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A Família - Uma Palavra aos Pais


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ÍNDICE


 

Uma Palavra aos Pais de Família

Prefácio

Essas meditações foram originalmente o resultado de um exercício por parte do escritor para sua própria instrução como pai, na educação de seus filhos. À medida que crescem, ele busca sabedoria especial do Senhor no assunto, para que possam, como diz João, andar “na verdade” (3 Jo 4).


Ao olhar para o Senhor sobre isso, vemos que a família de Deus é encontrada nas epístolas de João e a maneira pela qual Deus, nosso Pai, Se deu a conhecer a nós como Seus filhos. Veio diante de mim como o PADRÃO PERFEITO para a vida familiar. Que instrução maravilhosa se encontra ali para nós! E, embora reconheça minhas próprias falhas como pai (e ainda mais depois de escrever isso!), mesmo assim acredito que posso dizer que foi uma bênção. Agora procurarei transmiti-lo aos outros, acrescentando uma pequena palavra também para as mães, no final.


Que o Senhor Se agrade em usar este pequeno livreto para Sua própria glória e louvor, e para a bênção dos pais e mães de muitas famílias em crescimento nestes dias difíceis.


As dificuldades em educar filhos

Sem dúvida todo pai Cristão sente a dificuldade de criar uma família para o Senhor em dias como este. Tampouco podemos esperar que se torne mais fácil à medida que a vinda do Senhor se aproxima, pois as trevas estão aumentando. O inimigo parece estar dobrando seus esforços. Armas mais poderosas e mortíferas estão sendo usadas na guerra do mundo, e parece que Satanás está fazendo a mesma coisa contra o Cristão em sua guerra. “porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6:12). Quanto precisamos de toda a armadura de Deus! Quanto precisamos da luz e da sabedoria da Palavra de Deus, e da força do alto, “porque maior é O que está em vós do que o que está no mundo” (1 Jo 4:4). Não temos força ou sabedoria própria.


Se olharmos ao nosso redor, observando as famílias de muitos homens piedosos, certamente também ficaremos desapontados, pois, infelizmente, o inimigo muitas vezes teve sucesso em seus esforços lá. Nosso irmão G. C. Willis mostrou em seu livro muito útil, Aos Pais de Meus Netos, que família após família daqueles cujos nomes estão registrados na Palavra de Deus se afastou do Senhor e desonrou Seu nome de maneira terrível. Estará tudo sem esperança? Não existe um padrão perfeito para nós? Temos apenas os exemplos de homens fracassados a seguir, ou talvez o conselho daqueles que fracassaram, como o próprio escritor costuma fazer. Na verdade não! Deus nos deu o padrão perfeito em Sua Palavra. Assim como o amor de Cristo por Sua Igreja é o padrão para o marido em seu amor por sua esposa, creio que podemos dizer que a maneira pela qual Deus nosso Pai nos tratou como Seus filhos é o padrão perfeito para nós como pais para com nossos filhos. (Veja Hebreus 12:5-10.)


Isso nos leva de maneira particular às epístolas de João, e gostaríamos de olhá-las com isso em mente. Comecemos com a primeira epístola, esperando que o Senhor aplique Suas preciosas lições ao nosso coração. Aqui temos a família de Deus apresentada a nós, e a maravilhosa verdade de como Deus, nosso Pai, Se deu a conhecer a nós. Seu caráter de luz e amor é revelado de maneira tão abençoada, e agora, possuindo a vida eterna, esse caráter deve ser manifestado em nós como Seus filhos. Poderia haver um padrão mais perfeito para nós como pais do que este? Certamente não.


O lugar do pai – amor e caráter

O lugar do pai em casa é muito importante, mas é um lugar que tendemos a considerar muito levianamente. O escritor sendo ele próprio um pai, com uma pequena família, sente-se muito preocupado com o fato de que nós, como pais, somos responsáveis por trazer amor e caráter, com toda a instrução adequada, diante de nossos filhos. A mãe, como verdadeira auxiliadora do seu marido (pois ela é seu complemento ou plenitude), então irá (ou deveria) desfrutar do amor e do afeto do marido e manifestar amor verdadeiro, sendo um exemplo também para os filhos. Mas vamos, como pais, ser exercitados agora quanto à nossa responsabilidade, pois ela vem em primeiro lugar.


Comecemos com a preciosa promessa: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (At 16:31). Se a fé realmente se apropriou dessa promessa, isso se manifestará na maneira como educamos nossos filhos. É realmente uma coisa vazia dizer que acreditamos na promessa e depois criá-los para o mundo, ou talvez ser totalmente descuidado com seu treinamento. Estamos lidando com almas preciosas que vão passar a eternidade no céu ou no inferno, e como podemos tratar nossa responsabilidade com leviandade? No entanto, não devemos esquecer que na ordem de Deus, a fé vem primeiro, depois as obras. Isso por si só dá uma paz serena na alma, enquanto procuramos criar nossos filhos para Ele. Nós, como pais, nos apropriamos de Sua promessa para nossos filhos com uma fé viva? – esta é a primeira pergunta.


Treinando nossos filhos – nossa conduta e caráter apresentados diante deles

Quanto ao ensino, correção, advertência e até castigo de nossos filhos (quando necessário), obtemos a sabedoria de Deus para isso no livro de Provérbios. É muito importante que leiamos este livro com cuidado e oração, para que não sigamos as ideias dos homens neste assunto. Muitos queridos filhos de Deus estão seguindo as ideias dos chamados sábios do mundo, e às vezes até mesmo de outros Cristãos, em vez de agir de acordo com a sabedoria de Deus que nos é dada em Sua Palavra. Querido pai Cristão, você e eu não podemos ser mais sábios do que Deus, e só estamos seguros quando seguimos Suas instruções para nós. Se pecarmos contra a sabedoria que Ele nos deu, prejudicaremos nossa própria alma e certamente sofreremos no governo de Deus por nossa tolice (Pv 8:36).


