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O Relacionamento Noiva-Noivo (Maio de 2005)


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Revista mensal publicada originalmente em maio/2005 pela Bible Truth Publishers

 

ÍNDICE


H. Smith

Bible Treasury, vol. 15, p. 295

G. J.

C. E. Lunden (The Bridegroom’s Song of Songs)

J. N. Darby

Things New and Old, vol. 8, p. 152

E. Dennett

C. H. Mackintosh

J. N. Darby

W. T. P. Wolston

W. J. Prost

Mrs. Cousins - Little Flock Hymnbook – hino 77 do apêndice

 

A Noiva do Cordeiro


Efésios 5:22-32

Como a noiva do Cordeiro, a Igreja é vista como inteira para Cristo – o objeto de Seu amor, cuidado e deleite. Este aspecto da Igreja põe em evidência de maneira especial o amor de Cristo e por isso apela diretamente ao nosso coração. Não há relacionamento mais íntimo do que o de um noivo com sua noiva. Estas figuras mostram adequadamente o amor de Cristo por Sua Igreja. Podemos dizer que o Espírito de Deus usou este, o mais íntimo de todos os relacionamentos, para o demonstrar:


Primeiro, a Igreja como objeto do amor, cuidado e deleite de Cristo.


Segundo, que na Igreja haverá um objeto adequado para Cristo amar.


Terceiro, que na Igreja será encontrada uma companheira adequada para compartilhar com Cristo as glórias vindouras de Seu reinado. Tudo o que o Noivo herda a noiva herdará. Como ela é a participante dos Seus sofrimentos no dia da Sua rejeição, ela será a participante do Seu trono no dia da Sua glória. Quando Cristo reinar sobre a vasta Terra, ela reinará com Ele.


Nesta porção muito prática da Epístola aos Efésios, o apóstolo está nos exortando quanto à conduta que convém aos crentes no relacionamento matrimonial. Ao fazer isso, ele mostra o caráter íntimo do relacionamento. Existem outras relações na vida, como pais e filhos, irmãos e irmãs, mas em nenhum relacionamento o elo é tão próximo como o do marido e da esposa. O apóstolo diz: “Serão os dois uma só carne”. Mais uma vez ele diz: “Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo”. Eles são vistos como um.


Para reforçar essas exortações e mostrar o verdadeiro caráter desse relacionamento temporal de marido e mulher, o apóstolo se volta para o relacionamento eterno de Cristo e Sua Igreja. Isso leva a uma revelação muito bonita do amor de Cristo por Sua Igreja vista sob a figura de uma noiva, da qual Eva, no Jardim do Éden, é usada como uma figura impressionante. O apóstolo traz diante de nós o amor de Cristo que assegura a noiva para Si mesmo, então, possuindo a noiva, o amor que a conforma em adequação a Si mesmo, e finalmente, tendo preparado a noiva, o amor que a apresentará a Si mesmo.


O amor que assegura a noiva

Primeiro lemos: “Cristo amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (v. 25). A fonte de todas as bênçãos para a Igreja é o imerecido amor de Cristo. Antes que a Igreja fosse trazida à existência, Ele a amava com um amor perfeito, divino e infinito. Ele não morreu primeiro, e então a purificou e depois a amou, mas primeiro a amou, morreu por ela e depois a purificou. E amando a Igreja, Ele deu a Si mesmo por ela; Ele não somente fez algo por ela; Ele não simplesmente desistiu de algo por ela. Seu amor foi muito mais longe do que fazer algo ou abandonar algo por causa da Igreja. Seu amor foi ao extremo: Ele deu a Si mesmo, tudo o que Ele é em Suas infinitas perfeições, e nada foi retido. Ele deu a Si mesmo! Ele não poderia dar nada a mais. E dando-Se a Si mesmo pela Assembleia, Ele a assegura para Si mesmo e a possui por um título perfeito. A Igreja realmente existe como resultado da obra de Cristo. Cristo comprou a Igreja para Si mesmo. Portanto, embora o casamento ainda não tenha ocorrido, a relacionamento entre Cristo e a Igreja já existe. A Igreja não é uma companhia de pessoas que estão sendo colocadas à prova por comandos que devem obedecer para então ganhar o relacionamento. Cristo nos levou a um relacionamento com Ele mesmo inteiramente por Sua própria obra, o fruto de Seu próprio amor. As responsabilidades e privilégios da Igreja fluem do relacionamento que já foi formado. Nós pertencemos a Cristo, e é nosso privilégio, assim como nossa obrigação, ser inteiramente d’Ele e inteiramente para Ele. Cristo sempre foi Fiel em Seu amor imutável, embora, infelizmente, o quanto que a noiva falhou em devoção ao Noivo!


