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  • Palavras de Edificação 11

    (Revista bimestral editada entre 1980 e 1997) ÍNDICE Dúvidas e Receios Sobre o Evangelho de Mateus (Cont.) O Sangue – O Rio da Vida De que Estamos nos Alimentando? Sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos (Cont.) A Medida das Aflições dos Cristãos Contrastres entre Israel e a Igreja (Cont.) As Orações As Raposinhas As Normas de Moralidade O Novo Nascimento A Palavra Impressa Os Pais Cristãos Viva Devoção A Vinda do Senhor (Cont.) DÚVIDAS E RECEIOS Pergunta: Como é que um crente em Cristo pode desfazer-se de dúvidas e receios? Resposta: Para tal, terá que abandonar seus pensamentos, e crer no que Deus diz na Bíblia, independentemente de seus sentimentos. Se sabe que é um pecador, e que Cristo morreu pelos pecadores, então deve se apoderar dessa certeza, e crer no seu coração que ele mesmo é esse pecador por cujos pecados Cristo morreu. Deve ler Isaías 53:5 da seguinte forma: "Ele foi ferido pelas minhas transgressões, e moído pelas minhas iniquidades; o castigo que me traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fui sarado". E lembre-se também que Jesus exclamou, "Está consumado" (Jo 19:30). Deus ressuscitou a Cristo dentre os mortos, para expressar a Sua inteira satisfação pela obra que Ele completou. Aqui, reside a certeza do crente de que Deus já nada tem contra si. "… Jesus nosso Senhor; o qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação. Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 4:24 a 5:1). Pensamento: É algo terrível que: Satanás se mostre como o leão rugindo, ou como uma serpente. Mas a pior forma é, quando se revela como anjo de luz. (1 Pd 5:8; Ap 20:2; 2 Co 11:14). voltar ao Índice SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS (continuação do número anterior) Capítulo 7:15-29 "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores" (v.15). "O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração" (1 Sm 16:7). O Senhor Jesus disse: "interiormente são lobos devoradores". Ele é Deus e vê o interior do homem; nós não. E, dá-nos, então, a saber, de que maneira podemos discernir esses "lobos": "Por seus frutos os conhecereis" (Mt 7:16). "… Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis" (vs.16-20). Este ensino do Senhor Jesus, é muito instrutivo. A "árvore boa" corresponde às pessoas que nascem de Deus; corresponde ao crente no Senhor Jesus Cristo. Esse, tem uma nova natureza que é santa, como Deus é santo. Esta nova natureza, produz bom fruto; não poderá dar maus frutos. Aliás, está escrito em 1 João 3:9: "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a Sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus". Assim, pois, Deus quer que, os seus filhos, "pela fé em Cristo Jesus" (Gl 3:26), se identifiquem com a nova natureza e não com a velha, a qual ainda está no crente. Mas, no entanto, o crente já não vive para ela; ele "está em Cristo, (e) nova criatura é" (2 Co 5:17). Por outro lado, o inconvertido é uma "árvore má"; só dá frutos maus. E, ainda que faça "boas obras" (Mt 5:16), não o faz com o sentido de glorificar a Deus, mas antes de honrar a si mesmo, o que é, também, pecado. O homem pecador, não pode dar bons frutos para Deus. "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus. Muitos Me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? e em Teu nome não expulsamos demônios? e em Teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade" (vs.21-23). Esta passagem, ensina-nos que uma religião só de lábios; "Senhor, Senhor", não vale nada. Pelo contrário, agrava a responsabilidade da pessoa que diz isso. E, ensina-nos mais, que: a possibilidade de efetivação de atos extraordinários, milagrosos, não são, por si só, garantia nenhuma de que quem os faz, seja um servo fiel do Senhor. Obras maravilhosas, sempre impressionaram as multidões, mas não levam por si mesmas os pecadores ao arrependimento perante Deus, e à fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Leiamos, por exemplo, João 2:23-25: "E, estando Ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no Seu nome. Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia; e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque Ele bem sabia o que havia no homem". "Todo aquele, pois, que escuta estas Minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha" (vs.24-25). "E aquele que ouve estas Minhas palavras, e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda" (vs.26-27). "E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da Sua doutrina; porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas" (vs.28-29). Na verdade Ele tinha autoridade, como Filho de Deus que era, e manifestou-o quando declarou que as Suas palavras deviam ser postas em prática. Pensamento: Se temos Cristo, temos tudo; e sem Cristo nada temos. Podemos ser felizes, só com Cristo, mesmo sem dinheiro, sem família, sem amigos. Cristo, sem mais nada, é a riqueza. Todo o resto, sem Cristo, é a verdadeira pobreza. A "religião" pode polir o exterior, mas só Cristo pode limpar o interior. voltar ao Índice O SANGUE O RIO DA VIDA "A MARAVILHOSA CÉLULA VERMELHA DO SANGUE" Em tempos passados, julgava-se que o glóbulo vermelho sanguíneo era uma "célula morta", porque quando sai da "fábrica de sangue", a medula vermelha dos ossos, entra na corrente circulatória, e perde em seguida o seu núcleo. Contudo, mantém-se viva, mesmo sem núcleo. Isto, é um milagre de Deus, pois uma célula sem núcleo, é como um homem sem coração. A função principal dos glóbulos vermelhos é a de levar a hemoglobina (a qual, por sua vez, leva o oxigênio às células). Ora, as células sem núcleo, tem capacidade interior muito maior, naturalmente. Por isso, Deus as fez assim, para que a sua capacidade máxima fosse aproveitada. Diz assim a revista "Scientific American" falando desta célula: "Os glóbulos vermelhos constituem um excelente mecanismo de engenharia biológica. Elas são circulares e bicôncavas com uma delgada seção no centro. E assim é facilitada a rápida entrada de oxigênio, e de outros alimentos a todas as partes da célula. Se estas células vermelhas fossem esféricas em vez de bicôncavas, seriam precisas nove vezes o seu número para distribuir o oxigênio ao corpo com rapidez igual". Que cada pessoa que esteja no seu perfeito juízo considere este duplo milagre, e conclua que, cada glóbulo vermelho, diz virtualmente isto: "O Criador fez-me de tal maneira, que posso manter-me vivo sem núcleo, e deu-me uma configuração tão eficiente, que posso realizar nove vezes mais o trabalho que faria uma célula convencional". "Isto é o dedo de Deus" (Êx 8:19); a evolução, nem sequer em bilhões de anos teria podido produzir uma célula sem núcleo que conseguisse manter-se viva. Quanto mais profundamente observamos a criação de Deus, tanto mais ela se nos mostra maravilhosa. E, um milagre, logo, se relaciona com outro. Se, por um lado, a célula sanguínea vermelha é um milagre de construção; por outro, a hemoglobina não deixa de o ser, também. Já chamamos a atenção para o fato, que a hemoglobina é uma das mais complexas moléculas de proteína. A mesma revista acrescenta: "A fabricação da hemoglobina é uma enorme façanha química. Quando se produz uma nova célula vermelha, ela é produzida com a sua hemoglobina. Esta substância é das mais complexas que se conhecem na química. E, também, é uma das maiores moléculas conhecidas. A destreza química da medula vermelha do osso, que produz a hemoglobina é transcendental". Quem deu à medula do osso tão assombrosa habilidade? A hemoglobina (dentro do glóbulo vermelho) leva o oxigênio a cada célula do corpo, e de cada célula do corpo leva dióxido de carbono. Esta operação milagrosa é levada a cabo por meio de métodos muito intrincados. O oxigênio é levado para as células vermelhas por meio da hemoglobina. A sua proteína, que contém ferro, facilmente se combina com oxigênio, e logo o transfere para os tecidos famintos do corpo. Ainda, a mesma revista, diz: "Depende da pressão do oxigênio num determinado lugar que a molécula de hemoglobina recolha ou liberte oxigênio. Onde houver uma alta concentração de oxigênio, como nos pulmões, a hemoglobina recolhe oxigênio; mas ao chegar aos tecidos necessitados, onde a concentração do oxigênio é baixa, liberta-o. Num processo semelhante, a hemoglobina leva o dióxido de carbono dos tecidos onde depositou oxigênio". Este é um fato maravilhoso, que só se explica pela afirmação, que foi Deus que o fez assim. Sem exagerar, existem na verdade muitos livros escritos sobre a constituição e a função do sangue. Consideremos outros dos milagres sanguíneos: 1. A maravilha da produção, e a presença no sangue de "anticorpos". É de grande interesse a descrição de como o sangue produz anticorpos para combaterem enfermidades. Os anticorpos são (extraímos da mesma revista) "essas substâncias no sangue que são agentes de defesa formados para combaterem infecções causadas por organismos estranhos. Um anticorpo no sangue é uma proteína solúvel modificada, com propriedades que lhe permitem aderir ao tipo de molécula ou microorganismo contra o qual se desenvolveu. Por exemplo, depois de um ataque de febre amarela, desenvolvem-se anticorpos contra a dita febre. Estes cobrirão imediatamente quaisquer novos vírus de febre amarela que entrem no corpo, e impedirão eficazmente outro ataque da enfermidade". Estes fatos são bem conhecidos pelos profissionais médicos e pelos cientistas, mas não podem explicá-los. 2. Como o sangue mantém a sua própria composição e integridade? Nestes aspectos o sangue colabora com o fígado. "Para isto, a natureza desenvolveu mecanismos dos mais engenhosos e aperfeiçoados. O sangue, impede a sua própria saída do corpo, por meio de uma série de reações em cadeia, em que intervêm cálcio, as plaquetas e um certo número de proteínas do plasma, tudo em quantidades minúsculas. O processo conduz à formação da "trombina", a qual, por sua vez converte a proteína fibrinogênio numa substância coágulo chamada fibrina. A composição interna e a viscosidade do sangue são controladas principalmente pela osmose que regula o seu conteúdo de água. E não se trata de um processo simples, pois partes da rede circulatória, nomeadamente os vasos capilares, são permeáveis à água. O controle do equilíbrio de água entre o sangue e os tecidos contíguos, está mantido em maior grau pelas concentrações das moléculas maiores de proteína, de ambos os lados das paredes capilares". E assim, que quando se produz uma ferida, ou um corte numa parte do corpo, não se perde muito sangue, porque o próprio sangue toma medidas imediatas para impedir a sua saída do corpo, por meio da coagulação. O sangue é realmente um líquido maravilhoso, é o rio da vida. Foi o Divino Criador que assim o planejou. (O texto original foi escrito no período entre 1980 e 1997) voltar ao Índice DE QUE ESTAMOS NOS ALIMENTANDO? Sejamos como a abelha que, é levada, pelo seu instinto, a buscar o pólen para sua casa, e a fabricar o mel. Não sejamos como aquele inseto que, ao contrário, se alimenta só do que está corrupto e podre. Que achamos hoje, no "jardim" do Senhor? Aproveitamos desse alimento ou alimentamo-nos antes nos campos dos menus variados e apetitosos que o mundo nos oferece? "Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus" (Cl 3:1). Pensamento: "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças" (Ec 9:10). Não estejamos, toda a vida, à espera de ver o que o Senhor quer que façamos. Se soubermos começar com, aquelas pequenas coisas, que se nos apresentam claramente aos nossos olhos, Deus verá que estamos dispostos a servi-Lo, e depressa nos mostrará outras coisas para fazer. voltar ao Índice SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS (continuação do número anterior) Capítulo 27:35-44 "E, havendo dito isto, tomando o pão, deu graças a Deus na presença de todos; e, partindo-o. começou a comer" (v.35). Lemos nos versículos anteriores (34-35) que havia muito pão naquele barco, em que Paulo ia preso para Roma, mas ninguém o tinha aproveitado durante uns quinze dias. Foi então que Paulo os aconselhou a que comessem pão, para bem da sua saúde. Tirando daqui uma lição espiritual, vemos que é necessário comermos do rico alimento que é a Palavra de Deus, que temos bem à mão, na Bíblia, e que é imprescindível para a nossa alma. E, deste versículo, também tiramos outra lição espiritual: a ação de Paulo, partindo o pão depois de ter dado graças, se relaciona com o fato de que houve um poderoso movimento do Espírito de Deus no princípio do século 19, e que por todas as partes do mundo – depois de tantos séculos de não cumprimento da Palavra do Senhor, que diz: "Fazei isto em memória de Mim" (1 Co 11:24) – os crentes no Senhor Jesus Cristo, começaram a partir o pão, simplesmente, como membros do "corpo de Cristo" (1 Co 12:27), congregados unicamente ao Seu Nome (Mt 18:20). "E, tendo já todos bom ânimo, puseram-se também a comer. E éramos por todos no navio duzentas e setenta e seis almas" (vs.36-37). Todos os que estavam no barco tinham o mesmo ânimo que Paulo, agora. E, o partir do pão, não é um ato de um só indivíduo, mas sim de toda a