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  • Palavras de Edificação 27

    (Revista bimestral publicada originalmente em Maio/Junho 1990) ÍNDICE O mesmo Senhor Descerá do Céu Um Breve Estudo sobre 1 Tessalonicenses Capítulo Primeiro – A Fé, o Amor e a Esperança Capítulo Segundo – As Dificuldades Capítulo Terceiro – Com Todos os Seus Santos Capítulo Quarto – O Mesmo Senhor Capítulo Quinto – Conservados Irrepreensíveis O Falso Messias A Nova Esperança Para que são os Milagres A última Trombeta O fim de uma Jornada O Prego Filhinhos, Guardai-vos dos Ídolos. Amém. 1 João 5:21 Andar com Deus "O MESMO SENHOR DESCERÁ DO CÉU" Um Breve Estudo sobre 1 Tessalonicenses A volta do Senhor, amado irmão, é o assunto que gostaria de tratar. Antes da vinda do Senhor a este mundo, as Escrituras não mostravam muita coisa acerca do céu. Porém, tão logo Ele aqui chegou, veio do céu um testemunho dirigido aos pastores de ovelhas, que anunciava haver “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na Terra entre os homens, a quem Ele quer bem” (Lc 2:14 – ARA). E a primeira palavra a testemunhar do Senhor veio do céu – pela voz de Deus – dizendo: "Tu és Meu Filho amado, em Ti Me tenho comprazido" (Lc 3:22). Em João 17 encontramos o Senhor aqui na Terra conversando com Seu Pai no céu acerca do Seu povo celestial, com o coração transbordando de amor e cuidado para com os Seus. Então, depois de tudo consumado e de volta ao céu a fim de Se assentar à destra do Seu Pai, a glória pôde brilhar vinda das alturas, pois Deus quis que a glória do Seu amado Filho fosse vista. Essa glória foi a que literalmente brilhou quando Estêvão foi martirizado; ele viu o Filho do homem olhando para si e pôde falar com Ele. Na epístola aos Hebreus, vemos coisas maravilhosas pois este Homem, Jesus, está no céu. Todas as coisas tão diferentes que encontramos naquela epístola são apresentadas pelo Espírito Santo a fim de alimentar a nossa alma com coisas celestiais. Se minha cidadania é celestial, o que mais poderia esperar? Que deveria haver uma porção maior das coisas deste mundo em minha mente? Mais das coisas deste mundo em meu coração? Ou deveria eu esperar que houvesse mais das coisas do céu em minha mente; mais das coisas do céu em meu coração? Oh! Certamente meu desejo deve ser que haja mais das coisas celestiais em minha mente e mais das coisas celestiais em meu coração! Possuo, por assim dizer, o melhor de minha porção neste exato momento. Nós ainda não chegamos à casa do Pai, mas já temos o coração do Pai. E o que é melhor possuirmos – a casa do Pai ou o coração do Pai? Certamente que é o coração do Pai! Iremos, evidentemente, entrar na casa do Pai e então, com toda a certeza, poderemos conhecer melhor o coração do Pai; mas então, assim como agora, tratar-se-á do mesmo assunto, da mesma canção. Vamos agora tratar da volta do Senhor, para o que gostaria de me valer da epístola aos Tessalonicenses, a qual traz revelações a respeito desta verdade. Ali encontramos, por assim dizer, uma lâmpada a derramar sua luz sobre todas as circunstâncias, sobre tudo o que encontramos neste mundo. Capítulo Primeiro – A Fé, o Amor e a Esperança Gostaria de me referir a dois versículos do primeiro capítulo, mas antes devo lembrar que a primeira epístola aos Tessalonicenses trata da vinda do Senhor para o Seu povo, enquanto que a segunda epístola nos fala da Sua vinda para o mundo. "Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações. Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho da caridade (amor), e da paciência da esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai" (1 Ts 1:2-3). Estas três palavras, fé, amor e esperança; e, aquelas que as acompanham, com seu significado enfatizado por estarem juntas, como obra da fé, trabalho do amor e paciência da esperança, nos mostram claramente como se encontravam os tessalonicenses, e quais as características que devemos ter. Vejamos a "obra da vossa fé" ou, como diz em outra versão, a "operosidade da vossa fé" (ARA). Conhecendo a essência daquilo que temos diante de Deus, nossa fé pode trabalhar enquanto ainda estamos aqui neste mundo. Quando subirmos para o lar, então, teremos descanso, mas enquanto estivermos aqui deve haver a “operosidade da fé”. Em seguida encontramos "trabalho do amor" (TB). Podemos notar que entre os tessalonicenses havia trabalho conectado com o amor que possuíam. Havia muitas coisas pelas quais eles tinham que passar. Os tempos eram difíceis. Porém, uma vez mais podemos encontrar esperança conectada a isso, e não somente esperança mas "paciência da esperança". Não era algo que deveria sofrer desgaste. Tinha que durar e efetivamente durou. Há, porém, outra coisa que iremos notar: tudo isso estava "diante de nosso Deus e Pai". Eu não somente tenho “fé, esperança e amor”, mas estou revestido de tudo isto diante de Deus. Ele olha para mim não apenas para ver se estas coisas estão com sua luz emanando de mim, mas procura ver se é em Sua presença que estas três coisas estão brilhando. Os pobres efésios perderam seu “primeiro amor” (Ap 2:4). Havia abundância de obras, mas quando Deus olhou para seu coração não encontrou nele o amor. A “obra da fé, o trabalho de amor e a paciência da esperança” são coisas que devem estar juntas diante de Deus nosso Pai. Mais adiante lemos: "…não temos necessidade de falar coisa alguma; porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro. E esperar dos céus a Seu Filho, a Quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura" (1 Ts 1:8-10). A fé dos tessalonicenses dava testemunho do que tinha sido o trabalho de Paulo entre eles, e assim testemunhando, aguardavam o Filho de Deus vindo dos céus. Se o coração não pudesse obter a certeza de que Aquele que vem é o Libertador da ira que está por vir, essa vinda não seria suportada. Mas você sabe que somos "guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo" (1 Pe 1:5) e, sendo assim guardados por Deus para uma salvação assegurada, podemos pacientemente esperá-la, e não apenas esperar pela salvação, mas esperar por uma determinada Pessoa, o próprio "Jesus, que nos livra da ira futura" (1 Ts 1:10). É este, amado irmão, o fulgor da esperança que tenho. No que diz respeito a mim mesmo, posso não estar com tudo tão correto quanto poderia desejar; posso não ter tudo em ordem em minha própria casa, e é com tristeza que o digo. Mas há um algo mais além! Ele diz, "Certamente cedo venho" (Ap 22:20). E Ele certamente virá! Ele é Aquele cuja volta está nos planos de Deus. O propósito de Deus é que Ele venha e que, assim vindo, possa colocar todos os inimigos de Deus sob Seus pés, e estabelecer um novo céu e uma nova Terra onde habita a justiça. Ele será fiel a Seu Deus e Pai; certamente cumprirá tudo o que Deus Lhe deu para fazer. Não nos admira que quando olhamos para o nosso andar à luz de Sua vinda, nos consideramos indignos d'Ele. Eu não poderia esperar que nos sentíssemos de outra maneira. Mas eu gostaria que pudéssemos ter sempre, diante de nossa mente, a Pessoa do Senhor Jesus Cristo, levantando-Se de Seu lugar à direita do Pai a fim de vir nos buscar. Creio que bem cedo isto iria tornar o nosso andar mais consistente e colocaria as nossas afeições, nosso coração e pensamentos em perfeita ordem. Acaso não é esta uma radiante esperança? Ele virá, e em Sua vinda irá reivindicar a Igreja para Si, pois diz em João 14:2-3: "Na casa de Meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também". Ele ainda não cumpriu Sua promessa feita a Pedro. Pedro já está com o Senhor, mas ainda não foi levado para a casa do Pai, e não o será até irmos todos juntos estar lá com Ele. Será que não há algo de afetuoso nisto? Acaso não existe nada de adorável na idéia de irmos estar na casa do Pai? Será que não existe nada de maravilhoso acerca do coração daquele Filho que, embora tendo estado assentado por quase dois mil anos à direita de Deus, continua pensando em voltar para o Seu povo aqui? Porventura não há algo extremamente amoroso em tudo isto? Ele virá sobre a nuvem de glória. Ele virá para levar Seu povo para o lar. Nós nunca O vimos, mas então poderemos vê-Lo. Não podemos ficar sem Ele, e Ele não ficará sem nós! Nós O veremos com nossos próprios olhos! Nós O escutaremos com nossos próprios ouvidos! Em tudo seremos semelhantes a Ele na glória. Capítulo Segundo – As Dificuldades No primeiro capítulo os tessalonicenses passavam por uma difícil noite. Paulo nos mostra que só depois de nos encontrarmos fora de perigo, é que podemos enxergar com clareza tudo o que passamos. Então, no segundo capítulo, Paulo toma as dificuldades pelas quais ele próprio teve que passar e, enquanto as contempla, não vê nenhuma delas separada de Cristo. Ele lhes diz: – Sofri tortura ao tentar chegar a vocês, e vocês têm sofrido coisas terríveis na minha ausência, mas quando estivermos no lar, na glória, então não haverá dificuldade alguma para eu estar com vocês! Todas estas dificuldades que passei, que foram permitidas para me manter longe de vocês, não existirão mais, e naquele dia vocês serão minha glória e meu gozo – e do Senhor também. Isto é uma verdade, e que bendita verdade; nós a receberemos juntamente com Ele. Nenhuma porção da glória ou da graça deixará de fluir por meio d'Ele, e eu direi: – Oh! Conheço Aquele que cumpriu todas as coisas, o Responsável por toda esta glória! Um trabalha em uma direção, outro em outra, mas, quaisquer que sejam os resultados, tudo se encontra verdadeiramente subordinado a Ele. Foi o Companheiro de Jeová (Zc 13:7) Quem cumpriu tudo. Foi Ele Quem executou todo o trabalho. E que gozo será para Ele ver os pequenos círculos ao redor de cada obreiro. Aqui, Paulo, cercado por seus queridos tessalonicenses, sua glória e coroa; e ali, mais adiante, algum outro obreiro, com o seu círculo ao seu redor; e em todos eles Cristo irá ver tudo o que a Sua própria graça produziu. Não creio que meditamos o suficiente, a respeito daquela comunhão na glória, como réplica de nossa comunhão aqui neste deserto. Todos os detalhes, e dificuldades da jornada pelo deserto terão seu correspondente na glória; será nossa coroa de regozijo em Cristo. É verdade que isto tem o seu lado triste, mas, como diz Paulo: "Porventura não o sois vós também?" (1 Ts 2:19). Naquele dia, quando todas as dificuldades tiverem passado, minha glória e gozo será aquilo que Deus fez em vós por meio de mim! Que coração Cristo tem! Não há um coração tão desinteressado como o d'Ele! Ele adora ceder a outros o privilégio de executar aquilo que Ele próprio poderia estar fazendo. Ele mesmo, lá da Sua glória, poderia ter convertido a todos, assim como fez com Saulo de Tarso, mas não desejou que fosse assim. Ele gosta de trabalhar por intermédio de outros. Mas será que existe trabalho a fazer? Ora, porventura não existem olhos para serem enxugados? Acaso não há, entre os santos, coração partido para ser tratado? Será que não existe nada assim para ser feito entre o povo de Deus? Bem… então vá fazê-lo! Demonstre a paciência de Cristo, pois estará reservado algo de bendito para aquele dia, conectado a todo o trabalho exercido entre os santos. Capítulo Terceiro – Com Todos os Seus Santos No capítulo seguinte Paulo nos mostra algo mais. O Senhor é apresentado trazendo do céu, Consigo, todos os que são Seus. "Para confortar o vosso coração, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os Seus santos" (1 Ts 3:13). "Com todos os Seus santos". Isto é o que chamamos de Epifânia – a manifestação de Cristo. Após O havermos encontrado e termos subido com Ele para a casa do Pai, Ele nos traz novamente Consigo. Ele vem “com todos os Seus santos”. Eu não quero supor, que o apóstolo poderia abrir o seu coração de uma forma mais simples, do que aquela que ele faz nestas palavras. Cristo foi preparar lugar para ali introduzir a Igreja – na casa do Pai; mas o amor divino irá nos trazer com Ele em glória manifesta. O desejo do apóstolo, é que não manifestemos em nós mesmos, e enquanto estivermos aqui, qualquer coisa que venha a estragar o momento em que o Senhor nos trará Consigo. Acaso não existe algo de peculiar na expressão "para Se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem"? (2 Ts 1:10). Ele será admirado em Seus santos! Sendo assim, será que não existe qualquer separação, nem mesmo uma, entre Cristo e Seus santos? Nenhuma! Não há qualquer separação em razão de Seu sangue que foi derramado. Ele deu Sua vida em resgate pelos Seus, e no céu não haverá separação. Antes de subir para o Pai, Ele procurou primeiro o Seu povo. Não há separação entre Ele e a Igreja. Ele virá com todos os Seus santos! Oh, que coração maravilhoso Cristo tem! E que mente é a que Deus possui! Ele escolheu Alguém em Quem pode amarrar com segurança todos os Seus planos. Se alguém deseja enrolar uma corda em algo onde ela possa ficar firmemente amarrada, precisa antes saber se pode fazê-lo com segurança. Ninguém enrolaria uma grossa corda em uma frágil varinha. E assim Deus não poderia, por assim dizer, ter qualquer um como o centro de todas as coisas, a não ser o Seu próprio Filho. Todos os Seu santos estão ao Seu redor, e Ele irá trazê-los Consigo em glória. E o que dizer de meus sofrimentos aqui neste mundo? Com toda certeza há, neste exato momento, poder suficiente nesta esperança para encorajar o coração. E se me encontro agora sob o árduo peso das dificuldades? Devo ser visto com Ele; ser apresentado como quem mantém o mal sob vigilância e está, juntamente com Cristo, apto para ensinar o mundo a se regozijar. Devo ser visto com Ele. Capítulo Quarto – O Mesmo Senhor Vemos agora, no capítulo 4, que existem algumas coisas que são marcantes, e que nos são apresentadas conectadas com Sua vinda. A primeira delas é a ambição, ou, como o apóstolo a chama aqui, "paixão de concupiscência" (1 Ts 4:5). Trata-se do coração que não está satisfeito com Deus, e com a porção que Ele fornece – ou seja, o esforço constante de se tirar proveito das coisas deste mundo. Isto, nada mais é, do que o poder do espírito ímpio influenciando o coração separado de Cristo, que ainda procura se satisfazer com as coisas deste mundo, vindo a descobrir, tal qual o jovem da parábola que tentava se alimentar com o alimento dos porcos, que de maneira nenhuma poderá se satisfazer com as bolotas dos porcos. Ele logo se verá na lamentável condição de estar procurando descobrir se existe algo na comida dos porcos que possa lhe fazer bem. Por fim, descobrirá que as bolotas são apropriadas somente para o estômago de um porco, e que não há alimento para si. Então encontramos lamento. O que pode ser considerada uma porção satisfatória? Não encontro nenhuma aqui neste mundo, que possa ser considerada como tal. Devo esperar não apenas por um feliz encontro, mas pela Pessoa cujo poder inerente, irá se revelar em meio às dificuldades em que encontrará Sua Igreja quando vier buscá-la. Paulo disse aos tessalonicenses; que Deus iria levar Consigo aqueles amigos, e parentes que lhes eram mui queridos, os mesmos que eles pensavam ter perdido a chance de estar com Cristo na glória. E estas palavras vêm, desde então, satisfazer os anseios de cada coração que se encontra em uma circunstância semelhante. Tenho um pensamento, e sei que ele me causa uma forte impressão. Penso que aquilo que emana de Cristo, é o que nos dá o poder para olharmos para cima. "Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com Ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4:13-18). Existe tudo o que é necessário para despertar a atenção na forma como o assunto é introduzido: “o mesmo Senhor descerá do céu”. Quando? Será que diz isto ali? Não! Não nos é dado saber quando. Mas pensar Naquele sem o qual “nada do que foi feito se fez” (Jo 1:3); Naquele em cujas mãos tudo foi entregue por Deus – pensar Naquele Homem que está prestes a descer do céu outra vez! O fato de existirem pessoas, que insistem em afirmar, que a morte dos santos é a vinda do Senhor revela a estupidez da mente humana! Se eu morrer hoje à noite, eu irei para o Senhor; o Senhor não desce do céu para que isto ocorra. Quando Estêvão estava morrendo, olhou para o alto, e viu o Senhor que esperava por ele no céu; ele não viu o Senhor descendo do céu. Mas o Senhor irá descer. Ele sairá daquele trono no momento determinado. Ele descerá daquela glória sobre a nuvem. Ele “descerá do céu”. Há tudo o que é necessário, na forma em que nos é apresentado, para cativar a alma, despertando nela indagações; e então, mais além, é prudentemente anunciado: "o mesmo Senhor". Existe apenas um Senhor. E então, contemplaremos a glória! Oh! e não somente isto mas também a graça! É com “a Sua palavra de ordem” (ARA), “com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus”. Nunca leio estas palavras sem que me ocorram certos pensamentos. Sua voz já foi ouvida neste mundo antes deste evento. Seus discípulos ouviram-No orar. No momento em que pediu que vigiassem com Ele, Sua voz se elevou em oração ao Seu Pai, e foi ouvido quanto àquilo que temia. Mas Ele não tomou para Si a direção dos acontecimentos. Ele deixou que Seu Pai fizesse tudo, da maneira como desejasse. Pedro, por que você agiu daquela maneira, desembainhando sua espada e arrancando a orelha do servo? O Senhor colocou Sua mão sobre o ferido, e imediatamente o curou. O Senhor não poderia ser libertado, pois tinha que dar Sua vida por Suas ovelhas. Por outro lado, está claro que Ele tomou a direção dos acontecimentos quando, ocultamente, permitiu que Saulo de Tarso estivesse presente por ocasião da morte de Estevão, e também quando lhe dirigiu o chamado na estrada para Damasco. Foi, por assim dizer, estando "detrás dos bastidores" que Ele falou e conduziu todas aquelas coisas, mas virá o momento, por ocasião da Sua vinda, que Ele irá falar de uma forma bem diferente. O "alarido", trata-se de uma "palavra de ordem" (ARA), como o chamado para os soldados apresentarem as armas; e seu som será ouvido, anunciando que o tempo é chegado. Mas será também uma voz agradável! Ele próprio deixará o trono! Ele próprio chamará pelos Seus! Ele é Aquele que conduz todas as coisas! Ele é o Servo perfeito. Ele não sai do trono do Pai antes da hora, mas quando o fizer, será com um grito de chamada. E então lemos da "voz do arcanjo" (ARA). O Senhor a faz elevar. O tempo é chegado, e que anjo nos céus não estaria disposto a se sujeitar alegremente a Ele? Lemos também que é soada a "a trombeta de Deus". Deus a faz soar. O Senhor está vindo do trono de Seu Pai; é a ordem que coloca em cena as bênçãos. Então, além de tudo (até aqui não há nada de novo para nós), há duas coisas que Ele apresenta. Ele diz, "Eu Sou a ressurreição e a vida" (Jo 11:25). Nós, já nos encontramos associados com Ele em vida ressurreta nos lugares celestiais. Ele nos fez conhecer isto, porém irá nos dar uma nova exibição do que se trata. Acaso você tem estado a imaginar como Cristo está conservando os corpos dos que morreram? Você conhece o coração que Ele possui e, portanto, sabe com que afeição está cuidando deles! Você sabe que Ele conhece exatamente onde se encontra o pó do corpo de Estêvão ou de Paulo, e que o Seu olhar não deixa passar uma partícula sequer! E Ele está pronto para transformar tudo quando o momento chegar. É Ele próprio Quem o fará. Ele não disse que enviaria algum tipo de poder a fim de dar o toque vital. É Ele próprio Quem o faz. Ele declara que os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Oh! que porção de esperança é esta para aqueles que tiveram que batalhar contra a morte; para aquele que teve que tomar algum ente querido e baixá-lo à sepultura! Ausente do corpo, mas presente com o Senhor. Oh, morte! Eu serei sua ruína, diz o Senhor. Ele vem para por fim à disputa, e os mortos “em