Palavras de Edificação 17

Atualizado: Set 27

(Revista bimestral publicada originalmente em Setembro/Outubro1988)

ÍNDICE

"Com Cristo,… é ainda muito melhor”

O corpo de Cristo no Sepulcro

Confirmados na Presente Verdade

A Santificação

A Santificação Progressiva

Sobre a Primeira Epístola aos Coríntios (Cont.)

Capítulo 2

Contrastes entre Israel e a Igreja (Cont.)

A Espada e a Guerra

Sobre o Evangelho de Mateus (Cont.)

Capítulo 10:21-42

O Leitor Pergunta

A Instituição do Matrimônio (Cont.)

Outros Problemas

"COM CRISTO,… É AINDA MUITO MELHOR"


No instante da morte, o espírito do crente sai do corpo para "estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1:23). Três coisas caracterizam o estado dos que dormem no Senhor:

  1. Há existência consciente;

  2. Há comunhão consciente, visto que ele está "com Cristo";

  3. Há bem-aventurança consciente porque está numa situação "muito melhor".

As Escrituras não assinalam nenhum intervalo, entre o momento da morte do corpo do crente, e, a presença do seu espírito com o Senhor.


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O CORPO DE CRISTO NO SEPULCRO


Muitos têm perguntado: "Quanto tempo esteve Cristo no sepulcro?"


Para poder ter um melhor conhecimento dos fatos, há que ver como – desde o princípio da criação – Deus assinalou um dia como um período de 24 horas com a seguinte sequência: "E foi a tarde e a manhã o dia primeiro.…e foi a tarde e a manhã o dia segundo" (Gn 1:5-8). Até hoje em dia, os judeus contam os dias desta maneira, e não como nós neste hemisfério que usamos tempo romano, contando como um dia o período de 24 horas desde uma meia-noite até à meia-noite seguinte. Assim, o primeiro dia do mês, por exemplo, começa (segundo o seu método de contagem de tempo) quando o Sol se põe, enquanto que para nós começa à meia-noite, ou seja, seis horas depois. É muito importante tomar em conta essa diferença.

Notemos agora o seguinte: Jesus celebrou a Páscoa no "décimo quarto dia deste mês", o primeiro mês (Nisan) do ano judeu, "o sacrificará à tarde (entre as duas tardes – JND)" (Êx 12:2,6), ou seja, depois do Sol se pôr no final do dia 13 do mês, que naquele ano era quinta-feira. E a Páscoa foi celebrada no princípio de sexta-feira.

Nessa mesma sexta-feira, Cristo foi crucificado às nove da manhã (ou seja, “a hora terceira” – tempo judeu – Mc 15:25). Ele rendeu o Seu espírito às três da tarde (ou seja “perto da hora nona” – tempo judeu – Mt 27:46). Logo "José de Arimatéia", que pediu a Pilatos o corpo de Jesus, apenas teve tempo suficiente para tomá-Lo da cruz e sepultá-Lo no seu próprio "sepulcropor estar perto aquele sepulcro" (Mt 27:57-60; Jo 19:38-42), antes do pôr do Sol, no fim de sexta-feira, “décimo quarto dia”, de acordo com o que estava escrito em Deuteronômio 21:23: "O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia".


"E as mulheresseguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o Seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento" (Lc 23:55-56). Desta maneira, as mulheres, no fim da sexta-feira, chegaram e viram como o corpo do seu Grande Benfeitor foi colocado no sepulcro; e descansaram até ao primeiro dia da semana – o domingo.

O corpo de Jesus esteve no sepulcro uma parte de sexta-feira, todo o sábado, e uma parte do domingo. Disse Ele a Seus discípulos: "convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia (que era o domingo) ressuscitasse dos mortos" (Lc 24:46).


Para sabermos como os judeus denominavam os dias sucessivos, leiamos dois ou três versículos: "Disse Davi (hoje) a Jônatas: Eis que amanhã é a lua nova, em que costumo assentar-me com o rei para comer: deixa-me tu ir, porém, e esconder-me-ei no campo, até à terceira tarde" (1 Sm 20:5). "E se o sacrifício da sua oferta for voto, ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício se comerá, e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte; e o que ainda ficar da carne do sacrifício ao terceiro dia será queimado no fogo" (Lv 7:16-17). "E nós esperávamos que fosse Ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que estas coisas aconteceram" (Lc 24:21). "Cristoque ressuscitou ao terceiro dia" (1 Co 15:4).


O Senhor Jesus morreu na sexta-feira, pela tarde e foi sepultado (o primeiro dos três dias). Esteve no sepulcro todo o sábado (o segundo dos três dias). Ressuscitou logo na manhã de domingo (o terceiro dos três dias).


Alguns não aceitam este fato, porque tomam literalmente o dito de Jesus: "assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da Terra" (Mt 12:40). Mas os judeus não usavam a expressão literalmente. Para um judeu, uma parte de um dia de 24 horas era contada como um dia inteiro. Paulo disse aos anciãos de Éfeso: "durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós" (At 20:31). Mas isso não aconteceu literalmente.


Para terminar, leiamos o seguinte: "E, vinda já a tarde (sexta-feira), …tomando o corpo, envolveu-O num fino e limpo lençol, e O pôs no seu sepulcro novo, …e no dia seguinte (sábado), …reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos. Dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Manda pois que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, não se dê o caso que os Seus discípulos vão de noite, e O furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos" (Mt 27:57-64). Nesta mesma passagem encontramos o uso de ambas as expressões, "três dias" e "até o terceiro dia". Cristo morreu na sexta-feira (o primeiro dia). No dia seguinte, sábado (o segundo), os judeus pediram a guarda de soldados romanos "até o terceiro dia" (o domingo). Os soldados fizeram a guarda por uma noite apenas. Mesmo assim, ela foi interrompida abruptamente, porque Deus enviou um majestoso anjo cujo aspecto aterrorizou os soldados. Cristo já havia ressuscitado e a pedra removida da porta revelou um sepulcro vazio!

(J.H.Smith)

Pensamento:

Se pudéssemos explicar um milagre, este deixaria de ser milagre. É a obra visível do Deus invisível.


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CONFIRMADOS NA PRESENTE VERDADE

(continuação do número 14)


A Santificação

A santificação precede a justificação; mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados” (