Mulheres do Novo Testamento (Julho de 2021)

Atualizado: Jul 31

Baixe esta revista digital nos formatos:


EPUB - MOBI

ÍNDICE

Mulheres do Novo Testamento

Tema da edição

Mulheres da Genealogia de Nosso Senhor

W. J. Prost

Maria, a Mãe de Nosso Senhor

W. J. Prost

Maria Madalena

Women of Scripture

Amor Devolvido

W. J. Prost

Dorcas

E. Dennett

Lídia

Women of Scripture

Febe Nossa Irmã

S. B. Anstey

Febe

W. J. Prost

A Mãe de Timóteo

G. H. Hayhoe

A Fé das Quais Imitai

C. p. h.


Mulheres do Novo Testamento


“O seu valor muito excede ao de rubis” (Pv 31:10 – ARF). O que estava no coração de algumas das mulheres mencionadas nesta edição deve ser valorizado muito acima de rubis. Elas tinham devoção individual e pessoal a uma pessoa – o Senhor Jesus Cristo. Lucas registra que “os doze iam com Ele; e algumas mulheres [...] Maria chamada Madalena [...] Joana [...] e Suzana, e muitas outras, que O serviam com os seus bens” (Lc 8:1-3 – ARF). Os discípulos estavam com Ele, mas as mulheres são notadas como servindo a Ele. Um pouco mais tarde, em Lucas 10, está registrado que Maria “assentou-se aos pés de Jesus”. Foi a boa parte, sentar-se em um lugar baixo, a Seus pés e ouvir o que Ele tinha a dizer. Maria estava ocupada com Ele. Quando o irmão dela morreu, Maria esperou que Ele agisse primeiro, esperou até que Ele a chamasse. Quando Ele a chamou, ela se levantou apressada para ir até Ele e, quando O viu, caiu a Seus pés. Sua atenção tenaz e atração de coração eram para Ele. Com Maria Madalena, nenhum poder poderia afastá-la do Objeto de sua afeição. Foi dito com sabedoria: “Nunca tente amar mais ao Senhor do que você o ama – apenas sente-se e reflita no quanto Ele te ama. Isso aumentará o seu amor por Ele”. E qual será o resultado disso? Você causará alegria e satisfação ao Seu coração; como Maria, você terá escolhido a “boa parte” que não lhe será tirada.



Mulheres da Genealogia de Nosso Senhor


No evangelho de Mateus, há quatro mulheres mencionadas na genealogia de nosso Senhor, genealogia que traça a linhagem de nosso Senhor através de Salomão, e, assim, dá a Ele o direito ao trono de Israel. Embora todas essas mulheres tenham vivido na época do Velho Testamento, é interessante encontrar seus nomes no Novo Testamento, visivelmente mencionados em conexão ao nascimento do Senhor Jesus. Há uma instrução real para nós ao considerá-las.


Em primeiro lugar, notamos que pelo menos três delas eram claramente gentias – Tamar, Raabe e Rute. Visto que seu marido Urias era um hitita; Bate-Seba também pode ter sido uma gentia, mas isso não nos é dito nas Escrituras. Isto nos revela o quanto os gentios estavam diretamente envolvidos na linhagem de nosso Senhor e, nesse sentido, o caminho foi aberto para futuras bênçãos aos gentios.


Mas o que é mais impressionante sobre essas quatro mulheres é que cada uma tinha um defeito – seja por causa de seu caráter ou por causa de sua formação. Um autor não inspirado poderia muito bem deixar seus nomes fora do registro divino, pois a genealogia era traçada através dos homens, e pareceria desnecessário mencionar os nomes dessas mulheres, as quais parecem manchar a genealogia de nosso Senhor. No entanto, o Espírito de Deus os incluiu, tanto para nosso encorajamento quanto para a glória de Deus.


Tamar


A primeira a ser mencionada é Tamar, que era a mãe de Perez. Sua história triste e imoral é registrada em Gênesis 38, quando Judá se afunda cada vez mais no pecado. Primeiro, ele se casou com uma filha dos cananeus, que lhe deu três filhos. Então, quando dois desses filhos morreram pelas mãos do Senhor, ele prometeu seu filho mais novo à viúva deles; Tamar, no entanto não cumpriu sua promessa. Por fim, Tamar fingiu ser uma prostituta e concebeu de Judá, que evidentemente não tinha escrúpulos em procurar uma mulher desse tipo. Mas esse não foi o único pecado na vida de Judá, pois ele foi o irmão que sugeriu vender José para o Egito. Ele não era apenas um homem imoral, mas também malicioso e cruel.


