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Aos Pais de Meus Netos - Parte 6



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ÍNDICE


 

O NOVO TESTAMENTO

Zacarias e Isabel


Os primeiros pais a serem considerados no Novo Testamento são Zacarias e Isabel. Este é o registro divino deles: “Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote, chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; o nome dela era Isabel. E eram ambos justos perante Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade” (Lc 1:5-7).


Zacarias e Isabel viviam na região montanhosa de Judá; mas coube a sorte a Zacarias para oferecer incenso no templo de Jerusalém, enquanto todo o povo esperava do lado de fora. Enquanto queimava o incenso, o anjo Gabriel apareceu a ele, dizendo: “Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá adiante d’Ele no espírito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto” (Lc 1:13-17).


Zacarias evidentemente reconheceu que era um anjo que falava com ele, pois ele estava perturbado e o medo caiu sobre ele. E, no entanto, ele não acreditou no que o anjo lhe disse. “Como saberei isso?” ele perguntou ao anjo. Mas este é o coração do homem: este é o coração até mesmo de um homem honrado como Zacarias, e alguém com um registro tão notável: “justo perante Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor”. E, no entanto, ele não estava disposto a aceitar a palavra de Gabriel! Somos melhores? Estamos sempre prontos para aceitar a Palavra de Alguém maior que Gabriel? Infelizmente, a maioria de nós deve dizer: “Ó Zacarias, como te condenarei? Tua condenação era apenas a minha. Só que somos piores, porque é a Palavra do próprio Senhor Deus, que tantas vezes hesitamos em aceitar exatamente como ela é, sem questionar.


E, no entanto, Zacarias tinha fé. Ele não poderia ter sido “justo perante Deus” se não tivesse fé: pois “ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé” (Gl 3:11). Além disso, é evidente que Zacarias tinha estado orando, pedindo ao Senhor um filho: pois o anjo disse: “Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida”. Deve ter sido fé que levou Zacarias a orar; e deve ter sido uma oração de alguma fé, pois foi ouvida. Acho que Zacarias é muito parecido com muitos de nós que somos realmente Cristãos. Nós temos alguma fé; e ainda, quando se trata das coisas diárias desta vida: educar os filhos, os cuidados e necessidades diárias, quantas vezes somos tentados a questionar nosso Senhor!


Acho que talvez a grande lição para nós, pais, nesta linda história seja apenas esta: “Tende fé em Deus”. Se foi uma coisa tão grave questionar a palavra de um anjo, que deixou Zacarias mudo por tanto tempo, o que deve ser para o coração amoroso de nosso Senhor, que você e eu somos tão lentos em “confiar em Sua Palavra”? Até nós, seres humanos, gostamos de ser confiáveis, e um anjo espera ser confiável. Devemos, então, duvidar d’Aquele que está muito acima dos anjos; duvidar d’Ele, quando sabemos que é impossível Ele mentir? Mas note a graça de Deus. A incredulidade de Zacarias custou-lhe ficar sem fala por muitos meses: mas ele não perdeu o filhinho por quem ele estava orando, e aquele filhinho cresceu e se tornou um tal homem que dele seu Senhor (e nosso) disse: “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista” (Mt 11:11; Lc 7:28). E assim, parece-me, a história de João Batista e seus pais é cheia de encorajamento para nós, pais; embora carregue consigo uma repreensão para a maioria de nós. Que possamos humildemente aceitar ambos e estar mais prontos para acreditar nas palavras de nosso Senhor: “que a seu tempo se hão de cumprir”.


Mas acho que há outra doce lição para nós nesta história. O versículo 14, de uma forma mais literal, diz: “Ele será para ti gozo e alegria” (JND). Tenho certeza de que o Senhor deseja que cada um de nossos filhos seja “gozo e alegria” para nós. Ele nos diz no Salmo 127: “Eis que os filhos são herança da parte do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão” (AIBB). Portanto, não tenho dúvidas de que Ele gostaria que nossos filhos fossem de “gozo e alegria” para cada um de nós. Eu sei que muitas vezes não é assim, mas não somos geralmente, talvez sempre, nós os maiores culpados?

 

A casa de Nazaré


Dificilmente podemos deixar de ficar impressionados com as poucas famílias cujas histórias traçamos no Novo Testamento. Mas Aquele que está diante de nossa visão agora permanece Único. Nunca, antes ou depois, houve uma Criança como o Pequenino que nasceu naquele estábulo em Belém, porque não havia lugar para Ele na hospedaria.


Ó Estranho sempre sem-lar

Assim, O mais querido Amigo para mim:

Um Rejeitado na manjedoura

Que Tu possas estar conosco.


Como justamente se elevaram os louvores

Do céu, aquela noite maravilhosa,

Quando os pastores cobriram seus rostos

Na mais brilhante luz angelical:


Venha agora e veja aquela manjedoura:

Contemple o Senhor da Glória,

Um Estranho sem-casa e sem-lar

Neste pobre mundo por ti.