igreja. Para que os Cristãos saibam que o partir o pão, instituído pelo Senhor antes que a Igreja existisse, é um privilégio conferido à Igreja, Deus deu a Paulo uma revelação especial: "Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o Meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de Mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no Meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de Mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha" (1 Co 11:23-26). "E, refeitos com a comida, aliviaram o navio, lançando o trigo ao mar" (v.38). Este versículo, é o quadro do que está acontecendo hoje em dia no cristianismo. O movimento modernista ecumênico, ainda que por vezes de forma sutil e disfarçada, apregoa: – Estamos fartos do evangelho da redenção pelo sangue de Cristo. Não queremos mais isso. Não nos faz falta nenhum livro inspirado por Deus. Vamos deitar isso tudo no esquecimento. Já somos bastante ricos intelectualmente e somos culturalmente abastados. Não precisamos de mais coisa nenhuma (Ap 3:17). "E, sendo já dia, não conheceram a terra; enxergaram porém uma enseada que tinha praia, e consultaram-se sobre se deveriam encalhar nela o navio" (v.39). Os marinheiros não pediam conselho a Paulo, o qual contudo tinha a mente de Deus. Eles atuavam à sua vontade. "Não conheceram a terra"; isso quer dizer que, não tinham discernimento das coisas. O Cristão que não tem o hábito de abrir, e consultar a sua Bíblia, vai perdendo, ou nem sequer adquire, discernimento espiritual; "Enxergaram porém uma enseada que tinha praia". O Cristão espiritual, não considera as coisas como uma meta visível; "(Porque andamos por fé e não por vista)" (2 Co 5:7). "Consultaram-se se deveriam encalhar nela o navio". A frase traduz, o tom de incerteza deles; contudo, na vida do crente, nada há que seja incerto, quanto ao seu destino no Senhor Jesus. "Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fp 3:20). Seria mesmo necessário arriscar-se a esse encalhe do navio? Com certeza que não. Com o lançamento de quatro âncoras, poderiam resistir à tempestade até que abrandasse. Tinham comida suficiente, e, aliás, já tinham satisfeito a fome. Para que então continuar e querer fazer à sua vontade? Era realmente uma ação insensata. E, o que estão fazendo os principais chefes do cristianismo, que pretendem estar dirigindo o navio do testemunho Cristão? "Levantando as âncoras" (das doutrinas fundamentais da fé), "deixaram-no ir ao mar" (abandonaram esses fundamentos), "largando também as amarras do leme" (quer dizer ao governo do navio por meio do leme, deixando de lado condução pelo Espírito Santo); "e, alçando a vela maior ao vento" (símbolo do movimento ecumênico, de aparente grande atividade religiosa), "dirigiram-se para a praia" (antecedendo o naufrágio) (v.40). "Dando, porém, num lugar de dois mares, encalharam ali o navio; e, fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa abria-se com a força das ondas" (v.41). A força de duas correntes, convergindo para o lugar onde o navio encalhou, e batendo nele com toda a força, faz-nos pensar, nos meios que o diabo, está se aproveitando para manchar o testemunho Cristão: o racionalismo, também chamado modernismo; o outro, é o formalismo, e o ritualismo religioso, que procura apresentar obras, em vez da obra redentora e perfeita de Cristo, o Filho de Deus. "Então a idéia dos soldados foi que matassem os presos para que nenhum fugisse, escapando a nado" (v.42). Por detrás dessa ideia, e, desse acordo dos soldados, estava a intenção do diabo, que era a de matar essa fiel testemunha do Senhor, que era Paulo. "Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, lhes estorvou esse intento; e mandou que os que pudessem nadar se lançassem primeiro ao mar, e se salvassem em terra; e os demais, uns em tábuas e outros em coisas do navio. E assim aconteceu que todos chegaram à terra, a salvo" (vs.43-44). O Senhor pôs no coração, do oficial romano, o querer salvar Paulo, e assim, o guardou da morte. Ainda que, o diabo, faça todo o possível para impedir a leitura das Epístolas de Paulo, como sendo a verdadeira doutrina da Igreja, da sua constituição, prática e finalidade, Deus, na Sua suprema soberania, conservou-as íntegras para a instrução dos crentes em Cristo. "Todos se salvaram", ainda que o navio se tenha desfeito, ninguém morreu a bordo. Ainda que o cristianismo naufrague no seu testemunho para o Senhor, contudo, Ele não permitirá que se perca uma alma sequer das Suas ovelhas, pelas quais deu a Sua Vida. "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer" (Jo 10:28). "Como também nos elegeu n'Ele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante d'Ele em caridade (amor)" (Ef 1:4). (continua, querendo Deus) voltar ao Índice A MEDIDA DAS AFLIÇÕES DOS CRISTÃOS Nenhum médico, ao receitar, cuidadosamente, para um de seus pacientes, o faz com metade da precisão, e do cuidado, com que Deus mede para conosco as provas pelas quais passamos. Nem sequer um grão vai a mais na balança. Pensamento: O melhor método para combater a heresia, é estabelecer a verdade. Se o inimigo se propuser encher o celeiro com joio, ficará decepcionado se já estiver cheio de trigo! Como Homem, Cristo levou a nossa natureza humana ao céu, para nos representar; e, deixou-nos, aqui na Terra, a Sua natureza divina para que O representássemos. voltar ao Índice CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA (continuação do número anterior) As Orações Em certos aspectos, as orações do Cristão, e as do israelita, levam até Deus os mesmos desejos, as mesmas aspirações e súplicas. Citemos alguns exemplos destas orações: "Guarda-me, ó Deus, porque em Ti confio" (Sl 16:1). "Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a Tua face" (Sl 19:14). "Ouve, ó Deus, o meu clamor; atende à minha oração. Desde o fim da Terra clamo a Ti, por estar abatido o meu coração; leva-me para a Rocha que é mais alta do que eu" (Sl 61:1-2). Mas as orações, do Cristão, e, do israelita; que são características das suas respectivas vocações, são muito diferentes; porque as suas vocações são também diferentes, como já observamos no primeiro artigo desta série. A herança dos israelitas era terrena; tinham inimigos que queriam tirar-lhes as suas terras. Pediam ao Senhor, que lhes desse a vitória na batalha contra eles. Esta é uma oração típica dos israelitas: "Agora, pois, eis que os filhos de Amon e de Moabe, e os das montanhas de Seir, pelos quais não permitiste que passasse Israel, quando vinham da terra do Egito, mas deles se desviaram e não os destruíram, eis que nos dão o pago, vindo para lançar-nos fora da tua herança, que nos fizeste herdar" (2 Cr 20:10-11). Esta oração era coletiva, era a de todos os israelitas. A que vem a seguir, é de uma só pessoa, pedindo a intervenção do Senhor, contra os seus inimigos: "Torne-se a sua mesa diante dele em laço e, para sua inteira recompensa, em ruína. Escureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e faze com que os seus lombos tremam constantemente. Derrama sobre eles a Tua indignação, e prenda-os o ardor da Tua ira" (Sl 69:22-24). Mas num acentuado contraste, a Igreja de Deus e o crente individualmente, não pedem a maldição sobre inimigos, mas, pelo contrário, pedem como o seu Senhor e Salvador pediu: perdão para todos eles. Jesus crucificado, orou desta maneira: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23:34). E, da mesma forma, Estevão, quando os judeus, em fúria, o apedrejavam, orou assim: "Senhor, não lhes imputes este pecado" (At 7:60); aliás, tal como Jesus tinha ensinado aos Seus: "Orai pelos que vos maltratam e vos perseguem" (Mt 5:44). A propósito, o apóstolo Paulo, ao escrever a sua última Epístola, a 2 Timóteo, não proferiu nenhuma maldição contra, "Alexandre, o latoeiro". A tradução exata desse trecho é: "Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; O Senhor lhe recompensará segundo as suas obras" (2 Tm 4:14 – TB). Segundo o Espírito da graça de Deus, teria sido impossível que um servo do Senhor, que disse, ele próprio, "abençoai, e não amaldiçoeis" (Rm 12:14), e, "somos injuriados, e bendizemos" (1 Co 4:12) que pudesse escrever uma "maldição". Há uma outra classe de oração Cristã, que está relacionada com a vocação celestial. Era fora de ordem, que um israelita orasse, e pedisse que Deus lhe desse a conhecer a sua vocação, porque já estava nela, na sua herança terrena, que era Canaã; mas, o Cristão, não tem uma herança visível neste mundo, mas, sim, uma invisível ao olho mortal, incompreensível perante a mente do homem natural. O Cristão recém nascido espiritualmente, é como um menino nas coisas divinas, mas vai crescendo pouco a pouco no conhecimento delas; por isso, precisa das orações "apostólicas", como por exemplo: "Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações; para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos…" (Ef 1:16-18) – mas leiam a passagem até ao fim do capítulo. "Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na Terra toma o Nome, para que, segundo as riquezas da Sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo Seu Espírito no homem interior; para que Cristo habite pela fé nos vossos corações (no vosso coração – ARA); a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheio de toda a plenitude de Deus" (Ef 3:14-19). voltar ao Índice AS RAPOSINHAS "Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor" (Ct 2:15). Satanás, com toda a sua astúcia, procura sempre impedir a doce comunhão e a adoração, não com grandes tentações, mas sim com as "raposinhas" que fazem mal às "vinhas": quer dizer, por exemplo: preocupações com negócios, certo desleixe em relação ao tempo disponível para a leitura da Bíblia, e para a oração; alguma ansiedade que abrigamos, e, por vezes, até exageramos dentro de nós, em vez de a deixarmos aos pés do Senhor, ou ainda pequenas bagatelas e futilidades que distraem a nossa mente. Cuidado pois com as "raposinhas". voltar ao Índice AS NORMAS DE MORALIDADE Por toda parte, as normas públicas de moralidade vão baixando o nível aceleradamente. A corrupção cresce proporcionalmente, mas, isto não deve inquietar os filhos de Deus, pois, tais fenômenos já foram preditos pela Bíblia. Um servo do Senhor disse há tempos, que o homem inconvertido deixa-se dirigir pela sua concupiscência, e pela opinião pessoal. A desaprovação pública de certos atos ou costumes, tende a reprimir as pessoas. Mas, quando, o desenfreamento dos maus costumes, e a imoralidade estiverem aceitas em geral, então a opinião popular se corromperá, e a conduta das pessoas se tornará aviltante. Fatos indecentes que, há anos atrás, teriam sido condenados, e os seus autores excluídos da sociedade, são hoje em dia praticados e tolerados, sem a menor hesitação ou vergonha. Ficará Deus indiferente a tudo isso? Não! Certamente que não! Ele disse que os autores de tais pecados serão julgados. O Velho Testamento relata a atuação de Deus julgando gente com conduta semelhante, no tempo do dilúvio universal, que afogou o mundo, e também em relação com os maus habitantes de Sodoma e Gomorra, e com as nações de Canaã, e até com Israel, quando seguia os costumes dos pagãos de Canaã, que tinham corrompido aquela terra. E, todos conhecem o caso do império romano que se corrompera ao máximo, antes de vir a cair. "Deus não se deixa escarnecer (de Deus não se zomba – ARA)" (Gl 6:7). Além disso, Deus deu-nos, a saber que, as condições morais que prevaleciam antes do dilúvio, e antes da destruição de Sodoma e de Gomorra, serão as mesmas quando o Filho do Homem vier a juízo (Lc 17:26-30). Pois bem, qual é a atitude do Cristão perante tudo isto? Terá que aceitar esta imoralidade, dia a dia, cada vez mais depravada? Terá que seguir nessa direção? Certamente que não. O Cristão é chamado à "santidade", à "pureza", e, à "virtude" – "Sede santos, porque Eu Sou santo" (1 Pe 1:16). Os Cristãos que estão em contato estreito com o mundo, estão em perigo. Há influências perniciosas que operam nas escolas oficiais e particulares, nas universidades, nas fábricas, e nos escritórios, numa palavra: em todos os lugares (everywhere). Portanto, devemos andar com Deus, e preservarmo-nos de qualquer relaxamento da conduta que convém aos santos de Deus, posto que as normas divinas não mudam! Quando as Epístolas da Bíblia foram escritas, dirigiam-se a Cristãos que viviam nos tempos do depravado império romano. Será que os seus ensinos se acomodaram às corrupções abismais daqueles tempos? Nem por um segundo sequer! Em todas essas Epístolas de doutrina cristã, a voz divina é sempre a mesma: Que apresentemos os nossos corpos, santos para Deus. (Rm 12:1). "Porque o templo de Deus, que sois vós, é santo" (1 Co 3:17). "Ou não sabeis que o nosso (vosso – JND) corpo é o templo do Espírito Santo" (1 Co 6:19). "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus" (Ef 4:30). "Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação" (2 Tm 1:9). "Mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (1 Pe 1:15). Que possamos ler estas passagens das Escrituras, deixando que o nosso Pensamento seja formado por elas; e então as nossas normas de conduta, não se aproximarão das