No entanto, acredito que há dois lados no treinamento de nossos filhos. Provérbios nos dá um lado, e então, acredito, encontramos o outro nas epístolas de João. Estamos todos muito inclinados a ser unilaterais – na verdade, a maioria de nós falha dessa maneira. Mas a Palavra de Deus nunca nos torna unilaterais – é a nossa vontade própria que nos torna assim! O livro de Provérbios traz diante de nós mais particularmente o treinamento de nossos filhos. A epístola de João é opadrão de nossa própria conduta com eles e o caráter que exibimos diante deles. Como isso é importante! Na verdade, parece-me que é a parte mais importante do treinamento deles, pois é a nossa própria conduta que dá peso ao que dizemos a eles. Se falharmos nisso, nossas instruções podem cair em ouvidos não dispostos a ouvir. É desnecessário dizer que todos nós falhamos, e o escritor está consciente de muitos fracassos, os quais ele reconhece livremente, mas se outros puderem tirar proveito dessas meditações, ele certamente se regozijará – e que ele também se beneficie, para a glória de Deus!


Conhecendo o Pai

Voltemo-nos, então, para a primeira epístola de João e vejamos como ela começa. Começa com o conhecimento do Pai. Sim, Deus, nosso Pai, quer que O conheçamos. Ele enviou Seu próprio Filho, o bendito Senhor Jesus Cristo, a este mundo para Se revelar a nós. Os discípulos contemplaram e tocaram aquela “vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada” (1 Jo 1:2). O Filho revelou plenamente o Pai para que Ele pudesse dizer: “quem Me vê a Mim, vê o Pai” (Jo 14:9). Que maravilha! Nosso coração se inclina em adoração a esta estupenda verdade! O próprio pensamento de como Deus, nosso Pai, disse o que está em Seu coração, para nós como Seus filhos, ganhou nosso amor e confiança, e “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4:19 – ARA).


Que exemplo, eu digo, para nós, e vamos aplicá-lo a nós mesmos como pais. Acredito que temos algo muito necessário aqui – o primeiro ponto – e devemos procurar internalizá-lo. Trata-se de conhecer o pai. Será que nossos filhos realmente nos conhecem? Um pai sábio fará com que, desde o início da vida de seus filhos, eles o conheçam. Ele vai tratar com eles e encorajar sua doce intimidade e confiança, mesmo ainda quando bebês, assim como João, que escreveu esta epístola, se recostava ao seio de Jesus e aprendeu o coração do Pai. Se falharmos nessa intimidade com nossos filhos, estamos começando de forma errada. Acredito que existam muitos filhos que realmente não conhecem seus pais como deveriam, por falharmos nisso.


Comunhão com o Pai

A próxima coisa é que Deus, nosso Pai, deseja ter comunhão, ou unidade de pensamento, conosco como Seus filhos. Ele quer compartilhar Seus pensamentos conosco – e que tais são os Seus pensamentos! Todos eles se centralizam em Seu Filho, e nós, como Seus filhos, somos abençoados em associação com Ele – quão precioso! E assim devemos procurar compartilhar nossos pensamentos com nossos filhos. Tudo o que é precioso pra nós, vamos querer compartilhar com eles, e gostaríamos que nossos filhos soubessem disso. E há algo mais precioso para nós do que o conhecimento de Cristo como nosso Salvador? Isso é o que eles devem aprender primeiro. Além disso, à medida que crescem, devemos compartilhar com eles todos os nossos interesses na vida. Devemos trazê-los, tanto quanto possível, para todas as nossas alegrias, para que eles possam entrar nelas conosco. Se não o fizermos, eles buscarão seus interesses e felicidade em outro lugar, fora de casa.


Gozo com o Pai – três coisas

E assim lemos aqui: “Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo seja completo” (1 Jo 1:4 – TB). Deus, nosso Pai, quer que nosso gozo seja completo e, além disso, quer que saibamos que esse é o Seu desejo para nós e que Ele fez todas as provisões para isso. Devemos fazer com que nossos filhos saibam que sempre buscamos seu verdadeiro gozo e felicidade na vida. Mesmo nossa correção e castigo devem ter esse objetivo em vista. Devemos tentar dar a eles também qualquer coisa que seja para o seu bem final e aumente sua verdadeira felicidade, desde que, é claro, (como veremos a seguir) não seja inconsistente com o caráter de Deus como luz; pois essas duas coisas, luz e amor, devem caracterizar um lar Cristão. Às vezes, como pais, podemos tirar tudo de nossos filhos e não dar nada em troca. Isso não é realmente buscar o gozo e felicidade deles. Vamos tomar cuidado com isso, se devemos tirar algo deles para a glória de Deus, certifiquemos a eles que é para seu próprio bem e bênção. Vamos tentar compensá-los de outras maneiras. O lar deve ser um lugar feliz para eles – o lugar mais feliz de sua infância.


Que instrução isso é para nós como pais! Primeiro, que nossos filhos nos conheçam, segundo, que entrem em nossos pensamentos e, terceiro, que saibam que buscamos seu gozo e felicidade plenos. Acredito que essas três coisas são de extrema importância se quisermos começar bem com nossa família. Nem tudo é “faça e não faça”. O amor é o motor principal, e nada estará correto se não for assim. Toda obediência para o Cristão é fundamentada no amor. O Senhor Jesus disse: “Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15). E toda verdadeira obediência no lar Cristão, por parte dos filhos, deve ser fundamentada também no amor.


