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A Instituição do Matrimônio - Parte 1



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ÍNDICE


 

Prefácio


Conforme o filho de Deus anda por este cenário desértico numa noite de crescentes trevas morais, o coração e os olhos, talvez muitas vezes cansados, ansiosamente se fixam adiante, aguardando o primeiro vislumbre da “resplandecente Estrela da Manhã” (Ap 22:16), o coração se anima com cada pequena indicação, ou sombra na mudança dos eventos que aponta para o romper da manhã. Certamente, o emaranhado desenvolvimento dos assuntos mundiais dos últimos anos (N. do T.: – O autor viveu entre 1899 e 1966)[1], tem claramente indicado para aqueles que foram acordados pelo clamor da meia-noite; “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt 25:6 – ARA), essas coisas rapidamente tomam forma para o cumprimento das profecias, que só se realizará depois da noiva ter sido chamada para fora desse cenário. Aquele tão desejado e aguardado, momento quando o Noivo e a noiva se encontrarão FACE A FACE, em glória, está bem próximo.


No entanto, por outro lado, essas mesmas mudanças estão, por assim dizer, apressando, rapidamente, este pobre mundo condenado, para sua total destruição. E o que devemos dizer a esses sinais tão significativos? Não há em tudo isso uma voz para nós, que aguardamos ansiosamente a vinda de nosso bendito Senhor e Salvador? Certamente .


Parece que o autor deste livro percebeu a situação, na medida em que ela afeta nossos jovens, tanto os casados quanto os que estão prestes a se casar, e a necessidade de colocá-los em guarda contra os efeitos inevitáveis de se associarem, ou serem atraídos para o curso deste mundo que está mergulhando rapidamente na ruína da corrupção moral.


No entanto, isso não é tudo. O autor sentiu a necessidade de um livro que pudesse edificar e instruir os nossos jovens (e também os mais velhos) não somente em relação às bênçãos e alegrias, mas também a respeito das solenes responsabilidades que envolvem os vários relacionamentos aqui discutidos. Para realizar tal tarefa, é necessário um estudo diligente da Palavra, na dependência do Senhor por coragem, sabedoria e fidelidade, não apenas para instruir e edificar, mas também para advertir o leitor contra os perigos e ciladas que sempre existiram, e que continuam aumentando de forma alarmante ultimamente. Isso, acreditamos, o autor fez com habilidade e fidelidade


Mais uma palavra: quantas vezes o escritor deste prefácio, junto com sua esposa, que agora estão se aproximando de seu quinquagésimo aniversário de casamento, teriam sido beneficiados com as instruções e conselhos de um livro como este, se o mesmo tivesse sido colocado em suas mãos e eles o tivessem estudado cuidadosamente junto com as Escrituras, cinquenta anos atrás! É desejo deles, assim como do autor, que a geração atual tenha essa oportunidade e a abrace.

 

A Instituição do Matrimônio Capítulo 1


“Disse mais Deus Jeová: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gn 2:18 – TB). Na ocasião que essa declaração foi feita, Deus tinha preparado essa Terra de todas as maneiras para que fosse apropriada ao homem. A terra seca, a água, o Sol, a Lua, e as estrelas, estavam todos em seu respectivo lugar. Grama verde, ervas, árvores frutíferas foram preparadas para o conforto e necessidades de Suas criaturas, enquanto peixes, aves, e animais foram criados para suas próprias esferas. Tudo isso está descrito em Gênesis 1.


Como cabeça desta bela criação, Deus colocou o homem, quem Ele havia feito. Tudo foi sujeitado a Adão; ele era seu senhor por comissionamento divino. Seu domínio foi expressado, quando deu nomes para “todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo”; mas em meio a todas Suas bênçãos e domínio havia uma, e somente uma, notável deficiência: “para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora [ajudadora – TB] que lhe fosse idônea [fosse como ele – JND] (Gn 2:20 – ARA). Não havia ninguém que pudesse ser sua companheira, ninguém a quem conceder as afeições de seu coração. Nem havia ninguém para compartilhar seu domínio.


Deus notou que havia uma coisa faltando para a felicidade de Adão, e disse: “far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gn 2:18 – TB). Nada que completasse o ciclo das bênçãos do homem, deveria ser negligenciado. Consequentemente, “formou a mulher, e a trouxe ao homem” (Gn 2:22 – TB); e a boca de Adão se abriu para falar como nunca antes.


Este, então, foi o princípio da Instituição do Matrimônio; foi um plano divino, e uma provisão dada por Deus para Sua criatura-homem. Aquele que corromper esta união é culpado de afrontar a Deus, e aquele que desprezar o relacionamento, despreza a Deus, Quem o deu.


