Palavras de Edificação 33

Atualizado: 18 de mar.

(Revista bimestral publicada originalmente em Março/Abril 1992)

 

ÍNDICE


Um Magnífico Palácio

Ouvintes da Palavra

Cristo o Centro

Prefácio

Por Que nos Reunimos somente ao Seu Nome?

O Digno de Cristo

A Soberania do Espírito de Deus

A Unidade da Igreja

Qual é a Vontade de Deus para os Crentes sobre a Terra?

Nosso Gozo está no Céu

Perguntas e Respostas (continuação nº 32)

Viver para Cristo (continuação nº 32)

Comunhão

Deu Tudo

Pensamentos

 

UM MAGNÍFICO PALÁCIO


A Bíblia é como um palácio magnífico construído de pedras preciosas, contendo sessenta e seis câmaras. Cada uma dessas câmaras é diferente das outras, e é perfeita em sua beleza individual. Juntas, elas formam um edifício de incomparável majestade; glorioso e sublime.


No livro de Gênesis entramos no grande vestíbulo, onde somos imediatamente apresentados aos registros da poderosa obra de Deus na Criação. Este átrio dá acesso à câmara da Lei, seguindo adiante, chegamos à galeria dos quadros dos livros históricos. Encontramos aqui, pendurados nas paredes cenas de batalhas, quadros de feitos heróicos, e retratos dos homens valentes de Deus.


Após esta galeria de quadros encontramos a câmara do filósofo, o livro de . Adiante, vemos a sala de música, o livro dos Salmos. Aqui nos demoramos, encantados pelas mais grandiosas harmonias jamais ouvidas por ouvidos humanos. Daí passamos ao escritório, o livro de Provérbios, no centro do qual está o lema: "A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos" (Pv 14:34).


Saindo do escritório, passamos pelo centro de pesquisas, Eclesiastes. Ao lado entramos no conservatório, Cantares de Salomão, onde o fragrante aroma das mais seletos frutos, flores, e o doce cantar dos pássaros nos dão as boas vindas. Então, chegamos ao observatório, onde os profetas, com seus poderosos telescópios, aguardam o aparecimento da "Resplandecente Estrela da Manhã" (Is 14:12; Ap 22:16), antes da aurora do "Sol da Justiça" (Ml 4:2).


Atravessando o pátio, entramos na sala de audiência do Rei, os Evangelhos, e vemos lá quatro retratos, em tamanho natural, do Rei em Pessoa. Os Evangelhos revelam as perfeições de Sua infinita beleza. (*NT) Em seguida, entramos no atelier de trabalho do Espírito Santo, o livro dos Atos dos Apóstolos. Após temos, a sala de correspondência das Epístolas, onde vemos Paulo, Pedro, Tiago, João e Judas ocupados em suas respectivas mesas, sob a direção pessoal do Espírito de Verdade.


Finalmente, entramos na Sala da Corte, a Sala do Trono, o livro do Apocalipse. Somos tomados de admiração pelo poderoso volume de adoração e louvor, dirigidos ao Rei entronizado, que enche a vasta câmara. Nas galerias adjacentes, e na sala do julgamento estão retratadas solenes cenas de juízo e maravilhosas cenas da glória associada com a vinda e manifestação do Filho de Deus como o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Título Original: “A Magnificent Palace”

Christian Treasury: Volume 1


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OUVINTES DA PALAVRA


A chuva que cai sobre a rocha é a mesma que cai sobre o solo ao seu lado, mas a rocha permanece estéril, enquanto que o solo torna-se fértil e dá frutos. Será esta uma falha da chuva ou será que o resultado depende do tipo de solo? Do mesmo modo a Palavra de Deus cai sobre diferente coração; alguns permanecem estéreis e não produzem frutos, enquanto outros os dão às centenas. A falha está na dureza do coração do ouvinte.


"Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam" (Lc 11:28).


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CRISTO, O CENTRO

Por Que Nos Reunimos Somente ao Seu Nome?


Prefácio

ESTE texto é publicado novamente com o desejo sincero de que Deus o torne uma bênção, como fez com as edições anteriores.


Ver-se-á que nas ilustrações se faz referência a acontecimentos correntes na época da primeira edição, não parecendo necessário atualizá-los.


Por Que Nos Reunimos Somente ao Seu Nome?

Esta é uma pergunta feita com frequência àqueles que se reúnem ao nome do Senhor Jesus. Muitos expressaram o desejo de que fosse escrito um folheto simples sobre o assunto e, por conseguinte, apresento afetuosamente as considerações abaixo a todos os amados filhos de Deus. A primeira razão de nos reunirmos somente ao Seu nome é:


O Digno de Cristo

Foi Deus Quem O exaltou e "Lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de JESUS se dobre todo o joelhoe toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai" (Fp 2:9-11). Assim, nosso bendito Deus e Pai Se deleitou em honrar Aquele que é "a cabeça do corpo da Igreja: é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência" (Cl 1:18). Neste nome, tão precioso para todo crente, se reuniam todos os Cristãos nos dias dos apóstolos; e quando o véu do futuro foi retirado, o que viu João, o servo de Jesus Cristo? Quando viu Jesus Cristo disse: "E o Seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando O vi, caí a Seus pés como morto; e Ele pôs sobre mim a Sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu Sou o primeiro e o último" (Ap 1:16-17).


Uma porta aberta no céu” (Ap 4:1). Que visão! A visão da glória futura do Cordeiro em meio aos milhões e milhões de redimidos – "um Cordeiro, como havendo sido morto" (Ap 5:6).


"E cantavam um novo cântico" (Ap 5:9). O que será estar ali, e, – ouvir aquela onda de gozo indescritível – unir-se a esse cântico? Nenhum dos redimidos para Deus se recusará a cantar: "Digno és" (Ap 5:9). Hostes angelicais exclamarão em alta voz: "Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças" (Ap 5:12). Sim, será possível ouvir toda a criação redimida dizendo: "Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre" (Ap 5:13-14).


Assim será adorado nosso adorável Senhor, e reconhecido no céu e por toda a criação. É esta a estimativa de Deus do Cristo ressureto, que uma vez morreu por nossos pecados – "o Justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1 Pe 3:18). E assim será feita a vontade de Deus no céu. Se alguma alma ansiosa e perturbada estiver lendo estas linhas, deve notar bem que esta é a glória redentora de Cristo. E quem são esses milhões de milhões de adoradores, redimidos por Seu sangue? Malfeitores moribundos, Maria Madalenas, pecadores da cidade. E será que Jesus é digno de trazer a esses tais para a glória? Sim! O Santíssimo, Santo, Santo Deus diz que Ele é digno! E toda a criação exclama: "Amém" Oh! Você, querido leitor, dá crédito a Deus agora? Este Cristo ressuscitado é tão digno que Deus diz: "seja-vos pois notórioque por Este se vos anuncia a remissão dos pecados. E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por Ele é justificado todo aquele que crê" (At 13:38-39). Portanto, a salvação é inteiramente por Cristo. Bem aventurados aqueles que podem dizer: "TEMOS a redenção pelo Seu sangue, a remissão dos pecados" (Ef 1:7 – ARA).