O caráter do Pai como luz – santidade

Agora chegamos ao caráter de Deus, nosso Pai, como Luz. “Deus é luz, e não há n’Ele treva nenhuma. Se dissermos que temos comunhão com Ele e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1 Jo 1:5-6). Deus nosso Pai quer que conheçamos Seu caráter, pois se quisermos ter comunhão com Ele, a qual Ele deseja, deve ser de acordo com Sua santidade. Não podemos ter comunhão com Ele de nenhuma outra maneira.


E isso é uma coisa muito importante com nossos próprios filhos, e em sua ordem correta também. Depois de aprenderem as três primeiras coisas que mencionamos (e podem aprendê-las muito jovens), devem aprender que existe um certo caráter adequado ao nosso lar, como lar Cristão. Deve haver obediência e santidade. Pecado e felicidade não podem andar juntos em nossa vida, nem podem andar juntos em nosso lar. A menos que nossos filhos sejam levados a ver isso, não podemos ter verdadeira comunhão e felicidade com eles. Eles devem perceber que não podem desfrutar de nossa companhia enquanto andarem em vontade própria e desobediência. O caráter piedoso de nosso lar deve ser cuidadosamente mantido – sempre. Muitos pais Cristãos colheram tristeza por rebaixar os padrões de conduta Cristã para seus filhos e permitir que coisas contrárias à Palavra continuassem em seus lares. Deus, nosso Pai, nunca rebaixa o padrão de Sua família. Que Ele nos ajude a guardar isso em nosso lar!


Deus quer realidade – verdade

Isso nos leva ao próximo ponto. Deus quer realidade. Ele diz que fingir ser o que não somos, na verdade é mentir, e que aqueles que andam nas trevas não podem ter comunhão com Ele. Alguns pais dirão que, se elevarmos demais o padrão de piedade, nossos filhos farão as coisas proibidas secretamente. Deus, portanto, trouxe este ponto diante de nós, pois é o Seu padrão e não nossos próprios pensamentos que devemos seguir. Se nossos filhos realmente conhecerem nosso coração, eles desejarão nossa comunhão acima de tudo. Eles sentirão que simplesmente não podem se esconder, ou fingir ser o que não são, em nossa presença. E assim aqui, embora a luz da presença de Deus, nosso Pai, manifeste o pecado, ainda assim podemos estar em Sua presença, sem esconder nada. Por quê? Porque Seu amor perfeito encontrou um caminho – “O sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1:7). Que maravilha! Quanta confiança isso dá!


Provisão para falha – perdão

Depois disso, é feita provisão para o nosso fracasso como filhos de Deus. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1:9). E assim, em nosso lar, onde a luz e o amor têm seu devido lugar, tudo é trazido à tona e então tratado com luz e amor. Quando nossos filhos reconhecem que erraram, devemos perdoá-los, assim como Deus, nosso Pai, nos perdoa. O perdão está em nosso coração o tempo todo, mas governamentalmente não podemos mostrá-lo, até que eles confessem seus pecados.


Este, então, é o segundo grupo de três coisas importantes em conexão com a família de Deus que gostaríamos de aplicar como padrão para o lar Cristão.


Já notamos os três primeiros anteriormente. Eles são:

  • Conhecendo o Pai;

  • Tendo comunhão com o Pai, e;

  • Sabendo que Deus, nosso Pai, busca nosso mais pleno gozo.


O segundo grupo de três é:

  • Conhecendo o santo caráter de Deus, nosso Pai;

  • Sabendo que devemos ser verdadeiros e não esconder nada, e então;

  • Sabendo que uma provisão completa foi feita para o nosso fracasso e o perdão sendo mostrado quando o reconhecemos.

Cristo é o Centro – o castiçal de ouro

Isso perfaz seis pontos, e o Senhor Jesus Cristo é o centro e a conclusão de tudo. Assim como com o castiçal de sete canas no tabernáculo (Êx 25:32), havia uma no centro e três canas de cada lado, assim como aqui. Cristo é o centro. Ele deve ter a preeminência. Ele é o “tudo em todos” do Cristianismo e, a menos que seja o Centro de todo o nosso treinamento no lar, tudo irá desmoronar, mais cedo ou mais tarde. Seis é o número do homem (Ap 13:18). – sete é o número perfeito.


Sete Pilares

Acredito que também poderíamos comparar essas coisas aos sete pilares da sabedoria mencionados em Provérbios. 9:1.


Lá lemos: “A sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas [pilares – JND]. Nos primeiros sete capítulos de Provérbios temos a instrução de um pai a seu filho, e então no oitavo capítulo temos Cristo apresentado a nós como a Sabedoria. Então o nono capítulo começa com esses sete pilares e um banquete de coisas boas. Quão importantes são esses pilares em nossa vida no lar e quão maravilhosamente eles são apresentados aqui na epístola de João, como acabamos de notar! O que segue na parte restante da epístola é a aplicação prática dessas coisas em nossa vida cotidiana. João nos dá o padrão, como observamos, e tem a ver com a família de Deus, mas que lições para nós como pais, quando aplicadas a nossa família e nossa conduta com ela!


O Exemplo perfeito

No segundo capítulo, então, temos o Senhor Jesus, o bendito e eterno Filho de Deus, trazido diante de nós como o Exemplo perfeito para nossa caminhada. E assim lemos: “Aquele que diz que está n’Ele também deve andar como Ele andou” (v. 6). Ele era, e é perfeito, e sempre demonstrou o caráter de Deus, Seu Pai. Ele foi o Filho unigênito em Quem o Pai encontrou Seu pleno deleite, e agora Ele é o Exemplo perfeito para nós. Quão amável então, não colocar a nós mesmos, ou outras crianças, como exemplos diante de nossa família, mas o Filho amado de Deus. Que grande erro muitas vezes tem sido cometido ao estabelecer outras crianças como padrão, e então nossos pequeninos foram levados a errar. Somente o Filho de Deus é o Exemplo PERFEITO para nossos filhos – e para nós também! Como é bom saber que, como filhos de Deus, temos a própria vida de Cristo, e assim se pode dizer aqui, “a qual é verdade n’Ele e em vós”. O crente tem uma vida que não pode pecar (1 Jo 3:9). Por que rebaixar o padrão então, quando esta é a vida que o crente tem? Que possamos manifestar mais dessa nova vida diante de nossos filhos dia a dia!