Quando o Senhor Jesus foi questionado sobre a legalidade do divórcio, Ele levou Seus interrogadores de volta ao princípio. Eles argumentaram que Moisés permitiu que repudiassem suas mulheres, e o Senhor reconheceu isso como um fato, mas Ele disse-lhes: “Pela dureza do vosso coração vos deixou ele escrito esse mandamento” (Mc 10:5), e acrescentou, “porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea [homem e mulher – ARA]. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher. E serão os dois uma só carne: e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mc 10:6-9). No descrito em Mateus 19, quando se fala do divórcio, Ele diz: “entretanto, não foi assim desde o princípio (Mt 19:8 – ARA).


Se quisermos ter pensamentos corretos, a respeito de casamento e divórcio, devemos voltar ao princípio, voltar para quando Deus estabeleceu o casamento. Não alcançaremos o entendimento sobre esse assunto, a partir da observação da opinião e prática desse mundo.


Nem a poligamia, nem a poliandria estavam de acordo com o propósito de Deus, Ele não formou duas esposas para Adão, nem houve dois maridos para Eva. Essas práticas são males vindos do homem. A primeira menção de poligamia foi na posteridade de Caim, que saiu da presença do Senhor, e procurou se estabelecer nas terras; Lameque, seu descendente da quinta geração, “tomoupara si duas mulheres” (Gn 4:19). Pela luz do Cristianismo, foi mostrado que a monogamia está de acordo com Deus (Mt 19:4-8; 1 Co 7:2; 1 Tm 3:2); a influência dessa luz fez que o mundo parasse essa prática – ao menos abertamente. Antes de encerrar o assunto sobre a Instituição do Matrimônio, vamos notar algo da mais profunda importância; ou seja, Deus estava olhando adiante – para Seu Filho tendo uma noiva. Isso é evidente pela maneira como Eva foi criada; ela não foi criada da mesma forma que Adão. Para que Adão tivesse sua noiva (ajudadora), primeiro precisou entrar num profundo sono; uma figura da morte, pela qual nosso bendito Senhor passou. “Então o Senhor Deustomou uma das suas (Adão) costelas (possivelmente outra figura da morte de Cristo), e cerrou a carne em seu lugar, e da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher” (Gn 2:21-22), “E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne” (Gn 2:23). Que pensamentos de afeto e cuidado Adão deve ter tido ao contemplar Eva – alguém por quem ele havia caído em “um sono pesado” (Gn 2:21), e provavelmente carregava em seu corpo as marcas daquele procedimento. De fato, ela era uma própria parte dele. Quão diferentes teriam sido seus pensamentos em relação a ela, se ela tivesse sido criada por Deus completamente separada dele!


Tudo isso traz diante de nós, às profundezas que o Senhor Jesus foi em Seu amor por nós, Seu povo redimido, em breve a ser apresentado a Ele como Sua noiva imaculada. Na cruz de Cristo, vemos a medida do amor de Deus que deu Seu único Filho para nós, e a medida do amor de Cristo pela Igreja – Seu corpo e Sua noiva. Deus é amor, mas nunca teríamos conhecido isso se o pecado não tivesse entrado, e se Deus não tivesse ido tão longe para nos redimir. E “Cristo amou a Igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef 5:25). O amor não poderia dar mais do que a si mesmo, mas nada menos teria sido suficiente para atender às nossas necessidades. Apenas dessa forma o Seu amor por nós poderia ter sido plenamente demonstrado, e assim foi despertada em nós uma afeição recíproca. É nosso abençoado privilégio “Conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento” (Ef 3:19). Como podemos conhecer aquilo que está além da nossa capacidade de entender? É como a criança que foi levada ao litoral; ela ficou encantada com a vista das ondas, e a extensão de água que podia ver. Quando levada de volta para casa, ela gostava de contar aos outros: “Eu vi o mar”. Realmente, ela tinha visto, mas pouco compreendia de sua vastidão, de suas poderosas ondas, de suas grandes profundezas, e de suas muitas maravilhas. Ainda somos como crianças que andam em águas rasas no oceano, mas nós que sabemos que Ele morreu por nós encontramos um tesouro em Seu amor que cativou nossa alma. Que a percepção de Seu amor seja aprofundada em nós.


Usando a analogia que o próprio Senhor usou, Ele foi o verdadeiro grão de trigo que precisava cair na terra e morrer para produzir muito fruto. Ele ressuscitou e como resultado do trabalho de Sua alma, muito fruto está sendo colhido agora. Em breve, “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is 53:11 – ARA). Caro leitor Cristão, pondere bem o que somos para o Senhor Jesus. Com que ardente afeto Ele nos contempla! E lembre-se de que Ele não apenas Se entregou por nós no passado, mas Ele está ocupado conosco agora para nos trazer à conformidade moral com Ele, lavando e purificando-nos "com a lavagem da água, pela Palavra" (Ef 5:26-27). E Seu amor nunca descansará até que Ele nos apresente a Si mesmo em pureza imaculada, inteiramente adequado a Ele. Certamente será um tempo maravilhoso para nós, mas pense o que será de Seu próprio coração quando Ele nos contemplar como aquele tesouro ao qual Ele entregou tudo.


