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  • Palavras de Edificação 07

    (Revista bimestral editada entre 1980 e 1997) ÍNDICE MAIS DO QUE APENAS PALAVRAS A BÍBLIA É O LIVRO DOS LIVROS SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS (Cont.) OBEDIÊNCIA OS PÁSSAROS – CRIATURAS MARAVILHOSAS A PROSPERIDADE MATERIAL E O CRENTE NÃO MAIS EU, MAS CRISTO A INSTITUIÇÃO DO MATRIMÔNIO (Cont.) DEPOIS DA MORTE, QUE HÁ? FRUTIFICANDO, NA HUMILDADE SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS (Cont.) PRIMEIRA EPÍSTOLA DE PEDRO CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA MAIS DO QUE APENAS PALAVRAS "…a luz, …[alumia a todos os que estão na casa – TB]. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5:15-16). Um dia um ateu passou uns dias na casa de um homem cristão, que respeitava e amava Deus. O incrédulo ficou tão tocado com a vida e o caráter do cristão, que lhe disse: – Se eu ficasse aqui mais tempo fazia-me cristão, apesar das minhas idéias atuais… E, o caso é que, esse cristão não tinha usado de nenhum argumento, nem palavra. Empregou apenas o argumento calmo e convincente da sua vida santa – uma conduta e uma conversação que se conformavam com as suas convicções pessoais. Um outro cristão fiel, disse um dia: – Quando era jovem procurei fazer-me cético, mas a vida de minha mãe tornou-se para mim um exemplo forte demais. Um certo pregador africano dizia: – Um bom exemplo é a pregação mais eloquente que há. E tinha razão. Voltar ao Índice A BÍBLIA É O LIVRO DOS LIVROS Nestes dias de tanta infidelidade aos fundamentos do evangelho, de crítica destrutiva, e de modernismo, fala-se muito dos escritos sagrados do Oriente, tais como a "Rig-Veda", os hinos "Vedic", a "Zend-Avesta", etc. São adquiridos para figurarem nas estantes de Liceus e Universidades. Um Professor, chamado Max Muller, editou muitos desses livros em traduções que ele dizia serem fiéis, ainda que liberais; e, quando essas traduções foram publicadas, descobriu-se que omitia muitas passagens dos originais. Imediatamente foi acusado de desonestidade. Mas a sua defesa foi que se tivesse publicado esses trechos que tinha deixado de lado ao traduzir os originais, teria sido perseguido e condenado pela sociedade civilizada por ter publicado a mais vil e obscena das literaturas existentes. Vejam bem! E querem fazer-nos crer que esses livros são quase tão importantes como a própria Bíblia, a ponto de se tornarem texto de estudo em instituições educativas! E a verdade é que os povos que vivem sob a influência dessas filosofias bem evidenciam o caráter depravado desses chamados "livros santos". Um só Livro, em todo o mundo, traz o selo inconfundível da divindade e da santidade. Esse é a nossa preciosa Bíblia, a bendita revelação da mente de Deus. Voltar ao Índice SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS (continuação do número anterior) Capítulo 27:1-9 "E, como se determinou que havíamos de navegar para a Itália, entregaram Paulo, e alguns outros presos, a um centurião, por nome Júlio, da corte augusta. E, embarcando nós em um navio adramitino, partimos navegando pelos lugares da costa da Ásia, estando conosco Aristarco, macedônio, de Tessalônica" (vs.1-2). Paulo tinha apelado para César e a sua viagem tinha esse objetivo. Lucas (o historiador), "o médico amado" (Cl 4:14) estava com ele (visto que escreve: "embarcando nós") e também "Aristarco, macedônio de Tessalônica". Nem um, nem outro eram obrigados a acompanhar Paulo, pois não eram presos. Foi o amor que tinham a seu querido irmão na fé, Paulo, que os levou a identificarem-se com aquele fiel servo de Deus, nas suas cadeias, aceitando qualquer circunstância que fosse que se apresentasse. Hoje em dia, “Paulo”, simbolicamente, ainda está sendo levado cativo pelos homens: quer dizer, que a "doutrina" que o Senhor, a Cabeça da Igreja, deu a Paulo como "revelação" (Ef 3:3), está sendo recusada pelo próprio cristianismo. A hierarquia religiosa não quer reconhecer Cristo como "a Cabeça"; eles querem "ter entre eles o primado" (3 Jo 1:9). Nem mesmo querem submeter-se à conduta do Espírito Santo, o Qual não tem voz nos seus concílios nem nas suas diretivas. Da "vocação celestial" (Hb 3:1) nada querem saber: "só pensam nas coisas terrenas" (Fp 3:19). São tão poucos os que estão decididos a acompanhar Paulo, o prisioneiro! "E chegamos no dia seguinte a Sidon, e Júlio, tratando Paulo humanamente, lhe permitiu ir ver os amigos, para que cuidassem dele" (v.3). Imagine-se um preso que ia ser levado a César, o grande imperador, tendo liberdade para tomar conforto espiritual com os seus "irmãos em Cristo", no porto de Sidon! O Senhor tinha inclinado o coração do centurião Júlio, de uma forma maravilhosa, pois se um soldado romano, encarregado da guarda de um prisioneiro, deixasse que este escapasse, pagava essa negligência com a sua própria vida (At 16:27). "E, partindo dali, fomos navegando abaixo de Chipre, porque os ventos eram contrários" (v.4). O capitão do navio, tinha proposto a si mesmo, "navegando pelos lugares da costa da Ásia" (v.2), quer dizer, navegar costeando e tocando talvez vários portos; mas os ventos contrários obrigaram-no a mudar de rumo e a escapar da força dos ventos, "abaixo (pelo sul) de Chipre", uma grande ilha no meio do Mediterrâneo. Por vezes na nossa viagem da vida, temos que abandonar certos propósitos por causa da violência dos ventos. "E, tendo atravessado o mar, ao longo da Cilícia e Panfília, chegamos a Mirra, na Licia. E, achando ali o centurião um navio de Alexandria, que navegava para a Itália, nos fez embarcar nele. E, como por muitos dias navegássemos vagarosamente, havendo chegado apenas defronte de Cnido, não nos permitindo o vento ir mais adiante, navegamos abaixo de Creta, junto de Salmone. E, costeando-a dificilmente, chegamos a um lugar chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laséia" (vs.5-8). Apesar de todas as dificuldades, e dos ventos contrários, a nave pôde chegar a Bons Portos. Nos primeiros tempos dos apóstolos, apesar da oposição de Satanás, e de "homens disolutos e maus" (2 Ts 3:2), a "embarcação evangélica" seguia a sua rota. Agora, para comentar a viagem desde Bons Portos, até à “ilha de Melita {Malta}” (At 28:1), vamos aproveitar a maior parte do livreto chamado "A Viagem de Paulo desde os Bons Portos a Malta (e as suas Lições)" (Nota do Revisor: Livreto escrito pelo irmão Gordon H. Hayhoe), sobre o significado espiritual desta travessia, pois o seu autor expressa a verdade doutrinal de boa maneira. “A primeira parte da viagem desde Cesaréia a Bons Portos, (vs.1-7), é descrita em poucas palavras, mas a segunda etapa, desde Bons Portos até à chegada a Melita, (At 27:9-44) é escrita com tantos detalhes que nos dá uma profunda instrução. Podemos considerar o navio como uma figura do testemunho exterior da igreja, para as pessoas a bordo como os verdadeiros filhos de Deus e Paulo como o representante da verdade chamada a "doutrina de Paulo" acerca da Igreja (2 Tm 3:10), e incluindo todos os que são cristãos genuínos. Quando falamos ‘cristãos genuínos’ queremos dizer a respeito da linha da verdade a qual é distinta e peculiar a esse período da Igreja, e que nos conecta com o céu e com Cristo, a Cabeça da Igreja. Os que estavam a bordo do navio decidiram que iniciariam a viagem a partir de Bons Portos – todavia, não de acordo com o conselho de Paulo, mas de outros. Bons Portos talvez nos fale do início – da feliz unidade vista nos ‘bons’ dias da história da igreja. Tudo estava bem enquanto eles andaram na verdade e “no temor de Deus” (At 9:31), mas tal posição nunca é agradável para a carne e pode ser mantida somente enquanto andamos com Deus. “O tempo” é sempre uma grande prova e assim, lemos: “E, passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois, também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava” (At 27:9). É sempre comparativamente fácil iniciar na senda da fé, mas a carne nunca pode continuar nela. "Navegar" conforme a sabedoria humana é sempre "perigoso", e nós precisamos da Palavra de Deus para nos guiar. Devemos ter nossa consciência guiada pelas Escrituras em todo o tempo, pois, somente nesse caminho podemos reivindicar Suas promessas. "Então andarás com confiança no teu caminho, e não tropeçará o teu pé" (Pv 3:23). Há algo muito triste nas palavras "o jejum já tinha passado". Essa devoção do início, o 'jejum e oração' que caracterizava a igreja no começo (At 13:3) tinha passado e lembrando o comentário de alguém que diz: "Não há substituto para a comunhão”. Quando não há quieta comunhão com Deus e a espera na Sua presença, podemos ter certeza que haverá problemas adiante. Que essas práticas possam exercitar o coração de cada um de nós e que possamos buscar andar em obediência e no poder do Espírito de Deus, ao invés de em caminhos de prudência humana.” (continua, querendo Deus) Voltar ao Índice OBEDIÊNCIA "Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à Palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros" (1 Sm 15:22). Quando o profeta Samuel falou estas palavras ao rei Saul, queria fazer-lhe compreender a importância que tem a obediência na vida de uma pessoa que confessa servir o Senhor. O Senhor Jesus deu igualmente ênfase ao mesmo princípio. Quem não sabe obedecer engana-se a si próprio, pensando que está seguindo o Senhor e não está. Cristo afirmou enfaticamente: "Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus" (Mt 7:21). Voltar ao Índice OS PÁSSAROS – CRIATURAS MARAVILHOSAS Testemunho por excelência para Deus e a Criação. Talvez, em todo o reino da natureza, não haja testemunha mais contundente da criação Divina do que os pássaros. Os pássaros são criaturas "milagrosas" que fornecem evidências contundentes de uma inteligência criadora especial; são a obra de um Mestre construtor. Os ossos e esqueleto dos Pássaros: O osso de um animal qualquer, é pesado e denso; mas os ossos de um pássaro são ocos, formados por uma rede esponjosa, projetado para dar força, e capacitação de ar. Quando um pássaro respira, ele é inflado com ar até a medula! As cavidades de ar nos ossos estão diretamente conectadas aos pulmões. No entanto, a força não foi sacrificada, pois os ossos leves e ocos são reforçados com arestas, quando necessário, de acordo com os princípios de engenharia avançados. Observando o desenho de um corte longitudinal, mostrando a estrutura interna do osso metacarpo de uma asa de urubu. "As cintas dentro do osso são quase idênticas em geometria às da treliça Warren comumente usada em estruturas de aço." "Combinando leveza e força, certamente os ossos de um pássaro não poderiam ter sido mais maravilhosamente projetados." (Eugene Burns, Ranger-Naturalist). "Embora o esqueleto de um pássaro seja extremamente leve, ele também é muito forte e elástico – características necessárias em uma estrutura aérea sujeita às grandes e repentinas tensões das acrobacias aéreas." (Carl Welty, em "Birds as Flying Machines", no "Scientific American"). Os evolucionistas reconhecem a dificuldade de explicar o fenômeno da estrutura óssea leve do pássaro. C. H. Waddington, escrevendo na Scientific American diz: "Existem adaptações de tal tipo que é difícil ver como poderiam ser respostas a circunstâncias externas. Por exemplo, os pássaros tendem a ter ossos ocos, por que eles ganham em leveza sem perder força. É impossível ver como as condições externas podem produzir diretamente o vazio dos ossos." Oh, que eles reconhecessem o Divino Arquiteto! (Traduzido com licença de WHY WE BELIEVE IN CREATION, NOT IN EVOLUTION – "Porque cremos na Criação e não na Evolução", de Vred John Meldau). Voltar ao Índice A PROSPERIDADE MATERIAL E O CRENTE Não há muito tempo, um ciclone arrasou as propriedades de muitos camponeses, destruindo-lhes colheitas e todo o resto. Entre eles havia crentes no Senhor Jesus. Mas para esses foi muito consoladora a passagem de Habacuque 3:17-18: "Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas; Todavia eu me alegrarei no Senhor: exultarei no Deus da minha salvação". Voltar ao Índice NÃO MAIS EU, MAS CRISTO "Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo" (Jo 21:3). Pedro lançou o convite e todos o seguiram. Basta que haja um companheiro com uma vontade mais forte e decidido, para que todo o grupo o siga. Por isso, se uma pessoa que está em lugar de responsabilidade, se desvia por mau caminho, frequentemente o resto das pessoas que a rodeiam, seguem-na. Por isso, constatamos que a influência que podemos exercer uns nos outros é um assunto muito sério. Pode até tornar-se num caso muito grave se for uma decisão errada. Não estamos falando tanto das nossas palavras como dos nossos atos, porque as ações falam com mais eloquência do que as palavras. A sua conduta pode influir muito mais nos outros do que aquilo que disser; porque as palavras frequentemente se esquecem depressa, mas a vida das pessoas, essa grava-se muito mais no espírito dos outros. Voltar ao Índice PENSAMENTO: Há uma coisa que o Senhor deseja acima de tudo, para cada um de nós: é que haja um afeto íntimo e constante com Ele, e também com os nossos irmãos! A INSTITUIÇÃO DO MATRIMÔNIO (continuação do número anterior) Um Caso que não é Raro "Fui pregar o Evangelho na casa de certa pessoa, que se arrependeu; mas tratava-se de um homem que vivia simultaneamente com duas mulheres, e que me perguntou como