Não presumo poder expor, por meio da pena ou da palavra, a gloriosa preeminência de Cristo. Aponto para as Escrituras que tão claramente declaram a dignidade de Cristo. Mas muitos que lerem este livreto perguntarão: “Qual Cristão verdadeiro duvida por um momento da dignidade de Cristo, ou da grandeza de Seu exaltado nome?” Com certeza há uma corda no coração de todo o Cristão que vibra em resposta ao nome de Jesus. Mas a questão é: "Quanto, ou quão grande, é essa dignidade? Pode haver mil Cristãos em um pequeno povoado ou dez mil em uma cidade – quero dizer, aqueles que realmente têm a redenção pelo sangue de Cristo, cujos pecados são perdoados. Ora, se Jesus é digno do louvor e da adoração unida de toda a criação, se todos os milhões de redimidos no céu se reunirão ao redor de Sua adorável Pessoa, então, não é Ele digno da adoração unida de mil em uma vila e de dez mil em uma cidade, sobre a Terra? Certamente no céu todo nome e divisão deixará de existir. E por que também não na Terra?


Portanto, é um grande erro supor, como nos separamos de todo nome e divisão porque cremos que somos melhores do que os queridos filhos de Deus que estão nessas divisões; longe de nós pensar assim! NÃO; é porque JESUS É DIGNO! – SIM, digno do sacrifício de se deixar todo nome ou divisão, e se reunir somente ao Seu bendito nome e Pessoa. Sim, meu caro crente, Ele é digno de você, quem quer que você seja, e de qual denominação você faça parte, Ele é digno que não reconheçam outro nome a não ser o d'Ele. Que será que pensam os anjos, sabendo e deleitando-se, como fazem, no nome exaltado de JESUS, quando vêem nossas atitudes sobre a Terra? As divisões neste mundo devem apresentar um obscuro contraste quando comparadas à unidade existente no céu. Em muitos lugares pode-se ver todo o povo redimido de Deus levando vários nomes, e nem ainda dois ou três reunidos unicamente ao nome de Jesus. Mesmo assim, JESUS É DIGNO de que todo crente de uma localidade se congregue somente ao Seu nome.


Sendo assim, se a vontade de Deus se faz tão evidente no céu, ao estarem todos congregados à Pessoa do Cordeiro, como posso orar: "seja feita a tua vontade, assim na Terra como no céu" (Mt 6:10), a menos que esteja pronto a deixar todo nome e divisão sobre a Terra, como se faz no céu? Não seria mais honesto admitir: "Tenho estado na divisão tal e todos os meus amigos estão ali; dispensa-me, portanto, de fazer a Tua vontade sobre a Terra, como se está fazendo no céu"? É ignorância fazer a vontade de Deus na terra como é feita no céu? Será que é custoso demais reconhecer o senhorio de Cristo para a glória de Deus Pai, e não reconhecer a nenhum outro além de Cristo? Deus dá o mais elevado valor ao nome de JESUS. O homem diz que não importa o nome que você carrega.


A natureza humana não é a mesma em todos os lugares? Não há a mesma tendência idólatra onde se reconhece qualquer nome como a cabeça de uma divisão? Ao se exaltar esse nome, o nome de Jesus é desonrado, até que, por fim, torna-se de pouca importância o ser Cristão, porém uma grande coisa pertencer à denominação tal. Certamente isto é "madeira, feno, palha" (1 Co 3:12) que não vai perdurar no dia vindouro. Nos dias dos apóstolos, "JESUS" era o nome exaltado sobre qualquer outro nome. Exaltar qualquer outro nome, ainda que fosse um Paulo, ou um Cefas, foi denunciado pelo Espírito de Deus como carnalidade e cisma. O simples fato de se tolerar outro nome, ou nomes, era virtualmente rebaixar o glorioso Cristo ao nível de um mero homem (1 Co 1:12; 3:4-5) – (N.T.: Veja também Mt 17:4-6).


Não acontece o mesmo hoje? Jesus é digno da adoração unida dos milhões de remidos que se reunirão no céu; portanto, Ele é digno da adoração unida e do louvor de todos os Cristãos agora sobre a Terra. Não importa o que os outros façam, se reconhecem ou não somente a este Nome perante o mundo – se você, querido crente, deseja fazer a vontade de Deus, seu caminho é claro: deixe todo nome e divisão, e congregue-se somente ao nome do Senhor JESUS, o Senhor exaltado do céu. A dúvida que pode surgir agora na mente de alguém é quanto ao tipo de presidência na Igreja que está realmente de acordo com os pensamentos de Deus. Isso nos conduz à segunda razão:


A Soberania do Espírito de Deus

Esta é a segunda razão pela qual nos reunimos somente ao nome do Senhor Jesus. Antes de Jesus deixar este mundo, quando Se encontrava no meio de Seus discípulos, Ele disse: "Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece: mas vós O conheceis, porque habita convosco, e estará em vós" (Jo 14:16-17).


O Senhor Jesus prometeu solenemente que o “Consolador”, ou “Ajudador” (TB), nos ensinaria todas as coisas. Jesus disse: "Ele testificará de Mim" (Jo 15:26). Observemos que Jesus não prometeu uma influência, mas a Pessoa divina e real do Espírito Santo; uma Pessoa tão real quanto Jesus. E tão real quanto foi o testemunho que Jesus deu do Pai, assim também o Espírito testifica de Jesus. E além disso, que ELE, o Espírito Santo nos guiará em toda a verdade. "Ele Me glorificará" (Jo 16:14). Deus cumpriu esta promessa. Tendo sido Jesus glorificado nas alturas, Deus enviou o Espírito Santo (At 2:4-38). Então, a partir daquele momento, será em vão procurarmos, em todo o Novo Testamento, qualquer tipo de governo na Igreja, exceto a direção soberana do Espírito Santo.