O amor que santifica a noiva

Em segundo lugar, tendo apresentado de maneira tão comovente o amor de Cristo ao Se entregar pela Igreja no passado, o apóstolo prossegue, falando sobre as atividades do amor de Cristo por Sua noiva no tempo presente. Ele nos diz que Cristo assegurou sua noiva “para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela Palavra” (Ef 5:26). O amor que pela morte assegurou a noiva está agora ocupado em prepará-la para a suprema felicidade de estar com Ele mesmo em glória. O Noivo faria dela um objeto adequado para o Seu amor e capaz de responder ao Seu amor. Para este fim, o amor está ocupado em santificar e purificar a noiva. A purificação não é para que possamos pertencer a Ele, mas porque somos d’Ele, e sendo d’Ele, Ele nos terá de maneira apropriada para Si mesmo. Ele quer nos ter em devotada afeição separados inteiramente para Si e limpos de tudo o que é contrário a Ele mesmo.


O meio usado para isso é “a lavagem da água, pela Palavra”. O Senhor expressa isso em Sua oração ao Pai quando ora: “Santifica-os na verdade: a Tua Palavra é a verdade... E por Me santifico a Mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade” (Jo 17:17, 19). O Senhor Se separa no céu, para que, como Estevão, possamos olhar para os céus abertos e encontrar em Cristo, em glória, um Objeto santificador. Olhando para Ele em glória, vemos o que Ele quer que sejamos, e contemplando a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem de glória em glória, e assim percebemos o poder transformador de um Objeto perfeito. A Palavra, também, enquanto direciona nosso olhar para Cristo, nos dá uma verdadeira revelação das perfeições d’Aquele que contemplamos, de modo que não nos é permitido nenhuma imaginação sentimental de nosso próprio coração. Por outro lado, a Palavra detecta e condena em nós e em nosso redor tudo o que é contrário a Cristo e ao lugar onde Ele está.


Que valor isso dá à Palavra! É a Palavra que Ele usa para a purificação de Sua Igreja. Que confiança isso deve dar ao aplicar a Palavra à nossa própria alma ou ao ministrar a Palavra uns aos outros – a confiança de que estamos usando aquilo que em graça Ele usa.


À luz desta Escritura que revela a nós com o que Cristo está ocupado em Seu lugar no céu, podemos desafiar nosso coração quanto ao que estamos nos ocupando aqui embaixo. Ocorrendo na parte prática da epístola, esta revelação do amor de Cristo por Sua noiva certamente tem a intenção de ter um efeito muito prático em nossa vida. A questão para todos nós é: Será que temos diante de nosso coração o que Cristo tem diante do d’Ele? Desejamos sermos feitos adequados a Ele e capazes de desfrutar e responder ao Seu amor mesmo agora, para que, no tempo de Sua ausência, possamos ser fiéis a Cristo como uma noiva que espera por seu Noivo ausente?


O amor que apresenta a noiva a Si mesmo

Terceiro, as atividades presentes do amor de Cristo por Sua noiva estão em vista do que ainda é futuro – “as bodas do Cordeiro” – quando Ele apresentará a Igreja a Si mesmo como uma Igreja gloriosa, “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5:27). Não é só que a Igreja estará na glória, mas será “gloriosa”. Ela será como Cristo, amoldada para a Sua presença gloriosa. Assim Ele assegurou Sua noiva por Si mesmo, Ele está preparando ela para Si mesmo, e Ele a apresentará a Si mesmo. Seu amor é a fonte de tudo e aquilo que o amor começou na cruz, o amor completará na glória.


Há, no entanto, outra verdade importante a respeito de Cristo e da Igreja nesta passagem instrutiva. O apóstolo passa a nos dizer que Cristo alimenta e cuida da Igreja, tratando-nos como “membros do Seu corpo”. Isso nos traz outra preciosa verdade, distinta daquilo que estivemos considerando. Vimos que Cristo está moldando Sua noiva ao céu, agora aprendemos que Ele também está cuidando de Sua noiva na Terra. Santificação e purificação estão em vista da apresentação na glória, alimentar e cuidar faz referência à nossa jornada de peregrinação na Terra. Seu amor não apenas olha para a glória, mas cuida de nós quando passamos por este mundo de trevas do qual Ele está ausente, em nosso caminho para a glória. Ele conhece as circunstâncias em que nos encontramos, as provações que temos que enfrentar, as nossas fraquezas e enfermidades, e em todas elas Ele cuida de nós e atende às nossas necessidades, e assim é que Ele nos alimenta. Mas Ele também cuida de nós, isto é, Ele não apenas atende às nossas necessidades, mas o faz como aqueles que são cuidados como sendo muito preciosos à Sua vista.


H. Smith

 

A Esperança do Crente


Romanos 5:1-2

“Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo Qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus”.


Quanto ao nosso passado, temos paz com Deus. Todo o nosso passado foi tratado na cruz e, como resultado, temos paz perfeita e ininterrupta com Deus.


Quanto ao nosso presente, Jesus Cristo abriu para nós o acesso à bendita presença de Deus na luz da manhã sem nuvens de Seu favor.


