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Princípios do Lar (Março de 2005)


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Revista mensal publicada originalmente em março/2005 pela Bible Truth Publishers

 

ÍNDICE


Tema da edição

D. C. Buchanan

Diversos autores

J. A. von Poseck (adaptado de Light in Our Dwellings)

P. Wilson (The Institution of Marriage and Related Subjects)

G. C. Willis

W. J. Prost

G. C. Willis (adaptado de To the Parents of my Grandchildren)

Autor desconhecido

 

Privilégio e Responsabilidade



Atos 16:31-32

O princípio de “tu e tua casa” é de fato uma grande bênção e privilégio. Não só a cabeça da casa é salvo como um filho de Deus, mas toda a sua casa também é levada a um terreno de maravilhoso privilégio em virtude de sua conexão com ele. Eles não estão no mesmo relacionamento com Deus como os pais salvos, mas estão em um lugar de bênção e privilégio, pois os propósitos e desejos de Deus são que toda a família de um crente seja salva. O pai Cristão agindo com fé e obediência a Ele pode contar com Deus para a salvação deles. Este é um grande conforto.


Junto com este privilégio, uma séria responsabilidade acompanha o pensamento de “tu e a tua casa”. Se o cabeça de uma casa pertence a Deus, então sua casa pertence a Deus também. Assim, ele é responsável por governar sua casa para Deus e treinar os filhos para Ele. Eles devem ser criados no caminho do Senhor e ordenados nos caminhos da justiça em separação do mundo. Se o mal é permitido na casa, Deus mantém o cabeça responsável por isso.


R. K. Campbell - Adaptado de The Christian Home

 

A Fé dos Pais de Moisés


Êxodo 2:1-10

A fé dos pais de Moisés se destaca como um exemplo de superação do poder do inimigo para destruir seu filho. Sua fé procurou proteger esse filho “formoso” de duas maneiras. Primeiro, eles protegiam seu precioso filho, fazendo da casa um santuário para ele. “Pela fé, Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei” (Hb 11:23). Segundo, quando eles não podiam mais escondê-lo, eles o colocaram em uma arca no rio, o lugar onde ele havia sido condenado para morrer, mas onde a arca o preservaria da morte. Deus honrou essa fé.


O exemplo de como Anrão e Joquebede protegeram seu precioso filho pequeno, escondendo-o em casa do poder destruidor do inimigo, deveria nos encorajar, como pais hoje, a nos colocar ousadamente do lado do Senhor para o bem de nossos filhos. Ele honrará tal fé. O tempo que nos é dado como pais para manter os filhos em casa é relativamente curto em comparação com o tempo que eles estarão fora de casa.


A arca

Chegou a hora em que “não podendo mais escondê-lo”. Isso parece ser algo que a mãe percebeu. Naquela época, a fé de Joquebede, a mãe de Moisés, chegou a um poder que ela sabia ser maior do que o faraó. O problema de salvar a criança estava além de seu poder. Eles viviam na terra do inimigo. Havia chegado a hora em que os pais tiveram que “enjeitar” a criança (At 7:21). Isso era difícil de fazer porque amavam a criança e também o seu Deus. Eles não colocariam a criança amada por eles e por seu Deus no rio sem algo entre ela e as águas da morte. Ela preparou uma arca para manter as águas da morte longe de seu filho e colocou Moisés nela. A arca foi o sinal de sua fé em Jeová. É uma figura para nós do Senhor Jesus que desceu à morte por nós e nos deu livramento de seu poder. Embora nós e nossos filhos estejamos sob a sentença de morte, o Senhor suportou a sentença por nós e ressuscitou com poder sobre a morte. É correto confiar n’Ele para preservar nossa família em todos os momentos, especialmente quando as circunstâncias estão além de nosso poder para fazer isso.


“E, sendo enjeitado, tomou-o a filha de Faraó e o criou como seu filho” (At 7:21). Deus honrou a fé daquela família e enviou a filha do Faraó para tomá-lo como seu filho. Mal sabia ela que estava cumprindo a recompensa de Jeová pela fé dos pais, nem os pais de Moisés perceberam como a casa do Faraó prepararia Moisés. Mas entender todas essas coisas não era importante, exceto para aquele que estava realmente no controle. O Senhor estava no controle, e a fé n’Ele e a obediência a Ele eram o que importava. E quem quer que estivesse do seu lado seria o vencedor final.


Por sugestão da irmã de Moisés, a mãe de Moisés foi chamada como babá. A filha do faraó disse à mãe: “Leva este menino e cria-mo; eu te darei teu salário”. A criança foi devolvida aos pais com uma nova responsabilidade e recompensa.


A quem Moisés pertence?

