O Livro de Ester

Atualizado: Mar 8

INTRODUÇÃO

O livro de Ester é uma das poucas porções das Escrituras que nos chamam a atenção pela ausência do nome de Deus. Isto tem, com frequência, surpreendido a muitos: os próprios judeus não eram capazes de compreender o por quê, e há hoje muitos Cristãos que não diferem muito deles. E isto chegou ao ponto de se ter tornado um hábito para alguns, especialmente nestes últimos tempos, tratarem o livro de Ester com uma certa medida de descrédito, como se a ausência do nome do Senhor fosse algo suspeito — como se o livro não fosse de Deus pelo fato de o nome de Deus não ser encontrado nele. Espero mostrar que o fato do nome de Deus não ser encontrado faz parte da excelência do livro, pois há ocasiões em que Deus encobre Sua glória. Não há ocasião em que Ele não opere, mas Ele nem sempre permite que Seu nome seja escutado, ou que Seus caminhos sejam vistos. Quero mostrar que é precisamente este o caráter que o livro exigia — que o nome de Deus não fosse encontrado ali. Por conseguinte, ao invés de despertar uma discussão quanto à participação de Ester no volume sagrado, isto irá mostrar a perfeição dos caminhos de Deus, até mesmo neste fato tão excepcional que é a ausência de Seu nome em todo um livro.


Devemos entender, então, o que Deus tem em vista. E a resposta é esta: Ele está falando aqui de Seu povo na antiguidade, vivendo em circunstâncias tais que Ele não poderia ter o Seu nome associado a eles, uma vez que ocupavam uma posição completamente irregular. Na verdade, no livro de Ester eles não ocupam posição alguma. Não poderíamos dizer o mesmo acerca daqueles judeus que saíram de Babilônia aproveitando a permissão que lhes havia dado Ciro, o Persa, em cumprimento ao que fora predito pelos profetas. É verdade que, mesmo no que diz respeito àquele remanescente, Deus não os chama de “meu povo”. Ao permitir que Nabucodonosor devastasse a terra da casa de Davi e das tribos que haviam continuado fiéis à sua aliança, Deus tirou deles, por um breve período, o título que tinham, e aquele título ainda não lhes foi devolvido. Está, no entanto, bem guardado. Ele tem a intenção de restaurá-los à terra de sua herança; mas o título de posse encontra-se, momentaneamente, desaparecido. Não está perdido, mas reservado; guardado em segredo, para eles, pelo próprio Deus. Quando chegar o dia de Israel ser levado de volta à sua terra, Deus irá gradualmente introduzi-los na posição e no relacionamento que lhes são próprios, e então virão os dias de céu sobre a terra.


Mas isto estava longe de acontecer, mesmo com o remanescente que voltou a Jerusalém. Lá, como sabemos, o livro de Esdras os mostra juntos, com a atenção voltada para o altar de Deus, e construindo Sua casa; e o Livro de Neemias os apresenta assinalando sua posição distinta. Muito embora tivessem perdido seu título, ainda assim eles não haviam perdido o seu Deus. Se Deus não os chamava de Seu povo, eles, ao menos, O chamavam de seu Deus. A fé se agarrava naquilo que Deus era para eles, mesmo quando Deus não podia chamá-los de Sua possessão. Portanto, eles realmente construíram os muros da Jerusalém para que o povo de Deus pudesse ter, ainda que em fraqueza, o sentimento de sua separação para Deus. Isso caracterizou todos os aspectos da vida deles. Enquanto Esdras enfoca a vida religiosa, Neemias trata da vida do povo integralmente consagrada a Jeová.