Vemos o Espírito Santo presente com a Igreja em Atos de uma forma tão real quanto foi a presença do bendito Jesus com os discípulos nos Evangelhos. O Pentecostes foi uma maravilhosa manifestação da presença e do poder do Espírito Santo. E novamente, "Tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a Palavra de Deus" (At 4:31). Sim, foi tão real a presença do Espírito Santo que Pedro, no caso de Ananias, disse: "Porque encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo?" (At 5:3). E quando o evangelho foi pregado aos gentios, o Espírito Santo desceu sobre eles da mesma forma (At 11:15). O mesmo sucedeu em Antioquia (At 13:52). E quão clara e definida foi a direção dada pelo Espírito Santo ao apóstolo Paulo e aos seus companheiros quando "foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. …intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu" (At 16:6-7. Veja ainda Atos 19:2). Se passarmos agora a 1 Coríntios 12, a presidência do Espírito na Igreja se apresenta com a maior evidência: "Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo". "Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil" (vs.4, 7).


Esta passagem é geralmente aplicada ao mundo, em forte oposição ao versículo das Escrituras que diz: "O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece" (Jo 14:17). Mas acerca de qualquer variedade de dons que exista na Igreja, "um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como (Ele) quer" (1 Co 12:11).


Agora me diga, qual denominação reconhece o governo do Espírito de Deus em nossos dias? Não há uma que o faça, pois no momento em que qualquer assembléia de Cristãos reconhecer desta forma o Espírito de Deus, nesse momento deixa de ser uma divisão, ou denominação, pois o Espírito Santo não honrará a nenhum nome senão o nome do Senhor Jesus. Vamos então comparar uma assembléia de 1.800(*)(*)Publicado originalmente em 1861 anos atrás, com uma assembléia denominacional de nossos dias, e isto ficará evidente. Todos os Cristãos em uma localidade se reuniam juntos ao nome de Jesus; o Espírito lhes dava diversidade de dons, sendo alguns dotados para pregar, outros para ensinar, outros para exortar, e assim sucessivamente com todas as diversas manifestações do Espírito. E Ele, o Espírito, estava realmente no meio deles, repartindo particularmente a cada um como queria. Falavam dois ou três – se algo fosse revelado a outro que estivesse assentado, o primeiro se calava – e esta é a ordem de Deus, conforme lemos em 1 Coríntios 14:29-33: "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados. E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as Igrejas dos santos". Quando a direção soberana do Espírito de Deus era reconhecida, a ordem existente era claramente esta.


Agora, entremos em alguma "Igreja" pertencente a alguma denominação de nossos dias. Diga-me: Quando é que se aguarda, ou se permite, que o Espírito Santo reparta particularmente a cada um como Ele quer? Pode não ser intencional; mas a direção do Espírito Santo é esquecida. Um homem toma o Seu lugar, e seja esse homem guiado ou não pelo Espírito – esteja em feliz comunhão com o Senhor ou não – ele tem que preencher o tempo. O fato de não se reconhecer a presença Pessoal e a direção soberana de Deus, o Espírito Santo, é muito triste. Os diferentes dons não são exercidos; a obra de ministério acaba sendo um encargo de um só homem. Mas o pior de tudo é que o Espírito de Deus não é reconhecido na assembléia, para que a dirija em adoração; e, uma ordem humana, ou melhor, toda a sorte de desordem humana, toma lugar.


Pode soar bem chamar isto de liberdade de consciência; mas onde está a liberdade do Espírito de Deus, para usar aqueles que Ele quer, para a edificação da Igreja de Deus? Será este um assunto de pouca importância? Porventura, renegar a direção e o governo de Deus pelo Seu povo Israel, e o desejo de ter um homem como rei no lugar de Deus, não foi um triste passo no caminho da queda daquele povo? E qual é a história dos profetas, senão a de uns poucos homens (em meio ao completo afastamento de Deus) que ainda encontram e sustentam esta bendita realidade – a presença de Deus entre eles? Quão solene ensinamento temos no livro de Jeremias: “me assentei solitário” (Jr 15:17), porém foi chamado pelo nome do “Senhor, Deus dos Exércitos”. Quão doces são as palavras do Senhor a ele: "Tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles" (Jr 15:6-21).


Tal é, sem dúvida, o solene e bendito lugar, nestes dias, de todos aqueles que têm sido levados a reconhecer a presença real do Espírito Santo na assembléia. As Palavras do Senhor, na verdade, são consideradas mais doces que as do homem. Oh! que todos os queridos filhos de Deus, em todas as denominações, venham a conhecer a benção de uma sujeição de coração não fingida à soberana direção do Espírito Santo! Onde quer que isto exista, não em uma forma simplesmente aparente, mas real, o Espírito Santo testifica de Cristo de uma maneira tal que nenhuma sabedoria humana pode sequer imitar! Desde os hinos dados por um, as orações feitas por outros, e a leitura da Palavra, dirigida pelo Espírito Santo, manifestam de tal maneira a direção divina, e dão tal sensação da presença de Deus, que só pode ser desfrutado onde o Espírito de Deus é reconhecido desta forma. Portanto, não devo ir aonde não é reconhecido Aquele a Quem o Pai enviou para nos guiar, nos guardar, e habitar conosco até o fim. Não importa quem seja que O substitua – Deus está sempre com a razão e o homem está equivocado (Rm 3:4). Não se trata de uma questão de opinião, mas sim uma questão de reconhecer, ou então usurpar o lugar do Espírito Santo como o Guia soberano e Aquele que governa na assembléia. Tenho encontrado a realidade de Sua própria presença, por isso devo estar separado de toda comunidade onde Ele não seja assim reconhecido. Apresento, a seguir, a terceira razão de nos reunirmos somente ao nome de Cristo:


A Unidade da Igreja

Ou, mais corretamente, a unidade do um só corpo. Não estou ciente de que exista alguma passagem nas Escrituras que mencione a expressão "uma só Igreja", mas há "um só Corpo" (Ef 4:4). A palavra traduzida por "Igreja" significa simplesmente "assembléia". A mesma palavra grega é usada no original, em Atos 19:32,39,41; também para descrever uma multidão de pagãos (N.T.: Do grego "ekklesia", traduzida para o português, na Versão Almeida Corrigida, como "ajuntamento"). A Igreja de Deus é a assembléia de Deus. (N.T.: Não confundir as expressões "Igreja de Deus" e "assembléia de Deus", encontradas na Bíblia, com algumas denominações que adotaram para si mesmas estes nomes. A Igreja ou assembléia de Deus que é encontrada na Palavra inclui todos os salvos, e não apenas alguns membros de um sistema criado pelo homem. Charles Stanley, o autor deste livreto, viveu de 1821 a 1890, quando ainda não existiam as organizações que arvoram para si próprias os títulos de "Igreja de Deus" ou "Assembléia de Deus"). No seu aspecto local, a Igreja ou assembléia de Deus trata-se de todas as pessoas salvas de determinado lugar, que se congregam como tais para adorar a Deus, tendo sido todos os seus pecados tirados para sempre (Hb 10:17). Tal assembléia não deveria ser abandonada. Nenhuma outra assembléia pode chamar-se de Igreja ou assembléia de Deus. Nem poderia ainda uma assembléia chamar-se assim, verdadeiramente a Igreja de Deus, quanto às suas práticas, a menos que tal assembléia reconhecesse verdadeiramente a Deus, o Espírito Santo, para os guiar e guardar em todas as coisas, como faziam as assembléias de Deus nos dias dos apóstolos.