A quem esta criança agora pertence? A filha do Faraó reivindicava isso, mas ela devolveu para a mãe para criá-lo e pagaria a ela um salário. Os pais tinham desistido de suas próprias reivindicações para com a criança e, com fé, o colocaram na arca. A criança realmente pertencia ao Senhor Jeová. Os pais devem considerar a criança como confiada ao seu cuidado para ser criada para Ele. Que bênção para nós é tomarmos nossos filhos do Senhor desta forma e procurar criá-los para Ele! Mais tarde, quando Moisés cresceu, ele também escolheu andar no mesmo caminho da fé (Hb 11:24-26). Assim, o exemplo da fé é passado de uma geração para outra.


Esta é uma bela lição para nós sobre nossos filhos. Primeiro de tudo, quando possível, devemos procurar manter nossos filhos longe do mal deste mundo que está sob o domínio de Satanás. Ele é o deus e o príncipe deste mundo. Precisamos reconhecer a autoridade do Senhor em nosso lar. É a única maneira de superar o poder do inimigo. O Senhor deseja a preservação de nossos filhos mais do que nós mesmos. Quando eles precisam sair para o mundo em circunstâncias que estão além do nosso controle, devemos reconhecer o poder e a autoridade do Senhor em todo lugar. Isso é reconhecer a liderança de Cristo sobre nosso lar e sobre nossos filhos onde quer que eles estejam. Nosso lugar é a de reconhecer a liderança d’Ele sobre nossos filhos quando eles estão no lar, educando-os “na doutrina e admoestação do Senhor”, e então confiar n’Ele quando eles saírem pelo mundo. Se não reconhecemos o senhorio de Cristo em nosso lar, procurando manter nossos filhos longe do mal enquanto estão sob nossos cuidados, como podemos confiar no Senhor para preservá-los do mal com base em nossa fé quando eles deixarem o lar?


Confiando na bondade de Deus

Com esses pensamentos, sem dúvida, somos levados a perceber com que frequência falhamos na parte prática de guardar fielmente nossos filhos. Percebemos que é apenas a bondade soberana de Deus que pode dar o que precisamos. A disposição dos pais de Moisés em aceitar humildemente do Senhor a difícil situação em que Ele permitiu que eles estivessem inseridos, serve como lição para nós. Eles não culpavam os outros pela situação em que se encontravam, nem se consideravam orgulhosamente indignos de tal provação. Mas ao invés disso, colocando sua preciosa criancinha na arca, eles o confiaram nas mesmas mãos que permitiram todas as dificuldades. Eles venceram por sua fé no Senhor e sua fé no Senhor foi demonstrada em suas obras. Não pode haver dúvida de que o Senhor estava no controle da situação em todos os momentos. Isso deve nos encorajar, em todas as nossas fraquezas e fracassos, a confiar em Deus em todos os momentos e mostrar isso na ordem de nosso lar.


D. C. Buchanan

 

Graça e Governo da Família


Gênesis 7:1; Atos 2:39

“Depois, disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de Mim nesta geração” (Gn 7:1). Por causa de sua fé, a mesma promessa de preservação do Senhor a Noé era estendida para sua casa. Esta ordem estabelecida pelo próprio Senhor abre a porta para que a fé seja exercitada pelo cabeça de toda casa onde Deus é honrado. Que o Senhor nos dê obediência de fé em Sua promessa, pois “sem fé é impossível agradar-Lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que O buscam” (Hb 11:6). “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos” (At 2:39).


“Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé” (Hb 11:7). Essa fé de Noé, que o levou a construir a arca, serve de exemplo para o nosso tempo. Deus nos disse que assim como Ele destruiu o mundo passado com um dilúvio, Ele destruirá este mundo presente com fogo (2 Pe 3:7). É importante, então, que exercitemos a fé de Noé, tanto para nós mesmo como para o nosso lar. A arca para nós é o Senhor Jesus Cristo, e somente Ele nos liberta do julgamento vindouro. Desta forma, Noé é também uma figura de Cristo que, como o justo líder de uma família salva, salva todos os que estão em associação com ele. A esse respeito, não precisamos construir a arca, mas sim trazer nossa família para dentro dela. “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (At 16:31).


Não vamos concluir com isso que não haja necessidade da obra do Espírito Santo no coração dos filhos de pais Cristãos. “Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3:3). Isso é tão verdadeiro para o filho de um Cristão quanto para todo mundo. A graça não é hereditária. O princípio a ser ensinado aos pais Cristãos é que a Escritura liga de forma inseparável um homem à sua casa. O pai Cristão tem a garantia de contar com Deus para com seus filhos, e ele é responsável por criar seus filhos para Deus.


Separação

O resultado prático da fé no Senhor Jesus será que tornamos nosso lar em um lugar de separação do mundo e um refúgio do mal que existe nele. Todo este sistema que vive em prazeres sem Deus está prestes a ser julgado. As mesmas más condições morais que foram a causa do julgamento de Deus no tempo de Noé estão presentes hoje e farão recair Seu julgamento sobre este mundo atual. O temor de Deus, juntamente com a fé no Senhor Jesus, fará com que façamos do nosso lar um lugar de refúgio para nossa família.


