Palavras de Edificação 34

(Revista bimestral publicada originalmente em Maio/Junho 1992)

 

ÍNDICE


A Cruz e a Glória

Os Dez Mandamentos

O Primeiro Mandamento Mosaico

O Segundo Mandamento Mosaico

O Terceiro Mandamento Mosaico

O Quarto Mandamento Mosaico

O Quinto Mandamento Mosaico

O Sexto Mandamento Mosaico

O Sétimo Mandamento Mosaico

O Oitavo Mandamento Mosaico

O Nono Mandamento Mosaico

O Décimo Mandamento Mosaico

A Humanidade sem Pecado do Senhor Jesus Cristo

Sepultar ou Cremar os Mortos?

Perguntas e Respostas (continuação nº 33)

Quando Eu for Velho

A Causa da Morte

Tudo ou Nada

Datas Bíblicas

Pensamentos

 

A CRUZ E A GLÓRIA


No Novo Testamento Deus nos revelou duas verdades maravilhosas – a cruz e a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Que assunto solene e bendito para ocupar nosso coração – a morte do Filho de Deus sobre a cruz do Calvário na Terra, e Sua glorificação à mão direita da Majestade nas alturas. Quão pouco nossa alma penetra nestas coisas tão preciosas, embora a glória de Deus, e o destino eterno de toda a raça de Adão, dependam delas. Sem a morte de Cristo não há salvação; e sem a ressurreição, a Sua morte teria sido em vão.


A morte de Cristo foi o ato voluntário de um Homem perfeito, sem pecado e santo. A morte não tinha poder sobre Ele, pois a morte é o salário do pecado, “e n'Ele não há pecado” (1 Jo 3:5). E “o poder da morte” é de Satanás (Hb 2:14ARA). Mas Satanás não tinha poder algum sobre Ele. "Se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim" (Jo 14:30). Mas Jesus entregou Sua vida para a glória do Pai, para a salvação do que era Seu, e para a redenção da criação. O fundamento de tudo isso foi perfeitamente estabelecido em Sua morte. Deus foi infinitamente glorificado, e o juízo pelo pecado foi suportado pelo Santo de Deus. Ele clamou, "Está consumado. E, …entregou o espírito” (Jo 19:30).


Mas, no entanto, se tudo terminasse ali, a cruz demonstraria tão somente que o homem manifestou sua própria vontade contra o Cristo de Deus, e Satanás teria tido a vitória. Mas onde está o Senhor agora? Ele foi colocado na sepultura, porém Deus O ressuscitou de entre os mortos, e Lhe deu glória. A maior vitória do inimigo provou ser a sua maior derrota. A cruz está vaga, a sepultura está vazia, e Cristo está ressuscitado! A ressurreição de Cristo é o triunfo completo e eterno sobre todo o poder do inimigo. Toda a questão de pecado, pecados, Satanás, morte, julgamento, inferno, encontrou resposta na cruz. A ressurreição é o testemunho de Deus para todo o universo do fato que as Suas santas reinvindicações foram todas perfeitamente satisfeitas, de uma vez para sempre, e que Ele Se encontra infinitamente glorificado na obra de Seu Filho. Ele exaltou, à Sua destra, o bendito Homem que fez tal obra. Aquele que foi crucificado, é agora Aquele que está glorificado. A cruz foi trocada pelo trono. Jesus foi feito ambos: Senhor e Cristo. Bem cedo, toda criatura inteligente celebrará o Seu louvor, e O terá por digno como Homem em Seu lugar exaltado.


Nunca devemos separar a glória da cruz. Se me ocupar somente com Cristo na cruz, e com minha morte com Ele ali, ficarei muito aquém de desfrutar a bênção e o privilégio que me pertencem como Cristão.


Se estiver ocupado com Cristo em glória, e minha associação com Ele ali, e esquecer da cruz, irei me tornar altivo, e insensato em meu andar e caminho. O conhecimento do evangelho da glória de Cristo envolve a responsabilidade correspondente. Se Cristo, o Amado em glória, for a medida de minha aceitação diante de Deus, Cristo, e Cristo somente, será o padrão e o modelo para meu andar e caminho. Que Deus, em Sua rica graça, dê a cada amado leitor Cristão destas linhas para entrar cada vez mais em nossa maravilhosa posição diante de Deus, e a andarmos, em nossa vida e circunstâncias diárias, de modo digno de nosso elevado chamamento, até que contemplemos nosso Salvador face a face.

E.H.Chater (1845-1915)

Christian Truth Dez/84


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OS DEZ MANDAMENTOS

Seu conteúdo moral e sua aplicação para o cristão


Amados Irmãos, tenho o propósito de considerar aqui o assunto dos dez mandamentos e sua aplicação moral para o Cristão. Mas antes vamos ler algumas passagens das Escrituras:


"Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo” (Gl 2:16). “Porque eu pela lei estou morto para a lei, para viver para Deus” (Gl 2:19). “Todos aqueles pois que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo vivera da fé. Ora a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá” (Gl 3:10-12). “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6:14).


A razão pela qual lemos estes versículos é a seguinte: ao considerar o assunto dos dez mandamentos, é possível que alguns pensem que vou aplicá-los de uma maneira legalista como se nós, nesta dispensação da graça de Deus, estivéssemos sob a lei. Não! Nós estamos sob a graça – a pura graça soberana – não há nada legalista nela.


Lemos no capítulo 20 de Êxodo a augusta lei de Deus, "as dez palavras" (Êx 34:28ARA) dadas aos filhos de Israel, por meio de Moisés, no monte Sinai.


Nosso propósito é identificar a que correspondem essas "dez palavras" no Novo Testamento. Dos dez mandamentos, oito são negativos e dois positivos; nove de caráter moral e um cerimonial.


A natureza de Deus é imutável e, como consequência, vemos que os nove mandamentos que são essencialmente de caráter moral têm seu correspondente no cristianismo. Vamos procurar identificá-los.


