia curado o leproso; o moço paralítico; a sogra de Pedro; a outro homem paralítico deitado numa cama; a jovem filha de Jairo, à qual ressuscitou; a mulher enferma com fluxo de sangue; aos dois cegos e ao homem mudo e endemoninhado.


E, que efeito teve, esta manifestação gloriosa da Divindade de Jesus, no coração dos líderes religiosos de Israel? Somente provocou a sua oposição e falsa inculpação: "Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios". Assim, desde o princípio do ministério de Jesus entre os judeus, Ele foi repudiado pelos fariseus, escribas e sacerdotes.

Não obstante, Ele prosseguia com o Seu trabalho de amor: "E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo" (v.35). Aqui temos, em poucas palavras, o resumo do labor incansável do Senhor Jesus, continuados durante muitos meses e testificando a todo o mundo da glória do Messias.

Trataremos os últimos três versículos do capítulo 9 com o capítulo 10, pois há uma conexão positiva entre eles.

(continua, querendo Deus)

 

Pensamento:

O primeiro homem, Adão, trouxe a morte, mas Jesus, a Vida Eterna.


Pensamento:

Deus é verdadeiro; e Cristo é a verdade que revela o Deus verdadeiro.


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A BÍBLIA DAS (assim chamadas)

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Um irmão em Cristo perguntou-nos, a nossa opinião, a respeito da tradução da Bíblia, feita pelas, assim chamadas, testemunhas de Jeová. Segundo o prefácio da tradução inglesa, acabou de traduzir-se a versão original que se intitula, A NOVA TRADUÇÃO MUNDIAL DAS SAGRADAS ESCRITURAS, no ano de 1961, revista em 1970 e publicada também em holandês, italiano, português e espanhol.


A pedra de toque de qualquer tradução dos textos originais em hebraico, aramaico ou grego, é a forma como apresentam os versículos-chave afirmativos da Divindade de Cristo, o Filho de Deus. Não é necessário saber nada dos idiomas originais, ou mesmo dos modernos, para poder discernir a diferença enorme entre uma tradução fiel e uma falsa. Daremos alguns exemplos:


1. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. …E o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós…" (Jo 1:1,14 – Tradução de João Ferreira de Almeida). Mas, na versão das testemunhas de Jeová a última frase é assim: "e o Verbo era um deus". (Traduzido do Espanhol) – por vezes, 'deus' em letra minúscula. Isto é uma perversão grave do texto. O artigo "um" não existe no idioma grego. Os gregos não tinham o artigo indefinido "um", mas somente o artigo definido "o". Porque, então, intercalaram os tradutores da versão das t.J. um artigo indefinido no texto, artigo não existente no grego, modificando a "Palavra de Deus"? Porque as ditas testemunhas de Jeová negam peremptoriamente a “Divindade” de “Cristo”. São "anti-Cristãos" ao maior grau. O seu maior ponto de ataque contra a verdade é negar a deidade do “Filho de Deus”.

2. "Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente: Amém" (Rm 9:5 – J.F.A). "Dos quais (são) os patriarcas, e dos quais nasceu Cristo, segundo a carne, o qual está sobre todas as coisas, Deus bendito por todos os séculos. Amém." (tradução da Vulgata e anotada pelo Pe. Matos Soares). Mas, na versão das t.J. traduz-se assim: "aos quais pertencem os patriarcas, e dos quais veio Cristo segundo a carne: Deus, o qual é sobre todas as coisas, seja bendito pelos séculos. Amém" (Traduzido do Espanhol). Quem era Cristo antes que fosse feito carne? O Deus Criador ou um ser criado? Deus Criador! mas vemos a perversão do texto feita pelas t.J. e pelos Modernistas hoje em dia: eles separam a cláusula que identifica “Cristo” com o “Deus” que é sobre todas as coisas usando os dois ponto (:), e mudando uma cláusula de sentido afirmativo e conjuntivo noutra de sentido independente e subjuntivo. O motivo é claro: negar a Divindade de “Cristo, o Filho de Deus”.


3. "Porque n'Ele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2:9 – J.F.A). Pode haver algo mais que "toda a plenitude da divindade"? Impossível! Mas, em Quem habita essa plenitude? Em Cristo, Deus e homem numa só pessoa! Que diz a versão das t.J.? "Porque é n'Ele que toda a plenitude da qualidade divina habita corporalmente" (Traduzido do Espanhol). Qual o propósito de mudar o substantivo "Divindade" para "qualidade divina"?