Amor uns pelos outros

A seguir, lemos sobre os filhos tendo amor uns pelos outros. Quantas vezes João fala disso, e quão importante é que os pais não permitam que sentimentos amargos e invejosos existam entre os filhos da família. Vamos cortá-los pela raiz. A inveja arruinou a primeira família do mundo e fez Caim matar seu irmão. Como se vê os sentimentos amargos em algumas famílias, e algumas nem mesmo falam umas com as outras, muito disso pode ser atribuído à negligência por parte do pai em promover o amor entre os filhos enquanto eles eram pequenos. Alguns adultos serão ouvidos dizendo: “Não havia amor demonstrado em nossa casa”. Queridos pais, que isso nunca se diga de nosso lar! Que o Senhor nos ajude a fazer dele um santuário de luz e amor para que nossos filhos se sintam melhor compreendidos e acolhidos ali, do que em qualquer outro lugar da Terra. Não permitamos que nada impeça o amor de uns para com os outros em nossa família!


Filhinhos, Jovens e os Pais

A próxima coisa trazida diante de nós é uma palavra especial para os filhinhos, jovens e pais da família de Deus. Esta é uma consideração muito importante para nós na vida familiar. João se dirigiu tanto aos filhinhos quanto aos pais, e creio que há duas lições importantes aqui. A primeira é que nunca devemos ignorar nenhum membro da família, nem mesmo o mais novo. Às vezes, quando os mais velhos estão presentes, o pai se esquece das crianças, e não devemos fazer isso. Alguns pais estão tão ocupados com outros “pais” – os da sua idade – que os pequenos ficam de fora. Tenhamos cuidado para que isso não aconteça. Os pequeninos apreciam um olhar de amor, ou ser mencionado por seu pai, e devemos nos lembrar disso. O ditado de que “as crianças devem ser vistas e não ouvidas” não está na Bíblia e, embora não seja apropriado que as crianças falem muito na frente dos mais velhos (1 Pe 5:5; Jó 32:4), ainda assim, sua presença não deve ser ignorada. Algumas crianças têm a sensação de que seus pais não têm tempo para elas, e isso pode levá-las a outro lugar para receber atenção. Podemos ter certeza, também, que o diabo tem muito tempo para eles nestes dias, se nós, como pais, não o fizermos. Ele tem todos os tipos de atrativos para seu coração jovem, e os vizinhos incrédulos irão alegremente entretê-los com coisas mundanas se nós mesmos não tivermos tempo para gastar com eles. Estejamos atentos a isso, mesmo quando temos companhia Cristã em casa!


Crianças são diferentes

A próxima lição aqui é que devemos lembrar que cada um de nossos filhos é diferente. Devemos ter isso em mente e, acima de tudo, que eles são de idades diferentes. Devemos saber o que esperar deles de acordo com sua idade. Diz dos pequeninos aqui: “conhecestes o Pai”. Que adorável! Um olhar de amor, um beijo, uma palavra gentil significa muito para o coração de uma criança. Que possamos saber, como pais, como fazer isso! De que maneira maravilhosa Deus, nosso Pai, conquistou nosso coração com Seu amor!


Jovens

Em seguida, os jovens são mencionados a seguir como aqueles que são “fortes, e a Palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno”. Não seria maravilhoso se isso pudesse ser dito de todos os queridos jovens criados nas reuniões daqueles reunidos ao precioso Nome do Senhor Jesus? Queridos pais Cristãos, que desafio para nós! Estamos todos preocupados com a saúde física e a força de nossos filhos que estão amadurecendo, mas e a força espiritual deles? Conversamos muito com eles sobre a importância de uma posição firme e clara por Cristo à medida que crescem? Enchemos suas mentes com a verdade de Deus para que sejam fortalecidos contra a infidelidade e o ateísmo das escolas e contra a corrupção moral por todos os lados? Também os advertimos sobre os perigos do sucesso terrenal, lembrando-os frequentemente de que nosso lar é o céu? Não precisamos contar a eles sobre todo o mal do mundo, mas devemos encher suas mentes com a Palavra de Deus para que sejam fortalecidos contra ele. (Rm 16:19). Com isso eles vencerão o mundo, como diz aqui.


Muitas vezes me pergunto se percebemos suficientemente a importância dessa instrução para nossos filhos à medida que crescem. O mundo parece tão brilhante para seu coração jovem, e o desejo pelo que ele oferece para satisfazer seus desejos tende a se desenvolver à medida que envelhecem. Oh, que possamos passar bastante tempo com eles, para que possam ser guardados durante esses anos difíceis da juventude e cresçam para o Senhor. O mundo está vestido de Satanás para enganá-los, e isso parece tão atraente. Ao decidir o que é correto ou errado para eles fazerem, não é uma questão de “que mal há nisso?”, mas, “isso é do Pai ou do mundo”? Essa é a única maneira adequada de decidir. Quantos anos podem ser desperdiçados, e são desperdiçados, com muitos de nossos queridos jovens, buscando o mundo e suas vaidades, e então descobrindo que tudo é escória vazia. Que possamos, como pais, alertar nossos queridos filhos nesta idade importante e decisiva de sua vida, que somente o que é feito por Cristo em obediência à Sua Palavra permanecerá. Oh, vamos ser sinceros – realmente sérios. Nosso versículo fala de rapazes, mas as moças estão incluídas, e uma pequena palavra aqui sobre elas pode ser útil. Embora o lugar do ministério público seja confiado aos homens, não se deve minimizar o lugar da mulher. Se um pouco mais de tempo fosse gasto com nossas filhas, apresentando-lhes a importância de viver uma vida piedosa, separadas do mundo, suas modas, roupas e tolices, os resultados seriam sentidos por todos. A influência de uma moça piedosa no lar, e mesmo na assembleia, e mais tarde, se casada, em sua própria casa, é tremenda. Criemos nossas filhas para que ocupem o nobre lugar de tantas mulheres cujos nomes e serviço ao Senhor estão registrados em toda a Escritura, e também com as belas características morais daquela de que fala o último capítulo de Provérbios: “o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2:17).