Quanto ao nosso futuro, “nos gloriamos na esperança da glória de Deus”. Sim, nosso bendito Senhor e Salvador é a nossa Cabeça em glória e prometeu: “Vou preparar-vos lugar. E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo, para que, onde Eu estiver, estejais vós também” (Jo 14:2-3). Ele logo voltará para cumprir Sua bendita promessa.


O mundo com todas as suas vaidades, a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida, um dia se transformará em pó e cinzas no fogo do justo julgamento de Deus. Mas muito antes desse terrível dia chegar, nosso Salvador virá para nós, a Quem esperamos vindo do céu, onde está nossa cidadania. Em Sua vivificadora Palavra de ordem, Seus santos que dormem de todas as eras surgirão do pó de seus túmulos em corpos gloriosos, num momento – num piscar de olhos. No mesmo momento, esses nossos corruptíveis “corpos de humilhação” serão transformados à semelhança de Seu próprio corpo glorioso, e Ele nos conduzirá às mansões na casa de Seu Pai. “Eis-Me aqui a Mim e aos filhos que Deus Me deu” (Hb 2:13).


Seu grande e novo nome, aquele nome ao qual todo joelho se dobrará, então, no esplendor de Sua glória, estará escrito na testa de Seus servos. E quando o dia aparecer, quando o Senhor fizer deles o Seu “particular tesouro” (Ml 3:17), toda lágrima derramada por Sua causa então brilhará como um diamante na luz do resplendor de Seu rosto, “quando vier para ser glorificado nos Seus santos e para Se fazer admirável, naquele Dia, em todos os que crêem” (2 Ts 1:10). Então as inúmeras hostes de Seus santos refletirão adequadamente Sua beleza, como as gotas de orvalho no campo ao nascer do Sol, como tesouros preciosos, em cores variadas que refletem a glória da órbita celestial.


E o que permite que essas minúsculas gotas de orvalho reflitam a luz daquela esfera gloriosa, cujo esplendor cega o olho humano? Não é porque essas pequenas gotas são livres de misturas terrenas? Elas vêm do céu e, portanto, são capazes de refletir a glória celestial. Assim será com os santos, os servos do Senhor, quando eles aparecerem com Ele em glória, cada um “revestidos da nossa habitação, que é do céu”, em corpos glorificados – a vestimenta da glória, “o uniforme de gala” por assim dizer, dos servos e soldados de Cristo. Então, não haverá mais impedimentos em seus corpos, nem misturas terrestres ou carnais, nem a invasão de vanglória em nosso pobre e pequeno serviço, para impedir que reflitamos Suas glórias! Oh, que reflexo radiante de Sua glória e beleza os Seus servos serão! Quão diferente do que somos agora! Quisera Deus que fossemos mais como gotas de orvalho agora – pequenas, puras e vazias, isto é, sem mistura! Que diferentes luzes deveríamos ser então, no meio de uma geração corrupta e perversa!


Que possamos aprender, no poder de um Espírito não entristecido, a nos regozijar mais verdadeiramente “na esperança da glória de Deus”.


Assim, temos paz, graça e esperança, expressando o passado, o presente e o futuro do crente: Quanto ao passado, paz ininterrupta com Deus, quanto ao presente, a luz da manhã sem nuvens de Seu favor e quanto ao futuro, a esperança que nunca nos desapontará da glória de Deus. Que essa paz calma e segura, aquela graça bendita e que estabelece, e aquela esperança animadora brilhe mais e mais em nossa caminhada e vida diária!


Bible Treasury, vol. 15, p. 295

 

Um Sentido de Pequenez


Nada dá tal sensação de pequenez como estar na presença do Pai e d’Aquele que suportou toda a ira que era destinada a mim. O que é um zero? Não é nada! Mas é a unidade que vem antes dele que dá o seu valor. Todo o valor do que Cristo é vem a nós quando estamos ao Seu lado.


G. J.

 

Eu Sou do Meu Amado


Cantares de Salomão

Este cântico começa com a noiva em uma posição e condição adequadas para que esteja para sempre na presença de seu Noivo (Cl 1:12-13). O pecado não é mencionado. Ele foi colocado tão longe quanto o Oriente está do Ocidente, para não ser mais lembrado por Deus. Isso não afeta mais a consciência da noiva ou atrapalha sua alegria. Mais tarde, leremos sobre a correção e o arrependimento, mas somente por causa da fraqueza e da frieza – não do pecado grosseiro. O Noivo encontra Seu deleite em Seu povo, Sua noiva, a quem Ele redimiu ao custo de Sua vida.


Ela O ama por Seu amor e Seu sacrifício por ela. Ela custou a Ele tudo o que tinha como Homem (Mt 13:46). Ele colocou Seu amor sobre ela e provou Seu amor por ela (na cruz), antes que ela se tornasse Sua.


Enquanto ela O ama, há algo faltando em seu entendimento e desfrute do Seu amor, algo que ela não tomou para si. Para aprender, ela deve passar pelas experiências do deserto. Este crescimento na inteligência espiritual vem quando o Espírito Santo abre para ela esta verdade abençoada passo a passo.