4. "Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Tt 2:13 – J.F.A.), "Aguardando a esperança bem-aventurada e a vinda gloriosa do grande Deus e Salvador nosso Senhor Jesus Cristo" (Pe. M.S.). É claro como água que a “Palavra de Deus” se refere a uma mesma pessoa: “Jesus Cristo”. Que nos diz a versão das t.J.? "Enquanto aguardamos a esperança feliz e a manifestação gloriosa do grande Deus e do nosso Salvador, Cristo Jesus." A introdução da palavra "do" entre Deus e Salvador quebra a conexão íntima entre "Deus" e "Salvador", dando a idéia de que o grande Deus é uma pessoa e que nosso Salvador é outra. Para que debilitar a força gramatical da verdade?


5. "Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o Teu trono subsiste pelos séculos dos séculos" (Hb 1:8 – J.F.A.). "Mas acerca do Filho (diz): O Teu trono, ó Deus, (subsistirá) pelos séculos dos séculos" (Pe. M.S.). "Mas quando se refere ao Filho, exclama desta maneira: O teu trono, ó Deus, durará para sempre." (Cartas às Igrejas Novas – J.B. Phillips). Outra vez se torna claro que o Filho e Deus são a mesma pessoa. E que diziam as t.J.? "Mas ao Filho: Deus é o teu trono para sempre." (Traduzido do Espanhol). A corrupção do texto inspirado é óbvia.


Jesus disse aos líderes incrédulos dos judeus – as testemunhas de Jeová da época – : "Eu e o Pai somos um" (Jo 10:30). Para concluir; leiamos em João 17:5: "E agora glorifica-Me Tu, ó Pai, junto de Ti mesmo, com aquela glória que (Eu) tinha Contigo antes que o mundo existisse". Outra verdade, bem fundamentada, que as t.J. combatem com afinco é a existência do inferno. Negar o Filho de Deus, e chegar ao inferno, é confirmado numa única afirmação de Jesus: "Aquele que não crê no Filho não verá a vida; mas a ira de Deus sobre ele permanece" (Jo 3:36). Eles não crêem no Filho como sendo Deus, e, portanto, para o inferno irão.

 

Pensamento:

O estar separado de Deus não se chama vida, mas morte.


Pensamento:

Talvez a razão porque o Senhor escolheu Judas entre os apóstolos, fosse para demonstrar que nem a abundância de contato com o bom – e Jesus foi a expressão perfeita do bom – pode provocar mudança alguma no coração humano; somente a obra do Espírito Santo de Deus pode efetuá-la.


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A INSTITUIÇÃO DO MATRIMÔNIO

(continuação do número anterior)


Levando as Crianças às Reuniões

Por vezes faz-se a pergunta: "Quando devemos começar a levar os nossos filhos às reuniões Cristãs?" Respondemos: "Quanto antes! Não há que esperar". É bom que os filhos de pais Cristãos, nunca saibam desde quando se iniciou a sua assistência às reuniões onde se recorda o Senhor Jesus na Sua morte, ou onde se fala das Suas maravilhas, seja na proclamação do Evangelho, seja na edificação dos crentes.


Há de se criar os filhos de tal maneira, que não tenham outros planos que não sejam o de assistir regularmente às reuniões. Se, os próprios pais, não têm o exercício de se congregar com outros crentes em comunhão, então, que farão os filhos? Nos dias do rei Josafá, lemos que: "E todo o Judá estava em pé perante o Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres, e os seus filhos" (2 Cr 20:13).


É na verdade, uma bela cena quando o pai e a mãe, os filhos que estão crescendo, e até mesmo o bebê nos braços, vão juntos à reunião de assembleia, ou ao lugar onde se pode orar, ou a outras reuniões. Reconhecemos, que pode haver certos limites físicos, de um ou de outro, dos pais, e por vezes das crianças, mas estamos falando do que é desejável em circunstâncias normais.


Algumas crianças aprendem, muito facilmente, que devem estar sossegadas durante as reuniões, e outras tem mais dificuldade, algumas vezes com grande esforço por parte dos pais. Conhecemos pais que se ajoelharam, e buscaram ajuda especial no Senhor, antes de ir para o culto. Eles precisam de sabedoria, e de paciência, para poder perseverar, até que as crianças aprendam a portar-se bem, e os demais membros da congregação, devem também ser sábios e cheios de paciência, enquanto os pais instruem os filhos. Geralmente, isto acontece a cada criança por um tempo relativamente curto. Que os pais, então, cubram-se de ânimo e tragam os filhos às reuniões. Se, ocasionalmente, algum perturba demasiado, há que trazê-lo para fora e discipliná-lo sabiamente.