O Primeiro Mandamento Mosaico

O primeiro mandamento se encontra em Êxodo 20:3: "Não terás outros deuses diante de Mim". Este encabeça a lista; e, é fundamental. Era um elemento essencial da dispensação judaica, e a revelação Cristã preserva esta verdade inviolada. Lemos em 1 Coríntios 8, no final do versículo 4, "que não há outro Deus, senão um só". Quão clara e inequívoca é esta afirmação! Vamos ler o versículo 6: "Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de Quem é tudo e para Quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo Qual são todas as coisas, e nós por Ele". Então, quando uma "testemunha de Jeová" vier à sua porta para desafiá-lo quanto à fé que você professa de Cristo como sendo Deus, leia para ele 1 Coríntios 8:4-6. Confessamos a um só Deus, mas aprouve Àquele um só Deus revelar-Se em três Pessoas. Filipe rogou ao Senhor Jesus: "Senhor, mostra-nos o Pai". Quão maravilhosa foi a resposta do nosso Senhor! "Quem Me vê a Mim vê o Paiestou no Pai, e o Pai em Mim" (Jo 14:8-11).


Vamos ler agora a primeira epístola de João, capítulo 5, versículo 20; "Sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em Seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna". Oh! quão preciso! Estas declarações são tão resplandecentes como um cristal; JESUS É DEUS. Sim, no cristianismo conhecemos a um só Deus. Às vezes Ele é manifestado como o Pai, às vezes como o Filho, e às vezes como o Espírito (compare com Atos 5:3-4). Assim, no Cristianismo, nos achamos de pleno acordo com o primeiro mandamento de Moisés: "Não terás outros deuses diante de Mim".


O Segundo Mandamento Mosaico

Voltando agora a Êxodo 20, lemos o segundo mandamento: "Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na Terra, nem nas águas debaixo da Terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás: porque Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que Me aborrecem. E faço misericórdia em milhares aos que Me amam e guardam os Meus mandamentos" (Êx 20:4-6). "Não farás para ti imagem". Vamos agora ler 1 Coríntios 10:14: "portanto, meus amados, fugi da idolatria". Também o versículo 7: "Não vos façais pois idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar".


Estamos vivendo numa época que se prepara para a chegada do "homem do pecado" (2 Ts 2:3). O mundo está prestes a mergulhar na mais terrível idolatria, como jamais se conheceu. Os próprios judeus se entregarão a uma idolatria sete vezes pior do que a que antes cometiam (Mt 12:43-45). As demais nações do mundo seguirão o mesmo caminho, e esta tendência já se vê hoje em dia. Você já notou o rápido aumento na comercialização de figuras e estatuetas nas mais diferentes lojas? Entre elas você encontrará réplicas exatas de ídolos pagãos. Percebe-se que tudo isso está promovendo a preparação de condições ideais para a adoração de ídolos e a adoração da imagem da besta (Ap 13). Quando o homem não se importa com Deus, com o verdadeiro “conhecimento de Deus” (Rm 1:28), como é revelado na Sua Palavra, logo cai na idolatria. Esta tem sido a história do homem. Por trás do aparentemente inocente ídolo de barro ou madeira, estão a presença e o sinistro poder de um demônio. Trata-se, verdadeiramente, de adoração a demônios. Compare 1 Coríntios 10:20 e veja também Apocalipse 9:20. Encontramos, assim, no capítulo 10 de 1 Coríntios uma solene admoestação para que nós, Cristãos, fujamos de qualquer coisa que possa ter a aparência de idolatria. Ajoelhar-se diante de imagens não tem nenhum lugar no Cristianismo. Isto que afirmamos está de pleno acordo com o segundo mandamento.


O Terceiro Mandamento Mosaico

Novamente voltemos a ler Êxodo 20; e desta vez o versículo 7: "Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão: porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão". Vamos ler Tiago 5:12: "Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela Terra nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação". Quão plenamente isto comprova o terceiro mandamento mosaico! Vamos detalhar um pouco mais este assunto. Não acredito, que entre meus leitores, esteja alguém que tome deliberadamente o nome do Senhor em vão; mas notemos que Tiago trata deste assunto como mais do que uma mera proibição, exortando-nos a que "a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação". Com isto diante de nós, qual de nós pode dar-se por inocente? Para poder alcançar plenamente a vitória no assunto de obediência à Palavra de Deus, precisamos fazer da oração de Davi nossa súplica diária: "Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação de meu coração perante a Tua face, Senhor. Rocha minha e Libertador meu!" (Sl 19:14).


Penso, especialmente, naqueles que são jovens e na formação de seu vocabulário. Convém, enquanto jovem, eliminar totalmente do vocabulário toda palavra agressiva, rude ou profana. Nunca permita que tais palavras sejam ouvidas em sua boca. Preste atenção a esta exortação da Palavra de Deus. Devemos conservar o nosso falar limpo e puro, no lar, na escola, no trabalho, para que o mesmo possa ser aprovado perante o tribunal de Cristo.


O Quarto Mandamento Mosaico

"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar" (Êx 20:8). Tenho que confessar que não pude encontrar coisa alguma que pudesse ser o correspondente a este mandamento no Cristianismo. Não existe. Lembremo-nos de que a palavra "shabbat", que significa "repouso", é usada pela primeira vez em Êxodo 16:23, com relação ao recolhimento do maná pelos filhos de Israel. Não era para ser recolhido no sábado, o sétimo dia. Este dia foi designado como um dia de descanso. Mas quando entramos na dispensação Cristã, ou economia Cristã, se preferir, não encontramos nenhuma instrução para que se observe tal dia. Há apenas uma menção ao "shabbat" em todo o conjunto de epístolas do Novo Testamento: "Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados" (Cl 2:16). Mas preste atenção para a declaração qualificativa do versículo 17: "Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo". Evidentemente, a única razão de se ter mencionado o sábado foi para mostrar que ele não faz parte da revelação Cristã. Pelo contrário, mostra que foi somente uma sombra do que havia de vir. Porém, quanto ao nosso dia de repouso, sabemos que Hebreus 4:9 diz: "Portanto resta ainda um repouso para o povo de Deus". Não podemos dizer que o "shabbat" (o descanso) foi trocado pelo domingo. O "shabbat" sempre foi o sétimo dia da semana; o domingo é o primeiro dia da semana e, assim sendo, nunca poderia ser o "shabbat". Nós Cristãos esperamos nosso dia de repouso que será quando o Senhor nos levar à casa de Seu Pai, para que descansemos em Seu amor. O descanso está no final de uma jornada.