Cristo ressuscitarão primeiro”. Ele vem para expor Sua glória quanto à ressurreição. Vindo o Senhor, em todos os lugares o pó devolve os mortos que pertencem a Cristo! Ah, sim! É isto que Ele nos apresenta aqui! Você gostaria de ver a ressurreição cumprida – cada canto desta Terra abrindo-se para deixar sair do pó aquele que está dormindo? Há amor supremo para os mais fracos e temerosos cujos corpos estejam dormindo no pó. E, então, vemos o que sucede para "os vivos"! Isto diz respeito a você e a mim. Se Ele viesse hoje mesmo, derramaria tamanho manancial de vida em nós que não nos sobraria nada a não ser imortalidade. Costumamos escutar as pessoas citarem Hebreus 9:27 de maneira errada. Costumam dizer: "a todos os homens está ordenado morrerem uma vez". O correto é "aos homens está ordenado morrerem", e não "a todos os homens". Se o Senhor viesse esta noite, não nos seria necessário deixar o corpo. O apóstolo nos mostra em seguida o conforto que é isto para nós. O que nos traz conforto? A ressurreição e a vida? Não! O que nos traz conforto é o Senhor que é tudo isso para nós! Capítulo Quinto – Conservados Irrepreensíveis No último capítulo nos é apresentado um pouco do estado em que se encontrará o mundo quando o Senhor fizer tudo isso. Eles não têm nem idéia da vinda do Senhor. Pertencem à noite; mas nós não somos da noite. O povo do Senhor está esperando por Ele, mas Ele nos mostra que as pessoas deste mundo não são assim. Então o Senhor demonstra o Seu próprio desejo e também do Espírito Santo. "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Ts 5:23). Aqui está uma palavra fortíssima e abençoada, ainda que simples. Os pensamentos do Espírito de Deus, e os pensamentos do apóstolo, não estavam no fato de eu ser levado a conhecer as coisas celestiais, de Deus e de Cristo, para depois estragar o meu andar pelo relacionamento com as coisas de Sodoma e Gomorra. Pelo contrário, o pensamento do Senhor é que nosso "espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (1 Ts 5:23-24). Ele não está falando de livrar meus membros da lei do pecado e da morte. Ele não está falando de me colocar em um lugar onde não terei mais conflito. Ele não está falando de me tirar do deserto. Mas Ele está, isto sim, falando de Sua graça que irá me conservar inculpável. Ele não está dizendo, que naquele dia Deus nos verá inculpáveis. Pelo seu próprio andar, o apóstolo estava persuadido de que Cristo seria magnificado em seu corpo, fosse pela vida, fosse pela morte. E quando fez tal afirmação, ele estava certo de que Cristo seria magnificado; não lhe passava pela cabeça a idéia de ser desaprovado em seu próprio andar. Não! Esta palavra é para fortalecer o coração dos filhos de Deus. Foi Ele Quem os chamou e Ele o fará. Se Deus vai mantê-lo inculpável, então, ponha isto em sua mente, você é invencível! Pense bem nisto: você está destinado a vencer! Lembre-se bem: você não irá fracassar! Você vencerá pois Ele o manterá inculpável. Vejo Deus Se colocando diante de mim, dizendo: – "EU SOU a Pessoa que irá mantê-lo inculpável até àquele dia". J.N.Darby (1800-1882) voltar ao Índice O FALSO MESSIAS Uma determinada pessoa, um homem judeu e apóstata, é o anticristo que encontramos nas profecias das Escrituras. Há aqueles que costumam apresentar o anticristo como o líder civil do império romano, mas não é verdade. O anticristo é o falso messias, o ministro de Satanás para com os judeus em Jerusalém, operando sinais e fazendo maravilhas por meio de um poder vindo diretamente de Satanás. Ele se assenta no templo de Deus, que estará construído em Jerusalém, e exige ser adorado como Deus. A besta (Roma), o falso profeta ou anticristo, e também o dragão (Satanás) são deificados e adorados, numa imitação da adoração que é devida ao Pai, Filho e Espírito Santo. A nação apóstata de Israel aceita o anticristo como seu rei. Ele definitivamente não se trata de um grande poder político. É verdade que exerce influência sobre a cristandade, mas no seu aspecto religioso, e não politicamente. O governo do mundo ocidental, civil e político, está nas mãos do grande chefe gentio. É ele, cujo trono se encontra em Roma, quem rege politicamente sob o comando de Satanás. O anticristo tem seu trono em Jerusalém, enquanto que o líder do domínio gentio, o tem em Roma. Os dois homens são ministros de Satanás, aliados em iniquidade. Um é judeu, o outro gentio. Ambos, estão presentes por ocasião da vinda do Senhor em juízo, e ambos, são lançados vivos no lago de fogo – uma sentença eterna. O termo anticristo, é usado apenas pelo escritor do Apocalipse, o que faz por quatro vezes, em 1 João 2:18, 22; 4:3 e 2 João 1:7, uma delas no plural (1 Jo 2:18). Destas passagens tiramos muitas coisas importantes: O surgimento de anticristos é uma marca clara do "fim dos tempos" (Dn 11:13) e eles são apóstatas; O anticristo se coloca em direta oposição àquilo que é vital ao cristianismo, a saber, a revelação do Pai e do Filho, e também à verdade distinta do judaísmo – Jesus, o Cristo (1 Jo 2:22). A Santa Pessoa do Senhor é também objeto do ataque satânico. Tudo isso atinge o seu clímax no anticristo que vem; nele toda sorte de mal religioso chega ao seu mais alto grau. Paulo, em uma de suas mais antigas e breves epístolas (2 Ts), apresenta o esboço de uma personalidade caracterizada pela impiedade, insubordinação e arrogância, a qual supera em muito tudo aquilo que o mundo já viu. Um caráter claramente idêntico ao do anticristo, citado por João. Em ambos os casos trata-se da mesma pessoa. É evidente que Paulo instruiu pessoalmente, os Cristãos tessalonicenses, acerca do assunto solene que é a chegada da apostasia, ou o público abandono do cristianismo, e conseguinte a “apostasia”, a revelação do “homem do pecado” (2 Ts 2:3). Sua carta é um complemento à sua admoestação verbal. São usados três adjetivos para o anticristo: o iníquo; o homem do pecado; O filho da perdição. O primeiro sugere que ele se coloca em direta oposição a toda autoridade divina e humana. O segundo estabelece que ele é a personificação de toda forma e classe de mal – o pecado personificado. O terceiro demonstra ser ele o apogeu da manifestação do poder de Satanás, e, como tal, tem a perdição e o juízo como sua porção. Esse medonho caráter usurpa o lugar de Deus sobre a Terra, assentando-se no templo então edificado em Jerusalém, exigindo a honra e adoração que é devida a Deus (2 Ts 2:4). Sua influência religiosa – pois ele não é, de modo algum, um político – domina as massas de Cristãos professos e judeus. Eles caem na armadilha de Satanás. Eles, que já haviam abandonado a Deus e renunciado publicamente à fé Cristã e à verdade essencial do judaísmo, agora recebem do Senhor, em justa retribuição, a horrível “operação do erro” de receberem o homem do pecado, enquanto crêem ser ele o verdadeiro Messias (2 Ts 2:11). Que engano! O anticristo recebido e crido no lugar do Cristo de Deus! Quando se compara 2 Tessalonicenses 2:9 com Atos 2:22, fica evidente um notável paralelo. Os mesmos termos – “poder (maravilhas), sinais e prodígios” – são encontrados em ambos os textos. Por estes sinais Deus iria credenciar a missão e o serviço de Jesus de Nazaré (At 2:22). Pelas mesmas credenciais Satanás apresenta o anticristo ao mundo apóstata (2 Ts 2:9-10). O próprio Senhor faz referência ao anticristo e à sua aceitação por parte dos judeus como seu messias e profeta (Jo 5:43). No livro dos Salmos, ele é descrito profeticamente em seu caráter do "homem, que é da Terra" (Sl 10:18), e também como "o homem sanguinário e fraudulento" (Sl 5:6). Estes adjetivos descritivos são, em si mesmos, uma característica do ímpio em geral na grande crise que se aproxima, embora exista uma pessoa, e somente uma, à qual se aplicam no seu mais completo significado. É o caráter do anticristo que se encontra diante de nós nestes e em outros Salmos. Daniel, no capítulo 11 de sua profecia, faz referência a três reis: o rei do Norte (Síria), o rei do Sul (Egito), e o rei na Palestina (o anticristo). As guerras, alianças familiares e intrigas, detalhadas tão minuciosamente nos primeiros trinta e cinco versículos deste interessante capítulo, tiveram um cumprimento histórico exato na história dos reinos da Síria e do Egito, formados após a ruína do poder do império Grego. No versículo 36 um rei é repentinamente introduzido na história. Esse rei é o anticristo cujo reinado na Palestina precede o reino do verdadeiro Messias, do mesmo modo como o rei Saul precedeu o rei Davi; o primeiro prefigurando o rei antiCristão e o segundo prefigurando Cristo, o verdadeiro Rei de Israel. Esta parte do capítulo (Dn 11:36-45) fala de um tempo futuro, levando-nos até o “fim do tempo” (Dn 11:40). O rei se exalta, e se eleva acima de todo homem, e de todo deus. O orgulho do diabo está personificado nesse terrível personagem judeu. Somente o lugar que é devido a Deus pode satisfazer sua ambição. Que contraste com o verdadeiro Messias, “Jesus…, que humilhou-Se… até à morte, e morte de cruz” (Fp 2:5-8). Por meio de Daniel 11:37 fica evidente que o anticristo é descendente de judeus, o que também pode ser deduzido do fato, de que se assim não fosse, ele não poderia nem reivindicar, mesmo entre os judeus apóstatas, o direito ao trono de Israel. O rei, ou anticristo, é atacado do Norte e do Sul, ficando a sua terra, a Palestina, entre dois fogos. Ele é incapaz, mesmo com o auxílio de seu aliado, o poderoso líder ocidental, de se livrar dos repetidos ataques de seus inimigos do Norte e do Sul. O primeiro é o mais amargo e determinado deles. A Palestina é invadida pelos exércitos conquistadores vindos do Norte, mas seu rei, o anticristo, escapa da vingança do grande opressor do Norte, prefigurado pela infame memória de Antíoco Epifânio (rei da Síria a partir do ano 175 a.C.). O anticristo é alvo do juízo do Senhor na Sua vinda dos céus (Ap 19:20). Em Apocalipse 13, duas bestas são contempladas em uma visão. A primeira, é o poder romano com sua cabeça blasfema sob o controle direto de Satanás (Ap 13:1-10). A segunda besta, é a pessoa do anticristo (Ap 13:11-17). A primeira, é caracterizada por força bruta e trata-se do poder político daqueles dias, e daquele a quem Satanás "deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio" (Ap 13:2). A segunda besta, está claramente subordinada ao poder da primeira (Ap 13:12) e seu caráter é religioso; não tem pretensões políticas. Sua pretensão religiosa é amparada pelo poder e força da Roma apóstata, e assim as duas bestas agem juntas sob seu grande líder, Satanás. Os três são igualmente adorados. A segunda besta, ou anticristo, é idêntica ao falso profeta, citado nos capítulos Ap 16:13; Ap 19:20 e Ap 20:10. As respectivas cabeças da rebelião contra Cristo, em Seus direitos reais e proféticos, são dois homens diretamente controlados e revestidos de poder pelo próprio Satanás. Trata-se de uma espécie de trindade do mal. O dragão deu seu poder exterior à primeira besta (Ap 13:2). À segunda ele dá seu espírito, para que possa falar como um dragão (Ap 13:11). Finalmente, Zacarias se refere ao anticristo como “pastor inútil” que acaba por abandonar o rebanho (Israel) sobre o qual exerce poder de rei, sacerdote e profeta. Mas sua alardeada autoridade (“seu braço”) e sua altiva inteligência (“seu olho direito”), por meio das quais sustenta suas pretensões na Terra, são totalmente arruinadas. E ele próprio é lançado vivo na morada da miséria eterna, “o lago de fogo” (Zc 11:15-17; Ap 19:20). Ao nosso ver, a estrela caída por ocasião do primeiro "ai" é, sem dúvida alguma, o anticristo (Ap 8:10-11; Ap 9:12). A que outro personagem do Apocalipse poderia se aplicar tal descrição? As reivindicações espirituais, e pretensões religiosas de Satanás, são sustentadas e cumpridas pelo anticristo, enquanto que sua soberania temporal sobre o mundo é estabelecida no reinado, e, na pessoa do príncipe romano. A agonia que se segue, é agonia da alma e da consciência, e não agonia física. O anticristo parece ser o instrumento escolhido pelo diabo, para aflição da alma e da consciência, enquanto que, para o sofrimento do corpo, a força bruta da besta recebe total liberdade de ação, satisfazendo-se com cenas de crueldade e derramamento de sangue, atormentando os corpos dos seres humanos. W. Scott (1838-1933) Christian Treasury Jul/90 voltar ao Índice A NOSSA ESPERANÇA A vinda da besta nós não esperamos, O falso profeta não iremos ver; Sinais de homens no céu não buscamos, Pois nisso proveito algum vamos ter. Nós não esperamos a tribulação, Tampouco a morte em nosso porvir; Só Cristo, espera nosso coração, Na doce certeza que Ele há de vir! O nosso Senhor virá nos levar, O dia, não temos, a hora também; Mas Quem prometeu jamais vai faltar, Oh doce certeza! Jesus Cristo vem! voltar ao Índice PARA QUE SÃO OS MILAGRES? Vivemos em uma época de incredulidade. Os homens dizem não acreditar mais em milagres. Isto é dito não apenas entre ateus ou céticos, mas na própria cristandade, onde o evangelho derrama sua luz. Só falta a cristandade dar mais um passo em sua senda de incredulidade: repudiar o próprio Deus. Este passo será dado muito em breve quando o homem se endeusar na pessoa do filho da perdição, o anticristo, que é encontrado nas Escrituras (2 Ts 2:3-4). Quando isso acontecer, não haverá mais lugar para Deus e Seu Filho. Por incrível que possa parecer, nessa ocasião os homens estarão novamente crendo em milagres. "Sinais e prodígios de mentira" (2 Ts 2:9) irão se manifestar e serão cridos. Não é somente o céu que produz maravilhas – o inferno também as manifesta. Isto foi testemunhado por Moisés em sua época, e será testemunhado novamente no dia do anticristo. A infidelidade, seja ela religiosa ou não, pode criticar os registros dos milagres de nosso Senhor, não obstante os milagres terem realmente sido feitos. O fato de, pelo menos, três dos evangelhos haverem sido escritos num espaço de poucos anos após a ascensão de nosso Senhor, quando ainda poderiam ter sido facilmente desmentidos pelos opositores, é suficiente para estabelecer a sua credibilidade, mesmo dentro de critérios puramente humanos. Mas quando levamos em conta o magnífico fato (no qual toda alma reverente crê) de que o Espírito de Deus é o autor dos evangelhos, qualquer dúvida é deixada de lado. Mas, por que os milagres foram feitos? O próprio Salvador nos diz: "As obras que o Pai Me deu para realizar, as mesmas obras que Eu faço, testificam de Mim, que o Pai Me enviou" (Jo 5:36; Jo 10:25). Os milagres foram assim graciosamente concedidos como um auxílio à fé na Sua Pessoa e missão. É por isso que o Senhor disse a Filipe, "crede-Me, ao menos, por causa das mesmas obras" (Jo 14:11). É por isso também, que o Salvador lamenta em João 15:24: "Se Eu entre eles não fizesse tais obras, quais nenhum outro tem feito, não teriam pecado; mas agora, viram-nas e Me aborreceram a Mim e a Meu Pai". Por serem os milagres auxílios dados à fé, eram, sem exceção, atos de misericórdia; atos que deveriam ter motivado os sentimentos de todos os interessados, por revelarem o coração de Deus, em favor do homem. Teria sido tão tolo superestimar o valor dos milagres, quanto mostrar desprezo por eles. Um auxílio à fé não deve ser confundido com o alicerce da fé. Uma fé alicerçada em milagres é de tão pouco valor que o próprio Salvador, quando foi procurado por tal classe de pessoas, Se negou a confiar nelas (Jo 2:23-25). A verdadeira fé está alicerçada na “Palavra de Deus” (Rm 10:17). Simão, o mago, foi atraído pelos milagres, e provou ser uma fraude; “o procônsul Sérgio Paulo, varão prudente, …procurava muito ouvir a Palavra de Deus”, e assim tornou-se um verdadeiro discípulo (At 8:13; At 13:7,12). W.Fereday (1863-1959) voltar ao Índice A ÚLTIMA TROMBETA "Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4:16 – ARA). O Exército do Senhor espera por uma ordem apenas – uma preciosa e gloriosa palavra! Aquele, que, outrora, fez ouvir Sua voz neste mundo em humilde graça, e que agora fala no céu com graça, jamais alterada pelo pecado do homem, irá em breve dar a "Sua palavra de ordem" (1 Ts 4:16) dirigida aos que são Seus. Apenas estes a conhecem, e será ouvida somente por aqueles que já tiverem conhecido a voz do Pastor; “num abrir e fechar de olhos” tudo será transformado (1 Co 15:52), e estaremos "para sempre com o Senhor" (1 Ts 4:17). Que som emocionante será para aquele que já está cansado; que tem estado a trilhar um humilde caminho nas fileiras do Senhor! Pode até ser que já tenha reclinado sua cabeça no seio do Senhor e, embora seu espírito já se encontre com o Senhor, seu corpo permaneça agora "dormindo" (1 Ts 4:13) até que chegue aquele dia. Pode ser que seja um dos que se encontram entre "nós, os vivos, os que ficarmos" (1 Ts 4:17), e quando a voz de Jesus soar, Este o encontrará em seu posto, como alguém que espera por seu Senhor. Nas milhões de circunstâncias da vida, Sua voz irá encontrar aquele que Ele ama, e irá levá-lo para a casa do Seu Pai nas alturas. O poderoso exército do Senhor irá subir, em silêncio e segredo, como ocorreu na ressurreição do próprio Senhor. Ele irá juntar o pó do Seu povo, preservado cuidadosamente até então por Seu poder vivificador. Os quatro ventos dos céus talvez o tenha espalhado, mas a Terra deverá devolver sua presa. O mar dará aqueles que são de Cristo, e que talvez tenham encontrado ali um jazigo anônimo. O túmulo lacrado, a silenciosa câmara da morte, deverá ter recolhido o seu precioso pó. Tanto o solo que esconde uma sepultura há muito intocada, até o recém fechado jazigo, terão que admitir que Aquele que saiu da sepultura, antes lacrada, na presença dos adormecidos vigias – Aquele que deixou os lençóis de Sua mortalha no local onde estivera Seu corpo – ordenou que com o mesmo silêncio, na mesma quietude, posto que em extremo poder, "os que morreram em Cristo" (1 Ts 4:16) ressuscitem. Eles irão deixar seus lugares do mesmo modo como Ele, "as primícias" (1 Co 15:20), o fez. O exército dos vivos, que ainda estiver aqui, ouvirá Sua voz, e então o “que é corruptível se revista (será revestido) da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista (será revestido) da imortalidade” (1 Co 15:53), e se ouvirá a exultante canção da Igreja em resposta ao Seu poderoso chamado – "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" (1 Co 15:55). "E verão o Seu rosto, e nas suas testas estará o Seu nome" (Ap 22:4). Assim como aconteceu com Enoque, não serão achados, pois Deus os terá trasladado (Gn 5:24). Que incentivo é esta esperança para o tempo em que ainda estamos aqui, a qual pode gerar em nós sinceridade de propósito em servir Àquele por Quem esperamos. O terror do Senhor para aqueles que não são de Cristo, deve pesar consideravelmente no coração de Seus soldados enquanto aqui (Lc 21:26), que sabem que a Igreja adormecida já teve o seu grito da meia-noite (Mt 25:1-13). Sabem o quanto a Sua volta tem estado esquecida, e até mesmo negligenciada. Sabem como muitos que O amam caíram no engano do servo infiel, que disse: "O meu Senhor tarda em vir" (Lc 12:45). Tornaram a ouvir Sua voz e prepararam suas lâmpadas, indo se encontrar com Ele, pois estão cientes de quão solene é o momento em que vivem. Sentem que o raiar do dia se aproxima; estão a olhar por entre as trevas, a fim de virem o Esposo da Igreja – "a Resplandecente Estrela da Manhã" (Ap 22:16). Sentem que toda a confusão do momento presente caracteriza o estado das pobres virgens tolas. Conhecem também o solene lamento que irá cair sobre esta Terra, onde se professa o cristianismo mas onde Cristo é totalmente desconhecido – "Senhor, Senhor, abre-nos" (Mt 25:11), será o lamento quando a porta se tiver fechado para sempre! Deveras, que solene momento de terror há