Esses princípios são confirmados por muitos outros exemplos na Escritura. Abraão foi levado a confiar em Deus em relação ao julgamento que cairia sobre Sodoma e Gomorra, e isso foi especificamente em referência à maneira como ele governou sua casa. O Senhor pôde dizer de Abraão: “Porque Eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele” (Gn 18:19). Um homem que sabe comandar sua casa é digno da confiança de Deus. Esta é uma verdade maravilhosa, mas que deve exercitar o coração e a consciência de todos os pais Cristãos.


Da mesma forma, Moisés, quando os filhos de Israel estavam prestes a se afastar do Egito, insistiria que “Havemos de ir com nossos meninos e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas” (Êx 10:9). Faraó queria que eles deixassem seus filhos para trás, mas a mente de Deus era que todos deveriam ir – jovens e velhos. Mas é triste dizer que hoje muitos queridos crentes professam sair para servir ao Senhor, mas deixam seus filhos moralmente no Egito. As crianças são educadas e preparadas para este mundo e não para o reino de Deus.


Mais uma vez, mais tarde, na história de Israel, Josué pôde dizer: “Porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:15). Ele e sua casa estavam unidos e ele não serviria ao Senhor separado deles. O pai Cristão não deve deixar qualquer sombra de dúvida quanto ao real e profundo propósito e objeto de sua alma. A administração de sua casa deve refletir isso.


No Novo Testamento, o Senhor Jesus disse a Zaqueu: “Hoje, veio a salvação a esta casa” (Lc 19:9). No caso de Cornélio, o Senhor lhe disse: “Envia varões a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro, o qual te dirá palavras com que te salves, tu e toda a tua casa” (At 11:13-14). Em ambos os casos, a casa de cada um deles estava conectada com a bênção. Esta verdade preciosa percorre por toda a Palavra de Deus, em todas as dispensações.


Que bênção maravilhosa pode resultar de um começo piedoso para uma criança! Os pais de Moisés foram capazes de ensiná-lo apenas em seus primeiros anos, mas como resultado, em anos posteriores, ele corajosamente “recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado” (Hb 11:24-25). Samuel passou apenas seus anos mais jovens com sua família, mas a forte e piedosa influência daquela casa foi sentida por toda sua vida. Timóteo nasceu de um casamento misto, pois seu pai era grego. No entanto, a fé de sua mãe e avó resultou em muita bênção em sua vida. Paulo se refere à sua “fé não fingida”.


Governo

Por outro lado, se examinarmos a Escritura, descobriremos que, em todos os casos em que houve falha neste assunto, ela produziu seus próprios resultados sob o governo de Deus. Lemos sobre Eli que “fazendo-se os seus filhos execráveis [vis – JND], não os repreendeu” (1 Sm 3:13). Como resultado, eles morreram sob o governo de Deus e, no fim, sua família perdeu o privilégio de serem sacerdotes do Senhor (veja 1 Reis 2:27). Davi cometeu um grave pecado, e o Senhor lhe disse: “Não se apartará a espada jamais da tua casa” (2 Sm 12:10). Quatro de sua família morreram, sem dúvida sob o julgamento de Deus. Muitos outros exemplos de bênção e fracasso podem ser tirados da Escritura, mas estes são suficientes para demonstrar o princípio. A essência desta questão é esta: Muitas vezes os fracassos de meus filhos revelam as falhas não julgadas de minha própria vida, e Deus que é justo pode usá-las para me castigar, porque eu não julguei a mim mesmo.


Em conclusão, que nos lembremos que graça e governo são verdades que andam juntas. Uma não nega a outra. Assim, o pecado de Davi foi perdoado, mas ele sofreu sob o governo de Deus. A graça pode e irá restaurar, mas podemos ter que suportar consequências de nosso fracasso apesar da graça. Da mesma forma, nunca nos orgulhemos da maneira como administramos nossa casa, como se Deus nos abençoasse apenas por causa disso. Não, devemos lembrar que Deus abençoa com base na Sua graça soberana, e se há alguma bênção em nosso lar, vamos dar a Ele a glória por isso. Da mesma forma, Deus nos responsabiliza pelo modo como nosso lar é conduzido e trata governamentalmente conosco de acordo com nossa conduta no lar.


Diversos autores

 

Ordem, Obediência e Amor


1 Coríntios 14:33

Existem três grandes princípios divinos que devem caracterizar o lar Cristão, a saber: a ordem, a obediência e o amor. Não somente estes devem estar presentes em um lar Cristão, mas devem estar em equilíbrio adequado uns com os outros. Deus quer que essas coisas sejam uma parte integral de nosso lar, para que seja um farol de luz neste pobre mundo. No entanto, quantas vezes nosso lar deixa de refletir a luz celestial que brilhou em nosso coração (2 Co 4:6) porque temos negligenciado a Palavra de Deus e a comunhão com nosso Senhor!