Assim, vemos que na Instituição do Matrimônio, Deus revelou significados mais profundos do que apenas Seu amoroso cuidado e preocupação pela felicidade da humanidade. E Ele nos revelou de tal forma que somos capazes de compreender um pouco, o que o matrimônio significa, pois nós estamos mais ou menos familiarizados com o relacionamento matrimonial. Seu grande amor tem sido expressado para nós numa linguagem que somos capazes de entender.


Que Deus sempre tenha diante de Si a felicidade do Seu Filho em ter uma noiva – a noiva pela qual Ele próprio morreu – é ainda mais enfatizado no livro de Gênesis. Um dos mais extensos capítulos da Escritura é inteiramente dedicado à busca de um homem por uma noiva; mas, esse homem, Isaque, primeiro, teve que ser oferecido em holocausto sobre o altar (embora, no caso de Isaque, tal oferta tenha sido interrompida antes de se concretizar, sendo substituída por um carneiro; mas o Senhor Jesus levou tudo até o fim, tornando-Se o verdadeiro holocausto).


Encontramos Isaque sendo oferecido sobre o altar em Gênesis 22; a morte de sua mãe, que é um tipo de Israel sendo colocado de lado, está em Gênesis 23; e então, em Gênesis 24 o servo anônimo, um tipo do Espírito Santo de Deus, é enviado para encontrar a noiva daquele que havia estado no altar – o lugar da morte. O servo corteja e conquista o coração de Rebeca ao contar as glórias de Isaque, aquele a quem o rico pai havia dado tudo o que possuía. Ele lhe dá presentes como sinal e garantia do amor de Isaque e do penhor de toda a herança que ela iria compartilhar com ele. Seu coração arrebatado responde com clareza quando perguntada se iria com o servo para ser a noiva de Isaque – "Irei” (Gn 24:58).


E hoje, o Espírito Santo de Deus está neste mundo reunindo a noiva para Cristo. O coração do leitor foi conquistado por Aquele que morreu? “Irás tu com este varão?” (Gn 24:58). Assim como o servo de Abraão não deixou Rebeca na terra distante, mas a conduziu em segurança pelo deserto e a apresentou a Isaque, o Espírito Santo de Deus nunca deixará a Igreja – “Para que fique convosco para sempre” (Jo 14:16), e atualmente Ele está levando “para o lar do Cordeiro, Sua noiva” (Hinário Little Flock nº 231 – Mary Bowley). Ele está tomando as coisas de Cristo e mostrando-as para nós, pois Ele quer nos ocupar com Cristo enquanto estamos de passagem pelo deserto; e quando a jornada acabar, seremos apresentados a Cristo como Sua noiva. A Escritura diz que Isaque se consolou quando recebeu sua noiva; e quanto a Rebeca? Não nos é dito, pois Deus quer nos falar do maior gozo que será do Seu Filho.


É digno de nota que a primeira vez que a palavra amor é mencionada na Palavra de Deus é em Gênesis 22, onde fala do amor de Abraão por seu filho, seu único filho; a segunda vez é em Gênesis 24, onde é o amor de Isaque por Rebeca. Considere bem, minha alma! O amor é de Deus, pois “Deus é amor [caridade – ARC] (1 Jo 4:8, 16 – ARA). Ele amou Seu Filho, o Seu Filho unigênito, mas Ele nos amou ao ponto de dar esse Filho até a morte; e Cristo amou a Igreja, e Se entregou por ela.


“Como quando a formosa Rebeca passou,

Por um longo e solitário deserto caminhou,

Enquanto a riqueza de Abraão e o amor de Isaque,

Resoavam em seu ouvido, encantando o coração que se aplaque.


“Assim, neste deserto selvagem a rugir,

O Espírito Santo revela com amor a nos conduzir,

A casa do Pai, o amor rico do Filho sem igual,

E tudo o que Ele tem, nosso é por direito real.


“Bendito pensamento! Nosso coração com Ele está,

Vislumbramos nosso lar glorioso, em esplendor se aprimorar,

Preparado para nosso gozo nupcial, é certo,

Senhor Jesus, venha logo, o anseio é desperto!

 

Casamento em um Mundo Arruinado pelo Pecado Capítulo 2


Tudo aqui carrega a evidência inconfundível da presença e dos estragos do pecado. Espinhos e ervas daninhas, produtividade diminuída do solo, trabalho árduo e cansativo, lamentações e lágrimas, doença e morte, turbulência e conflito, todos desempenham seu papel na história sombria da queda do homem. Essa relação abençoada do casamento que Deus instituiu para a felicidade do homem compartilha da ruína comum.