Tomemos a seguinte ilustração: Suponhamos que o Reino da Inglaterra enviasse um comandante ao exército britânico na Índia, e que, durante algum tempo, todo aquele exército se submetesse ao seu comando. Então poderíamos considerá-lo apropriadamente como sendo o exército do Reino da Inglaterra. Mas se esse exército pusesse de lado aquele comandante e nomeasse outro; ou se esse exército se dividisse em partes separadas, e cada divisão nomeasse o seu próprio comandante, cada soldado continuaria sendo um soldado britânico, mas poderia o exército dividido chamar-se corretamente o exército do Reino? Tendo posto de lado a autoridade do comandante nomeado por sua majestade, não estaria cada divisão se colocado em um estado de insubordinação (motim)? E não seria uma deslealdade juntar-se às fileiras de qualquer uma dessas divisões amotinadas?


Agora, apliquemos isto à Igreja ou assembléia de Deus. Por algum tempo a autoridade do Espírito Santo enviado do céu foi reconhecida, assim como o exército britânico reconheceu, por um certo tempo, a autoridade do comandante nomeado pelo Reino. Logo, porém, a autoridade soberana do Espírito Santo foi posta de lado, e por esta razão nenhuma divisão da Igreja professa pode chamar-se a verdadeira assembléia ou Igreja de Deus, assim como nenhuma divisão do exército britânico, que deixasse de reconhecer o comandante nomeado por sua Majestade e estabelecesse seu próprio comandante, poderia chamar-se o verdadeiro exército do Reino.


Estou plenamente ciente de que, tendo a direção do bendito Espírito de Deus sido esquecida por tanto tempo, torna-se muito difícil fazer com que os Cristãos de hoje compreendam o que isto significa.


Tomemos outra ilustração: É anunciado que um certo estadista presidirá uma reunião pública dos habitantes de um lugar qualquer. A assembléia se reúne, o estadista vem, põe-se em pé no palanque… mas ninguém o reconhece! Ele fala, mas ainda assim ninguém lhe dá ouvidos! Mensagem após mensagem é enviada à casa daquele mesmo estadista, rogando-lhe que compareça à reunião; eles desejam sua influência, porém desconhecem sua presença pessoal, e acabam nomeando algum outro para presidir. Este é um quadro exato das divisões nos dias de hoje.


Não importa de que maneira tenhamos entristecido o Espírito e O não tenhamos reconhecido, ainda assim aquela preciosa promessa se cumpre: "E Ele (o Pai) vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo 14:16). Sim, do mesmo modo como o estadista encontrava-se presente; embora o ignorassem, pois continuavam a enviar mensagens à sua casa; assim também o Espírito Santo veio à assembléia de Cristãos; está presente no exato momento em que se está fazendo oração, em ignorância, para que Ele venha do céu. Na verdade, há Cristãos que, quando oram, parecem mais estar orando apenas por uma influência! Não seria ofensivo falar de Deus, o Pai, como sendo uma influência? Não seria por demais repugnante dizer que a vinda de Deus, o Filho, a este mundo foi somente uma alegoria ou uma influência? E porventura não é Deus, o Espírito Santo, uma Pessoa tão real agora sobre a Terra como foi o Filho quando esteve neste mundo e que agora está no céu? O que um comandante é para um exército, ou um presidente é para uma reunião, assim é o Espírito Santo para a assembléia de Deus – comandando, dirigindo, usando aqueles quem Ele quer. Nenhuma assembléia, onde Ele não é assim reconhecido, pode chamar-se a assembléia de Deus; portanto, devo me separar de tais assembléias, se quiser ser leal a Deus.


Mas poderá haver objeções: Acaso, não tem havido fracasso e divisão entre aqueles que professaram reconhecer o Espírito de Deus? É triste termos que admitir isto; mas nada poderia provar com maior clareza a verdade destas declarações com respeito à presença do Espírito. Qual tem sido a causa de toda tristeza e divisão? Deixar de lado a direção soberana do Espírito Santo. Porém, dizer que o fracasso é a razão pela qual alguém não deve reconhecer a direção do Espírito na assembléia, ou referir-se ao fracasso como uma desculpa para permanecer onde o Espírito Santo não é reconhecido, é como alguém dizer que deve, como indivíduo, deixar de andar em Espírito só porque algum Cristão, ou ele próprio, fracassou em seu caminho. Acaso não devem nossos pecados e fracassos passados fazer-nos mais vigilantes e sinceros para andar em Espírito? Somente Ele é o salvaguarda do Cristão e da Igreja. Bendito Guardião!


A fonte de todo o fracasso que a Igreja experimentou foi sempre o não reconhecimento da direção do Espírito; não importa o que aconteça, se ela (a Igreja) tão somente confia em seu bendito Guardião, tudo está bem. O mesmo sucede com o Cristão; se ele anda segundo a carne, uma pequena dificuldade poderá causar uma queda, mas se anda no Espírito, não importa quão grande possa ser a tentação, tudo estará bem. Portanto, cada fracasso passado na Igreja ou assembléia convoca-nos a uma sujeição genuína ao Espírito de Deus. Que pensariam vocês se um homem dissesse: "Tal pessoa, que professava ser um Cristão, fracassou e foi encontrada embriagada na rua; portanto, continuarei sendo um bêbado e estarei seguro"? Não é o mesmo que dizer, em princípio, "Os tais filhos de Deus fracassaram em guardar a unidade do Espírito, portanto eu permanecerei agora onde o Espírito não é reconhecido"? Rogo que não julguem esta solene pergunta pelo fracasso do homem, mas sim pela Palavra de Deus.


"Todas as Minhas coisas são Tuas, e as Tuas coisas são Minhas; e nisso Sou glorificadoE eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como Nós somos um" (Jo 17:10,22). Essas preciosas palavras de Jesus abrangem todos os filhos de Deus durante esta dispensação. Qual é, então, a glória que o Pai deu a Jesus? Ele, "Ressuscitando-O dos mortos, e pondo-O à Sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a Seus pés, e sobre todas as coisas O constituiu como cabeça da Igreja, que é o Seu corpo, a plenitude d'Aquele que cumpre tudo em todos" (Ef 1:20-23). "E Ele é a cabeça do corpo da Igreja: é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência" (Cl 1:18).