Algumas mães, tiram um tempo, todos os dias para cantar e ler com os seus filhos, enquanto os pequeninos aprendem a ficar sentados e quietos. Noutras famílias, durante a leitura diária da Bíblia, as crianças são preparadas a ficar em silêncio na reunião Cristã. Por hipótese, há de se usar de discrição, para não tornar demasiado grande o tempo durante o qual devem estar assim. Em tudo é preciso grande disciplina por parte dos pais.

Um pai Cristão, não deve ser influenciado, ao ouvir um descrente justificando-se, que não assiste a nenhuma reunião Cristã, porque foi forçado a fazê-lo quando era criança. Muitas vezes, é somente uma desculpa, muito fraca, para recusar escutar o evangelho da graça de Deus. Ainda que os pais, da dita pessoa, tivessem tido falta de sabedoria no modo de a tratar, não seria nenhuma razão para que os pais Cristãos se descuidassem do seu privilégio e responsabilidade, dados por Deus, de levar os seus filhos às reuniões.


A medida que os filhos vão crescendo, convém instruí-los a escutar aquilo que se diz nos cultos. Não convém habituá-los a desviar a atenção, com outras coisas que os distraiam, como brinquedos, etc. É deplorável quando crianças já maiores, e capazes de compreender o que se está dizendo, ou pelo menos uma parte, lhes dêem livros de desenho ou outros objetos para os distrair. Sucede que, quando deveriam estar embebidos na mensagem solene do Evangelho e tomando-a seriamente, estão presentes somente em corpo, enquanto as suas mentes se ocupam de coisas estranhas.


Ao distrair os filhos com livros de pintar, quadros e outras coisas, alguns pais oferecem a desculpa que "eles não podem entender ou receber na sua mente o que se está sendo dito", mas é um erro, pois é surpreendente o que eles podem captar na sua pequena idade. Temos visto e ouvido casos, nos quais eles assimilaram o que se dizia, de uma maneira maravilhosa. De modo que, os pais que permitem que os seus filhos com mais idade tenham objetos à margem do propósito das reuniões, estão lhes fazendo um dano considerável.


Todos nós necessitamos considerar que "Deus deve ser em extremo tremendo na assembléia dos santos, e grandemente reverenciado por todos os que O cercam" (Sl 89:7).

(continua, querendo Deus)

 

Pensamento:

Santidade consiste em aborrecer o mal e deleitar-se no bem.


João 17:19: "E por eles Me santifico a Mim mesmo". O Filho de Deus fê-lo quando Se assentou nas alturas, "vivendo sempre para interceder por eles". (Hb 7:25).

"O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma". (Pv 21:23).


Várias vezes ouvimos falsos rumores acerca de pessoas. Faríamos bem em não os repetir. Muitos têm sido injuriados até mesmo por amigos seus, somente por estes terem repetido o que ouviram acerca daqueles. Bom seria aplicarmos o que pratica um jovem que, ao ouvir acerca de qualquer ato pernicioso entre os seus amigos, dizia: 'talvez não seja assim'. Se mantivéssemos tal prática, isso nos ajudaria a sermos mais corretos para com os demais.

 

Pergunta:

Um irmão em Cristo escreveu-nos o seguinte:


"Nós reunimo-nos aqui em Nome de nosso Senhor Jesus – Mateus 18:20, – mas sou convertido há pouco tempo e tenho algumas dúvidas que queria que me esclarecesse de acordo com a Palavra da verdade. Há algumas denominações onde se ensina uma doutrina – algo diferente da sã doutrina. Gostaria que me explicasse. Eles também são filhos do nosso Deus? …porque também são Cristãos…"

Resposta:

Todo aquele que se arrepende dos seus pecados, e que crê no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, é perdoado, salvo, selado pelo Espírito Santo, feito membro do corpo de Cristo, possuidor da vida eterna, imperecível para todo o sempre; está reconciliado com Deus e é chamado Seu filho; além disso, tem Cristo como seu grande Pastor, seu Advogado para com o Pai, e seu Grande Sumo Sacerdote que vive sempre para interceder por ele. Leiam-se as seguintes passagens das Sagradas Escrituras: At 20:21; 16:31; Cl 2:13; Ef 1:13-14; 1 Co 12:27; Jo 6:47; 10:27-30; Rm 5:10-11; Ef 1:5; Hb 13:20; 1 Jo 2:1; Hb 4:14-16; 7:24-25.