“Glória a Deus nas alturas

E paz na Terra”, para encontrar

E aprender essa história maravilhosa –

'Bom prazer no homem.'


Bendito Bebê que repousa humildemente

Ali na manjedoura;

Descido do Altíssimo,

Para compartilhar de todas nossas tristezas.


Nós nos apegamos a Ti na fraqueza,

A manjedoura e a cruz –

Nós contemplamos Tua mansidão

No sofrimento na dor e perda


Lá vemos a glória da Divindade

Brilhar através daquele Véu humano,

E voluntariamente ouvimos a história

Do amor que veio para curar.


Minha alma em segredo segue

Os passos de Seu amor—

Eu sigo o Homem de Dores

Para provar Sua graça infinita.


Uma criança em crescimento e estatura

No entanto, cheio de rara sabedoria:

Filiação na natureza consciente –

Suas palavras e caminhos declaram.


Ainda assim, em humilde submissão,

Ele trilhou pacientemente Seu caminho;

Para atender Sua missão celestial,

Desconhecida por todos, menos para Deus.


J. N. Darby


Gostaríamos de permanecer naquele querido lar em Nazaré: mas a sabedoria de Deus, na maioria das vezes, colocou um véu sobre aqueles anos de infância. Nós temos aquele maravilhoso vislumbre d’Ele quando Ele tinha doze anos de idade: e nós O ouvimos dizer a Sua mãe: “Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?” (Lc 2:49). O significado literal é: “Não sabeis que devo estar nas coisas de Meu Pai?” As “coisas” de Seu Pai eram a própria atmosfera em que Ele vivia. No entanto, veja-O, o SENHOR da Glória, voltar com Seus pais para aquele humilde lar; e lá Ele “era-lhes sujeito”.


Na casa daquele carpinteiro em Nazaré, nosso Senhor foi “criado”. É quase exatamente a mesma palavra que o Espírito usa em relação a nós, com nossos filhos, em Efésios 6:4 (Trepho e Ek-trepho). “Criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”. No entanto, disso podemos falar mais tarde. Mas nós, que somos pais, contemplamos por um momento essa ‘criação’. Nunca houve tal Criança: Ele nunca foi desobediente; nunca contradizente; nunca insatisfeito; nunca rude; nunca voluntarioso; nunca falso. Quão diferente de nós, quando éramos crianças! Quão diferente dos filhos que buscamos, por Sua graça, criar agora! Ele tinha quatro irmãos: Tiago e José, e Judas e Simão, além de “Suas irmãs” (Mc 6:3). Neste versículo Ele é chamado de “o carpinteiro” e, sem dúvida, quando menino e jovem, Ele trabalhava na oficina de José na carpintaria. Talvez nessa época José já era falecido, pois aqui nosso Senhor é mencionado como “o filho de Maria”, e nenhuma menção é feita a José.


Sabemos que por algum tempo depois que Ele entrou em Seu ministério público, Seus irmãos não acreditaram n’Ele; e é mais do que provável que a inveja dos irmãos de José (naquela linda história em Gênesis), tão diferente de seu irmão José, fosse apenas uma imagem da inveja desses irmãos incrédulos em Nazaré. Isso tornaria a vida difícil para a Criança; mas quão doce é ver que o próximo em idade, e talvez mais próximo a Ele, “Tiago, irmão do Senhor” (Gl 1:19), foi rapidamente conquistado para ser Seu seguidor leal e fiel. Tampouco Tiago foi o único daqueles quatro que foram ganhos por Ele; pois em 1 Co 9:5, vemos “os irmãos do Senhor” ligados a Cefas. E podemos muito bem acreditar, (como poderíamos esperar), que cada um daquela família em Nazaré tornou-se seguidores sinceros, verdadeiros e devotados de nosso Senhor Jesus Cristo.


Quando nos voltamos para a Epístola de Tiago, quase certamente escrita pelo irmão de nosso Senhor, lemos no primeiro versículo: “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo”. É muito revigorante ver Tiago vincular o Senhor Jesus Cristo a Deus dessa maneira, mostrando sua fé absoluta na divindade de Cristo: e é maravilhoso ver com que inteireza de coração ele O confessa como Senhor e reconhece a si mesmo como Seu “escravo”, pois este é o significado da palavra traduzida como “servo”. Um escravo é alguém comprado por um preço, e Tiago, o irmão de nosso Senhor, confessa isso abertamente nas primeiras palavras de sua carta.