Alguém poderá fazer a seguinte pergunta: "E quanto ao dia do Senhor, o primeiro dia da semana; esse não seria o nosso dia de repouso?". Deveremos responder, "Não!". Então qual é o lugar que o domingo deve ocupar em nossas vidas? Porventura a própria expressão, "o dia do Senhor", não responde a esta pergunta? Este dia pertence ao Senhor; e devemos usá-lo para Ele. É o dia em que nos reunimos para partir o pão. O termo "o dia do Senhor" aparece no original apenas uma vez na Bíblia; em Apocalipse 1:10. A palavra em grego aqui, pode ser traduzido como "dominical" (NT.: Em Apocalipse 1:10 a palavra grega é kuriakos, que aparece 2 vezes apenas na Escritura, e significa “pertencente ao Senhor”. Em latim é dominica, significando “dominical”. Assim, o “dia do Senhor” aqui refere-se ao “dia dominical” – o domingo. A outra utilização dessa palavra é em 1 Coríntios 11:20, referindo-se à “ceia dominical”). Poderíamos traduzir o versículo da seguinte forma: "Eu fui arrebatado em espírito no dia dominical". Encontramos também a mesma palavra grega no texto relativo à “ceia do Senhor” (1 Co 11:20), ou, como deveria ser chamada, a ceia dominical. Acaso não é significativo que o único uso desta palavra grega "dominical" no Novo Testamento esteja conectado à ceia e ao dia? Portanto celebra-se a “ceia do Senhor”, no “dia do Senhor”.


O dia do Senhor” se distingue definitivamente dos demais dias por várias passagens bíblicas. Nosso Senhor Jesus ressuscitou de entre os mortos “no primeiro dia da semana” (Lc 24:1; Mc 16:9); Ele apareceu aos Seus discípulos neste dia; tornou a aparecer a eles no segundo dia do Senhor depois de Sua ressurreição. Notamos que o Espírito Santo desceu no “dia de Pentecostes” (At 2:1), que era também o “primeiro dia da semana”. Os discípulos se reuniram para “partir o pãono primeiro dia da semana” (At 20:7). O apóstolo exortou aos Coríntios que cada um separasse sua oferta para os santos pobres “no primeiro dia da semana” (1 Co 16:2). Todas estas passagens demonstram que no Cristianismo “o primeiro dia da semana” remove totalmente o "shabbat" judaico. Quão impróprio seria que “a Igreja de Deus” (At 20:28; 1 Tm 3:15; 1 Co 10:32;…), celebrasse como seu dia aquele durante o qual seu Senhor e Salvador esteve sob o poder da morte e do sepulcro! Mas quão glorioso é nos reunirmos “no primeiro dia da semana”, o dia de Sua vitória sobre o sepulcro! Quão doce e precioso é dar-Lhe este “primeiro dia da semana”, o Seu dia!


Gostaria de dizer algo aos que são jovens. Me entristeço ao ver que muitos estão empregando o dia dominical para as habituais tarefas cotidianas. Talvez você me diga que não pensaria em sair de casa “no dia do Senhor” para cortar a grama do jardim, ou, talvez, para lavar roupa neste dia. Mas vamos dar uma olhada dentro de casa. Você talvez seja um estudante, e isto é perfeitamente correto e faz parte de sua vida. E espero que esteja indo bem com suas tarefas escolares. Mas – preste atenção – será que suas tarefas escolares são tão importantes ao ponto de impedi-lo de dispor apropriadamente “o dia do Senhor” a Ele, a Quem o dia pertence? Talvez você responda: – Se eu não estudar “no dia do Senhor”, não conseguirei tirar a nota que preciso. Talvez não, mas ainda assim, o que é mais importante para você, uma boa nota ou a aprovação do Senhor? Procuremos, pela graça de Deus, dar ao Senhor o Seu dia.


Talvez algum jovem me pergunte: – Bem, como então hei de empregar “o dia do Senhor”? Eu sei como alguns de nossos queridos jovens irmãos e irmãs empregam o tempo disponível “no dia do Senhor”. Aproveitam várias oportunidades para evangelizar, em visitas a hospitais e outras instituições para distribuir folhetos e falar às pessoas individualmente acerca do Senhor ou em pregações ao ar livre. Outros, fazem isto em visitas aos doentes e aos encarcerados. Há, ainda, alguns que dedicam uma parte “do dia do Senhor” para escrever cartas de encorajamento a seus amigos Cristãos, ou talvez a seus parentes e amigos inconversos, enquanto outros se ocupam em empacotar literatura Cristã para ser enviada pelo correio, àqueles que possam ter suas almas auxiliadas por algum folheto ou livreto. Não; não há nenhum sábado, nenhum dia de repouso para os Cristãos, senão um dia em que podemos estar livres para servirmos ao Senhor. Que o Senhor nos dê uma consciência terna, para que esse dia seja verdadeiramente o dia que pertence a Ele.


O Quinto Mandamento Mosaico

"Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá" (Êx 20:12). Comparando este mandamento com Efésios 6:2-3, vemos que ele é citado palavra por palavra. No Cristianismo não se espera menos dos filhos do que era exigido pela lei. Quão bendito é vermos os filhos de pais Cristãos procurando colocar em prática este pedido da Palavra de Deus, conforme é dado aqui na epístola aos Efésios. Eles jamais terão ocasião de se lamentar por terem procurado dar a seus pais esta posição de respeito. Deus não lhes será devedor; pois colherão a Sua benção em suas próprias vidas.


O Sexto Mandamento Mosaico

"Não matarás" (Êx 20:13). Lemos agora em 1 Pedro 4:15: "Que nenhum de vós padeça como homicida". A padrão divino de Deus quanto a tirar a vida de outro ser humano não é menos estrita sob a revelação Cristã do que o foi sob o Judaísmo. Não se pode tolerar o homicídio na dispensação Cristã.