A ordem, a obediência e o amor são inseparáveis, pois sem obediência e submissão, não pode haver ordem. Onde não há amor, não haverá obediência verdadeira e duradoura em unidade, e onde não há unidade, novamente não pode haver ordem.


Ordem

Deus é um Deus de ordem. “Deus não é Deus de confusão” (1 Co 14:33). Desordem e confusão pertencem ao reino de Satanás e às trevas, mas Aquele que está revestido de honra e majestade, que “cobre-Se de luz como de uma veste”, não pode permitir desordem em Seu reino. Este estado seria totalmente inconsistente com a luz e depreciativo com a majestade. Quanto à Sua sabedoria divina, ela se expressa naquela perfeita ordem que caracteriza todos os Seus conselhos e obras. É esse princípio da ordem divina que permeia o universo. Quando consideramos os céus e o firmamento, descobrimos que sua linguagem testifica não apenas a glória de Deus, mas também o fato de que Deus é um Deus de ordem. Nós vemos a mesma coisa na criação inferior à nossa volta – tudo está na mesma ordem perfeita.


Da mesma forma, esse mesmo espírito de ordem e harmonia sopra em todas as páginas das Santas Escrituras, e isso é feito para que nossa vida diária tenha o mesmo espírito de ordem e harmonia. Certamente o Senhor Jesus, em Sua vida na Terra, sempre foi o modelo e expressão disso!


Agora, nesta dispensação da graça, o crente no Senhor Jesus é “abençoado... com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1:3) e tem privilégios infinitamente mais elevados do que Israel no Velho Testamento. Em vista de tudo isso, o princípio de ordem de Deus foi colocado de lado ou relaxado? Pelo contrário, a riqueza de nossas bênçãos e a proximidade de nosso relacionamento celestial são as mesmas razões pelas quais a ordem é insistida ainda mais, seja na casa de Deus ou em nossa própria casa.


Pela palavra “ordem” entendemos a condição das coisas e das pessoas em que tudo e todos são encontrados, se movem ou atuam no lugar, na esfera e no tempo apropriados e designados. Desta forma, a ordem é um dos requisitos essenciais para a felicidade, prosperidade e sucesso humanos.


O espírito do mundo hoje é de revolução e mudança e, como resultado, a desordem tende a caracterizar o mundo ao nosso redor. É triste dizer que esse espírito de desordem está aparecendo não apenas no mundo, mas também entre os Cristãos em toda parte. Sem dúvida, a causa final disso é o espírito de desobediência, orgulho e independência. Isso nos leva a uma consideração do segundo princípio divino que mencionamos – a obediência.


Obediência

O primeiro pecado que entrou neste mundo foi a desobediência. Ele fez do mundo o que ele é hoje – um lugar de violência e corrupção, tristeza, morte e, finalmente, julgamento. Antes do pecado do homem no Jardim do Éden, foram o orgulho e a desobediência que levou Satanás à sua queda. Esse pecado de desobediência o transformou em um arqui-enganador e o pai da mentira.


Por outro lado, aqueles anjos que não caíram são mencionados no Salmo 103:20 como aqueles que são “magníficos em poder, que cumpris as Suas ordens, obedecendo à voz da Sua Palavra”. Sua força é combinada com a obediência, em contraste com os anjos caídos, cuja força é combinada com a desobediência.


Embora a desobediência tenha sido o primeiro pecado, resultou em um segundo pecado terrível que teve sua origem no primeiro. Foi o pecado da autossuficiência e independência que foi mostrado em Caim e, finalmente, tornou-se característica do sistema mundial que ele deu início. Combinado com este pecado há inveja e ódio contra tudo o que é bom e correto, e sabemos que isso resultou no homicídio cometido por Caim contra seu irmão Abel por nenhuma outra razão a não ser que Deus atentou para a oferta de Abel. Assim, vemos que a desobediência é mais séria e tem consequências de maior alcance.


Em contraste, quais foram os motivos no coração do Senhor Jesus, quando Ele veio a este mundo? Ele veio em perfeita submissão, perfeita obediência e como o Homem perfeito e dependente. Pela Sua obra na cruz do Calvário, Ele nos redimiu do “presente século mau” e nos trouxe para a família de Deus. Deus espera que Sua família seja caracterizada por aquela obediência e dependência que foram exibidas de forma tão completa por Seu Filho amado. O lar Cristão deveria, portanto, ser caracterizado pela obediência e submissão, e não pela vontade própria e desobediência que é o caráter do mundo de Caim. Certamente, não há nada tão difícil para o coração do homem natural quanto obediência e submissão a outro. Seu coração se rebela contra isso mais do que qualquer outra coisa. Mas Deus não nos exorta simplesmente à obediência, antes, Ele introduz outro princípio divino – o amor.