Uma palavra para o pai – solidez na doutrina

Então há uma palavra para os pais aqui, e é muito importante. Diz: “já conhecestes Aquele que é desde o princípio”. Vamos vigiar contra os ataques do inimigo em querer nos ocupar com “doutrinas várias e estranhas”. A solidez na fé deve caracterizar os pais, e ainda assim, com que frequência temos visto um querido pai Cristão escorregar nalguma divisão ou problema na assembleia, exatamente na idade em que seus filhos mais precisavam dele – exatamente no momento em que ele deveria ter sido mais firme pela verdade. Que o Senhor guarde nossos pés para sua própria glória, e para o bem de nossa família também!


O restante do capítulo nos fala da importância de andar em comunhão pelo Espírito, tomando uma posição firme pela verdade de Deus, particularmente no que diz respeito à Pessoa de Cristo. Se não formos firmes pela verdade, que perda sofreremos, e talvez tanto nós como nossa família sejamos desviados. Então, como diz o apóstolo: “nos afastemos envergonhados na Sua vinda” (1 Jo 2:28). João ansiava que seus filhos espirituais pudessem permanecer em Cristo, e disse que isso se manifestaria no tribunal de Cristo. Não esqueçamos que a forma como criamos nossa família também se manifestará lá. Que pensamento penetrante é este!


Amor no Lar

O terceiro capítulo começa com “Vede quão grande caridade [ou amor] nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não conhece a Ele”. Somos lembrados aqui de que, como filhos de Deus, seremos desconhecidos no mundo, como Cristo, o bendito Filho de Deus, era desconhecido. Muitos de nós já experimentamos isso. O mundo não quer nosso Salvador, e eles não vão nos querer se andarmos em alguma medida como Ele andou. Mas é o amor do Pai conhecido e desfrutado em nossa alma que nos contenta em ser mal interpretados. E assim em nossa família. É porque eles conhecem o amor de seu pai, livremente concedido a eles (em um lar Cristão), que eles se contentam em ser mal interpretados também. Quantas vezes as crianças sentem esse mal-entendido na escola e, no entanto, ficarão contentes em suportá-lo, se encontrarem profundo amor e afeição no lar. Será, como já observamos antes, o santuário deles. Todos no mundo desejam afeições satisfeitas, e muitos, muitos filhos não sabem qual é o problema em sua vida – há “algo” faltando – e é que seu coração não foi preenchido. É amor o que eles querem, e embora SÓ Cristo possa satisfazer plenamente os anseios de seu coração, ainda assim, se nosso lar for modelado como deveria ser segundo o padrão divino, eles encontrarão, em sua infância, AMOR “por obra e em verdade” no homem. Se eles também virem que estamos satisfeitos e felizes com o conhecimento do amor de Deus, nosso Pai, eles vão querer ser como nós. Eles logo descobrirão a verdadeira fonte do amor – o coração de Deus Pai.


Nossa bendita esperança

Além disso, há uma bendita esperança para cada lar Cristão: aguardamos o Senhor vir e nos levar para estarmos com Ele e como Ele para sempre. “Quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é O veremos”. Em muitos lares ao nosso redor, eles têm alguma esperança diante deles, talvez um carro novo, um novo lar, uma longa viagem ou qualquer outra coisa no futuro, e por essa esperança eles negam a si mesmos. Eles prescindem de coisas para economizar e obter o que querem. Temos a melhor esperança de todas, não temos? Não há melhor! O Senhor está vindo para nós. Quantas vezes os prazeres que procuramos aqui, ou não vêm, ou são uma decepção quando vêm, mas nossa esperança é certa e segura. Que o Senhor torne esta esperança muito real em cada lar Cristão, para que nem nós, nem nossos filhos, coloquemos nosso coração nas coisas da Terra. Os planos têm seu lugar, se buscarmos a mente do Senhor ao fazê-los, mas nós e nossos filhos devemos aprender que nada é certo ou permanente aqui. Isso torna nossa verdadeira esperança ainda mais abençoada!


É também uma esperança purificadora, que nos guarda das coisas que desagradam ao Senhor, e muitos de nós temos este lema pendurado na parede de nossa casa:


“NÃO FAÇA NADA que não gostaria de estar fazendo quando Jesus vier.

NÃO VÁ A NENHUM LUGAR onde não gostaria de ser encontrado quando Jesus vier.

NÃO DIGA NADA que não gostaria de estar dizendo quando Jesus vier”.