É usar nossa imaginação demais para supor que aqueles anos, quando nosso Senhor estava sendo “criado” na mesma casa que Tiago, Seu ‘irmão’, estavam entre as influências que o conquistaram para Aquele que era Seu ‘irmão’ e ainda seu Senhor? À luz de 1 Pedro 3:1, podemos concluir que isso era assim. Pedro está falando de maridos incrédulos, e ele diz: “e algum não obedece à Palavra, pelo procedimento [porte – ACF] de sua mulher seja ganho sem palavra”. A palavra traduzida como ‘porte’ realmente significa: ‘modo de vida; comportamento; conduta’. É uma palavra favorita de Pedro. Ele a usa oito vezes em suas duas pequenas epístolas, enquanto nós a encontramos apenas outras cinco vezes em todo o Novo Testamento. Assim, o comportamento da esposa crente conquista o marido incrédulo. Tiago usa a mesma palavra em suas epístolas, capítulo 3, versículo 13. Eu me pergunto se ele, ao escrever essas palavras, estava pensando no ‘modo de vida’, no ‘comportamento’, na ‘conduta’ d’Aquele a Quem ele havia observado tão de perto durante a infância, a juventude, e na idade adulta. Sua mãe guardou todas essas palavras em seu coração, e não duvido que Suas palavras e Seu modo de vida também tenham penetrado profundamente no coração de Tiago.


“Deixai vir os pequeninos a Mim”

Não posso ignorar as mães que trouxeram seus “pequeninos” a nosso Senhor, para que Ele pudesse colocar as mãos sobre eles e orar. Encontramos a história contada três vezes: Mateus 19:13-15; Marcos 10:13-16; Lucas 18:15-17. Lucas, o médico, nos conta que eles eram “bebês recém-nascidos” (Brephos). Marcos, que tantas vezes registra detalhes minuciosos da aparência, tom ou ato de nosso Senhor, nos diz que Ele, “tomando-os nos Seus braços e impondo-lhes as mãos, os abençoou”. Aqui o Espírito de Deus usa uma palavra muito forte para abençoar, reservada apenas para essas criancinhas, e não é usada em nenhum outro lugar do Novo Testamento. Pode ser traduzido, “Ele os abençoou fervorosamente”. E quando os discípulos repreenderam essas mães, Marcos também nos diz que o Senhor ficou “indignado”. Mais uma vez o Espírito usa uma palavra muito forte, que tem o significado de “entristecido, indignado e irado”. Vocês se lembram de como Ele disse: “Deixai vir os pequeninos a Mim e não os impeçais”. Lemos no Novo Testamento seis vezes que outros ficaram muito descontentes, ou entristecidos, ou indignados, ou irados: os próprios discípulos em mais de uma ocasião, os fariseus, o principal da sinagoga. Mas apenas uma vez encontramos essa palavra usada por nosso Senhor, e isso foi para com Seus próprios discípulos, quando eles tentaram impedir as mães de trazer seus pequeninos a Ele. Há uma lição muito grave para nós nesta palavra; pois, é triste dizer, há muitos hoje, homens bons também, que andam nas pegadas dos discípulos e procuram impedir os pais Cristãos de levar seus filhinhos ao Senhor. Essas pessoas pensam que estão prestando serviço a Deus, mas infelizmente temo que seu Senhor esteja triste, indignado, irado. “Amado, não sigas o mal, mas o bem”.

 

Filhos Unigênitos


No Evangelho de Lucas encontramos um grupo especial de famílias sobre as quais podemos refletir. São aqueles em que encontramos a comovente palavra “unigênito”. Conhecemos bem a palavra pelos escritos do apóstolo João, o discípulo a quem Jesus amava. Isso instantaneamente traz à nossa mente que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito” (Jo 3:16); ou “O Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1:14); ou “o Filho Unigênito que está no seio do Pai” (Jo 1:18). Ao todo, João usa esta bela palavra cinco vezes se referindo ao nosso Senhor Jesus, inclusive uma vez em sua Primeira Epístola. Mas Lucas, anteriormente nas Escrituras, usa a mesma palavra para três famílias: como que para nos ensinar algo da piedade contida nela, antes que o Espírito a usasse como “o Unigênito do Pai”.


1) A Viúva de Naim


Lucas, vocês se lembram, era um médico, e tinha aquela mente treinada que absorvia os detalhes da doença e tristeza que, sem dúvida, (como a maioria dos médicos hoje), não lhes eram estranhas. Em Lucas 7:11-15, temos a história de nosso Senhor encontrando-Se com um funeral vindo da cidade de Naim. Era de um homem morto, filho único de sua mãe, e ela era viúva. E quando o Senhor a viu, teve compaixão dela e disse-lhe: “Não chores”. E chegando-Se, tocou no esquife: e os que o levavam pararam. E Ele disse: “Jovem, Eu te digo: Levanta-te!” E o que estava morto sentou-se e começou a falar. E Ele o entregou a sua mãe.