Porém o Livro de Ester traz à tona uma visão bem diferente. O que aconteceu aos judeus que não subiram a Jerusalém? O que aconteceu àqueles que estavam surdos à permissão, ou não deram valor à liberdade para subirem à terra onde Deus tinha posto os Seus olhos, e onde Ele ainda deseja exaltar o Seu nome — Seu Filho o Messias — bem como o povo da Sua escolha, que ainda está para ser manifestadamente reconhecido por Ele? O Livro de Ester é a resposta a esta pergunta, e nos mostra que quando Deus não podia reconhecê-los de nenhuma maneira — e no lugar onde eles igualmente não O estivessem reconhecendo publicamente —, quando não havia nenhum sinal da parte de Deus, nem da parte do povo — onde o nome de Deus, portanto, encontrava-se então inteiramente envolto em segredo, não sendo mencionado uma única vez sequer através de todo o livro — ainda onde exista isso tudo, pode-se ver a mão e a obra de Deus agindo secretamente a favor de Seu povo, mesmo nas condições mais irregulares em que pudessem se encontrar. Esta é a natureza do livro, e isto, creio, é a solução para a dificuldade quanto ao fato de o nome de Deus não ser mencionado ali. Iremos ver farta confirmação do que estou mencionando, quando olharmos mais adiante neste livro. Apenas dou, até aqui, uma pequena amostra de seu caráter a fim de podermos dar a ele a maior atenção, à medida que os vários incidentes vão se desenrolando diante de nós.


PRIMEIRO CAPÍTULO

Mergulhamos, de relance, em uma extraordinária festa promovida pelo rei Assuero, o qual, eu presumo, seja aquele que é conhecido na história secular como Xerxes. Não é assunto de grande importância se foi Xerxes ou Artaxerxes, ou mesmo algum outro que tenha sido sugerido como a solução para esta questão. Devemos nos lembrar que o título de Assuero era um título genérico, assim como era Faraó no Egito, e Abimeleque entre os Filisteus; isto é, havia muitos Faraós e muitos Abimeleques. Assim também entre os persas houve muitos que levaram o nome de Assuero. De qual Assuero se trata é uma dúvida, mas trata-se de assunto sem importância; se fosse importante, Deus no-lo teria dito. No entanto, eu presumo que era realmente Xerxes, em parte por causa do caráter do homem — um homem de pródigos recursos, ilimitada riqueza, imensa luxúria e vaidade — um homem, também, da mais extrema arbitrariedade e caprichos de caráter.


Iremos ver isto em sua conduta para com sua esposa e também para com o povo judeu. Veremos, igualmente, a história de uma extraordinária faceta do reino deste caprichoso monarca; pois se houve um único rei persa do qual se possa dizer que tratou com dureza o povo judeu, esse rei foi Xerxes. Dario foi um grande admirador de Ciro e, consequentemente, um grande amigo dos judeus. Xerxes não era amigo de ninguém além de si mesmo. Ele era simplesmente um homem que viveu para agradar a si próprio — para gratificar os seus desejos e paixões em conformidade com os abundantes meios que a providência de Deus colocou em suas mãos, mas que ele desperdiçou em sua própria luxúria, como, oh!, faz a maioria dos homens.


Bem, ele nos é mostrado aqui naquela época do império persa quando este era constituído, não de 120 províncias apenas, como era o caso quando Dario, o Medo, e Ciro, o Persa, reinaram. Encontramos, no livro de Daniel, que havia sete províncias que foram mais tardes anexadas por meio de conquistas. Xerxes reinou em uma época, portanto, quando o império persa estava no auge de sua glória e de seus recursos, e ele tinha toda a pompa e esplendor do império ao redor de si — todos os príncipes e sátrapas de seu vasto império.


É sob tais circunstâncias que ele chama por Vasti, a qual se recusa a vir. Isso foi uma provocação para aquele monarca arbitrário e cheio de caprichos. Vasti havia desobedecido ao rei. Ela se recusou, fazendo jus ao desejo de recato que caracterizava as mulheres persas. Ela se recusou a cumprir os desejos do rei. Ele desejava apresentar sua formosura a todo o mundo e ela se recusou. Como consequência o rei buscou aconselhamento com seus nobres, e um deles arriscou-se a dar um conselho de sérias consequências, a saber, a demissão de Vasti. Este é, na verdade, o primeiro grande passo na providência de Deus que é colocado diante de nós neste livro, e dele decorrem todos os extraordinários desdobramentos. Isto, por si só, já é de grande interesse, mas há ainda mais.