dos incrédulos, mas antes honrarão o nosso bendito e santo Redentor. Pensamento: Não devemos julgar a Bíblia, segundo vemos em nossa volta, mas devemos julgar as coisas à nossa volta segundo vemos em nossa Bíblia. voltar ao Índice O NOVO NASCIMENTO Ser "nascido de novo" quer dizer ser "nascido de Deus" (1 Jo 5:1). É participarmos da natureza d'Aquele que nos fez nascer pela Sua Palavra. Não se trata de dar uma nova importância excepcional à natureza espiritual do homem. Nem mesmo a velha natureza do homem é melhorada ou controlada por uma nova vida. João 1:12, declara-nos que nos tornamos filhos de Deus; quando cremos no Seu Filho. A nova vida manifesta-se tendo Deus por objeto. O seu fruto é a obediência e a justiça (1 Jo 2:3-5 e 2:29); além disso os afetos divinos têm Deus por objeto, e o amor para com todos os filhos de Deus como caráter (1 Jo 3:14). Quando a nova vida se manifesta, o mundo não nos conhece, pois que os filhos de Deus vivem com desejos inteiramente novos, com objetivos novos e com novos prazeres. "Nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Jo 3:1-3; Rm 5:11). Que esta nova vida se desenvolva em todos os filhos de Deus para glória do seu Pai e Criador! voltar ao Índice A PALAVRA IMPRESSA "Uma cópia da carta seria divulgada…, e publicada entre todos os povos" (Et 8:13). João Gutenberg (Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg) foi o inventor do sistema de tipos móveis para prensa móvel; que deu início a Revolução da Imprensa, onde Gutenberg foi o principal colaborador. O primeiro livro impresso por Gutenberg foi a Bíblia. Quando, por causa de processos que lhe foram atribuídos, relacionados com o seu invento, teve que enfrentar os tribunais, fez esta oração: "Senhor, trata comigo e com todos os homens conforme a tua vontade, mas faz com que a palavra impressa que traz a luz aos homens, essa palavra impressa que liberta os homens, a palavra impressa pela qual a Tua Palavra será divulgada, siga por diante para sempre." voltar ao Índice OS PAIS CRISTÃOS Se Deus não tivesse dado, na Sua Palavra, uma promessa que os pais crentes pudessem tomar para si, em relação à salvação dos seus filhos, como seria terrível gerar filhos neste mundo, que assenta na maldade, sem ter a certeza de que poderiam salvar-se! Mas Deus, deu essa Sua fiel promessa, e a fé dos pais, pode tomar posse dela com reconhecimento, com gratidão, e com segurança; não negando, por outro lado, que cada um na sua casa tem que procurar "a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20:21) para poder beneficiar-se dessa promessa. Quando Deus ia destruir todo o ser vivente de sobre a Terra, por meio do dilúvio, disse a Noé: "Entra tu e toda a tua casa na arca, porque tenho visto que és justo diante de Mim nesta geração" (Gn 7:1); e, previamente tinha dito: "Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor" (Gn 6:8); e, Deus decidiu incluir também a família de Noé. "E fez Noé conforme a tudo o que o Senhor lhe ordenara. …Noé entrou na arca, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio" (Gn 7:5-7). Mas Noé não transportou os filhos para arca, nos seus braços; eles tiveram que ir cada um por si. E, da mesma forma, cada filho de pais Cristãos, terá que se arrepender de seus pecados, e se converter a Deus pessoalmente; e, entrar pela fé, na arca da Salvação, que é Cristo. Quando Israel foi posto por Deus ao abrigo do sangue do cordeiro pascal, o Senhor disse: "tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família" (Êx 12:3). O carcereiro de Filipos, convencido do seu terrível pecado, “todo trêmulo, se prostou ante Paulo e de Silas”, e perguntou-lhes: "Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa" (At 16:29-31). A palavra de salvação que lhe foi dirigida, foi não só para ele mesmo, como também para toda a sua família. Raramente, se encontram todos em idade responsável, perante Deus, para que logo se convertam após o chefe de família. Mas "fiel é Deus" (1 Co 1:9, 10:13), e ainda que por vezes a fé de alguns pais, seja provada durante muitos anos, sem receber a Resposta às suas orações, a ponto dessa Resposta nem vir no tempo da sua vida, contudo a fé descansa na Palavra de Deus, e conta com Ele para receber o cumprimento das promessas. Mas, onde a fé é exercitada, Deus também espera que haja obediência; e nesse sentido a Palavra da verdade, que é a Bíblia, tem amplas instruções para os pais crentes no que diz respeito à educação dos filhos para o Senhor. As seguintes passagens são muito instrutivas e salutares: "O que retém a sua vara aborrece a seu filho, mas o que o ama a seu tempo o castiga" (Pv 13:24). "Castiga a teu filho enquanto há esperança" (Pv 19:18). "A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele" (Pv 22:15). "Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno" (Pv 23:13-14). "A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe. …Castiga a teu filho, e te fará descansar; e dará delícias à tua alma" (Pv 29:15,17). "E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor" (Ef 6:4). "Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo" (Cl 3:21). Os castigos, que se aconselham em Provérbios, devem ser equilibrados, e numa atitude Cristã da parte dos pais. Não convém que os pais, se encham de ira, ao castigar os seus filhos. Estes devem sentir que o seu pai os ama, não que os odeia, mesmo quando são castigados. Uma vez que os laços do amor se quebrem entre pais e filhos, dificilmente se restauram. Se os pais, se chegam a Deus conscientes da sua dependência d'Ele, de certo que Ele lhes dará a Sua graça e sabedoria necessárias, para aplicar estas instruções, para a glória de Deus e para bênção das suas casas. Pergunta: De que maneira, que o Cristão, pode vir a dar as coisas santas aos cães, e deitar suas pérolas aos porcos? (Mt 7:6). Resposta: Discutindo, por exemplo, sobre as coisas preciosas de Deus com pessoas inconvertidas, e pretendendo argumentar com elas. O Cristão, deverá testemunhar no mundo em que vive, mas deverá fazê-lo num espírito de bondade, e com oração, e com toda a oportunidade (2 Tm 2:23-26). voltar ao Índice VIVA DEVOÇÃO Poucos Cristãos compreendem a bênção que pode representar para eles, o viver uma devoção viva por Cristo. Temos um exemplo disto com Paulo, que estava pronto "a morrer… pelo Nome do Senhor Jesus" (At 21:13). Aqui na Terra ele nada mais tinha a ganhar ou a esperar. Será nosso desejo ter mais desta sincera devoção de coração para com o Senhor? Queremos nós subir bem acima da atmosfera pesada na qual vive a maior parte dos Cristãos? O nosso testemunho não deve limitar-se aos cultos de adoração, mas estender-se a todo o mundo, entre as multidões de pecadores moribundos, procurando testemunhar de Jesus por atos e por palavras. Como Cristãos, devemos sentir-nos felizes, pois que, tornando-nos sensíveis à palavra de Cristo, podemos invocar o Senhor com um coração puro. É a falta disto que provoca muita depressão, e abatimento de espírito em muitos Cristãos. Se Cristo fosse "tudo" para nós, a Sua glória seria o nosso único objetivo, e não teríamos ocasião de nos preocuparmos com nós mesmos. O nosso desejo seria todo de nos entregarmos ao Senhor. Possamos conhecer mais o privilégio de uma viva devoção a Cristo. É uma honra ser usado por Ele. E, não devemos esquecer, que é tão necessária a direção, como a devoção divina. É bem verdade que a locomotiva é propulsionada pelo vapor; mas se não houver os trilhos, a composição não anda. Assim, também é necessária, a direção da Palavra escrita de Deus, tanto como o selo de uma devoção viva. Pensamento: É um grave pecado fazer pecar um filho de Deus. A verdade só fere quando é necessário "…A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante do que espada alguma de dois gumes" (Hb 4:12). O Espírito Santo, dentro do crente, apresenta e ensina continuamente, quem é a Pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. voltar ao Índice A VINDA DO SENHOR (continuação do volume 02) Não se deve pensar, que a vinda do Senhor seja acompanhada por algum sinal extraordinário, como por exemplo: um temporal tremendo, ou coisa semelhante. Não há, na Escritura, nada que confirme tal idéia. Contudo, a vinda do Senhor acontecerá repentinamente, como um relâmpago e o Espírito de Deus a descreve desta maneira: "Num momento, num abrir e fechar de olhos" (1 Co 15:52). E, depois desse acontecimento, haverá um terrível período de julgamento, e será de tal forma que "naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles" (Ap 9:6). Quererás tu então livrar-te desse julgamento? Vem já ao teu Salvador, porque "quando o pai de família se levantar e cerrar a porta", não tornará abrir-se, nem sequer para uma alma que seja; e nada servirá gritar: "Senhor, Senhor, abre-nos"; nessa altura o Senhor há de chamar os incrédulos pelo seu verdadeiro nome – praticantes da iniquidade. E a esses o Senhor dirá, "apartai-vos de Mim" (Lc 13:24-30). Procura, então, entrar enquanto a porta está aberta. A expressão que a Bíblia emprega é: "Porfiai por entrar". E quando Deus abre a porta, esta permanecerá tão amplamente aberta quanto o Seu próprio coração nos está franqueado, e tanto quanto você próprio o deseja. Mas por outro lado, quando vier o momento dela se fechar, ela o estará tanto quanto a justiça de Deus, e a incredulidade, e pecado do homem o querem. Deus é perfeito e justo na Sua forma de atuar. Não deixará de atender à necessidade de um pecador que se arrependeu, nem cederá no Seu juízo perante a descrença que repudia a Sua graça. Pensamento: A expressão: "os que habitam (moram) sobre a (na) Terra" (Ap 3:10, 6:10, 8:13, 11:10, 12:12, 13:8, 13:14, 14:6, 17:2, 17:8), que se encontra 12 vezes no Livro de Apocalipse, refere-se espiritualmente àqueles que não querem saber nada, nem de Deus, nem do Seu Cristo. voltar ao Índice

  • Palavras de Edificação 10

    (Revista bimestral editada entre 1980 e 1997) ÍNDICE Um Milagre e o Martírio O Caráter do Amor “Confirmados na Presente Verdade” (2 Pe 1:12) – (Cont.) A Perfeita Humanidade do Senhor Jesus Cristo O Incrível Peixe chamado Mujol ou Mugil Sobre o Evangelho de Mateus (Cont.) Com o Senhor Contrastes entre Israel e a Igreja (Cont.) Sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos (Cont.) Uma Providência Divina A Luz "O Amor Perfeito" UM MILAGRE E O MARTÍRIO Quirinus (morreu em 309 AD), um Bispo de Sescia (atualmente Sisak – Croácia), foi trazido à presença de Amantius, Governador, o qual o mandou sacrificar aos deuses pagãos, conforme os ditos dos imperadores romanos. Quirinus, negou-se e o governador enviou-o para o cárcere, e mandou pô-lo a ferros, pensando que os sofrimentos de um calabouço, mais alguns tormentos, e o peso das cadeias, pudessem vencer a sua resolução. Mas, permanecendo ele absolutamente firme nas suas convicções, foi mandado a Amantius, o governador principal da Pannonia Prima, o qual o carregou com mais cadeias, e o exibiu nas cidades principais do vale do rio Danúbio, expondo-o ao ridículo. E, tendo chegado por fim a Sabaria (atualmente Szombathely – Hungria), o governador, vendo que Quirinus não renunciaria à sua fé em Cristo, mandou atar-lhe uma pedra de mó e lançá-lo ao rio. A sentença foi executada mas aqui deu-se um milagre! Quirinus flutuava durante algum tempo, e exortava os que assistiam aquilo, a que se mantivessem firmes, e isto nos termos mais encorajadores e convincentes, segundo a fé. Tendo terminado o seu fiel testemunho, concluiu com esta oração: "Não é nada de novo, ó poderoso Senhor Jesus, que impeças o curso dos rios (tal como o Jordão) ou que um homem ande em cima das águas, como fizeste com o teu servo Pedro. Agora, que o povo aqui viu a prova do Teu poder em mim, concede-me que entregue a minha vida por amor por Ti, ó meu Deus". Ao pronunciar estas últimas palavras, afundou-se imediatamente, e afogou-se no dia 4 de Junho de 309 A.D. O seu corpo foi recuperado e sepultado por alguns Cristãos e parentes. (extraído e adaptado de "FOX'S BOOK OF MARTYRS" pg 31 e 32) voltar ao Índice O CARÁTER DO AMOR A Paz, é o amor descansando; O estudo bíblico, é o amor lendo as cartas d'Aquele que se ama; A oração, é o amor fluindo numa entrevista; O conflito com o pecado, é o amor batalhando com zelo por Aquele que é amado; A simpatia, é o amor compadecendo-se ternamente; A fidelidade, é o amor firme e forte; A esperança, é o amor que suspira pela presença d'Aquele que se ama; A paciência, é o amor que se mantém constante; O ganhar almas, é o amor que suplica. (Adaptado) voltar ao Índice “CONFIRMADOS NA PRESENTE VERDADE” (2 Pe 1:12) (continuação do número anterior) 3. O Perdão A verdade acerca do perdão eterno, não foi revelada antes da primeira vinda de Cristo. O perdão mencionado no Velho Testamento era governamental; quer dizer, teve a ver com esta vida terrena, não com a eternidade. O ensino da epístola aos Hebreus, tem por fim introduzir os crentes na bem-aventurança do capítulo 10 verso 14: "Porque com uma só oblação {oferta} aperfeiçoou para sempre os que são santificados" (Hb 10:14). Esta é, a bem-aventurança, presente na cristandade: "…não há mais oblação pelo pecado" (Hb 10:18). Esta é a posição atual de cada crente, diante de Deus; Pedro pregou-a: "… todos os que n'Ele crêem receberão o perdão dos pecados pelo Seu nome" (At 10:43); Paulo também: "… por Este se vos anuncia a remissão dos pecados. E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados por Ele é justificado todo aquele que crê" (At 13:38-39), e ainda juntando o ato bendito da justificação. A obra de Deus, em graça soberana, para com aqueles que crêem nas boas novas, está resumida em Romanos 8:1: "Agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" [ARA]. Queira Deus que, nenhum ensinamento falso faça perder o fruto bendito e precioso, que é o resultado da obra redentora do Filho de Deus na cruz. Regozijemo-nos n'Ele e louvemo-Lo, “agora e para sempre!” (Sl 115:18) 4. A Paz "Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 5:1). O último versículo de Romanos 4:25, mostra-nos que esta fé descansa no que Deus fez ao entregar Cristo por “…nossos pecados, …e ressuscitou para nossa justificação”; Efésios 2:14 diz-nos: "Ele é a nossa Paz";Colossenses 1:20, diz-nos: "Pelo sangue da Sua Cruz". Esta paz, é o fruto da expiação, perfeita no sangue de Cristo. A obra foi cumprida na cruz, e a Sua ressurreição é o testemunho da aceitação por Deus desta obra, que Seu próprio Filho levou a cabo. (continua, querendo Deus) voltar ao Índice A PERFEITA HUMANIDADE DO SENHOR JESUS CRISTO "Porque n'Ele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2:9); "… para que em tudo tenha a preeminência" (Cl 1:18). Antes de tratar, detalhadamente, este assunto importantíssimo da humanidade sem pecado, do Senhor, como Homem, julgamos ser oportuno chamar a atenção para a glória da Sua Pessoa bendita. Ele é o “Verbo” eterno (Jo 1:1); Ele é: “…O Filho unigênito, que está no seio do Pai” (Jo 1:18); Ele é: Aquele pelo qual todas as coisas foram criadas, “…e sustentando todas as coisas, pela Palavra do Seu Poder” (Hb 1:2,3). Ele era a “delícia” do Pai, desde a eternidade (Pv 8:30). Exorta-se aos anjos que “O adorem” como Homem (Hb 1:6). Os magos do oriente também se prostraram e “O adoraram”, quando Ele era um Menino (Mt 2:11). Tendo presentes estes pensamentos, é realmente coisa muito solene tratar da Sua perfeita Humanidade. Devemos fazê-lo como adoradores, "…levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo" (2 Co 10:5). O mistério da Sua Pessoa gloriosa, transcende a compreensão da mente humana, como o Verbo disse: "…Ninguém conhece o Filho, senão o Pai" (Mt 11:27). Visto que, podemos saber somente, o que nos foi revelado por meio da Palavra de Deus, imprescindível que não vamos mais além do que dizem as Escrituras da Verdade, às quais devem sujeitar-se os nossos pensamentos, e os nossos comentários acerca do Senhor Jesus. Em contraste, notemos que as Escrituras nos informam acerca de Adão, o primeiro homem, na sua inocência, no jardim do Éden. Não tinha conhecimento, nem do bem, nem do mal, antes de pecar. Estava simplesmente no estado de inocência (Gn 2:16-17). Quando foi criado, não tinha uma natureza caída espiritualmente, nem mesmo tinha uma natureza santa, porque a santidade consiste em aborrecer o mal e ter prazer no bem. Tinha uma natureza inocente, a qual perdeu na sua queda espiritual – para nunca mais recobrá-la (Gn 3:22-24). Os bebês não nascem com uma natureza inocente, mas sim "caída" (Sl 51:5). "Quando veio o cumprimento do tempo" (Gl 4:4 – TB), no qual o Senhor Jesus havia de nascer, segundo a promessa, a mensagem dirigida à virgem Maria foi esta: "Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; pelo que ambém o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus" (Lc 1:35). Ele era, e é santo… Filho de Deus. Ele é, o "Cordeiro imaculado e incontaminado" (1 Pe 1:19). A Escritura disse: "n'Ele não há pecado" (1 Jo 3:5), quer dizer, sem nenhuma natureza pecaminosa. Ele pôde dizer: "Porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim" (Jo 14:30). O Senhor Jesus, – bendito seja o Seu Nome! – como Homem, neste mundo, tinha exclusivamente uma natureza santa, como Santo que era desde a eternidade (Hb 13:18 e Sl 111:9). Nós, que nascemos da raça de Adão, nascemos num estado pecaminoso (Sl 51:5; Tg 1:14) e temos uma natureza caída dentro de nós; "O que é nascido da carne é carne"; então, é preciso ao homem renascer para entrar no reino de Deus; "O que é nascido do Espírito é Espírito" (Jo 3:6). A vida que Deus nos dá quando renascemos é a própria vida de Cristo, pois lemos que “Cristo… é a nossa vida” (Cl 3:4); e, aprendemos que o "novo homem,… é criado (segundo Deus) em verdadeira justiça e santidade" (Ef 4:24). Lemos também que: "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a Sua semente permanece n'Ele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus" (1 Jo 3:9). Assim, estas palavras demonstram muito claramente que Deus, comunica ao crente a vida de Cristo, a qual é criada em justiça, santidade e na verdade, e que não pode pecar. Contudo, encontramos, hoje em dia, pessoas supostamente bem instruídas na doutrina de Cristo, que ensinam o erro terrível de que Cristo podia pecar, ainda que reconheçam que não o fez. Até, pensar nisso, causa profunda tristeza no coração dos que O amam, e O adoram como Deus, o Filho. Um versículo mal interpretado é o de Hebreus 4:15: "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém Um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado". Este versículo, na realidade, nega o pensamento de que Cristo poderia pecar, e mostra-nos que o Senhor Jesus, como Homem perfeito, sentia cabalmente tudo o que um homem justo podia sentir neste mundo de pecado. Não obstante Ele próprio era sem pecado. (Note-se: a Escritura não diz que "Ele não pecou", como se Ele tivesse sido capaz de o fazer, mas sim que Ele era "sem pecado"). Ele experimentava fome, sede, cansaço, mas apesar de tudo era absolutamente santo. Quando o diabo se aproximou d'Ele na tentação do deserto, Ele não cedeu, nem um segundo, à tentação, porque "n'Ele não há pecado" (1 Jo 3:5). Quando, sem ter recebido uma ordem do Pai, Ele recusou transformar as pedras em pão, Ele realmente tinha fome, porque era um Homem como os outros, e por conseguinte "sendo tentado, padeceu" (Hb 2:18). Esta passagem não sugere, nem sequer por um instante, que n'Ele haveria alguma tendência para desobedecer a Seu Pai. Havendo tomado o lugar do homem, “aprendeu (o que custava) a obediência” (Hb 5:8). Alguns disseram que, a palavra "tentar" perde o seu significado, se não implicar também a possibilidade de pecar. Mas, isto é contrário à Escritura, e uma desonra que ofende a Deus, porque a Escritura não só fala do Senhor Jesus como um Homem que foi tentado, mas também de homens que, nos tempos antigos, tentaram a Deus (Sl 95:8-9). Por acaso, do que aqui foi dito se conclui que: Deus podia pecar? Que sejamos protegidos de, abrigar no nosso espírito, um pensamento tão aviltante, para com a divindade! Nenhum verdadeiro filho de Deus poderia abrigar tal pensamento, a menos que tivesse na verdade o intuito de concretizar, de forma tão terrível, doutrina que desonra a Deus, e a Seu Filho. Como é que poderíamos depender da Sua Palavra para nossa salvação se assim fosse? Graças a Deus que a Escritura nos diz que: "é impossível que Deus minta" (Hb 6:18). Pois bem, a tentação do Senhor Jesus teve como propósito demonstrar, o que Ele era como Homem enquanto esteve aqui. Satanás chegou-se ao primeiro homem, Adão, e com uma só tentação este cedeu e caiu. Depois de ter passado 4.000 anos, Satanás veio com as suas tentações junto ao Segundo Homem: "O Senhor… do céu" (1 Co 15:47). Mas, o maligno encontrou-se com Aquele que tinha uma só, e santa natureza, e que replicou a todas as suas tentações, fazendo uso da Palavra de Deus, como convinha a um Homem dependente de Deus. Quando nós, como Cristãos, possuindo a vida de Cristo, se respondermos a Satanás com a Palavra de Deus, venceremos também. Contudo, nós ainda temos a nossa velha natureza caída, tal como, temos também a nova vida. E, assim, é possível que cedamos à tentação: "Cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência" (Tg 1:14). Este versículo nada tem a haver com o Senhor Jesus. Talvez, alguns, venham a se lembrar que o Senhor Jesus, no jardim do Getsêmani, disse a Seu Pai: "Não se faça a Minha vontade, mas a Tua" (Lc 22:42). Esta súplica, quando é compreendida, no seu verdadeiro sentido, é preciosíssima. O Senhor Jesus, como Santo, sofria ao sentir que ia ser feito pecado, "Àquele que não conheceu pecado, (Deus) o fez pecado por nós" (2 Co 5:21), como o foi naquelas três horas das trevas. Mas Ele era um Homem perfeito, e obediente, que viera para fazer a vontade de Seu Pai a qualquer custo. Aqui, a luz, e o amor brilham em todo o seu esplendor. O Senhor Jesus, aborrecendo o pecado posto que o pecado era tão contrário à Sua bendita e santa vontade, em amor, e obediência à vontade de Seu Pai, submeteu-Se à cruz, para que Deus fosse glorificado, e a questão do pecado fosse para sempre resolvida. Assim, em vez de procurar sondar, o mistério divino da Pessoa do Senhor Jesus, que era Deus perfeito e Homem perfeito, inclinemo-nos antes em adoração, tal como fizeram os magos do Oriente de antigamente. Há duas coisas que as Escrituras ensinam claramente: 1ª – Que a ruína do primeiro homem, Adão, por meio da queda, é total, de modo que a sua vontade está sempre em oposição, e inimizade contra Deus. 2ª – Que Deus começa de novo, nas Suas relações com os homens, enviando o Seu bendito e santo Filho, o Senhor Jesus Cristo, cuja vontade era fazer somente a vontade de Seu Pai. Quando Deus começa uma obra na alma de um homem, primeiro dá uma vida nova; tudo o que Lhe é agradável e que Ele aceita, emana dessa nova vida: "Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus" (Jo 1:13). "Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Rm 8:8). Se compreendermos, corretamente, a Pessoa gloriosa do Senhor Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, e ainda as duas naturezas do crente, então não há dúvida, que seremos guardados do terrível erro de negar a perfeita humanidade, santa e pura, do Filho de Deus. Que Deus guarde o coração, e a mente do Seu povo, nestes dias de provas, de tudo aquilo que atacar a Pessoa, ou a obra do Seu amado Filho. (G.H.Hayhoe) Referências: Jo 8:46; Hb 4:15; 7:26; 2 Co 5:21; 1 Pe 2:22; 1 Jo 3:5 voltar ao Índice O INCRÍVEL PEIXE CHAMADO MUJOL OU MUGIL (Título original: "The Incredible Dance of the Grunion") A Incrível Dança do Grunion A Baía de Fundy, na Nova Escócia, fica no final de uma enorme bacia oceânica, e o movimento das marés é maior do que em qualquer outro lugar da Terra: a água sobe e desce até 15 metros ou mais. Por outro lado, no Havaí, as marés sobem menos de trinta centímetros. Essas marés havaianas são controladas quase inteiramente pelo sol. As muitas influências que controlam o movimento das marés – a atração do sol, a atração da lua, a atração de ambos simultaneamente ou um contra o outro, tempestades no mar – tornaram as previsões teóricas das marés um feito matemático muito complexo. Mas oceanógrafos treinados podem prever com precisão como as marés correrão em diferentes partes do mundo. Como então o grunion (mujol ou mugil) – um pequeno e esguio peixe californiano, prateado, que nada para a praia à noite para desovar, – sem estudo ou treinamento, pode prever as marés em constante mudança? No entanto, eles o fazem, e com incrível precisão! "Corridas de Grunion" são encontradas apenas na costa da baixa e do sul da Califórnia, começando em março e continuando até julho. Milhares de grunions aparecem nas praias para botar seus ovos na areia três ou quatro noites após a lua nova ou cheia. “A previsão da hora e do minuto em que o grunion irá correr é alcançada adicionando 15 minutos ao tempo em que a maré atinge seu pico noturno. Em outras palavras, há uma margem de segurança: eles chegam à terra DEPOIS da virada da maré, e nas noites em que a maré atinge um pouco menos de alta do que na noite anterior…. Assim, os ovos são postos na areia que NÃO será atingida pela maré por cerca de duas semanas. "A fêmea, carregada de ovos, deixa-se levar pela maré e se enrola. Ela se enterra, energicamente, na cauda de areia, primeiro a uma profundidade de cinco a oito centímetros. Os machos então, em posição horizontal, enrolam seus corpos em torno das fêmeas parcialmente enterradas, e libera o leite que escorre pelos corpos das fêmeas, e fertiliza os ovos que estão sendo postos na areia". Todo o processo dura cerca de 30 segundos, apenas. O grunion então volta para o mar, mas os ovos, depositados em uma noite em que a maré começou a diminuir, NÃO serão lavados até a próxima maré alta, duas semanas depois. Durante as duas semanas entre a postura dos ovos e a próxima maré alta, os ovos são incubados na areia úmida e quente. Quando a próxima maré alta erodir a praia e descobrir os ovos, os ovos eclodem de forma explosiva e os alevinos recém-nascidos nadam para o oceano! Quem ensina cada NOVA GERAÇÃO de grunions a cronometrar as marés, e saber quando é 15 minutos APÓS a maré alta, a noite após a maré alta quinzenal? Quem projetou os ovos do grunion para eclodir em duas semanas? E. em um ninho de areia úmida? Quem ensinou a fêmea a colocar o ninho no