iria agora solucionar a sua vida de acordo com a Palavra de Deus. Ele não era casado, nem com uma, nem com outra, e tinha filhos de ambas". Resposta: O homem convertido é uma "nova criatura" (2 Co 5:17) em Cristo. Deve procurar honrar o Senhor Jesus nas suas responsabilidades familiares "Se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família negou a fé, e é pior que o infiel {quer dizer: do que um inconvertido}" (1 Tm 5:8) . Portanto, ele tem obrigação de prover de mantimento adequado a todos os seus filhos, pois que os gerou. Por outro lado, também, tem o dever de se afastar de ambas as mulheres, a menos que resolva casar com uma delas, legitimamente, mas só com uma delas. Tanto uma mulher como outra, são mães que amam os seus filhos. Não convém, pois, que o pai, que agora é um crente, filho de Deus, lhes arranque do seu seio os seus filhos, (por força da lei civil). Deve antes mostrar toda a consideração possível e não deixar de testemunhar afeto paterno para com os seus filhos. As vezes, as mulheres inconvertidas opõem-se ao Evangelho, de tal maneira, que voltam para as suas próprias famílias levando consigo os seus filhos; raras vezes deixam os filhos com o pai. Seja como for, não há um versículo da Bíblia que fale, por si só, deste assunto. Mas pode tomar-se em consideração para este caso, o que nos diz: Gn 2:24; 2 Co 5:17; Ef 6:4; Cl 3:21; 1 Co 7:12,15. Com obediência e submissão ao Senhor, e com oração, Ele dará a conhecer ao novo remido, aquilo que deverá fazer para a Sua honra e glória. Pensamento: A incorrupção, a pureza, a perpetuidade, são qualidades todas expressas pelo sal. "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal” (Cl 4:6). Voltar ao Índice DEPOIS DA MORTE, QUE HÁ? Recebemos, certa vez, uma carta com muitas citações da Bíblia, em que o seu autor procurava estabelecer o princípio de que: os mortos nada sabem do que se passa na vida, e que portanto deixam de existir e, sendo assim, não há inferno para além da morte, isto com base das seguintes passagens – Jó 3:11-19; Eclesiastes 9:4-6 e Isaías 38:12-19. Refutando inteiramente a idéia dessa pessoa que nos escreveu, dizendo que esses escritores bíblicos da antiguidade falavam de coisas "debaixo do Sol" (Ec 9:9). Com raras exceções, esses escritores sagrados, não tinham uma revelação exata de que havia um outro mundo para além daquele que conheciam. Nosso Senhor Jesus Cristo, que é também Deus Todo-Poderoso, disse assim do homem rico: "…foi sepultado. E no Hades (inferno), ergueu os olhos, estando em tormentos" (Lc 16:22-23). E toda essa passagem (vs.19-31), demonstra que o rico possuía todos os seus sentidos: podia ver, ouvir, falar e sentir. Além disso, conservava uma boa memória das coisas passadas. E Jesus, refutando a doutrina falsa dos saduceus, que negavam a ressurreição, disse também: "Ora Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para Ele vivem todos" (Lc 20:38). E, acrescentou, também, estas solenes palavras: "…todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz; e os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação" (Jo 5:28-29). E em Hebreus 9:27 lemos: "Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo". O próprio Jó, do qual foi citada a queixa triste que fez, tinha uma fé segura naquilo que havia de suceder, "para além do Sol". Falou até da ressurreição do Redentor: "Eu sei que o meu Redentor vive" (Jó 19:23-27). Voltar ao Índice FRUTIFICANDO, NA HUMILDADE Quando o trigo e o joio crescem juntos, sem demora mostram qual dos dois tem a bênção de Deus. O trigo dobra-se sobe o peso dos seus grãos; e quanto mais frutos dá mais se inclina. Mas o joio é o contrário: levanta a sua cabeça acima do trigo e contudo não dá nenhum fruto. "Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes" (Tg 4:6). PENSAMENTO: Quanto mais longe nos afastarmos do Senhor, tanto o sentiremos em todos os domínios da nossa vida…! TRANSCRIÇÃO: "Segundo Deus, a cruz é o centro moral do universo. É, mesmo, a manifestação mais brilhante da própria glória de Deus. É o fundamento da nossa salvação, e da nossa glória. E, é o centro da história, e da própria Eternidade": Nota: A palavra "cruz", aqui, não se refere evidentemente ao tronco de madeira em si mesmo, mas antes aos sofrimentos e à morte expiatória de Cristo. PERGUNTA: Gostaria muito de compreender melhor o que é a TRINDADE. RESPOSTA: Não nos surpreende, que sinta dificuldade em compreender o significado profundo da Trindade. Contudo, é preciso ficar assente, que mesmo sem compreendermos esse mistério, devemos reverenciar a Trindade. Quer dizer: O Pai é Deus; o Filho é Deus; e o Espírito Santo é Deus. Mas o Pai não é o Filho; nem o Filho é o mesmo que o Espírito Santo. As Escrituras declaram-no: “…batizando-as em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). "…por Ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito" (Ef 2:18). "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos" (2 Co 13:13). "Ora há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos" (1 Co 12:4-6). "Mas Aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome {ou seja: em Nome do Filho}, Esse vos ensinará todas as coisas" (Jo 14:26). “E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de Seu Filho, que clama: Aba Pai {quer dizer: Meu Pai}” (Gl 4:6). "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” (Rm 8:16-17). Um certo crente, quando já moribundo, exclamou: 'Vejo três em Um, e Um em três, e são todos para mim, para mim'!… Voltar ao Índice SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS (continuação do número anterior) Capítulo 5:17-48 "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar [anular – JND], mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido" (vs.17-18). O único homem que cumpriu a lei foi o Senhor Jesus Cristo. Todo o resto da humanidade a transgrediu, de uma forma ou de outra. Além disso, a sentença pronunciada sobre essa transgressão, esse pecado, foi a morte. E, ela foi mesmo executada; não sobre nós mesmos, os que cremos em Cristo, mas sobre o nosso bendito Substituto. Cristo não só cumpriu em absoluto a lei, magnificando-a, como também morreu em cumprimento de uma sentença que decorria da própria lei, a pena de morte; e isso, para que essa sentença não fosse cumprida em nós mesmos, que éramos os verdadeiros culpados. Que infinita a graça de Deus, que amor incomparável o Seu. "Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás; e qualquer que matar será réu de juízo" (v.21). Foi esse o justo castigo decretado pela lei, para os homicidas. Mas o Senhor Jesus acrescentou: "Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo" (v.22). Isso dá-nos a entender que a lei é espiritual e não julga apenas os atos mas também as intenções do coração. "Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela" (vs.27-28). E de novo o Senhor expressa o sentido espiritual da lei, aplicando-a aos "pensamentos e intenções do coração" (Hb 4:12). Temos em Romanos 3:19, o propósito pelo qual a lei foi instituída: "…para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus". "Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta a tua oferta" (vs.23-24). O nosso Deus e Pai é um "Deus de paz” (Rm 15:33), e um Deus que perdoa. Por isso quer que sejamos "seus imitadores, como filhos amados" (Ef 5:1). "Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério" (vs.31-32). "Moisés por causa da dureza dos vossos corações vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim" (Mt 19:8). Um cristão não repudia a sua esposa; e mesmo que ela tenha sido alguma vez infiel, ele tem o direito divino de lhe perdoar, pois também “Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4:32). "Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra" (vs.38-39). É preciso muito a ajuda da graça de Deus, para poder cumprir à risca este mandamento do Senhor Jesus. "Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus; porque faz que o Seu Sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos" (vs.43-45). Nos versículos 38 e 39 a atitude própria do cristão é passiva; mas nestes últimos versículos, vê-se que a atitude do cristão deve ser ativa, tornando bem pelo mal. "Sede pois vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus" (v.48). Esta perfeição consiste em mostrar o amor e a graça de Deus para com os outros, até ao inimigo mais declarado. (continua, querendo Deus) Voltar ao Índice PRIMEIRA EPÍSTOLA DE PEDRO Nomes aplcados aos Crentes São eles: estrangeiros, eleitos, filhos, meninos, pedras vivas, casa espiritual, sacerdócio santo, geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido, povo de Deus, peregrinos e forasteiros (capítulos 1:1-2,14; 2:1-2,5,9-11). Quem havia de dizer que um pobre pecador, fugindo de Deus e morto nos seus pecados, pudesse vir a adquirir um estado de bênção espiritual na qualidade de filho de Deus! Voltar ao Índice CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA (continuação do número anterior) O sacrifício pelo pecado. Os sacrifícios de animais limpos e de aves, oferecidos pelos israelitas, eram provisórios e não podiam apagar completamente os pecados, tal como lemos em Hebreus 10:1-4: "Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem a cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado. Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados, porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados". Mas o sacrifício de Cristo, o Cordeiro de Deus, aperfeiçoa realmente para sempre o pecador arrependido, e o conjunto dos pecadores salvos pela graça de Deus – a Igreja. "Temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. …Este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus, …Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados" (Hb 10:10-14). Para Israel era pois um sacrifício, mas de eficácia temporal; para a Igreja houve um sacrifício, mas eternamente eficaz! (continua, querendo Deus) Voltar ao Índice PENSAMENTO: Esta era cristã começou com um grande som vindo do céu e terminará da mesma forma (At 2:2; 1 Ts 4:16). Voltar ao Índice [1] Nota do Revisor: Folheto escrito pelo irmão Gordon H. Hayhoe

  • Palavras de Edificação 06

    (Revista bimestal editada entre 1980 e 1997) ÍNDICE A ORAÇÃO O AMOR DE CRISTO MAIS PRECIOSO DO QUE AS PEDRAS PRECIOSAS O HOMEM MAU A MULHER ESTRANHA SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS (Cont.) O COLIBRI SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS (Cont.) EVANGELHOS MENCIONADOS NO NOVO TESTAMENTO OS PATRIARCAS CONTEMPORÂNEOS CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA CHAMADA PELO SENHOR A ORAÇÃO Daniel "Daniel, …três vezes no dia se punha de joelhos, e orava" (Dn 6:10). Por que Daniel dava graças a Deus? Daniel era um cativo na Babilônia, obrigado a viver no meio de um ambiente de luxo e vaidade pagãos que para ele eram antipáticos. A sua querida cidade de Jerusalém estava vazia e abandonada; o seu próprio povo tornara-se indiferente. Ele próprio vivia frequentemente ameaçado de morte. Mas agradecia a Deus, na sua oração, o fato de ter reconhecido pelos livros que as profecias iam se cumprir. De certa forma, não se passa o mesmo conosco? Os tempos são perigosos e a maldade intensifica-se. Mas sabemos, por meio das profecias, que o reino de Deus está já mais próximo de concretizar-se e que podemos alegrarmo-nos pela breve vinda do Senhor Jesus. Voltar ao Índice O AMOR DE CRISTO "Porque o amor é forte como a morte" (Ct 8:6). O fato é que o amor de Cristo foi ainda mais forte do que a morte, visto que a venceu – Cristo ressuscitou! E o Seu amor continua, até ao dia de hoje, buscando o pecador. "As muitas águas não poderiam apagar este amor nem os rios afogá-lo" (Ct 8:7). Ouvimos a voz de Cristo, dizendo: "As águas entraram até à Minha alma. Atolei-Me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente Me leva" (Sl 69:1-2). As vagas, as correntes e caudais de água, falam-nos, na Bíblia, do julgamento de Deus que caiu sobre a Pessoa do nosso Substituto que é Jesus, quando Ele Se viu sozinho na cruz, em consequência de, sobre Ele, estar o nosso pecado, que carregou voluntariamente. Mas claro que, depois que o juízo de Deus foi satisfeito e os nossos pecados castigados com a morte de Cristo, Este ressuscitou "pela glória do (Deus) Pai" (Rm 6:4). E imediatamente o amor de Cristo se manifestou, pondo-Se no meio dos Seus discípulos que estavam tristes, desalentados e medrosos, e disse-lhes "Paz seja convosco" (Jo 20:19). "Saulo (de Tarso), que também se chama Paulo” (At 13:9), também experimentou, mais tarde, o amor de Cristo e exclamou: "Vivo-a na fé do Filho de Deus, O qual me amou, e Se entregou a Si mesmo por mim" (Gl 2:20). Mais tarde, estando na prisão em Roma, orou pelos Éfesos e por nós: "Que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de, …poderdes perfeitamente, …conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento" (Ef 3:17-19). Mais adiante Paulo nos disse o que Cristo fez pela Sua igreja: "Cristo amou a Igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a Si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5:25-27). Voltar ao Índice MAIS PRECIOSO DO QUE AS PEDRAS PRECIOSAS As Sagradas Escrituras são tão valiosas que não têm preço, visto que elas – e só elas – contém Cristo e por isso nos transmitem a fé que nos salva. Um comerciante de diamantes estava preparando a expedição de