O livro não é apenas um livro da providência — da secreta providência de Deus — quando Ele não podia associar o Seu nome em prol de Seu povo — dos judeus em sua condição pobre e dispersa no meio dos gentios; mas, indo mais além, trata-se de um tipo, ou figura, dos grandes atos de Deus que ainda estão para acontecer, pois qual é o assunto principal com que o livro é aberto? Este: a eminente esposa gentia do grande rei é dispensada, e uma judia ocupa o seu lugar. Não posso duvidar de que trata-se do que irá acontecer após o gentio haver demonstrado ser desobediente, e ter falhado em exibir a beleza que deveria ser o testemunho de Deus diante do mundo. Em resumo, é o que está acontecendo agora, isto é, nesta época atual, quando é o gentio que ocupa, sobre a terra, uma certa posição diante de Deus.


Como se sabe, o judeu não é agora o testemunho de Deus, e sim o gentio. Mas o gentio falhou completamente. De acordo com a linguagem usada em Romanos 11, os ramos da oliveira selvagem — o gentio — serão quebrados, e o judeu será novamente enxertado nela. Bem, Vasti é a esposa gentia que é colocada de lado por sua desobediência e por haver falhado em exibir sua beleza diante do mundo. E era isto que a Cristandade deveria ter feito. O gentio, volto a dizer, será quebrado e dispensado, e o judeu será trazido à cena. Isto é representado pelo chamado de Ester. Ela torna-se o objeto das afeições do grande rei, e Vasti é descartada para nunca mais ser restaurada. Mas eu faço este comentário meramente para mostrar a conexão que tem este livro, na forma de tipo ou figura, com o grande curso dos conselhos de Deus nas Escrituras.


SEGUNDO CAPÍTULO

Volto agora a expor um pouco dos fatos que são alinhados no livro como o grande desenvolvimento da secreta providência, quando o nome de Deus não pode ser usado. Deus pode trabalhar quando Ele não pode proclamar-Se a Si mesmo, e isto é extraordinariamente ilustrado no fato de que quando a ordem saiu para que as jovens virgens fossem procuradas para o rei, para que ele pudesse escolher, encontramos, entre elas, aquela de que fala esta porção: “Havia então um homem judeu na fortaleza de Susã, cujo nome era Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem benjamita, que fora transportado de Jerusalém, com os cativos que foram levados com Jeconias, rei de Judá, o qual transportara Nabucodonosor, rei de Babilônia. Este criara a Hadassa (que é Ester, filha do seu tio), porque não tinha pai nem mãe; e era moça bela de parecer, e formosa à vista; e, morrendo seu pai e sua mãe, Mardoqueu a tomara por filha. Sucedeu pois que, divulgando-se o mandado do rei e a sua lei, e ajuntando-se muitas moças na fortaleza de Susã, debaixo da mão de Hegai, também levaram Ester à casa do rei, debaixo da mão de Hegai, guarda das mulheres. E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele; pelo que se apressou a dar-lhe os seus enfeites, e os seus alimentos, como também em lhe dar sete moças de respeito da casa do rei; e a fez passar com as suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres” (vv. 5-9).