A glória que é dada a Jesus, Lhe é dada como sendo o Cristo ressuscitado; e como o Cristo ressureto, Ele é o princípio e a Cabeça do corpo. Por isso, cada membro desse corpo deve ressuscitar juntamente com Cristo. E assim é, que se alguém está em Cristo, é nova criatura, ou nova criação. Jesus disse: "Eu dei-lhes a glória que a Mim Me deste" (Jo 17:22). E isto vale para todos os que são d'Ele. Portanto, cada Cristão é um com Cristo ressuscitado, na mais elevada glória, como está escrito: "E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus" (Ef 2:6).


Que diferença enorme deve haver, então, entre um corpo celestial ressuscitado e uma sociedade terrenal; a única sociedade terrenal que Deus teve foi a nação dos Judeus. E ainda durante o tempo da vida de Cristo, a pequena companhia ou rebanho de discípulos era dessa nação. Somente depois de Sua ressurreição e ascensão à glória que o Espírito Santo pôde ser dado para formar a "Igreja, que é o Seu corpo" (Ef 1:22-23). Este foi o mistério mantido oculto desde os séculos: que a sociedade terrenal, ou nação dos Judeus, seria posta de lado durante algum tempo, e que o Espírito Santo tomaria, dentre todas as nações, Judeus e gentios, um corpo celestial – e que este corpo se uniria à Cabeça em uma glória ressuscitada e elevada; abençoado com todas as bênçãos espirituais, nos lugares celestiais EM CRISTO. Observe, tudo isso é verdadeiro para todos os filhos de Deus durante esta dispensação; porque Cristo diz ao Pai: “Todas as Minhas coisas são Tuas” (Jo 17:10).


Onde quer que um filho de Deus esteja (no que diz respeito ao seu corpo aqui na Terra), em espírito ele é tão verdadeiramente um no Cristo ressuscitado, quanto um membro do corpo humano é unido à pessoa à qual esse membro pertence. Sim, nossa unidade em Cristo não é uma união, mas uma unidade perfeita. Assim como não podemos dizer em "união" dos membros do corpo humano, porque todos esses membros constituem uma única pessoa, assim também é o Cristo celestial ressuscitado. "Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito formando um corpo, quer Judeus, quer gregos, quer servos, quer livresOra vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular" (1 Co 12:12-27).


Certamente o Espírito usa a linguagem mais forte possível, e as figuras mais notáveis, para expressar essa maravilhosa unidade. Compare a passagem acima com a seguinte: "Porque somos membros do Seu corpo" (Ef 5:30). Não diz que éramos um com Ele durante Sua vida na carne, pois isso teria sido impossível: se Ele não tivesse morrido, Ele deveria ter ficado só (Jo 12:24). A unidade terrenal de homens pecadores com um Cristo sem pecado, não poderia ser; não, Ele tinha que morrer, e morreu pelos pecados de muitos; e havendo passado pela morte por nós, como nosso Substituto – havendo, por meio do derramamento de Seu precioso sangue, pago o nosso resgate, Ele “que ressuscitou de entre os mortos” (Rm 7:4), e isso como nosso fiador justificado (Is 50:8). E tudo isso por nós! "Ressuscitou para nossa justificação" (Rm 4:25). E somos, assim, considerados mortos com Ele, justificados com Ele e um com Ele, nesse Seu estado ressuscitado, justificado e sem pecado. De maneira que somos, e não "éramos" um com Ele.


Como um homem é uma única pessoa, embora tenha muitos membros, assim também é Cristo ressuscitado; embora tendo muitos membros na Terra, todos estão unidos a Cristo e são um com Cristo e em Cristo, a Cabeça no céu. "Somos membros do Seu corpo" (Ef 5:30). "Há um só corpo" (Ef 4:4). Que maravilhosa nova criação – uma nova existência; transportados para o reino do Filho do Seu amor – já somos; e não seremos quando morrermos. Ele "nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor" (Cl 1:13).


É o esquecimento desta realidade presente, a unidade de toda a Igreja de Deus no Cristo ressuscitado na glória celestial, é uma triste causa da existência dos sistemas mundanos e das divisões terrenais que os homens denominam "Igrejas". Frequentemente pergunto: "Quando estivermos no céu, serão toleradas as seitas e divisões?" "Oh! Certamente que não!", é a resposta que ouço. Cristo então será tudo. Mas acaso já não estamos agora ressuscitados e assentados com Ele “nos lugares celestiais”? (Ef 2:6). E não é Cristo tudo agora? (Cl 3:11). Na nova criação "não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre"; Oh! não! "Mas Cristo é tudo em todos” (Cl 3:11). "As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus" (2 Co 5:17-18). Isso é válido para todo homem em Cristo. Ele é, ou deixe-o ser, uma nova criatura.


O corpo ressurreto de Cristo, então, é um só corpo, composto de todos os verdadeiros crentes de cada nação; trata-se de uma nova criação de entre os mortos: ressuscitados juntamente e unidos por Deus, o Pai (Ef 2). Nunca "nos poderá separar" (Rm 8:39). Não há nenhuma divisão nesse corpo celestial, e nem tampouco pode haver. Pois as coisas velhas já passaram. Bendito Jesus! Tua oração é respondida: "Que todos sejam UM" (Jo 17). Sim! Todos os que crêem são UM com Cristo nos lugares celestiais.


Qual é a Vontade de Deus para os Crentes sobre a Terra?

Ainda que sejamos um com Cristo nos céus, estamos, todavia, por um curto espaço de tempo ausentes do Senhor enquanto aqui no corpo. Não quero expressar opiniões, mas, qual é a mente do Senhor? Pergunta solene! Queira Ele dar-nos graça para fazermos a Sua preciosa vontade.


Que Deus condena a divisão, nenhum dos que se submetem à autoridade de Sua Palavra inspirada irá querer negar. Diante do primeiro sinal ou embrião das divisões, o apóstolo disse: "Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome do nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões;cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolos, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido?" (1 Co 1:10-13). Certamente não posso estar enganado quanto à vontade do Senhor nestes dias, quando cada um diz: "Eu sou de Roma, eu da Grécia, eu da Anglicana, eu de Wesley, etc". Deus roga a todos os crentes, pela glória e preeminência do nome do Senhor Jesus, que não haja divisões. Deus não tolera nenhum nome ou divisão. Permitir qualquer nome que não seja o nome de Cristo é rebaixar Seu bendito nome, colocando-o no mesmo nível de outros: "Eu sou de Pauloe eu de Cristo". Se a vontade de Deus é que não haja divisões, como posso pertencer a qualquer uma delas, ou como posso apoiar qualquer divisão, sem estar desobedecendo a vontade revelada de Deus? Leitor, responda a esta pergunta na presença de Deus, tendo diante de você a Sua Palavra inspirada.