local exato onde a maré exporá os ovos duas semanas depois? A pessoa se curva com admiração diante de tais milagres, e conclui que o Criador de todos, equipou o grunion com as habilidades necessárias, para que todas as pessoas pudessem ter uma demonstração recorrente constante da CRIAÇÃO DIVINA, de forma que o mundo tenha mais uma demonstração contínua do "Seu eterno poder, como a Sua divindade" (Rm 1:20). (Traduzido com autorização de: "Porque cremos na Criação e não na Evolução", de F. J. Meldau) (continua, querendo Deus) voltar ao Índice SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS (continuação do número anterior) Capítulo 7:1-14 "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós" (vs.1-2). Esta exortação do Senhor Jesus, tem a ver com o julgar os motivos dos outros. Só Deus conhece os motivos: "A Palavra de Deus… é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração" (Hb 4:12), sejam eles bons ou maus. A igreja em Corinto, viu-se obrigada a julgar o fornicador que havia entre eles: "Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai pois dentre vós esse iníquo" (1 Co 5:12-13). "E porque reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão" (vs.3-5). Uma palha (ou argueiro) é uma pequena coisa, relativamente insignificante, em comparação, por exemplo, com um pau. Este aviso divino tem como fim, darmo-nos conta das nossas próprias faltas e deficiências, e as julgarmo-nos, antes de procurarmos corrigir outros irmãos. "Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que as pisem, com os pés, e, voltando-se, vos despedacem" (v.6). Sempre haverá "homens dissolutos e maus, porque a fé não é de todos" (2 Ts 3:2). Não convém procurar comunicar as coisas santas de Deus aos tais, nem mesmo mostrar-lhes as profundas riquezas de Cristo. A mensagem que é própria para o inconvertido é: “Arrepende-te dos teus pecados” (ver Lc 15:7, 10; At 8:22; entre outros). Isto toca-lhe na consciência, e não na inteligência. "Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, se abre" (vs.7-8). Sabemos que a promessa é dirigida aos que pedem, buscam e chamam "com sinceridade". No Salmo 84:11 diz: "Não negará bem algum aos que andam na retidão". Aqui, a promessa indica que ele vai acrescentar o bem; e, ainda que não recebamos exatamente o que pedimos, não encontremos precisamente o que buscamos, e que não se abra a porta que esperamos, contudo Deus é muito bondoso, e melhor do que qualquer homem. Como o Senhor logo declarou, dando um exemplo: "E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se, vós pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem?" (vs.9-11). Assim que, se Deus nos negar qualquer coisa, é porque será para nosso bem. Apenas Deus conhece o futuro. Mas sabemos "que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por Seu decreto" (Rm 8:28). "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas" (v.12). Este aviso do Senhor foi chamado "regra de ouro". Revela extrema bondade para com o próximo, ainda que este devolva o mal pelo bem. "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12:21). "Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida; e poucos há que o encontrem" (vs.13-14). A Palavra de Deus assinala, muito claramente, o caminho que leva à salvação: "a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20:21). Os ateus não procuram uma porta de entrada, e morrem nos seus pecados, e os que são religiosos o diabo oferece a religião popular, seja qual for, sempre com um programa de "obras mortas", tratando de substituir a obra redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. "Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2:8-9). (continua, querendo Deus) voltar ao Índice COM O SENHOR O malfeitor arrependido, e crucificado, ao lado da cruz do Senhor Jesus, disse: "Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás Comigo no paraíso" (Lc 23:42-43). "E apedrejaram a Estevão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (At 7:59). "Pelo que estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor.…Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor" (2 Co 5:6,8). "… nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4:15-18). "Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Sl 1:1). Em que conselho deve então andar o Cristão? "Guiar-me-ás com o Teu conselho" (Sl 73:24). Que caminho há para o crente? "Ensinar-te-ei o caminho que deves seguir" (Sl 32:8). Que assento tem Ele? "Desejo muito a Sua sombra, e debaixo dela me assento" (Ct 2:3). "Maria,…assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a Sua Palavra" (Lc 10:39). voltar ao Índice CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA (continuação do número anterior) Comemoração Os israelitas foram redimidos do seu triste estado de escravatura, sob o poder de Faraó no Egito, com o sangue do Cordeiro imolado. Deus mandou-lhes assim: "E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão. …Portanto guardai isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre" (Êx 12:7-8, 24). Conforme a vontade do Senhor, os israelitas tinham que guardar a solenidade da Páscoa. "No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a Páscoa do Senhor" (Lv 23:5). "Que os filhos de Israel celebrem a Páscoa a seu tempo determinado, no dia catorze deste mês, pela tarde, a seu tempo determinado a celebrareis; segundo todos os seus estatutos, e segundo todos os seus ritos, a celebrareis" (Nm 9:2-3). Já não era necessário pintarem as entradas das portas com o sangue derramado do cordeiro imolado, mas ainda comiam da sua carne assada no fogo, e com pão sem levedura e ervas amargas. Mas os israelitas, foram desobedientes à Palavra do Senhor, e negligentes em comer a Páscoa. Leiamos 2 Crônicas 30:1-3: "Depois disto Ezequias enviou por todo o Israel e Judá, e escreveu também cartas a Efraim e a Manassés que viessem à casa do Senhor a Jerusalém, para celebrarem a Páscoa ao Senhor Deus de Israel. Porque o Rei tivera conselho com os seus maiorais, e com toda a congregação em Jerusalém, para celebrarem a Páscoa no segundo mês. Porquanto no mesmo tempo não a puderam celebrar, porque se não tinham santificado bastantes sacerdotes, e o povo se não tinha ajuntado em Jerusalém". Os israelitas não estavam reunidos no primeiro mês, aos catorze dias do mês, com o desejo de comer a Páscoa em Jerusalém, no lugar que o Senhor tinha escolhido, "para ali fazer habitar o Seu Nome" (Dt 16:2). Além disso, os sacerdotes não se achavam em condições devidas, santas, para desempenhar a sua responsabilidade. Mas o Senhor havia previsto tal situação na lei de Moisés (Nm 9:9-11). Leia-se também o versículo 13, que mostra o desagrado do Senhor, quando o israelita não celebrava a Páscoa; "Tal homem levará o seu pecado". Ora, para o Cristão, que comemoração corresponde à Páscoa israelita? Sim, é a ceia do “Senhor”. Consideremos estes comentários: para a cristandade, "Egito" simboliza o "mundo"; "Faraó", é uma figura do "diabo", o "príncipe" deste mundo (Jo 13:13). A "páscoa" simboliza "Cristo morto por nossos pecados": "Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós" (1 Co 5:7). A "festa (solenidade) dos asmos" (Lv 23:6) apresenta a idéia da vida santa que o Cristão deve levar. "Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade" (1 Co 5:8). Jesus, no momento de partir deste mundo, não nos deu um mandamento mosaico, mas sim expressou um ardente desejo quando instituiu a ceia: "E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o Meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de Mim. Semelhantemente tomou o cálix (cálice), depois da ceia, dizendo: Este cálix (cálice) é o Novo Testamento no Meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22:19- 20). Dessa maneira comovente Jesus falou aos onze. E a nós, crentes n'Ele, não terá dito nada a esse respeito? Sim, por meio do apóstolo dos gentios, que é Paulo: "Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o Meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de Mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no Meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de Mim" (1 Co 11:23-25). E, até quando, devem os remidos cumprir com o Seu pedido fervoroso? "Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha" (1 Co 11:26). “Até que venha”! E com que frequência? "Todas as vezes", sem dizer a frequência. Mas pode inferir-se uma indicação, desta mesma escritura: "no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão" (At 20:7). Em contraste com o israelita, que podia comer a Páscoa uma só vez no ano, não é comovedor o convite do Redentor do Cristão: "Fazei isto todas as vezes que beberdes em memória de Mim". (continua, querendo Deus) As Escrituras dizem que: "…uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados {homens} (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa; Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados" (Hb 11:35-40). "E digo-vos, amigos meus: não temais os que matam o corpo, e depois não têm mais que fazer. Mas eu vos mostrarei a Quem deveis temer; temei Aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a Esse temei" (Lc 12:4-5). Pensamento: Um pequeno pecado num santo, é pior, do que um grande pecado num inconvertido. voltar ao Índice SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS (continuação do número anterior) Capítulo 27:27-34 "E, quando chegou a décima quarta noite, sendo impelidos de uma e outra banda no mar Adriático, lá pela meia noite suspeitaram os marinheiros que estavam próximos de alguma terra. E, lançando o prumo, acharam vinte braças; e, passando um pouco mais adiante, tornando a lançar o prumo, acharam quinze braças" (vs.27-28). "Mas à meia noite ouviu-se um clamor: Aí vem o Esposo, saí-Lhe ao encontro" (Mt 25:6). Transcrevemos a seguir, o comentário de um escritor bíblico: "Os marinheiros eram da opinião que se aproximavam de alguma terra". E nós também estamos aproximando-nos da nossa "terra", a nossa pátria celeste! Lancemos a sonda e acharemos que este acontecimento bem feliz, depressa acontecerá: “vinte braças” e logo depois “quinze braças”. Sim, ouviremos com rapidez a Sua bendita voz, e veremos o Seu rosto glorioso; que sejamos portanto, como homens que esperam o seu Senhor. Enquanto, os marinheiros, ansiavam que nascesse o dia, no entanto eles não se mantinham desocupados, pois, a passagem seguinte, indica que havia grande atividade a bordo. Também Paulo, cujo conselho, antes, havia sido desprezado, falou de novo: – O Senhor nos disse: "Negociai até que Eu venha" (Lc 19:13). – Não foram mais desanimados pelo vento e ondas porque confiaram em Deus. As primeiras medidas tomadas, ao saberem que se aproximavam de uma terra, são muito instrutivas espiritualmente: "E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia" (v.29). Aqui vemos em figura, a justa atitude daqueles que procuraram, em dias de confusão e trevas, manter um testemunho de acordo com a mente de Deus. Existe o medo de ir ter em lugares perigosos. Também, existe humildade e a convicção de posição fraca, sem defesa. Esperam no Senhor, e depositam a sua confiança apenas n'Ele. O Espírito de Deus opera em poder levando as almas a Cristo, a Âncora. Outra coisa, há que se notar, é a ânsia para que seja dia. Esta figura representa a esperança bem-aventurada da Sua vinda. Que lugar bendito: conscientes da fraqueza, mas apenas com Cristo, como a Âncora. "Procurando, porém, os marinheiros fugir do navio, e tendo já deitado o batel ao mar, como que querendo lançar as âncoras pela proa, disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel, e deixaram-no cair" (vs.30-32). Essa tentativa, fala da atitude independente e voluntariosa, daqueles que deixam o testemunho coletivo estabelecido por Deus, para formar grupos sectários. O espírito de independência, não é de Deus: "Somos membros uns dos outros" (Rm 12:5). Na ceia do Senhor, o fato de estar “um só pão” na mesa, fala-nos de "um só corpo", de Cristo, composto de todos os verdadeiros filhos de Deus (1 Co 10:17). O Senhor Jesus orou pela unidade no testemunho, segundo João 17:21: "Para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu em Ti; que também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste". Essa unidade realizou-se no dia de Pentecostes, quando "estavam todos reunidos no mesmo lugar" (At 2:1). Mas, depressa, tudo se foi abaixo nas mãos dos homens. Contudo, será que podem ser alterados, os pensamentos de Cristo sobre a Sua Igreja, que Ele amou e pela qual Se entregou a Si mesmo? Nunca! "Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente" (Hb 13:8). Oportunamente Paulo avisou: "Se estes não ficarem no navio não podereis salvar-vos". Essa advertência impediu o propósito malévolo dos marinheiros. Podemos perguntar: “Estamos dispostos a abandonar os nossos propósitos?”; quando a palavra de Deus nos faz ver que estamos enganados. Que bom seria, se estivéssemos dispostos a obedecer às Escrituras em tudo, e em todo o tempo! Frequentemente, o orgulho influi em nós, e recusamo-nos a obedecer à Palavra de Deus, quando ela nos revela o nosso mau caminho. É verdade que "Deus resiste aos soberbos mas dá graça aos humildes" (1 Pe 