E, resumindo, depois das várias virgens se apresentarem, ao chegar a vez de Ester, esta não apenas achou favor aos olhos do guarda das mulheres mas, ainda mais, aos olhos do rei. “Assim foi levada Ester ao rei Assuero, à sua casa real, no décimo mês, que é o mês de Tebete, no sétimo ano do seu reinado” (v. 16). A propósito, devo observar que a extraordinária confirmação do fato de que essas operações de Assuero pertençam ao período de Xerxes é que foi no terceiro ano do reino de Xerxes, como nos diz a História, que ele promoveu um grande concílio de todos os grandes personagens de seu império. O objetivo político era o de tentar conquistar a Grécia, e ele retornou no sétimo ano de seu reinado — as mesmas datas que são mencionadas neste livro de Ester. Durante o tempo que ficou longe de seu país, ocupou-se no vão esforço que terminou na completa destruição da esquadra persa, e na derrota de seus exércitos pelo poder comparativamente pequeno dos gregos. Mas, seja como for, faço a observação aqui meramente para mostrar a maneira maravilhosa com que a providência de Deus preserva até mesmo as datas, e o modo como os fatos se encaixam. Isto, no entanto, é um pequeno detalhe, pois o grande assunto é este: que a judia foi a preferida entre as outras. A judia é aquela que será, só ela, na terra, a esposa do grande Rei. Sabemos o que significa o “grande Rei”. Suponho que todos estejam cientes de que “grande Rei” era o título especial dado ao monarca persa. Agora as Escrituras usam a expressão “grande Rei” referindo-se ao Senhor. Não tenho como duvidar, portanto, que exista a intenção de se referir a Ele por meio desta figura.


Ester torna-se, então, a esposa — a rainha do grande rei — depois que a gentia foi dispensada por causa de sua desobediência, e o rei faz, em seguida, uma grande festa. Como sabemos, ele envia um convite às províncias. Quando o judeu for introduzido no favor de Deus, será como levá-lo da morte para a vida, não importa qual seja a misericórdia de Deus hoje, a qual é da maior riqueza; mas, no que concerne à terra, essa misericórdia é totalmente desperdiçada pelo mundanismo, pelo egoísmo e pela vaidade. Todas essas coisas têm destruído o caráter do Reino de Deus naquilo que diz respeito ao seu testemunho sobre a terra. Sem dúvida Deus cumpre Seu propósito celestial, mas isso nada tem a ver com este livro. A figura das coisas celestiais não é encontrada aqui. Trata-se apenas da terra e do aspecto terrenal da Cristandade, que é colocada de lado, entrando, então, em cena o judeu. Ester torna-se a esposa permanente do Rei.


Nos é dito aqui, no final do segundo capítulo, que não apenas Mardoqueu senta-se ao portão do Rei, mas que ele se torna em um meio de tornar conhecido ao grande rei um atentado para tirar sua vida. Dois dos guardas do rei, que guardavam a porta, planejavam pôr as mãos no grande rei, mas o plano foi descoberto. Foi feito um inquérito e ambos foram enforcados. Nós bem sabemos que todo ofensor, no dia vindouro, será descoberto e tratado imediatamente. Não haverá mais a incerteza da lei. Naquele dia “reinará um Rei com justiça” (Is 32.1). Haverá uma completa revelação e punição de todos os que levantarem suas mãos contra o Senhor.


TERCEIRO CAPÍTULO

No terceiro capítulo temos uma cena muito diferente. “Depois destas cousas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou; e pôs o seu lugar acima de todos os príncipes que estavam com ele” (v. 1).


Por tratar-se apenas de um tipo — de uma sombra, e não da imagem real, no dia milenar não haverá um Hamã. Até que chegue aquele dia, seja qual for a nitidez da imagem da bênção vindoura, haverá sempre uma sombra escura. Há um inimigo; há um que tenta frustrar todos os planos de Deus. E, de todas as raças sobre a terra, havia uma que era particularmente hostil ao povo de Deus na antiguidade — os amalequitas —, a ponto de Jeová haver jurado e exortado Seu povo a manter uma guerra perpétua contra aquela raça. Ele os exterminaria de debaixo do céu. Os amalequitas eram o objeto peculiar do mais justo juízo de Deus por causa do ódio deles ao Seu povo. E esse Hamã pertencia não somente a Amaleque, mas à própria família real de Amaleque (ver 1 Samuel 15.8). Ele era um descendente de Hamedata, agagita, como nos é dito, e Assuero engrandece esse nobre à posição mais elevada.