Para que não haja nenhum engano, o Espírito de Deus fala de novo sobre o mesmo tema: "Porque ainda sois carnais: pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolos: porventura não sois carnais?" (1 Co 3:3-4). Se o Espírito Se entristeceu ao dizer: "Eu sou de Paulo, …eu de Apolos", será que hoje agrada ao Espírito que digamos: "Eu sou de Wesley, e eu dos Independentes"? Isto é carnalidade? Ou é espiritualidade? Deus aprova ou desaprova isto? E novamente, quando o apóstolo refere-se ter ouvido que haviam seitas entre eles, ele diz: “Não vos louvo; porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para pior” (1 Co 11:17).


Sim, Deus não poderia falar mais claramente, não somente quanto aquilo que Ele condena, senão também qual é a Sua vontade concernente ao que é reto: "Para que não haja divisão (cisma – KJV) no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros" (1 Co 12:25). O homem diz que devem existir divisões (seitas), e gostariam que eu me juntasse a uma delas ou ajudasse a aumentá-las. Deus diz que não deve haver nenhuma, porque o corpo é um. Devo obedecer a Deus ou aos homens? Julguem vocês mesmos.


Que unidade tão bendita – uma com a Cabeça nos céus, e uma com cada membro aqui na Terra. Sim, com cada membro – cada Cristão sobre a Terra. Quão preciosa é a vontade de Deus. "De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular" (1 Co 12:26-27).


Certamente, até agora, não temos reconhecido esta maravilhosa unidade. Mas não rebaixemos o padrão. Não chamemos de bom aquilo que é mau. Com toda a certeza a divisão é um mal, e algo amargo aos olhos de Deus. Ele até mesmo a relaciona com pecados tais como “adultério, homicídio e bebedice”! (Gl 5:17-21). A palavra "heresia" significa "seitas" (ou divisões). Oh! Se é assim, voltemos ao Senhor com profunda humilhação! Confessemos-Lhe o nosso pecado e a vergonha que é a Igreja dividida!


Somos chamados à unidade celestial com o Cristo ressuscitado. É a vontade de Deus "que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com TODA a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito" (Ef 4:1-4). Você deseja, querido crente, fazer a vontade de Deus? Então, aqui está o bendito caminho: “a unidade do Espírito”. Isto deve ser sempre para o Cabeça – CRISTO. O bendito Espírito reúne à Pessoa de Cristo; e onde estão “dois ou três reunidos em SEU (MEU) NOME, aí, está Ele (estou Eu) no meio deles” (Mt 18:20). O homem faz "reunião" em qualquer nome que lhe agrade. É divisão, ou dispersão. Somente o Espírito congrega os crentes a Cristo. As duas coisas são tão diferentes como a unidade que existe no céu e a dispersão que existe na Terra.


Todos os crentes são um no Cristo ressuscitado, e a vontade de Cristo é que essa unidade seja manifestada ao mundo inteiro. Quão profunda e comovente é a forma como isto pode ser visto nas comunicações mútuas entre o Filho e o Pai: "Para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu em Ti; que também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia". E outra vez: "Eu neles, e Tu em Mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que Tu Me enviaste a Mim, e que os tens amado a eles como Me tens amado a Mim" (Jo 17:21-23). Assim, em lugar de divisões e discórdias terrenas, o bendito Senhor deseja que nós manifestemos ao mundo nossa unidade com Ele em glória. Estamos mortos com Ele, ressuscitados com Ele, e seremos glorificados com Ele. Mas, ah! Para atingir este poder de ressureição, para andar dignamente na unidade com o Cristo ressurreto, sendo feito conforme à Sua morte. Apesar de termos falhado, nem por isso estou dispensado da fidelidade devida ao Cristo ressurreto; e não posso, portanto, estar identificado com qualquer coisa que desonre a Ele ou que seja contrário à Sua mente. Seitas e divisões, tem se mostrado inteiramente contrárias à vontade do Senhor; portanto devo separar-me de todas elas, se desejo andar em conformidade com a Palavra de Deus. Não posso pertencer a nenhuma “Igreja”, que não seja um só corpo; nenhum princípio de governo na Igreja senão a direção do Espírito Santo; nenhum outro nome senão o Nome do Senhor Jesus Cristo, a única Cabeça do corpo ressuscitado que é, a Igreja de Deus.


O caminho poderá ser difícil, porém, quando é que foi fácil a senda da fé? Estamos em tempos perigosos. Àquilo que é mal é chamado de bem; o que é bem se chama de mal; indiferença, neutralidade. "Pelo que diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclareceráPelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor" (Ef 5:14,17).


O Senhor está próximo, e Ele disse: "Eis que venho sem demora" (Ap 3:11). Quão rápido o último som de discórdia será ouvido! Oh, apresse o dia em que o Senhor exaltado será para sempre reconhecido e adorado. Oh, irmãos amados! Com tal perspectiva não devemos, durante este pequeno tempo, procurar fazer Sua abençoada vontade? Ele quer que nos apartemos, e nos purifiquemos de todo vaso de desonra (2 Tm 2:19-21). Ele nos teria “reunido em Seu (Meu) nome” (Mt 18:20). Certamente, não precisamos de argumentos, além da vontade revelada de nosso Senhor.


Gostaria de acrescentar algumas palavras, em conclusão, para aqueles que estão reunidos ao Nome do Senhor Jesus Cristo, desejando em tudo estar em sujeição ao governo e direção do Espírito Santo.


Lembremo-nos, amados irmãos, que DEUS foi Quem nos reuniu (congregou) somente ao Nome do Senhor Jesus; não nos reunimos por nossa própria vontade, devemos somente buscar a Glória de Cristo, e também ganhar almas para Ele. Não nos envergonhemos de Seu precioso Nome e do bendito lugar no qual Ele nos colocou como Suas testemunhas. Sim! Levantemo-nos como um só homem para fazer conhecido tudo o que é devido a Cristo. Mas isto, só pode ser feito estando firmes na fé (com fé inabalável). Pode haver o nome e a forma, porém não o poder. Quando reunidos ao nome do Senhor Jesus, sempre esperamos que o Espírito testifique d'Ele? Se os homens vão escutar um pregador eloquente, esperam ouvir a esse homem. E nós, esperamos o ensino do Espírito de Deus pela Palavra? Deus se agrada de usar os dons dados a Igreja, mas Sua própria presença é mais do que todos os dons.