É importante para o filho de Deus lembrar que este não é o seu descanso, e que até mesmo as próprias bênçãos de Deus, que estão conectadas com essa Terra, carregam o selo do pecado e seus terríveis resultados. Podemos tomar as coisas que Deus, em Sua graça, nos concede durante nossa passagem pelo mundo, graças a Ele por isso e utilizá-las, ao mesmo tempo, lembrando seu caráter transitório e momentâneo. Nada aqui é a última forma do que Deus pretende para nós; nem é nada comparado com as bênçãos e gozo que nos aguarda quando estivermos com Cristo e como Ele. Portanto, é um erro para alguém colocar o coração e mente tão focados no casamento, como a meta de sua felicidade, a ponto de se esquecer que “o tempo se abrevia… os que têm mulheres, sejam como se as não tivessem” (1 Co 7:29). E, sob essa luz, possamos aceitar o casamento como aqueles que usam deste mundo, embora não o possuamos como se fosse propriamente nosso (v. 31 – JND).


O apóstolo prosseguiu, dizendo aos crentes de Corinto que aqueles que se casassem teriam problemas na carne, mas ele gostaria de poupá-los. Enfermidades, provações e dificuldades de um jeito ou de outro serão encontradas no estado matrimonial, algumas das quais são desconhecidas pelos solteiros. Não devemos, portanto, ser enganados quanto ao caráter de tudo aqui, embora Deus possa usar até mesmo as provações para abençoar nossa alma como parte de nossa instrução.


O apóstolo, inspirado pelo Espírito Santo de Deus, foi levado a dar seu próprio julgamento espiritual de que a mais elevada posição em uma cena distante de Deus, seria permanecer solteiro, e esperar no Senhor sem distração (1 Co 7). No entanto, nem todos podem receber isso, como o próprio Senhor disse em Mateus 19. Muitos, pelos séculos, como o apóstolo Paulo, renunciaram ao casamento para ficarem livres para servir ao Senhor. Agora, para muitos, como para ele, a jornada acabou e pouco importa se foram casados ou não, mas tudo o que foi feito por Cristo ainda terá uma completa recompensa d'Aquele que não é injusto para esquecer o menor detalhe da devoção deles.


Alguns amados santos são conhecidos por serem muito infelizes porque não se casaram, mas deveríamos questionar a sabedoria e o amor d'Ele que deu Seu Filho unigênito por nós? É Ele negligente com as circunstâncias de nossa vida? Se Ele visse que o casamento fosse o melhor, Ele não nos concederia isso? Não devemos crer que ainda louvaremos a Ele por Sua sabedoria em reter algumas coisas que pensávamos ser mais desejáveis? Certamente, veremos ainda nessas mesmas coisas que testam nosso espírito, a operação de Sua sabedoria, amor, e poder. Entretanto, o desejo de casar é uma das coisas que podemos, simplesmente, dizer ao Senhor tudo a respeito, e deixar diante d'Ele nossas “petições” (Fp 4:6).


Uma querida irmã no Senhor, solteira, que com idade avançada partiu para estar com o Senhor, costumava observar que uma pessoa solteira pode ser feliz se quiser, enquanto as casadas serão felizes se puderem. Embora, isso não seja uma declaração das Escrituras, de fato contém valiosa sabedoria humana. Podemos tomar qualquer circunstância como vinda do Senhor, e buscar Sua graça para andar felizes nela. A felicidade de uma pessoa não casada, não depende do caráter, disposição, ou consideração do companheiro, enquanto um homem ou mulher casado num certo grau, depende da compatibilidade da esposa ou do esposo.


Não diríamos uma única palavra contra o matrimônio, mas buscamos apresentá-lo em todos os seus aspectos, e de todos os ângulos. Há provações no matrimônio, e são comuns ao homem desde a queda, e Cristãos não podem esperar escapar de todas elas. Que possamos ter uma visão balanceada de tudo o que está exposto aqui.


“Somos peregrinos no deserto,

Nossa morada é um acampamento,

As coisas criadas, embora aprazíveis e belas,

Agora nos lembram da marca da morte nelas.


“Seguimos avançando, sem hesitar,

Em meio a desafios e provações a enfrentar.

O Espírito Santo nos conduz,

Ao lar do Cordeiro, como Sua noiva”.

 

Conquistas no Início de uma Vida Cristã Capítulo 3


Diz-se, com frequência, que os passos mais importantes que damos na vida, são dados quando ainda somos jovens. Nossas decisões iniciais podem determinar muito de nossa vida futura; nosso testemunho para o Senhor, e nossa própria felicidade podem depender delas. Até mesmo, a maneira que ganhamos nosso sustento e o local de nossa residência podem ser determinados cedo na vida, e isso, em contrapartida pode influenciar quase todo o resto, o que destaca a grande importância de tomar decisões corretas enquanto jovem. Isso somente é possível, se tais decisões são dirigidas por uma mão mais sábia que a nossa. É somente quando caminhamos com Deus e buscamos Sua ajuda, e direcionamento que podemos caminhar de forma correta. Embora, enfatizemos a suma importância de caminhar próximo a Deus nesses anos de formação, ainda, acrescentamos que nunca haverá um tempo na vida do Cristão, em que ele não necessite estar continuamente na dependência do Senhor, um passo em falso pode ser dado a qualquer momento.