algumas pedras para a Índia; e a cada uma envolvia, naturalmente, com o máximo cuidado. A última, porém, que era um diamante de muito valor, começou por embrulhá-la com os primeiros três capítulos de João, folhas rasgadas de uma Bíblia já meio desfeita, visto que o seu papel muito suave, era ótimo para esse fim. O hindu, ao qual a pedra preciosa era enviada, veio assim a receber com ela aquilo que ele apreciou como sendo infinitamente mais precioso que o diamante que comprara: era a folha do Livro da Vida, no qual leu estas palavras: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3:16). Ficou muito entusiasmado e pôs-se a falar a toda a gente sobre o seu "achado", perguntando-se a si mesmo: "Mas porque é que eu não soube isto antes?" Pelo poder do Espírito de Deus, a Palavra ia crescendo no seu coração. "Com certeza dizia ele – "todo aquele" – inclui a minha pessoa. Portanto esta salvação é para mim". Pela fé aceitou essa verdade, continuou falando a outros dela, até que chegou àquele lugar um missionário que julgava encontrar apenas pagãos e – que surpresa! – achou uma assembléia já desenvolvida, constituída por cristãos hindus. Citação Bíblica: "Jesus Cristo, ao qual, não O havendo visto, amais; no qual, não O vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso" (1 Pe 1:7-8). Voltar ao Índice O HOMEM MAU "Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será suave à tua alma. O bom siso te guardará e a inteligência te conservará, para te livrar do mau caminho e do homem: 1. que diz coisas perversas; 2. que deixa as veredas da retidão; 3. que anda pelos caminhos das trevas; 4. que se alegra de mal fazer; 5. que folga com as perversidades dos maus 6. cujas veredas são tortuosas, 7. e desviadas nas suas carreiras" (Pv 2:10-15). A MULHER ESTRANHA "Para te livrar da mulher estranha e da estrangeira: 1. que lisonjeia com suas palavras; 2. que deixa o guia da sua mocidade; 3. e se esquece do concerto do seu Deus. 4. Porque a sua casa se inclina para a morte; 5. e as suas veredas para os mortos; 6. todos os que se dirigem a ela não voltarão; 7. e não atinarão com as veredas da vida" (Pv 2:16-19). Voltar ao Índice PENSAMENTO: Você deve deixar que Cristo eclipse todas as coisas e impedir, seja o que for, que possa vir a eclipsar Cristo. SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS (continuação do número anterior) Capítulo 26 "Depois Agripa disse a Paulo: Permite-se-te que te defendas. Então Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu: Tenho-me por venturoso, ó rei Agripa, de que perante ti me haja hoje de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus; mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os judeus; pelo que te rogo que me ouças com paciência" (v.1-3). "A minha vida, pois, desde a mocidade, qual haja sido, desde o princípio, em Jerusalém, entre os da minha nação, todos os judeus a sabem. Sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu. E agora pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais estou aqui e sou julgado. À qual as nossas doze tribos esperam chegar, servindo a Deus continuamente, noite e dia. Por esta esperança, ó rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus. Pois quê? Julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?" (vs.4-8). Paulo sustentado na sua mente pelo seu bendito Senhor Jesus, pôde dirigir-se com calma ao rei Agripa, reconhecer a competência deste como autoridade que era, e dar-lhe uma síntese da sua vida antes de se converter. E foi logo diretamente ao centro da questão: a Ressurreição – Deus ressuscita os mortos! E depois continuou o seu discurso, falando do encontro inesperado que tivera com o Senhor. "Bem tinha eu imaginado que contra o Nome de Jesus nazareno devia eu praticar muitos atos; o que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido poder dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui. Sobre o que, indo então a Damasco, com poder e comissão dos principais dos sacerdotes, ao meio dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo. E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava, e em língua hebraica dizia: Saulo, Saulo, porque Me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões. E disse eu: Quem és, Senhor? E Ele respondeu: Eu sou Jesus, a Quem tu persegues" (vs.9-15). Saulo, enfim detido nessa correria louca de perseguição contra Jesus, e os Seus santos, viu subitamente a glória eterna do Senhor Jesus, que sobressaia infinitamente à glória natural do Sol, e caiu em terra e ouviu a pergunta direta dirigida a si mesmo. Deu-se conta nesse mesmo instante que Deus lhe falava, e reconheceu-O como "Senhor", mas queria certificar-se da sua identificação. E logo recebeu a revelação mais extraordinária da sua vida. "Eu sou Jesus, a Quem tu persegues" (v.15). Em um momento Saulo ficou extremamente surpreendido, humilhado e rendido Aquele Jesus a Quem ele tinha perseguido nas pessoas dos Seus santos. Era o Senhor da glória! "Mas levanta-te e põe-te sobre os teus pés, porque Te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais Te aparecerei ainda; livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora Te envio, para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus: a fim de que recebam a remissão dos pecados, e sorte entre os santificados pela fé em Mim" (vs.16-18). Aqui está a grande missão dada pelo Senhor ao "principal" dos pecadores – "Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores; dos quais eu sou o principal" (1 Tm 1:15). Foi enviado “aos gentios” (At 22:21) para que: 1) lhes abrisse os olhos, 2) convertessem das trevas à luz e 3) do poder de Satanás a Deus 4) e que recebessem pela fé n'Ele, a remissão dos pecados e 5) sorte (quer dizer: herança) entre os santificados. Que golpe dirigido, (ainda que indiretamente) por Paulo a todos, o rei e sua esposa, Festo e as outras autoridades da cidade, que estavam presentes. Todos acusados de terem estado cegos, nas trevas e sob o poder de Satanás! "Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial. Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento. Por causa disto os judeus lançaram mão de mim no templo, e procuraram matar-me. Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço, dando testemunho tanto a pequenos como a grandes não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer" (vs.19-23). Paulo sempre dava testemunho: "tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20:21). E na sua defesa perante o rei Agripa fez o mesmo. Desde logo esse e os outros ouvintes se tornaram responsáveis perante Deus por ter ouvido a pregação do Evangelho. Veremos, possivelmente, um ou mais de entre eles quando Cristo vier para arrebatar, do mundo e dos sepulcros, aqueles que são Seus. Logo que Paulo se pôs a falar de ressurreição, e da de Cristo em particular, e da dos mortos em geral, Festo interrompeu-o. "E, dizendo ele isto em sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo: as muitas letras te fazem delirar. Mas ele disse: Não deliro, ó potentíssimo Festo; antes digo palavras de verdade e de um são juízo. Porque o rei, diante de quem falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto. Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês" (vs.24-27). Sem dúvida que, Paulo, sabia bastante das relações do rei Agripa com os judeus antes de ter chegado a ser rei desse setor do império romano. Paulo, sabia que ele não ignorava o que sucedera a Jesus, e que tinha algum conhecimento da mensagem profética, sobre a morte e ressurreição de Cristo. De outra maneira, não teria podido dirigir-se tão direta e francamente ao rei: "Crês tu nos profetas? Bem sei que crês". Aqui Paulo não é um vencido, mas um vencedor; não é um prisioneiro, mas um homem livre por Cristo, não medroso, na presença de um tribunal romano, mas plenamente inspirado pelo Espírito Santo e avisando a consciência do próprio rei, que se encontrava perturbado. "E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!" (v.28). Note-se que o escritor, inspirado por Deus, não escreveu, nesta frase, "o rei Agripa", mas apenas que: "Agripa disse a Paulo…". Perante os olhos do Criador, Agripa não era mais do que um mero "homem". “Deixai-vos pois do homem cujo fôlego está no seu nariz; porque em que se deve ele estimar?" (Is 2:22). A resposta de Agripa indica uma consciência perturbada, mas não mostra arrependimento. Por outro lado Paulo afirma com convicção: "E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias" (v.29). Foi com ênfase que fez saber a Agripa, e aos outros, que ele era um homem feliz, e os outros é que eram infelizes. Essa foi a última palavra. Uma boa confissão, na verdade! "E, dizendo ele isto, se levantou o rei, e o presidente, e Berenice, e os que com eles estavam sentados. E apartando-se dali, falavam uns com os outros, dizendo: Este homem nada fez digno de morte ou de prisões. E Agripa disse a Festo: Bem podia soltar-se este homem, se não houvera apelado para César" (vs.30-32). Quando o Senhor enviou Ananias para falar com Saulo de Tarso disse-lhe: “Vai, porque este é para Mim um vaso escolhido, para levar o Meu Nome diante dos gentios, e dos reis" (At 9:15). Aquele a quem Paulo vai seguidamente dar testemunho de Cristo (depois de Agripa) será o próprio imperador do império mais poderoso da história humana: César, de Roma. (continua, querendo Deus) Voltar ao Índice O COLIBRI O pequeno e perfeito helicóptero de Deus A menor ave do mundo é o colibri de Cuba. Mede só 6 cm da ponta do bico à ponta da cauda e pesa menos de 30 grs. Há 580 espécies e subespécies de colibris. São todos pequenos e na sua maioria medem menos de 10 cm. O colibri não pode andar (só emprega as patas para se empoleirar). Por isso é obrigado a voar para se deslocar; e dessa maneira se torna um voador incomparável. Do ponto de vista da aerodinâmica, as aves são as mais perfeitas máquinas voadoras, mas o colibri é, além disso, o único helicóptero perfeito. As suas asas estão ligadas de forma tão engenhosa ao resto do corpo que pode parar no ar e voar em qualquer direção: para frente, para a direita, para a esquerda, para cima, para baixo, e até para trás. Uma façanha que nenhuma outra ave pode fazer! Há um certo colibri, de garganta vermelha, que, enquanto está suspenso de cabeça para baixo consegue bater as asas num ritmo de 75 movimentos por segundo. Enquanto voa para trás pode ao mesmo tempo deslocar-se para o lado… aparentemente sem dificuldade alguma! Podemos perguntar: Quem foi que deu ao colibri a habilidade de se manter suspenso – sem estar agarrado a nada – sem se deslocar do lugar em que está, e de poder também ir a qualquer direção, capacidade que nenhuma outra ave tem? (Transcrito com licença de WHY WE BELIEVE IN CREATION, NOT IN EVOLUTION - "Porque cremos na Criação e não na Evolução", de Fred John Meldau). Voltar ao Índice PENSAMENTO: Não faça nada contra a sua consciência. Mas não deixe a sua consciência fazer algo contra a Palavra de Deus. PENSAMENTO: O nosso poder de atrair outros ao Senhor, depende essencialmente do poder com que nos deixamos atrair pelo Senhor, o que nos dá alegria e comunhão com Ele. SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS (continuação do número anterior) Capítulos 5:1 a 16 "E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-Se, aproximaram-se d'Ele os Seus discípulos; e, abrindo a Sua boca, os ensinava…" (vs.1-2). Na passagem anterior (Mt 4:23-25) lemos sobre o benigno ministério do Senhor Jesus, o Messias de Israel, dos Seus atos maravilhosos como divino Médico. A Sua fama correu por todas as partes. "E seguia-O uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e dalém do Jordão" (Mt 4:25). Convinha, então, que o Senhor anunciasse quais eram os princípios do Seu reino, para que não só os Seus discípulos, como muitas pessoas que O seguiam, se dessem conta deles. Foi assim que, Jesus Se sentou para os ensinar, dizendo: "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus" (v.3). Desde o começo do ensino do Senhor, vemos que Ele é completamente contrário aos princípios que regem os reinos dos homens. A soberba caracteriza-os, mas a humildade, que é aqui recomendada, caracteriza o reino de que aqui se fala. Cristo personifica essa humildade (Mt 11:29). "Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados" (v.4). Os que sofrem são frequentemente desprezados. Ninguém os quer nem se preocupa pelo seu bem estar. Choram pela falta de justiça, mas eles terão consolação! "E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima" (Ap 21:4). Jesus mesmo foi, naquele tempo, "homem de dores" (Is 53:3), mas virá a ser homem de alegria quando tiver a Sua amada Esposa (que é a Igreja) a Seu lado: quer dizer, quando estiver reunida com Ele a grande multidão dos redimidos, na casa do Pai. "O trabalho de Sua alma Ele verá, e ficará satisfeito" (Is 53:11). "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (v.5). Os mansos não são exigentes, nem tão pouco insistem nos seus próprios direitos. A mansidão nos é recomendada em Efésios 4:2, juntamente com a humildade. É um fruto do Espírito (Gl 5:23). Jesus mostrou-a perfeitamente (Mt 11:29). Os salvos receberão o céu como herança. Mas um futuro há de vir em que os judeus, que se arrependerem, hão de herdar a terra: a Palestina. "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos" (v.6). Aquele que respeita Deus porque o ama, anseia