Não estou falando de um impulso cego, ou daquilo que alguns homens chamam de luz interior de um ser humano. Não! Eu pergunto: Cremos verdadeiramente na presença da Pessoa divina do Espírito Santo? Então, que ninguém, por assim dizer, "já ensaiado", se levante para expor seus próprios pensamentos, e que o mais fraco não diga: "Não reúno condições necessárias para que Deus me use". Que haja uma verdadeira entrega de nós mesmos a Deus, seja para estarmos em silêncio, ou para sermos usados para falar as palavras que Ele dará – ainda que seja apenas a leitura de um versículo das Escrituras. Porventura, não tem sido assim que normalmente experimentamos mais do verdadeiro poder da presença de Deus, e isto de uma forma indescritível? Quão bendito é sentir que estamos em Sua presença; escutar as Suas palavras, como se Ele estivesse falando em uma voz audível. Oh! Que haja muita oração fervorosa para que a direção do Espírito Santo seja manifesta, sentida e vista em cada reunião! Tenham fé, irmãos meus, em Deus!


Há trabalho para cada membro, segundo a medida da Sua graça. Nem todos são capazes de falar em público, porém, acaso Deus não pode usar os esforços mais fracos ou uma palavra que seja? Sim! Com frequência a oração de um pobre, cheio do Espírito, é de muito maior bênção para os santos do que a eloquência de um Apolo.


Que o próprio Senhor o conduza à sujeição não fingida ao Espírito Santo, de acordo com Sua bendita Palavra.

Título original: “Christ the Centre – Why do we meet in his name alone”

(*)Publicado originalmente em 1861

Charles Stanley (1821-1890)

 

"Estaria você pronto a abandonar tudo aquilo que não subsistir ao exame da palavra de Deus – e permanecer nesta posição… e não aceitar nada menos do que isso, mesmo que possa ficar sozinho numa tal posição?"

C.H.Mackintosh (1820-1896)


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NOSSO GOZO ESTÁ NO CÉU

Lucas 9:28-36


Vamos examinar esta passagem das Escrituras (Lc 9:28-36), naquilo em que mostra de que se consistirá nosso gozo na glória. Temos a garantia de 2 Pedro 1:16, para dizer que, aquela é a cena que representa para nós a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. É isso que estamos aguardando. Nossa alma não estará sã, a menos que estejamos aguardando pelo Filho de Deus vindo do céu. A Igreja não estará com suas esperanças guiadas pela Palavra e pelo Espírito de Deus, a menos que esteja esperando por Ele como o Salvador vindo do céu (Fp 3:20). E a passagem, em Lucas 9:28-36, é importante para nós, por nos revelar de uma maneira especial qual será a nossa porção quando Ele vier. Há muitas outras coisas nesta passagem, como o relacionamento mútuo entre o povo terrenal e o celestial no Reino. O que pode ser muito instrutivo considerar, mas esse não é o nosso propósito no momento, que é considerar a revelação da natureza daquele gozo que deveremos herdar na vinda, e pela vinda, do Senhor. Outras passagens, tais como as promessas àqueles que vencerem, em Apocalipse 2 e 3, e a descrição da cidade celestial em Apocalipse 21 e 22, nos dão instruções acerca do mesmo assunto; mas olhemos agora particularmente para a cena no monte santo.


"E aconteceu que, quase oito dias depois destas palavras, tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a orar. E, estando Ele orando, transfigurou-se a aparência do Seu rosto, e o Seu vestido ficou branco e mui resplandecente" (Lc 9:28-29). Foi quando Jesus estava no reconhecimento da dependência, "estando Ele orando", que ocorreu a transformação. É esta, portanto, a primeira coisa que encontramos aqui – uma transformação tal qual a que vai ocorrer nos santos vivos quando Jesus vier.


"E eis que estavam falando com Ele dois varões, que eram Moisés e Elias" (v.30). Eles estavam com Ele. E este será o nosso gozo; nós estaremos com Jesus. Em 1 Tessalonicenses 4, após apresentar a ordem em que acontecerá a ressurreição dos que dormem e a transformação dos santos vivos, e que seremos, tanto uns como os outros, arrebatados juntamente para encontrar o Senhor nos ares, tudo o que o apóstolo diz acerca disso é, "e assim estaremos sempre com o Senhor" (1 Ts 4:17). Porém, nesta passagem não se trata apenas do estar com Cristo, mas há também um relacionamento familiar com Ele. "E eis que estavam falando com ele dois varões" (Lc 9:30). Não é que Ele tenha falado com eles, embora sem dúvida isto também fosse verdadeiro; mas Ele poderia ter feito isso com os dois estando longe de Si. Porém, quando lemos que eles falavam com Ele, isto nos dá a idéia de uma liberdade de relacionamento das mais familiares. Pedro e os outros sabiam o que era ter um relacionamento assim com Jesus na Sua humilhação; e que gozo deve ter sido terem essa prova de que aquele tipo de relacionamento com Ele será também desfrutado em glória! Também é dito que eles "apareceram com glória (em glória – JND)" (v.31). Mas trata-se de algo secundário em relação ao que estamos considerando. Nos é dito que eles estavam com Ele, e também que eles “apareceram em glória” (Lc 9:31 – JND). Eles compartilhavam daquela mesma glória em que Ele foi manifestado. E assim será conosco. "Quando Cristo que é a nossa vida, Se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória" (Cl 3:4). "E Eu dei-lhes a glória que a Mim Me deste, para que sejam um, como Nós somos um. Eu neles, e Tu em Mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que Tu Me enviaste a Mim, e que os tens amado a eles como Me tens amado a Mim" (Jo 17:22-23).


Mas há ainda uma outra coisa. Não nos é dito apenas que eles estavam com Ele, que eles falaram com Ele e apareceram em glória juntamente com Ele, mas nos é dado o privilégio de conhecer o assunto da conversa. Eles "falavam da Sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém" (v.31). Era a cruz o tema da conversa deles na glória – os sofrimentos de Cristo, que Ele teria que passar em Jerusalém. E certamente será esse o nosso gozo por toda a eternidade, quando em glória com Cristo, ocuparmo-nos com este tema: Sua morte consumada em Jerusalém. Lemos, então, que “Pedro e os que estavam com ele estavam carregados de sono” (Lc 9:32). Nos mostra o que é a carne na presença da glória de Deus. Pedro cometeu um grande erro, também; mas passemos adiante.


"E, dizendo Ele isto, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e, entrando eles na nuvem, temeram. E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o Meu amado Filho; a Ele ouvi" (Lc 9:34-35). Pedro nos diz que aquela voz veio da magnífica glória. "Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória Lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o Meu Filho amado, em Quem Me tenho comprazido" (2 Pe 1:17). Agora Pedro e os outros entraram na nuvem; e assim vemos esse maravilhoso fato de que na glória, de onde a voz veio, os santos têm o privilégio de permanecer, e ali, naquela glória, compartilhar do prazer do Pai no Seu amado Filho. Não somos apenas chamados para a comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo; nós somos chamados a ter comunhão com o Pai. Somos admitidos por Deus Pai para compartilhar de Sua satisfação no Seu amado Filho.