Companheirismo Cristão

De fato, quanto mais o caráter de Deus nosso Pai for visto em nosso lar, mais o mundo nos odiará. Todos nós já experimentamos isso em alguma medida. Claro, se formos um pouco mais longe com eles, eles não vão pensar que somos muito estranhos; mas se recusarmos todo o comprometimento, se tomarmos nosso lugar à parte de todas as suas atividades e prazeres mundanos, encontraremos a nós mesmos e a nossos filhos totalmente cortados. Isso, como notamos em nosso capítulo, nos levará a um círculo diferente de amigos, pois nossos filhos não devem formar amizades íntimas com as crianças incrédulas da rua. Se o fizerem, logo serão levados embora. Nossos amigos devem ser aqueles que amam o Senhor – aqueles que são, por sua conduta, marcados como filhos de Deus. “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; quem não ama a seu irmão permanece na morte”. Cultivemos a verdadeira amizade Cristã, encorajando nossos filhos a falar do Senhor aos outros. Este hábito de falar sobre Ele muitas vezes falta nos lares Cristãos.


Bondade prática

Então nossos filhos precisam de ocupação, e isso também é trazido diante de nós aqui. “Quem, pois, tiver bens do mundo e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar o seu coração, como estará nele a caridade [ou o amor] de Deus?” Procuremos ocupá-los com ações de bondade para com os necessitados. Há tanto egoísmo nos dias de hoje, e devemos ensinar nossos filhos a mostrar o amor de Deus de forma prática, e não sempre procurando esse amor nos outros. O Filho de Deus deu a vida por nós e “nós devemos dar a vida pelos irmãos”. Nossos filhos veem que estamos dispostos a nos esforçar, mesmo quando estamos cansados, sim, a nos deixar “gastar” (2 Co 12:15) em amor por nossos irmãos? E em nossa própria vida familiar, mostramos a eles, pelo exemplo, nosso profundo amor e disposição de nos dedicarmos a eles? Esta é uma palavra para pais aqui, pois Deus, nosso Pai, deu Seu Filho para morrer por nós. As mães geralmente estão dispostas a se sacrificar por seus filhos, mas temo que nós, como pais, muitas vezes falhemos nisso. João é muito prático aqui, pois diz: “Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade”. Falar é fácil – há muito disso – mas mostremos mais amor a nossos filhos e a nossos irmãos, encorajando nossos filhos a fazerem o mesmo.


Confiança

O que se segue aqui é a confiança na oração. “Amados, se o nosso coração nos não condena, temos confiança para com Deus”. E assim só haverá confiança na oração quanto houver consistência no caminhar. Então, enquanto procuramos encorajar, tanto quanto podemos, a confiança de nossos filhos, e muitas vezes fazemos por eles mais do que eles merecem (como Deus nosso Pai certamente faz por nós!) porém, na realidade eles só terão confiança em nosso amor, se forem obedientes. Quantas vezes os filhos desobedientes perdem as bênçãos que poderiam ter! Quantas vezes eles não entendem seus pais e ficam infelizes, e culpam a todos, menos a si mesmos. No entanto, é do coração do Pai que estamos falando, e o amor de Deus, nosso Pai, nunca muda, apesar de nosso fracasso, nem o nosso amor deveria mudar para com nossos filhos.


Aviso de Perigo

No quarto capítulo temos advertências para estarmos atentos contra aqueles que vêm, se passando por amigos, mas trazendo más doutrinas. Devemos recusar esses tais. Nossos filhos também precisam ser advertidos, pois muitas vezes vimos jovens sendo levados por aqueles que professavam ser Cristãos, mas sua vida não demonstrava isso. É claro que o assunto aqui é uma doutrina perversa sobre a Pessoa de Cristo, mas permanece o princípio de que devemos ter cuidado com aqueles com quem fazemos amizade. A verdade de Deus, mantida em comunhão na alma, nos capacita a vencer a falsa profissão ao redor. Não basta alguém dizer que é Cristão – deve haver realidade. Nossos filhos precisam ser alertados sobre essas coisas, assim como Deus nosso Pai nos adverte.


Habitar em amor

Depois, há o “Habitar em amor” (v. 16 – KJV). Se nosso lar for um lugar de luz e amor, então os filhos aprenderão a viver nessa atmosfera. Como é maravilhoso habitar no amor - desfrutando do amor de Deus, nosso Pai. E não seria ótimo se nosso lar tivesse uma atmosfera assim? Não haveria tantos problemas nervosos se isso fosse verdade, pois o “perfeito amor lança fora o medo” (v. 18 – ARA). É o amor perfeito de nosso Pai que expulsou nossos medos e, portanto, o pensamento do julgamento vindouro não nos incomoda porque “Qual Ele é, somos nós também neste mundo” (v. 17). Nossa posição é perfeita em Cristo. Oh, que esse amor encha mais nosso coração e nosso lar! E assim lemos aqui “Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro” (v. 19 – ARA). Isto é, conhecendo e crendo no amor de Deus, agora temos uma vida que nos permite amar, não importa quão indigno o objeto possa parecer. Deus, nosso Pai, nos amou quando não havia nada em nós para atrair Seu amor. Que esse amor se manifeste mais em nós, como pais. Seria a solução para tantos problemas na vida no lar.


Vencendo o Mundo

Mais uma vez, no último capítulo, temos a vitória sobre o mundo. É uma luta contínua, mas quando percebemos que este mundo matou o Filho de Deus, seu verdadeiro caráter é estampado nele por esse ato. Não podemos continuar com isso por mais tempo, quando a fé percebe isso. “Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?“. Como nós, como pais, nos sentiríamos em relação a alguém que tivesse matado nosso filho? Poderíamos ter alguma amizade com aqueles que o fizeram ou tiveram alguma parte nisso? E assim, quando percebemos que este mundo em que vivemos matou o Filho de Deus nosso Pai, termina nossa amizade com ele. Que possamos trazer isso muitas vezes diante de nossos filhos, e assim eles também vencerão o mundo. Não é uma questão de saber se as pessoas são simpáticas ou não, mas o que elas fizeram ao Filho de Deus. E o mundo não mudou desde que O crucificaram, pois não querem que mencionemos Seu bendito Nome, como logo descobrimos quando falamos d’Ele diante deles.