Amor

Ao falar de todos os princípios da verdade divina, devemos manter o espírito de julgamento próprio diante de nós, considerando nosso fracasso individual em tudo isso. Certamente isso vale para a ordem e a obediência, mas talvez ainda mais quando consideramos o amor. Foi a intenção de Deus que o testemunho dos crentes a este mundo fosse que eles se amassem “uns aos outros” (Jo 13:35). Todos concordamos que fracassamos nisto, e talvez também fracassemos na exibição de amor em nossa vida doméstica.


Sabemos que “Deus é luz” e que “Deus é amor”. É importante reconhecer que a luz e o amor estão intimamente ligados e são inseparáveis. João escreve: “Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo [tropeço – ARA] (1 Jo 2:10). Nosso Deus não apenas brilhou em nosso coração para dar a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo, mas Ele também derramou em nosso coração Seu amor, por meio do Espírito Santo que nos foi dado. O Senhor Jesus, quando esteve na Terra, sempre foi a exibição da luz e do amor de Deus, e é apenas caminhando com Ele que seremos capazes, em alguma medida, de fazer o mesmo.


Ao fixar nossos olhos na glória de Cristo, seremos capazes de tratar o “eu” (que é o oposto e opositor ao amor) como uma coisa julgada e condenada. O amor é totalmente oposto ao “eu”. O amor se esquece de si mesmo para pensar apenas em seu objeto. Assim como a luz não pode ser escondida, o amor também não pode ser escondido. Ele quer e procura por um objeto, a fim de tornar o objeto tão feliz quanto ele mesmo. Não pode estar fechado em si mesmo, mas sai em direção ao seu objeto, para gastar-se sobre ele. Assim, vemos, por exemplo, em Efésios 5, ser trazido o caráter da luz e do amor divinos, e sua manifestação na caminhada daqueles que pertencem à família de Deus.


No lar Cristão, o amor será o elo que une a ordem e a obediência no caminho correto. Onde o amor é mostrado, a obediência será a feliz resposta a esse amor, e se a correção for necessária, o objeto dessa correção verá claramente que o amor é o motivo por trás dela. Onde o amor é o caráter do lar, a ordem ainda será insistida, mas todos na casa perceberão que a ordem é mantida por causa desse amor e é para o bem de todos.


Tudo mantido em equilíbrio

O lar Cristão deve ser caracterizado por um entrelaçamento de ordem, obediência e amor. Essas coisas devem ser mantidas em equilíbrio, e somente andando com o Senhor, seguindo a Sua Palavra, e pela orientação do Espírito Santo que isso pode ser feito. Uma ênfase exagerada na ordem e na obediência, mas sem amor, produzirá rebelião. Uma ênfase no amor com a exclusão da obediência e da ordem não é amor verdadeiro, mas sim um amor a si mesmo que se recusa a tomar o tempo e o esforço necessários para insistir no comportamento adequado. Tal atitude produzirá o caos e, em última instância, um desprezo pela autoridade que se recusa a estabelecer diretrizes e a ver se são seguidas.


Não há dúvida de que todos os que lerem estarão cientes de suas próprias deficiências, e certamente todos tomaríamos nosso lugar ao admitir nosso fracasso. Contudo, não desanimemos, mas peçamos ao Senhor a graça para modelar nosso lar de acordo com o padrão da Escritura e de acordo com Aquele que é perfeito e que é sempre nosso exemplo!


J. A. von Poseck (adaptado de Light in Our Dwellings)

 

Definindo um Exemplo


2 Timóteo 3:10

As crianças não precisam ser muito velhas antes de se tornarem hábeis para discernir a verdadeira sinceridade ou a falta dela nos mais velhos. Eles podem não ser capazes de descrever suas reações, mas são influenciados pelo que observam. Portanto, é muito importante que os pais considerem que seus queridos filhos estão observando a eles e a seus caminhos – não que os pais devam agir diante deles de uma forma que não são, mas devem ter muito cuidado para não ter recaídas na consistência de sua caminhada, porque os pequenos olhos e ouvidos assimilarão muito. Eles discernirão se o Cristianismo de seus pais é ou não o tipo prático que governa todo o modo de vida. Seu futuro pode mais ou menos depender do que os pais fazem, e não do que eles aconselham. Isso não é dito para anular a importância de instruí-los nos “os retos caminhos do Senhor”, mas para enfatizar a importância de viver diante deles o que lhes é ensinado de maneira prática.


Qual é o valor se... ?