O Sétimo Mandamento Mosaico

O próximo na sequência é o bem conhecido sétimo mandamento: "Não adulterarás" (Êx 20:14). Lemos em Hebreus 13:4: "Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará". Logo em 1 Co 6:9-11: "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus". Antes de sua conversão a Deus, alguns daqueles santos de Corinto, aos quais Paulo estava escrevendo, haviam violado o divino código moral. Mas não é maravilhoso que Deus tenha encontrado, por meio do sacrifício de Seu amado Filho no Calvário, um modo de limpar a mais vil de toda mancha do pecado, e fazer dele um filho de Deus? Somos santificados, separados para Deus, justificados – considerados como se nunca houvéssemos sido culpados. Eu gosto de recordar a definição dada por uma menina para o termo "justificado". Quando sua professora lhe perguntou qual o significado da palavra, ela respondeu usando algumas partes da própria palavra: "Significa que sou JUSTa como se nunca tivesse peCADO." Ela estava certa. É assim que Deus nos vê. Repare que no versículo 11 toda a Trindade Se ocupa nesta questão: "mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus". Não obstante, jamais consideremos levianamente a gravidade da imoralidade diante dos olhos de Deus. Ele não mudou nem um pouco Sua atitude desde a Sua solene declaração feita no Sinai. Escutemos hoje Sua admoestação: "aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará" (Hb 13:4).


Estamos vivendo os últimos dias, muito próximo do fim da presente dispensação da graça de Deus. Existe um abandono universal dos padrões de moralidade. Alguns de nós que somos mais velhos temos presenciado uma mudança tremenda durante nossa vida. Talvez alguns daqueles que são mais jovens abriguem a idéia de que a atual falta de moralidade sempre existiu tal como é no dia de hoje. Não é este o caso. Não digo que esses pecados não se cometiam; sim, foram cometidos, mas antigamente havia uma medida de censura pública contra os tais, e aqueles que os cometiam eram considerados como pessoas que caíam em desgraça. Mas agora, se aceitarmos "Hollywood" como norma, tais violações do código moral são quase consideradas como insígnias de honra. Esses heróis e heroínas de Hollywood não perdem sua aceitação nos círculos sociais por causa de sua conduta. Mas, queridos jovens, lembrem-se enquanto vocês viverem, de que os padrões divinos de Deus nestes assuntos não se modificam nem um pouco sequer. Ele é o Deus três vezes Santo, que não deixa o pecado impune.


Irmãos, que não baixemos os marcos delimitadores nestes assuntos. Mantenhamos as padrões divinos exatamente como Deus os estabeleceu, e nunca erraremos. Quanto mais tempo permanecermos neste mundo, mais difícil será para nos mantermos fiéis aos desígnios de Deus neste assunto tão solene. Deus continua a falar com toda a autoridade e dignidade de Quem conhece o fim desde o princípio. Sua admoestação é: "Foge destas coisas" (1 Tm 6:11).


O Oitavo Mandamento Mosaico

"Não furtarás" (Êx 20:15). Vamos ler agora Efésios 4:28: "Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade". O roubar se condena tanto na dispensação Cristã como na Judaica. A Igreja em Éfeso havia recebido a verdade mais elevada que Deus jamais havia entregado a assembléia alguma. Deve ter havido uma condição tal que os qualificava para que fossem os depositários de tão maravilhosa verdade. Mas ainda assim, após os assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus, Deus tem que descer o teor da epístola ao nível humilhante da carne que havia neles, e passar a falar-lhes a respeito do ato de roubar. Tal é o homem!


A lei só fez a proibição: "Não furtarás". Mas o Cristianismo sobrepuja a isso e insiste que devemos trabalhar, fazendo o que é bom, para podermos dar ao que padece necessidade. Quão formoso! Porém note-se, é o fazer o que é bom. Ganhar o pão com o trabalho não é por si só fazer o que é bom. Será que você está fazendo o que é bom, isto é, aquilo que tem a aprovação de Deus? Conhecíamos um irmão em Cristo, que agora já está com o Senhor, que antes de se converter era balconista em um bar. Ganhava seu pão cotidiano honestamente com seu trabalho. Mas depois de entregar-se ao Senhor, se deu conta de que não fazia o que era bom; buscou outro emprego e o achou. Não roubamos, é o lado negativo. Para que tenhamos o que dar, façamos o que é bom; este é o lado positivo no Cristianismo. Você sabe que a Palavra de Deus fala dos “pobressantos” (Rm 15:26); e que não há nada que possa ser considerado biblicamente incoerente nestas duas palavras: "pobres" e "santos". Então tenhamo-las presentes em nossa memória para assim cumprirmos a vontade de Deus.


O Nono Mandamento Mosaico

"Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" (Êx 20:16). O que equivale a isto, encontra-se em Efésios 4:25: "Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo". Notemos também em Romanos 13:9-10: "Não darás falso testemunhoO amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor". A demanda Cristã neste assunto é igual à da lei, porém sobrepuja em muito as exigências da lei, e manifesta o amor ao próximo.


O Décimo Mandamento Mosaico

"Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem cousa alguma do teu próximo" (Êx 20:17). Agora vamos ler Hebreus 13:5: "Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque Ele disse: não te deixarei, nem te desampararei". O décimo mandamento foi o que matou o apóstolo Paulo. Ele parecia ser capaz de atender aos outros nove, mas reconheceu: "eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarásMas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou" (Rm 7:7-11). Paulo descobriu o que todos nós descobrimos: que cobiçar é tão natural quanto respirar. Porém a verdade revelada do Cristianismo condena a cobiça não menos severamente do que o fez a lei de Moisés. Quantas tragédias funestas temos visto entre os santos de Deus, que sacrificaram tudo para prosperar neste mundo! A cobiça é egoísmo.


"Contentando-vos com o que tendes". Isto, obviamente, não quer dizer que se você está vivendo hoje em pobreza, terá que viver sempre nela. Não, não se trata disso; o significado desta exortação é que deveríamos nos sujeitar às nossas circunstâncias, e estarmos contentes nelas até ao tempo quando aprouver a Deus alterá-las. Em outras palavras, não fique o tempo todo a se lamentar porque as coisas não estão como você gostaria que fossem. Não viva gemendo e reclamando; esteja contente. E se aprouver a Deus melhorar suas circunstâncias atuais, dê-Lhe graças por isso.


"Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isto contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, oh homem de Deus, foge destas coisas" (1 Tm 6:6-11). Quão verdadeira é a Palavra de Deus! Não temos visto todas estas afirmações das Escrituras confirmadas na vida dos santos? Às vezes nossos jovens acham que devem buscar alcançar o nível de vida que vêem nos outros. O resultado disso é a cobiça de uma coisa após outra. A verdade é, que o fato de, vivermos na época mais próspera que o mundo jamais conheceu, tem contribuído para acelerar o desejo de querermos sempre mais. Quanto mais tivermos, mais vamos querer ter. Não há limite. Mas, quão diferente é o Espírito de Cristo! O espírito d'Ele é de dar, e não o de receber. Assim nos ensinou: "Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber" (At 20:35). Porém, não estou dizendo que devemos dar tudo o que temos. Houve apenas um homem, que é mencionado na Bíblia, a quem o Senhor deu esse conselho – o jovem rico de Lucas 18. E disse isso para que ele se desse conta do câncer que lhe corroía a própria alma – a cobiça. Não, irmãos, as possessões terrenais não constituem o segredo da felicidade. A felicidade é um estado de espírito. É o desfrutar de Cristo, Sua Pessoa e Sua Obra, que conserva o coração em descanso e paz. Tenho encontrado pessoas, santos de Deus, que nada possuem das coisas deste mundo, e ainda assim irradiam felicidade. Eles têm a Cristo.


Em resumo, no Cristianismo não estamos sob a lei, porém sob a graça. Não estamos sob a letra dos dez mandamentos. Estamos sob o seu equivalente moral ensinado nas Epístolas, exceto no caso do único mandamento que era cerimonial; ou seja, o “shabbat”. Não existe nada que tenha o seu equivalente no Cristianismo. Os outros nove mandamentos – quanto ao seu conteúdo moral – nós os temos, mas não na forma de "fareis" e "não fareis". Mas, como a expressão da nova natureza que temos, como nascidos de Deus. Jamais nos lamentaremos se assim os respeitarmos. Será para nosso bem agora e por toda a eternidade. “Para que a justiça da lei se cumprisse em nós” (Rm 8:4); assim o fruto do Espírito será produzido em amor para com Deus, e para com todos que são nascidos de Deus. "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor" (Rm 13:10).

C. H. Brown (1884-1973)

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A HUMANIDADE SEM PECADO

DO SENHOR JESUS CRISTO


"Porque n'Ele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2:9).

"Para que em tudo tenha a preeminência" (Cl 1:18).


Antes de começarmos a falar em detalhes acerca deste assunto tão importante que é a Humanidade sem pecado do Senhor, é importante que chamemos a atenção para a glória de Sua bendita Pessoa. Ele é o “Verbo” eterno (Jo 1:1). Ele é o “Filho unigênito, que está no seio do Pai” (Jo 1:18). Ele é Aquele por meio de Quem todas as coisas foram criadas e é Quem sustenta “todas as coisas, pela Palavra do Seu poder” (Hb 1:2-3). Ele foi o “deleite” do Pai desde a eternidade (Pv 8:30 – JND), e “todos os anjos” são convocados a adorá-Lo como Homem (Hb 1:6). Os sábios do oriente também se prostraram, e “O adoraram”, como Criança (Mt 2:11).


Tendo estes pensamentos em mente, certamente, torna-se algo solene falar de Sua perfeita humanidade e devemos fazê-lo como adoradores, "levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo" (2 Co 10:5). O mistério de Sua gloriosa Pessoa está além da compreensão humana, como diz a Palavra: "Ninguém conhece o Filho, senão o Pai" (Mt 11:27). Portanto, uma vez que sabemos apenas aquilo que nos tem sido revelado pela Palavra, é importante que não nos aventuremos além das Escrituras da verdade, seja em nossos pensamentos, seja em nossos comentários acerca d'Ele.


Agora vamos, primeiramente, notar o que as Escrituras nos dizem acerca do primeiro homem, Adão, em inocência no jardim do Éden. Ele não tinha o conhecimento do bem e do mal antes de haver pecado, mas encontrava-se simplesmente num lugar de obediência (Gn 2:16-17). Quando foi criado, Adão não tinha uma natureza caída, tampouco tinha ele uma natureza santa, pois a santidade é a aversão ao mal e o deleitar-se no bem. Ele tinha uma natureza inocente, e isto ele perdeu com a queda – para nunca mais a recuperar, pois foi expulso do Éden, para nunca mais voltar (Gn 3:22-24). Os bebês que agora nascem neste mundo não nascem com uma natureza inocente, mas com uma natureza caída (Sl 51:5).


Quando chegou o tempo do Senhor Jesus nascer, conforme a promessa, a mensagem dada a Maria, a virgem, foi: "Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus" (Lc 1:35). Ele não era inocente, ou sem o conhecimento do bem e do mal; Ele era e é Santo. Ele é o Filho de Deus. Ele é o "Cordeiro sem defeito e sem mácula" (1 Pe 1:19 – ARA). As Escrituras afirmam: "Nele não existe pecado" (1 Jo 3:5 – ARA) – isto é, não existe a natureza pecaminosa (N.T.: “Nele o pecado não está”JND). Ele podia dizer: "Se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim" (Jo 14:30). O Senhor Jesus, bendito seja Seu nome, tinha somente uma natureza santa como Homem neste mundo, assim como Ele era Santo desde a eternidade (Hb 13:8; Sl 111:9).


Nós, que fazemos parte da raça de Adão, somos todos nascidos “em pecado” (Sl 51:5; Tg 1:14), e temos dentro de nós uma natureza caída. "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (Jo 3:6). É, portanto, necessário para o homem nascer de novo para estar apto para o reino de Deus. A vida que Deus nos dá quando nascemos de novo é a vida do próprio Cristo; por isso lemos "Cristo que é a nossa vida" (Cl 3:4). Nos é dito que esta vida (chamada de "o novo homem") "é criado em verdadeira justiça e santidade" (Ef 4:24). Lemos também que "qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a Sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus" (1 Jo 3:9). Estas passagens deixam, portanto, bem claro que Deus comunica ao crente a vida de Cristo que é criada em justiça e verdadeira santidade, e que não pode pecar.