de ser! Oh! que momento de brilho e esplendor será para aqueles que pertencem "a primeira ressurreição" (Ap 20:5-6), que são ressuscitados ou transformados por Seu tremendo poder, como uma prova e testemunho de sua completa aceitação no Amado. Sua ressurreição, foi uma prova da perfeição e glória da Sua Pessoa quando esteve aqui. Nossa ressurreição, será a prova da perfeição de Sua obra na qual estamos. Certamente, devemos então nos consolar "uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4:18). "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor" (1 Co 15:58). F.G.Patterson (1832-1887) voltar ao Índice O FIM DE UMA JORNADA O poema abaixo foi encontrado entre as anotações de um homem que viveu somente em busca do sucesso e da fama neste mundo. As palavras falam por si só, pairando como um solene aviso a todos os que colocam este mundo em primeiro lugar, andando na senda da ambição. Por que trabalhar por honra humana, E por que a glória e fama buscar? Existe razão pra ter tanta gana, Na busca de um nome famoso a zelar? Fama! Fama! Ah! O que é a tal fama? Senão uma bolha – uma palavra só, Um canto enganoso que do lixo chama, Ou vil esperança que chega a dar dó; O extremo desejo de um coração, Que foge de tudo que é digno e real; Ao qual se reserva a decepção, Após ser covil do orgulho e do mal. "À fama e à fortuna!", bem alto bradei, Jornada iniciei em rumo à ruína, Sim, creiam-me, muito aqui me esforcei; Fiz tudo o que pude pra chegar lá em cima. "À fama, à fama!"; logo descobri Que é tarde o momento em que ela vem; Suas teias imundas que prendem-me aqui, Acaso estarão comigo no Além? Me esforcei muito no fátuo caminho; Foi esta a razão do meu triste ser, Tudo eu busquei no mundo mesquinho, E UM TÚMULO É TUDO O QUE AGORA HERDEI!. Estas linhas não carecem de comentário, e gostaríamos de deixá-las de lado, a fim de nos ocuparmos com um trecho, tirado dos últimos escritos, de alguém que renunciou a uma carreira das mais ambiciosas para levar sua cruz, e seguir o Senhor Jesus no caminho da rejeição. Ao final de sofrimentos e tribulações que poucos puderam experimentar, ele foi lançado numa masmorra romana. Quase todos os seus amigos neste mundo o abandonaram; teve que se apresentar diante do cruel tirano Nero para, à sua ordem, ser lançado aos leões ou ter experimentado alguma outra tortura diabólica. Este era um "fim de jornada" que tinha tudo para ser temido. Mas que prêmio ele herdou! Não havia nenhum túmulo em seus pensamentos quando escreveu para seu jovem amigo Timóteo: "Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua vinda" (2 Tm 4:6-8). Considere agora o fim destes dois homens, e lembre-se de que você não pode servir a dois senhores – deve ser Cristo ou seu ego. "Escolhei hoje a quem sirvais" (Js 24:15). Deus deseja que você seja sábio. "Ouve o conselho… para que sejas sábio nos teus últimos dias" (Pv 19:20). "Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte" (Jr 21:8). "Te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua semente" (Dt 30:19). Echoes of Grace Nov/84 voltar ao Índice O PREGO Na parede de uma cozinha, havia um prego onde estavam penduradas algumas canecas. – “Oh!” – disse a menor delas. – “Sou tão pequena e feia que acho que vou cair. – Sou tão grande e pesada que estou certa que vou despencar daqui” – temeu a maior delas. A caneca de lata suspirou – “Se eu fosse como a caneca de ouro, nunca teria medo de cair…” A caneca de ouro que, pendurada no mesmo prego a tudo escutava, disse – “Não é pelo fato de eu ser uma caneca de ouro que estou segura, mas sim por causa do prego! – Se o prego caísse, todas nós cairíamos juntas!” – continuou. – Não importa se a caneca é de ouro ou de lata; enquanto o prego estiver firme todas as canecas estarão a salvo! (Is 22:23-24). voltar ao Índice "FILHINHOS, GUARDAI-VOS DOS ÍDOLOS. AMÉM." 1 João 5:21 Temos que examinar nossa vida para vermos se não temos ídolos! Não me refiro a ídolos feitos com madeira ou pedra; não, os ídolos de hoje são diferentes em sua forma, mas não são menos perigosos em suas consequências. Eles podem ter quatro rodas e todos os acessórios, ou talvez ser uma conta bancária bem suprida. Talvez, um negócio que esteja consumindo todas as horas produtivas de nossa semana. Ou pode ser a tela de uma TV roubando nosso tempo com suas imagens de um mundo já condenado. Acaso entrou um ídolo em sua vida? Livre-se dele, e sirva o Deus vivo de todo o seu coração. S.McEachem Existirá algo, sob o sol, a brilhar, Que atrapalhe a minha comunhão com Teu Ser? Oh! Livre-me disto e fiques a reinar, Pois só Tu, Senhor, És a razão do meu viver! voltar ao Índice ANDAR COM DEUS “E andou Enoque com Deus” (Gn 5:22). “Noé andava com Deus” (Gn 6:9). Andar com Deus exige que se gaste tempo com Deus. Enoque e Noé desfrutaram deste santo privilégio. No entanto, podemos argumentar que eles viviam em uma época bem diferente da nossa, sem tantos afazeres como hoje temos. Mas, por outro lado, devemos lembrar que, tanto Enoque como Noé eram homens casados, com esposa, e filhos para cuidar, e ainda exerciam um ministério para Deus. Noé até mesmo empreendeu uma construção de um grande barco, e isso em uma época em que não podia contar com eletricidade, automóveis, supermercados, computadores, fornos de micro-ondas, ou máquinas de lavar. Talvez a culpa da dificuldade que encontramos para andarmos com Deus não esteja no tempo em que vivemos, mas antes em quanto tempo queremos investir neste santo privilégio. S.McEachem voltar ao Índice

  • Palavras de Edificação 26

    (Revista bimestral publicada originalmente em Março/Abril 1990) ÍNDICE Santificação – O que é? Buscando a Paz fora do Fundamento Justiça e Santificação Santidade Verdadeira e Prática Justificado e Santificado Você já está Santificado! Raízes Naamã – O Leproso 2 Reis 5:1-19 Por Seus Frutos Segurança Eterna A Bíblia do meu Vizinho A Nossa Esperança SANTIFICAÇÃO – O QUE É? Tendo o propósito de ministrar paz e conforto àqueles que, embora verdadeiramente convertidos, ainda não se apossaram da plenitude de Cristo, e que, como consequência, não estão desfrutando da liberdade do evangelho, consideramos de grande interesse e importância escrever sobre o assunto da Santificação. Cremos que muitos, daqueles cujo bem-estar espiritual desejamos promover, sofrem por terem uma idéia errada acerca deste assunto. Na verdade, em alguns casos, a doutrina da santificação é tão mal compreendida que chega a interferir com a fé na perfeita justificação e aceitação do crente perante Deus. Temos ouvido, com certa frequência, pessoas se referirem à santificação como se fosse um trabalho progressivo, por meio do qual nossa velha natureza seria gradativamente melhorada. Além disso, afirmam que enquanto esse processo não atingir o seu clímax, ou seja, enquanto a natureza humana, caída e arruinada, não for completamente santificada, não estaremos preparados para o céu. Tanto as Escrituras como a experiência prática de todos os crentes são totalmente contrárias a tal pensamento. A Palavra de Deus não nos ensina que o Espírito Santo tenha como objetivo o aperfeiçoamento, mesmo que gradual ou de que forma for, de nossa velha natureza – aquela mesma natureza que herdamos, por nascimento natural, do caído Adão. O apóstolo inspirado declara expressamente que "o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (1 Co 2:14). Esta passagem é clara e conclusiva quanto a este ponto. Se "o homem natural" não pode "compreender", nem "entender", "as coisas do Espírito de Deus", como poderia este mesmo "homem natural" ser santificado pelo Espírito Santo? Não está evidente que falar em santificação de nossa natureza está em oposição direta ao ensinamento de 1 Coríntios 2:14? Outras passagens poderiam ser acrescentadas, para provar que o desígnio das operações do Espírito não é o de aperfeiçoar ou santificar a carne, porém não há necessidade de multiplicar as citações bíblicas. Algo que está completamente arruinado não pode nunca ser santificado. Não importa o que se faça com a velha natureza ela continua arruinada, e, com toda a certeza, o Espírito Santo não desceu para santificar a ruína, mas para conduzir o arruinado a Jesus. Em vez de encontrarmos qualquer tentativa de santificação da carne, lemos que "a carne cobiça (ou milita) contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro" (Gl 5:17). O Espírito Santo poderia ser representado como travando uma guerra contra aquilo que Ele estaria gradualmente aperfeiçoando ou santificando? Acaso não cessaria o conflito tão logo o processo de aperfeiçoamento tivesse atingido o seu ponto máximo? No entanto, será que o conflito do crente alguma vez cessa enquanto ele estiver no corpo? Isto nos leva à segunda objeção à teoria errônea da santificação progressiva da nossa natureza, a saber: A objeção criada pela sincera experiência prática de todos os crentes. Você, que lê estas linhas, é um verdadeiro crente? Se for, acaso já notou algum aperfeiçoamento em sua velha natureza? Há nela algum aspecto que seja melhor agora do que quando começou em sua vida Cristã? Talvez agora você possa, e é certo que pela graça deverá poder, subjugá-la com maior rigor, mas será que ela melhora com isso? Se ela não for mortificada, estará sempre pronta para surgir novamente e se mostrar com a mesma vileza de sempre. A carne em um crente não é em nada melhor do que a carne em um incrédulo. E se o Cristão não tiver firme em sua mente que o “eu” deve ser julgado, ele logo irá aprender, por amarga experiência, que sua velha natureza é tão má agora como sempre o foi; e continuará assim até o fim. É difícil conceber que alguém, que é levado a esperar uma melhora gradativa de sua natureza, possa desfrutar de um momento de paz, uma vez que tal pessoa não poderá deixar de ver, caso examine a si mesma à luz da Palavra de Deus, que seu velho eu – sua carne – é o mesmo de quando ele caminhava na escuridão moral de seu estado de inconverso. O seu caráter e a sua condição estão, de fato, bastante mudados pela posse de uma nova natureza, sim, de uma "natureza divina" (2 Pe 1:4), e pela incorporação do Espírito Santo para dar cumprimento à Sua vontade. Mas, no momento em que é permitido que a velha natureza volte a agir, o crente a encontrará, como sempre, em completa oposição a Deus. Buscando a Paz fora do Fundamento Não temos qualquer dúvida de que, na sua grande maioria, a melancolia e o abatimento de que muitos crentes se queixam, pode ser uma consequência da má compreensão deste importante assunto que é a santificação. Muitos estão procurando o que nunca podem encontrar; estão buscando a paz com base em uma natureza santificada em vez de a procurarem no sacrifício perfeito; buscam-na num contínuo trabalho de santidade quando deveriam buscá-la numa completa obra de expiação. Tais pessoas consideram uma presunção crer que seus pecados estão perdoados enquanto sua natureza má não estiver completamente santificada e, ao perceberem que nunca alcançam isto, acabam por não desfrutar de uma completa certeza de perdão, vivendo, consequentemente, uma vida triste. Em poucas palavras, estão buscando um fundamento totalmente diferente daquele que Jeová afirma haver colocado, e vivem, por conseguinte, uma vida de incertezas. A única coisa que parece dar-lhes uma centelha de conforto é algum esforço aparentemente bem sucedido em sua luta por santidade pessoal. Se tiverem um bom dia, se forem favorecidos com um período de agradável comunhão, se puderem usufruir de um sentimento pacífico e devoto, estarão prontos a proclamar: "Tu, Senhor, pelo Teu favor fizeste forte a minha montanha" (Sl 30:7). Mas, oh! quão deplorável é o fundamento para a paz de espírito que tais coisas oferecem! Tais coisas não são Cristo, e enquanto não estivermos cientes de que nossa posição diante de Deus é em Cristo, a paz não poderá se estabelecer. A alma, que verdadeiramente se apossou de Cristo, é deveras desejosa de santidade, porém está ciente do que Cristo é para si. Tal pessoa encontrou seu tudo em Cristo, e o desejo supremo do seu coração é crescer à Sua semelhança. Esta é a verdadeira santificação prática. Frequentemente ocorre que pessoas, ao falarem de santificação, tenham em mente a coisa certa, apesar de não conseguirem se expressar de acordo com os ensinamentos das Sagradas Escrituras. Há, também, muitos que vêem apenas um lado da verdade acerca da santificação, sem enxergarem o outro, e, embora possamos estar parecendo alguém que faz dos outros transgressores da Palavra, é sempre mais desejável, ao falarmos de qualquer assunto relativo à Palavra, e, ainda mais deste assunto de tanta importância como é a santificação, que falemos de acordo com a divina integridade da Palavra de Deus. Devemos, portanto, apresentar aos nossos leitores algumas das principais passagens do Novo Testamento nas quais esta doutrina é exposta. Estas passagens irão nos ensinar duas coisas: o que é santificação e como é efetuada. A primeira passagem, à qual chamaremos a atenção, é 1 Coríntios 1:30: "Mas vós sois d'Ele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção". Aqui aprendemos que Cristo "foi feito" todas estas quatro coisas. Deus nos tem dado, em Cristo, um precioso porta-jóias, e quando o abrimos com a chave da fé, a primeira jóia que resplandece aos nossos olhos, é: “sabedoria”; a segunda é: "justiça"; a terceira é: "santificação" e, a quarta é: "redenção". Temos isso tudo em Cristo. Quando recebemos um, recebemos todos. E como recebemos um e todos? Pela fé. Então, por que o apóstolo cita redenção por último? Porque ela se cumpre no livramento final do crente de seu corpo, de sob o poder da mortalidade, quando a voz do arcanjo e a trombeta de Deus deverá levantá-lo do túmulo, ou transformá-lo, "num abrir e fechar de olhos"; o corpo está agora numa condição e, "num momento", estará em outra (1 Co 15:52). No curto espaço de tempo expressado pelo rápido movimento das pálpebras, o corpo passará da corrupção para a incorrupção; da desonra para a glória; da fraqueza para o poder. Que mudança! Será imediata, completa, eterna! Mas o que devemos aprender do fato da "santificação" estar colocada naquele grupo juntamente com "redenção"? Aprendemos que aquilo que a “redenção” será para o corpo, a “santificação” é agora para a alma. Em poucas palavras, santificação, no sentido em que é aqui usada, é imediata e completa – um trabalho divino. No que diz respeito à santificação e à redenção, uma não é mais progressiva do que a outra. Uma é tão completa e independente do homem quanto a outra. Sem dúvida, quando o corpo tiver passado pela gloriosa mudança, haverá picos de glória a serem atingidos, profundezas de glória a serem penetradas e extensos campos de glória a serem explorados. Todas estas coisas irão nos ocupar através da eternidade. Mas, então, a obra para nos preparar para tais cenas será feito “num momento”. O mesmo sucede com relação à santificação: seus resultados práticos estão constantemente se apresentando, mas ela, em si mesma, trata-se de algo realizado “num momento”. Justiça e Santificação Que imenso alívio seria para milhares de almas zelosas, ansiosas e batalhadoras, se compreendessem isto, e tivessem uma apropriada possessão de Cristo como “santificação”! Quantos estão se empenhando em realizar uma santificação por si mesmos! Após muitos esforços infrutíferos, buscando conseguir justiça em si mesmos, foram a Cristo para obtê-la; e, no entanto, não querem fazer o mesmo quando se trata de buscar por santificação. Receberam "justiça sem obras" e esperam conseguir “santificação com obras”. Receberam justiça pela fé, mas acham que a santificação deve ser conseguida por esforço próprio. Não percebem que recebemos santificação exatamente da mesma maneira que recebemos justiça, visto que Cristo "para nós foi feito por Deus" tanto uma coisa como outra. Recebemos a Cristo pelo esforço? Não, mas pela fé! Pois "aquele que não pratica, mas crê n'Aquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça" (Rm 4:5). Isto se aplica a tudo o que recebemos em Cristo. Nós não estamos autorizados a separar de 1 Coríntios 1:30, o assunto da santificação, colocando-o em um plano diferente das outras bênçãos que o versículo engloba. Também não temos “sabedoria, e justiça, e santificação, e, tampouco, redenção” em nós mesmos; e, nem podemos adquiri-las por algo que possamos fazer; mas Deus fez com que Cristo fosse todas estas coisas em nós. Nos dando Cristo, Ele nos deu tudo o que está em Cristo. A plenitude de Cristo é nossa, e Cristo é a plenitude de Deus. Em Atos 26:18, é falado, com respeito aos gentios convertidos, como recebendo "a remissão dos pecados, e sorte entre os santificados pela fé". Aqui a fé é o instrumento pelo qual nos é dito para sermos santificados, pois nos liga com Cristo. No exato momento em que o pecador crê no Senhor Jesus Cristo, é ligado a Ele. É feito um com Ele, completo n'Ele, aceito n'Ele. Isto é verdadeira santificação e justificação. Não se trata de um processo. Não é um trabalho gradual. Não é progressiva. A palavra está bem explícita. É dito: "…os santificados pela fé em Mim". Não diz "…os que deverão ser santificados", ou "…os que estão sendo santificados". Se esta fosse a doutrina, assim ela seria exposta. Não há dúvida de que o crente cresce no conhecimento de sua santificação, na consciência do poder e do valor que ela tem, na sua influência e seus resultados práticos, e na experiência e gozo dela. Tão logo, a verdade derrame sua luz divina sobre a alma, o crente entra numa compreensão mais profunda, daquilo que envolve o fato de se estar separado para Cristo, em meio a este mundo satânico. Isso tudo é abençoadamente verdadeiro, mas quanto mais a verdade é visualizada, mais claramente iremos entender, que santificação não é meramente, um trabalho progressivo operado em nós pelo Espírito Santo, mas, é o resultado de nossa ligação a Cristo pela fé, por meio da qual nos tornamos participantes de tudo o que Ele é. Este é um trabalho imediato, completo e eterno. "…tudo quanto Deus faz durará eternamente: nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar" (Ec 3:14). Se Ele justifica ou santifica, "durará eternamente". O selo da eternidade, é fixado sobre todo o trabalho da mão de Deus; "nada se lhe deve acrescentar" e, louvado seja o Seu nome, "nada se lhe deve tirar". Há passagens que apresentam o assunto em outro aspecto, o resultado prático no crente de sua santificação em Cristo, o que pode exigir uma consideração mais apurada daqui para frente. Em 1 Tessalonicenses 5:23, o apóstolo roga aos santos aos quais se dirige: "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo". A palavra santifique, aqui, está no sentido de se distinguir determinadas classes de santificação. Os Tessalonicenses tiveram, assim como todos os crentes, uma perfeita santificação em Cristo, porém, no que se refere à apreciação e manifestação prática dessa santificação, isto foi apenas consumado em parte, razão pela qual o apóstolo roga para que eles fossem totalmente santificados. É digno de nota, que nesta passagem nada é dito a respeito da carne. Nossa natureza caída e corrompida, é sempre tratada como algo irremediavelmente arruinado. Ela foi pesada na balança e achada em falta. Foi medida por um padrão divino, e se mostrou insuficiente. Foi conferida por um fio de prumo divino, e provou estar desaprumada. Deus a rejeitou. A velha natureza encontrou o seu fim perante Deus, e foi por Ele condenada, e entregue à morte (Rm 8:3). Nosso velho homem está crucificado, morto e sepultado (Rm 6:8). Estaremos nós, mesmo que por um momento, a imaginar que Deus – o Espírito Santo – desceria dos céus com o propósito de desenterrar algo condenado, crucificado e enterrado, a fim de podê-la santificar? Basta