Que empatia, que compreensão, que graça brilham aqui fluindo de nosso Salvador. Quão bem Ele conhecia o coração daquela mãe e compartilhou sua dor. E Ele não reivindicou que o jovem O seguisse, mas o devolveu à mãe viúva, para ser seu conforto e apoio. E “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente”. Ele não muda. E encontraremos Sua empatia, amor e compreensão da mesma forma hoje, como havia muito tempo atrás na porta de Naim.


2) Jairo


Em Lucas 8:41-56, temos a maravilhosa história de Jairo, o príncipe da sinagoga, cuja filha única, de cerca de doze anos de idade, estava à morte. Jairo implorou ao Senhor que fosse à sua casa para curá-la, mas houve uma demora no caminho e, antes que Ele chegasse à casa, um mensageiro veio dizer que a menina estava morta. E todos eles choraram e lamentaram-na; mas Ele disse: “Não choreis; não está morta, mas dorme. E riam-se d’Ele, sabendo que estava morta. Mas Ele, pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina” (Marcos recorda as próprias palavras que o Salvador usou “Talita cumi”. Talvez elas signifiquem literalmente: “Querida, Eu te digo, levanta-te!”. E o espírito dela voltou, e ela se levantou imediatamente: e Ele ordenou que lhe dessem de comer. E seus pais ficaram maravilhados: mas Ele ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que havia acontecido.


Novamente vemos a amorosa e atenciosa empatia de nosso Senhor; e novamente vamos lembrar que Ele é o mesmo hoje. Talvez você tenha perdido um pequenino. Aquele “pequeno querido” não está perdido: Ele o devolverá: não apenas da maneira como devolveu a Jairo o seu “pequeno querido”, mas de uma maneira melhor. Vocês se lembram de quando Jó perdeu todos os seus filhos e todos os seus bens: ele recuperou o dobro de seus bens, mas apenas o mesmo número de filhos, pois o Senhor iria devolver-lhe os outros filhos. Eles não estavam perdidos; mas apenas se foram um pouco antes de seu pai. E que consolo lembrar que o Senhor vê nossos filhos hoje como “pequenos queridos”. Talvez outros não; mas o Senhor sim. E Ele os comprou com Seu próprio sangue e os ama tão amorosamente que quer ter cada filho querido em Seu Lar, Consigo mesmo, para sempre.


3) o Filho com um espírito Imundo


Em Lucas 9:38, lemos sobre um pobre pai aflito que trouxe seu filho possuído por um espírito imundo aos discípulos, mas eles não conseguiram expulsá-lo. Foi um caso terrível, e em sua angústia o pai clamou: “Mestre, peço-te que olhes para meu filho, porque é o único que eu tenho”. Não é por acaso que o Espírito usa esta palavra comovente nestas três histórias maravilhosas: porém, é para preparar nosso coração, para que possamos entrar mais profundamente no que significou para Deus dar Seu Filho Unigênito por vocês e por mim. Que possamos aprender a lição, pelo menos em parte, pois nunca saberemos tudo. Mas esses três casos devem nos ensinar algo sobre o que custou ao Pai redimir-nos, pobres pecadores perdidos. O pai da história diante de nós não tinha muita fé, mas o Senhor repreendeu o espírito imundo, e ele saiu, e Ele entregou o filho novamente a seu pai. Em cada caso, Ele devolveu a criança aos pais: embora, de fato, Ele pudesse tê-la reclamado: mas é que Ele é:


"Aquele que moldou um coração de mãe

E o preencheu completamente com amor"


E Ele conhece, compreende e cuida como nenhum outro pode, ainda mais do que o mais próximo e querido. E vamos sempre lembrar que Sua empatia hoje, em nossas tristezas com nossos filhos, é tão real e verdadeira quanto era há muito tempo.


Na doença ou na saúde, na vida ou na morte, a melhor coisa que podemos fazer com nossos filhos é entregá-los ao nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Filhos de Zebedeu


“Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens. Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-nO. E, adiantando-Se dali, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com Zebedeu, seu pai, consertando as redes; e chamou-os. Eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-nO” (Mt 4:18-22). Esta é a apresentação de Zebedeu e seus filhos a nós como escrita no Novo Testamento. De Lucas 5 aprendemos que Simão e André eram companheiros deles no negócio da pesca, e de Marcos 1 aprendemos que Zebedeu não apenas tinha seus dois filhos ajudando-o, mas também “empregados”.


“Eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-nO”


“Eu ouvi Seu chamado, Venha, Siga-Me!

Isso foi tudo.

Meu ouro se obscureceu, minha alma foi atrás d’Ele,

Eu me levantei e O segui, Isso foi tudo.