por ver a justiça. Mas o fato é que hoje em dia não há justiça na Terra: "Se vires em alguma província opressão de pobres, e a violência em lugar do juízo e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que é mais alto do que os altos para isso atenta; e há (Um) mais alto do que eles!" (Ec 5:8). Mas aproxima-se o dia glorioso em que "reinará um Rei com justiça!" (Is 32:1). Esse Rei será Cristo! "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia" (v.7). Aquele que recebeu misericórdia, deve também demonstrar misericórdia, uma atitude misericordiosa para com todos, até para com o seu inimigo. Assim fez Cristo. "Bem-aventurados os limpos de coração; porque eles verão a Deus" (v.8). No seu sermão chamado "da montanha", o Senhor não falou da redenção, mas do caráter do reino e de quem lá poderá entrar. Mas é evidente que não haverá ninguém "limpo de coração" senão pela virtude do precioso sangue de Cristo e pelo meio mencionado em Atos 15:9: "purificando os seus corações pela fé [purificando-lhes pela fé o coração – ARA]". "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus" (v.9). "Mas Deus chamou-nos para a paz" (1 Co 7:15). E Ele é o "Deus de paz" (Rm 16:20). Convém pois que o crente seja um pacificador, um imitador de Deus: "Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados" (Ef 5:1). Cristo deixou-nos um exemplo sublime: "Havendo por Ele feito a paz pelo sangue da Sua cruz" (Cl 1:20). "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (v.10). O fato de que há perseguição por causa da justiça demonstra que desde o principio o Senhor viu que "o mundo está no maligno" (1 Jo 5:19). Uma pessoa não pode viver neste mundo, santa e justamente, sem ser perseguido. Pedro diz-nos: "Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado" (1 Pe 4:1). Não se pode esperar outra coisa de alguém que é de Cristo e que deixa que a luz de Cristo brilhe por ele. "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós" (vs.11-12). "Vós sois o sal da Terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (v.13-16). O sal dá sabor. Se o cristão é fiel, o mundo saberá reconhecer isso; se o cristão é infiel, o mundo irá assinalá-lo e desprezá-lo e, o que é pior, recusará o seu testemunho. A luz tem que iluminar. Não há outra luz no mundo senão a dos crentes em Cristo. Não convém esconder essa luz “debaixo do alqueire” (uma espécie de medida de cereais), ou, segundo Marcos 4:21, “debaixo da cama” (da indolência). E, a luz do crente deve brilhar, de maneira que os homens atribuam as suas boas obras, não aos cristãos, mas ao seu Pai celestial, glorificando-O. É aqui que pela primeira vez o Senhor menciona o nome de "Pai". Ele põe os Seus discípulos em ligação com Deus o Pai, ao qual devem imitar, sendo que Deus é também Quem cuida e protege os cristãos num mundo manifestamente hostil. (continua, querendo Deus) Voltar ao Índice PENSAMENTO: Não é justo notar as faltas dos outros, a fim de fazer esquecer as nossas... PENSAMENTO: Cristo dava testemunho enquanto Pedro O negava. E também orava enquanto Pedro dormia... EVANGELHOS MENCIONADOS NO NOVO TESTAMENTO Pergunta: Alguém nos pede um esclarecimento do significado de três diferentes "Evangelhos" mencionados no Novo Testamento: o do reino, o da graça de Deus, e o evangelho eterno. O Evangelho do reino. Este tem dois aspectos. 1. O do reinado de Cristo sobre toda a Terra, adiado quando os judeus recusaram Cristo, mas, que será realizado com poder, quando Ele tornar a vir segunda vez. João Batista anunciou o reino: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mt 3:2). Quando o Senhor Jesus anunciou o Seu ministério, pregou também esse reino: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mt 4:17) (N. do R.: Ver também (Mt 10:7) – O evangelho do reino também foi pregado pelos apóstolos). Mas os judeus não quiseram arrepender-se e crucificaram o seu Rei. E não só isso mas quando Estevão testemunhou: "Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus" (At 7:56). Os judeus resistiram ao Espírito Santo pela última vez. Cristo estava em pé, pronto a tornar a vir e a estabelecer o reino se eles se arrependessem. Mas não quiseram. Com isso se cumpriu a parábola que o Senhor Jesus havia dito (Lc 19:11-14). O martírio de Estevão pelos judeus representou simbolicamente aquela "embaixada" que foi enviada, dizendo: "Não queremos que este reine sobre nós" (Lc 19:14). O estabelecimento do reino foi, então, adiado. 2. O outro aspecto do reino intitula-se "o reino de Deus" (Lc 9:2). Este refere-se ao seu caráter moral, inteiramente à parte das questões das dispensações. Basta citar alguns versículos para demonstrar o significado da expressão "o reino de Deus". "Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus" (Lc 9:62); "aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. …aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus" (Jo 3:3,5). "Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rm 14:17). "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?" (1 Co 6:9). Uma prova muito clara de que a expressão "o reino de Deus" tem a ver com o seu caráter moral é esta passagem: "…contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto" (At 20:24-25). O "evangelho da graça de Deus", ainda que seja dispensacional, é diferente do "reino dos céus"; contudo no seu caráter moral, é "reino de Deus". Depois do martírio de Estevão, o Senhor chamou a Saulo de Tarso, e lhe mandou que pregasse, não o evangelho do reino, mas sim que pregasse a todo o pecador tanto gentios como judeus, "o evangelho da graça de Deus". Este evangelho, ou seja, as boas novas, torna justo aquele que crê no Senhor Jesus Cristo, e confirma-o com o selo do Espírito Santo, e une-o com os outros crentes pelo poder do Espírito Santo num só corpo espiritual, do qual Cristo é a Cabeça, e dá-lhe a esperança celestial: estar com Cristo na glória para todo o sempre (At 16:31; Rm 3:21,26; 4:23-25; 5:1-2; Ef 1:13-14; 1 Co 6:17; 12:13,27; Ef 1:22-23; Cl 1:18,27; 1 Ts 4:16,18). A época da pregação do evangelho da graça de Deus terminará com a saída do mundo de todos os que foram salvos – os cristãos – quando vier o Senhor (1 Ts 4:16). Então, terá lugar a pregação do evangelho do reino do Deus. Uma vez que os redimidos tiverem sido arrebatados ao céu com Cristo, Ele despertará os judeus que não ouviram, e portanto não rejeitaram o evangelho da graça de Deus (visto que não haverá segunda oportunidade de salvação, para os que o recusaram – 2 Ts 2:10-12), e eles se darão conta de que Jesus Cristo era o seu Messias, a Quem crucificaram, e se arrependerão e irão imediatamente após isso, com uma energia imensa, por toda a parte pregando "este evangelho do reino …em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim" (Mt 24:14). "O fim" quer dizer a série de juízos com que Deus vai castigar o mundo incrédulo. Os detalhes desse juízos que hão de vir, estão descritos em Apocalipse. Serão terríveis! O Senhor profetizou deles nestas palavras: "Haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tão pouco há de haver" (Mt 24:21). O "evangelho eterno" (Ap 14:6). Para entender qual seja o caráter desse evangelho consideremos o contexto da passagem referida. No capítulo Ap 9:20-21 o resto dos homens que "não foram mortos" com as pragas descritas nos capítulos anteriores, "não se arrependeram" da sua maldade. O fim está próximo: no capítulo 10, “(Cristo) o anjo forte" (Ap 10:1) anuncia que "se cumprirá o segredo de Deus" (Ap 10:7). No capítulo 11 descreve como as "duas testemunhas" (Ap 11:3) profetizarão no Nome do Senhor e como serão martirizadas ao final desse testemunho. O capítulo 13 descreve a atitude de blasfêmia da parte das duas bestas; o imperador romano e o anticristo e a sua perseguição contra "os santos" (Ap 13:7) daquele tempo, quer dizer, daqueles que creram no "evangelho do reino" de Cristo. Isso será o cúmulo; o juízo severo de Deus irá cair sobre os iníquos. Mas Deus, que é longânimo, muito bondoso, dá ainda a última oportunidade dos homens se arrependerem, e manda, não a um homem, mas a um anjo que voe "pelo meio do céu" (onde todos o possam ver), segurando o "evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo" (Ap 14:6). O que ele vai pregar? Será: "crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo?" Não. Será: "Crê no Filho do homem que agora vai estabelecer o Seu reino na Terra?" Não. O que então? "Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas" (Ap 14:7). É um aviso solene para quem reconhece Deus como o Criador. Por que se chama o "evangelho eterno" visto que a sua proclamação não é eterna, mas dura muito pouco tempo? Desde o princípio da criação, os céus a Terra têm sido um testemunho permanente e inequívoco para o ser humano de que há um Criador: "Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes, em toda a extensão da Terra, e as suas palavras até ao fim do mundo" (Sl 19:1-4). E o Senhor pergunta: "A quem pois Me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante? Diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede Quem criou estas coisas, Quem produz por conta o seu exército, Quem a todas chama pelo seu nome; por causa da grandeza das Suas forças, e pela fortaleza do Seu poder, nenhuma faltará" (Is 40:25-26). E em Romanos, temos a base eterna da responsabilidade do homem para reconhecer e reverenciar o Deus eterno: "Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou, porque as Suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno poder, como a Sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis" (Rm 1:19-20). É um testemunho permanente, o primeiro que foi dado ao homem; e o último para o qual chama a sua atenção. Será dado no fim, frente ao ateísmo dominante nos dias da besta e do anticristo e dos seus numerosíssimos seguidores sem arrependimento. (J. H. Smith) E agora ainda mais um pensamento acerca da expressão, "o reino dos céus". O Deus de Israel, que introduziu o Seu povo na terra prometida, fez isso na Sua qualidade de "Senhor de toda a Terra" (Js 3:13). Nos tempos antigos do reino de Israel está escrito o seguinte: "Salomão se assentou no trono do Senhor" (1 Cr 29:23). O reino pertencia ao Senhor. Mas quando Judá pecou, séculos depois, o Senhor entregou o Seu povo nas mãos de Nabucodonosor, da Babilônia, e já não tomou o título de "Senhor de toda a Terra" (ainda que o fosse e há de ser sempre) mas antes de "O Senhor Deus dos céus" (Ed 1:2; Ne 1:5), o "Deus do céu" e o "Rei do céu" (Dn 2:44; 4:37). E desde o tempo do regresso dos cativos a Jerusalém até ao dia de hoje, nunca mais tiveram um rei próprio por terem recusado o seu Messias, quando este veio para eles. Assim, no evangelho de Mateus, que é dispensacional na sua ordem e trata de Cristo principalmente como Messias apresentado a Israel, encontramos (com poucas exceções) a expressão "o reino dos céus". Por que? Porque o rei está nos céus e governa a Terra pela Sua providência sem ter nela um trono visível. Voltar ao Índice OS PATRIARCAS CONTEMPORÂNEOS Lameque tinha 56 anos quando Adão morreu. Sem tinha 93 anos quando Lameque morreu. Isaque tinha 50 anos quando Sem morreu. Assim tudo quanto Adão sabia da criação do mundo, da queda do homem no pecado e dos acontecimentos dos primeiros nove séculos de história dos antediluvianos, pôde ser transmitida à nona geração; Lameque fez o mesmo à undécima geração; Sem à vigésima geração. O leitor pode comprovar isto tudo pelas genealogias escritas em Gênesis. As referências necessárias são Gn 5:3-31; 7:6,11; 11:10-26; 21:5. Note-se que Gênesis 5:32 não determina a data do nascimento de Sem. Jafé era o primogênito. Sem o segundo (Gn 10:21 que deve ler-se não: "irmão mais velho de Jafé", mas sim: "[irmão de Jafé, o mais velho – JND]") visto que Sem nasceu dois anos depois de Jafé, quando Noé tinha 502 anos de idade. Cão era o menor (Gn 9:22-24). Voltar ao Índice PENSAMENTO: Que dizer de um crente que vai a um lugar onde já sabe de antemão que será tentado? "Não nos induzas à tentação" (Mt 6:13). e PENSAMENTO: Tudo será examinado perante o tribunal de Cristo. Todas as ações serão apreciadas e julgadas aí. É uma verdade que tende a se esquecer no quotidiano. (2 Co 5:10). CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA A Chamada 1. A chamada de Israel, cujo progenitor foi Abraão, era terrena: "E apareceu o Senhor a Abraão, e disse: À tua semente darei esta terra (que era Canaã)" (Gn 12:7). O Senhor disse a Jacó (Israel): "Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque: esta terra, em que estás deitado, ta darei a ti e à tua semente" (Gn 28:13). 2. A chamada da Igreja (quer dizer: do conjunto de todos os pecadores salvos pela graça soberana de Deus, desde o dia de Pentecostes até ao momento da vinda do Senhor) é celestial. "…irmãos santos, participantes de vocação celestial" (Hb 3:1). "Mas a nossa cidade está nos céus" (Fp 3:20). "Da esperança que vos está reservada nos céus…" (Cl 1:5); "que é Cristo em vós, esperança da glória" (Cl 1:27). “…nos abençoou com todas as benções espirituais nos lugares celestiais em Cristo" (Ef 1:3). Como foi feita essa chamada? Abraão foi chamado pelo Senhor quase 2.000 anos antes de Cristo. (Segundo as genealogias em Gênesis, tomando por hipótese a data de 4.004 antes de Cristo como da Criação de Adão). A Igreja foi escolhida em Cristo antes que o mundo tivesse sido criado: "…nos elegeu n'Ele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante d'Ele em caridade; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito da Sua vontade" (Ef 1:4-5). Bem podemos exclamar com reverência e adoração: "Para louvor e glória da Sua graça, pela qual nos fez agradáveis (nos tornou aceitáveis) a Si no Amado (em Cristo)" (Ef 1:6). (continua, querendo Deus) Voltar ao Índice TRANSCRIÇÃO: A fé que aceita que as experiências da vida diária são ordenadas, ou pelo menos permitidas por Deus, pode provocar uma grande alteração na vida dum crente. Aceitemos com paciência as interrupções, ainda mesmo que sejam insensatas. As irritações não nos perturbam. Maltratos e acusações não nos inquietam. Cumprimos alegremente os nossos deveres. Não nos ressentimos de um trabalho excessivo. E por que? Porque reconhecemos que Deus está acima de tudo e não há nada que suceda sem que Ele o permita "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por Seu decreto" (Rm 8:28). CHAMADA PELO SENHOR Uma chinesa idosa, morreu. Veio um amigo para expressar as suas condolências à família. Um parente da falecida, respondeu-lhe: "Temos muita pena que não tivesse chegado a tempo de a ver viva, mas o Senhor ordenou que ela se apresentasse na Sua presença às 4h da madrugada, e ela obedeceu com todo o gosto. Todos estamos honrados com essa chamada"! Em lugar da tristeza, havia antes um sentimento calmo e silencioso de solenidade naquela casa pobre. Que lição para tantos cristãos que choram desconsoladamente quando um ser querido é levado à presença do Senhor! Voltar ao Índice