É algo bendito o ver a atividade de Deus, que age pelo Espírito Santo, para levar adiante a comunhão entre o Noivo e a noiva. A comunhão e instrução dos dois primeiros capítulos levam a noiva a perceber que o seu Amado pertence a ela, mas também que ela é d’Ele. Bendita verdade. Ela exclama: “O meu Amado é meu, e eu sou d’Ele: Ele apascenta o Seu rebanho entre os lírios” (Ct 2:16). Alcançar esse primeiro marco em seu crescimento espiritual dá gozo ao seu coração, mas isso não a satisfaz completamente. É preciso mais experiência e inteligência espiritual para atrair ainda mais sua alma e abrir para o coração dela o lugar de descanso que ela tanto deseja – em Seu seio.


Depois de mais comunhão e lições aprendidas pela experiência, ela reflete: “Eu sou do meu Amado, e o meu Amado é meu: Ele apascenta o Seu rebanho entre os lírios” (Ct 6:3). Ela começa a perceber que o amor do Noivo por ela é mais importante do que seu amor por Ele. Tendo aprendido isso, ela menciona que ela é d’Ele antes de afirmar que Ele é dela. Ela alcançou um segundo marco em seu crescimento espiritual.


Finalmente, ela descobre que o amor de seu Noivo para ela não é apenas maior do que o dela, é tudo. “Eu sou do meu Amado, e Ele me tem afeição” (Ct 7:10). Agora a noiva desapareceu em Seu amor. O Seu amor é tudo. Ela alcançou um terceiro, e mais elevado, marco.


A medida que se aproximam do fim do noivado [quando o Senhor vier], Ele possui tudo nela e Seus desejos estão completamente nela (Ct 7:10). Em plena comunhão, ela diz: “Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas [o lugar de gozo], vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, se já brotam as romeiras [uma figura da Igreja]; ali Te darei o meu grande amor. As mandrágoras dão cheiro, e às nossas portas há toda sorte de excelentes frutos, novos e velhos; ó Amado meu, eu os guardei para Ti” (vs. 12-13). Este jardim, que ela havia plantado para seu Amado, agora amadureceu.


O Cântico termina com o apelo: “Vem depressa, amado meu, e faze-te semelhante ao gamo [gazela] ou ao filho dos corços sobre os montes dos aromas”. O Apocalipse termina com o Noivo dizendo: “Eu sou... a resplandecente Estrela da manhã”. O Espírito e a noiva se unem em espírito com Ele, pois eles dizem: “Vem”. E todos os que ouvem são convidados a dizer: “Vem”. O Noivo conclui: “Certamente, cedo venho”, e a noiva responde: “Amém. Ora, vem, Senhor Jesus!”


O céu é nosso lar. Em breve estaremos lá com nosso Noivo na casa do Pai. Nós, como a noiva em Cantares de Salomão, temos crescido com nosso coração pronto para seguir nosso Noivo em tudo? Que o Senhor exercite nosso coração para estar pronto em todos os sentidos da palavra para dizer com todo o coração: “Ora vem, Senhor Jesus”.


C. E. Lunden (The Bridegroom’s Song of Songs)

 

Afeição Nupcial por Cristo


Apocalipse 22:16-21

Será que seu coração se regozijaria ao ouvir que Jesus está voltando agora? Na verdade, você gostaria que Ele viesse agora? Oh! Quão triste é que, quando Ele estiver prestes a vir, e Seus santos estiverem prestes a serem feitos conforme Ele é, eles estejam de alguma forma misturados com os obreiros da iniquidade, praticando seus hábitos, buscas ou satisfações! Orem, irmãos, para que vocês sejam levados a uma conformidade mais simples e completa com a imagem de seu Salvador; para que vocês sejam purificados dos desejos insatisfatórios e não santificantes do mundo, de modo que vocês possam estar prontos para encontrar seu Senhor na Sua vinda.


Na Palavra de Deus, os pensamentos, sentimentos, condutas, ações e afeições dos Cristãos são identificados com a vinda de Cristo. Tomemos 1 João 3 como exemplo: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é O veremos” (v. 2). Quando seremos como Cristo em glória? Quando Ele vier, Ele transformará nosso corpo de humilhação e o conformará como o Seu corpo glorioso; então aqui “e ainda não é manifesto o que havemos de ser, mas quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a ele”. Agora, note as consequências práticas sobre o homem que foi, em sua fé, levado aos propósitos de Deus. “E qualquer que n’Ele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro”. Eu sei que serei perfeitamente semelhante a Cristo em glória, portanto, quero ser o mais semelhante a Ele possível aqui embaixo.


Aqueles que respondem: “Vem!”