Há três grandes conquistas no início de uma Vida Cristã:


  1. O grande ponto de partida é o momento quando vamos diante de Deus como culpados, pecadores merecedores do inferno, e por fé aceitamos o Senhor Jesus Cristo como nosso Senhor, Salvador pessoal e Substituto. Nada mais estará correto, a menos e até que esse passo seja dado;

  2. Após ser salvo, a próxima pergunta deve ser, 'Onde devo fazer lembrança de meu Senhor na morte? Aquele bendito que morreu por nós, pediu que nos lembrássemos d’Ele em Sua morte, e Ele não deixou para nossa própria imaginação procurar uma maneira para fazer isso; Ele de forma muito simples, mas explícita, nos disse como deveria ser feito. Onde iremos fazer lembrança, não é uma questão importante? Somos livres para fazer de acordo com o que parece reto aos nossos olhos, como fizeram nos dias sombrios de Juízes? Não foi permitido aos Israelitas na terra de Canaã oferecer seus holocaustos em qualquer lugar da sua escolha; eles tiveram que ir “ao lugar que escolher o Senhor teu Deus” (Dt 26:2), e não ir a nenhum outro lugar. Quando o Senhor envia dois de Seus discípulos para fazerem os preparativos para comerem a última Páscoa, os discípulos nos deram um modelo a seguir nesse assunto; eles perguntaram a Ele: “Onde (Tu) queres que preparemos?” (Mt 26:17). Eles procuraram a direção do Senhor, e Ele as deu minuciosamente. Então, sempre será assim quando não tivermos vontade própria na questão, mas o desejo de conhecer o desejo do Senhor. Isso pode exigir uma grande busca de coração, com frequência outros motivos se confundem com o desejo de fazer a vontade do Senhor.

  3. A escolha do cônjuge é outro grande passo. Algumas pessoas podem estar dispostas a colocar isso a frente dos passos anteriores, mas eles podem ser considerados interdependentes. Certamente é um passo que nunca deverá ser tomado por impulso, ou sem a completa certeza de haver a mente de Deus na questão. Muitos queridos jovens Cristãos se precipitam a casar baseados em seu próprio julgamento, sem buscar o conselho do Senhor, apenas para colher um longo tempo de vida de tristeza e problemas. Que problemas, às vezes, criamos para nós mesmos!

Como os jovens podem chegar a grandes encruzilhadas quando atingem à idade adulta, isso indica a urgência de se decidir cedo por Cristo; pois, se alguém chegar à encruzilhada do casamento ainda não salvo, não há como prever qual caminho ele vai seguir e, necessário acrescentar, qualquer que seja o caminho, dificilmente será o correto. Embora, pela graça de Deus, alguém possa ser salvo mais tarde, pode haver muito que colher de passos tomados enquanto ainda não era salvo. É muito importante ter verdadeira devoção do coração para Cristo desde cedo, pois sem isso, os próximos passos podem ser tomados na vontade própria ou independência, apenas para arrependimento futuro.


Vemos muitos exemplos, nas Escrituras, de devoção desde cedo ao Senhor – José, Samuel, Davi, Paulo, e Timóteo, para mencionar apenas alguns, eram todos jovens quando iniciaram no caminho. Samuel era devoto ao Senhor desde criança, e muito cedo aprendeu a dizer: “Fala, SENHOR, porque o Teu servo ouve” (1 Sm 3:9). Que, cada um de nós, possamos ter mais desse espírito.


Daniel era apenas um jovem, quando foi levado cativo para a Babilônia, mas nessa tenra idade ele andava em toda boa consciência diante de Deus. Ele sabia que os tempos mudaram dos dias da grandeza de Israel, mas ele cria que a Palavra e a Verdade de Deus não haviam alterado. Como um jovem ele era fiel a Deus numa terra estranha, sob circunstâncias muito difíceis. Quatro palavras, cada uma iniciando com a letra “P”– {N.T.: iniciam com a letra “P” no inglês}, – caracterizaram esse querido homem desde a juventude até a velhice; são elas “Propósito” (Purpose), “Oração” (Prayer), “Louvor” (Praise), e “Prosperar” (Prosper). De uma maneira muito marcante, Daniel propôs em seu coração agradar a Deus; ele era também um homem de oração, não apenas em momentos de grande pressão, mas como um hábito regular em sua vida; quando ele recebeu a resposta muito desejada para sua oração no capítulo 2, a primeira coisa que fez foi parar para louvar a Deus (Dn 2:23), e “aos que Me honram, (Eu, o Senhor) honrarei” (1 Sm 2:30), é verdade, Deus fez com que Daniel prosperasse em uma terra estranha.