Quem não O seguiria se houvesse ouvido Seu chamado?“


Não ouvimos uma palavra de reprovação vinda de Zebedeu: e quando mais tarde sua esposa também O seguiu e ministrou a Ele seus bens (Mt 27:55-56), ainda não ouvimos nenhum protesto. Sabemos muito pouco sobre ele, embora seu nome seja mencionado cerca de doze vezes nos Evangelhos. Parece que sabemos um pouco mais sobre “a mãe dos filhos de Zebedeu”, do que sobre o próprio Zebedeu. O coração dela foi evidentemente conquistado pelo Mestre que seus filhos seguiram. Ela sabia que Ele era um Rei, e um dia viria em Seu reino. Talvez ela soubesse ainda mais, pois ela O adorou (Mt 20:20-21). Mas ela não sabia ou não percebia que Ele era um Rei rejeitado e que ela estava vivendo na época de Sua rejeição. Ela veio com seus filhos buscando o lugar mais alto do reino para eles. Ela não sabia que Cristo Jesus Se fez a Si mesmo como um sem reputação. Mas o Senhor respondeu-lhe: “Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o cálice que Eu hei de beber e ser batizados com o batismo com que Eu sou batizado?“ Eles pensaram que eram capazes, e Ele respondeu que eles realmente deveriam beber de Seu cálice e ser batizados com Seu batismo, mas Ele não prometeu o lugar alto que buscavam.


Seria preciso um livro, talvez muitos livros, para refletir todo o caminho dos filhos de Zebedeu: mas quero pensar um pouco na cena que acabamos de ver. Eles não foram os primeiros a quem o Senhor precisou dizer: “Buscas tu para ti mesmo coisas grandes? não as busques” (Jr 45:5 – TB). E às vezes somos tentados a buscar grandes coisas para nós mesmos ou para nossos filhos. “Não as busques”. Este é o dia da rejeição de nosso Senhor. Este é o dia em que podemos compartilhar Seu cálice de sofrimento e tristeza. Não busque riqueza ou poder para seus filhos. “Os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6:9-10). Muito melhor, como Tiago e João, abandonar tudo e segui-Lo.


Bênção terrenal e uma porção terrenal foram prometidas ao judeu: mas nossa cidadania está no céu. Não somos deste mundo, assim como nosso Senhor e Mestre não era deste mundo. O dia de glória está chegando. Somos coerdeiros com Cristo, se com Ele padecemos, também com Ele seremos glorificados. Mas alguém, que sabia mais sobre sofrer com Ele do que qualquer outro, acrescenta: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8:17-18).


“Eu darei a ela Minha cruz de sofrimento,

Meu cálice de tristeza para compartilhar:

Mas com amor infinito, em Meu Lar acima,

Tudo será corrigido lá“.

 

“Maria, a Mãe de João, que Tinha por Sobrenome Marcos”


Vocês se lembram que na noite em que o anjo tirou Pedro da prisão, em Atos 12, ele foi “à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos”. Eles estavam tendo uma reunião de oração na casa de Maria naquela noite. Foi uma reunião especial de oração por Pedro; e o Senhor ouviu e respondeu, enquanto eles oravam. Mas temo que eles não tivessem muita fé (talvez fossem como alguns de nós hoje), pois quando Pedro veio e bateu na porta, e Rode (a menina que saiu à porta) disse a eles que Pedro estava à porta. Eles não acreditaram nela e disseram que ela estava fora de si. Quando ela insistiu que era assim, eles disseram: “É o seu anjo” (ou, o espírito dele).


Marcos era primo de Barnabé (Cl 4:10 – TB). Pedro, estando na Babilônia, escreve sobre ele como “meu filho” (1 Pe 5:13). Com uma sincera mãe e prima Cristã, os santos se reuniam na casa de sua mãe; e estando tão intimamente ligado a Pedro, conhecendo-o talvez desde a infância, Marcos deve ter tido fortes influências desde muito jovem para seguir o Senhor. Alguns pensaram que ele era o “jovem” com o pano enrolado em seu corpo nu que seguiu o Senhor até o Jardim. Vocês se lembram de quando “lançaram-lhe as mãos... ele, largando o lençol, fugiu nu” (Mc 14:51-52). Apenas Marcos nos conta esse incidente: mas não temos certeza de que foi ele.


Maria tinha uma casa grande o suficiente para os santos se reunirem e ela evidentemente ofereceu-lhes o uso dela. Barnabé tinha terras e as vendeu, e colocou o preço aos pés dos apóstolos: então eles evidentemente eram uma família abastada e completamente boa.


Quando Barnabé e Saulo levaram ofertas de Antioquia para ajudar os irmãos na Judeia, eles viram João Marcos e, quando voltaram de Jerusalém, levaram-no com eles. Pode não ter sido muito tempo depois que o Espírito Santo enviou Barnabé e Saulo em sua primeira viagem missionária; e João Marcos foi com eles “como cooperador” deles, ou seja, para ajudá-los (Veja Atos 13:5). Não demorou muito para que eles entrassem em um país perigoso e difícil, e “João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém” (At 13:13). A Palavra não nos diz que foram os perigos e dificuldades do caminho, ou a saudade de sua mãe, ou qual motivo o fez partir: mas certamente era não seguir o Senhor.