“O Espírito e a esposa dizem: Vem!” Nós obtemos todo o círculo das afeições da Igreja. Quando o Espírito de Deus está trabalhando nos santos, qual será a primeira afeição? Cristo. O Espírito e a noiva se voltam para Ele e dizem: Vem! Qual é a próxima afeição? São os santos. Portanto, ela se vira e ordena àquele que ouve a dizer, Vem. A noiva terá todos os santos juntos nessas afeições e no desejo de ter o Noivo. Mas isso se interrompe com aqueles que ouviram a voz do Senhor Jesus? Não. O que vem depois? Nós nos voltamos para aqueles que podem estar com sede, ordenando-lhes que venham, e quem quiser, deixe-o tomar a água da vida livremente. O santo que tem o senso da bem-aventurança de ter bebido da água viva que Cristo dá quer que os outros também a tenham.


Deus, no amor de Seu próprio coração, associou a Igreja a Jesus, e a simples menção do Seu nome desperta o clamor: “Vem!” pois toca um acorde que dá uma resposta imediata e, portanto, Ele não diz aqui: “Certamente, cedo venho”. A questão aqui não é quando Ele virá, mas que é Ele próprio que está por vir. Ele não fala da Sua vinda, embora esse pensamento seja bendito, mas Ele Se revela, e isto é o que desperta a resposta do coração pelo poder do Espírito Santo. Nenhuma mera explicação de Sua vinda como doutrina é a própria esperança do santo. Essa esperança não é profecia, é a esperança real, bendita e santificadora de uma alma que conhece a Jesus e espera ver e estar com Ele mesmo.


O que Ele é para nós

Nossas afeições e nossos deveres fluem do relacionamento em que estamos estabelecidos. É claro que, se somos criaturas de Deus, nossos deveres fluem de nosso conhecimento disso. Assim, com nossos deveres e afeições terrenos, eles fluem de nosso relacionamento uns para com os outros, seja como marido e mulher, ou como pai e filho. É uma observação muito simples, mas de toda importância, no que diz respeito à posição dos santos. Mas então eu devo estar nesse relacionamento para ter essas afeições, e devo saber qual é o relacionamento ao qual esses deveres pertencem. Se somos a noiva de Cristo, devemos ter os sentimentos e desejos de alguém que é assim. Não se pode falar de qualquer glória de Cristo ou de Deus que não desperte no coração do santo a consciência do que Deus e Cristo são para ele. Isso é característico da existência de tal relacionamento e das afeições que lhe pertencem. Você não pode falar de alguém com quem os outros estão em relacionamento, sem despertar no coração delas o sentido do que aquela pessoa é para eles. Seja qual for a maneira com que Cristo é apresentado, é o seu próprio relacionamento com Ele que é imediatamente despertado na noiva. O que eu vejo na Palavra não é meramente Deus nos visitando como pecadores, como Ele fez, mas que quando Ele nos visitou, Ele nos trouxe para uma bendita conexão Consigo mesmo, e tendo nos levado ate lá, Ele nos chama, como nessa conexão, para viver no deleite e nos deveres que pertencem à essa conexão.


Cristo não ama menos

Eu sinto a importância de apreender definitivamente sobre o relacionamento em que o Senhor nos colocou. Isso tocará em nossas consciências, não apenas dizendo que a Igreja está segura – certamente está, mas devemos ser tocados com o sentido de nossa relação com Cristo e a responsabilidade desse relacionamento. Deveria haver proximidade com Cristo que nos afastaria do sectarismo, a erva mais natural do coração humano (o sectarismo está focado em um pequeno círculo em volta de nós mesmos), e nos daria um sentimento e interesse por toda a Igreja de Deus, pois Cristo não pode amar nada menos. Então eu me recusarei a reconhecer qualquer coisa que não seja a noiva de Cristo, mas esteja sempre pronto para reconhecer e receber aquilo que é a noiva de Cristo.


A Igreja nem sempre terá que lamentar um Senhor que está ausente. Ele virá reivindicar Sua noiva – para levá-la para Si mesmo, para que, onde Ele estiver, ela também possa estar, por isso, Ele ora: “Pai, aqueles que Me deste quero que, onde Eu estiver”, e n’Ele ela está completa, porque o Pai O deu como cabeça de todas as coisas para a Igreja, “que é o Seu corpo, a plenitude d’Aquele que cumpre tudo em todos”. Aqui, então, está a posição da Igreja com Cristo: um corpo, uma mente, uma em todas as coisas, um nos gostos, um nos desejos.


Se meu coração está correto em suas afeições por Ele, estou olhando muito diretamente para o alto, para perceber as coisas ao meu redor. Há muitas coisas ao redor do mundo, muita agitação e tumulto, mas isso não perturba a bendita calma da minha alma, porque nada pode alterar nosso indissolúvel relacionamento com Jesus que virá, pois nada deve nos dividir em esperança. Que o Senhor nos dê tal apreensão de redenção e de nossa posição n’Ele, que fixe nosso coração n’Ele mesmo, para que possamos estar diariamente andando aqui como os homens que esperam por seu Senhor, que prometeu vir e nos levar para Ele mesmo, vigiando no meio de uma noite de trevas, ciente de que é a noite, embora não sejamos da noite, mas vigiando e esperando pelo dia, tendo a estrela da manhã surgindo em nosso coração!


