Governos (Junho de 2021)

Atualizado: Jul 31

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ÍNDICE

Governo

O Cristão

Governo na Terra

W. J. Prost

O Fracasso de Israel Sob Governo

J. N. Darby

Governos Contrastantes: Israel e Gentios

J. N. Darby

Governo Gentio e Seu Final

G. Cutting

O Fracasso do Governo Hoje

W. J. Prost

Democracia à Luz da Escritura

F. B. Hole

Verdade e Retidão

W. Kelly

Semeando e Colhendo

Bible Searcher

Sofrimento e Governo

R. Beacon

O Governo Ainda Não É Justo

Bible Treasury

Governos Representantes de Deus

Bible Treasury

O Governo Direto de Deus

Bible Treasury

Levantai vossas Cabeças, Eternos Portais

E. L. B.


Governo


Onde existe pecado, precisa haver governo. Sem ele, a Terra tornou-se tão violenta e corrupta que Deus teve que destruí-la com uma inundação e recomeçar. Para conter o homem, a espada da justiça foi colocada em sua mão. Foi dito para Noé: "Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado." (Gn 9:6). O governo envolve poder, como Pilatos disse ao Senhor Jesus: "Não sabes Tu que tenho poder para Te crucificar e tenho poder para Te soltar?" (Jo 19:10). Quando os filhos de Israel entraram em sua terra da promessa, eles tinham Quem os governava sob o título, "O Senhor de toda a Terra". Com o tempo eles O rejeitaram, querendo ser como as nações ao seu redor. Finalmente, por causa de seus pecados e recusa em se arrepender, Deus se afastou deles e os colocou sob o governo dos gentios, começando com Nabucodonosor. Sendo o pecador que é, dar poder ao homem o leva a se exaltar e se afastar de Deus para a idolatria. Qual é a resposta de Deus para a desordem que o homem fez? “Ao revés, ao revés, ao revés a porei, e ela não será mais, até que venha Aquele a quem pertence de direito, e a Ele a darei” (Ez 21:27). “Um Filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso [...] Deus Forte [...] Príncipe da Paz. Para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim" (Is 9:6-7 ARA). E qual é a nossa resposta à solução de Deus? "Ora, vem, Senhor Jesus!" (Ap 22:20).


O Cristão

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Governo na Terra


Parece claro, pela Palavra de Deus, que não havia governo na Terra até depois do dilúvio de Noé. Em vez disso, lemos que, "a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente" (Gn 6:5). Mas Deus iria provar o homem sob diferentes formas de Sua ordenação, para ver se havia algo de bom no homem caído. Não porque Deus precisasse ser convencido da ruína total do homem; antes, Deus provaria ao homem qual era sua real condição.


Assim, depois do dilúvio, lemos que, "Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a Sua imagem" (Gn 9:6). Não parece que Deus especificou qualquer forma particular de governo; Ele simplesmente o estabeleceu como um freio aos desejos pecaminosos do homem. Podemos notar, no entanto, que Deus viu em Noé, como chefe de sua família, o líder na execução do governo na Terra renovada. Deus sabia que mesmo a lembrança do terrível julgamento do dilúvio não restringiria o mal no mundo, pois "a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice" (Gn 8:21). Mas o homem, na pessoa de Noé, falhou quase imediatamente, e então mais tarde, o orgulho exibido na construção da torre de Babel, tornou necessária a confusão da linguagem do homem. Isto foi o começo das nações na Terra.


Cidades-estado e pequenas nações


No mundo antigo, havia cidades-estado e pequenas nações, governadas principalmente por reis, embora nações maiores, como o Egito, gradualmente subissem ao poder. Deus, então, escolheu a nação de Israel, que inicialmente era governada pelo próprio Senhor, por meio de homens escolhidos a quem Ele levantou. Mas Israel rejeitou o governo de Deus e insistiu em ter um rei, querendo ser como as outras nações ao seu redor. Naquela época o Senhor lembrou a Samuel: "[...]pois não te tem rejeitado a ti; antes, a mim Me tem rejeitado, para Eu não reinar sobre ele" (1 Sm 8:7). Por fim, Israel falhou sob os juízes, profetas, sacerdotes e depois sob os reis. A história deles, como nação soberana, terminou com a palavra “Lo-Ami “(não Meu povo) sendo escrita sobre eles.