  • A Criação de Filhos - Parte II

    Baixe esta revista digital nos formatos: EPUB - MOBI ÍNDICE A Criação de Filhos - Parte 2 H. E. Hayhoe A Família G. H. Hayhoe A Palavra de Deus W. J. Prost Não Há Nada Para Nossos Filhos W. J. Prost Quando as Leis São Contrárias à Escritura W. J. Prost Caminhos de Prazer, Rotas da Paz B. Conrad Uma Ocupação Adequada P. Wilson Educação H. E. Hayhoe Ó mulher... seja feito para ti, como tu queres J. G. Deck A Criação de Filhos – Parte 2 Os relacionamentos naturais formam belas imagens da sabedoria dos caminhos de Deus. Os pais têm autoridade dada por Deus (Ef 6:1), mas é autoridade a ser usada com sabedoria amorosa para fazer o bem ao filho todos os dias de sua vida. Aqui o amor é o motivo da autoridade usada corretamente. O amor de Deus moveu Seu coração para nos dar este conhecimento de Si mesmo para guiar nossos pés por um mundo cheio de maldade, que tem a sutileza de um inimigo, usando a natureza caída dentro de nós, para nos conduzir nos caminhos do pecado e loucura. O filho de Deus não precisa conhecer o mal sutil do mundo para evitá-lo. Ele precisa de “uma vereda plana” (Sl 27:11 – ARA). O livro de Provérbios fornece isso, dando-nos a sabedoria de Deus para nossa caminhada. Aquele que tudo sabe e tem o conhecimento de tudo, nos deu nesse livro o caminho da sabedoria em todos os vários relacionamentos que vivemos, as provações e as contrariedades que encontramos no decorrer do caminho da vida. Quão precioso é ter a sabedoria de Deus para nos dirigir! Que aqueles que frequentam a escola e a faculdade sempre se lembrem de que as coisas que pertencem à revelação estão além da razão. Um homem deve ser mestre em um assunto para conhecê-lo corretamente, mas ele não pode ter um conhecimento assim de Deus. Deus e Sua sabedoria estão totalmente além do homem. H.E. Hayhoe voltar ao Índice A Família Uma palavra para os pais Sem dúvida, todo pai Cristão sente dificuldade para criar uma família para o Senhor em dias como vivemos. Não podemos esperar que fique mais fácil à medida que a vinda do Senhor se aproxima, pois as trevas estão aumentando. Precisamos da luz e da sabedoria da Palavra de Deus e da força do alto, porque “maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 Jo 4:4 – JND). Não temos força ou sabedoria própria. Sabedoria de Provérbios e das epístolas de João Quanto ao ensino, correção, advertência e até disciplina de nossos filhos (quando necessário), obtemos, no livro de Provérbios, a sabedoria de Deus para isso. É muito importante que leiamos este livro cuidadosamente e com oração, pois não podemos ser mais sábios do que Deus. No entanto, acredito que haja dois lados na educação de nossos filhos. Provérbios nos dá um lado, mas creio que encontramos o outro nas epístolas de João. Temos a tendência de ser unilaterais, e a maioria de nós falha agindo dessa maneira. A Palavra de Deus nunca nos desequilibra, mas sim as nossas próprias vontades! O livro de Provérbios traz diante de nós mais particularmente a ”formação” (ou “treinamento”) de nossos filhos. As epístolas de João são o padrão para nossa própria conduta com eles e o caráter que exibimos diante deles. Isso é muito importante, pois é nossa própria conduta que dá peso ao que dizemos a eles. A primeira epístola de João começa com o conhecimento do Pai. Sim, Deus nosso Pai quer que O conheçamos, e o Senhor Jesus pôde dizer: “Quem Me vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9). Que exemplo! Vamos aplicá-lo a nós mesmos como pais. Nossos filhos realmente nos conhecem? Um pai sábio cuidará, desde o início da vida de seus filhos, para que eles o conheçam. Se falharmos nessa intimidade com nossos filhos, começamos mal. Eu acredito que há muitas crianças que não conhecem seus pais como deveriam. Comunhão A próxima coisa é que Deus, nosso Pai, deseja ter comunhão conosco como Seus filhos. “E a nossa comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo” (1 Jo 1:3). Ele quer compartilhar Seus pensamentos conosco, e devemos compartilhar nossos pensamentos com nossos filhos. Eles devem aprender primeiro o conhecimento de Cristo como Salvador, mas à medida que ficam mais velhos, devemos compartilhar com eles todos os nossos interesses na vida. Se não o fizermos, então eles buscarão seus interesses e felicidade em outro lugar, fora de casa. Gozo Continuando, lemos: “E estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo seja completo” (1 Jo 1:4 – KJV). Deus, nosso Pai, quer que nosso gozo seja completo, e nossos filhos devem saber que buscamos seu verdadeiro gozo e felicidade na vida. Mesmo a nossa disciplina deve ter esse fim em vista. Qualquer coisa que seja para seu benefício e acrescente à sua verdadeira felicidade, devemos nos esforçar em dar a eles, desde que isso não seja inconsistente com o caráter de Deus. Às vezes, como pais, podemos manter nossos filhos longe de tudo e não dar nada em troca. Vamos entender uma coisa: se devemos tirar algo deles para a glória de Deus, que asseguremos a eles que tal atitude é para seu próprio bem e bênção. Vamos procurar compensar de outras maneiras. O lar deve ser um lugar feliz para eles – o lugar mais feliz da sua infância. Que instrução é para nós, como pais — primeiro, que nossos filhos devam nos conhecer; segundo, que devam conhecer nossos pensamentos; e terceiro, que devam saber que buscamos sua absoluta alegria e felicidade. Acredito que essas três coisas são de extrema importância, se quisermos começar bem com nossa família. O amor é a fonte principal, e nada dará certo se não for assim para o Cristão, toda obediência é fundada no amor. O Senhor Jesus disse: “Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15). E toda a verdadeira obediência no lar Cristão, por parte dos filhos, deve ser fundada no amor também. Luz Agora veremos o caráter de Deus, nosso Pai, como Luz. “Deus é luz, e não há n’Ele treva nenhuma. Se dissermos que temos comunhão com Ele e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1 Jo 1:5-6). Deus, nosso Pai, quer que conheçamos Seu caráter de santidade, pois não podemos ter comunhão com Ele de nenhuma outra forma. Isso é muito importante com nossos próprios filhos também. Depois que aprenderam as três primeiras coisas que mencionamos (e eles podem aprendê-las muito cedo), devem aprender que há um certo caráter adequado para nosso lar, como lar Cristão. Pecado e felicidade não podem andar juntos em nossa vida, nem podem andar juntos em nosso lar. O caráter piedoso de nossa família deve ser cuidadosamente mantido. Muitos pais Cristãos colheram tristezas, tendo permitido coisas em seu lar, que são contrárias à Palavra de Deus. Deus, nosso Pai, nunca diminui o padrão para Sua família. Que Ele nos ajude a guardar isso em nosso lar! Realidade Isso nos leva ao próximo ponto. Deus quer a sinceridade. Ele diz que fingir ser o que alguém não é, é de fato mentira, e que aqueles que caminham na escuridão em trevas não podem ter comunhão com Ele. Alguns pais dirão que, se tornarmos o padrão de piedade muito alto, então nossos filhos farão as coisas proibidas secretamente. Se nossos filhos realmente conhecerem nosso coração, eles desejarão nossa comunhão acima de tudo. Sentirão que simplesmente não podem fingir ser o que não são, em nossa presença. E assim, embora a luz da presença de Deus, nosso Pai, manifeste o pecado, mesmo assim podemos estar em Sua presença, não escondendo nada. Por quê? Porque Seu amor perfeito encontrou um jeito: “O sangue de Jesus Cristo Seu Filho nos purifica de todo o pecado” (1 Jo 1:7). Que confiança isso dá! Perdão Depois disso, é feita provisão para o nosso fracasso como filhos de Deus. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1:9). E assim, em nosso lar, onde a luz e o amor têm seu lugar certo, tudo fica manifesto e, então, tratado na luz e com amor. Quando nossos filhos reconhecem que fizeram algo errado, então devemos perdoá-los, como Deus nosso Pai nos perdoa. O perdão está em nosso coração o tempo todo, mas, governamentalmente, não podemos mostrá-lo até que confessem seu pecado. Este, portanto, é o segundo grupo de três coisas importantes relacionadas com a família de Deus, que gostaria de aplicar como padrão para o lar Cristão. Já comentamos sobre os três primeiros anteriormente. São eles: conhecer o Pai, ter comunhão com o Pai, e saber que Deus, nosso Pai, busca nosso gozo completo. O segundo grupo de três é: conhecer o caráter santo de Deus, nosso Pai, saber que devemos ser sinceros e não esconder nada, e então saber que foi feita provisão completa para o nosso fracasso, ou seja, o perdão manifestado quando o reconhecemos. Isso estabelece seis aspectos, e o Senhor Jesus Cristo é o centro e a perfeição de tudo isso. Tal como com o castiçal de sete hastes no tabernáculo (Êx 25:32 – ACF), havia uma no centro e três hastes de cada lado. Assim é aqui, Cristo é o centro. Ele deve ter a preeminência em tudo. Ele é o “tudo em todos” do Cristianismo, e, a menos que Ele seja o centro de toda a nossa educação familiar, ela irá sucumbir, mais cedo ou mais tarde. “Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa” (2 Cr. 15:7). Mães Talvez as mães permitam algumas palavras também neste momento. Você está interessada, tanto quanto ou mais do que seu marido, em relação ao padrão de Deus para a vida no lar, pois o lar é sua esfera particular. Você é o guia nele (1 Tm 5:14). E quão importante é o plano que Deus nos deu, não para uma casa de coisas materiais, mas para um lar distinguido pela luz e pelo amor! É o caráter do lar que o torna o que ele realmente é. E você, querida mãe Cristã, pode ser a genuína companheira de seu marido na construção deste lar de luz e amor, ou pode destruí-lo. Pode incentivar seu marido e apoiá-lo em seu amor e correção dos filhos ou pode opor-se a ele e impedi-lo. Isso é muito importante. Você exerce uma influência tremenda no lar, de muitas maneiras muito maior do que a de seu marido. Está com os filhos mais do que ele, e eles a olham. Você pode fazer mais do que ele para construir ou destruir o lar. Seu importante lugar “Cessa, filho meu, ouvindo a instrução, de te desviares das palavras do conhecimento” (Pv 19:27). Não dê ouvidos ao conselho do mundo, nem mesmo ao de alguns Cristãos que podem rejeitar “o conselho de Deus contra si mesmos” (Lc 7:30), porque os condena. Demonstra sabedoria o buscar graça para exercer o lugar de ajudante (não de cabeça) que Deus lhe deu no lar. Esse é um lugar maravilhoso. Mesmo que seu marido falhe em cumprir seu papel como cabeça, peça ao Senhor por graça para cumprir o seu. O fracasso dele não muda seu lugar ou responsabilidade, nem muda o dele. Ele precisa de sua ajuda e orações. Infelizmente, todos nós falhamos como maridos, mas encontrar defeitos e culpar uns aos outros não resolverá as coisas, nem ajudará a construir o lar, mas certamente ajudará a “destruí-lo”. Quanto precisamos da graça e força que vêm do alto, especialmente quando surgem dificuldades, mas não vamos nos afastar do padrão divino. Pode haver quem leia estas linhas e tenha marido incrédulo, e certamente o Senhor lhe dará graça nestas coisas, se você olhar para Ele, para que, como diz Pedro, “se algum não obedece à Palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra” (1 Pe 3:1). Prove a bênção Pondere bem essas coisas, querida mãe Cristã, e que Deus a abençoe e aos seus queridos filhos. Agindo de acordo com a Palavra de Deus, você pode provar a bem-aventurança de andar nos caminhos d’Ele, e seu marido e filhos dirão de você o que é dito da esposa e mãe descrita em Provérbios 31:28-29: “Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo: Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas és superior”. Que isso seja dito a seu respeito, não só enquanto os filhos são pequenos, mas sobretudo à medida que forem crescendo, pois