Que valor teria instruir os filhos de que “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv 15:3) e que Ele os vê quando eles enganam seus companheiros se os filhos veem seus pais tirarem vantagem do vizinho ou do dono do mercado? Da mesma forma, seria ineficaz falar a eles que Deus ouve qualquer mentira que dissessem se observassem seus pais praticando o engano – não que as falhas dos pais sejam desculpa diante de Deus para que os filhos pequem.


O apóstolo Paulo foi o instrumento usado por Deus para a salvação de muitos dos primeiros Cristãos a quem ele escreveu. Ele disse aos coríntios: “eu, pelo evangelho, vos gerei em Jesus Cristo” (1 Co 4:15), eles eram seus filhos na fé, e como seus filhos amados ele os admoestou (v. 14), mas ele enviou Timóteo a eles para relembrarem que os caminhos de Paulo estavam em Cristo (v. 17). Ele era um pai afeiçoado, ensinando seus filhos falando com eles e mostrando a eles, pelo exemplo, como eles deveriam andar. Timóteo também era filho de Paulo na fé, e ele tinha um cuidado zeloso pelo bem-estar espiritual de Timóteo. Paulo escreveu livre e intimamente para ele, e ele falou carinhosamente dele para os outros. Ele deu a Timóteo palavras de “edificação, exortação e consolação”, mas ele não se contentou em parar por aí, e então ele escreveu para ele: “Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, caridade [amor], paciência” (2 Tm 3:10).


A doutrina de Paulo era importante, e continua sendo hoje, pois é toda a verdade que distingue o Cristianismo. Mas Paulo lembrou seu amado filho e companheiro de trabalho de seu modo de vida – era de veracidade, retidão e integridade. Seu propósito era igualmente impressionante, pois era passar por este mundo para a glória de Deus e alcançar o Cristo que havia cativado todo o seu ser. Ele tinha aquela fé do dia-a-dia em Deus e contava com Ele em toda e qualquer circunstância. Vemos muitos exemplos de sua longanimidade em Atos e em suas epístolas, e ele amava os queridos coríntios, embora quanto mais os amasse, menos amavam a ele. Quanto à paciência, ele disse: “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós, com toda a paciência” (2 Co 12:12). Mesmo a sua autoridade apostólica não foi usada para interferir com o seu exercício de paciência, mas foi demonstrada por meio da paciência.


Pais, considerem seus caminhos

Que os pais Cristãos considerem seus caminhos, e que sejam formados mais segundo o padrão dos caminhos de Paulo para com seus filhos na fé. Os pais ocupam uma posição semelhante, na medida em que devem agir como guias espirituais, físicos e morais para os seus filhos.


Não há lugar onde tenhamos que ser mais cuidadosos para não nos entregarmos à carne, nem permitir recaídas na conduta Cristã, do que no lar. Alguém uma vez disse: “Se você quiser me conhecer, venha morar comigo”. É no círculo familiar onde o nosso estado real é mais apto a ser visto. Oh, que pais jovens possam perceber a grande importância de viver como Cristãos diante de seus filhos! É de grande importância como as pequenas coisas da vida são feitas. E se andarmos conscientemente diante de Deus o tempo todo, não fará diferença se estamos em casa ou na rua, com nossos irmãos em Cristo ou entre os ímpios no trabalho.


P. Wilson (The Institution of Marriage and Related Subjects)

 

A Lição de Enoque


“E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Metusalém, trezentos anos e gerou filhos e filhas” (Gn 5:22). Aparentemente foi aquele bebezinho que fez com que Enoque andasse com Deus.


Quando o cuidado de criar filhos começa em uma família, começamos um novo curso de lições. O bebê está agitado e não quer dormir. A mãe estava com o pequeno durante o dia todo e agora é a vez do pai. Ele tem que ficar andando à noite com seu precioso bebê em seus braços, até que o frágil bebê adormece em seus braços quentes e aconchegantes. Feliz os pais que em tal momento podem aprender a andar com Deus, enquanto andam pelo corredor com uma criança chorosa e inquieta. Eles transformarão aquelas terríveis vigílias noturnas em comunhão celestial, com seu melhor e mais querido Amigo. A casa silenciosa, quando todos os outros estiverem dormindo, será o lugar onde o seu Senhor e você podem andar juntos sem serem perturbados.


E se o bebê desce à beira daquele rio frio e escuro, e aquela pequena vida que se tornou mais preciosa para você do que a sua própria, parece prestes a desaparecer, você aprende uma das lições mais profundas que esta vida pode ensinar, que é dizer com toda a verdade, “seja feita a tua vontade”. Que cada um de nós descubra, como Enoque descobriu, que nossos queridinhos nos conduzem, ou nos impulsionam, a andar com Deus e, nessa maravilhosa companhia, possamos encontrar força e consolo para o caminho como pais.