Todavia, encontramos em nossos dias aqueles que, embora devessem ser claros com respeito à Pessoa de Cristo, ensinam a terrível doutrina de que Cristo poderia pecar, embora esses mesmos reconheçam que Ele não o tenha feito. Até mesmo o pensamento disso causa uma profunda tristeza no coração daqueles que O amam e adoram como Deus Filho. Um versículo que é usado erroneamente para apoiar tal ensino é Hebreus 4:15, onde lemos: "Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado". Acontece que, na realidade, este versículo nega enfaticamente o pensamento de que Cristo poderia pecar. Esta passagem existe para nos mostrar que o Senhor Jesus, como um Homem perfeito, sentiu plenamente tudo aquilo que um homem justo poderia sentir neste mundo de pecado, embora Ele próprio fosse "sem pecado" (ou "à parte do pecado"JND; "com exceção do pecado"VC Bíblia de Jerusalém). Ele sentiu fome, sede, cansaço e opróbrio, embora em Si mesmo fosse perfeitamente Santo. Quando o diabo veio a Ele, como aconteceu na tentação no deserto, não houve, dentro do Senhor, uma resposta à tentação, pois "n'Ele não há pecado" (1 Jo 3:5). Quando Ele Se recusou a transformar as pedras em pães sem uma ordem de Seu Pai, Ele continuou a sentir fome pois Ele era um Homem perfeito, e desta maneira "Ele mesmo, sendo tentado, padeceu" (Hb 2:18). Isso não sugere, por um momento sequer, que houvesse qualquer tendência n'Ele para desobedecer a Seu Pai. Ele tomou o lugar de um homem, e assim “aprendeu”, o quanto custa, “a obediência” (Hb 5:8).


Alguns afirmam que a palavra "tentado" perde o seu significado se não implicar a possibilidade de pecar. No entanto, tal afirmação é contrária às Escrituras e uma terrível desonra a Deus, pois as Escrituras não somente falam do Senhor Jesus como Homem sendo tentado, mas também que os homens tentaram a Deus nos tempos do Antigo Testamento (Sl 95:8-9). Porventura isto sugere que Deus poderia pecar? Que possamos ser guardados de tal desonra à Divindade. Nenhum verdadeiro filho de Deus poderá acalentar tal pensamento, a menos que não tenha compreendido a desonra que é para Deus e para o Seu Filho uma doutrina tão terrível. Como poderíamos descansar sobre Sua Palavra para nossa salvação se fosse assim? Graças a Deus que nos é dito que "é impossível que Deus minta" (Hb 6:18).


Portanto, a tentação do Senhor Jesus foi apenas para provar Quem Ele era como Homem aqui. Satanás foi ao primeiro homem, com suas tentações. Adão, e Adão cedeu; ele caiu. Satanás veio, então, com suas tentações ao Segundo Homem – “o Senhor é do céu” (1 Co 15:47) – mas encontrou Alguém aqui que tinha somente uma natureza santa e que respondeu a todas as tentações como um homem em completa dependência o faria; pela Palavra de Deus. Quando nós, como Cristãos possuindo a vida de Cristo, respondemos com a Palavra de Deus às tentações de Satanás, nós vencemos também. Infelizmente, entretanto, ainda temos a velha natureza caída tanto quanto a nova vida, e por isso é possível cedermos. "Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência" (Tg 1:14). Este versículo não se aplica ao Senhor Jesus pois Ele é Deus e, portanto, lemos "Deus não pode ser tentado pelo mal" (Tg 1:13).


Alguns poderão aludir ao que o Senhor Jesus disse a Seu Pai no Jardim do Getsêmani: "Não se faça a Minha vontade, mas a Tua" (Lc 22:42). Agora, isto é muito precioso quando visto à luz do seu verdadeiro significado. O Senhor Jesus, sendo O Santo, recuou daquele lugar onde seria feito pecado, onde Ele estava naquelas três horas de trevas (2 Co 5:21). Mas Ele era o perfeito Obediente, que veio para fazer a vontade de Seu Pai a qualquer custo. Vemos aqui a luz e o amor brilhando em todo o seu resplendor – o Senhor Jesus abominando o pecado, pois o pecado era tão contrário à Sua santa e bendita vontade, mas, em amor e obediência, fazendo a vontade de Seu Pai ao ir até a cruz para sofrê-la para que Deus pudesse ser glorificado e o pecado pudesse ser removido para sempre.


Em vez de tentarmos sondar o divino mistério da Pessoa do Senhor Jesus, que era Deus perfeito, e Homem perfeito, prostremo-nos em adoração como os sábios de outrora. Há duas coisas, claramente, ensinadas nas Escrituras: primeiro, a completa ruína do primeiro homem pela queda, resultando que seu desejo é inimizade contra Deus; e segundo, que Deus começa de novo, com Seu bendito e santo Filho, o Senhor Jesus Cristo, e Seu desejo era somente fazer “a vontade do (de Seu) Pai” (Mt 21:31; Jo 5:30; Jo 6:39). Quando Deus começa uma obra na alma de um homem, Ele lhe dá primeiro uma nova vida, e tudo aquilo que é aceitável e agradável a Ele flui daquela nova vida. "Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus" (Jo 1:13). "Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Rm 8:8). Se estamos esclarecidos quanto à gloriosa Pessoa do Senhor Jesus, em Quem toda a plenitude da Divindade teve o prazer de habitar, e quanto às duas naturezas no crente, seremos, sem dúvida alguma, guardados do horrível erro que é negar a humanidade sem pecado do Filho de Deus.


Que o Senhor possa guardar o coração e a mente do Seu povo, nestes dias de provações, de tudo e todos que atacam a Pessoa ou a obra do Seu amado Filho.

G. H. Hayhoe (1911-2003)

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SEPULTAR OU CREMAR OS MORTOS?


Chegou-nos um pedido para escrever alguma coisa sobre cremação. Qual é o pensamento de Deus para este assunto?


O costume entre os Israelitas era de sepultar os mortos, havendo até mesmo instruções na lei quanto ao sepultamento de um criminoso; “O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia:porquanto o pendurado é maldito de Deus: assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança” (Dt 21:23). A importância do sepultamento é acentuada em Eclesiastes 6:3: "Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos e se a sua alma se não fartar do bem, e além disso não tiver um enterro, digo que um aborto é melhor do que ele".


No Novo Testamento vemos que quando Herodes decapitou a João, os discípulos de João "levaram o corpo, e o sepultaram; e foram anunciá-lo a Jesus" (Mt 14:12). Profeticamente, foi escrito acerca do Senhor Jesus que esteve "com o rico na sua morte" (Is 53:9). Vemos isto ternamente cumprido por José de Arimatéia e Nicodemos. "Tomaram pois o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro. E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus" (Jo 19:40-42).