Ficamos impressionados, ao final do livro, ao ver que Deus, nosso Pai, quer tirar todas as nossas dúvidas. Uma das palavras predominantes na epístola, e especialmente na última metade, é “saber”. E assim, como pais sábios, devemos fazer tudo o que pudermos para remover todas as dúvidas do coração e da mente de nossos filhos. O amor leva à confiança, e devemos sempre ter o cuidado de manter a confiança de nossos filhos. Quando perdemos isso, perdemos tudo. A conexão se foi. Oh, quão cuidadosos temos que ser sobre isso, particularmente em nossa própria conduta e em nossa atitude para com eles.


O pecado para a morte

Depois, há o pecado para a morte. Embora haja provisão para o fracasso, como notamos, existe algo como um crente agindo de uma maneira que o Senhor tem que levá-lo embora pela morte. Aplicá-lo à família, creio que seja uma lição séria. Tentar manter comunhão com alguém da família que desonrou abertamente o Senhor destruirá totalmente o testemunho do lar. É uma profunda tristeza, mas é melhor ver alguém afastado da mesa do Senhor, ou até mesmo levado pelo Senhor pela morte, do que rebaixar todo o caráter do lar. Ainda existe amor – amor inalterado – para com o errante, mas a comunhão é quebrada até que ele seja restaurado, e mantê-lo da mesma maneira que antes seria errado. A glória de Deus deve vir PRIMEIRO no lar, como em qualquer outro lugar.


Mães – Como “Guardiãs” do seu Lar

A segunda epístola é dirigida diretamente à mãe em casa. O apóstolo muito se regozijou por ter encontrado os filhos dela andando na verdade. No entanto, nunca podemos “dormir sobre os louros” e dizer que tudo está bem. Precisamos de vigilância contínua. A mãe tem muito a fazer em relação a quem entra na casa, e por isso ela é advertida aqui a não permitir a entrada de quaisquer mestres malignos, negando a divindade de Cristo. Em princípio, também nos mostraria a importância de ter cuidado com as influências que permitimos entrar em nossa casa. Infelizmente, muitos lares já tiveram um brilhante testemunho Cristão, mas quando os filhos cresceram, as coisas foram permitidas, amizades desenvolvidas com aqueles que não tinham amor por Cristo, e o lar logo desceu ao nível do mundo. Esta epístola, como alguém observou, é dirigida à mãe e, portanto, seria recomendada a todas as mães Cristãs como “donas de casa” (1 Tm 5:14; Tt 2:5).


Pais – Como “Guardiões” do seu Lar

A última epístola de João é dirigida ao pai de família. Seus filhos são encontrados andando na verdade e o velho apóstolo não teve maior gozo do que ver isso. Mas qual foi a ocasião especial que exigia esta epístola? Notamos que havia um estado infeliz na assembleia, e João sabia como isso teria a tendência de desencorajar tanto o pai quanto os filhos. Ele, portanto, encorajou o pai a continuar mantendo sua casa aberta para aqueles que serviam fielmente ao Senhor, e não desanimar com o estado de coisas na assembleia. Ele o exortou a não se ocupar com a dificuldade, pois ele diz: “Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom” (v. 11 – ARA). Veja o quanto esta epístola é importante para nós como pais. Quando vamos às reuniões com nossos filhos e as coisas não estão como deveriam – talvez o Espírito de Cristo não esteja sendo demonstrado ali – e somos tão propensos a sentir vontade de ficar em casa, nos tornar frios e desculpar nossos filhos por não quererem ir. Que erro! Prossigamos, ainda andando na verdade, sempre seguindo o que é bom, e, como João exortou Gaio aqui, GUARDANDO NOSSO LAR PARA O SENHOR EXATAMENTE DA MESMA MANEIRA. O Senhor cuidará da situação infeliz na assembleia, como João disse que faria aqui, mas devemos esperar pacientemente Seu tempo em tais casos.


Enquanto estas linhas são escritas, elas nos levam a um profundo exame de coração! Quantas vezes eu falhei, mas ainda assim o Senhor é fiel e colocou essas coisas em Sua Palavra para nosso benefício. Sua vinda está próxima, a luta logo terminará, e então Seu “Bem está” recompensará plenamente todos os nossos esforços. Nesse ínterim, enquanto aguardamos Sua vinda, Ele deseja fazer de nosso lar Cristão um lugar onde possamos desfrutar “os dias dos céus sobre a Terra”, como Ele prometeu a Seu povo Israel há muito tempo (Dt 11:18-21). Que Ele conceda isso por amor de Seu Nome!


Feliz o lar onde Cristo habita,

Onde todos n’Ele confiam.

Onde tudo é bom o que quer que seja,

Pois Ele traz paz e descanso.


Feliz o lar onde se ouve a oração,

Onde se dá graças a Deus;

E onde se lê Sua preciosa Palavra,

Lá habita o gozo do céu.


Feliz o lar onde o Nome de Jesus

É doce para todos os ouvidos.

Pais e filhos conhecem Seu amor,

E esperam Sua vinda próxima.


Ajuda-nos a fazer a Tua vontade hoje,

Ajuda-nos a viver para Ti

Assim podemos caminhar ao longo do caminho da vida,

Apoiando-nos em nosso Senhor – em Ti.


Uma Palavra às Mães


“A sabedoria edificou sua casa, ela lavrou seus sete pilares” (Pv 9:1 – JND).


“Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derriba-a com as suas mãos” (Pv 14:1).