J. N. Darby

 

Humildade


O único lugar de humildade é a presença de Deus. É quando saio da Sua presença que estou em perigo de ficar soberbo. As pessoas dizem que é perigoso estar frequentemente no monte. Ora eu não acho que é quando estamos no monte que estamos em perigo, mas quando descemos de lá. É quando descemos do monte que começamos a pensar que estivemos lá. Então o orgulho entra. Não creio que Paulo precisasse de um espinho quando estava no terceiro céu. Foi depois de ele ter descido que corria o risco de se exaltar acima da medida – de pensar que ele esteve onde ninguém mais esteve antes.


Things New and Old, vol. 8, p. 152

 

Suas Três Expectativas Até Que Ele Venha


Apocalipse 22

“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho” (Ap 22:20). Três vezes neste capítulo Ele faz este anúncio (versículos 7, 12, 20). Que perspectiva bendita nos é revelada!


Durante o pequeno intervalo de espera até que Ele venha, o que o Senhor espera de nós aqui? Este capítulo dá a resposta. Nós apontamos o tríplice anúncio de Sua vinda cedo, e agora vamos olhar para suas diferentes conexões. A primeira é: “Eis que presto venho. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” (v. 7). Assim, Ele nos ensina que a obediência é o que Ele aprecia nos Seus enquanto aguardam a Sua vinda, e essa obediência é a prova do nosso amor.


Quem, então, com uma palavra como essa, tentará desviar-se da obediência? Será que todo verdadeiro crente não dirá: “Que privilégio meu Senhor me deu, permitir que eu declarasse meu amor por Aquele a Quem o homem rejeitou, a medida que guardo Sua Palavra!” Seus olhos repousam com deleite sobre aqueles que, em meio a provações e perigos, fazem deste o único objetivo de suas vidas!


Ele fala pela segunda vez e diz: “E eis que cedo venho, e o Meu galardão está Comigo para dar a cada um segundo a sua obra” (v. 12). Aqui somos ensinados que Ele procura a fidelidade em Seus servos. Além disso, Ele os recompensará de acordo com isso (veja Lucas 19:12-26).


A última vez, Ele fala: “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho”. A resposta de João é: “Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!” – uma resposta que deve fluir espontaneamente do coração de cada santo. Assim, somos ensinados que durante o pouco tempo que esperamos, nossas afeições são muito preciosas para Ele.


Essas são as três coisas que Ele procura de nós agora: obediência, fidelidade e afeição. A perspectiva da vinda do Senhor e o que Ele valoriza em Seus santos enquanto esperam Seu retorno são para nós considerarmos à luz dessa verdade.


E. Dennett

 

Esperando pelo Filho


Se você pode olhar para o céu e dizer: “Graças a Deus, eu O conheço e estou esperando por Ele”, então deixe-me lembrá-lo do que o apóstolo João diz, quanto ao resultado prático dessa bendita esperança. “E qualquer que n’Ele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro”. Sim, isso deve ser o resultado de esperar pelo Filho vir do céu. Aqueles que conhecem o Senhor Jesus Cristo e amam Sua Aparição, procurarão diariamente sacudir tudo o que for contrário à mente de seu Mestre; eles procurarão tornar-se cada vez mais conformados a Ele em todas as coisas.


C. H. Mackintosh

 

Uma Maneira Fácil


Há uma maneira fácil de se continuar no mundanismo, e não há nada mais triste do que o Cristão quieto e confortável, que passa dia após dia à parte da dependência do Senhor. Nós devemos sempre estar em dependência ou iremos cair. Em todos os detalhes de nossas vidas, não há bênção se não há dependência de Deus. O ponto para nós é descansar no braço do Senhor, seja o que for, e não fugir para buscar ajuda em outro lugar.


J. N. Darby

 

Afeição Recíproca


Uma coisa bendita para se cultivar em nosso coração é não apenas o sentido do que Deus fez por nós, mas também no que Ele em graça nos tornou para Si mesmo. É algo bendito nos afastarmos de nós mesmos e, entrando no segredo da presença de Deus, para aprender quais são esses sentimentos que preenchem Seu coração. O Espírito de Deus faz com que aqueles que crêem em Cristo se alegrem com gozo indescritível e cheio de glória (1 Pe 1:8). Esse é o nosso lado desse gozo, “mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos” é d’Ele, pois o Pai também tem o Seu gozo, e ele é ilimitado.


W. T. P. Wolston

 

A Nova Face do Catolicismo Romano


A recente doença e morte do papa católico romano João Paulo II concentrou a atenção mundial mais uma vez no vasto sistema católico romano. Seu reinado (desde 1978) tem sido um dos mais longos da história do papado, mais longo que qualquer outro desde Pio IX (1846-1878). Como Pio IX, João Paulo II presidiu tempos difíceis em que muitas mudanças ocorreram no mundo. Para se adaptar a essas mudanças a igreja católica romana também introduziu mudanças que pareciam alterar consideravelmente sua face.