No início do período Cristão no livro de Atos, notamos que as primeiras três pessoas que morreram foram sepultadas. As duas primeiras foram Ananias e Safira; “E, levantando-se os mancebos, cobriram o morto, e transportando-o para fora, o sepultaram.… E logo caiu aos seus pés, e expirou. E, entrando os mancebos, acharam-na morta, e a sepultaram junto de seu marido” (At 5:6,10). Então, em Atos 8:2, vemos que "uns varões piedosos foram enterrar Estêvão". Vemos, portanto, que a prática Cristã é sepultar, e não cremar, os mortos.


Em nítido contraste a isso, o versículo em Amós 2:1 chama nossa atenção: "Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Moabe, e por quatro, não retirarei o castigo, porque queimou os ossos do rei de Edom, até os reduzir a cal". Essa extrema expressão de ódio de um contra o outro, atraiu o castigo de Deus. Vemos também que o próprio Deus, no julgamento final da besta, a entrega para ser queimada (Daniel 7:11; Apocalipse 19:20).


Todo crente pertence a Deus, pois a Palavra diz: "Não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus" (1 Co 6:19-20).


A esperança do crente, é a vinda do Senhor, para nós enquanto ainda estamos vivos. Todos os crentes que morreram serão ressuscitados e nós seremos transformados, conforme nos é dito em Filipenses 3:20-21: "Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas".


Aprendemos, então, que este corpo que Deus nos deu para viver é precioso para Deus – pertence a Ele – e deveremos tratá-lo cuidadosamente e respeitosamente, tanto enquanto vivermos, como também na morte.


Os ímpios tentam, com frequência, fugir de Deus e do juízo vindouro ao recomendar que seus corpos sejam queimados, e as cinzas sejam espalhadas pelo oceano. Tudo em vão. Nosso Salvador, como Filho do Homem, é apresentado no primeiro capítulo de Apocalipse como Juiz. Nos versículos 17 e 18 Ele diz: "Eu souo que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte (o lugar onde está o corpo) e do inferno (hades, o lugar dos espíritos que partiram)" (Ap 1:17,18). Ele usará essas chaves primeiro na ressurreição do justo e então, mais tarde, na ressurreição do injustos; “há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos” (At 24:15).


Não estamos sob a lei, mas sob a graça. Deus nos tem revelado o Seu pensamento tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A maneira apropriada de se tratar o corpo é o sepultamento, e não a cremação.

C. Buchanan (1917-2012)

Christian Treasury – Dez/1990


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PERGUNTAS E RESPOSTAS

Continuação nº 33


P: O que dizem as Escrituras quanto ao estado da alma do crente após a morte, e antes da vinda do Senhor? Porventura, aqueles que "dormem em Cristo" podem vê-Lo agora, ou não poderão fazê-lo até que o corpo e a alma sejam reunidos?

R: "Morrer é ganho" disse o apóstolo (Fp 1:21). Portanto o crente leva vantagem com a morte do corpo. Se o estado de separação do corpo e da alma fosse meramente um sono da alma, como poderia o apóstolo ter usado tal expressão? Certamente, ele teria preferido permanecer e trabalhar para o seu Senhor no corpo, do que cair no sono enquanto aguardasse por Seu retorno.

No mesmo capítulo encontramos que "estar com Cristo" (Fp 1:23), é a condição de alguém cujo corpo dorme no pó; "É ainda muito melhor" (Fp 1:23). A expressão "em Jesus dormem" não dá o sentido correto de 1 Tessalonicenses 4:14 que é "dormem por meio de Jesus".

A morte em si nos pertence, pois Jesus a anulou para nós. Nós já morremos na Sua Pessoa. Quando, por conseguinte, o corpo morre, nos é dito apenas que ele foi posto a dormir por meio de Jesus. Deixamos o nosso tabernáculo terrestre, e o resultado é “habitar com o Senhor”, pois "temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor" (2 Co 5:8). Certamente tal palavra ou pensamento jamais seria compatível com um mero dormir. "Habitar com o Senhor" é, com certeza, ganho. O crente, estando já morto e ressuscitado (“em Cristo Jesus”Ef 2:6), tem agora a morte como sua amiga.

Quanto a vermos o Senhor enquanto estivermos fora do corpo, lemos no registro do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31), que aquele "viu ao longe Abraão" (Lc 16:23), e essa linguagem foi usada pelo Senhor ao falar do estado da alma separada do corpo. Paulo diz, "Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso?" (1 Co 9:1). Por que iria então sua passagem para fora do corpo impedi-lo de ver ao Senhor? O Senhor teve que abrir os olhos de Seus discípulos para que O reconhecessem após haver ressuscitado. Ainda que nosso corpo pudesse impedir que enxergássemos um Jesus ressuscitado, acaso seria preciso um corpo transformado para que pudéssemos vê-Lo agora? Todavia o Senhor não achou apropriado dar todas as respostas. Sendo assim, busquemos ter, diante de nossa alma, a Ele e Sua vinda, como nossa esperança e gozo.

Scripture Notes and Queries

F. G. Patterson (1832-1887)

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QUANDO EU FOR VELHO


Senhor, Tu sabes, melhor do que eu, que os anos estão se passando, e logo serei um velho. Quando isto acontecer, guarda-me de tornar-me um tagarela, e guarda-me, principalmente, do terrível hábito de pensar que devo sempre dar a minha opinião, a respeito de todo assunto, e em qualquer ocasião.


Livra-me do extremo desejo, de pôr ordem nos negócios alheios. Conserva minha mente livre de ficar recitando detalhes sem fim e, em qualquer conversa, dá-me asas para voar direto ao ponto que interessa.


Rogo por graça suficiente, para ouvir as histórias das dores de meu próximo. Ajuda-me a suportá-las com paciência. Mas não permita que saia de meus lábios nenhuma palavra acerca de meus próprios sofrimentos e de minhas dores. Estas estão aumentando, e meu prazer em ficar falando delas aos outros aumenta à medida em que os anos passam.


Não ouso rogar por uma memória eficaz, mas peço que cresça em mim a humildade e diminua minha oposição às gloriosas lições que tenho a aprender nas ocasiões em que eu possa estar errado.