5:5). "E, entretanto que o dia vinha, Paulo exortava a todos a que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais, e permaneceis sem comer, não havendo provado nada" (v.33). "Paulo animou a todos para que comessem. Com a verdade celestial da Igreja, recuperada nestes últimos dias, grande abastecimento de comida espiritual foi fornecido aos crentes no Senhor Jesus; de modo que, aqueles a bordo da nave representam todos os verdadeiros membros do corpo de Cristo, todos os filhos de Deus pela fé n'Ele. Essa comida não era nova, fresca; tinha estado a bordo durante toda a viagem, mas apesar dessa abundância, tinham permanecido em jejum. E, assim também, a verdade que Deus nos entregou não é nova, mas sim a que foi revelada nos dias dos apóstolos, e escrita na bendita Palavra de Deus, que não poderá apagar-se”. (Fim da transcrição de G.H.Hayhoe – Adaptado) "Portanto, exorto-vos a que comais alguma coisa, pois é para vossa saúde; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós" (v.34). É para nossa saúde espiritual, que comemos deste rico manjar: a Palavra de Deus, que é comida indispensável que nutre a nossa alma. E, a promessa de que "nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós", garante-nos a segurança eterna do crente no Senhor Jesus, o grande Pastor que disse: "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da Minha mão" (Jo 10:28). (continua, querendo Deus) voltar ao Índice UMA PROVIDÊNCIA DIVINA Uma mulher crente, tendo terminado o seu trabalho diário, tomou o ônibus em direção ao seu lar, que era longe, e assentou-se. Quando o cobrador lhe pediu o bilhete, descobriu que alguém lhe havia roubado a carteira. Não tendo como pagar, foi obrigada a sair do veículo. Sendo fraca, não podia ir a pé para casa, nem conhecia ninguém nesse local. Decidiu andar até um jardim, e orava a seu Deus e Pai contando-lhe essa dificuldade tão séria. Chegando ao parque, sentou-se num banco, pensando de que maneira Deus a ajudaria. Sabia que Ele não lhe faltaria, e assim aguardou tranquila. De forma aparentemente casual, escrevia com o guarda-chuva no cascalho as palavras "Deus é amor". E ia escrever o "r", quando deu com uma moeda já enferrujada. Dando graças a Deus por lhe ter enviado exatamente o que precisava, tomou outro ônibus. O cobrador fez uns comentários sobre o estado da moeda, e, ela deu-lhe a saber de que maneira o seu Deus e Pai lhe tinha respondido à sua oração fervorosa. Não se envergonhou sequer de manifestar diante dos outros passageiros a forma como tinha recebido aquele dinheiro. Julga o leitor que, esse fato, terá sido uma pura coincidência? O mesmo Senhor que disse a Pedro: "Vai ao mar, lança o anzol, e tira o primeiro peixe que subir, e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter {uma moeda}; toma-o, e dá-o por Mim e por ti(como imposto)" (Mt 17:27), foi Quem dirigiu aquela senhora ao banco do jardim, e fez que a ponta do guarda chuva descobrisse aquela moeda escondida, de que precisava. Não foi uma coincidência. Queira o leitor sublinhar no seu coração a última palavra do texto de Marcos 11:22: "Tende fé em Deus". voltar ao Índice A LUZ "Mas Deus prova o Seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5:8). A luz viu a culpa do pecado; o amor buscou fundamento do perdão. A luz viu como o pecado afastava; o amor buscou uma base de reconciliação. A luz viu a inimizade do pecado; o amor buscou um meio de limpeza. A luz viu a depravação causada pelo pecado; o amor buscou um meio de restauração. A luz viu a escravidão do pecado; o amor buscou um meio de libertação do pecado. A luz viu a enfermidade do pecado; o amor buscou um remédio que desse saúde. A luz viu a condenação do pecado; o amor buscou um meio de justificação. O amor viu a morte, consequência do pecado, e mostrou o caminho da vida. O amor de Deus deu tudo o que era necessário ao pecador. (adaptado de J.C.M.) voltar ao Índice "O AMOR PERFEITO" Lento a suspeitar, pronto a confiar. Lento a condenar, pronto a justificar. Lento a ofender, pronto a conciliar. Lento a descobrir, pronto a ocultar. Lento a repreender, pronto a suportar. Lento a desprezar, pronto a apreciar. Lento a pedir, pronto a dar. Lento a irritar-se, pronto a suavizar. Lento a impedir, pronto a ajudar. Lento a ofender-se, pronto a perdoar. Pensamento: Todo aquele que apresenta Cristo, na sua própria excelência, é aceitável a Deus. Até a expressão mais leve do Senhor na vida, ou na adoração, de um dos Seus remidos, é um cheiro de doce aroma, no qual Deus tem muito agrado. O mundo julga-nos, não pelo conhecimento que possamos ter dos princípios das Escrituras, mas antes, pela aplicação que deles fazemos na vida diária. Tal atitude de espírito, é que agrada a Deus. Seja quando for, e onde quer que for, que ela se manifeste, não hão de estar longe, nem a resposta, nem o socorro divinos. Mas, é justamente este espírito de confiança no Senhor, e de dependência d'Ele, que falta muito aos crentes em Cristo. "A pomba porém não achou repouso para a planta do seu pé" (Gn 8:9). "Levantai-vos. e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente" (Mq 2:10). "Portanto resta ainda um repouso para o povo de Deus" (Hb 4:9). A santidade divina, não nos permite descansar onde está o pecado; o amor divino, não nos deixa descansar onde mora a tristeza. "Resta ainda um repouso", para nós, o descanso divino – o Seu próprio descanso. voltar ao Índice

  • Palavras de Edificação 09

    (Revista bimestral editada entre 1980 e 1997) ÍNDICE O PERIGO CONSOLO SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS (Cont) CRISTO É TUDO EM TODOS A INSTITUIÇÃO DO MATRIMÔNIO (Cont) QUE TRISTE ESCRAVATURA SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS (Cont) CONTRASTE ENTRE ISRAEL E A IGREJA (Cont) “CONFIRMADOS NA PRESENTE VERDADE” (2 Pe 1:12) ACONTECIMENTOS FUTUROS OS PÁSSAROS – CRIATURAS MARAVILHOSAS (Cont) O SEGREDO O PERIGO Nada há mais perigoso para o Cristão do que o desejo de alcançar "fama". É um laço do diabo. Têm havido muitos servos de Deus que se inutilizaram em consequência dos seus esforços humanos como fim de manter um "nome". Se eu tiver adquirido uma determinada reputação, em qualquer dos diversos serviços que presto ao Senhor – ou como um ativo evangelista, ou como mestre capaz, ou escritor hábil e claro, ou homem de oração, ou homem de fé, ou como uma pessoa verdadeiramente santa e consagrada, e também amiga de fazer bem aos outros, etc., enfim se tiver ganhado prestígio num destes campos qualquer – fico sob o perigo iminente de naufragar na fé. É, porque o inimigo procura sempre, tornar a minha própria reputação, um objetivo a alcançar em si mesmo, em vez de ser Cristo o único objetivo a procurar. Sem me dar conta disso, vou esforçando-me por manter o meu bom nome, em vez de procurar a glória do nome de Cristo à minha volta. Isso me ocupará com pensamentos humanos, em vez de me manter olhando diretamente para Deus. voltar ao Índice CONSOLO Quando nos sentimos realmente consolados, é porque, anteriormente sentimos um verdadeiro pesar e tristeza. São, somente, "os tristes" a quem o Senhor Jesus consola (Is 61:2). Quando o “CONSOLADOR” começa a Sua obra numa alma, começa-a por uma profunda convicção de “pecado” (Jo 16:7-8). Cada verdadeira consolação espiritual, não é mais do que uma tristeza que é suavemente “consolada” (Mt 5:4). Por outro lado, quando a alegria é obra do Espírito Santo, é sempre acompanhada de ações de graças, e também de uma profunda humildade, de um sincero arrependimento, de um amor fervoroso, de uma negação de si mesmo, sem limite, de uma obediência dedicada, e consagrada. (Extraído de "Palavras de Fé, Esperança e Amor", por J.D.) voltar ao Índice SOBRE O EVANGELHO DE MATEUS (continuação do número anterior) Capítulo 6:16-34 "E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareçam que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Porém tu, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto. Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em oculto; e teu Pai, que vê em oculto, te recompensará" (vs.16-18). Desta passagem, podemos concluir, que Deus considera os motivos. "Porque o Senhor é o Deus da sabedoria, e por Ele são as obras pesadas na balança" (1 Sm 2:3). "Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" (vs.19-21). Como é que um crente em Cristo pode estabelecer tesouros no céu? É possível, porque até o próprio Senhor o afirma. Com certeza que a "pobre viúva" fez isso quando "deitou todo o sustento que tinha. …na arca do tesouro" (Lc 21:1-4). E, o mesmo, fizeram "as igrejas da Macedônia" quando "em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade" (2 Co 8:1-2). E também os filipenses, porque Paulo escreveu-lhes dizendo: "nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente. …não que procure dádivas, mas procuro o fruto que abunde para vossa conta (quer dizer: um tesouro no céu)" (Fp 4:15-17). Finalmente, ainda que não sejamos naturalmente muito generosos, contudo podemos dar de acordo com a Palavra: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria" (2 Co 9:7). "A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas" (vs.22-23). Se, na nossa vida não houver outro motivo, além da glória de Deus, e de fazer a Sua vontade, então sim, teremos luz espiritual na nossa peregrinação terrestre. Mas, se estivermos motivados por outra coisa qualquer: o mundanismo, o egoísmo, a concupiscência da carne, etc., não poderemos ter luz; ao contrário, nos acharemos numa via tenebrosa. "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom" (v.24). "Mamom" é uma palavra aramaica, que quer dizer: "riquezas". E, nesta passagem, isso é personificado como um "senhor". "Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer e pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado (quase meio metro) à sua estatura? E, quanto ao vestido, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham nem fiam; e eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis pois inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram.) De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; mas buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis pois pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal" (vs.25-34). A lição que o Senhor aqui nos ensina, é a de confiar plenamente nos cuidados, nas atenções que nunca falham da parte do nosso Deus e Pai. E, termina com uma exortação importante, de procurarmos primeiramente o reino de Deus e a Sua justiça. Ele sempre será fiel à Sua promessa, como diz Paulo: "segundo as Suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus" (Fp 4:19). (continua, querendo Deus) voltar ao Índice CRISTO É TUDO EM TODOS “Tenho em Cristo: um AMOR que é insondável; uma VIDA que não acaba na morte; uma JUSTIÇA que nunca falha; uma PAZ inefável; um DESCANSO que nada poderá perturbar; um GOZO que nunca acabará; uma ESPERANÇA que nunca nos deixará enganados; uma GLÓRIA que nunca será diminuída; uma LUZ que nada poderá obscurecer; uma FELICIDADE que nunca será interrompida; uma FORTALEZA que nunca enfraquecerá; uma PUREZA que nunca será manchada; uma SABEDORIA que não tem limite…” voltar ao Índice A INSTITUIÇÃO DO MATRIMÔNIO (continuação do número anterior) Outra vez Novas Responsabilidades Este precioso bebê, que abriu as fontes dos afetos no coração dos seus jovens pais, trouxe-lhes também novas e grandes responsabilidades. Tal como a mãe de Moisés, que foi encarregada pela filha de Faraó de criar Moisés (Êx 2:5-10), assim os pais Cristãos hão de criar os seus filhos, para o Senhor. E, esta ocupação, vai pedir muito tempo, e muita dependência do Senhor. Neste mundo ímpio, que piora dia a dia, o encargo de criar os filhos é coisa muito séria. Muitos ventos contrários soprarão. E, é só pela sabedoria divina que se encontra nas Escrituras Sagradas, que os jovens pais poderão dirigir-se no bom caminho. Todos os santos de Deus, em todas as idades, sempre precisaram de um caminho traçado por Deus, para a sua conduta, mas a questão de criar uma família é coisa especialmente importante. Não convém que, os pais se atrasem no desempenho, e no exercício das suas responsabilidades, perdendo anos valiosos, para a formação moral dos seus filhos. Há que aproveitar todo o tempo disponível: "Remindo o tempo; porquanto os dias são maus" (Ef 5:16). Certa vez, uma mãe jovem foi visitar um ancião, servo do Senhor, e perguntou-lhe, em que idade deveriam, ela e o marido, começar a ensinar a criança. E a resposta foi: Que idade ela tem? A mãe respondeu; e o ancião respondeu: Olhe, pois, todo esse tempo já foi perdido. A nós, custa-nos, sobretudo aos pais, pensar que o nosso inocente, e terno filho, já tenha dentro de si a raiz de uma natureza má. Mas, o fato é que, efetivamente ele nasceu com uma natureza, capaz de produzir tristes frutos, que o levarão bem longe de Deus. As suas inclinações naturais já se encontram nele, e à medida que se desenvolve e cresce, também vai se despertando a sua capacidade em as manifestar. Temos que nos lembrar que, transmitimos ao nosso filho, à nossa descendência, o coração ímpio, e a vontade perversa, que herdamos dos nossos pais e antepassados. "Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem" (Pv 