Quarenta anos atrás, a igreja católica romana exigia que seus membros aderissem estritamente às suas regras alimentares, que envolviam comer peixe em vez de carne às sextas-feiras (Lembro-me bem de um colega de trabalho em uma fábrica que, enquanto trabalhava no turno da noite de uma quinta-feira, era ainda mais escrupuloso em não comer carne depois da meia-noite), mas agora tudo isso foi relaxado. Da mesma forma, os católicos romanos eram desencorajados de ler a Bíblia. Foi dito a eles que se tratava de um livro apenas para sacerdotes e as dignidades da igreja, pois só eles eram supostamente capazes de entendê-la e explicá-la. Agora, é permitido aos católicos romanos possuir e ler Bíblias. Antigamente, os católicos romanos deviam manter-se separados de outras denominações Cristãs, e tanto suas escolas quanto suas igrejas enfatizavam esse fato. Agora muito mais abertura com outros Cristãos é permitida e até encorajada.


Mais recentemente, foi assinado um acordo em 1994 que tem consequências extremamente mais amplas. Assinada pelos principais evangélicos americanos e católicos romanos, foi uma declaração conjunta intitulada “Evangélicos e Católicos Juntos: A Missão Cristã no Terceiro Milênio”. O documento pede aos protestantes e aos católicos romanos que se reconheçam como Cristãos e trabalhem juntos na busca de evangelizar o mundo. Tais líderes evangélicos conhecidos como Pat Robertson e Charles Colson estavam entre aqueles que assinaram e, de fato, Charles Colson foi um dos principais criadores do documento. Isto foi seguido por outro em 1997, intitulado “O Dom da Salvação”, uma definição de salvação e do evangelho que deveria supostamente satisfazer aos protestantes e aos católicos romanos. Outros artigos intitulados “A Tua Palavra é a Verdade” (2002) e, mais recentemente, “O Chamado à Santidade” (2005) tentaram aproximar ainda mais os católicos romanos e os protestantes. O Cristão sério pode muito bem perguntar o que tudo isso significa e se Roma está realmente se reformando e mudando do que realizou e praticou por tantas centenas de anos.


Um lado bom

Primeiro de tudo, devemos reconhecer que há um lado bom para tudo isso, e algo que deve nos tornar agradecidos. Nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse, sete Igrejas (assembleias) são tratadas em ordem. É claro, pelo contexto, que essas sete Igrejas nos dão uma história panorâmica da profissão Cristã através dos tempos, desde o tempo em que os apóstolos faleceram até que o Senhor venha. Em Apocalipse 2:18-29, é evidente que a descrição de Tiatira é a da igreja católica romana. No verso 19 lemos, “Eu conheço as tuas obras, e a tua caridade, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras”. Da mesma forma, o apóstolo escreve: “Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei. Mas o que tendes, retende-o até que eu venha” (Ap 2:24-25). A igreja católica romana tem consistentemente se oposto ao aborto, a eutanásia e aos meios artificiais de controle de natalidade. Da mesma forma, nunca desistiu de acreditar na divindade de Cristo, no nascimento virginal de Cristo e na inspiração das Escrituras. A igreja católica romana tem sido diligente em obras de caridade e serviços, e muitos se beneficiaram de sua ajuda em todo estes tempos. Como Apocalipse 2:19 observa, as últimas obras são mais do que a primeira, talvez indicando que o que ela está fazendo hoje supera o que ela fez no passado. Por tudo isso, até onde é possível, podemos ser gratos.


Da mesma forma, a atitude descontraída da igreja católica romana resultou em mais liberdade para compartilhar o evangelho e mais oportunidades de trazer Cristo para os católicos romanos, além de outros. Há uma abertura entre os católicos romanos para ouvir a Palavra de Deus e o evangelho, uma abertura que não existia anteriormente. As igrejas católicas romanas evangélicas são toleradas e até encorajadas, desde que o dogma católico romano oficial não corra riscos. Tudo isso tornou mais fácil para a Palavra de Deus ser pregada.


Por outro lado, devemos reconhecer que, apesar de todo o exagero e aparência em contrário, Roma não mudou fundamentalmente. O papa João Paulo II tem sido um papa mais ecumênico, mas ele abraçou todas as religiões, não apenas as protestantes. Uma de suas táticas favoritas tem sido reunir líderes de todas as religiões para a oração. Ele reuniu budistas, muçulmanos, hindus, Judeus, adoradores de cobras, adoradores do fogo, animistas e feiticeiros, bem como verdadeiros Cristãos e católicos romanos. Dada a séria apostasia entre os católicos romanos na maior parte do mundo, não é de surpreender que tudo isso tenha sido geralmente bem recebido, e não falado contra. Ao dizer que todos rezavam ao mesmo Deus, o papa encorajou e impulsionou um movimento que se justifica com base na paz e na integridade ecológica. O resultado só pode ser a destruição de toda a verdade, com o erro e os pensamentos do homem sendo substituídos por ela.