Da próxima vez que ouvimos falar dele, Paulo e Barnabé estavam na grande reunião em Jerusalém, para decidir se os gentios deveriam ou não ser colocados sob a lei (Atos 15). Paulo e Barnabé voltaram para Antioquia e, depois de algum tempo, Paulo disse a Barnabé: “Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a Palavra do Senhor, para ver como estão”. Barnabé queria levar seu jovem primo com eles novamente, mas Paulo achou que não era bom levá-lo com eles, que se afastou deles e não foi com eles para a obra. E a contenda foi tão acirrada entre eles, que se separaram, e Barnabé tomou Marcos e navegou para Chipre; enquanto Paulo escolheu Silas e partiu, sendo recomendado pelos irmãos à graça de Deus. Foi uma contenda triste, triste; e nunca lemos que Paulo e Barnabé trabalharam juntos novamente.


Que bom que este não é o fim da história, embora talvez uns vinte anos se passem antes de ouvirmos falar de João Marcos novamente. Vinte anos de trabalho perdidos, tanto quanto mostram os registros revelados: perdidos, aparentemente, por covardia e infidelidade, sem registro de arrependimento, mas continuando exteriormente, talvez, no serviço do Senhor. Esses são assuntos que podem muito bem desafiar nosso próprio coração. Ele era um servo falho, e por esse fracasso parece ter sido deixado de lado. Talvez ele estivesse na Babilônia com Pedro por parte desse tempo (1 Pe 5:3), e quem era mais adequado do que Pedro para conduzir um servo falho de volta ao verdadeiro caminho novamente? Ele poderia lembrar a Marcos de seu próprio fracasso terrível (sem dúvida ele já sabia disso), e Pedro poderia indicar que não havia necessidade de ele ser afastado do seu serviço: há um caminho de volta. Foi apenas uma questão de dias até Pedro ser restaurado: foram muitos anos com Marcos, mas há um caminho de volta. Assim, em Colossenses 4:10, encontramos Marcos em Roma, com Paulo, o mesmo que se opôs a ele ir com eles para o trabalho. Isto é como deveria ser. O encontro de Marcos com Paulo não é descrito, mas a velha mancha foi evidentemente removida e Paulo escreve: “Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé (a respeito do qual recebestes instruções; se for ter convosco, recebei-o) e Jesus, que se chama Justo, os quais são da circuncisão. Estes unicamente são os meus cooperadores para o reino de Deus, os quais se têm tornado a minha consolação” (TB). Parece que Marcos nem mesmo foi recebido: mas agora as coisas foram corrigidas, o antigo problema foi resolvido, o fracasso foi perdoado; e Marcos é um consolo para o prisioneiro Paulo.


Mas os dias ficam mais sombrios, e a coragem da maioria falha, e quase todos abandonam Paulo: mas Marcos permanece fiel e leal a ele. Ele aprendeu bem a lição: e em 2 Timóteo 4:11, lemos: “Só Lucas está comigo. Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério”, Como é doce ver que Marcos foi plenamente restaurado à sua antiga posição: “muito útil para o ministério”, onde uma vez ele tinha sido inútil para a obra. Mas esses dias se foram e, em sua hora mais sombria, Paulo pede por Marcos. Paulo não está agora confinado em sua própria casa alugada, mas em uma terrível masmorra romana. A tradição diz-nos que era uma masmorra inferior, escura e húmida, sem abertura, mas com um buraco por onde desciam os prisioneiros. Lá naquela masmorra, podemos supor, Marcos encontra Lucas, o Amado médico, que estava sozinho com Paulo: e juntos eles compartilham a rejeição e o perigo de ministrar ao apóstolo idoso, que está apenas esperando a hora de sua partida.


E Marcos e Lucas têm se mantido próximos desde então: o servo falho (mas restaurado) nos deu o relato do Grande Servo que nunca falhou; e o médico amado nos deu o relato do Grande Médico, que viveu entre nós, um Homem entre os homens.


Mas essas meditações deveriam ser sobre a relação de pai para filho, e parece que me esqueci completamente disso. Qual é a lição para nós neste aspecto? Acho que é o seguinte: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22:6). Ele pode se desviar do caminho por um tempo por vontade própria e ceder à carne: mas quando ele envelhecer, o Senhor o trará de volta ao treinamento inicial e ele andará “no caminho em que deve andar”. Acho, espero, que essa seja a lição dessa história. Pelo menos, essa é a lição que tirei disso, e não acho que meu Senhor vai me repreender por ter feito isso.