O propósito do coração é como o leme do navio, que possibilita manter o curso estabelecido. O navio pode ser bom, e ter grandes motores, mas sem o leme é inútil – não pode ir a lugar nenhum. Paulo teve um bom leme quando disse: “Mas uma coisa faço” (Fp 3:13). Ele não era “Homem de coração dobreinconstante em todos os seus caminhos” (Tg 1:8); ele era um homem com um único propósito, e esse propósito era ir por este mundo para alcançar Cristo em glória. Ele não tinha intenção de demorar-se pelo caminho, mas disse: “prossigo para o alvo” (Fp 3:14), para a glória e a coroa da vitória.


Nesse ponto é necessário lembrar da oração, que também caracterizava Daniel, pois a mera determinação humana de agradar a Deus não era suficiente. Temos que caminhar em constante dependência, reconhecendo nossa fraqueza. O conselho de um homem “cheio do Espírito Santo”, para os jovens crentes foi que eles “permanecessem no Senhor com propósito de coração” (At 11:23-24), e devemos lembrar que necessitamos do constante suprimento de graça, e ajuda de nosso “Grande Sumo Sacerdote” (Hb 4:14), para fazer o mesmo.


Que o Senhor possa conceder tanto ao escritor quanto ao leitor mais desta indivisibilidade de coração e singeleza de visão, assim como foram mostrados nos santos do passado, para que sejamos mantidos longe de muitos passos em falso que trarão tristeza em nossa vida, e desonra para o Senhor. Tudo isso tem uma grande influência em nosso tema principal – Matrimônio.

“Nosso caminho é acidentado, e perigoso também.

Em um deserto sem trilha, nossa jornada segue além.

Mas a coluna de nuvem que pelo caminho nos guia,

É nossa luz segura à noite, e nos dá sombra em pleno dia”.

 

Escolhendo um Cônjuge Capítulo 4


“Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas” (Pv 3:6), é uma Palavra importante. Significa mais do que simplesmente buscar a Deus por Sua direção em algum passo importante – é o constante e habitual reconhecimento d'Ele em todos nossos caminhos.


Quantos Cristãos provaram a verdade desse versículo pela graciosa e sábia intervenção do Senhor em dar um cônjuge adequado para a vida. Eles não estavam a busca de uma esposa ou marido, mas encomendado todo seu caminho a Ele, e no decorrer do tempo, a pessoa certa lhes foi apresentada. Em contraste com isso, às vezes vemos pessoas – mesmo Cristãos – que se apressam a casar, com menos critério do que usariam para contratar um contador para o escritório – alguém que poderia ser dispensado com um mês de aviso prévio. Ainda há outros que procuram uma esposa como se estivessem buscando a linhagem de um gado que desejam comprar. Em um caso, esse importante passo é tomado de forma leviana, e no outro é tomado na sabedoria humana ou talvez sensual. Essa não é a sabedoria que vem de cima.


É muito perigoso uma pessoa aconselhar a outros com quem deve casar; com frequência resulta em desastre. Há alguns pontos, entretanto, que sentimos confiança em mencionar, e estes são a respeito àqueles com quem não devemos casar.


Em primeiro lugar, é bastante claro que o Cristão, sob nenhuma circunstância, deveria se casar com um incrédulo, “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3:3). Como um filho da luz pode se unir a um filho das trevas, e esperar a bênção do Senhor? A Palavra de Deus é extremamente clara de que tal união é errada – “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis (incrédulos – ARA); porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça (iniquidade – ARA)? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial (Maligno – ARA)? Ou que parte tem o fiel com o infiel (Ou que união, do crente com o incrédulo – ARA)?” (2 Co 6:14-15).


Para duas pessoas andarem juntas, devem encontrar um nível comum sobre o qual vão caminhar; caso contrário, estarão em constante atrito, um puxando o outro. Isso só irá resultar em infelicidade geral. Onde então, perguntamos, podem o crente e o incrédulo encontrar o nível comum para andar juntos? Com certeza, somente no nível do incrédulo. É obviamente impossível elevar o incrédulo e fazê-lo andar no caminho de fé, pois ele não possui a vida e a natureza capazes disso; entretanto, a única alternativa é o crente se rebaixar e andar no plano carnal, onde caminha o homem que anda por vista. Entendimento mútuo não é alcançado nesse caso com cada um cedendo um pouco; o crente tem que desistir de buscar agradar ao seu Senhor. Isso é terrivelmente solene, e nada além de tristeza pode advir como resultado.


Houve crentes que em considerável ignorância da mente e Palavra de Deus casaram com incrédulos, e algumas vezes o Senhor em Sua graça governamental, trouxe o incrédulo ao completo conhecimento da salvação. Isso é simplesmente maravilhoso de Sua parte. Se essas linhas chegarem às mãos de alguém que se encontra casado com incrédulo, sugerimos que eles simples e plenamente coloquem a questão diante de Deus, julgando a si mesmos completamente por qualquer pecado ou falha, e confiando n'Ele para trabalhar no coração do cônjuge não salvo em quaisquer circunstâncias que Ele possa Se agradar. Mas que cada um tome cuidado, para não ser tentado a tomar um passo em aberta desobediência.