De acordo com o, claro, ensinamento da Palavra de Deus, o Nome de nosso Senhor Jesus Cristo é o único reconhecido por Deus, no qual os Cristãos se devem reunir. Quando o Senhor Jesus foi repudiado em definitivo pelos judeus, Ele anunciou a formação da “Igreja”, um povo celestial (Mt 16:18). Também falando, antecipadamente, da Sua autoridade como Chefe da Igreja, e da necessidade do exercício de disciplina na mesma (já que o homem sempre fracassa), citou certo caso (que até ao dia de hoje é demasiado comum), e a maneira como o irmão ofendido deveria proceder. Se as medidas tomadas não resultarem numa reconciliação, então o Senhor decretou, como último recurso, que a Igreja decidisse o assunto, porquanto Ele lhe outorgou a Sua própria autoridade, a fim de que os crentes, membros dela, fossem reunidos em nome de Jesus, conforme a Sua palavra final: "Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí, estou Eu no meio deles" (Mt 18:20). Por que disse o Senhor? "onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome". Porque, prevendo o fracasso do cristianismo, e a multiplicação infinita de nomes adotados pelos Cristãos, em lugar do Nome do Senhor Jesus Cristo, afirmou que a Sua autoridade e presença pessoal, seriam asseguradas mesmo no número mínimo plural de crentes, adequado para ser um testemunho.


Aqueles, crentes verdadeiros no Senhor Jesus Cristo, que não são ensinados na verdade da Igreja, como o corpo espiritual do qual Cristo é a Cabeça, e ao qual o Espírito Santo quer reunir todos os membros, ou que não querem se submeter à ordem prescrita para as reuniões Cristãs, são, apesar disso, membros do corpo, são salvos, são filhos de Deus. Quando Cristo vier e arrebatar para o céu todos os Seus, de uma vez seremos tomados "a encontrar o Senhor nos ares" (1 Ts 4:17); os espirituais, os carnais, os obedientes, os mortos, os vivos, todos "os que são de Cristo, na Sua vinda" (1 Co 15:23). Mas teremos que "comparecer ante o tribunal de Cristo" e "A obra de cada um se manifestará: na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo" (2 Co 5:10; 1 Co 3:13-15).

 

Pensamento:

Ao adorar, apresentamos Cristo perante o Pai, e ao evangelizar apresentamos Cristo ao pecador.


Pensamento:

É necessário discernimento espiritual adquirido no Novo Testamento para poder aplicar devidamente o Velho Testamento.


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CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA

(continuação do número anterior)


Separação

A Separação de Israel. A nação de Israel foi apartada pelo Senhor das demais nações, conforme à Sua vontade soberana e Seus sábios e múltiplos propósitos. Citamos uma passagem para demonstrar isso:


"Como pois se saberá agora que tenho achado graça aos Teus olhos, eu e o Teu povo? Acaso não é por andares Tu conosco e separados seremos, eu e o Teu povo, de todo o povo que há sobre a face da Terra?" (Êx 33:16)


"Porque povo santo és ao Senhor teu Deus: o Senhor teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o Seu povo próprio, de todos os povos que sobre a Terra há. O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos: Mas porque o Senhor vos amava" (Dt 7:6-8).


"Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando dividia os filhos de Adão uns dos outros, pôs os termos do povos, conforme ao número dos filhos de Israel. Porque a porção do Senhor é o Seu povo; Jacó é a corda da Sua herança" (Dt 32:8-9).


Falando de Canaã, ou Palestina, diremos que ela se situa no centro geográfico da superfície de todas as terras do mundo inteiro. Por outras palavras, situa-se na encruzilhada entre o norte e o sul, entre o oriente e o ocidente. Ali o Senhor dispôs a herança terrena do Seu povo Israel, com as heranças das nações em redor. Ali, Israel, um povo pequeno em número, teria que depender do "braço de Jeová" (Is 53:1 – TB) para sua proteção e preservação.