apenas que se identifique o que implica tal ideia, para que a mesma seja abandonada para sempre, por todo aquele que se sujeita à autoridade das Escrituras. Quanto mais acuradamente estudarmos a Lei, os Profetas, os Salmos e todo o Novo Testamento, iremos ver que a carne é totalmente irrecuperável. Ela não é boa para coisa alguma, e o Espírito não a santifica, pelo contrário, capacita o crente a mortificá-la. Nos é dito que lancemos fora o velho homem. Tal preceito nunca nos teria sido dado, se o objetivo do Espírito Santo fosse a santificação daquele velho homem. Santidade Verdadeira e Prática Cremos que ninguém irá nos acusar de estarmos alimentando o desejo de rebaixar o padrão de santidade pessoal, ou enfraquecer sinceras aspirações de uma alma que tenha crescido naquela pureza que todo verdadeiro Cristão deve desejar ardentemente. Longe de nós tal pensamento! Se existe algo que desejamos promover em nós mesmos e, acima de tudo, nos outros, é uma completa pureza pessoal; uma santidade divinamente prática; uma sincera separação para Deus, de todo o mal e em todas as formas e maneiras. Por isto nós ambicionamos, por isto oramos, e nisto desejamos crescer diariamente. Porém, estamos plenamente convencidos de que um edifício de santidade verdadeira e prática, nunca pode ser erigido sobre um alicerce legalista, e, por conseguinte, chamamos a atenção dos leitores para 1 Coríntios 1:30. É triste vermos que muitos daqueles que, de uma forma ou de outra, deixaram qualquer base legalista no que se refere à justiça, hesitem em fazer o mesmo para abraçar a santificação. Cremos ser este o engano de milhares de pessoas, e estamos ansiosos em vê-lo corrigido. A passagem citada poderia corrigir inteiramente este sério erro, se tão somente fosse recebida no coração pela fé. Todos os Cristãos, com algum discernimento, concordam quanto à verdade fundamental da “justificação sem obras”. Todos admitem plenamente que não podemos, por nosso próprio esforço, produzir uma auto-justificação diante de Deus. Mas será que não está igualmente claro que a justificação e a santificação são colocados precisamente no mesmo terreno na Palavra de Deus. Não podemos produzir uma santificação do mesmo modo como não podemos produzir uma justificação. Podemos tentar fazê-lo, mas cedo ou tarde descobriremos que terá sido totalmente em vão. Podemos prometer e decidir; podemos trabalhar e lutar; podemos nutrir a vã esperança de que amanhã agiremos melhor do que hoje; mas no fim acabaremos constrangidos a reconhecer, sentir e confessar que somos tão incapazes naquilo que se refere à santificação como o somos no que diz respeito à justificação. Ah! que doce alívio para o que sofre e tem buscado por satisfação e descanso em sua própria santidade, quando descobre, após anos de infrutífero esforço, que exatamente aquilo que ele tanto ambiciona está entesourado para ele em Cristo! Ao descobrir isto, sua alma torna-se serena em uma completa santificação a ser desfrutada pela fé! Ao viver batalhando contra seus hábitos, suas concupiscências, seu mau gênio e suas paixões, esse crente tem feito o mais penoso dos esforços para subjugar sua carne e crescer em santidade interior, mas ele tem falhado (compare com Romanos 7)! Ele descobre, para seu profundo desgosto, que ele não é santo, e lê que "…a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12:14). Aqui não nos fala de um certo grau ou estágio de santificação, mas sem a coisa em si, a qual todo Cristão possui desde o momento em que crê, quer ele saiba disto ou não. A perfeita santificação está tão incluída na palavra “salvação”, quanto “sabedoria”, “justificação”, ou “redenção”. Não se recebe a Cristo por esforço, mas pela fé, e quando se recebe a Cristo, recebe-se tudo o que está em Cristo. Consequentemente, é permanecendo em Cristo que se encontra poder para subjugar as concupiscências, paixões, mau gênio, maus hábitos, circunstâncias e influências nocivas. O crente deve contar com o Senhor Jesus em tudo. O crente não pode dominar uma única luxúria, assim como não pode cancelar todo o catálogo de seus pecados, desenvolver uma justiça perfeita ou ressuscitar os mortos. "Cristo é tudo em todos" (Cl 3:11). A salvação é uma corrente de ouro que se estende de eternidade a eternidade, e cada elo dessa corrente é Cristo. É tudo Cristo, do primeiro ao último. Justificado e Santificado Tudo isso é simples para a fé. O lugar do crente é em Cristo, e se o crente está em Cristo para uma coisa, deve estar em Cristo para todas as coisas. Não pode estar em Cristo para a justificação, e fora de Cristo para santificação. Se eu devo a Cristo a justificação, devo igualmente a Ele a santificação. Não devo ao legalismo nem uma coisa nem outra. Recebo ambas pela graça, por meio da fé, e tudo em Cristo. Sim, tudo em Cristo. No momento em que o pecador vem a Cristo e crê n'Ele, é tirado completamente do velho plano da natureza; ele perde sua velha situação legal e tudo o que diz respeito à mesma, e é visto como estando em Cristo. Ele não está mais “na carne, mas no Espírito” (Rm 8:9). Deus o vê apenas em Cristo e em conformidade com Cristo. Ele se torna um com Cristo para sempre. "Porque, qual Ele é, somos nós também neste mundo" (1 Jo 4:17). Tal é a posição absoluta, a posição estabelecida e eterna do mais fraco bebê na família de Deus. Não há mais do que uma posição para todo filho de Deus, todo membro de Cristo. Seu conhecimento, experiência, poder, dom e inteligência, podem variar, mas sua posição é uma só. Seja quanto à sua justificação ou santificação, o crente possui tudo, e deve tudo, à sua permanência em Cristo. Se alguém não obteve uma completa santificação, tampouco terá obtido uma completa justificação. Mas 1 Coríntios 1:30, ensina claramente que Cristo "para nós foi feito por Deus"; tanto uma, quanto a outra, em todos os crentes. Não nos é dito que tenhamos justificação, e “um pouco” de santificação. Se não temos autoridade para colocar a palavra “um pouco” antes de justificação, também não temos autoridade para fazer isto com a santificação. O Espírito de Deus não coloca a palavra “um pouco” antes de nenhuma delas. Ambas são perfeitas, e as temos, ambas, em Cristo. Deus nunca faz algo pela metade. Não há algo como meia-justificação. Tampouco, há algo como meia-santificação. A idéia de que um membro da família de Deus, ou do corpo de Cristo, seja totalmente justificado, mas apenas meio santificado é, por princípio, contra as Escrituras, e revoltante à toda a sensibilidade da natureza divina. Não é improvável que muito da má compreensão que prevalece, com respeito à santificação, seja devido ao costume que se tem de confundir duas coisas que diferem muito na prática, a saber, nossa posição e nossa condição. A posição do crente é perfeita, pois ela é um dom de Deus em Cristo. Porém, a condição ou maneira de agir do crente, esta sim pode ser bem imperfeita, oscilante e marcada por insegurança pessoal. Enquanto sua posição é absoluta e inalterável; sua condição prática pode exibir muitas imperfeições, uma vez que ele permanece no corpo e cercado por várias influências hostis que dia a dia afetam a sua condição moral. Se, então, sua posição for avaliada por sua maneira de agir, por sua situação ou condição; ou o que ele é sob o ponto de vista de Deus for avaliado do ponto de vista dos homens, então o resultado apresentado será falso. Se eu tentar chamar à razão tudo aquilo que sou em mim mesmo, em vez do que eu sou em Cristo, devo, necessariamente, chegar à uma conclusão errada. Nós devemos olhar para tudo isso com muito cuidado. Estamos sempre muito dispostos a raciocinar de baixo para cima, de nós para Deus, em vez de o fazermos de cima para baixo, de Deus para nós. Devemos ter em mente que: Longe como as órbitas celestes que brilham, Além de onde as nódoas da Terra ascendem, Além de meus pensamentos, além do chão que meus pés trilham, Vossos caminhos e pensamentos transcendem. Deus olha para Seu povo, e age para com ele de acordo com sua posição em Cristo. Deus deu-lhes essa posição. É Ele Quem faz com que sejam o que são; são o fruto do Seu trabalho. Portanto, tratá-los como estando meio-justificados é uma desonra para Deus, tanto quanto considerá-los como meio-santificados. Esta linha de pensamento, nos conduz a outra forte prova, tirada da autorizada e conclusiva página de inspiração divina, a saber, 1 Coríntios 6:20. Nos versículos precedentes, o apóstolo pinta um quadro horrível da natureza humana caída, e adverte sinceramente aos santos de Corinto que eles haviam sido exatamente aquilo. "E é o que alguns têm sido" (1 Co 6:11). Esta é uma declaração cabal. Não há palavras lisonjeiras; não há rodeios, e nem se tenta esconder a verdade completa quanto à ruína irreversível da natureza humana. "E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus" (1 Co 6:11). Que flagrante contraste antes e depois do "mas" dito pelo apóstolo. De um lado, temos toda a degradação moral da condição humana, e, do outro, encontramos a absoluta perfeição da posição do crente diante de Deus. Isto é, verdadeiramente, um maravilhoso contraste, e deve ser lembrado que a alma passa, em um instante, de um lado para o outro deste "mas". "E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados…" (1 Co 6:11), o que os torna bem diferentes. No momento em que receberam o evangelho de Paulo, eles foram "lavados, santificados, e justificados". Ficaram prontos para o céu e, se assim não fosse, haveria uma mancha na obra divina. De toda mancha nos limpar, Foi Teu desejo, Senhor; Me atreveria a duvidar Do alcance do Teu favor? A Tua Palavra é fiel Tua obra completa e cabal; Estou seguro! Vou rumo ao céu! Iria eu, duvidar, afinal? Isso tudo, é divinamente verdadeiro! O mais inexperiente crente está limpo de toda mancha, não por mérito, mas como consequência de estar em Cristo. Ele deverá, evidentemente, cultivar o conhecimento e a experiência do que é realmente santificação. Ele irá, assim, entrar no poder prático da santificação; no seu efeito moral sobre os seus hábitos, pensamentos, sentimentos e afeições. Em suma, ele irá entender, e exibir a poderosa influência da santificação divina, sobre o seu caráter, e sua conduta. Porém, quando assim for, ele estará tão santificado aos olhos de Deus, quanto no momento em que foi unido a Cristo pela fé; sua santificação estará tão completa, quanto, quando se encontrar exposto à luz da divina presença, refletindo os raios de glória emanados do trono de Deus e do Cordeiro. Ele se encontra em Cristo agora; ele se encontrará em Cristo então. Sua condição, ou seja, as circunstâncias e a esfera em que se encontra, será diferente. Seus pés estarão, então, sobre o piso de ouro do santuário nas alturas, em vez de estarem em contato com a árida superfície do deserto. Ele se encontrará em um corpo de glória, em vez de estar em um corpo de humilhação. Porém, no que diz respeito à sua posição, sua aceitação, sua plenitude, sua justificação, e sua santificação, tudo já terá sido estabelecido no momento em que creu no unigênito Filho de Deus – tão estabelecido quanto sempre estará, pois foi tão estabelecido quanto Deus é capaz de fazê-lo. Tudo isso, parece fluir como a conclusão necessária e inquestionável de 1 Coríntios 6:11. Você já está Santificado! É da maior importância compreender, com clareza, a diferença entre uma verdade, e sua aplicação prática, ou o resultado que essa verdade produz. Esta distinção é sempre mantida na Palavra de Deus. Você já está santificado! Esta é a verdade absoluta, tanto no que diz respeito ao crente, quanto no que é visualizada em Cristo. A aplicação prática disso, e seus resultados no crente, poderemos encontrar em passagens como esta: "Cristo amou a Igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra" (Ef 5:25-26). "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo" (1 Ts 5:23). Mas como esta aplicação é feita, e este resultado alcançado? Pelo Espírito Santo, por meio da Palavra escrita. Por isso lemos em João 17:17: "Santifica-os na verdade". E também em 2 Tessalonicenses 2:13, "por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade", e 1 Pedro 1:2, "Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito". O Espírito Santo, efetua a santificação prática do crente, com base na obra completa de Cristo, e Sua maneira de agir é pela aplicação, no coração e na consciência do crente, da verdade como ela é em Jesus. O Espírito Santo, apresenta a verdade acerca da nossa posição perfeita perante Deus em Cristo, e, alimentando o novo homem em nós, nos capacita a lançar fora tudo o que não está de acordo com aquela posição. Um homem que é lavado, santificado, e justificado, não estará satisfeito com qualquer atitude de mau gênio, concupiscência ou paixão impura. Ele é separado para Deus, e deveria limpar-se de toda imundícia da carne e do espírito. É seu privilégio sagrado e feliz aspirar pelas mais sublimes alturas da santidade pessoal, e seu coração, e seus hábitos devem ser dominados, e estar sob o poder daquela grande verdade de que ele está perfeitamente lavado, santificado, e justificado. Esta é a verdadeira santificação prática; não se trata de uma tentativa de aperfeiçoar nossa velha natureza, ou de se empenhar inutilmente em tentar reconstruir uma ruína irrecuperável. Não; trata-se simplesmente do Espírito Santo, pela poderosa aplicação da verdade, capacitando o novo homem a viver, agir e existir naquela esfera à qual ele agora pertence. Aí sim, sem sombra de dúvida, haverá verdadeiro progresso. Haverá crescimento no poder moral desta preciosa verdade – crescimento em habilidade espiritual para subjugar a natureza e mantê-la sob todos aqueles atributos – um crescente poder de separação do mal ao nosso redor – um crescente desvendar do céu ao qual pertencemos e para o qual estamos caminhando – uma crescente capacidade para a apreciação de seus exercícios sagrados. Tudo isso será por meio do gracioso ministério do Espírito Santo, que usa a Palavra de Deus para desvendar à nossa alma a verdade sobre o caminhar que convém a uma tal posição. Mas deve ficar bem claramente compreendido que a obra do Espírito Santo na santificação prática, dia a dia, está fundamentada no fato de que os crentes estão "santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez" (Hb 10:10). O objetivo do Espírito Santo, é nos indicar o conhecimento, a experiência, e, a exibição prática daquilo que tornou-se verdadeiramente nosso no momento em que cremos. Neste aspecto não existe progresso pois nossa posição em Cristo é eternamente completa. "Santifica-os na verdade: a Tua palavra é a verdade" (Jo 17:17). E também, "O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo" (1 Ts 5:23). Nestas passagens, encontramos o importante aspecto prático da questão. Aqui vemos a santificação apresentada, não apenas como algo absoluta e eternamente verdadeiro para nós em Cristo, mas também como algo que é trabalhado em nós, a cada dia e hora, pelo Espírito Santo por meio da Palavra. Quando encarada deste ponto de vista, a santificação é, evidentemente, algo progressivo. Eu deveria estar mais avançado em santidade no próximo ano do que estive neste. E deveria, pela graça, estar avançando dia a dia em santidade prática. Mas será que isto nada mais é do que a expressão prática, na minha própria pessoa, daquilo que já era completamente meu em Cristo, no exato momento em que cri? O fundamento sobre o qual o Espírito Santo executa a obra subjetiva no crente, nada mais é do que a verdade objetiva de sua eterna perfeição em Cristo. Assim, "segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12:14). A santificação é apresentada aqui como algo a ser seguido – a ser alcançado por uma busca zelosa – algo que todo verdadeiro crente irá sempre cultivar. Que o Senhor possa nos dirigir dentro do poder dessas coisas. Que elas não venham habitar como dogmas, ou doutrinas na região de nosso intelecto, mas entrem e permaneçam no coração, como realidades sagradas, e poderosamente influentes! Que possamos conhecer o poder santificador da verdade (Jo 17:17); o poder santificador da fé (At 26:18); o poder santificador do nome de Jesus (1 Co 1:30; 6:2); a santificação do Espírito Santo (1 Pe 1:2); a graça santificadora do Pai (Jd 1). C.H.Mackintosh (1820-1896) voltar ao Índice RAÍZES Para resistir à tempestade, uma árvore deve ter raízes proporcionais à sua ramagem; um veleiro deve ter um mastro, dimensionado, em função da superfície da vela desfraldada. O mesmo ocorre com o crente; cada vez que deixa de cultivar uma comunhão secreta com Deus, quando a obra dentro de si, não está de acordo com o que acontece fora da sua pessoa, ocorre um naufrágio espiritual. A comunhão com Deus, sempre deve ter um lugar mais elevado, do que o serviço para Deus. Nunca deve-se descuidar disso. Se Deus não recebe a completa homenagem de nosso coração, o que fizermos com nossas mãos, ou com nossa inteligência, não terá valor para Ele. Se a fonte oculta de nossa atividade não for o amor pelo Senhor, não iremos adiante. Tudo o que tivermos edificado sem este sólido fundamento acabará caindo, e quanto mais alto for o edifício, maior será sua queda. O que o Senhor espera de nós – não nos enganemos – não são obras espetaculares, mas a homenagem de uma humilde obediência. Gozoso é aquele que, qual árvore vivente, Por Ti plantado junto ao caudal, Se arraiga, cresce e brota plenamente, Se delicia em Ti, ó Fonte celestial! Pleno de frutos, qual densa sebe, De provas mil não teme o ardor. Ditoso aquele que em Ti bebe, Terno Jesus, Fonte de amor! voltar ao Índice NAAMÃ, O LEPROSO 2 Reis 5:1-19 "Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito; porque por ele o Senhor dera livramento aos siros: e era este varão homem valoroso porém leproso" (2 Rs 5:1). Quanto vale, afinal, a grandeza nas coisas deste mundo? Um homem pode se tornar bem famoso; pode prosperar nos negócios até superar quem quer que seja, ou pode escalar o mais alto pináculo de honra da grandeza política ou militar. Naamã era tudo isso, mas ele era leproso. Assim também, o homem, não importa qual posição ocupe neste mundo, é um pecador. Ah! isto estraga tudo; torna amargo todo e qualquer cálice deste mundo. A lepra era incurável. Uma vez que contaminasse alguém, tal pessoa se tornaria imunda – inchada, coberta de crostas e feridas – uma asquerosa figura da condição do homem: perdido e arruinado ao extremo por causa do pecado. E o que é pior, no que se refere ao pecado, como também o era no caso do leproso, o homem descobre que qualquer esforço para curar a si próprio é em vão. O temido veneno se alastra. Oh! quão repugnante é o pecado! Querido leitor, talvez há muito tempo que você espera melhorar, mas será que não ficou cada vez pior? Nenhum médico da Síria podia curar a lepra. Neste mundo não se pode encontrar um só remédio, eficaz contra o pecado. Procure por todo o globo terrestre, e verá que o homem não inventou a cura para o pecado. O mundo inteiro é um grande leprosário. “Deus escolheu as coisas fracas deste mundo” (1 Co 1:27). Uma pequena serva cativa torna-se a mensageira de Deus para aquele poderoso militar Sírio. Ela diz, "Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria: ele o restauraria da sua lepra" (2 Rs 5:3). E eu posso dizer a você, querido leitor, "Quem dera que você estivesse aos pés de Jesus. Ele o limparia de seus pecados". O Rei de Israel não tinha a fé que esta pequena serva demonstrava ter. Ele pensava que os Sírios buscavam um pretexto para guerrear. Ele, pensando acerca de si próprio, disse, "Sou eu Deus, para matar e para vivificar?" (2 Rs 5:7). "Sucedeu porém que, ouvindo Eliseu, homem de Deus" (2 Rs 5:8), ele mandou avisar o leproso para que viesse ter com ele. "Veio, pois, Naamã" (2 Rs 5:9). E tal qual era o homem, assim era a sua vinda! Trazia presentes, cavalos e carruagens! E ficou esperando na porta, mas Eliseu não aceitou qualquer um de seus presentes. A salvação de Deus não está à venda. Eliseu enviou um mensageiro dizendo, "Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne te tornará, e ficarás purificado" (2 Rs 5:10). Eliseu nem sequer saiu para falar com Naamã; tão somente enviou um mensageiro. Deve ser pela fé, e não por vista ou por sinais. Deus dá tão somente a Sua Palavra. Aquele que crê é salvo. O rio Jordão era um tipo ou figura da morte. A arca da aliança havia permanecido em seu meio, enquanto todo o Israel passou a pés enxutos pelo seu leito seco, entrando na terra de Canaã. Trata-se de uma das mais surpreendentes ilustrações de Jesus tomando o nosso lugar no rio da morte. Não havia cura para a lepra deste grande homem, a não ser que mergulhasse sete vezes no rio da morte. Não há um meio sequer, em todo o universo, pelo qual um pecador possa ser limpo, a não ser pela morte de Jesus. Somente o Seu sangue nos limpa de todo pecado. Como era de se esperar, isto fez com que o leproso ficasse profundamente indignado, o que nada mais é do que a indignação do coração humano contra o modo que Deus estabeleceu para limpar o pecado. "Com toda a certeza", deve ter pensado o leproso, "Deus irá fazer algo grandioso para mim ou em mim, para que eu seja salvo". "Mas, mergulhar no Jordão… sepultar-me em um rio de morte; que coisa mais desprezível!" Além do mais, "não são porventura Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado?" (2 Rs 5:12). E ele se foi indignado. Assim acontece ainda hoje, quando o pobre leproso pecador diz, "Não são as doutrinas da minha igreja muito melhores do que a salvação somente pela morte de Cristo? Minha igreja me diz para jejuar; para manter os votos de minha profissão de fé; em suma, para guardar todas as ordenanças de minha igreja. Não é muito melhor me lavar nesses rios de minha própria religião do que simplesmente crer em Deus no que se refere à morte de Cristo?" Está bem, se você quer assim, então tente! Lave-se, lave-se, lave-se; e me mostre alguém, dos milhões que têm se lavado nos rios das religiões humanas, que esteja limpo do pecado. Mostre-me alguém que tenha certeza de que seus pecados estejam perdoados em virtude de todos os seus jejuns, orações e obediência às ordenanças. Não, não existe um sequer que, lavando-se nos velhos rios humanos, já tenha, ou possa algum dia ter, a certeza de que está salvo. Os servos de Naamã lhe disseram, "Meu pai, se o profeta te dissera alguma grande cousa, porventura não a farias? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado" (2 Rs 5:13). Todas as nações são testemunhas do que um homem poderá fazer (se o fato de se fazer algo adiantasse) para se ver limpo do pecado. "Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus: e a sua carne tornou, como a carne dum menino, e ficou purificado" (2 Rs 5:14). Com que magnificência, com toda a certeza, nos é exibida aqui a morte e a ressurreição, as duas grandes lições de Deus. A morte de Cristo: o fim do pecado; a ressurreição de Cristo: o início de uma existência totalmente nova. O velho leproso desce à morte; sepultado com Cristo. Surge o novo homem em todo o frescor de uma criança recém-nascida. Oh! quão imaculadamente limpa é esta nova criação! "E ficou purificado" (2 Rs 5:14). Esta é a maneira de Deus limpar. "No corpo da sua carne, pela morte, para perante Ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis" (Cl 1:22). Jesus desceu até à morte. Todo aquele que crê está morto com Ele, sepultado com Ele, ressuscitado com Ele, perfeito n'Ele, sem mancha ou ruga ou qualquer coisa do gênero (Rm 6; Ef 5). Oh! conhecer o poder da ressurreição; sendo feito conforme à Sua morte! Abandonar o velho e pobre "eu" leproso no Jordão. Ah! o velho leproso tem que submergir! Com frequência, quando pensamos que já estamos conscientes da morte do "eu" na cruz, vemos que ele precisa de um pouco de submersão. Ah! você ainda continua ocupado com o velho leproso, perdendo o seu tempo com suas feias crostas e supuradas feridas? Livre-se do leproso; afunde-o, afunde-o no Jordão. Só no fundo, bem no fundo, num lugar de morte, é que existe um lugar apropriado para o "eu". O único lugar para as suas justiças e para as suas injustiças é a sepultura de Cristo. Desvie o seu olhar do velho leproso para o Cristo ressuscitado. Se, por um lado, Adão estava cheio do veneno do pecado, por outro lado Deus fez com que Cristo se tornasse para nós sabedoria, santificação, justiça e redenção. Não existe qualquer mancha de lepra no Cristo ressuscitado. E “qual Ele é, somos nós também neste mundo” (1 Jo 4:17). Aperfeiçoados para sempre. Limpos de toda mancha. Oh! querido leitor, você aprendeu esta tremenda lição? Você já mergulhou na morte? Está você ressuscitado com Cristo? Então se ocupe com as coisas que são do alto. Toda velha mancha do leproso pecado já se foi. "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus" (2 Co 5:17-18). Charles Stanley (1821-1890) voltar ao Índice POR SEUS FRUTOS Normalmente, uma árvore é conhecida por seus frutos. Muitas pessoas, que dificilmente conseguiriam diferenciar uma árvore de outra, são capazes de fazê-lo quando vêem o fruto. Existem muitos mestres religiosos cujos lábios podem nos enganar, e cujas pretensões quase nos fazem cultivar um grande respeito por eles, mas o Senhor não nos disse que deveríamos julgá-los pelo que falavam. Não existiam mestres religiosos mais rigorosos, e nem mais presunçosos, do que os fariseus, mas o Senhor Jesus os julgou por seus frutos. Deveríamos fazer este teste em nós mesmos em nossa vida diária. Façamo-nos passar pelo mesmo teste. Somos aquilo que fazemos. Os homens não colhem uvas de espinheiros, ou figos dos abrolhos. Não podemos cultivar um espinheiro, de modo a fazer dele uma videira, ou transformarmos um abrolho numa figueira, assim como ninguém poderá ser treinado a se tornar um verdadeiro Cristão. O verdadeiro Cristão é aquele que é nascido de novo; nele habita o Espírito Santo, e pelo Espírito ele é capacitado a produzir os frutos que são aceitáveis a Deus. Algumas das árvores do pomar do Senhor, não produzem tantos frutos quanto outras, mas “os que ouvem a Palavra e a recebem, e dão fruto, um a trinta, outro a sessenta, outro a cem” (Mc 4:20). Considere a grande quantidade de mangas que são produzidas por uma única mangueira. Aquela mangueira foi também, um dia, uma solitária manga. Conforme os anos foram se passando, ela brotou, cresceu, criou galhos, e estes, nas épocas apropriadas, produziram frutos. Em algumas épocas as árvores produzem mais abundantemente que em outras, e o mesmo ocorre com o Cristão, embora esta palavra seja sempre válida: "Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto" (Jo 15:8). Os frutos de uma árvore não surgem todos de uma só vez. O processo é, geralmente, lento. Porém, embora o desenvolvimento seja lento ou comparativamente rápido, a árvore, em sua totalidade, está ordenada de forma a produzir fruto. E este princípio é igualmente verdadeiro no que diz respeito ao Cristão. Ele não vive mais para si mesmo, mas para a glória de Deus, e se não produz fruto, sua vida está sendo desperdiçada. Existe somente uma maneira de se produzir fruto, e esta maneira nos é mostrada pelo Senhor Jesus em Suas palavras registradas no capítulo 15 do Evangelho de João. É somente estando n'Ele, permanecendo n'Ele, ou vivendo em Sua companhia que produzimos fruto. Quando o coração está familiarizado com Cristo, os pensamentos, palavras e ações do crente são aceitáveis diante de Deus Pai. Não somos os melhores juízes do caráter dos frutos que produzimos, embora devêssemos viver em constante juízo próprio. Os outros irão concluir o que somos pelos nossos modos e por nossas palavras. Nossa influência, é a parte mais importante de nossa vida. Nunca subestime sua influência, e nunca se esqueça: você não pode evitar exercer influência sobre outros. "O fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei" (Gl 5:22-23). Estas coisas são mais valiosas que todas as jóias que o mundo pode exibir, e é pelos seus frutos que o mais humilde seguidor do Senhor Jesus é conhecido. Young Christian voltar ao Índice SEGURANÇA ETERNA Existem cinco coisas que deveriam acontecer antes que um salvo perca a sua salvação. Porém, são coisas impossíveis de acontecer! 1) Alguém teria que nos tirar da mão do próprio Deus. "Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de Meu Pai" (Jo 10:29). 2) Alguém teria que quebrar o selo de propriedade que nos tornou propriedade particular de Deus. "Fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da Sua glória" (Ef 1:13-14). 3) Alguém teria que expulsar o Espírito Santo de Deus que habita em nós. "Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Co 3:16). "E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo 14:16). 4) Alguém teria que nos separar do amor de Cristo. "Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus Quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo Quem morreu, ou antes Quem ressuscitou dentre os mortos, O qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de Ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8:31-39). 5) Alguém teria que apagar o nome do crente do Livro da Vida do Cordeiro. "Alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus" (Lc 10:20). "…cujos nomes estão (escritos) no livro da vida" (Fp 4:3). "E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo" (Ap 20:15). "Os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro" (Ap 21:27). Nossos nomes, das palmas de Suas mãos, A eternidade não conseguirá apagar; Impressos no coração de Deus já estão, Com a indelével tinta da graça sem par; E nós, até o fim viver poderemos, Na solene certeza que nos é dada; Já seguros, mas sempre mais serenos, Tendo nos céus o final da jornada. Christian Treasury Pensamento: Todas as pessoas, crentes ou incrédulas, deverão abandonar o mundo. O mais obstinado mundano irá, cedo ou tarde, abandonar as vaidades, prazeres, esperanças e interesses deste mundo. Ele terá que abandoná-los. A diferença é esta: o Cristão abandona tudo isso para Deus; o mundano abandona essas coisas no final pois não pode conservá-las consigo. Faraó, rei do Egito, abandonou o Egito e sua corte tanto quanto Moisés. Mas a diferença é que o rei do Egito teve que abandoná-las por causa do juízo que caiu sobre si, enquanto Moisés abandonou-as por Cristo. "Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa" (Hb 11:24-26). Christian Tresaury voltar ao Índice A BÍBLIA DO MEU VIZINHO Eu sou a Bíblia do meu vizinho, Pois me lê sempre ao me encontrar; Hoje me lê, se estou de caminho, E amanhã, quando vier ao meu lar. Parente, amigo, ou colega há de ser, Ou é, talvez, só meu conhecido; Poderá, meu nome, nem saber dizer, Mas, certo estou: ele me tem lido! Quem será este que é meu vizinho Que está a me ler, quando nem ligo, A fim de ver quais são meus caminhos E se estou andando do jeito que digo? É aquele que está sempre por perto Pra tecer críticas e até blasfemar; Que está seguro que seu pensar é certo, Porém, é mais um pra Cristo salvar. Esteja ciente, querido irmão, Que o mundo inteiro está a nos ver Buscando em nós um claro sermão, Não só nas palavras, mas sim no viver. Em linhas bem retas busquemos copiar, Aquilo que Deus por nós quer dizer, A fim de o vizinho podermos ganhar Pra Cristo Jesus, depois de nos ler. Adaptado de "Helps For Young Believers" Existem dois tipos de testemunho: os lábios e a vida. E os lábios deveriam ser apenas a expressão daquilo que primeiramente foi produzido na própria vida. Deveríamos desejar uma realidade intensa; sermos possuídos e controlados pela verdade que professamos possuir, e assim evitar o uso de frases e sentenças que nunca tenham sido aplicadas em nós mesmos – que nunca tenham sido por nós comidas, digeridas e experimentadas como verdade em nossa própria alma. E.Dennet The Christian Newsletter voltar ao Índice A NOSSA ESPERANÇA "Na casa de Meu Pai há muitas moradas; …vou preparar-vos lugar" (Jo 14:2). Notemos que Cristo estava na casa de Seu Pai, da qual Ele desfrutava como Filho, e como Homem irá nos preparar lugar. Esta é uma bênção inefável! Foi um consolo, um gozo, os discípulos terem Cristo com eles nesse mundo, mas aquilo durou pouco tempo. Ele iria nos preparar um lugar para estarmos "na (em a) casa". Pensemos como será o lar do Seu coração! Onde os Seus afetos serão sentidos – os afetos do Filho divino, e também na Sua humanidade – e pensemos que esse é o lar para onde Ele nos irá levar. Que coisa maravilhosa! Que lar deve ser! "Virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo" (Jo 14:3). "Mandar-vos subir não seria conveniente; enviar-vos um guia, tampouco seria apropriado; mas virei Eu mesmo para vós". Que ternura! Ainda que tenha entrado na glória, e tenha Se assentado no trono de Seu Pai, irá deixá-lo para voltar e levar-nos pessoalmente à casa de Seu Pai. Os Seus afetos estão tão concentrados em nós que Ele não estará satisfeito sem que venha buscar-nos. Virá pessoalmente; não enviará outra pessoa. A bem-aventurança da Sua vinda não interessa apenas a nós, mas é a expressão do coração de Cristo. Ele quer que Lhe pertençamos. É o Seu próprio interesse por nós, o Seu amor para conosco. Quando reconhecemos isso, o nosso coração é atraído para Ele. Sem dúvida é uma benção inefável para nós, mas é também a revelação do próprio Cristo. A única esperança bem-aventurada da Igreja é que Ele virá outra vez e nos levará. É uma realidade que quando partimos do corpo estaremos “com o Senhor”, ausentes do corpo, presentes “com o Senhor” (2 Co 5:8), mas não é essa a nossa esperança; nossa esperança é que Ele virá e nos levará (espírito, alma e corpo reunidos). Esta esperança Ele a tem em Seu coração, e deve estar em nosso coração também. As virgens saíram ao encontro do noivo: essa foi a condição da Igreja ao princípio. Convertidas, esperando o Filho de Deus dos céus, porém, todas adormeceram, tanto as prudentes como as loucas. Era necessário despertá-las pelo grito da meia-noite. O que levou a Igreja a uma condição morta foi o pensamento: "o meu Senhor tarda em vir"; isso levou-a "…a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se" (Lc 12:45). Esta é uma verdade que deve ser posta em prática, e é essencial à vida do Cristão. Se estivermos, constantemente, à espera de Cristo não desejaremos estar em lugar algum onde não queremos que Ele nos encontre. Deveríamos também nos apartar de qualquer coisa que não Lhe agrade, não importa o que seja. Esperamos Aquele que nos ama. O Seu coração deseja-nos, e Ele quer dar satisfação ao Seu coração. Não é assunto de profecia. A profecia tem a ver com o governo divino deste mundo e ela tem um lugar importante, mas nada a ver com a nossa esperança. J.N.Darby (1800-1882) voltar ao Índice

  • Castigo (Novembro de 2021)

    Baixe esta revista digital nos formatos: EPUB - MOBI INDÍCE Castigo Christian Truth As Maneiras de Deus Lidar Conosco W. J. Prost Retribuição, Castigo e Purificação Girdle of truth Sofrer por Cristo e Castigo Girdle of Truth Lições da Aflição J. N. Darby O Consolo de Deus J. N. Darby Uma Reação Correta W. J. Prost Uma Raiz de Orgulho Sound Words A Firmeza do Amor na Disciplina Girdle of Truth Feito de Bom Material J. N. Darby Castigo J. G. Deck Castigo O Senhor dá à nossa alma “descanso dos dias da adversidade” (TB) através da comunhão com Ele, não apenas comunhão na alegria, mas na santidade. As circunstâncias são usadas apenas para derrubar a porta e deixar Deus entrar. Deus está perto da alma quando Ele, na certeza do amor, entra nas circunstâncias e é conhecido como melhor do que qualquer circunstância. O Senhor nunca castiga sem razão para isso, e mesmo assim, “Bem-aventurado é o homem a quem Tu castigas, ó SENHOR” (Sl 94:12 – KJV). Não existe palavra mais maravilhosa do que essa! Se a alma estiver julgando a si mesma, frequentemente haverá angústia e tristeza, mas os efeitos são abençoados. O que precisamos imensamente é de intimidade de alma com Deus, descansando com tranquilidade n’Ele, ainda que tudo seja confusão e tumulto ao nosso redor. “Na multidão dos meus pensamentos dentro de mim, Tuas consolações deleitam a minha alma” (Sl 94:19 – KJV). Nossa porção não é apenas conhecer as riquezas da graça de Deus, mas o segredo do Senhor – ter intimidade de comunhão com Ele em Sua santidade. Então, por mais adversas que sejam as circunstâncias, a alma repousa tranquila e firmemente n’Ele. Christian Truth (adaptado) As Maneiras de Deus Lidar Conosco O título desta edição da revista O Cristão é “Castigo”, mas nem todas as maneiras de Deus lidar conosco ao nos moldar e nos conformar à imagem de Cristo são castigo, estritamente falando. Na fala cotidiana, a palavra carrega o pensamento de correção por meio de punição, enquanto na Escritura a palavra é frequentemente usada em um sentido mais amplo e também pode se referir a disciplina ou treinamento, sem necessariamente definir as maneiras e meios que são usados. Há várias maneiras pelas quais o Senhor treina Seus filhos, todas descritas para nós na Palavra de Deus. Vamos dar uma olhada nelas e em alguns exemplos na vida de Seus filhos na Escritura. Usaremos cinco palavras[1] para definir essas maneiras de Deus lidar, todas começando com a letra “P”. Preparatória A primeira que iremos considerar é “preparatória”. Quando o Senhor tem algo para fazermos para Ele, ou talvez algo que suportaremos por Ele, geralmente Ele nos prepara para isso, colocando-nos em circunstâncias menores que nos fortalecem e nos permitem experimentar Seu amor e cuidado por nós. Ele nos mostra como essa “tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança” (Rm 5:3-4). Então, ao talvez enfrentarmos uma prova maior ou embarcarmos em uma obra para o Senhor, estamos prontos para agir ou perseverar com certo grau de confiança no Senhor, tendo experimentado Seu cuidado por nós no passado. Como exemplo disso, vemos que Davi, embora tivesse sido ungido rei, foi obrigado a fugir de Saul e a passar vários anos como fugitivo, caçado como “uma perdiz nos montes”. Por vezes, ele foi provado com bastante severidade, a ponto de uma ou duas vezes sua fé vacilar, e ele desertar para os filisteus. Outras vezes, seus próprios seguidores se voltaram contra ele, e seu único recurso foi encontrar ânimo “no Senhor seu Deus” (1 Sm 30:6). Alguém colocou muito bem: “Aquele que iria ser rei e conduzir seu povo a um relacionamento mais íntimo com o Senhor deveria, antes de tudo, aprender a confiar apenas no Senhor quando todos falharam para com ele”. Vários salmos foram escritos durante esse período de rejeição de Davi, e a preparação valeu muito a pena. Preventiva Em seguida, encontramos o oposto de preparatória, que é “preventiva”. Nosso bendito Senhor e Mestre, que conhece o fim desde o princípio em nossa vida, às vezes pode intervir para evitar que fracassemos no futuro. Ele pode nos fazer passar por uma experiência que não entendemos no momento e para a qual parece não haver nenhum motivo particular. Pode acontecer de examinarmos nosso coração (e é bom que o façamos!), porém sermos incapazes de detectar, na presença do Senhor, qualquer coisa em que precisemos de correção. Mas, com o passar do tempo, nos vemos colocados em uma circunstância ou situação que realmente nos testa, e descobrimos que o que experimentamos da parte do Senhor nos impede de tomar uma decisão errada, ou talvez até mesmo de cair em pecado. Encontramos um exemplo disso em Paulo, a quem foi dado “um espinho para a carne” (2 Co 12:7 – JND), depois de ter sido arrebatado ao terceiro céu. Enquanto lá em