Este livreto foi escrito principalmente para os pais, mas tenho certeza de que as mães terão algumas palavras também neste momento. Sei que você, mãe Cristã, está profundamente preocupada com aqueles queridos filhos que Deus lhe deu. Você está interessada, tanto ou mais que seu marido, no padrão de Deus para a vida no lar, pois o lar é sua esfera particular. Você é o guia nele (1 Tm 5:14). Se fosse uma nova casa sendo construída para a família, com que cuidado você e seu marido estudariam os planos juntos, pensando em como iriam desfrutar dela juntamente com seus filhos. E quão mais importante é o plano que Deus nos deu, não para uma bela casa de madeira, tijolo ou pedra, que pode ser estragada pelos corações partidos atrás de suas grandes paredes, mas para um lar de luz e amor. Em uma palavra, é o caráter do lar que o torna o que ele realmente é, seja ele humilde ou grandiosa na aparência.


Construindo ou Destruindo?

Já falamos dos sete pilares do lar que a sabedoria esculpiu para nós, e lemos nos versículos que se seguem sobre o maravilhoso banquete realizado ali. Isso todos nós desejamos. Todo pai e mãe Cristãos desejam um lar feliz com seu gozo e paz - mas, oh, é preciso tão pouco para derrubá-lo!


E você, querida mãe Cristã, pode ser a verdadeira ajudante de seu marido na construção deste lar de luz e amor, ou pode derrubá-lo. Você pode encorajá-lo e apoiá-lo em seu amor e corrigir os filhos, ou pode opor-se a ele e atrapalhá-lo. Isto é muito importante. Você exerce uma tremenda influência no lar, em muitos aspectos muito maior do que a de seu marido. Você está com as crianças mais do que ele, e elas olham para você. Você pode fazer mais do que ele para construir ou destruir o lar. Lembre-se de como Eva arruinou o primeiro lar do mundo quando agiu independentemente de Deus e de seu marido. Ela não procurou por ele, em vez disso, assumiu a liderança e ouviu a voz de Satanás. Deus a fez para ser uma ajudante para Adão, mas ela o atrapalhou, trazendo muita tristeza para si também. O padrão de Deus é sempre o melhor e só podemos esperar Sua bênção ao buscarmos graça para seguir Sua Palavra.


Duas Coisas Exteriores

Há também duas coisas exteriores que Deus deu para marcar o lugar da mulher: seu cabelo comprido e sua vestimenta. Acredito que devemos mencioná-los aqui, pois são importantes o suficiente para Deus mencioná-los em Sua Palavra de maneira bem definida. O cabelo comprido é um sinal de submissão (1 Co 11:3-15) e está de acordo com um lar piedoso. Além disso, há também vestimentas modestas, sendo mencionadas vestimentas pertencentes a um homem, pois seriam impróprias para uma mulher que está em seu lugar dado por Deus (1 Tm 2:9; Dt 22:5). Nestes dias, quando as modas são totalmente diferentes, é necessário que haja um olho simples para agradar ao Senhor, e não a outros, nesses assuntos, especialmente diante de nossos filhos.


Conselhos do Mundo

Querida mãe Cristã, “Cessa... de ouvir a instrução, e logo te desviarás das palavras do conhecimento” (Pv 19:27). Não dê ouvidos aos conselhos do mundo, nem mesmo de alguns Cristãos que “rejeitam o conselho de Deus contra si mesmos” (Lc 7:30) porque ele os condena. É sua sabedoria buscar a graça para preencher o lugar de uma ajudante (não de cabeça) que Deus deu a você no lar. É um lugar maravilhoso. Mesmo que seu marido falhe em cumprir seu lugar como cabeça, peça ao Senhor a graça de cumprir o seu. O fracasso dele não muda seu lugar ou responsabilidade, nem muda o dele. Ele precisa de sua ajuda e orações. Infelizmente, todos nós falhamos como maridos, mas criticar e culpar um ao outro não endireitará as coisas, nem ajudará a edificar o lar, mas certamente ajudará a “derrubá-lo”. Quanto precisamos da graça e força que vem do alto, especialmente quando surgem dificuldades no lar, mas não nos afastemos do padrão divino.


Pode haver alguns que leem estas linhas que têm maridos incrédulos e eu sei que o Senhor lhe dará graça nessas coisas, se você olhar para Ele, para que, como Pedro diz: “se algum não obedece à Palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra” (1 Pe 3:1).


O Padrão Divino

Quão gratos podemos ser por toda esta preciosa instrução na Palavra de Deus, e porque Deus não nos deixou com nossos próprios pensamentos nestes assuntos. Ele traçou o padrão, não para nos roubar a felicidade, mas para o nosso bem como pais e mães – para que nosso gozo seja completo. Vamos cada um de nós tomar as Escrituras e pesquisar isso. Veja o que a Palavra de Deus diz e peça-Lhe graça para cumpri-la.


Digo estas palavras humildemente, confio e com amor, sabendo que Deus planejou que nossos dias em casa sejam “como os dias dos céus sobre a Terra” (Dt 11:21). Se seguirmos Sua sabedoria, eles serão assim!


Pondere bem essas coisas, querida mãe Cristã, e que Deus abençoe você e seus queridos filhos. Ao agir de acordo com a Palavra de Deus, você pode provar a bem-aventurança de andar em Seus caminhos, e seu marido e filhos dirão de você o que é dito sobre a esposa e mãe descrita em Provérbios 31:28-29, “Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como também seu marido, que a louva, dizendo: Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas és superior”.


Que isto se diga de vocês, não só enquanto os filhos são pequenos, mas, sobretudo à medida que vão crescendo, porque quanto mais amarem o Senhor, tanto mais amarão vocês! Seu trabalho será recompensado também aqui, e os últimos anos de vida serão felizes para você e seu marido, se o Senhor nos deixar aqui um pouco mais. Não há gozo maior do que quando nossos filhos andam na verdade, e às vezes penso que não há tristeza maior do que quando eles não andam!


“Esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra tem uma recompensa” (2 Cr 15:7).




Gordon Hayhoe

 






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