quanto mais amarem ao Senhor, mais amarão você! Seu trabalho, então, será recompensado mesmo aqui, e os últimos anos de vida serão felizes para você e seu marido, caso o Senhor nos deixe aqui mais um pouco. “Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa” (2 Cr 15:7). G. H. Hayhoe (adaptado) voltar ao Índice A Palavra de Deus Em outros artigos desta edição de “O Cristão”, já comentamos sobre a importância da sabedoria de Deus, conforme encontrada em Sua Palavra, a Bíblia. Devemos entender que a sabedoria de Deus não é meramente uma melhoria ou um acréscimo à sabedoria do homem; antes, é o exato oposto da sabedoria do homem. Quando consideramos qualquer assunto moral ou espiritual, a Palavra de Deus deve ser nossa fonte de sabedoria e nosso guia. As Santas Escrituras sempre exaltam a Cristo e, em última análise, Cristo é a sabedoria de Deus para o caminho do crente. Como pais, podemos ter visto a importância da Palavra de Deus em nossa própria vida e a necessidade da orientação dela na criação de nossos filhos. Mas todos desejaríamos que nossos filhos sentissem a mesma reverência, necessidade e desejo pela Escritura. Como isso pode ser alcançado? A Palavra tecida em nossa vida Em primeiro lugar, é importante que nossos filhos vejam os princípios e as instruções da Bíblia interligados na própria estrutura de nossa vida, seja no lar, em nossa vida profissional, na educação ou em nossa vida de assembleia. Eles devem ver claramente que ler a Palavra de Deus não é meramente um ritual religioso, mas uma Palavra viva para nós, destinada a ser, na realidade, uma parte de todos os aspectos de nossa vida. Pais Cristãos piedosos vão querer ter um tempo de leitura privada da Palavra de Deus e oração. Isso é importante, pois todos devemos, em última análise, alimentar-nos de Cristo individualmente antes de o fazermos com outros. Isso é verdade inclusive na família. Quando a vida é agitada, isso pode ser difícil, mas como todos sabemos, é muitíssimo necessário ler a Palavra de Deus diariamente e orar. Maria de Betânia sentou-se aos pés do Senhor e ouviu Sua Palavra, e quando sua irmã Marta reclamou com o Senhor que Maria a havia deixado para servir sozinha, Sua resposta foi: “Mas uma só [coisa] é necessária” (Lc 10:42). É o mesmo conosco hoje; os “cuidados desta vida” nunca devem nos privar de tempo individual na Palavra de Deus e em oração. Lendo a Palavra Em segundo lugar, é importante que leiamos a Palavra de Deus com nossos filhos. Visto que normalmente nos alimentamos mais de uma vez por dia, é bom ter as Escrituras diante de nós pela manhã e à noite também. Um pai pode muitas vezes ter que ir trabalhar de manhã cedo e nem sempre é prático para ele ler com os filhos nessas circunstâncias. Nesse caso, a mãe deve assumir. Lembro-me bem de minha própria mãe lendo a Bíblia para nós na mesa do café da manhã e enfatizando sua importância. Então, depois do jantar, meu pai assumia e lia a Palavra de Deus. À medida que fui crescendo, vi outro lado de meu pai que não conhecia antes. Ele trabalhava para um fazendeiro próspero e, na minha adolescência, no verão, também fui contratado para trabalhar com ele. Demorávamos apenas meia hora para o almoço, mas meu pai comia rápido, para ter tempo de ler, não só a Bíblia, mas também um livro de ministério. Quando eu estava com ele, ele lia em voz alta para que eu pudesse tirar proveito também. Isso me impressionou profundamente quando jovem e me motivou a fazer o mesmo. Além disso, quando lemos as Escrituras para nossos filhos, várias coisas são muito importantes. Em primeiro lugar, deve ficar claro para eles que é para nosso prazer, e não apenas um dever a ser cumprido. Deve ser um momento relaxante, quando a família pode desfrutar da Palavra de Deus juntos, assim como eles desfrutam da comunhão durante uma refeição. Leia tudo da Palavra Em terceiro lugar, um irmão mais velho, há muito tempo com o Senhor, costumava nos dizer: “Não hesite em ler com seus filhos qualquer parte da Palavra de Deus. Ela nos adverte e expõe a maldade do coração natural do homem, mas nunca desperta a carne em nós ou provoca maus pensamentos em nossas mentes”. Esse é um bom conselho, pois os pais às vezes podem ser tentados a pular certas passagens da Palavra de Deus que revelam os detalhes sórdidos do pecado e falam de coisas que podemos considerar desnecessárias para nossos filhos ouvirem. Lembremo-nos de que “Toda Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tm 3:16 – ACF). É muito melhor para as crianças ouvirem essas coisas no contexto da Palavra de Deus (dentro dos limites do que sua faixa etária pode entender) do que fazer com que aprendam essas coisas do mundo quando vão para a escola ou, mais tarde, no local de trabalho. Finalmente e imprescindível, a Palavra de Deus deve ser trazida ao nível deles e explicada a eles de uma forma que possam entender. É claro que há partes da Bíblia que as crianças podem não entender imediatamente, mas quando “enchei de água essas talhas” (Jo 2:7), podemos contar com o Senhor para transformá-la em vinho mais tarde. A morte de um filho Podemos ver uma ilustração da importância disso, em figura, na vida de Eliseu. A mulher sunamita, de 2 Reis 4, havia sido muito bondosa com Eliseu, a ponto de construir para ele um quarto especial na casa dela, onde ele ficava sempre que passava por ali. Como resultado, o Senhor deu a ela um filho. Mais tarde, porém, enquanto o filho estava na fazenda com o pai, adoeceu repentinamente e morreu mais tarde naquele dia. Sua mãe imediatamente o deitou na cama de Eliseu, em seu quarto, e então cavalgou para o Monte Carmelo para se encontrar com o profeta. Eliseu instruiu seu servo Geazi a pegar seu cajado (de Eliseu) e colocá-lo no rosto da criança. Geazi fez o que lhe foi pedido, mas teve que voltar e relatar que “não havia nele voz nem sentido” (2 Rs 4:31). O cajado era bom e pertencia a Eliseu, mas era rígido e inflexível; não trouxe vida à criança. Como aplicação, o cajado pode representar para nós a Palavra de Deus apresentada a uma criança, mas de uma forma que não se adapta à sua idade e entendimento. Da mesma forma, quando consideramos seu comportamento subsequente no próximo capítulo, é duvidoso se Geazi teve o discernimento espiritual e o cuidado piedoso que eram necessários nessa situação. O modo de transmitir vida Quando Eliseu chega até a criança e a encontra morta, ele faz algo diferente. Em primeiro lugar, ele “orou ao Senhor”. Então ele “deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu” (2 Rs 4:33-34). Ele se adaptou ao tamanho da criança, apresentando diante de nós a necessidade dos adultos descerem ao nível de uma criança, mental e espiritualmente. Ele não usou um cajado, mas sim seu próprio corpo. De maneira semelhante, Paulo poderia dizer aos coríntios: “Vós sois a carta de Cristo [...] escrita [...] não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração” (2 Co 3:3). Como resultado, a vida estava voltando, mas era um processo. O mesmo ocorre com frequência com a salvação de crianças pequenas. Novamente, está registrado que Eliseu “voltou, e passeou naquela casa de uma parte para a outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre ele” (2 Rs 4:35). Esse intervalo fala de mais exercícios perante o Senhor, e novamente Eliseu se sente levado a descer ao nível da criança e curvar-se sobre ela (JND). Desta vez, há evidências de vida muito distintas, pois “então, o menino espirrou sete vezes e o menino abriu os olhos” (v. 35). Primeiros sinais de vida É interessante e instrutivo notar que o verdadeiro sinal de vida foram os espirros da criança sete vezes. Pode parecer uma evidência incomum de vida, mas, no entanto, é clara e definitiva. Cadáveres não espirram! Assim é frequentemente quando os filhos vêm ao Senhor pela primeira vez. No início, pode não haver uma confissão oral clara de Cristo como Salvador; antes, eles podem dizer ou fazer algo, talvez de uma forma um pouco incomum, mas o que eles dizem ou fazem nos diz claramente que agora eles têm uma nova vida em Cristo. Em nossa história, Eliseu entrega a criança à mãe, pois era a responsabilidade dela continuar seu trabalho de criá-lo para o Senhor. Mais uma vez, podemos ver que esse incidente nos mostra que é necessário um exercício real para levar a Palavra de Deus a nossos filhos, e um esforço real deve ser feito para trazer a Escritura ao nível deles, explicando de uma forma que os ajude a entender. No entanto, em todas essas coisas, devemos lembrar que, embora tenhamos nossa responsabilidade de levar a Palavra de Deus a nossos filhos da maneira certa, em última análise, não é nossa fidelidade que traz bênçãos a eles, mas sim a graça soberana de Deus. Se houver alguma bênção na vida de nossos filhos, não podemos assumir o crédito por isso. É a graça de Deus que salva e guarda, e a Ele deve ser todo o louvor. W. J. Prost voltar ao Índice Não Há Nada Para Nossos Filhos Como pais, é natural que desejemos comunhão Cristã para nossos filhos, e é uma coisa feliz quando há outros filhos de lares Cristãos com quem isso pode acontecer. É bom quando há outras crianças em nossa assembleia local com quem nossos filhos podem passar algum tempo juntos, desfrutando não apenas das coisas do Senhor, mas também de atividades naturais. Esse é um presente maravilhoso de Deus! No entanto, nestes dias de pequenas coisas, com assembleias que às vezes são reduzidas a “dois ou três reunidos em [Seu] nome”, esse tipo de comunhão nem sempre existe. É triste dizer que se tornou muito comum os pais virarem as costas para o que sabem estar conforme a Palavra de Deus, a fim de buscar um caminho mais amplo, que inclua maior comunhão com outros filhos de origem Cristã. A dedicação de Ana Se olharmos para a Palavra de Deus, veremos um exemplo no Velho Testamento que deve nos encorajar a não tomar esse caminho. Quando Ana orou pela primeira vez por um filho, ela jurou que se o Senhor lhe desse um filho, “ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida” (1 Sm 1:11). No devido tempo, o Senhor graciosamente concedeu seu pedido, e quando Samuel foi desmamado, Ana cumpriu seu voto. Está registrado que quando “o menino era ainda muito criança”, “ela [...] o trouxe à casa do SENHOR, a Siló” (1 Sm 1:24). No próximo versículo (v. 25), está registrado que “eles [...] trouxeram o menino a Eli”. Como sabemos, daquele ponto em diante, Samuel viveu na casa de Deus em Siló, tendo Eli como seu guardião e instrutor, e ele via sua mãe apenas uma vez por ano, quando ela lhe trazia “uma túnica pequena” (1 Sm 2:19). Enfrentando a imoralidade Do lado humano, Siló pode ter parecido ser o pior lugar para se apresentar uma criança pequena. O comportamento sacrílego e imoral dos filhos de Eli era bem conhecido e de natureza tão notória que “os homens abominavam a oferta do SENHOR” (1 Sm 2:17 – KJV). Mais do que isso, Eli, embora o sacerdote ancião do Senhor, não conteve o comportamento terrível de seus filhos. Ele os reprovou, mas não fez mais nada. Ana poderia confiar seu filho, em sua tenra idade, a homens como este? Da mesma forma, nestas circunstâncias, Samuel também seria privado da companhia de outras crianças, incluindo seus próprios irmãos. Podemos muito bem imaginar que Ana orou muito fervorosamente por seu filho e por aqueles sob os quais ele vivia. Mas os olhos de Ana não estavam nos sacerdotes que oficiavam na casa de Deus; antes, seus olhos estavam no Senhor que habitava naquele tabernáculo. Ela havia confiado n’Ele para lhe dar um filho e agora podia confiar que Ele cuidaria dele, mesmo em um lugar onde os sacerdotes não eram apenas infiéis, mas pecadores. E assim aconteceu, pois Samuel cresceu para ser o “homem de Deus para aquela situação crítica”, representando o Senhor entre um sacerdócio fracassado e, mais tarde, um rei fracassado (Saul), e o legítimo rei de Deus (Davi). Comunhão com outros Assim pode ser para nós hoje. Se procurarmos falhas em nossos irmãos, iremos encontrá-las em cada um deles. Se a comunhão com outras crianças, para encorajar nossos próprios filhos, governar nosso coração, sem dúvida seremos tentados a ir em lugares onde houver mais disso, mesmo que isso signifique comprometer (ou, abandonar) a verdade de Deus. Mas se nossos olhos estiverem antes no Senhor no meio, confiaremos que Ele cuidará de nossos filhos sob estas circunstâncias. Ao mesmo tempo, faremos todos os esforços para buscar a comunhão de outras crianças de vez em quando, quando ela puder ser obtida, mas apenas dentro da esfera que honre o Senhor e Sua Palavra. W. J. Prost (adaptado de uma reunião aberta, conferência de Toronto, 1967) voltar ao Índice Quando as Leis São Contrárias à Escritura Uma das questões que os Cristãos hoje enfrentam, com cada vez mais frequência, é como reagir quando os governos aprovam leis que são contrárias aos princípios da Palavra de Deus. Essas leis podem impactar muitas áreas de nossa vida, e não estou me referindo a países onde a perseguição aberta é comum e onde os Cristãos são rotineiramente maltratados. Em vez disso, estou me referindo aos chamados países “livres”, onde a liberdade de religião supostamente existe e onde os Cristãos não são perseguidos abertamente. Por exemplo, no Canadá, na província de Ontário, os médicos devem, por lei, encaminhar pacientes para aborto, contracepção, cirurgia transgênero ou suicídio assistido, mesmo que o médico se oponha conscienciosamente