É, de fato, uma coisa solene estar unido pela vida a alguém de cuja pessoa aquele que é filho de Deus será separado por toda a eternidade. Se houver amor entre eles, o pensamento seria intolerável. E pensar em viver nesse relacionamento íntimo com alguém para quem o Seu Senhor e Salvador não é precioso. Mesmo naqueles que são amáveis e educados, permanece sob a superfície um ódio natural a Deus e Seu Cristo. O incrédulo é um inimigo de Deus, e toda a inimizade é da parte do homem; Deus ama o pecador e suplica a ele para se reconciliar. Que doce comunhão seria impedida aos santos que não pudessem conversar em casa sobre a graciosidade de Cristo, ou sobre os tesouros encontrados na Palavra de Deus. Pense na perda de não ser capaz de dobrar os joelhos juntos e se dirigirem a Deus como Pai, e abrirem seu coração para Ele em súplica e oração. E nos tempos de provação e adversidade, o não salvo não pode ter o doce conforto de Deus e Sua Palavra, e ambos sentirão solidão.


Há também um sútil laço de Satanás, que às vezes é lançado aos pés dos santos. Satanás leva os santos a serem atraídos por um incrédulo, e conforme o envolvimento cresce se encontram de certa forma envolvidos, a consciência começa a acusá-los, e estão prontos a voltar atrás, quando de repente o incrédulo faz a confissão da fé em Cristo. É compreensível que qualquer Cristão espere sinceramente que essa confissão seja real, e a tendência nesse caso seria do crente aceitar isso como verdadeiro. Reconhecidamente torna a situação mais difícil e complexa, mas nunca haveria tanta necessidade, do crente, estar vigilante, e acima de tudo buscar pela ajuda do Senhor. Homens de caráter irrepreensível são conhecidos por, deliberadamente, enganar moças Cristãs para ganhá-las como esposas, e da mesma forma as adoráveis moças mundanas enganam os jovens rapazes Cristãos. Se houve algum momento em que a confissão de fé deveria ser tratada com a atitude de esperar para ver, é quando a esperança do matrimônio está envolvida. Talvez na maioria das vezes, esses casos provaram ser falsos. Alguns daqueles que a profissão era espúria, não tinham em mente enganar ninguém, mas pela influência de alguém que amavam, eles buscaram compreender a salvação, e finalmente chegaram ao estado de apreensão mental, mas a consciência nunca foi alcançada. Foi um mero consentimento intelectual, que talvez tenha surgido por causa de um admirável desejo de agradar a pessoa amada. Essa, talvez, seja a mais engenhosa armadilha planejada e desenvolvida para os pés do jovem crente. Que Deus possa preservar aquele que esteja lendo estas linhas de ser enganado dessa maneira. Lembre-se disso, em muitos casos, a esperteza humana não é suficiente para detectar a realidade, ou a falta dela; e ele que “confia no seu próprio coração é insensato (tolo – TB) (Pv 28:26). Nesses determinados momentos nosso próprio desejo pode se tornar tão confuso com o desejo de agradar ao Senhor, que podemos persuadir a nós mesmos de qualquer coisa. Que Ele possa guardar os pés de Seus santos longe dessa armadilha.


Um coração menos correto algumas vezes adota a visão que ele pode se casar com um incrédulo, e mais tarde ser usado para a conversão dessa pessoa. Essa é uma consideração fantasiosa, e geralmente se mostra contrária aos fatos. E porque isso acontece? Irá Deus nos abençoar na desobediência a Ele? Devemos fazer “o mal para que venha o bem?” (Rm 3:8 – AIBB). Todo aquele que entra num casamento com um cônjuge não salvo, o faz em desobediência direta, mesmo que pense que assim converterá o outro. Disso só se pode esperar consequências infelizes.

 

Compatibilidade Capítulo 5


Já mostramos que é sempre errado para um Cristão se casar com um incrédulo, e, assim formar “um jugo desigual” (2 Co 6:14). Há, também, uma questão importante que deve preocupar um Cristão que se casa com outro Cristão; isto é, a questão da compatibilidade. Cristãos, como outras pessoas, variam grandemente, tanto em natureza e caráter, quanto em ambiente e circunstâncias. Eles também abrangem uma ampla gama de estados espirituais. Em toda essa variedade de qualidades e realizações há alguns crentes que seriam bastante inadequados para se unir em matrimônio, pois seria pouco provável que eles fizessem os ajustes para que houvesse a harmonia necessária. Portanto, algum pensamento deve ser dado a esta importante questão, pois deve haver uma possibilidade razoável de cada um se adaptar ao outro.


É triste, mas é verdade, que há muitos Cristãos unidos em matrimônio que são muito infelizes em seu relacionamento conjugal. “Não é conveniente que estas coisas sejam assim” (Tg 3:10 – ARA), pois, eles são um testemunho fraco diante do mundo, e estão desagradando ao Senhor. Quando as pessoas estão se unindo em matrimônio devem fazer ajustes, e o devido exercício da graça Cristã deve ajudar, substancialmente, a produzir harmonia. Também, se cada um seguir as instruções das Escrituras para sua própria conduta, muitos atritos serão evitados.