Mas, no caminho àquela honra conjunta, havia um espinho! Mardoqueu não se prostrou. Como consequência, Mardoqueu tornou-se reprovável. Os servos do rei lhe perguntaram: “Por que traspassas o mandado do rei?” (v. 3). E depois disso ter se repetido durante algum tempo, Hamã ficou sabendo. “Ele lhes tinha declarado que era judeu” (v. 4). Aí estava o segredo. Deus não aparece. Não existe nessa história nenhuma insinuação de que Deus tenha falado de Si. No entanto era esta a razão secreta; mas a única razão pública que aparece é que Mardoqueu era um judeu. “Vendo pois Hamã que Mardoqueu se não inclinava nem se prostrava diante dele, Hamã se encheu de furor. Porém em seus olhos teve em pouco o pôr as mãos só em Mardoqueu (porque lhe haviam declarado o povo de Mardoqueu); Hamã pois procurou destruir a todos os judeus que havia em todo o reino de Assuero, ao povo de Mardoqueu” (vv. 5,6). E Hamã cumpre isso da seguinte maneira. Ele relata ao rei, sendo ele o principal nobre em sua posição, que havia, “espalhado e dividido entre os povos em todas as províncias do teu reino um povo, cujas leis são diferentes das leis de todos os povos, e que não cumpre as leis do rei; pelo que não convém ao rei deixá-lo ficar. Se bem parecer ao rei, escreva-se que os matem; e eu porei nas mãos dos que fizerem a obra dez mil talentos de prata, para que entrem nos tesouros do rei” (vv. 8,9).


O rei, em conformidade com o caráter que eu já descrevi, fez mui pouca objeção a esse tremendo pedido de Hamã. Ele tirou o anel de seu dedo e o deu a Hamã, e disse-lhe que conservasse para si a prata. Ele enviou escribas para levarem adiante seu pedido, de modo que os correios foram por todas as províncias do rei. Os persas, como se sabe, foram os primeiros criadores do sistema postal que continua até nossos dias. “E as cartas se enviaram pela mão dos correios a todas as províncias do rei, que destruíssem, matassem e lançassem a perder a todos os judeus desde o moço até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é mês de Adar), e que saqueassem o seu despojo. O rei e seu ministro sentaram-se para beber, mas a cidade de Susã estava perplexa.”


QUARTO CAPÍTULO

Bem grande devia ser o pranto que saía do povo judeu. Sua sorte estava selada. Ao menos era o que parecia. Além do mais era sempre uma das máximas do império persa que uma lei, uma vez estabelecida, nunca poderia ser revogada — “conforme a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar” (Dn 6.8). Nada, portanto, ao que parecia, poderia ter salvo o povo. O soberano sobre 127 províncias havia dado sua palavra real, assinado com seu selo, e enviado por seus correios por toda a extensão de seu império. O dia estava marcado; o povo assinalado. A destruição parecia ser inevitável; mas Mardoqueu rasga seus vestidos, veste-se de saco, e vai para o meio da cidade, e chora com grande e amargo pranto (v. 1). E, se o nome de Deus não está escrito e nem aparece, nem por isso os Seus ouvidos escutam menos. Mardoqueu foi até a porta do rei, onde ninguém podia entrar vestido de saco. Ele chegou diante da porta, não passou por ela, e Ester escutou. Contaram a ela e a rainha ficou extremamente amargurada. E Ester envia um dos guardas a Mardoqueu, e este lhe conta tudo o que havia acontecido a ele, e o que Hamã havia prometido dar em troca: a destruição que estava para cair sobre o povo judeu.


Com base nisso, conforme sabemos, Ester dá a Hataq