As nações gentias


Seguiu-se, então, os tempos dos gentios, quando o poder e a autoridade no mundo lhes foram confiados. Babilônia, sob Nabucodonosor, foi a primeira nação e é descrita na estátua de Daniel 2 como "a cabeça de ouro". Em grande parte, isso se devia ao fato de Nabucodonosor ser um governante supremo, cuja vontade e palavra podiam sobrepor-se às de todos os demais. Outros governos que se seguiram (como o medo-persa, o grego e o romano) eram de constituição inferior, pois normalmente a vontade de outros entrava no governo.


Ao longo da duração dos “tempos dos gentios” (os tempos em que ainda vivemos), o homem tem tentado várias formas de governo, sempre procurando encontrar algo que funcione perfeitamente. Tais governos geralmente têm sido imperialistas ou democráticos, mas nenhuma das duas formas têm funcionado bem. Os governos imperialistas, embora geralmente tenham um governante supremo, frequentemente têm um pequeno grupo de pessoas que cercam o governante supremo e que também detém o poder. Em sua disputa por influência, o ego assume o controle e a opressão do povo é o resultado mais comum.


Governo democrático


As formas democráticas de governo podem parecer funcionar, mas, como alguém observou, "democracia é liberdade de escolha, mas é a liberdade de serviço autoescolhido e de sacrifício autoimposto". A democracia, de um modo geral, tem funcionado desde que uma porcentagem razoável das pessoas tenha integridade moral, e a influência do Cristianismo no mundo tem muito a ver com isso. Mesmo em nações que não abraçaram amplamente o Cristianismo, a moralidade cristã e o altruísmo surtiram efeito e, portanto, possibilitaram a sobrevivência de formas democráticas de governo. No entanto, isso começou a mudar durante os últimos 50 anos ou mais, e como a Palavra de Deus foi gradualmente removida do domínio público, o impacto da moralidade e virtude cristãs diminuiu. Tal como acontece com os governos imperialistas, o interesse próprio tem sido cada vez mais característico do governo nas democracias ocidentais. Além disso, muitos reconhecem que as administrações democráticas hoje têm estado quase paralisadas e ineficazes, pois procuram satisfazer os interesses amplamente diferentes daqueles que os elegem. Em vez de integridade moral e retidão, a corrupção se instalou, causando mais desilusão ao eleitorado, cuja moralidade geralmente não é melhor do que a de seu governo. Em vez de um forte senso de certo e errado, baseado na irrefutável Palavra de Deus, uma atitude egocêntrica se desenvolveu gradualmente. Assim, as decisões do governo são baseadas em: "O que me tornará popular junto ao eleitorado e me fará eleito novamente?” Entre o eleitorado, a atitude muitas vezes é: "O que isso traz para mim"? em vez de: "O que é certo e o que é para o bem do país"?


É reconfortante saber que o Senhor está acima de toda essa aparente confusão, pois lemos em Daniel 4:17 que, "o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens; e os dá a quem quer e até ao mais baixo dos homens constitui sobre eles". A história dos tempos dos gentios mostra claramente que, na maioria das vezes, Deus cumpriu Seus propósitos ao permitir que o mais vil dos homens governasse.


A ascensão da besta


Pelo menos no Ocidente, eventualmente, tudo isso culminará com a ascensão da besta, o chefe do Império Romano revivido, que terá autoridade suprema, mas de uma forma perversa. Em sua associação com o anticristo, ele controlará o mundo ocidental por um curto período. Mas Deus terá a palavra final. Como lemos em Daniel, "Estavas vendo isso, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra" (Dn 2:34-35). A pedra é, obviamente, nosso Senhor Jesus Cristo, que em Sua manifestação destruirá todos os reinos dos homens e instituirá um governo justo na Terra durante o Milênio. Então, por 1.000 anos, o homem viverá sob um regime perfeito e justo, com prosperidade e justiça.


O milênio


Mas o homem ficará satisfeito com isso? Não! No final daquele Milênio maravilhoso, Satanás será solto novamente e instigará uma rebelião contra Cristo que assumirá proporções terríveis. Os números envolvidos serão “como a areia do mar” (Ap. 20:8), enquanto procurarão derrubar o único governo justo que o mundo já teve. Mas eles serão destruídos, pois "desceu fogo do céu e os devorou" (Ap 20:9).


Em seguida, virá o que muitas vezes é chamado de “Estado Eterno”, onde Deus será “tudo em todos”, onde o pecado será banido para sempre e onde nenhum governo será necessário. O reino de Deus em seu pleno efeito moral estabelecido, porém nenhum reino de governo evidente. Haverá "novos céus e nova terra, em que habita a justiça" (2 Pe 3:13).