G. C. Willis

 

A Reeleição do Presidente George W. Bush


1 Timóteo 2:2; 2 Timóteo 3:11

A recente eleição presidencial realizada nos Estados Unidos foi uma das mais acirradas da história, como evidenciaram os votos de colégios eleitorais e populares. Quatro anos atrás, a eleição estava tão acirrada na votação na Flórida que os resultados ficaram em dúvida por várias semanas. Desta vez, o resultado foi conhecido mais rapidamente e Bush declarou que ele tinha um mandato definido para governar. Independentemente de como se interpreta os detalhes, a eleição manifesta claramente que o país está seriamente dividido.


Um país dividido

O país esteve dividido antes. Por exemplo, na eleição de 1860, quando Abraham Lincoln foi confrontado com Stephen Douglas, Lincoln varreu o norte sem dificuldade, mas tão forte foi o sentimento contra ele no sul que ele não recebeu um único voto em quase um terço dos estados. Como a questão moral da escravidão dividiu o país, então é significativo que seja em bases morais que esta última eleição tenha sido decidida. De fato, uma porcentagem significativa daqueles que votaram em George Bush disse que as questões morais que o país enfrenta eram muito mais importantes para eles do que coisas como o estado da economia ou a guerra no Iraque.


Aqueles que votaram em John Kerry foram igualmente inflexíveis em seus pontos de vista, e muitos ficaram amargurados e frustrados quando George Bush foi finalmente declarado como o vencedor. O país quase não viu sentimentos tão fortes e reações emocionais desde os dias da Guerra Civil.


George Bush fez uma profissão definida de ser um verdadeiro Cristão. Em seu primeiro mandato, ele claramente trouxe seu Cristianismo para sua administração, talvez mais do que qualquer outro presidente na memória recente. Mesmo Jimmy Carter, que foi mais direto em seu testemunho como Cristão, não trouxe seu Cristianismo a tal visibilidade como George Bush fez. Para a maioria dos crentes, parecia um vento de ar fresco após os repetidos escândalos que surgiram na presidência de Bill Clinton. Os Cristãos evangélicos aplaudiram Bush, e muitos que ficaram repugnados com a turbulência moral crescente dos Estados Unidos sentiram que finalmente tinham um homem no topo que iria mudar as coisas. Outros de inclinação mais liberal se enfureceram com o que consideraram ser uma fusão imprópria da Igreja e o Estado, e sentiram que suas liberdades estavam sendo reduzidas. Esses liberais até invocaram sua própria versão de moralidade, argumentando que um Deus de amor nos apontaria para uma tolerância maior, mesmo que essa tolerância significasse a renúncia à verdadeira responsabilidade moral. Agora que George Bush ganhou um segundo mandato, os fortes sentimentos aumentaram em ambos os lados.


Enfrentando questões morais

Certamente, a América está enfrentando questões morais que estão se tornando cada vez mais complexas com o passar do tempo. Em particular, as questões do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo polarizaram seriamente o país. Kerry, apesar de ser um católico romano nominal, repetidamente adotou uma postura anti-bíblica sobre essas e outras questões. Ele favorece o aborto sob demanda e também permitiria o casamento entre pessoas do mesmo sexo, embora afirmando que ele acredita que o casamento é somente entre um homem e uma mulher. Bush, por outro lado, quer reduzir o aborto o máximo possível. Ele claramente quer que o governo federal, e não os tribunais, decida a questão do casamento e defina o casamento como sendo apenas entre um homem e uma mulher. Da mesma forma, Bush favorece a pena de morte por homicídio e talvez alguns outros crimes, enquanto Kerry é contra. Bush gostaria de ver a oração pública ser permitida nas escolas, enquanto Kerry votou contra. Se George Bush trouxe seus valores morais Cristãos à presidência de uma maneira muito real, o registro de John Kerry em várias questões lhe valeu a reputação de ser um dos mais liberais de todos os senadores.


Os verdadeiros Cristãos nos EUA podem ser gratos que um homem com valores Cristãos e princípios morais tenha sido novamente eleito para a presidência. Muitos oraram para que o Senhor permitisse que os crentes continuassem a ter “uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade” (1 Tm 2:2), e parece que Deus respondeu a essa oração. Nós podemos ser verdadeiramente gratos que alguém que quer governar no temor de Deus ainda tenha sido a escolha da maioria (reconhecidamente algo belo!) dos americanos. Podemos, no entanto, perguntar, à luz da Palavra de Deus, o que o futuro nos reserva?