cima, ele não precisava desse espinho, mas, após ser trazido de volta à Terra, havia o perigo de que ele se “exaltasse pela excelência das revelações” (v. 7 – ACF). O “espinho para a carne” era para evitar essa exaltação indevida, mas era evidentemente muito penoso para Paulo. Ele rogou “ao Senhor três vezes” para que aquilo se afastasse dele, mas no fim aprendeu por meio de tudo a “gloriar-se nas [suas] fraquezas, para que o poder de Cristo repousasse sobre [ele]” (v. 9). Purificadora Encontramos a palavra “limpa” em João 15:2: “[...] todo o [ramo] que dá fruto [Ele] limpa, para que produza mais fruto” (ARA). Essa é uma ação do Senhor muito positiva, pois o agricultor poda cuidadosamente uma boa árvore que dá fruto para que ela possa dar ainda mais fruto. Assim, o Senhor treina, de uma forma muito cuidadosa, um crente que está dando fruto para Ele. Pode haver um traço de caráter, uma tendência carnal, ou mesmo uma atividade específica em que temos prazer, que não seja pecaminosa em si, mas que impede nosso crescimento espiritual e nossa utilidade ao Senhor. O Senhor pode trazer isso diante de nós de várias maneiras a fim de nos purificar (ou podar) daquilo que é prejudicial para nós. Vemos um exemplo disso na vida de Abraão. Ele era um homem piedoso, cuja vida de fé é mencionada por toda a Palavra de Deus. Ainda assim, por duas vezes ele disse que sua esposa, Sara, era sua irmã – primeiro no Egito, e mais tarde para Abimeleque e seu reino. A repreensão de Abimeleque foi mais severa do que aquela que veio de Faraó no Egito, e evidentemente Abraão aprendeu a lição, pois não lemos que ele tenha dito isso novamente a respeito de Sara. Contudo, notamos que não houve uma repreensão direta do Senhor. A comunhão cuidou disso, e a repreensão de Abimeleque foi suficiente para podar aquela parte ruim do ramo. Provadora Esta maneira de Deus lidar conosco é talvez a mais difícil de entender, porém é a que o Senhor usa com os melhores de Seus filhos. Todos nós sabemos que, quando os homens desejam testar algo que fizeram, eles não testam apenas em condições ideais. Não, eles o testam em condições severas, para ver se resiste às cargas e às tensões dessas condições. O mesmo acontece com o Senhor, pois, se Ele sempre permitisse apenas condições de “tempo bom” entre o Seu povo, o mundo bem poderia dizer, como disse Satanás a respeito de Jó: “Porventura, teme Jó a Deus debalde? Porventura, não o cercaste Tu de bens a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e o seu gado está aumentado na Terra” (Jó 1:9-10). Assim, o Senhor às vezes permite a pior das circunstâncias na vida dos melhores de Seus santos, a fim de mostrar o que Sua graça pode fazer e como um crente pode superar as mais severas provações em comunhão com Ele. O próprio Jó é um exemplo disso, pois está registrado que “em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios” (Jó 2:10), e Satanás foi totalmente derrotado. Mas talvez um exemplo melhor seja Estêvão em Atos 7, que, mesmo com uma multidão de judeus fanáticos tendo arremetido contra ele e o apedrejado até a morte, pôde fixar “os olhos no céu” e ver “a glória de Deus” (At 7:55). Suas últimas palavras foram: “Senhor, não lhes imputes este pecado” (v. 60). Sua morte é um exemplo do que um crente pode suportar quando está andando com o Senhor e tem uma visão da glória vindoura. Quantas cenas assim têm sido testemunhadas ao longo dos séculos, quando crentes fervorosos morreram alegremente por Cristo ou talvez tenham suportado enfermidades dolorosas e prolongadas com alegria! Punitiva Finalmente, chegamos ao que podemos chamar de disciplina “punitiva”. Esse tipo de tratamento por parte de Deus com Seu povo é, sem dúvida, o que causa verdadeira tristeza ao Seu coração, da mesma forma que lidar com uma criança dessa maneira causa tristeza ao coração de pais piedosos. Há um governo na casa de Deus, e, quando seguimos deliberadamente uma conduta contrária à mente de Deus e à Sua Palavra, Ele pode acabar tratando conosco com séria disciplina. Tudo isso é em amor, pois “quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (1 Co 11:32). Nesse capítulo em particular, a disciplina envolveu muitos dentre eles ficando “fracos e doentes” e muitos que morreram. Da mesma forma, João em seu ministério se refere a um “pecado para morte” (1 Jo 5:16), onde a conduta do crente é tão desonrosa para o Senhor que ele é levado para casa na morte. No entanto, essa disciplina pode não ir tão longe, mas pode, por exemplo, assumir a forma de doença, acidente ou reveses financeiros. Eu soube de um caso, muitos anos atrás, em que um irmão seguiu uma conduta obstinada e carnal, perturbando a paz de sua assembleia local e geralmente causando problemas. No fim, ele se envolveu em um grave acidente automobilístico que quase tirou sua vida. Felizmente, ele tirou proveito de tudo aquilo e foi restaurado em sua alma. Um exemplo na Palavra de Deus pode ser o rei Josias. A respeito dele, está registrado que “antes dele não houve rei semelhante, que se convertesse ao SENHOR com todo o seu coração, e com toda a sua alma, e com todas as suas forças, conforme toda a Lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro tal” (2 Rs 23:25). Ele foi um dos reis mais piedosos de Judá, e a Páscoa que celebrou no décimo oitavo ano de seu reinado foi o ponto alto de sua carreira. Mas os próximos 13 anos de sua vida são passados em silêncio, e, quando ele insistiu em sair à guerra contra Neco, rei do Egito, o Senhor permitiu que ele fosse morto. Está solenemente registrado que ele “não deu ouvidos às palavras de Neco, que saíram da boca de Deus” (2 Cr 35:22). Sabemos que um verdadeiro santo de Deus nunca pode perder sua salvação, contudo é solene pensar em sermos colocados sob o governo de Deus por desobediência deliberada. Contudo, mais uma vez, vale muito a pena, se temos proveito com isso. Deus não nos leva embora na morte como a primeira voz para a nossa alma. Sem querer ir além da Escritura, creio que houve outras vozes menores da parte do Senhor a Josias durante os 13 anos anteriores à sua morte. Ele evidentemente não deu atenção a elas e, por fim, foi morto em batalha. Que possamos tirar proveito do que “dantes foi escrito”. W. J. Prost Retribuição, Castigo e Purificação Quanto mais aplicarmos nosso coração à sabedoria, melhor entenderemos as maneiras como Deus trata conosco. Se estivermos atentos ao propósito dessas maneiras, descobriremos que a maioria delas está compreendida sob três aspectos, cada qual distinto em seu caráter, intenção e efeito produzido na alma. Antes de traçar os exemplos de cada ação na Escritura, permita-me declarar o que acredito serem suas respectivas características. Retribuição considero como pertencente, nitidamente, ao governo de Deus no mundo e ao governo do Senhor na Igreja. O princípio está incorporado nesta passagem: “Com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mt 7:2). Castigo é de outra ordem e é mais quando negligenciamos nosso chamado, como Jacó em Salem; o Senhor vem para remover o peso que obstrui nosso caminho. Talvez haja uma posição errada que não queremos renunciar, mas à qual, sendo um obstáculo para o nosso progresso, alguma aflição é enviada para efetuar a correção necessária. Purificação entendo ser a ajuda que alguém recebe para separar-se de uma associação no momento, durante o serviço. Ela nos permite realizar com mais eficácia o propósito da alma. A grande característica dessa ação é que a alma prontamente a aceita como uma ampliação no serviço em que está empenhada. Podemos agora examinar essas ações um pouco melhor. Retribuição Muitas vezes, é muito difícil identificar a causa da retribuição. Uma grande razão para isso é que Deus, em Sua misericórdia, muitas vezes permite que o tempo passe antes de infligir o que Seu justo governo exige. A morte é a primeira e maior retribuição: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:17). Essa é a primeira penalidade judicial associada a uma infração da justa lei do governo de Deus. A maldição de Caim é um exemplo de simples retribuição rapidamente instituída, enquanto o sofrimento de seus dois filhos foi um castigo a Adão, e vemos o fruto disso quando ele escolhe o nome de Sete. Tudo o que Abrão sofreu por causa de Agar era retribuição, pois, se ele não tivesse descido ao Egito, não teria encontrado com ela. Na história de Davi, encontramos um exemplo de cada. Quando, no caso de Bate-Seba, ele atenta contra Deus, ele sofre retribuição com a sentença de que a espada não se apartaria de sua casa; ele também é castigado, pois seu filho morre. A retribuição acontece à parte do castigo, mas a alma exercitada pode usá-la como castigo, embora possa não ser infligida primariamente por esse motivo. “Com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” explica muitas provações pelas quais o povo de Deus passa. Castigo Quanto ao castigo, acho que podemos dizer que há três ordens de correção: a primeira e mais feliz é a denominada “purificação”, que iremos observar em breve. A segunda é aquela correção enviada para nos fazer renunciar ao que o fracasso nos conduziu e que está atrapalhando nosso progresso. Para isso, a alma é submetida a dor e exercício, e é “depois” que se produz o “fruto pacífico da justiça”. Isso é facilmente compreendido, pois nunca vemos nitidamente alguma coisa até que estejamos a uma certa distância dela. Essa ordem do castigo é sempre “de tristeza”, e, enquanto ele dura, há mais ou menos uma sensação de distanciamento entre o Pai e a alma. Com a “purificação”, não há absolutamente nenhuma. Almas descuidadas A terceira ordem da correção é quando Deus castiga os que são Seus, mas eles não percebem. Almas descuidadas são frequentemente admoestadas e nunca sabem o porquê, mas o Senhor faz isso para justificar Seu próprio cuidado, para que, quando os olhos delas forem abertos, possam se lembrar da correção d’Ele. Este é, em certo sentido, trabalho infeliz e trabalho a contragosto, se assim posso dizer, para o Senhor, mas Ele deve justificar a Si mesmo, Seu cuidado e Sua correção, ainda que pouco apreciada. Mas Ele sempre corrige o mínimo possível e sempre corrige mais onde encontra mais aceitação dela. Um exemplo notável desta terceira ordem do castigo pode ser encontrado nos primeiros sofrimentos de Ló em Sodoma – aqueles relatados em Gênesis 14, dos quais Abrão o libertou. Temos ali o Senhor tratando com uma alma não exercitada, e, embora isso não tenha sido aceito como correção na época, mais tarde, quando seus olhos foram abertos pela catástrofe final, Ló certamente deve ter percebido que Deus o estava alertando. Purificação Purificação foi como denominei o primeiro aspecto do castigo ou correção, tendo esta característica especial, de que a alma que é purificada está em plena afinidade com o Purificador e alegremente se aproveita do processo que remove seja o que for que impede seu serviço. É disso que o Senhor fala em João 15:2, onde Ele diz:“todo o [ramo] que dá fruto [Ele] limpa, para que produza mais fruto” (ARA). A alma convicta de sua culpa recebe com prazer os meios de se endireitar. Moisés foi purificado quando lhe foi dito para tirar os sapatos dos pés, pois o lugar em que ele estava era terra santa. E Paulo, quando estava na prisão (resultado de sua própria falha), foi aliviado do medo pela visão à noite. Considero a bênção de Melquisedeque como uma purificação para Abraão, porque o separou das expectativas terrenas. Fixou-o no futuro de forma mais clara, e assim permitiu que ele, alguém que já dava fruto, a dar “mais fruto”, recusando todas as ofertas do rei de Sodoma. Quando procuramos realmente servir, somos libertados do que impediria nosso serviço, e isso é purificar devidamente. Não é necessariamente acompanhada de sofrimento, porque seu grande objetivo é dissociar a alma daquilo de que ela deseja livrar-se. Efeitos Quanto ao efeito produzido por essas maneiras de tratar, estou inclinado a pensar que, em casos de retribuição, não há maleabilidade da alma até que a tristeza passe. Os sofrimentos retributivos, quando aceitos, sempre nos levarão à humilhação em vez de real frutificação. Eles podem nos preparar para esta última, mas a tendência do homem natural ao passar por esse tipo de sofrimento é a autojustificação, e geralmente temos que ser ensinados a aceitar a punição pela nossa iniquidade não como uma compensação por ela, mas como um justo pagamento pela ofensa para com Deus. Podemos ter “procurado fazer em oculto”, como Davi fez, mas os inimigos do Senhor blasfemaram por causa disso. A experiência dele dada no Salmo 51 mostra-nos a condição adequada da alma em tais ocasiões, e [é] aquela que conduzirá à libertação total. Assim será com Israel nos últimos dias. Os sofrimentos retributivos de Davi foram seguidos de castigo, pois Absalão e outros de sua família morrem, mas ele retorna ao trono, trazendo o “fruto pacífico da justiça”. Qualquer sofrimento é castigo ou correção, se o efeito disso é nos levar a Deus. E, quando o aceitamos como algo que nos leva para Ele, sabendo que é necessário para nós, então o castigo avançou para a purificação. A purificação frequentemente segue a ordem inferior da correção, não obstante é distinta dela e sempre produz alegria e vigor para a alma, maior produção de frutos e liberdade para o serviço. Girdle of Truth, Vol. 6 (adaptado) Sofrer por Cristo e Castigo Hebreus 12:1-13 Quando olhamos para Jesus como um Homem na glória, vemos alguém que chegou ao fim do percurso. Ele correu todo o percurso da fé, passou por todas as provações; Ele começou e terminou. Você nunca se encontrará em algum lugar de provação, onde um crente pode ser encontrado no caminho da obediência, em que Cristo não tenha estado. Ele pisou todo o caminho e está sentado à direita do trono de Deus. É para lá que a estrada leva, então não desista da cruz. Jesus a carregou e assentou-se lá – é algo pelo que vale a pena correr. Ele veio em divino amor, mas andou no caminho em que nós devemos andar com todos os motivos que nos sustentam e animam. Ele tinha diante de Si a alegria de estar diante de Deus naquele bendito lugar. Que consolo no caminho da dificuldade e provação ver que Ele já tudo pisou e em tudo foi sustentado da mesma maneira que nós somos! Sofrimento e castigo Ao longo de todo o caminho, conforme passamos em direção ao descanso na glória, Deus está exercitando nosso coração para nos tornar participantes de Sua santidade. Esses exercícios têm um caráter duplo: “Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado” (Hb 12:4). Aqui temos dois princípios que somente o Espírito de Deus poderia conectar: o primeiro, resistir até ao sangue, no qual seria sofrer até a morte por Cristo; o segundo, ao mesmo tempo sofrer em conflito contra o pecado, pelo qual ele é, na prática, julgado em nós. Deus conecta nossa luta contra o pecado com sofrer por Cristo; resistir até o sangue é morrer por Cristo, mas, como isso está no conflito com o pecado, não pode ser verdadeiramente levado adiante quando o princípio do pecado e nossa própria vontade estão ativos em nós. Consequentemente, esse mesmo sofrimento serve como disciplina, e assim no próximo versículo é acrescentado, “Filho meu, não desprezes o castigo do Senhor” (KJV). Quem iria pensar em Deus nos castigando justamente quando estamos sofrendo por Cristo? Mas é assim, pois o eu é muito sutil; ele se confunde até mesmo com o sofrimento por Cristo e atrapalha nosso serviço, e podemos temer até mesmo desonrá-Lo ao invés de servi-Lo. Somos propensos a ficar desanimados quando temos que nos julgar em meio ao conflito, e até podemos ser tentados a sentar e não fazer absolutamente nada. O julgamento de si mesmo é correto, mas não o desânimo. Suponha que eu esteja servindo a Cristo e fique desanimado na batalha. Por que isso acontece? Confiança no meu próprio mau uso de poder – falta de fé em Deus fazendo Sua obra. Agora, o que Deus está fazendo? Deus está usando o desânimo para me exercitar a julgar a mim mesmo. Não há uma etapa de nossa vida que não faça parte do processo no qual Deus está tratando conosco. É um processo para quebrar a carne para me fazer depender da salvação de Deus. Após essa libertação, é um processo de experiências para me exercitar a andar com Deus. A questão da libertação nunca precisa ser levantada novamente, mas há uma série de coisas a serem julgadas para que eu possa desfrutar da comunhão com Deus. Moisés Em Moisés, temos um exemplo dessas duas coisas; ele estava sofrendo por Cristo e também por causa de sua carne, ao mesmo tempo. O Espírito de Deus nos fala do brilhante caminho de fé em que ele estava andando quando se juntou aos filhos de Israel (Hb 11:24-26), mas a carne o acompanha, e, com uma mistura de energia humana, alimentada pela posição em que havia estado, ele mata o egípcio. Deus certamente permitiu isso para que a ruptura fosse completa, mas Moisés depois temeu a ira do rei. Em suas ações, ele olha para um lado e para outro, e quando o negócio é descoberto, ele foge. Ele estava, principalmente, sofrendo por Cristo – levando o vitupério de Cristo da maneira mais abençoada, mas havia muito para ser purificado e subjugado nele; e, se ele teve que fugir por ter-se identificado com o povo de Deus, ele teve que passar por aquela disciplina de 40 anos para se desgarrar de toda confiança na força humana. Quando isso se vai, vemos quão pouca coragem a carne consegue ter diante da dificuldade. Agora, embora a carne tenha de fato mostrado sua fraqueza, Moisés pode ser um deus (juiz) para o Faraó. Paulo Em Paulo, também, vemos a mesma coisa. Um espinho na carne é dado a ele, para que não fosse exaltado acima da medida. Vemos nele a ação da devoção na vida divina e a ação da carne sendo contida por aquilo que o tornaria passível de desprezo em sua pregação (veja Gálatas 4:13-14). Quando o apóstolo, portanto, sentia o espinho, ele estava realmente sofrendo por Cristo, contudo aquilo era necessário para conter a carne. Esse é o efeito dessa graça maravilhosa que usa aqueles que ainda precisam aprender para si mesmos como vasos da glória e verdade divinas para ensinar a outros. O vaso deve ser tratado, tanto quanto usado. Deus, num certo sentido, tendo dado ocasião ao perigo de exaltação própria de Paulo pela abundância da revelação concedida a ele, o protegeu do perigo. Como é precioso esse constante cuidado de Deus! Ele está sempre cuidando de nós. Os hebreus estavam tornando-se mundanos, e a perseguição vem. É sofrer por Cristo, e ainda assim pelo pecado. E a mão de Deus está lá para dar, através de tudo isso, sentidos exercitados para discernir o bem e o mal. A obra está acontecendo, mesmo que eu não saiba tudo o que está acontecendo, e só saiba depois. Quando a obra termina, eu me torno mais espiritual e sou, então, capaz de ver o que Deus estava fazendo o tempo todo. A Sua obra Ele continua para a Sua glória. O castigo nem sempre é por causa de transgressão, mas, se não for, é por causa do princípio que produz a transgressão ou que poderia produzi-la. Girdle of Truth, Vol. 3 (adaptado) Lições da Aflição É evidente que as aflições são provas de fé, bem como o castigo; portanto, não devemos supor que o que nos acontece é sempre com o propósito de castigo propriamente dito. Existe disciplina, bem como castigo; isso é o que purifica, o que ajuda a mortificar a carne, o que quebra a vontade e ajuda, por meio de uma obra interior, a nos proteger das tentações exteriores. Caso contrário, essas tentações nos surpreenderiam, por causa da leviandade inata do coração, que se entrega à vaidade tão facilmente se não houver nada para contrabalançar. Não falo de leviandade exterior, mas dessa tendência, tão natural para nós, de esquecer a presença de Deus. Então, há