Conhecemos alguns que falharam desde o primeiro dia de vida conjugal no exercício da graça, ou em fazer os ajustes que o mútuo amor Cristão traria; tais pessoas estariam destinadas à infelicidade.


Acreditamos plenamente que, se um filho de Deus busca seu Pai por sabedoria, e busca a vontade e a mente do Senhor, estando em sujeição a ela quando conhecida, então não necessita ter receio ao dar o passo em direção ao casamento. Em 1 Co 7, lemos estas palavras: “fica livre para casar com quem quiser”, mas contanto que seja no Senhor (1 Co 7:39). Agora, esta última expressão significa muito mais do que meramente estar casando com outro Cristão – “no Senhor” (1 Co 7:39) – implica reconhecimento de Sua autoridade. Aquele que pertence ao Senhor que o comprou, não tem mais o direito de agradar a si mesmo, mas deve perguntar, “Senhor, que (Tu) queres que faça?” (At 9:6). O Senhor nunca conduz alguém a um casamento que não pode ser bem sucedido. Se isso for do Senhor, haverá a adequação e adaptabilidade que é necessária.


Sabendo que nosso pobre e traiçoeiro coração pode nos enganar, fazendo pensar que temos a mente do Senhor em relação aos planos de casamento, convém a nós pesarmos a questão de quais ajustes serão necessários, e se tais ajustes seriam possíveis. Citaremos alguns exemplos: Suponhamos o caso de uma jovem criada que foi criada rodeada de riqueza; ela estará disposta a aceitar o que seu marido, comparativamente pobre, pode suprir? Abaixar o padrão será penoso a ponto de produzir algum atrito? Há a possibilidade que esta diferença seja superada com sucesso, se houver amor verdadeiro suficiente, mas não é bom apressar o casamento sem uma cuidadosa consideração dos problemas envolvidos.


Ou em questões espirituais, estão ambos, marido e mulher, dispostos a buscar agradar e servir ao Senhor na mesma medida de devoção? Uma divergência nesse assunto seria um obstáculo ao mútuo entendimento e cooperação.


Algumas vezes, há uma grande disparidade na esfera física, e um é forte e robusto enquanto o outro é fraco e doente. Nesse caso, estarão dispostos a fazer os ajustes necessários e não se aborrecerem?


Grande diferença de idade ou língua pode criar barreiras quase intransponíveis. Muitas outras coisas poderiam ser acrescentadas, mas essa deve ser suficiente para apontar o princípio que queremos mencionar, e a necessidade da consideração antes de dar um passo que não pode ser revertido.


Podemos imaginar poucos arrependimentos piores do que perceber que se casou com a pessoa errada. Se essas linhas caírem nas mãos de alguém que tem tal sentimento, pedimos por Seu amado nome, que busque Sua ajuda em exercício de muita graça Cristã e paciência, para tornar o seu lar no qual o Senhor seja honrado. Se isto for verdadeiramente feito em Seu temor, Ele pode trazer muita paz e felicidade para sua vida.


Entretanto, nem todos os casos de infelicidade conjugal são devido a incompatibilidade. Em muitos casos, é resultado direto de um baixo estado de alma, onde o marido ou a mulher (ou ambos) se afastaram do Senhor. E quem é mais irracional e duro para se conviver do que um Cristão em um estado de alma ruim!


Qualquer que leia isso e estiver tendo dificuldades familiares, possa buscar a causa, e examinar seu coração diante do Senhor, então julgue a si mesmo sem piedade diante de Deus; colocando de lado de uma vez o que quer que tenha vindo e formado uma crosta sobre a alma, impedindo assim o regozijo pessoal no Senhor. Andar em comunhão com Deus é uma poderosa salvaguarda contra muitos perigos e males que nos assediam.


“Ó Senhor, Teu amor sem limites,

Tão doce, tão pleno, tão livre,

Minha alma é completamente movida,

Sempre que penso em Ti!


""Contudo, Senhor, ai! Que fraqueza

Por dentro, encontro em mim,

Nenhum prazer mutável de uma criança

Se compara à minha mente errante”.


“"Porém, Teu amor é imutável,

E meu coração reconduz,

Ao gozo em todo o seu briho,

À paz que seus raios emana."


“"Ainda doce é perceber,

Se nuvens obscureceram minha visão,

Quando passas, Amado Eterno,

Em direção a mim, como sempre, Tu és resplandecente"


“Ó preserva minha alma, então, Jesus,

Permanecendo ainda Contigo,

E, se me desviar, ensina-me

Rápido para junto de Ti voltar-me.


“Que toda Tua generosa benevolência

Seja conhecida por minha alma;

E, familiarizado com essa Tua bondade,

Minhas esperanças Tu mesmo coroarás”.


Paul Wilson

 




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1 Comment


Gostei muito desse livro!

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