 

Uma série de famílias 1) Cornélio


Vimos muitas famílias ou casas na Bíblia e agora chegamos a uma notável série de famílias ou casas no Novo Testamento, todas elas gentias, evidentemente registrados pelo Espírito Santo para um propósito especial. A primeira que encontramos é, tanto quanto sei, a de Cornélio. Ele temia a Deus “com toda a sua casa” (At 10:2). Ele estava certo ao ver que toda a sua família o seguia em seu temor a Deus, e Deus toma especial nota disso. Quando Pedro relata sua visita a Cornélio aos santos em Jerusalém, ele diz que o anjo disse a Cornélio para enviar a Jope para chamar Pedro, “o qual te dirá palavras com que te salves, tu e toda a tua casa” (At 11:14). Encontraremos quase exatamente essas mesmas palavras ao ponderar sobre outra “casa”, de modo que pareceria indicar que essas mesmas palavras, que incluem a casa, são a própria mensagem especial do Espírito Santo para aqueles que realmente desejam ser salvos. Não precisamos nos preocupar agora com quem compunha a casa de Cornélio, mas devemos observar que a palavra é a mesma do passado: “Tu e toda a tua casa” (Gn 7:1).

2) Lídia


A próxima família que encontramos é a de Lídia “vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira... e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. Depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa e ficai ali” (At 16:14-15). O Senhor abriu o coração de Lídia e ela abriu sua casa. É tudo individual. Sua própria salvação pessoal era inquestionável, e assim ela foi batizada. Mas e a casa dela? Os membros dela foram salvos? Havia crianças nela ou não? Sobre tudo isso a Escritura é absolutamente silenciosa: e não é silenciosa com o propósito de nos dar a oportunidade de especular sobre esses assuntos. O Espírito de Deus tem outro propósito em vista na maneira como registra essas várias famílias. Portanto, o importante para nós é observar o que a Escritura diz, e não acrescentar nossos próprios pensamentos: e a Escritura registra que a família de Lídia foi batizada, sem qualquer menção de fé, real ou não, da parte deles. A narrativa está completa. O Espírito nos disse tudo o que Ele desejava que soubéssemos, e não ousamos acrescentar nada a isso por raciocínio ou suposição. Como as Escrituras registram, toda a família de Lídia foi batizada com base na fé de Lídia.


É muito triste que essas famílias que foram registradas especialmente para nós crentes gentios, para nossa instrução, conforto e encorajamento, tenham sido transformadas em um assunto para vãs especulações e disputas. Quão melhor deveríamos ir às Escrituras para buscar humildemente ouvir o que elas querem nos ensinar, em vez de tentar forçar nelas nossos próprios pontos de vista e ideias. Vamos, então, buscar graça e humildade para deixar de lado nossas próprias opiniões e ouvir apenas o que a Palavra diz. Não é novidade nas Escrituras ver a família levada a um lugar de bênção exterior, com base na fé individual e na responsabilidade de seu cabeça. Observamos isso longamente no caso de Raabe e poderíamos ter falado da mesma coisa em relação a outras famílias.


Antes de Noé, o princípio que Deus reconhecia e sobre o qual Ele agia era o relacionamento e a responsabilidade individual, como em Abel, Enoque e outros. Mas com Noé veio um novo desenvolvimento no tratamento de Deus com o homem. Foi introduzido um governo responsável, e Deus ordenou: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado” (Gn 9:6). Isso era algo novo na ordem de Deus; e com a introdução do governo, Deus também revelou o relacionamento familiar com sua correspondente responsabilidade, ligada ao seu cabeça. “Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de Mim nesta geração” (Gn 7:1). Nenhuma menção é feita à justiça ou fé da família, mas toda a casa entrou na arca com base na justiça e fé de seu cabeça: e assim mesmo Cam, que depois provou ser tão mau, foi levado a um lugar de bênção exterior com base na justiça e fé de seu pai. “Pela fé Noé... para a salvação da sua família [casa – ARA] preparou a arca... e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé” (Hb 11:7).


Muitos outros exemplos desse princípio aparecem no Velho Testamento.

  • Todos os homens da casa de Abraão foram circuncidados com base na fé de Abraão (Gn 17:27). Encontramos toda a família de Abraão novamente ligada a ele, em Gênesis 18:19.

  • Observe que o Senhor estava pronto para salvar toda a casa de Ló. Os anjos lhe disseram: “Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar” (Gn 19:12). Esses genros provavelmente eram sodomitas, mas por causa de Ló, o Senhor os teria salvado, se eles estivessem dispostos a serem salvos.

  • Toda a casa de Potifar foi abençoada por causa de José. E José era seu escravo (Gn 39:5).

  • Encontramos o mesmo princípio quando o faraó desejou manter os pequeninos no Egito. A grande resposta é: “Havemos de ir com nossos meninos e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, e com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir... nem uma unha ficará” (Êx 10:9, 26). Isso ilustra maravilhosamente o grande princípio de Deus de que toda a família e tudo o que ela possui estão incluídos no cabeça dessa família.

  • Encontramos a mesma coisa na Páscoa: “Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa” (Êx 12:3).