"E, tendo soado aquela voz, Jesus foi achado só" (v.36). Toda a visão se fora – a nuvem, a voz, a glória, Moisés, Elias – mas Jesus ficou, e eles ficaram para continuar seu caminho com Jesus, conhecendo-O agora à luz daquelas cenas de glória que tinham presenciado. E é para isto que nos servem as vívidas demonstrações de coisas espirituais que podemos às vezes constatar. Não é o caso de podermos estar sempre desfrutando delas e de nada mais. Mas quando elas se vão, após as termos experimentado por alguns momentos como ocorreu com a visão no monte santo, ficamos a sós com Jesus, para prosseguir no caminho de nossa peregrinação com Ele em espírito, por enquanto; com Ele na luz e poder daquela profunda consciência, que recebemos no monte, de estarmos com Ele, e de termos a comunhão do gozo do Pai n'Ele; e assim aguardarmos pelo momento de Sua vinda, quanto tudo isso, e mais do que nosso coração pode imaginar, deverá ser cumprido para nós para todo o sempre.

J.N.Darby (1800-1882)

The Bible Treasury: Volume 1 – 1857

Título Original: “Notes on Scripture: 5. Our Joy in Heaven”


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PERGUNTAS E RESPOSTAS

Continuação do nº 32


P: Qual é o significado de "governos" em 1 Coríntios 12:28?


R: Esta palavra é encontrada somente nesta passagem do Novo Testamento. O apóstolo está falando do lugar que têm os membros do corpo na assembléia. Aqueles assim designados têm o dom de guiar e dirigir a assembléia, assim como um piloto o faz com um barco, por entre os perigos e dificuldades que ela passa. Isto pode ser feito pela palavra de sabedoria, na aplicação do entendimento divino nas coisas que a assembléia tiver que passar; pela “palavra da ciência”, etc., como vemos no versículo 8. O pensamento é mais orientaração do que regra. O contexto fala dos dons, ou manifestações espirituais no corpo de Cristo.

Scripture Notes and Queries

F. G. Patterson (1832-1887)

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VIVER PARA CRISTO

Continuação do nº 32


"Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas" (Mt 11:28-29).


Oh, querido jovem Cristão! Não deixe que o diabo sussurre no seu ouvido que viver uma vida para Cristo neste mundo vai ser uma privação – que você vai desperdiçar uns bons momentos. É uma mentira de Satanás! Esteja certo de que a pessoa mais feliz aqui neste exato momento, é aquela que está dando a Cristo o lugar de honra em sua vida. "Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas" (Sl 23:2). Há alimento; há refrigério. Ser Cristão é algo feliz e glorioso; é ser salvo e andar por este mundo como alguém que pertence Àquele Homem bendito e glorificado nos céus: o bom Pastor das ovelhas!

C.H.Brown (1884-1973)

Texto extraído da Pregação para Jovens:

“The Twenty-Third Psalm: Address To Young People”

Burbank, CA, November 28, 1963

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COMUNHÃO


A comunhão com Cristo nos auxilia, mais do que qualquer outra coisa, a termos comunhão uns com os outros. As abundantes nascentes, que brotam para formar rios caudalosos, não se originam no leito onde podem ser vistas. Elas têm uma conexão escondida, secreta, com um inesgotável lençol d'água que se encontra a uma distância e profundidade desconhecidas do observador. Pelo contínuo suprimento que recebe daquele manancial, a nascente jorra, e suas águas correm para se juntar a outras águas de origem similar, unindo-se, no final, com o vasto oceano. Portanto, busquemos sorver da secreta e inescrutável plenitude de Cristo, o manancial inesgotável – escondido dos olhos da carne, mas conhecido dos olhos da fé. No devido tempo, após havermos levado refrigério a muitas terras sedentas ao longo de nossa jornada, chegaremos ao pleno oceano de gozo que está preparado para toda a Igreja de Deus.

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DEU TUDO


Charles T. Studd (1860-1931), famoso no século passado (XIX) como um dos maiores jogadores de cricket da Inglaterra, aceitou a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal quando estudava no Trinity College em Cambridge, Inglaterra. Após sua conversão, ele leu um artigo escrito por um ateu, e aquele artigo serviu para aguçar ainda mais a realidade de sua fé. O escritor declarava simplesmente que se cresse naquilo que os Cristãos professavam crer, ele daria tudo para colocar em prática a sua fé. "Eu me desfaria de todos os prazeres terrenos, considerando-os como escória…", escreveu o escritor ateu. "Eu consideraria que iria valer a pena uma vida de sacrifícios para ganhar uma alma para o céu… eu sairia por todo o mundo pregando, quer fosse oportuno ou não, e minha mensagem seria: “Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" (Mc 8:36)


O raciocínio daquele escritor ateu marcou Charles Studd de uma maneira tão convincente, que ele decidiu viver uma vida em conformidade com aquilo que professava crer. A fama e as riquezas que lhe pertenciam foram trocadas por uma vida cheia de frutos como missionário na China e na África. O que aconteceria, meu amigo, se nós também nos determinássemos a viver uma vida compatível com aquilo que cremos?

The Christian Newsletter nº 125


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PENSAMENTOS

  • “Escolha uma Igreja que lhe agrade" é o pensamento-raiz da heresia

  • Aqueles que estão viajando rumo ao céu não se contentam em chegar lá sozinhos.

  • O teste para qualquer ministério é: "Porventura leva o coração a se ocupar com Cristo?"

  • Caminhamos sobre terreno perigoso todas as vezes que formulamos alguma doutrina baseada no Antigo Testamento, sem que haja suporte no Novo Testamento.

  • Há quatro passos que levam o crente a escorregar para o mundo: Ter amizade com o mundo (Tg 4:4); ser manchado pelo mundo (Tg 1:27); amar o mundo (1 Jo 2:15-17) e ser conformado com o mundo (Rm 12:2). Tome cuidado! (Hb 2:1)

  • Há um "índice" onde podem ser lidos todos os assuntos de nosso coração: nossa língua.

  • Se você não reconhecer o senhorio de Cristo, jamais encontrará o verdadeiro lugar de reunião.

  • Uma pessoa é sábia se aprende com seus próprios erros, mas será mais feliz se aprender com os erros dos outros.

  • Uma Bíblia que está caindo aos pedaços, geralmente, é de alguém que não está caindo aos pedaços.

  • O diabo tem o maior prazer em arrumar a cama de quem vai dormir irado. A melhor maneira de cumprir o "irai-vos, e não pequeis" de Efésios 4:26 é não irar-se com nada a não ser com o pecado.

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