A Escritura nos diz claramente que “nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2 Tm 3:1) e depois segue com uma descrição da degradação moral sem esperança que caracterizará o mundo, especialmente a Cristandade, nos últimos dias. O Livro de Judas também descreve o declínio moral que ocorrerá e nos diz que haverá “escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências” (v. 18). Da mesma forma, Pedro em sua segunda epístola profetiza os últimos dias e como haverá aqueles que “depois de terem escapado das corrupções do mundo”, serão novamente envolvidos nas “corrupções do mundo” (2 Pe 2:20-21). Mais cedo no capítulo ele usa o exemplo de Sodoma e Gomorra para advertir “aos que vivessem impiamente” (v. 6). Sem dúvida, esta é uma referência clara à Cristandade, onde a Palavra de Deus é conhecida e pregada e onde a verdade de Deus está disponível para todos. O livro do Apocalipse descreve o horrível julgamento de Deus neste mundo depois que os verdadeiros crentes são chamados para o lar, e particularmente delineia o julgamento de Deus na parte do mundo que conheceu o evangelho. Assim, é claro que, embora possamos estar felizes por ter havido algum alívio do declínio moral nos EUA, devemos reconhecer que o alívio é temporário e que o declínio continuará.


Por um lado, sabemos que Deus instituiu o governo neste mundo após o dilúvio nos dias de Noé (Gn 9:56), e no Novo Testamento isso é reforçado. Paulo pôde dizer dos governantes: “As autoridades que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13:1). No mesmo capítulo ele também diz: “Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal” (v. 4). Por outro lado, um homem que quer governar por princípios Cristãos descobrirá que ele enfrentará crescente oposição e deverá comprometer-se para administrar os negócios do país efetivamente. Essa dificuldade, então, levanta a questão: “O Cristão deve estar envolvido no governo?” Se o crente quer governar, ele achará difícil impor princípios Cristãos, pois no governo ele deve necessariamente trabalhar com outros deste mundo que não são crentes. Visto que o incrédulo não tem uma nova vida em Cristo e, portanto, não pode trabalhar com os princípios Cristãos, o crente só pode interagir com o mundo no seu nível. Em vez de o mundo ser elevado, é o crente que sempre será arrastado para baixo por tal arranjo. Embora pareça fazer algum bem temporário, seu testemunho acabará sendo arruinado e sua eficácia como testemunha de Cristo será reduzida. De fato, foi isso que arruinou o testemunho da Igreja no quarto século depois de Cristo, quando Constantino fez do Cristianismo a religião oficial do Império Romano, e os crentes foram elevados a posições de proeminência e autoridade. O resultado final foi a Idade das Trevas, onde a Igreja governava o mundo, mas todo tipo de mal acontecia sob o pretexto da religião.


O chamado celestial

É muito melhor para o crente reconhecer seu chamado celestial como estando separado deste mundo. Que reconheçamos que estamos no mundo, mas não somos do mundo, e que “a nossa cidade [pátria – ARA] está nos céus” (Fp 3:20). Como tal, ele se contentará em ser um embaixador de Cristo, representando os interesses de Deus neste mundo, mas não participando de sua política ou governo. Ele será muito mais eficaz para o Senhor desta maneira e não será encontrado impedindo os propósitos de Deus. Deus nos disse que o declínio moral ocorrerá e, embora devamos, sem dúvida, tomar uma posição contra isso, façamos isso como embaixadores de Cristo, em vez de nos comportarmos como Ló, que participou do governo de Sodoma com um esforço vão para conter a maré do mal.


Se o Senhor nos deixar aqui, resta saber o que acontecerá na eleição de 2008. Podemos ter certeza de que o movimento liberal fará todo o possível para provocar uma mudança, e os crentes nos EUA podem estremecer ao pensar nas consequências. Esperemos que em bem pouco tempo, “o que há de vir virá e não tardará” (Hb 10:37), e que estaremos com o Senhor antes que a América enfrente outra eleição presidencial. “Ora, vem, Senhor Jesus!”


W. J. Prost

 

O Relacionamento Familiar Dado a Noé


Gênesis 7:1

A palavra de Deus a Noé era: “Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de Mim nesta geração” (Gn 7:1), nos mostrando que o relacionamento familiar com sua correspondente responsabilidade está ligado à sua cabeça. Nenhuma menção é feita sobre a justiça ou a fé da casa, mas toda a casa entrou na arca em razão de sua relação com a cabeça.


G. C. Willis (adaptado de To the Parents of my Grandchildren)

 

Estou Feliz em Ser uma Mãe


Senhor, estou satisfeita esta noite por ser

Uma mãe, num mundo enlouquecido de ódio;

Aqui nesta hora de agonia da Terra,

Eu não peço que eu possa fazer algo grande

Uma realização magnífica, trazendo fama;

Não cobiço campos maiores para percorrer;

Eu só quero manter acesa a chama

Do amor de Deus, brilhando desde um lar Cristão.


Agradeço-Te pelos filhos; se o caminho

Levar ao desgosto, conceda-me coragem, Senhor;

Vou lembrar que houve um dia

Que o coração de Tua mãe também foi traspassado pela espada;

Tua graça será suficiente agora como foi então;

Estou feliz por ser uma mãe, Senhor, Amém.


Autor desconhecido

 

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus”

Efésios 2:8

 


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