Para se manter a nação íntegra e preservada da idolatria reinante, foi proibido aos israelitas casarem-se com os gentios: "Para que não faças concerto com os moradores da terra, e não se prostituam após os seus deuses, nem sacrifiquem aos seus deuses, e tu, convidado deles, comas dos seus sacrifícios, e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se após os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses" (Êx 34:15-16).


Numa palavra, era a vontade de Jeová que o Seu povo Israel fosse uma testemunha fiel de Si, o Deus Criador, o único Deus verdadeiro; e para esse propósito era imprescindível que o povo se mantivesse totalmente apartado das nações vizinhas e da sua idolatria. Porém, Israel desobedeceu.

A separação da Igreja. É totalmente distinta da de Israel. Não é uma questão de isolamento atrás de muros de numerosos mandamentos e minuciosamente específicos, dados a um pequeno povo geograficamente colocado numa só situação. Os crentes no Senhor Jesus, que são membros do “Seu Corpo”, que é “a Igreja” (Ef 1:22-23), são escolhidos de todas as nações espalhadas por todas as partes do mundo. Em Atos 15:14 lemos "como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o Seu nome".


O apartamento da Igreja é uma separação espiritual e moral, não de caráter físico ou geográfico. Quando Jesus orou ao Pai um pouco antes de voltar ao céu pelo caminho da Cruz, falando dos Seus, disse: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal. Não são do mundo, como Eu do mundo não Sou. Santifica-os na verdade: a Tua palavra é a verdade. Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. E por eles Me santifico a Mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade" (Jo 17:15-19). Enquanto vivemos, estamos neste mundo, mas por chamada divina não somos do mundo. O Senhor, deu realce ao Seu propósito, de nos deixar no mundo, depois de salvos dos nossos pecados (pois ao salvar-nos teria podido levar-nos em seguida para a casa do Pai). Como o Pai O enviou ao mundo para testificar da Verdade, assim o Filho nos enviou ao mundo para proclamar a Verdade. No que diz respeito à nossa separação do mundo, Ele apartou-Se a Si mesmo para o céu com o objetivo de interceder pelo Seu povo redimido na Terra, para nos manter afastados do mal que nos rodeia.


Entre outros tantos perigos que nos cercam, existe o do jugo desigual: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis (os não crentes); porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e Eu serei o Seu Deus e eles serão o Meu povo. Pelo que saí do melo deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; E Eu serei para vós Pai e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso" (2 Co 6:14-18).

 

Pensamento:

As contaminações não mudam a nossa posição perante Cristo, mas sim estorvam a comunhão com Ele e desonram-No.


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MISTÉRIOS E MILAGRES DA CRIAÇÃO


Há milhões de mistérios e milagres na natureza que são inexplicáveis. Nenhum ser humano pode explicar a origem da matéria. Tampouco, pode o homem explicar os segredos do átomo, ou a origem do movimento, ou o milagre igualmente assombroso do movimento sustentado e controlado neste vasto universo.


Não sabemos o que é a vida, da mesma maneira que não sabemos porque ou como se pode iniciar uma nova unidade de vida com a união de duas pequenas células. Nem sabemos o porque do crescimento das plantas e dos animais – nem porque, quando chegam a um determinado estágio, param de crescer – nem porque envelhecem e eventualmente morrem.

"É uma das ironias da ciência moderna, que as questões mais elementares sejam as mais difíceis de responder. Como, por exemplo, é criado um novo animal? Sabemos que um óvulo e um espermatozóide se unem para formar somente uma célula, e que esta união põe em movimento uma cadeia de atividades que resultam num novo ser. Mas que gatilho, que faísca, dá início ao processo? Qual é, afinal, o segredo da fertilização? Não o sabemos, ainda que muitos biólogos eminentes tenham buscado a resposta durante muitos anos." (Albert Monroy, in "Scientific American" – Vol. 183 – 06/dezembro/1950).


Da mesma maneira os cientistas não sabem como começou a vida no princípio; o vazio entre os elementos inorgânicos e as formas mais simples de vida é infinitamente grande. Ninguém sabe porque a vida está dividida entre os dois reinos maiores: o vegetal e o animal. Por que não todos num único reino (digamos, por exemplo, de animais)? Ou por que não mais de dois – as plantas, os animais e o outra forma de vida radicalmente diferente? – Ninguém pode explicar a origem do sexo; por que existem macho e fêmea? Tampouco, explicar os segredos da hereditariedade, ou do instinto, essa faculdade maravilhosa dos animais que não é a inteligência tal como a conhecemos, mas atua quase semelhantemente, e dá capacidade a certos seres para fazer coisas, que o homem, com toda a sua inteligência, não pode fazer!