O plano de Roma

O plano de Roma não é simplesmente que protestantes e católicos romanos trabalhem juntos para um fim comum. Não, a finalidade de Roma é impedir que os católicos romanos se tornem protestantes, enquanto, ao mesmo tempo, se engajam na evangelização dos protestantes. Reconhecendo a ascensão da apostasia e o fato de que muitos de seus adeptos não acreditam em seus dogmas, Roma está procurando manter sua autoridade entre os seus, enquanto procura ampliar sua influência onde quer que ela possa. Para fazer isso, ela está disposta a abraçar até religiões falsas, se Roma puder manter sua influência. Um teólogo católico romano expressou bem quando disse em 1990: “Assim, como católicos... nosso trabalho é usar essa década restante para evangelizar todos os que pudermos na igreja católica, no corpo de Cristo e no terceiro milênio da história católica”.


Mais do que isso, um livro de Patrick Madri publicado em 1994, intitulado “Surpreendido pela Verdade”, detalha como onze supostos evangélicos estavam convencidos de que a igreja católica romana era a única Igreja verdadeira e que deveriam retornar a ela. Obviamente irritados pela confusão e discordância entre os chamados evangélicos protestantes, essas pessoas ficaram impressionadas com o fato de que Roma supostamente não mudou, e eles voltaram para ela. Várias sequências para este livro trouxeram mais argumentos em favor de Roma e suas crenças, e eles tiveram algum impacto sobre o mundo Cristão. As igrejas protestantes estão agora começando a prestar atenção à virgem Maria, e algumas chegaram a invocar seus supostos poderes de intercessão em oração, como os católicos romanos fizeram durante séculos. Mesmo como um evangelista convicto como Billy Graham parece ter sido tomado pela nova postura de Roma, e ele fez a declaração, “eu descobri que minhas crenças são essencialmente as mesmas dos católicos ortodoxos romanos”.


O que está por vir

Embora o espaço não nos permita examinar detalhadamente os vários acordos assinados pelos líderes evangélicos e católicos romanos (começando com “Evangélicos e Católicos Juntos” em 1994), nós apenas salientaríamos que o texto de cada um é inteligente. Roma parece ter dado seu apoio a um evangelho que os evangélicos poderiam aprovar, enquanto ao mesmo tempo retinha o que é vital para seus interesses. O acordo sobre “O Dom da Salvação”, por exemplo, não enfrenta questões tão importantes como a regeneração batismal, as indulgências, o purgatório ou a adoração da virgem Maria. Apenas afirma que essas questões exigirão “uma exploração mais profunda e urgente”.


Não há dúvida de que tudo isso está levando a um vasto sistema religioso falso que a Escritura chamam de “a grande Babilônia”. Depois que a verdadeira Igreja é chamada ao céu na vinda do Senhor, esse imenso sistema dominará a cena política no mundo ocidental, pelo menos por um tempo. Sua incrível riqueza lhe permitirá trafegar em todos os tipos de empreendimentos comerciais, e por um tempo ela será bem sucedida. Mas então Deus permitirá que aqueles que ela governa a odeiem e a derrubem. “E os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta, e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo” (Ap 17:16).


Em conclusão, não nos deixemos enganar em pensar que Roma mudou. Sua energia não é para a verdade, mas para ela e para o sistema que ela representa. Deus em Sua soberania pode permitir que Sua Palavra seja usada como bênção para alguns como resultado do diálogo entre protestantes e católicos romanos, e por isso podemos ser gratos. No entanto, a longo prazo, os interesses de Roma serão predominantes. Lembremo-nos da admoestação em Apocalipse 18:4: “Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados”. Sejamos gratos por qualquer bênção que Deus permita, mas de igual forma, não nos deixemos enganar em pensar que Roma está mudando de alguma forma fundamental.


W. J. Prost


Oh! Eu Sou do Meu Amado


Ah, Cristo! Ele é a fonte,

O profundo e doce poço de amor!

Os riachos da Terra eu provei,

De um mais profundo vou beber acima!

Lá, para a plenitude do oceano,

Sua misericórdia se expande,

E a glória, a glória habita

Na terra de Emanuel.


Oh! Eu sou do meu Amado,

E meu Amado é meu!

Ele traz um pobre e vil pecador

Em Sua “casa de vinho”!

Eu permaneço em Seu mérito;

Não conheço posição mais segura,

Nem mesmo onde habita a glória,

Na terra de Emanuel.


A noiva observa, não suas vestes,

Mas o rosto do seu querido noivo;

Não olharei para a glória,

Mas para o meu Rei da Graça

Não a coroa que Ele dá,

Mas a Sua mão ferida;

O Cordeiro é toda a glória

Da terra de Emanuel.


Mrs. Cousins - Little Flock Hymnbook – hino 77 do apêndice

 

“Cristo amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela Palavra, para a apresentar a Si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante”


(Ef 5:25-27)

 



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