a esses procedimentos. A realidade de que o encaminhamento torna o médico um “cúmplice do fato” não é considerada objeção viável. Leis que conflitam No contexto da criação dos filhos, outras leis foram promulgadas em algumas jurisdições que tornam difícil para os pais Cristãos obedecerem à Palavra de Deus. No Canadá, foi proposta uma lei (embora ainda não aprovada pelo Parlamento) que tornaria ilegal os pais enviarem uma criança para aconselhamento, se a criança expressasse uma preferência de gênero diferente de seu sexo biológico. (Aconselhamento ilegal seria aquele que visasse orientar as crianças a respeito de seu sexo biológico, em vez de permitir que escolhessem seu sexo). Mais difundidas são as leis que proíbem os pais de baterem em seus filhos. A Suécia foi o primeiro país a proibir as palmadas em 1979 e, até hoje, mais de 50 países no mundo seguiram o exemplo. A lista inclui vários países da Europa Ocidental, como Holanda, França, Portugal e Alemanha, bem como alguns países da Europa Oriental, África e América do Sul. A palmada é ilegal também na Nova Zelândia. Currículos questionáveis Em outras situações ainda, os pais Cristãos às vezes ficam preocupados com o conteúdo dos currículos nas escolas públicas, especialmente nas áreas de homossexualidade e educação sexual. Em algumas nações, o ensino doméstico é permitido, o que contorna a dificuldade, mas em outras nações isso é ilegal. Como os pais Cristãos devem reagir em tais situações? Se desobedecerem à lei, podem ser mandados para a prisão, mas pior ainda, podem ser declarados pais inadequados e ter seus filhos tirados à força. Não há resposta fácil para esses dilemas e, antes de tudo, devemos estar sempre diante do Senhor a respeito deles. A Escritura é clara que “mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29), mas devemos ser cuidadosos ao interpretar o que “obedecer a Deus” significa em cada situação. Somente o Senhor pode nos dar sabedoria sobre como devemos reagir. Vamos considerar a questão das palmadas. Disciplina precoce Em primeiro lugar, um irmão mais velho, há muito tempo com o Senhor, costumava dizer: “Se a disciplina começar cedo na vida de uma criança, a maioria das palmadas acontecerá antes que a criança possa sequer se lembrar delas especificamente”. Isso é muito verdadeiro. Se a vontade das crianças for moldada aos dois ou três anos de idade, elas provavelmente não precisarão de palmadas frequentes depois disso. Em segundo lugar, as palmadas devem ser o último recurso na punição. A Escritura diz: “A vara e a repreensão dão sabedoria” (Pv. 29:15), e uma vez que a vontade da criança seja moldada adequadamente em uma tenra idade, a repreensão pode ser tudo o que seja necessário na maior parte do tempo. Conheci lares onde os pais achavam que, quando alguma coisa errada era cometida, uma surra era sempre necessária, com base no princípio de que “toda transgressão” deve receber “uma justa retribuição” (Hb 2:2), mesmo que a criança tivesse obviamente aprendido a lição por meio da reprovação. Tal atitude ao criar os filhos não tem base na Palavra de Deus. Situações intoleráveis Terceiro, se a situação torna-se intolerável, alguns pais até consideraram a mudança para outra jurisdição onde as leis eram diferentes. Claro, este é um grande passo, mas certamente preferível a perder os filhos para que sejam levados pelas autoridades. No passado, muitos Cristãos fugiram de países onde a perseguição religiosa estava presente, e é bem conhecido que os Pais Peregrinos que vieram para a América buscavam principalmente a liberdade de culto. O Senhor pode tornar essa opção possível para nós em alguns casos. Finalmente, alguns pais podem decidir obedecer à lei e não bater em seus filhos. Não sejamos críticos deles, pois embora a Palavra de Deus ensine o uso do castigo corporal, isso não é tão importante quanto a consistência. Existem outras maneiras de disciplinar as crianças, e a consistência em moldar seu comportamento é mais importante do que o tipo de disciplina. Outras opções Com relação aos currículos nas escolas públicas, mais uma vez, muita oração é necessária. É angustiante para os pais Cristãos saber que seus filhos podem ser submetidos desde tenra idade a um ensino na área da educação sexual que é contrário à Palavra de Deus e que podem ser expostos àqueles que mantêm e ensinam o casamento do mesmo sexo ou a prática aberta da homossexualidade. É especialmente difícil quando esses assuntos são ensinados a crianças em tenra idade, quando suas mentes são muito impressionáveis. Em alguns casos, pode ser possível que as crianças sejam dispensadas de assistir a essas aulas, mas nem sempre é possível. Em outros casos, pode ser possível mandar os filhos para uma escola particular, mas nem todos os pais podem pagar. Às vezes, a única solução é os pais encorajarem os filhos a falar sobre o que ouviram na escola e depois abrir a Palavra de Deus sobre o assunto. Com muita oração e na dependência do Senhor, podemos confiar que Ele usará Sua Palavra no coração deles que se oporá ao que é contrário a ela. Sem dúvida, todos nós já ouvimos falar de crianças de lares Cristãos que tiveram que resistir ao ensino ateísta dos regimes comunistas, e o fizeram fielmente. Nesses casos, os pais não tinham outro recurso senão o Senhor e Sua Palavra. Novamente, é impossível dar um remédio para cada circunstância, pois cada situação é única. Mas o Senhor, que conhece todas as nossas dificuldades nestes últimos dias, pode dar sabedoria do alto, se Lhe pedirmos. Estamos realmente em “tempos perigosos” (KJV) mencionados em 2 Timóteo 3 e podemos esperar que as coisas piorem com o passar do tempo. No entanto, se houver um desejo sincero de agradar ao Senhor, lembremo-nos de que “Ele será a estabilidade dos teus tempos” (Is 33:6 – JND) e que permitirá “humilhar-nos perante o nosso Deus, para buscar Lhe o caminho certo para nós, para nossos pequeninos” (Ed 8:21 – JND). W. J. Prost voltar ao Índice Caminhos de Prazer, Rotas da Paz No céu onde Deus habita sempre houve plenitude divina: pureza perfeita, amor divino e felicidade eterna. Naquele lar de luz e amor, Deus Se deleitava com os filhos dos homens desde a eternidade, mesmo “antes que os montes fossem firmados [...] ainda Ele não tinha feito a Terra” ou estabelecido seus fundamentos. De acordo com Seu propósito eterno, alguns entre os filhos dos homens, não só entrarão e desfrutarão da felicidade desta habitação divina, mas também do “gozo em Deus” (Rm 5:11 – KJV). Por causa do Calvário, isso pode e será assim. Criação favorecida por Deus O homem é a criação especial e favorecida por Deus. Embora os anjos se sobressaiam em força e habitem reinos espirituais, apenas o homem é mencionado ser feito à Sua semelhança; dotado com capacidade de interagir com Deus, de uma forma que o resto da criação não pode, com inteligência, com interesse para entender coisas abstratas, e com a capacidade de experimentar pensamentos comuns com Ele. Os seis dias da criação são marcados com as palavras importantes, “E disse Deus”, maravilhoso precursor daquele futuro, quando a Palavra em Si se tornaria carne e habitaria entre nós, expressando em Sua própria Pessoa toda a plenitude da divindade. Incomparável criação do homem por Deus, em contraste com outras coisas criadas, foi Sua comunicação ao homem “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo [...]” comunicando ao homem o que deveria ser e o que deveria fazer. Uma nova criação Infelizmente, como sabemos, muito rapidamente a bondade do homem se foi na sua queda, “como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada que cedo passa” (Os 6:4). Ainda assim, o Oleiro havia formado o vaso, como era Seu direito livre de fazer, a fim de que em Seu conselho o primeiro homem fosse substituído na roda do Oleiro pelo segundo Homem, o Senhor vindo do céu, na plenitude do tempo. Isso foi assegurado pela ressurreição de entre os mortos; há um Homem ressuscitado e glorificado no céu hoje, Ele mesmo o princípio de uma nova criação e somente Ele ali, por enquanto, as Primícias de uma colheita vindoura. Gêneros masculino e feminino Outro aspecto único da criação do homem por Deus é a declaração de que haveria homem e mulher, cada um diferente do outro e complementares um do outro para que fossem, em certo sentido, um. “Macho e fêmea os criou, e os abençoou, e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados” (Gn 5:2). Embora saibamos, a partir de Gênesis 6:19 e da observação, que os animais também foram criados com esses dois gêneros complementares, é somente com o anúncio da criação do homem que essa distinção é imediatamente evidenciada: uma vez, após a declaração de que o homem foi feito à imagem de Deus (Gn 1:27) e depois, novamente após a declaração de que o homem foi feito à semelhança de Deus (Gn 5:1). Parece que Deus escolheu exibir as glórias naturais de Seus seres criados, e da humanidade em particular, com esta polaridade de homem e mulher. Como o apóstolo Paulo lembrou aos coríntios, o homem é “a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do varão” (1 Co 11:7). Deus poderia ter criado a humanidade com um único gênero e perpetuado a raça dos homens de acordo com tal sistema; Ele poderia ter criado a humanidade com vários gêneros. Ele não fez nada disso; Ele nos criou homem e mulher. É a glória do homem reconhecer e receber luz de Alguém superior a ele e ordenar adequadamente seus pensamentos e caminhos. Isso é excelência no homem. A vida do crente em Cristo é “ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador” (Tt 2:10), pois ele aprende alegremente a se comportar na casa de Deus e a andar de maneira correta neste mundo, de acordo com a Palavra de Deus “E disse Deus”. Confusão de gênero Deus não é Autor de confusão; é Seu deleite ver a ordem moral e a felicidade que ela proporciona ao homem, como o apóstolo Paulo disse aos colossenses, “regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo” (Cl 2:5). Por causa da importância de tal revelação, há oposição satânica até mesmo à ordem natural do homem e da mulher. A própria Igreja tem sido submetida a “espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4:1), que procuram introduzir aquilo que desonra a Deus e cria confusão e infelicidade no homem. O mundo ocidental, antes imerso na luz e nas bênçãos da revelação de Deus em Cristo, parece estar na vanguarda agora da, assim chamada, confusão de gênero e depravação moral, obscurecendo a mente dos homens para a integridade natural e a luz espiritual. É neste mundo que vivemos e criamos nossos filhos e, portanto, é mais importante do que nunca que apresentemos a eles o caminho da fé e da sabedoria de concordar com todas as coisas conforme são apresentadas na Palavra de Deus. O contraste exterior que se observa entre o caminho dos filhos da luz e os das trevas está se tornando maior no mundo ocidental, com o mal chamado bem e o bem mal, e trevas como luz e luz como trevas (Is 5:20). “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso” (Rm 3: 4). Escolha de gênero Está na moda hoje em dia pensar que alguém pode simplesmente escolher mudar de gênero como alguém poderia mudar de residência ou ocupação, como se Deus estivesse errado no caso desse alguém. Oferecer escolha aos jovens quando não há escolha, com o apoio institucional dessa loucura, agora protegida por decreto do governo, perpetua a confusão com consequências devastadoras para os jovens assim induzidos. Os homens caídos continuam a professar-se sábios e, assim, mostram que se tornaram loucos (Rm 1:22) com o coração obscurecido. “Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe” (Ef 5:12), só que agora a grande mudança na opinião pública, que influencia as ações dos homens deste mundo, tirou essas coisas do sigilo para a luz do dia. Degradação moral Foi declarado que os caminhos morais de Deus não mudam com as dispensações, desde os dias sob a lei até os dias atuais da graça. Como um jovem lendo os livros de Moisés, pode-se perguntar: “Quem faria uma coisa dessas que é proibido aqui?” No entanto, infelizmente, à medida que avançamos na vida, vemos ou ouvimos que essas coisas são feitas. Quando o homem escolhe desistir de Deus, para que Ele não esteja em todos os seus pensamentos, Deus, em Seus caminhos governamentais, entrega o homem à degradação moral. Em nossa mente, é benéfico chamar as coisas como Deus as chama, em vez das referências “liberalistas” usadas hoje. Aqueles que se envolvem em relações íntimas com outras pessoas do mesmo sexo, são chamados de “violadores de si mesmos com a espécie humana”, na Bíblia em inglês, uma tradução “educada” de palavras gregas, que são bastante diretas. Esse comportamento moralmente condenado é colocado em uma lista junto com várias outras atividades iníquas que são contrárias ao reino de Deus e à sã doutrina (1 Co 6:9; 1 Tm 1:10). Este assunto não é irrelevante, nem um mero “tom de cinza”, mas é uma base moral que justifica o reforço da Palavra de Deus em nossa casa e na assembleia. Frequentemente, há a objeção de que alguns são “programados dessa forma” ou predispostos a tal comportamento. A carne em nós pode se apresentar de certa maneira em um, diferente do que em outro, mas “o que é nascido da carne é carne”, e é nosso dever e disciplina julgar a nós mesmos para que “não sejamos condenados com o mundo”. Deus não é o Autor de nenhuma confusão moral, e não