Contudo, mais tarde, ficou evidente que Judá foi o mais arrependido de todos os irmãos de José e aquele que se apresentou no Egito para tomar o lugar de Benjamin, quando a taça de prata foi encontrada no saco que pertencia a Benjamin. Nas bênçãos de Jacó (Gn 49:8-12), nenhuma menção é feita a seu pecado, pois o arrependimento e a graça o cobriram. Como resultado, a tribo de Judá se tornou a tribo real.


Raabe


O próximo nome a ser mencionado é o de Raabe, outra mulher imoral, pois ela é constantemente mencionada como “Raabe, a meretriz”. No entanto, o que a caracterizou foi a fé – fé no Deus de Israel e em Seu poder de dar a Israel a terra de Canaã. Ela depositou sua fé n’Aquele de Quem tinha ouvido falar – o Deus que pôde secar o Mar Vermelho e derrotar os poderosos egípcios. Sua fé era forte, e o Senhor a honrou, pois ela também encontrou um lugar na linhagem de nosso Senhor, tendo se casado com o chefe da tribo de Judá.


Rute


Em terceiro, chegamos a Rute, e aparentemente ela tinha um belo caráter. Sua firmeza em voltar para a terra de Israel com sua sogra Noemi, sua confiança no Deus de Israel, sua disposição para sair e colher espigas nos campos, seu cuidado por Noemi – tudo isso fala de uma mulher piedosa e de valor. No entanto, havia um problema, pois a lei afirmava claramente que nenhum moabita deveria entrar na congregação de Israel, não, nem até a décima geração (Dt 23:3). Mas, mais uma vez, a graça entra em ação, pois Rute é aceita na congregação, além e acima da lei. A lei é, com efeito, posta de lado para que a graça possa abundar. Na terceira geração depois dela, seu bisneto está sentado no trono de Israel.


Bate-Seba


Finalmente, chegamos a Bate-Seba e novamente nos encontramos associados ao pecado. Embora a responsabilidade pelo pecado deva ser atribuída a Davi – pecado do tipo mais sórdido – ainda assim Bate-Seba está ligada a ele. Depois que Davi e Bate-Seba cometeram adultério juntos, Davi planejou o assassinato de seu marido Urias, um de seus servos mais fiéis, a fim de tentar encobrir seu pecado. Mais uma vez, encontramos Deus trazendo bênção a partir do pecado do homem, pois o fruto da eventual união de Davi e Bate-Seba foi Salomão, de quem a Escritura registra: “O Senhor o amou” (2 Sm 12:24). O nome Salomão significa “pacífico”, mas seu nome adicional, dado por meio do profeta Natã, foi Jedidias, que significa “amado de Jeová”. Como bem sabemos, Salomão sucedeu a Davi no trono de Israel, e ele era um tipo de Cristo que reinará na glória milenar.


Em todas essas quatro mulheres, vemos o pecado em seu caráter ou em sua formação, mas a graça triunfa sobre todas as coisas. Certamente, tudo isso traz diante de nós as palavras de nosso Senhor: “Eu não vim chamar os justos, mas sim pecadores, ao arrependimento” (Lc 5:32). O céu será ocupado com aqueles que foram pecadores, tanto pela natureza como pela prática, mas que foram purificados pela obra de Cristo na cruz. Sua genealogia exemplifica essa verdade bendita!


W. J. Prost

Voltar ao Índice


Maria, a Mãe de Nosso Senhor


Um olhar sobre a vida de Maria, a mãe de nosso Senhor, mostra-nos (para usar as palavras de alguém) “a maravilhosa graça de Deus ao escolher esta pobre mulher para esta indescritível honra, e os frutos dessa graça como foram manifestados nela, na simples e inabalável confiança no Senhor e na sua devota e humilde vida”. O espaço não nos permite entrar em todos os detalhes de sua vida, mas a consideração de algumas experiências não apenas engrandecerá a graça de Deus, mas também servirá como uma instrução prática para nós.


Podemos notar imediatamente que, embora Maria seja claramente mencionada em Mateus, ela tende a desaparecer em segundo plano. É assim que deve ser, pois em Mateus, Jesus é visto como o Rei legítimo. Por exemplo, em Mateus 2, cinco vezes lemos a frase: “o menino e sua mãe”, quando provavelmente teríamos dito: “A mãe e seu menino”. Mas o Espírito de Deus reserva apropriadamente o lugar de destaque para o Senhor Jesus; era Ele quem devia ser adorado e ter o primeiro lugar. Quanto às palavras e ações de Maria, elas são mencionadas apenas em Lucas e João.


Altamente agraciada


Notamos, primeiramente, o encontro de Maria com o anjo Gabriel. Ela “achou graça diante de Deus” (Lc 1:30) por causa de sua santidade e piedade; ela foi “altamente agraciada” (Lc 1:28 – KJV), por causa da graça soberana de Deus que a escolheu para o privilégio especial de ser a mãe de nosso Senhor. Notamos também que sua pergunta ao anjo s