o castigo, a disciplina e a provação da fé. O castigo deve afetar a consciência, despertando-a para qualquer fracasso (por meio da operação do Espírito Santo que a acompanha), mas ao mesmo tempo a obra não está completa até que a raiz do fracasso seja descoberta na consciência, e isso se aplica a todos os tipos de disciplina. Falta de dependência e orgulho Falta de dependência de Deus e orgulho podem nos levar a muitos fracassos; a alma não é restaurada antes que aquilo que deu ocasião a esses fracassos seja julgado no coração. A disciplina se aplica mais à condição da alma. Existem coisas como negligência, orgulho, esquecimento interior de Deus – mil coisas que precisam da faca de poda do Lavrador –, e é mesmo necessário que as coisas que não estejam expostas diante da consciência sejam impedidas de agir no coração. A carne precisa ser assim controlada de antemão. O aperfeiçoamento da nova criatura Mas existe um aperfeiçoamento da nova criatura, o qual deixa espaço para provações: Cristo passou por elas. Embora o novo homem seja em si perfeito, ainda assim há progresso. Em nós, os vários tipos de provações estão misturados; em Cristo, havia apenas este último: a experiência do que Ele não havia passado antes. Não que Ele não tenha sido sempre perfeito, mas Ele “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (ARA); Sua fé e obediência foram postas à prova por circunstâncias cada vez mais difíceis, e isso até a morte. Sua perfeição não estava no agir, mas no sofrer; no sofrimento, houve uma entrega mais completa de Si mesmo. Foi assim também com o apóstolo Paulo; encontramos isso mais particularmente em Filipenses. Deus permite que o inimigo coloque dificuldades no caminho do novo homem. Uma provação vem; a energia do novo homem é exercitada por ela; ele é fortalecido por ela e, no final, obtém a vitória. Se uma pessoa não age segundo a fé, ela recua, perde a alegria, ou no mínimo a luz do Espírito Santo. O novo homem, embora perfeito em sua natureza, é um ser dependente. Esse é o lugar que Cristo assumiu. O velho e o novo homem Às vezes, provações externas são necessárias, para que possamos distinguir entre o que é do velho homem e o que é do novo, os quais frequentemente são confundidos em nosso enganoso coração. Quando permanece no coração qualquer gemido que não seja proferido a Deus como a um Deus de graça, qualquer falta de confiança n’Ele, é a carne e a obra do inimigo. Quando não seguimos em frente quando Deus apresenta o caminho, por causa de alguma dificuldade, a carne age e o Espírito é entristecido. Tenham confiança n’Ele e regozijem-se em Seu amor. Podemos estar abatidos às vezes (embora raramente não seja por falta de fé), e ainda assim todas as coisas continuam bem, se levarmos tudo a Deus. Se for apenas provação, certamente seremos consolados; se houver falha em nós, ela será descoberta ali. Não importa como as coisas estejam, vamos a Ele; Sua paz guardará nosso coração. J. N. Darby (adaptado) O Consolo de Deus No Salmo 94, vemos, primeiro, o tumulto dos inimigos e, então, que Deus fez isso. Assim é constantemente com o santo na provação: ele vê a obra de Satanás, então vê a mão de Deus nela e recebe benção. Todo o presente efeito destas condutas do “ímpio” é: “Bem-aventurado é o homem a quem Tu castigas, ó Jeová, e a quem ensinas da Tua lei, para lhe dares descanso dos dias maus, até que se abra a cova para o ímpio” (Sl 94:12-13 – JND). A cova ainda não foi aberta; o trono da iniquidade ainda não foi derrubado. Se, por castigo, o poder do adversário está contra nós, o objetivo do Senhor em tudo isso é dar “descanso dos dias maus”. Não falo apenas de sofrer por Cristo. Se somos envergonhados por causa do nome de Cristo, é somente para alegria e triunfo, e glória para nós, mas também me refiro àquelas coisas em que pode haver a “multidão de [...] pensamentos dentro” (ACF), porque vemos que temos andado de forma inconsistente e descuidada nos caminhos de Jeová. Ainda assim, “Bem-aventurado é o homem a quem Tu castigas, ó Jeová”. Jeová não castiga de bom grado sem necessidade para isso. E, quando houver fracasso ou inconsistência que trazem castigo, Ele transformará a ocasião do castigo em remoção do mal do coração que precisa ser castigado. No castigo, Jeová lança o coração de volta sobre as fontes que ocasionaram o mal. Com isso, a alma é despida para a aplicação da verdade de Deus nela, para que a Palavra possa voltar para casa com poder. Ela é ensinada por que foi castigada, e não apenas isso, mas também é trazida para o segredo do coração de Deus; ela aprende mais do caráter d’Ele, o Qual “não rejeitará o Seu povo, nem desamparará a Sua herança” (v. 14). O que Deus deseja para nós não é somente que tenhamos privilégios a nós conferidos, mas que tenhamos comunhão com Ele próprio. Por meio desses castigos, toda a estrutura do coração é colocada em associação com Deus. E isso o estabelece e firma na certeza da esperança que a graça oferece. Olhe para Pedro depois que o inimigo o cirandou (peneirou). Embora sua queda tenha sido extremamente humilhante e amarga, por meio dela ele obteve um conhecimento mais profundo de Deus e um conhecimento mais profundo de si mesmo, para que pudesse aplicar a seus irmãos tudo o que aprendeu. Descanso da adversidade O Senhor dá à nossa alma “descanso dos dias da adversidade” pela comunhão com Ele – comunhão não apenas na alegria, mas na santidade. Somos assim trazidos para o segredo de Deus. As circunstâncias são usadas apenas para derrubar a porta e deixar Deus entrar. Deus está perto da alma quando Ele, na certeza do amor, entra nas circunstâncias e é conhecido como melhor do que qualquer circunstância. Jeová nunca castiga sem razão para isso, e mesmo assim, “Bem-aventurado é o homem a quem Tu castigas, ó Jeová”. Não existe palavra mais maravilhosa do que essa! Não digo que um homem consiga dizer isso sempre enquanto debaixo de castigo, porque, se a alma estiver se julgando, frequentemente haverá angústia e tristeza, entretanto os efeitos são abençoados. O que queremos é que todos os nossos pensamentos, maneiras e ações da vontade sejam removidos e que Deus seja tudo. Todo castigo deve ter, em princípio, o caráter de governo nele, porque é Deus tratando com Seu povo em justiça (conforme é dito, “Se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um” – 1 Pe 1:17), e não nas soberanas riquezas da graça. É Deus não permitindo nada no coração que seja inconsistente com essa santidade da qual o crente foi feito participante. É, de fato, a mais abençoada graça que carrega todas as dores conosco, mas esse não é o caráter que o castigo assume. Intimidade com Deus O que precisamos, mais do que qualquer coisa, é de intimidade de alma com Deus, descansando com tranquilidade n’Ele, ainda que tudo seja confusão e tumulto ao nosso redor. Quando o homem deste salmo teve Deus perto de seu coração, embora a iniquidade abundasse, ela foi apenas o meio de tornar as “consolações” de Deus conhecidas à sua alma, como é dito, “Na multidão dos meus pensamentos dentro de mim, Tuas consolações deleitam a minha alma” (v. 19 – KJV). Nossa porção não é apenas conhecer as riquezas da graça divina, mas o segredo do Senhor – ter intimidade de comunhão com Ele em Sua santidade. Então, por mais adversas que sejam as circunstâncias, a alma repousa tranquila e firmemente n’Ele. Se quisermos ter plena paz, desimpedida, e profundidade de comunhão com Deus e uns com os outros, se quisermos enfrentar as circunstâncias e tentações sem sermos perturbados por elas, deverá fluir disto: não apenas do conhecimento de que todas as coisas são nossas em Cristo, mas da familiaridade com o próprio Deus, conforme é dito, “frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1:10). Que possamos, por meio da capacitação da graça, deixar Deus fazer tudo o que Ele quiser em nosso coração. J. N. Darby (adaptado) Uma Reação Correta Em outros artigos desta edição de O Cristão, vimos que Deus disciplina e treina cada um de Seus filhos, frequentemente descrito na Escritura sob a ampla categoria do castigo. Também vimos que a palavra “castigo”, da forma como é usada na Palavra de Deus, incorpora todas as maneiras de Deus conosco, e não somente aquelas coisas que são corretivas ou punitivas. No entanto, nossa reação às maneiras de Deus conosco pode ser certa ou errada. Frequentemente se tem dito, e com razão, que neste mundo existem ações erradas e reações erradas, e que “dois erros não fazem um acerto”. Embora os caminhos de Deus para conosco sejam sempre perfeitos, Ele pode ocasionalmente envolver um instrumento humano, ou mesmo Satanás, para realizar Seus propósitos. Logo, as formas e meios da ação não são perfeitos e podem facilmente provocar uma reação errada em nós. É triste dizer que mesmo os verdadeiros crentes, se não andarem com o Senhor, podem encontrar falhas, não apenas no instrumento, mas também no próprio Deus, e reagir de maneira errada. Justificar a Deus Antes de tudo, então, é muito importante justificar a Deus em todas as Suas maneiras conosco. Ele pode, ocasionalmente, permitir circunstâncias muito difíceis em nossa vida, como fez com Jó. Mas Jó teve que aprender da boca de Eliú que o caminho para a bênção era justificar a Deus, e então, se necessário, ir ao Senhor e dizer: “O que não vejo, ensina-mo Tu” (Jó 34:32). Quando Jó finalmente fez isso, ele realmente aprendeu o valor do castigo e obteve a bênção que Deus pretendia para ele. Segundo, é importante não olhar para o instrumento que o Senhor possa usar. Tudo o que o homem faz está necessariamente manchado de fracasso e pode, em alguns casos, incluir muito daquilo que não é de Deus. No entanto, devemos aceitar como vindo do Senhor e aprender com isto. Um irmão mais velho, sob cujo ministério tive o privilégio de sentar-me quando adolescente, fez este comentário muitas vezes: “Se alguém diz algo desagradável a você ou a seu respeito, não olhe para a pessoa que disse. Pergunte ao Senhor por que Ele permitiu isso”. Foi um excelente conselho. Nós nos apressamos em dizer, entretanto, que, da parte daquele que diz algo desagradável, agir na carne para com um irmão na fé é sempre errado. O Senhor pode muito bem ter que lidar com aqueles que fazem isso. Esse foi o caso com os três amigos de Jó, porém Deus os usou para revelar um lado de Jó que precisava de correção. É significativo que Deus não “virou o cativeiro de Jó” até ele orar por esses mesmos amigos; então, eles, um após o outro, tiveram que ir a Jó e oferecer um sacrifício pelo que falaram de errado com ele (Jó 42:7-10). Entretanto, não somos responsáveis por uma ação errada dirigida a nós; somos responsáveis apenas por nossa reação. Quantos amados santos perderam a bênção que o Senhor tinha para eles em tempos de castigo, porque focaram nas ações erradas, ou no modo e meios errados daqueles que o Senhor escolheu usar no castigo. Vamos olhar além do instrumento e não cair nessa armadilha. Desprezando o castigo Há três principais reações ao castigo mencionadas na Palavra de Deus, todas em Hebreus 12. A primeira é, “Filho Meu, não desprezes o castigo do Senhor” (Hb 12:5 – KJV). Infelizmente, essa é uma reação comum e ruim. Alguém disse corretamente que o homem natural reage a qualquer tipo de problema tornando-se endurecido ou esmagado. Desprezar o castigo significa tornar-se endurecido e recusar-se a ouvir a voz do Senhor. Vemos muito disso no mundo ao nosso redor durante a atual pandemia de COVID à medida que as dificuldades se arrastam e o fim dela parece indefinido. Enquanto alguns parecem estar enfrentando razoavelmente bem, muito poucos parecem estar reconhecendo a voz de Deus para eles. A maioria está esperando pelo retorno ao normal o mais rápido possível, para que possam seguir com um estilo de vida mundano. Outros estão ficando furiosos, conforme “velhas mágoas” e frustrações são trazidas à tona, e o resultado é violência sob todas as formas. Mesmo crentes verdadeiros não estão imunes a essa reação. Entre os que conhecem o Senhor, certamente esperamos ver mais respeito pelas maneiras do Senhor lidar conosco, porém é possível, mesmo para aqueles com nova vida, desprezar o treinamento de Deus e, assim, perder a lição que o Senhor tem para eles. Desmaiando A próxima reação está no mesmo versículo (Hb 12:5): “E não desmaies quando, por Ele, fores repreendido”. Aqui está a segunda reação do homem natural – ser esmagado pela mão de Deus e desmaiar. Essa é outra reação comum entre as pessoas mundanas, sendo o resultado de pensamentos errados a respeito de Deus. Quando o homem natural é trazido à presença de Deus e não quer se arrepender, muitas vezes o desespero é o resultado. Esse foi o caso com Caim, que reclamou, “Minha punição é maior do que eu posso suportar” (Gn 4:13 – KJV). Porém, não houve arrependimento ou o reconhecimento das reivindicações de Deus sobre ele. Da mesma forma, até mesmo um crente hoje pode desmaiar sob os caminhos de Deus, embora sejamos lembrados em 1 Coríntios 10:13 de que “fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis”. A palavra “desmaiar” neste contexto (como é usada em Hebreus 12:5) tem a ideia de desistir e é o oposto de ter “cingidos os vossos lombos”. O Senhor sabe o que somos capazes de suportar e não impõe aquilo que é difícil demais para nós. Já mencionamos Jó, que possivelmente sofreu mais do que qualquer outro homem, exceto nosso bendito Senhor Jesus. Jó realmente desmaiou em alguns momentos, mas Deus não permitiu mais do que o necessário para produzir o resultado correto. No final, valeu a pena! Exercitados por ele Isso nos leva à reação final ao castigo, a que é correta: “Nenhum castigo, ao presente, parece ser de gozo, senão de tristeza; mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos que são exercitados por ele” (Hb 12:11 – KJV). Ser “exercitados por ele” honra o Senhor, que enviou o castigo, reconhece Sua mão nele, O justifica e abre a porta para que Ele nos revele o motivo do castigo. Acredito que isso é o que está implícito, pelo menos em parte, na expressão: “Deus [...] vos não deixará ser tentados além do que podeis; mas, com a tentação, fará também a saída, para que podeis suportá-la” (1 Co 10:13 – JND). “Fazer a saída” sugeriria Deus mostrando por que permitiu o castigo, e, assim, não só sabemos que terá um fim, mas também que será para nossa bênção final. É uma experiência abençoada estar na escola de Deus e aprender d’Ele coisas que não somente trazem benefícios presentes, mas que terão um efeito duradouro por toda a eternidade. Temos apenas esta vida para construir para a eternidade; não desperdicemos a oportunidade, desprezando ou desmaiando sob a mão de Deus sobre nós. W. J. Prost Uma Raiz de Orgulho Se em meu espírito sou orgulhoso, perdendo assim o lugar de humildade diante de Deus, e alguma concupiscência se manifesta, Deus pode usar essa falha em particular para me atingir e castigar por essa raiz de orgulho ou vontade própria que parecia não ter relação alguma com a concupiscência que se manifestou. Assim foi com Pedro; ele confiava em si mesmo, e isso levou à sua queda. O Senhor em Sua graça a tinha previsto de antemão; Ele olha para Pedro, e isso parte o coração de Pedro. Depois disso, Ele não diz uma palavra publicamente sobre o particular fracasso, mas trata com Pedro da maneira mais próxima para trazer à tona essa confiança em si próprio. “Simão, filho de Jonas”, Ele diz, “amas-Me mais do que estes outros?” Uma segunda e uma terceira vez, Ele diz: “amas-Me?” Por fim, Pedro teve que se refugiar na onisciência do Senhor. Ele, que conhece todas as coisas, podia ver o amor que havia no coração de Pedro, mesmo que ninguém mais pudesse. A alma que conhece e admite sua miséria e que não tem pretensão alguma de fazer qualquer reivindicação, antes coloca sua miséria diante de um Deus de bondade, é uma alma que Jesus nunca se recusa a confortar. Ele pode ser repelido pelas reivindicações de uma falsa e pretensa justiça, mas não pode ocultar-Se da miséria que busca o Seu favor e que não tenha qualquer apelo ou súplica, a não ser por misericórdia, pois a misericórdia habita no coração de Deus, e Jesus é a expressão dessa misericórdia e o canal por meio do qual ela flui. É bom notar a rara e bela humildade de Paulo! 1) Como pecador, ele chama a si mesmo de principal. 2) Entre os santos, ele é menor do que o mínimo (TB). 3) Como apóstolo, ele não é digno do nome. Sound Words, 1873 (adaptado) A Firmeza do Amor na Disciplina No real e perfeito amor, existe uma firmeza que uma natureza tranquila e amável não é capaz de apreciar ou exercitar. Vemos isso no Senhor Jesus. Ele manteve Sua disciplina ou instrução dos Seus discípulos (de Pedro, por exemplo) e não suavizou como alguém que sacrificasse a bênção deles por satisfação momentânea. O Senhor não aliviará a mão ou a palavra que está castigando Seu servo, mas Seu coração está tão perto de Seu servo como sempre, e Seu propósito de honrá-lo e fazê-lo feliz, tão perfeito e fresco como sempre. Isso me lembra de Jesus e Pedro. “Eu roguei por ti”, diz o Senhor Jesus a Pedro, “para que a sua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos” (Lc 22:32). Porventura isso não era colocar nova honra sobre um Pedro castigado e humilhado? Assim como antes, no período de Mateus 16:17, foi um Pedro repreendido que foi levado para o monte da glória. Que história de amor divino e perfeito todas essas coisas nos contam. O Pedro repreendido é levado colina acima; o Pedro humilhado e castigado é comissionado para fortalecer seus irmãos; Moisés, que havia perdido Canaã, deve ordenar, dotar, instruir e dignificar seu sucessor – para fortalecer, mais do que fortalecer, seu irmão! Este é o caminho do perfeito e divino amor. É firme, mas imutável em seu favor e seus objetivos. Uma mera natureza tranquila e amável, mais uma vez eu digo, não consegue apreciá-lo ou imitá-lo. Girdle of Truth, Vol. 2 Feito de Bom Material Quão maravilhoso para um homem na prisão como Paulo dizer: “Tudo posso n’Aquele que me fortalece” (Fp 4:13). Muitos triunfaram na prisão pela graça de Deus, mas ainda tiveram a sensação de que foram excluídos do serviço e castigo tinha vindo sobre eles. Paulo estar na prisão pode ter sido, em certo sentido, um castigo, mas, no seu caso, o castigo veio, dizendo de forma simples, sobre bom material – sobre um homem com um olho simples – e, assim, apenas removeu impurezas e o fez ver mais claramente. J. N. Darby Castigo “Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem,e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam [castigavam – KJV] como bem lhes parecia; mas Este, para nosso proveito, para sermos participantes da Sua santidade.” (Hb 12:9-10) Meu Deus, é a Tua mão! Vem de Ti a minha dor: Curvo-me sob Tua vara de correção; Pois sei que são marcas de amor. Senhor, não cabe a mim murmurar; Fico mudo diante de Ti; Para murmuração evitar, Eu te peço: “Ajuda-me”. Teu nome é amor, meu Deus; De um Pai é a Tua mão; Em lágrimas olho para os céus “Tua vontade seja a minha”, clamo então Tua vontade é certa, eu compreendo, Ainda que severa aparente ser; Teu caminho, pura luz continua sendo, Ainda que escuro possa parecer. Jesus morreu por mim; Teu Filho Tu não poupaste: Nas mãos traspassadas, no sangue carmesim, Teu amor por mim declaraste. Aqui descansa meu pobre coração; A Ti se apega, e mais ninguém: Tua vontade é amor; Teu fim, de bênção: Tudo coopera para o meu bem. J. G. Deck (adaptado para o português) “Bem-aventurado é o homem a quem Tu castigas, ó SENHOR, e a quem ensinas a Tua lei” (Sl 94:12 – ACF) [1] N.T. Frase original, sem cortes: “Uma vez que esta publicação é distribuída primariamente em inglês, usaremos cinco palavras em inglês para definir essas maneiras de Deus, todas começando com a letra “P”.”