Ninguém pode explicar com exatidão o que é a eletricidade, a gravitação, o magnetismo, a luz, o calor, o som ou a cor. Sabemos como atuam estas forças naturais – mas exatamente como o fazem, ninguém o sabe. Como podemos explicar este fenômeno? É possível transmitir uma corrente elétrica por um arame de cobre a 20 graus e por meio dele aquecer um forno até mais de mil graus. Onde está o "calor" enquanto a eletricidade corre pelo arame? Todos sabemos que há "leis" que regem o calor e a eletricidade que explicam como estes fenômenos funcionam – mas, quem sabe porque funcionam assim?


Ninguém sabe a origem da clorofila, ou o processo fascinante e obscuro da fotossíntese. "A fotossíntese – o processo assombroso de síntese de compostos orgânicos de dióxido de carbono e de água nas plantas expostas à luz, continua a ser um dos grandes problemas da biologia, sem solução" (Eugene I. Rabinowitch, in "Scientific American", Novembro/1953).

Por que uma mudança relativamente pequena no número de prótons, nêutrons e elétrons num átomo produz um elemento de matéria inteiramente diferente? Na sua essência, todos os átomos de todos os elementos são formados segundo um mesmo esquema geral: um núcleo central, composto de prótons e nêutrons, com um número igual de elétrons girando à sua volta, a uma velocidade incrível. Porque, uma pequena variação do número de prótons, nêutrons e elétrons, se produzem elementos diferentes? (oxigênio, chumbo, prata, ouro, mercúrio, ferro, carbono, hidrogênio, etc.) que sabedoria infinita foi empregada pelo Grande Criador para levar a cabo tão inverossímeis resultados!


Ninguém, à exceção do crente na Bíblia, tem uma explicação satisfatória dos mistérios do pecado (a maldade) e da morte na experiência humana.

Ninguém, até agora, pode pensar numa teoria satisfatória da origem da Terra, se excluir Deus do contexto. Cada teoria apresentada até ao momento, foi derrubada por fatos que as refutam. Como exemplo de "teorias" feitas em pedaços, citamos Fred Hoyle (Astrônomo):


"Quase todos os planetas se movem em órbitas distantes do Sol. Como é possível que a matéria tenha sido arrojada a distâncias tão grandes?" (Veja-se o argumento de Fred Hoyle, in "The Nature of the Universe" p. 85). Este simples fato – a distância do Sol aos planetas – dá um "golpe mortal" a toda teoria que busca a origem dos planetas no Sol.


Além disso, se todos os planetas fossem originalmente uma parte do Sol, porque giram alguns satélites ou luas dos planetas no sentido contrário ao dos restantes?

Outra pergunta: Se a Terra proveio originalmente do Sol, composto de 98% de hidrogênio, de onde veio a sua água, e o oxigênio para a compor? Num universo praticamente sem existência de água, porque ela existe em tão grande quantidade no nosso planeta?


Milhões de mistérios envolvem o nosso mundo! Como compreender os mistérios dos raios cósmicos – e outras formas de radiação sideral?


"Na radiação cósmica, estamos tratando com um fenômeno universal, que é energético, básico e misterioso" (Shapley). Quem pode explicar porque – exceto admitindo ser um ato de Deus – existe uma “camada de ozônio” envolvendo a Terra, à aproximadamente 60 km, na atmosfera, filtrando "raios mortíferos" procedentes do Sol. Sem essa camada de ozônio nenhuma vida na Terra seria possível. Quem a colocou ali?


(Traduzido e impresso com permissão de:

“WHY WE BELIEVE IN CREATION, NOT IN EVOLUTION”.

"Porque cremos na Criação e não na Evolução",

por John Fred Meldau, páginas 261-263

 

Pensamento:

"Quarenta anos estive desgostado com esta geração" (Sl 95:10).


Moisés, Caleb e Josué não tomaram parte no pecado e rebelião dos filhos de Israel; mas compartilharam os quarenta anos das suas peregrinações, e… Deus também! Ele ouviu as suas murmurações. Viu o seu enfado. Testificou da sua rebelião e suportou as suas reprovações. Apesar de tudo isso, não os quis deixar. A nós, também não nos deixará.

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