  • Espírito de Deus cuida de nos indicar no Novo Testamento, que quando Israel atravessou o Mar Vermelho, todos foram batizados em Moisés na nuvem e no mar (1 Co 10:1-2). A Escritura nos diz que havia seiscentos mil homens, “sem contar as crianças” (Êx 12:37 – TB). A maioria desses homens eram cabeça de casa, e cada um trouxe consigo toda a sua casa para fora do Egito. Havia, sem dúvida, centenas de milhares de bebês e crianças, todos os quais foram batizados com seus pais “em Moisés”. Por este batismo exterior, “todos” deixaram o domínio de Faraó, e “todos” ficaram sob a autoridade de Moisés, homens e mulheres, bebês e crianças, igualmente.

  • O novilho de Arão para a oferta pelo pecado era “por si e pela sua casa” (Lv 16:11).

  • Na rebelião de Corá, Datã e Abirão, as famílias de Datã e Abirão foram engolidas com eles, e essas famílias incluíam os pequenos (Nm 16:27, 32-33; Dt 11:6).

  • O servo hebreu não sairia livre, “porquanto te ama a ti e a tua casa, por estar bem contigo” (Dt 15:16).

  • Os filhos de Israel e sua casa deviam comer os primogênitos machos das vacas e das ovelhas: “Perante o Senhor teu Deus os comerás de ano em ano, no lugar que o Senhor escolher, tu e a tua casa” (Dt 15:20).

  • O mesmo acontecia com o molho das primícias em Deuteronômio 26:11: “E te alegrarás por todo o bem que o SENHOR, teu Deus, te tem dado a ti e a tua casa, tu, e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti”.

  • Observamos Raabe, uma gentia, em Josué 2:12, 18; 6:23-25. Aqui descobrimos que toda a sua família, incluindo o círculo mais amplo possível, foi salva com base apenas na fé de Raabe.

  • ·ncontramos outro gentio em Juízes 1:24-25, que trouxe bênção e segurança para “toda a sua família” por seu único ato de fé.

  • Obede-Edom, o geteu, foi outro gentio por quem Deus agiu de acordo com esta mesma verdade: “O Senhor abençoou Obede-Edom e toda a sua casa” (2 Sm 6:11-12).

  • Itai, o geteu (outro gentio de Gate), entendeu bem a ordem de Deus neste assunto: “Davi disse a Itai: Vem, pois, e passa adiante. Assim, passou Itai, o geteu, e todos os seus homens, e todas as crianças que havia com ele” (2 Sm 15:22). Eles passaram para compartilhar a rejeição de seu rei, junto com seu pai.

  • Quando Israel estava com muito medo nos dias de Josafá, “E todo o Judá estava em pé perante o SENHOR, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos” (2 Cr 20:13).

  • Nos dias de Neemias “E sacrificaram, no mesmo dia, grandes sacrifícios e se alegraram, porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos [as crianças – TB] se alegraram” (Ne 12:43).

Podemos continuar, mas temo que já o tenha cansado; mas creio que isso deixará claro que, desde os dias de Noé, o grande princípio de Deus foi: “Tu e tua casa”.


As famílias de Cornélio e Lídia seguem nesta notável linhagem de famílias que encontramos em todo o Velho Testamento. Grandes esforços foram feitos para provar que essas famílias do Novo Testamento não tinham filhos, ou que todos estavam em idade de crer e creram. Levantar tais questões quando o Espírito Santo deliberada e intencionalmente está totalmente em silêncio quanto a elas, é meramente mostrar que aquele que as levanta perdeu completamente o objetivo do Espírito de Deus. Para aquele que está bem familiarizado com o Velho Testamento, o termo “casa” deve ter se tornado totalmente familiar, e o que o termo implica deve ter sido bem compreendido. É quase o que poderíamos chamar de “um termo técnico”. O significado que o Espírito de Deus tem ao usá-lo pode ser encontrado no uso que Ele fez desse termo nas Escrituras anteriores: e vimos que significa exatamente o que diz: todos na casa. Isso pode ou não incluir bebês, crianças ou criados; e Deus não censurou Raabe quando ela estendeu o significado para incluir pais, irmãos e irmãs e suas famílias. Acho que isso é assim: “Seja-vos feito segundo a vossa fé” (Mt 9:29) Alguns insistem que nunca encontramos bebês ou crianças batizadas na Bíblia, portanto não podemos incluí-los nas famílias que estamos considerando agora: mas já vimos que cerca de meio milhão ou mais famílias, incluindo um número incontável de bebês e crianças, foram batizados, conforme indicado em Primeira Coríntios. Se quisermos entender corretamente essas Escrituras que estamos examinando agora, devemos aceitar essas famílias da maneira como o Espírito usa essa palavra, ou seu representante, como família, pequeninos, etc., nas porções anteriores da Palavra: e devemos receber essas Escrituras como estão, sem acrescentar nada a elas.


G. C. Willis

 


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