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  • Perguntas frequentes | Verdades Vivas

    Como funciona o frete por "Impressos"? Há uma forma de envio pelo Correios, mais em conta que o SEDEX e PAC, designada "Impressos" com Registro Módico, para encomendas de até 2Kg, para todo o território nacional , custando: ​ Até 250g - R$ 8,40 - Até 500g - R$ 11,30 - Até 750g - R$ 13,70 Até 1Kg - R$ 15,25 - Acima de 1kg até 2Kg - R$ - 21,10 ​ Esta modalidade não tem rastreamento (como o SEDEX e PAC) mas é registrada, com eventos de saída e chegada da encomenda e com entregas geralmente mais rápidas do que as do PAC. ​ Ex: O "livro de Romanos" embalado (o mais pesado) tem 550g e valor do frete é R$ 11,70. O pacote de 1.000 folhetos embalado tem 1,25Kg e o valor do frete é R$ 21,10. O livro "A Eterna Segurança" embalado tem 150g e o valor do frete é R$ 7,25 ​ Caso se interesse por essa modalidade, por favor entre em contato conosco por email ou WhatsApp . Verdades Vivas tem vales-presente? Não oferecemos vales-presentes pelo motivo de que os preços cobrados pela Verdades Vivas são os necessários a cobrir os custos de impressão. A leitura e download de todo o material eletrônico é disponibilizado gratuítamente.

  • Livros | Verdades Vivas | Brasil

    A Verdades Vivas é uma associação sem fins lucrativos cujo objetivo é divulgar o evangelho e a sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo. ​ Ela não é vinculada e nem mantida por alguma igreja ou denominação religiosa. Sua manutenção provém de ofertas espontâneas enviadas por irmãos interessados neste propósito. ​ Todas as publicações eletrônicas são disponibilizadas gratuitamente e o valor cobrado pelo material impresso é para cobrir os custos de impressão. ​ Assim como em 1979, em seu início, o trabalho continua com o desejo de compartilhar as boas novas de Deus com os que estão perdidos e a Sua verdade com toda a Igreja, pois “Deus, nosso Salvador, deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:3-4).

  • Em que cremos | Verdades Vivas

    O Que Aprendo das Escrituras? (Em Que Cremos?) ​ Aprendo das Escrituras que há um Deus vivo (1) , completamente revelado a nós em Cristo (2) , e conhecido por meio d’Ele como Pai, Filho e Espírito Santo (3) , na unidade da Divindade (4) , mas revelado como tendo vontades distintas (5) , agindo (6) , enviando e sendo enviado (7) , vindo (8) , distribuindo (9) , e outros atos, ou, como habitualmente expresso entre os Cristãos, três Pessoas em um Deus, ou Trindade em Unidade. Deus é o Criador de todas as coisas, mas o ato da criação é pessoalmente atribuído ao Verbo (à Palavra) e ao Filho, e à operação do Espírito de Deus (10) . ​ (1) 1 Tm 2:5; 4:10 – (2) Jo 1:18 – (3) Mt 3:16-17; 28:19; Ef 2:18 – (4) Jo 5:19; 1 Co 12:6 – ( 5 ) Jo 6:38-40; 5:21; 1 Co 12:11 – (6) Jo 5:17; 1 Co 12:11 – (7) Jo 14:26; 15:26; 5:24, 37; 1 Pe 1:12; 1 Jo 4:14 – (8) Jo 15:26; 16:7-8, 13 – (9) 1 Co 12:11 – (10) Gn 1:1-2; Jó 26:13; Jo 1:1-3; Cl 1:16; Hb 1:2. ​ Aprendo que, o Verbo, que estava com Deus e era Deus, Se fez carne e habitou entre nós (11) , o Pai enviando o Filho para ser o Salvador do mundo (12) , que Ele, como o Cristo, nascido de mulher (13) , pelo poder do Espírito Santo vindo sobre a virgem Maria (14) , verdadeiro Homem (15) , sem pecado (16) , em Quem habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade (17) , a Semente prometida de Davi segundo a carne (18) , o Filho do Homem (19) e Filho de Deus (20) , determinado para ser o Filho de Deus com poder segundo o Espírito de santidade pela ressureição de entre os mortos (21) , uma Pessoa bendita, Deus e Homem (22) , o Homem Cristo Jesus (23) , o Homem ungido (24) , Jeová o Salvador (25) . (11) Jo 1:1-2, 14 – (12) Jo 4:14 – (13) Gl 4:4 – (14) Lc 1:35 – (15) Fp 2:7; Hb 2:14, 17; 1 Jo 4:2; 2 Jo 1:7 – (16) Lc 1:35; 1 Jo 3:5 – (17) Cl 2:9 – (18) Rm 1:3; At 2:30; 13:23; 2 Tm 2:8 – (19) Mt 16:13 – (20) Jo 1:18, 34 – (21) Rm 1:4 – (22) Fp 2:6-10; 2 Co 5:19-21; Hb 1-2; 1 Jo 2:23-3:3; 5:20; Ap 22:12-13; Jo 1:1, 14; 8:58; e muitos outros. – (23) 1 Tm 2:5 – (24) At 10:38 – (25) Mt 1:21 A palavra Cristo ou Messias significa “ungido”, e Jesus ou Josué “Jeová” ou “Já (Jah) o Salvador” ​ Aprendo que, Ele morreu por nossos pecados segundo as Escrituras (26) , na consumação dos séculos uma vez Se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de Si mesmo, (27) levando Ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, sofrendo pelos pecados, o Justo pelos injustos, para que Ele pudesse nos conduzir a Deus (28) , e, que Ele é nossa justiça diante de Deus (29) . ​ (26) 1 Co 15:3 – (27) Hb 9:26 – (28) 1 Pe 2:24; 3:18 – (29) 1 Co 1:30; Hb 9:24. ​ Aprendo que, Ele ressuscitou de entre os mortos (30) , ressuscitado por Deus, por Si mesmo, pela glória do Pai (31) , e subindo ao alto (32) , havendo feito por Si mesmo a purificação dos nossos pecados, e está assentado à destra de Deus, nas alturas (33) . (30) 1 Co 15:20; Mt 28:6; e muitos outros – (31) At 3:15; Jo 2:19; Rm 6:4; Ef 1:20 – (32) Mc 16:19; Lc 24:51; Ef 4:8-10; e outros – (33) Hb 1:3; 10:12; Ef 1:20-21; e outros. Aprendo que, após a ascensão de Cristo, o Espírito Santo foi enviado para habitar no Seu povo individual e coletivamente, de modo que em ambos os sentidos eles são o templo de Deus (34) . Somos selados (35) e ungidos com este Espírito (36) , o amor de Deus sendo derramado em nosso coração (37) , somos guiados por Ele (38) , e Ele é o penhor de nossa herança (39) ; clamamos, Aba, Pai, sabendo que somos filhos (40) . (34) Jo 16:7; 7:39; Rm 8:9; o Pai enviou, Jo 14:26; Cristo enviado pelo Pai, Jo 14:16-17, 26; Rm 8:11; 1 Co 6:19; 3:16; Ef 2:22; 1 Co 12:13; Ef 5:30; 1:23 – (35) Ef 1:13; 2 Co 1:22 – (36) 2 Co 1:21; 1 Jo 2:20, 27 – (37) Rm 5:5 – (38) Rm 8:14 – (39) Ef 1:14; 2 Co 1:22; 5:5 – (40) Rm 8:15; Gl 4:6. Aprendo que, Cristo virá outra vez e nos receberá para Si mesmo (41 ) , ressuscitando aqueles que são Seus, ou transformando os que estiverem vivos, revestindo seus corpos como o Seu corpo glorioso, segundo o Seu eficaz poder de sujeitar também a Si todas as coisas (42 ) , e aqueles que morrerem antes partirão e estarão com Ele (43 ) . (41) Jo 14:3 – (42) 1 Ts 4:16-17; 1 Co 15:23; 51-52; Fp 3:20-21 – (43) 2 Co 5:8; Lc 23:43; At 7:59. Aprendo que, Deus tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do Varão que Ele destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-O de entre os mortos (40 ) , e ao final Ele Se assentará no grande trono branco e julgará os mortos, pequenos e grandes (45 ) . (44) At 17:31 – (45) Ap 20:11-12. Aprendo que, cada um de nós dará conta de si mesmo para Deus (46) para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal (47) , e como os justos herdam a vida eterna (48) , os ímpios serão punidos com a eterna perdição, banidos da face do Senhor, irão para o castigo eterno, serão lançados no lago de fogo preparado para o diabo e seus anjos, e aquele que não for achado escrito no livro da vida será lançado no lago de fogo (49) . (46) Rm 14:12 – (47) 2 Co 5:10 – (48) Rm 6:22-23; Mt 25:46 – (49) 2 Ts 1:7-9; Mt 25:46; Ap 20:15. Aprendo que, este Ser bendito, o Senhor Jesus Cristo, morreu por todos, o Qual a Si mesmo Se deu como um resgate por todos, testemunho que se deve prestar em tempos oportunos (50) , e Ele fez propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. (50) 2 Co 5:14; 1 Tm 2:6; 1 Jo 2:2. Aprendo que, Cristo, desse modo, obteve eterna redenção (51 ) , e que por uma única oferta de Si mesmo de uma vez por todas, os pecados daqueles que creem n’Ele são purificados (52 ) . e que pela fé n’Ele a consciência deles é purificada também (53 ) , e Deus jamais Se lembrará dos pecados e iniquidades deles (54 ) – que os chamados por Deus, recebam a promessa da herança eterna (55 ) , sendo aperfeiçoados para sempre, tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santo dos santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou (56 ) . (51) Hb 9:12 – (52) Hb 1:3; 9:22; 10:2 – (53) Hb 9:14; 10:2 – (54) Hb 10:17 – (55) Hb 9:15 – (56) Hb 10:14; 19-20. Aprendo que, para entrar no reino de Deus, temos que ser nascidos da água e do Espírito – nascidos de novo (57 ) , estando naturalmente mortos em pecados, e por natureza filhos da ira (58 ) . Aquilo que Deus emprega para que possamos nascer de novo, é a Sua Palavra (59 ) . Consequentemente, é pela fé (em Cristo Jesus) que nos tornamos Seus filhos (60 ) . (57) Jo 3:3, 5 – (58) Ef 2:1,3; 2 Co 5:14 – (59) Tg 1:18; 1 Pe 1:23 – (60) Tg 1:18; 1 Pe 1:23. Aprendo que, Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê tenha a vida eterna (61 ) , mas para que isso aconteça, Deus sendo um Deus Justo e Santo, o Filho do Homem teve que ser levantado na cruz (62 ) – carregando Ele mesmo, nossos pecados, em Seu corpo sobre o madeiro (63 ) , e foi feito pecado por nós; para que, n’Ele, fôssemos feitos justiça de Deus n’Ele (64 ) . (61) Jo 3:16 – (62) Jo 3:14-15 – (63) 1 Pe 2:24 – (64) 2 Co 5:21. Aprendo que, Cristo amou a Igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela, para santificá-la e purificá-la pela lavagem da água, pela Palavra, para a apresentar a Si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante (65 ) . (65) Ef 5:25-27. Aprendo que, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo nos elegeu n’Ele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante d’Ele em amor (66 ) . (66) Ef 1:4. Aprendo que, aqueles que creem são selados pelo Espírito Santo, o Qual é o penhor da nossa herança, até a redenção da possessão de Deus (67 ) ; que por Ele o amor de Deus é derramado em nosso coração (68 ) ; que não recebemos o espírito de escravidão, para outra vez, estar em temor, mas o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai (69 ) ; que aqueles que receberam este Espírito não apenas clamam: Aba, Pai, mas sabem que estão em Cristo, e Cristo neles; que, assim, não só Ele aparece na presença de Deus por eles, mas eles estão n’Aquele que está sentado à destra de Deus, esperando até que os Seus inimigos sejam postos por escabelo de Seus pés (70 ) ; que estão mortos para o pecado aos olhos de Deus, e se reconhecem assim; tendo despido o velho homem e vestido o novo; vivos para Deus, por meio de Cristo Jesus (Cristo é nova vida deles); crucificados para o mundo, e mortos para a lei (71 ) . (67) Ef 1:13-14; 2 Co 1:22 – (68) Rm 5:5 – (69) Rm 8:15; Gl 4:6; Jo 14:20 – (70) Ef 2:6; Hb 9:24; 10:12-13 – (71) Cl 3:3-4,9-10; Rm 6:6,11; Gl 2:20; 6:14. Aprendo que, se eles estão em Cristo, Cristo está neles, e eles são chamados para que a vida de Jesus se manifeste também em seus corpos mortais (72 ) ; e andar como Ele andou (73 ) , Deus os colocou no mundo como a carta de Cristo (74 ) , cuja graça é suficiente para eles, e cuja força se aperfeiçoa na fraqueza deles (75 ) . (72) Jo 14:20; Rm 8:10; 2 Co 4:10 – (73) 1 Jo 2:6 – (74) 2 Co 3:3 – (75) 2 Co 12:9. Aprendo que, são convertidos para esperar o Filho de Deus dos céus (76 ) , e são ensinados a fazer isso, e que têm a promessa de que nunca hão de perecer, nem qualquer homem os arrebatará das mãos de Cristo (77 ) , mas Deus os confirmará até o fim, para que sejam irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo (78 ) . (76) 1 Ts 1:10; Tt 2:12-13; Lc 12:35-37 – (77) Jo 10:28 – (78) 1 Co 1:7-9. Aprendo que, eles têm parte nesses privilégios por meio de fé em Cristo Jesus, em virtude da qual a justiça lhes é imputada (79 ) , que Cristo, tendo obedecido até a morte, e fez uma obra perfeita na cruz por eles (8 0 ) , é agora sua justiça, feito como tal por Deus para eles (81 ) , e que fomos feitos justiça de Deus n’Ele (82 ) ; que o Seu precioso sangue nos purifica de todo pecado, então somos pessoalmente aceitos no Amado (83 ) , que pela desobediência de um homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de Um muitos serão feitos justos (84 ) . (79) Rm 5:1-2; Gl 3:24-26; 3:11,14; Rm 4:16; Ef 2:8; 2 Co 5:7; Gl 2:20; Hb 11:4; At 13:39; Gl 3:6,9; Rm 4:24-25; e muitos outros – (80) Fp 2:8; Jo 17:4; Hb 7:27; 9:25-28; 10:12,18 – (81) 1 Co 1:30 – (82) 2 Co 5:21 – (83) Ef 1:6 – (84) Rm 5:19. Aprendo que, somos santificados, ou separados para Deus, por Deus o Pai, por meio da oferta de Jesus Cristo uma vez por todas, e pela operação e poder do Espírito Santo por meio da verdade, assim todos os Cristãos são santos (85 ) , e isso em nosso estado prático, temos que seguir a santidade (86 ) , e crescer até a medida da estatura completa de Cristo, sendo transformados à Sua imagem, para Quem devemos ser conformados perfeitamente em glória (87 ) . (85) Jd 1; Hb 10:10; 2 Ts 2:13; 1 Co 6:11; Jo 17:17,19; 1 Pe 1:22; Rm 1:7; 1 Co 1:2; Ef 1:1 – (86) Hb 12:14; 2 Pe 3:14 – (87) Ef 4:13,15; 2 Co 3:18; 1 Jo 3:2-3; Ef 4:1; Cl 1:10; 1 Ts 2:12; 5:23. Aprendo que, que o Senhor deixou dois ritos, ou ordenanças, ambos significativos sobre Sua morte; um iniciatório, o outro de observância contínua na Igreja de Deus – o batismo e a ceia do Senhor (88 ) . (88) Mt 28:19; Mc 16:16; At 2:38; 8:12,16,36; 9:18; Ef 4:5; 1 Co 1:17; 1 Pe 3:21; Rm 6:3; Cl 2:12; Mt 26:26-28; Mc 14:22-23; Lc 22:19-20; 1 Co 11:23-26; 10:3-4. Aprendo que, quando Cristo subiu às alturas, Ele recebeu dons para (dar aos) os homens, para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo, e que de Cristo, todo o corpo bem ajustado e ligado por aquilo que cada junta fornece, fazem crescer o corpo, para a edificação de si mesmo em amor (89 ) . (89) Ef 4:6-13; At 2:33; 1 Co 12:28; Rm 12:6; 1 Pe 4:10-11; Mt 25:14; Lc 19:13. Aprendo que, como a graça e o amor soberano de Deus é a fonte e origem de todas as bênçãos (9 0 ) , então a contínua e diligente dependência dessa graça é aquela pela qual podemos andar seguindo ao Senhor e para Sua glória, que nos deixou um exemplo de que devemos seguir os Seus passos (91 ) . (90) Jo 3:16,27; 1 Co 2:12; 4:7; Ef 2:7-10; Tt 2:11 – (91) Jo 15:5; Fp 2:12-13; 1 Ts 5:17; Rm 12:12; Lc 18:1; 2 Pe 1:5-10; e muitos outros. Jo 8:12; 10:4; 12:26; 17:10; 2 Co 5:15; 1 Co 6:19-20; Rm 14:7-8; 1 Co 10:31; Cl 3:17; 1 Jo 2:6; 1 Pe 2:2. Aprendo que, pelo exemplo e autoridade do Senhor e Seus apóstolos, que as Escrituras do Velho e Novo Testamento são inspiradas por Deus, e são para ser recebidas como sendo a Palavra de Deus, tendo Sua autoridade ligada a ela, que opera eficazmente naqueles que creem (92 ) , e que o testemunho do Senhor é firme, tornando sábio o simples, discernindo os pensamentos e intenções do coração, sendo entendidos, não pela sabedoria do homem, mas pelos ensinamentos de Deus, sendo espiritualmente discernidos; são revelados, comunicados e discernidos pelo Espírito (93 ) . (92) Mt 4:4,7,10; Lc 24:25-27,44-46; Jo 5:39; 10:35; Mt 5:17-18; Jo 20:9; Mt 1:23; e um grande número de passagens – (93) Sl 19:7; Hb 4:12-13; Lc 24:45; 1 Co 2:10; 1 Jo 2:20,27; Jo 6:45; 1 Co 2:12-14. Aprendo que, embora só Deus seja imortal em Si mesmo e por Si mesmo (94 ) , os anjos não estão sujeitos à morte (95 ) , e que a morte do homem não afeta a vida de sua alma, seja ele ímpio ou renovado, mas que todos ainda vivem para Deus, embora mortos (96 ) , e que os ímpios ressuscitarão assim como os justos (97 ) . (94) 1 Tm 6:16 – (95) Lc 20:36 – (96) Lc 12:4-5; Mt 10:28; Lc 16:23, 20:38 – (97) Jo 5:28-29; At 24:15. Aprendo que cada assembleia de Deus é ligada pelo exercício da disciplina, de acordo com a Palavra, para se manter pura na doutrina e andar piedosamente (98 ) . (98) Hb 12:15-17; 1 Tm 3:15; Tt 3:10-11; 1 Co 5:7,13. J. N. Darby

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