podemos dizer que Deus tenta qualquer homem com o mal (Tg 1:13). É “de dentro, do coração dos homens” que essas coisas procedem (Mc 7:21), mas “Ele dá mais graça”, e a maravilhosa liberdade do evangelho é que a graça capacita o crente a andar em santidade, não mais ser mantido sob o domínio do pecado (Rm 6:14). Sermos compreensivos uns com os outros, pois cada um de nós lida com a batalha da carne contra o Espírito de uma forma ou de outra (Gl 5:17). Distinção cultural Outro desafio sentido pelos crentes no mundo ocidental hoje é a tentativa deliberada na cultura que nos cerca de eliminar quase toda forma de distinção entre homens e mulheres. Na verdade, falar sobre as características da feminilidade e da masculinidade é, muitas vezes, incorrer em desprezo e censura. Lemos em Deuteronômio 22:5 “A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher” (ARA). Independentemente de a conduta ser direcionada ao israelita, podemos aplicar essa passagem, figurativamente, ao caráter, e como uma exortação para encorajar o caráter feminino em nossas meninas e moças e o caráter masculino em nossos meninos e rapazes. Paulo tinha o mesmo pensamento em mente quando exortou os coríntios a “portai-vos varonilmente e fortalecei-vos” (1 Co 16:13). A Palavra de Deus é certa É em face desse vento cultural contrário que nós e nossos filhos devemos recorrer constantemente à clareza e refrigério da Palavra de Deus. O Deus que, “abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos” (1 Tm 6:17) ordenou graciosamente a vida do homem para sua bênção, pois Ele é bom e deseja, mesmo em um sentido natural, encher nosso coração “de mantimento e alegria” (At 14:17). A cultura ocidental, que antes se alinhava amplamente com a ordem natural e adequada mostrada na Palavra de Deus, cada vez mais despreza essa ordem. No entanto, a Palavra de Deus é certa, estabelecida para sempre no céu, transcende e durará mais do que todas as normas culturais dos homens. O destino dos homens e mulheres redimidos é ser “como os anjos de Deus no céu”, sem se casar nem se dar em casamento. Mas Deus tornou nobre o relacionamento do homem e da mulher, como uma figura para o relacionamento mais elevado e doce de todos, o de Cristo com a Igreja como Sua noiva celestial. Enquanto isso, neste mundo, como filhos da luz e filhos do dia, é claramente nosso privilégio honrar o Senhor, ocupando adequadamente os lugares que nos são designados como homem ou mulher. É característico de quem possui vida em Cristo ter confiança implícita na sabedoria e bondade de Deus. “A sabedoria é justificada por todos os seus filhos” (Lc 7:35), e “Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas, paz” (Pv 3:17). Aqueles que têm a noção do que Deus é por eles, e, que o caminho da sabedoria, de acordo com a luz da Sua Palavra, é o caminho melhor e feliz, caminharão pela fé em Seus preceitos. B. Conrad voltar ao Índice Uma Ocupação Adequada Um grande perigo para o sistema educacional atual é sua política de ensinar nossos filhos a serem grandes no mundo. Em todos os aspectos, isso se opõe à vocação celestial e ao caráter do Cristão. As crianças são ensinadas a escalar e se destacar socialmente, economicamente e em todos os campos de atuação. O que nós, como Cristãos, devemos almejar é atravessar o mundo com a menor contaminação possível, olhando para Jesus como Aquele que correu toda a corrida da fé e “assentou-Se à destra do trono de Deus” (Hb 12:2). Devemos ter uma certa quantidade de educação do mundo, e algumas ocupações podem exigir treinamento especializado além da demanda legal, mas para o Cristão, sua educação, em qualquer quantidade necessária, deve ser subordinada ao seu viver para glorificar a Deus durante o trânsito por um mundo ímpio. Ela nunca deve ser usada como um trampolim para nos tornarmos grandes neste mundo onde nosso Senhor foi expulso. É quase traição a Ele buscar ser grande na casa de Seus inimigos. É salutar lembrar que quanto mais alto chegamos neste mundo, mais perto chegamos de sua cabeça, o deus e príncipe dele. É mais fácil prosseguir com Deus de maneira modesta, tranquila e despretensiosa do que em um lugar importante neste mundo. Quando o Senhor foi expulso do mundo, Sua partida não causou nenhuma agitação em seu curso. Que os Cristãos possam andar como Ele. Conselho e ajuda Quando consideramos a necessidade de proteger nossos filhos contra a filosofia mundana que os ensinaria a ser grandes no mundo que odeia nosso Senhor, pode ser bom adicionar algumas palavras sobre a necessidade de aconselhamento e ajuda a eles na escolha de uma ocupação adequada para vida. Isso não deve ser feito sem muita oração por sabedoria e orientação divinas. Os pais devem ser capazes, por experiência e observação, a ajudar a apontar o caminho certo para eles. Existem algumas ocupações que não poderiam ser assumidas por um Cristão sem séria perda espiritual; um filho ou filha deve ser avisado(a) sobre isso. Depois, há outros que podem ser aceitáveis em si mesmos, mas que não se adéquam ao seu temperamento ou capacidade. Seria tolice tentar fazer um jovem ser um contador se ele não tem aptidão para lidar com números, ou fazer de um filho um homem de negócios que simplesmente não tenha habilidade nessa área. Provérbios 22:6 (JND) nos diz: “Instrua a criança de acordo com o teor [estilo] do seu caminho”. Isso inclui o reconhecimento das habilidades naturais de cada criança para encorajá-la nesse caminho. Os pais não devem tentar “forçar um pino quadrado em um buraco redondo”. Algumas pessoas podem trabalhar bem com as mãos, e que não conseguem trabalhar em nada mais. Não há desonra ligada ao trabalho manual honesto. Algumas pessoas têm enfrentado duras lutas ao longo da vida, tentando fazer algo para o qual não estão preparadas. É bom quando alguém pode ter um meio de ganhar o seu sustento de modo que possa “nele permanecer com Deus” (1 Co 7:24 – JND). E seja o que for – negócio, profissão ou trabalho manual – deve ser apenas um meio de ganhar a vida enquanto passamos pelo mundo; nossa principal preocupação deve ser fazer tudo para a glória de Deus. Ambições Há um princípio traiçoeiro que frequentemente atua no coração dos pais Cristãos, ou seja, buscar grandes coisas para seus filhos. Muitas vezes se contentam em passar pelo mundo com pouco para si próprios, mas se esforçam para ajudar seus filhos a alcançar maiores alturas. Às vezes os pais podem mesmo tentar realizar suas próprias ambições frustradas em suas crianças. O profeta Jeremias foi instruído a falar assim com Baruque: “Procuras tu grandezas? Não as busques” (Jr 45:5). Não podemos perguntar com o mesmo espírito: “Procuras grandes coisas para seus filhos? não as busque”, mas sim, que eles possam passar por este mundo com piedade e contentamento, honrando a Deus e glorificando a Cristo. Um querido pai Cristão que ajudou seus filhos a alcançar lugares altos, mais tarde viu, para sua tristeza, que isso foi feito para grande perda e dano espiritual deles, e foi ouvido a lamentar por seu filho: “Eu preferiria que ele estivesse varrendo as ruas da cidade”. Influência mundana Ló pode ter desejado para seus filhos as vantagens que Sodoma oferecia, mas foi para a ruína deles. Quantos pais levaram seus filhos ao mundo e então, quando perceberam o que havia acontecido (pois tais passos costumam ser quase imperceptíveis no início), procuraram tirá-los, mas descobriram que era impossível. Ló levou sua família para Sodoma e perdeu alguns de seus filhos lá, e aqueles que foram “salvos [...] como pelo fogo” foram uma vergonha e uma desonra para ele. Oh, que os pais Cristãos percebam o perigo do mundo para seus filhos, e usem todo cuidado para mantê-los longe dele e instruí-los sobre como devem viver nele! Nos dias de Josué, os israelitas corriam o perigo de servir aos ídolos dos pagãos, assim como hoje os Cristãos são tentados a servir ao mundo e a seus objetivos, mas Josué resumiu o assunto em poucas palavras e colocou-o claramente diante deles. Ele colocou Jeová, o Deus de Israel, de um lado e todos os ídolos do outro, e disse-lhes: “Escolhei hoje a quem sirvais” (Js 24:15). Eles iriam servir a um ou a outro. Nosso Senhor mesmo disse: “Nenhum servo pode servir a dois senhores [...] Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Lc 16:13). Que haja mais pais como Josué, que possam falar por si e por suas famílias: “porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:15). Que o Senhor nos conceda todo esse propósito de coração, por um lado, e um grande senso de nossa própria fraqueza, por outro, para que possamos lançar a nós mesmos e nossas famílias n’Ele por Sua ajuda para “andar e agradar a Deus” (1Ts 4:1). P. Wilson (adaptado de A Instituição do Matrimônio) voltar ao Índice Educação Educação e natureza do homem A educação não muda a natureza moral do homem. “A carne para nada aproveita” (Jo 6:63). Cristo é a sabedoria de Deus (1 Co 1:24, 30). Para a fé, Sua morte é o completo fim do primeiro homem, e Sua vida é o padrão do novo homem para sua caminhada neste mundo para a glória de Deus. Que possamos ler a preciosa revelação de Deus, a Bíblia, acreditar nela, e nela meditar e buscar Sua graça para andar na luz e sabedoria dela. Sabedoria de Deus e sabedoria do homem A sabedoria de Deus é perfeita por causa de Seu conhecimento perfeito de todas as coisas. “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inescrutáveis, os Seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi Seu conselheiro?” (Rm 11:33, 34). O homem “nunca pode descobrir as coisas que pertencem à revelação”. Este é simplesmente o tema do livro de Eclesiastes. Mostra-nos a extensão da sabedoria do homem “debaixo do Sol”, à parte da revelação de Deus. “Criação e ressurreição são duas coisas que pertencem à revelação”. A sabedoria do homem nunca poderia descobrir uma ou outra, como vemos em Atos 17:23-32. Então, a sabedoria de Deus não é uma extensão da sabedoria do homem, nem é um aprimoramento dela. É sempre o oposto da sabedoria do homem. A menos que aceite a revelação da verdade encontrada na Palavra de Deus, o homem faz do mundo em que vive o horizonte de todos os seus pensamentos, esforços e ações. Toda a sua vida é governada por esses motivos mundanos. Mas, a voz da sabedoria, conforme encontrada na Palavra, nos ensina a sentar aos pés de Jesus, como Maria fez, e ouvir a palavra de Sua boca, para que possamos aprender a sabedoria de Deus. H. E. Hayhoe voltar ao Índice Poema: Ó mulher… seja feito para ti, como tu queres. Ó mulher, está teu coração de mãe Cheio, muitas vezes dolorido, angustiado, Olhando ao peito o teu pequeno bem Mas ao futuro teus olhos são lançados? Queridos como são, e adoráveis também, São como as primeiras flores da primavera, Tu sabes que sob tanta formosura, porém, Há os germes mortais que o pecado gera. Queres tu proteger teus bebês do mal, Para eles, tua vida renuncia; Mas, oh, tua fraqueza sabes, é tal, Que em teu braço tu jamais confia! “Que futuro meus filhos queridos terão?” O pensamento vaga em tua mente; Irão quebrar de dor teu coração, Ou coroar tua cabeça alegremente? Mãe, tu tens um refúgio bem perto, Da virgem o Filho, Jesus, o Senhor; Aquele que pisou aqui o deserto, Mas imaculado e santo Se mostrou. Também Ele sobre o seio de uma mãe, O nome dela balbuciou um dia. Infância, juventude, idade adulta abençoadas, Tornou-se o Homem, e a tudo isso viu Maria. Mãe, olha o rosto do teu Salvador, Também Suas mãos, pés e o Seu lado; Como não ver a pura graça e amor Se por seus queridos morreu e foi na cruz abandonado? Oh, coloque então teus tenros cordeiros No peito d’Aquele pastor amável; O futuro deles entregue ao Seu cuidado, E descanse em Sua sabedoria estável Mãe, quão multiplicada será tua alegria, Para teus medos, que grande consolo, então; Pois ao criá-los agora, em doce harmonia, Teus filhos serão os servos que n’Ele descansarão; Ainda olhe para Ele, e confie, e ore Pois Aquele que segue ouvindo teu pleito; "Será como tu queres," e ainda O ouço dizer, "Mulher, assim será feito." J.G. Deck voltar ao Índice “Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra” (1 Jo 1:4) voltar ao Índice

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  • Perguntas frequentes | Verdades Vivas

    Como funciona o frete por "Impressos"? Há uma forma de envio pelo Correios, mais em conta que o SEDEX e PAC, designada "Impressos" com Registro Módico, para encomendas de até 2Kg, para todo o território nacional , custando: ​ Até 250g - R$ 8,40 - Até 500g - R$ 11,30 - Até 750g - R$ 13,70 Até 1Kg - R$ 15,25 - Acima de 1kg até 2Kg - R$ - 21,10 ​ Esta modalidade não tem rastreamento (como o SEDEX e PAC) mas é registrada, com eventos de saída e chegada da encomenda e com entregas geralmente mais rápidas do que as do PAC. ​ Ex: O "livro de Romanos" embalado (o mais pesado) tem 550g e valor do frete é R$ 11,70. O pacote de 1.000 folhetos embalado tem 1,25Kg e o valor do frete é R$ 21,10. O livro "A Eterna Segurança" embalado tem 150g e o valor do frete é R$ 7,25 ​ Caso se interesse por essa modalidade, por favor entre em contato conosco por email ou WhatsApp . Verdades Vivas tem vales-presente? Não oferecemos vales-presentes pelo motivo de que os preços cobrados pela Verdades Vivas são os necessários a cobrir os custos de impressão. A leitura de todo o material eletrônico é cedida gratuítamente.

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