Conserva-me sensível e amável. Não quero me tornar um velho mal-humorado, o que é uma das obras-primas do diabo. Dá-me seriedade, mas não permita que eu me torne rabugento; torna-me prestativo, mas não permita que eu fique "mandão". Com a "vasta bagagem de sabedoria" que acumulei, pode até me parecer um desperdício não usá-la a todo momento, mas Tu sabes, Senhor, que eu gostaria de terminar minha vida tendo, pelo menos, alguns amigos…


Dá-me a habilidade para enxergar coisas boas onde for menos provável, e talentos naqueles de quem menos espero. E dá-me, Senhor, a graça de dizer isto a eles. Amém"

Autor Desconhecido

The Christian Newsletter


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A CAUSA DA MORTE


As Escrituras apresentam três razões para a morte física de um Cristão:


1. Um Cristão pode morrer porque sua obra está terminada. Paulo podia dizer: "O tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" (2 Tm 4:6-7). Pedro escreveu: "Sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, como também nosso Senhor Jesus Cristo já mo tem revelado" (2 Pe 1:14). A obra deles estava terminada.


2. Um Cristão pode morrer para a glória de Deus. Jesus disse a Pedro que ele seria martirizado, e que por sua morte ele glorificaria a Deus: “mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos; e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras. E disse isto, significando com que a morte havia ele de glorificar a Deus” (Jo 21:18-19). Muitos mártires morreram para a glória de Deus.


3. Um Cristão pode morrer sob a disciplina de Deus. Paulo tinha uma recomendação de como deveria ser tratado o homem na congregação em Corinto, aquele que estava vivendo em adultério. Ele deveria ser “entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor” (1 Co 5:5). Quando Paulo repreendeu aos Coríntios por sua incredulidade com respeito à Ceia do Senhor, ele disse: "Por causa disto, há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem" (1 Co 11:30). Em Atos 5, Ananias (v.5) e Safira (v.10) foram castigados com a morte física por causa de sua mentira. Os versículos em 1 João 5:16-17 se referem a Cristãos e falam dos que "pecarem para morte".

J.Kilcup (1929-2010)


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TUDO OU NADA


As “duas pequenas moedas” (Mc 12:42), dadas pela viúva ultrapassaram, na avaliação de Deus, a soma de todas as ofertas. É relativamente fácil dar dezenas, centenas e milhares de nossos tesouros acumulados; mas não é fácil privar a si mesmo de um simples conforto ou de algo supérfluo, isto para não falar de algo que seja verdadeiramente necessário. Mas ela deu todo o seu sustento à casa do seu Deus. Foi isso que a colocou numa afinidade moral de espírito com o próprio Senhor bendito.



Mas por que será que o Espírito tomou tanto cuidado em registrar que ela "depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante"? (Mc 12:42 – ARA). Por que Ele não se contentou em dizer "depositou um quadrante"? Ah! isto não atingiria o Seu propósito. Isto não desvendaria algo de rara beleza: o verdadeiro toque de uma devoção total do coração. Se ela tivesse tudo em uma só moeda, ela teria dado tudo ou nada. Tendo o valor em duas moedas, ela tinha a opção de guardar metade para seu próprio sustento. E na verdade, muitos de nós consideraríamos uma devoção extraordinária dar à causa do Senhor metade de tudo o que possuímos neste mundo. Mas aquela pobre viúva tinha todo o seu coração para Deus. Este era o propósito. Não havia reservas quaisquer que fossem. O seu próprio eu e seus interesses estavam completamente fora de cena, e ela lançou todo o seu sustento naquilo que para o seu coração representava a causa de seu Deus. Que Deus nos conceda algo deste espírito!

C.H.Mackintosh (1820-1896)

Extraído do texto original: “The Two Mites”

Things New and Old: Volume 16


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DATAS BÍBLICAS


A vida humana foi encurtada pela metade, diversas vezes. O homem que viveu por mais tempo após o dilúvio foi Héber, que viveu 464 anos, um pouco mais do que a metade da idade de Metusala (Matusalém), 969 anos, que foi quem viveu mais tempo, dentre os homens que viveram antes ou depois do dilúvio. O tempo mais longo que alguém já viveu, após a dispersão ocorrida em Babel, foi o de Reú, que viveu 239 anos, um pouco mais que a metade da idade de Héber. No deserto, a vida foi novamente encurtada para quase metade da idade de Abraão (Sl 90:10). O bendito Senhor foi tirado "no meio" ou na metade de Seus dias como homem (Sl 102:24).


As Escrituras não fornecem um registro do nascimento ou da morte de nenhum dos descendentes de Caim, mas apenas registram os seus feitos (Gn 4).


Sete, terceiro filho de Adão, em quem a linhagem da graça teve continuidade, foi contemporâneo de todos os patriarcas antediluvianos, com exceção de Noé.


Matusalém foi contemporâneo de Adão por mais de 200 anos, e de Noé por cerca de 600 anos.


Enoque, que andou com Deus, foi contemporâneo de Adão por cerca de 300 anos, e de Noé por igual período; e então, a verdade e revelação de Deus que dispunham, foi passada de um para o outro num período de 1656 anos.

Christian Treasury – Dez/1990


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PENSAMENTOS


Se você quiser ser miserável, olhe para dentro de si.

Se você quiser ser distraído, olhe ao seu redor.

Se você quiser ser feliz, olhe para cima!


Mostre-me um coração que está aguardando por Cristo, e eu lhe mostrarei um par de mãos ocupadas com Ele.


O fruto do Espírito não é algo que possamos produzir por nossas próprias forças. Somente a vida de Cristo em nós é que pode produzi-lo.


As duas grandes atividades de um santo são a fé e o amor, e ambas são exercidas fora de mim mesmo: fé para confiar n'Aquele que me ama, e amor para servir àqueles que Ele ama.


Dar ao Senhor, e em Seu nome a outros, não se trata de algo que nós fazemos; trata-se do resultado do que nós somos.


Nos caminhos de Deus não há atalhos.


"Eu nunca prego um sermão sem pensar na possibilidade do Senhor usá-lo para chamar o último dos santos, que completará o número dos eleitos de Deus e acarretará na volta do Senhor".

D.L.Moody (1837-1899)


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