27:19). "O que é nascido da carne é carne" (Jo 3:6). Nós passamos aos nossos filhos, a mesma carne que nós temos – sem a menor diferença, nem para pior, nem para melhor. Não podemos dar-lhes uma vida nova. Essa vida nova, eles terão que a receber da mesma forma que nós: têm que nascer de novo. O Espírito de Deus, tem que trabalhar nos seus corações, gerando-lhe uma nova vida com novos desejos: Mas, pelo fato de assim ser vamos ficar inativos, por nos sentirmos incapazes? Vamos cruzar os braços, e pensar que nada poderemos fazer, até que o Espírito de Deus opere nos nossos filhos? De forma alguma! O necessário é, que os pais dobrem os joelhos dando graças a Deus pela criança que receberam, e, peçam, numa sincera súplica, que ela possa ser trazida ao conhecimento da salvação pelo Senhor Jesus Cristo o mais cedo possível. Esta deve ser uma oração, nascida do coração de todos os pais Cristãos, e, que deve constantemente subir até Deus nosso Pai. E, é preciso que a façamos com fé, contando com Ele. Isso é assunto de suma importância nas nossas orações, desde o dia em que a criança nasce. Qual será o modo de viver e serviço da criança? O mundo propõe muitos livros sobre educação de filhos. Mas para os pais Cristãos, estes não devem merecer uma confiança absoluta. É verdade, podem ser muito bem feitos numa perspectiva de sabedoria humana. Mas esta, nunca, não pode comparar-se com a sabedoria divina. É muito melhor, buscar a verdadeira sabedoria de Deus "que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto" (Tg 1:5). Se nos faltar, pois, sabedoria, (e certamente que sim) peçamo-la a Deus, que nunca deixará de ajudar um coração que confia n'Ele. É muito melhor, sermos dependentes de Deus, do que ir ao mundo pedir auxílio. Devemos, sempre, lembrar-nos que a Palavra de Deus, contém a sabedoria que vem de cima. É dela que vêm estas palavras dirigidas aos pais: "Não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor" (Ef 6:4). A Bíblia tem sempre imensas ligações objetivas. Aí vemos exemplos, de homens e mulheres, que souberam criar seus filhos no temor de Deus. Aí encontramos avisos solenes, nas histórias daqueles que fracassaram nessa responsabilidade. No seu tempo, Abraão tinha uma casa disciplinada. Ele não só andava pela fé, como tinha os seus filhos, e a sua casa, "depois dele" (Gn 18:19) mesmo, vivendo dentro da disciplina; e, por isso, teve aprovação especial do Senhor: "E disse o Senhor: Ocultarei Eu a Abraão o que faço…? Porque Eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para obrarem com justiça o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado" (Gn 18:17-19). E, foi, desta maneira, que ele obteve o título de "amigo de Deus" (Tg 2:23). Anrão e Joquebede foram fiéis nas suas vidas, e os seus três filhos, Miriã, Arão e Moisés, foram grandemente consagrados ao Senhor. Na época em que Moisés nasceu, o povo de Israel achava-se em circunstâncias muito difíceis; eles eram escravos maltratados no Egito, e um decreto de Faraó condenou à morte os meninos que nascessem. Mas os pais de Moisés, agiram pela fé, diante de Deus, e protegeram o seu precioso "filho" tanto quanto puderam. Eis aqui, um bom exemplo para os pais. Aliás, não são muitos os anos, em que, os pais podem proteger a "herança do Senhor" (Sl 127:3) da influência perniciosa deste mundo ímpio. Por isso, é muito importante, aproveitar toda a oportunidade para fortalecer os filhos, contra as más influências que os ameaçam. Não podemos, evidentemente, dar aos nossos filhos fé para que andem no caminho de Deus, como, tão pouco, podemos dar-lhes uma vida nova, mas quando os criamos na disciplina e nos conselhos do Senhor, eles aprenderão aquilo que agrada ao Senhor. Moisés foi instruído pelos seus pais, nos caminhos do Senhor, e nos Seus propósitos, de uma forma tão correta, que quando sua mãe teve que o entregar aos cuidados da sua benfeitora real, para que fosse ensinado nas escolas do Egito, ele, apesar disso, pôde andar pela fé, por si próprio, pois embora "Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras" (At 7:22), ele não deixou por isso de unir a sua sorte à dos povos de Deus, desprezado e escravizado como era. "Deixou o Egito… porque tinha em vista a recompensa" (Hb 11:26-27). O conselho de criar os filhos na disciplina, e na admoestação do Senhor é dirigido aos pais; eles são tidos como responsáveis imediatos. Mas as mães têm uma grande influência nas vidas dos seus filhos, porque estão mais em contato com eles, sobretudo nas idades mais novas. Por isso, ambos, devem ter o mesmo pensamento nestas coisas. O mal certamente acontecerá quando a mãe puxa de um lado e o pai do outro. "Joquebede" parece ter tido um papel proeminente na educação de Moisés. Também é de notar que na história dos reis de Judá e de Israel, frequentemente, lemos isto: "e era o nome de sua mãe…" (Lv 24:11; 1 Rs 14:21, 31; 2 Cr 12:13; …) É como se, o Espírito de Deus, chamasse a nossa atenção para o papel que desempenhou, a mãe, na primeira fase da educação dos filhos. "Timóteo" (2 Tm 1:5) muito cedo foi também educado nos caminhos de Deus; desde menino já conheceu as Sagradas Escrituras. É mencionada a piedade de sua mãe e da sua avó. Uma instrução destas é como lenha que se põe na lareira; só falta um fósforo para acendê-las, e logo o fogo se ateia. E, quando a mente da criança está alimentada com a Palavra de Deus, viva e eficaz, tudo o que depois falta é, tão somente, a operação vivificadora do Espírito de Deus, para implantar uma nova vida no seu ser. Nessa altura, todas as riquezas, da Palavra de Deus, acumuladas já na sua mente, servem-lhe como uma “lâmpada para os meus (seus) pés…, e luz para o meu (seu) caminho” (Sl 119:105). (continua, querendo Deus) voltar ao Índice QUE TRISTE ESCRAVATURA “Um homem já idoso foi internado num hospital de Londres. Ao examiná-lo, acharam um pequeno saco de dinheiro amarrado ao seu corpo. Foi em vão que procuraram convencê-lo e deixar depositar esse dinheiro no cofre forte do hospital pois ele insistia em querer levar esse tesouro consigo para a sepultura, pois disse que doutra maneira não ficaria tranquilo.” Chegou a hora da morte, e enquanto ia desfalecendo, de repente gritou: O meu dinheiro! O meu dinheiro! Que triste escravidão! "Não podeis servir a Deus e a Mamom [às riquezas – ARA]" (Mt 6:24). voltar ao Índice SOBRE O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS (continuação do número anterior) Capítulo 27:14-26 "Mas não muito depois deu nela um pé de vento, chamado euro-aquilão. E, sendo o navio arrebatado, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa. E, correndo abaixo de uma pequena ilha chamada Clauda, apenas pudemos ganhar o batel. E, levado este para cima, usaram de todos os meios, cingindo o navio; e, temendo darem à costa na Sirte, amainadas as velas, assim foram à toa. E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio. E ao terceiro dia nós mesmos, com as nossas próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio" (vs.14-19). Uma brisa austral, que soprava suavemente, não durou muito tempo, e imediatamente, numa brusca mudança, sobreveio um vento sudeste muito forte chamado "euro-aquilão" (v.14). Tal, é a situação que se dá, quando prestamos ouvidos aos avisos dos homens, e deixamos de lado a verdade divina, cumprindo antes com as nossas próprias intenções. O navio não pôde "navegar (resistir) contra o vento" (v.15). Semelhantemente, a história sagrada, nos mostra que sucessivamente muitas más doutrinas, se introduziram na igreja primitiva, e aqueles Cristãos que preferiram continuar na "grande casa" juntamente com os "vasos… para desonra" (2 Tm 2:20-21), depressa se encontraram sem força para poder resistir, e escapar: e, "assim foram à toa" (v.17). Mesmo os homens mais consagrados a Deus, naqueles anos após a morte dos apóstolos, não puderam emendar o mal que foi feito. Isto, é também um aviso para nós, nos nossos tempos. Se deixarmos entrar, no nosso meio, ainda que seja um só pouco de mal, será apenas uma questão de tempo, e o "navio" estará tão perdido que nada mais se poderá fazer dele (1 Co 5:6). Como já dissemos, as tentativas para salvar o navio foram inúteis; e, a situação em vez de melhorar, ia de mal a pior: "no dia seguinte aliviaram o navio", quer dizer, atiraram pela borda todas as coisas menos necessárias. Nestes dias perigosos, vigiemos em relação àqueles que pretendem que “lancemos fora" as coisas "menos necessárias" segundo eles, e que são afinal as coisas que dizem respeito à glória de Cristo, e à Sua obra de redenção completa (e este ponto sempre foi atacado pelas doutrinas de erro); e são também as coisas da verdade da Igreja, tão preciosa ao coração de Cristo, que "amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela" (Ef 5:25). Não é, então, de se admirar que, depois de terem deitado fora essa carga, no dia seguinte deitassem fora também "a armação" (v.19), ou seja, tudo aquilo que, era precisamente necessário para uma boa e normal condução da embarcação. Isso corresponde ao abandono da verdade divina. É algo que, pode tornar-se gradual, à medida que abandonamos os "Bons Portos" (v.8). Que o Senhor nos faça apreciar a verdade, e que, procuremos andar no caminho da obediência à Palavra de Deus, custe o que custar. "E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos" (v.20). Este versículo, corresponde aos "séculos de escuridão" na história da igreja. Esta perdeu a sua chamada celestial, e "nem sol nem estrelas" voltaram a brilhar por "muitos dias". Só Deus pôde levantar de novo um testemunho, de acordo com a Sua própria mente, do meio daquelas trevas. "E, havendo já muito que se não comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó varões, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e perdição. Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de Quem eu sou, e a Quem sirvo esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas: importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos os que navegam contigo. Portanto, ó varões, tende bom ânimo: porque creio em Deus, que há de acontecer assim como a mim me foi dito. É contudo necessário irmos dar numa ilha" (vs.21-26). Paulo, cujo aviso foi desprezado (v.10), tornou agora a falar, após um tempo dilatado de silêncio. O cristianismo, não teria chegado ao estado de confusão, em que se acha, se tivesse obedecido e posto em prática a doutrina de Paulo, exposta nas suas epístolas divinamente inspiradas, como está escrito: "…a igreja; da qual eu estou feito ministro" (Cl 1:24-25). Deus revelou àquele Seu servo fiel, o que ia acontecer naquela ocasião. Da mesma forma, o servo fiel do Senhor, hoje em dia, sabe o que vai acontecer no mundo, visto que tem o Espírito de Deus e a Palavra de Deus, a Bíblia, enquanto os filhos do presente século mau permanecem nas trevas. Que bom é poder afirmar como Paulo: "Creio em Deus, que há de acontecer assim como a mim me foi dito" (v.25). (continua, querendo Deus) voltar ao Índice CONTRASTES ENTRE ISRAEL E A IGREJA (continuação do número anterior) A Adoração. Aquela que os israelitas prestavam a Jeová, e, a que os verdadeiros crentes prestam ao Pai, são coisas muito diferentes. Aliás em Israel só os filhos de uma tribo, a de Levi, e ainda apenas os de uma certa família, a de Arão, podiam prestar culto. Consideremos o culto no templo, tal como nos é descrito em 2 Cr 5:12-14: "E os levitas, cantores… vestidos de linho fino, com címbalos e com alaúdes e com harpas, estavam em pé para o oriente do altar; e com eles até cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas), Eles uniformemente tocavam as trombetas, e cantavam para fazerem ouvir uma só voz, bendizendo e louvando ao Senhor; e, levantando eles a voz com trombetas, e címbalos e outros instrumentos músicos, e bendizendo ao Senhor, porque era bom, porque a Sua benignidade durava para sempre, a casa se encheu duma nuvem, a saber, a casa do Senhor. E não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus". Temos aqui, divinamente sancionada, a ordem da adoração para a antiga dispensação, o judaísmo, que durou séculos de relação entre Deus e o seu povo terreno, antes da cruz. Em contraste, na cristandade, todo verdadeiro crente, lavado com o precioso sangue de Cristo, pode prestar culto a Deus. Pedro, escrevendo aos Cristãos que antes tinham sido judeus, disse: "Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo" (1 Pd 2:5). E, aos que antes eram hebreus, também, escreveu o autor inspirado da epístola aos Hebreus: "Ofereçamos sempre por Ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o Seu Nome" (Hb 13:15). Ambos, se dirigiram a todos os crentes, e não a uma classe especial. Em Filipenses 3:3 lemos: "Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito" Quando a mulher samaritana, disse ao Senhor Jesus: "Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar", ela estava dando ao Senhor, uma oportunidade de falar na mudança entre o judaísmo e o cristianismo, "Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-Me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. …Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem" (Jo 4:20-24). Os Instrumentos Musicais. Os israelitas, em quem o Espírito Santo não habitava, não podiam adorar a Deus em Espírito e em verdade. Tinham que fazer uso de instrumentos fabricados pelo homem: címbalos, flautas, saltérios, harpas, trombetas, etc. Mas o Cristão tem um instrumento muito melhor, o qual o Espírito de Deus, que mora nele, pode tocar: é o seu coração: "Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração (ou melhor: com o vosso coração); dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (Ef 5:19-20). É com o nosso coração que adoramos o Pai, e não com instrumentos musicais feitos pela mão do homem. O espírito de Jesus não toca nessas coisas, mas pode tocar sim nos corações agradecidos dos pecadores salvos pela graça. É isso que Ele quer fazer. Templos O Senhor falou a Moisés, dizendo: "E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles" (Êx 25:8). E, então, Moisés, e aqueles dos israelitas que podiam aplicar-se a esse trabalho, edificaram, por mandado divino, o "tabernáculo". Quando "…Moisés acabou a obra. Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo" (Êx 40:33-34). Esse tabernáculo, foi a morada do Senhor no meio do Seu povo terreno, durante a peregrinação no deserto, e ainda, por muitos anos, na terra prometida de Canaã. Mas, quando, a monarquia foi estabelecida, foi construído o templo de Salomão, no lugar ordenado pelo Senhor, em Jerusalém. E, "A glória do Senhor encheu a casa de Deus" (2 Cr 5:14). Mas, na cristandade, deu-se uma grande alteração! O próprio crente é o "templo de Deus", o qual "não habita em templos feitos por mãos de homens", mas, pelo "Espírito de Deus", Ele mora nos corpos dos crentes no Senhor Jesus Cristo. "Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" (At 7:48; 1 Co 3:16). Tanto coletiva como individualmente, os crentes, sendo "o corpo de Cristo", são "juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito" (Ef 2:22). Que bendito privilégio concedido a cada crente em Cristo Jesus, o de ser feito "templo de Deus… morada de Deus"! (1 Co 3:17; Ef 2:22) “…e faremos n'Ele morada” (Jo 14:23). (continua, querendo Deus) Pensamento: Satanás, como “leão” é mau; como “serpente” é pior; mas como “anjo de luz” é péssimo (1 Pd 5:8; 2 Co 11:3 e 14). voltar ao Índice “CONFIRMADOS NA PRESENTE VERDADE” (2 Pe 1:12) A Palavra de Deus "Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2 Tm 3:16-17). Por ela nascemos de novo: “Sendo de novo gerados” (1 Pd 1:23). Por ela são as nossas almas alimentadas e por ela crescemos: “para que por Ele vades crescendo” (1 Pd 2:2). Ela é a norma pela qual todos os ensinamentos devem ser julgados: "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva" (Is 8:20); "Nisto conhecemos nós o Espírito de verdade e o espírito de erro" (1 Jo 4:6). Se nesta publicação, dissermos, alguma coisa que, não esteja de acordo com a mente de Deus, tal como está revelada na Sua Palavra, então, recusem-na o quanto antes. "A Tua Palavra é a verdade" (Jo 17:17). O Pecado, o que é? O pecado é desordem, libertinagem. Este é o verdadeiro sentido de 1 João 3:4. Por exemplo, durante o tempo entre Adão e Moisés, não houve a imposição de uma lei, portanto, não houve transgressão; mas houve, isso sim, muito pecado. Pecado, é fazer a sua própria vontade. A atitude que o homem deve ter, é a de se sujeitar à vontade de Deus; portanto, o pecado é o ato de uma vontade independente. "Tudo que não é de fé é pecado" (Rm 14:23). Isto quer dizer que, a fé nos conduz à presença de Deus, e andamos conscientemente perante Ele. "O pensamento do tolo é pecado" (Pv 24:9). Isso, significa que, os nossos pensamentos expressam o que somos por natureza. "Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos" (Mc 7:21). "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3:23). Isto, é um resumo de tudo o que o apóstolo tinha dito antes. É, pois, por causa dessa natureza caída que o pecado se manifestou, e por isso se diz: "estão destituídos da glória de Deus"; "Aquele pois que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tg 4:17); fazer o bem, é o princípio ativo da obediência no "novo homem"; não obedecer, é dar lugar ao "velho homem" (Ef 4:22-24). A Palavra de Deus, fala do "pecado" como uma natureza que herdamos, como filhos de Adão (Sl 51:5). Em Romanos capítulos 6 a 8 temos a salvação pelo Seu poder, por meio do "Espírito de vida em Cristo Jesus" (Rm 8:2), pela fé. (continua, querendo Deus) voltar ao Índice ACONTECIMENTOS FUTUROS O Sr. Henri Spaak, o pai do Mercado Comum Europeu e um dos Secretários gerais da NATO, disse num discurso: Não queremos outro comitê. Já temos até muitos. Do que precisamos é de um homem com um tal renome, que ganhe a lealdade de todos os povos, e que nos tire do lamaçal econômico no qual todos estamos afundando. Que venha tal homem, e, seja ele Deus ou o diabo, recebê-lo-emos. Não é de estranhar que um estadista diga isto. Há quase dois mil anos nosso Senhor Jesus Cristo, que tudo sabe, disse aos judeus: "Eu vim em Nome de Meu Pai, e não Me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis" (Jo 5:43). Este homem será o anticristo, que os judeus receberão; mas o dito do Sr. Spaak demonstra que, os estadistas não-Cristãos, estão convencidos de que o mundo em breve precisará de um chefe de grande renome e habilidade, e aceito por todas as nações. Também há quase dois mil anos o apóstolo João escreveu sobre esse outro homem, "a besta"; "… E toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? …E deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro" (Ap 13:3-8). O Sr. Spaak não sabia, quando disse: "Que venha tal homem, seja Deus ou diabo, pois o recebê-lo-emos" que a Bíblia, há quase dois mil anos, tinha anunciado a vinda desse homem, um ser inspirado pelo diabo, sendo estes dois adorados pelos que "habitam sobre a terra" (Ap 13:8). O seu nome é "besta"; subirá do mar da confusão política das nações (Ap 13:1). Será imperador sobre “dez reis” que lhe darão o seu poder, e autoridade (Ap 17:12-13). Deus empregará esse conjunto de reis para julgar "a prostituta" (Ap 17, em especial os versículos 15 a 18). Mas a "besta", que irá chefiar essa federação de dez nações, terá um companheiro: "E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão" (Ap 13:11). O mar agitado, é símbolo das nações sem Cristo; a "terra", prefigura Israel. Essa besta será o anticristo, que será um israelita. Será semelhante a "um cordeiro" mas falará "como um dragão". Cristo é o "Cordeiro de Deus". Vemos, assim, que ambas, as bestas são inspiradas pelo diabo, e formarão com este uma trindade de maldade. A “primeira besta” se oporá a Deus (Ap 13:6), e a outra, o anticristo, será inimigo de Cristo, o Filho. O diabo, será o espírito, que lutará contra a obra do Espírito Santo. O anticristo, fará com que os moradores da terra (quer dizer: as pessoas incrédulas), adorem "a primeira besta" (Ap 13:12-15). Estes acontecimentos, sucederão, pouco tempo depois da vinda do Senhor, para arrebatar do mundo a Sua igreja amada, os verdadeiros crentes que Ele comprou com o Seu precioso sangue (1 Ts 4:16-17). A vinda do Senhor, já está tão perto; que é muito provável, que essas duas "bestas" sejam dois homens adultos, que já vivam nos nossos tempos; mas, que nada poderão fazer enquanto o Espírito de Deus, que mora aqui no mundo com os crentes, os impedir disso (2 Ts 2:3-7). Qual deve ser então a nossa atitude? "…Vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro. E esperar dos céus a Seu Filho" (1 Ts 1:9-10); "E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai" (Mc 13:37). voltar ao Índice OS PÁSSAROS – CRIATURAS MARAVILHOSAS (continuação do número anterior) O Pica-Pau Os pica-paus revelam, na sua estrutura, uma incrível “adaptação” para o que Deus, o Criador, o projetou. Eles são muito especializados nas suas atividades, seja trepando nas árvores, seja apanhando vermes e larvas. Têm patas fortes providas de garras afiadas e recurvas. Têm dois dedos para frente, enquanto os outros dois para trás, formando assim um par de tenazes que se prendem às árvores. As penas da cauda são rígidas e terminam em espinhos afiados. Esses espinhos, são pressionados contra as cristas da casca dos troncos, e galhos das árvores, e ajudam a sustentar a ave, enquanto ela cava em busca de larvas, ou escava um local de nidificação (F“ninho”). A cabeça do pica-pau é grande, e o pescoço curto e muito forte, permitindo que o pássaro dê golpes rápidos e fortes com seu bico robusto. Este bico, com sua ponta em forma de cinzel, é uma FERRAMENTA EFICAZ PARA CORTE DE MADEIRA. Com ele, o pássaro penetra a casca, e a madeira das árvores, onde se encontram larvas, insetos que hibernam e ovos de insetos. Depois de fazer um pequeno orifício, a língua do pica-pau desaloja a presa do inseto. A língua é longa e delgada e pode se projetar muito para fora da boca; sua ponta costuma ser pontiaguda e FARPADA e COBERTA POR SECREÇÃO ADESIVA, o que prova que foi concebida com um propósito específico. Esta "broca voadora", já foi chamada "a ave mais desconcertante da natureza". Persiste contudo um mistério, ainda por responder: como um pica-pau pode bater violentamente, a cabeça, através de seu bico, contra a madeira sólida umas centenas de vezes por minutos sem estourar os miolos, ou pelo menos ficar atordoado! Os cientistas acham que o segredo pode estar na estrutura do crânio do pica-pau, que é constituído de um conjunto de minúsculas travessas… que parecem dar ao crânio mais flexibilidade. Um dos alimentos preferidos do pica-pau é o besouro. Em certos momentos, há mais besouros do que ele consegue comer – então, pássaro sábio que é – "armazena" os besouros extras, VIVOS em uma "prisão" cuidadosamente projetada e construída e, assim, mantém um estoque de comida FRESCA a sua disposição! Agora observe a habilidade fantástica do pica-pau: O pica-pau sabe calcular e perfurar o orifício, exatamente no tamanho, dentro do qual introduz o escaravelho vivo, de forma que este não possa escapar! Se fizer o buraco muito pequeno, não conseguirá por o inseto dentro, e se fizer o buraco grande demais o inseto poderá se contorcer e escapar. Tais cálculos requerem precisão de engenharia, com a “tolerância” exata, sem margens para erro. Mas o pica-pau sabe calculá-los, e, para cada besouro que encontra tem que refazer os seus cálculos, pois todos diferem em tamanho e forma. Com efeito todo pica-pau no mundo, é um testemunho vivo de que foi Deus Quem o criou. A chamada "evolução" não encontra explicação cabal para a língua, única no seu gênero, que este animal tem, nem para a sua cauda especial, nem para o bico-formão ou cinzel. Os que dizem que este equipamento natural maravilhoso foi se aperfeiçoando através de milhões de anos, por meio de mudanças lentas, fazem uma suposição absurda. Repetimos o que tantas vezes dissemos: Qualquer órgão tão singular como a sua língua ou a cauda, ou o bico, tem que ser perfeito antes de cumprir com o seu objetivo específico. Um bico apenas podendo imparcialmente perfurar, ou uma cauda só desenvolvida em parte para poder ajudar o corpo a trepar na árvore, ou uma língua só com 10% do seu tamanho atual, que quisesse apanhar os vermes escondidos nos troncos, seriam órgãos completamente inúteis. Os órgãos peculiares a cada criatura eram perfeitos tão logo que foram criados. (Traduzido com autorização de: "Porque cremos na Criação e não na Evolução", de F. J. Meldau) (continua, querendo Deus) voltar ao Índice O SEGREDO Não há nada que dê à alma mais poder – um maravilhoso poder – sobre os seus inimigos, do que uma conduta “obediente e santa”. Cada passo que damos de obediência sincera a Cristo, é uma vitória ganha sobre a carne e o diabo; e cada vitória nova dá mais força para enfrentar o conflito seguinte. É assim que crescemos, mas por outro lado, cada batalha que perdemos, só serve para nos enfraquecer ainda mais, e dá mais alento aos nossos inimigos para que tornem mais rapidamente a atacar-nos. voltar ao Índice

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  • Perguntas frequentes | Verdades Vivas

    Como funciona o frete por "Impressos"? Há uma forma de envio pelo Correios, mais em conta que o SEDEX e PAC, designada "Impressos" com Registro Módico, para encomendas de até 2Kg, para todo o território nacional , custando: ​ Até 250g - R$ 8,40 - Até 500g - R$ 11,30 - Até 750g - R$ 13,70 Até 1Kg - R$ 15,25 - Acima de 1kg até 2Kg - R$ - 21,10 ​ Esta modalidade não tem rastreamento (como o SEDEX e PAC) mas é registrada, com eventos de saída e chegada da encomenda e com entregas geralmente mais rápidas do que as do PAC. ​ Ex: O "livro de Romanos" embalado (o mais pesado) tem 550g e valor do frete é R$ 11,70. O pacote de 1.000 folhetos embalado tem 1,25Kg e o valor do frete é R$ 21,10. O livro "A Eterna Segurança" embalado tem 150g e o valor do frete é R$ 7,25 ​ Caso se interesse por essa modalidade, por favor entre em contato conosco por email ou WhatsApp . Verdades Vivas tem vales-presente? Não oferecemos vales-presentes pelo motivo de que os preços cobrados pela Verdades Vivas são os necessários a cobrir os custos de impressão. A leitura de todo o material eletrônico é cedida gratuítamente.

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