Qual o Teu Destino? (2ª parte)

Atualizado: Mar 8


Título do original inglês: Whither Bound? – Diversos Autores. Editado originalmente por A. C. Groth.


Índice - 2ª parte

  1. O perdão recusado

  2. Como foi nos dias de Noé

  3. Este mundo é como um navio prestes a afundar

  4. Céu ou inferno?

  5. "Perigo! Entrada proibida!"

  6. Livre da cova

  7. A porta assinalada com sangue

  8. Fique onde o fogo já queimou

  9. Salvo!

  10. O chão da casa

  11. Exemplo ou Substituto?

  12. Aventais de folhas ou túnicas de peles?

  13. O contraste entre a lei e a graça

  14. Acrescentando a lei à graça!

  15. O que significa "crer"?

  16. Cinco coisas que andam juntas

  17. Um pregador da antiga escola

  18. Um último aviso ou "por um triz"

  19. Boa noite ou... Adeus!

  20. Você pode ser salvo

QUAL O TEU DESTINO?

AVANÇANDO, tão depressa! Sim, mas que destino tens? Será para a glória eterna De felicidade e bens? Avançando, tão depressa, Sim, mas que destino tens? Avançando, tão ligeiros, — Nada o tempo pode sustar! — Alguns há que estão seguindo Para o glorioso Lar, Avançando! Bem alegres, Cristo é Guia pra os levar. Avançando, pra desgraça — Muitos seguem rumo tal, Desprezando o perigo Da sua alma imortal, Avançando, indiferentes, Para a perdição total. Eis veloz, com passo certo, Breve o tempo vai findar. Pecador! Ouve o convite, Cristo pode a vida dar Vem a Cristo, sem demora; Só Jesus pode salvar!


CULPADO PORÉM PERDOADO

EM TODAS AS PESSOAS existe um certo conheci­mento do bem e do mal; mas a tendência geral da maioria é a de tomar por padrão as normas que julgam estar ao seu alcance. Por exemplo, o bêbado acha não fazer mal beber demais, mas considera como um grande pecado roubar. O avarento, que habitualmente se serve da mentira "para con­seguir bons negócios", tranquiliza-se pensando, "todos têm que mentir, sem o que é impossível negociar; mas não me embriago como alguns". Outro, que se tem por muito sério e moral, julga ser cumpridor de todos os seus deveres e, olhan­do ao seu redor, despreza os que são abertamente pecadores; porém nunca se lem­bra de quantos maus pensamentos e desejos pecaminosos têm abrigado no seu íntimo, sem que outros o sai­bam; e que Deus julga o que se passa no cora­ção, embora o homem veja apenas a vida ex­terior. Assim, cada qual se felicita comparando-se com quem te­nha feito coisas piores.

Porém existe um padrão de justiça, que é o da justiça de Deus. Quando a consciência de alguém começa a despertar e a encarar o pecado da forma como ele é visto por Deus, então compreende que é culpado e que está arruinado; não tentará justificar-se procurando descobrir alguém que seja pior; antes, com toda a franqueza, confessará o seu pecado, condenando-se a si mesmo, e manifestará ansiedade por saber se é possível que Deus lhe perdoe.

Sim, o coração depravado do homem encontra alívio e consolação ao descobrir alguém que seja pior do que ele próprio! E, ainda mais, não pode suportar que Deus exerça a Sua graça. A GRAÇA — que significa o perdão NÃO ME­RECIDO de todo e qualquer pecado, sem que Deus exija coisa alguma à pessoa assim perdoada. É um princípio tão contrário a todo o pensamento humano, tão elevado acima do homem, que este o detesta, e no seu íntimo por vezes o classifica de injustiça. É muito humilhante termos de confes­sar que dependemos inteiramente da graça — que nada que tenhamos feito, ou possamos fazer, nos tomará aptos para Deus — antes, que tudo aquilo quanto temos que nos recomende à graça de Deus é tão somente a nossa miséria, pecado e ruína.

Quando Adão se reconheceu culpado, lá no jardim do Éden, foi se esconder; voltou as costas ao seu único Amigo, precisamente quando mais necessitava dEle. E assim é ainda hoje. O homem tem medo dAquele que é o Único realmente pronto a perdoá-lo. "Torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar" (Isaías 55.7).

Se você, querido leitor, deseja possuir o perdão pleno e gratuito que provém de Deus, importa que, antes de mais nada, como pecador culpado, se encontre a sós com Jesus, consciente da sua culpabilidade. Isto sem que primeiro você faça quaisquer promessas ou tentativas de melhorar a si mesmo. São os seus próprios pecados que o levam à presença dAquele que morreu pelos ímpios. "Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" (Ro­manos 5.6).

Quando o príncipe de Gales procurava em certa ocasião descobrir um preso digno de ser perdoado, pôs de parte todos os que alegavam não serem culpados, mas escolheu um velhote que, chorando, confessou com franqueza e vergonha ser culpado, e que bem merecia ficar encarcerado. O Salvador que nos perdoa disse: "Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento" (Lucas 5.32).

O PERDÃO RECUSADO

NO ANO DE 1829, George Wilson, um homem de Filadélfia, foi julgado pelos crimes de homicídio e roubo de malas postais dos Estados Unidos da América. Constatada a sua culpa, foi condenado à forca. Os amigos obtiveram do presidente Jackson o seu perdão, porém Wilson recusou-se a aceitá-lo! O governador hesitou quanto a dar cumprimento à sentença. Como poderia mandar enforcar um perdoado?

Assim foi enviado um apelo ao presidente, o qual ordenou ao Supremo Tribunal que resolvesse a questão. O juiz respondeu: "Um perdão é um documento cuja validade depende de ser aceito pela entidade à qual diz respeito. Mas pode-se compreender que quem tenha sido sentenciado à morte se recuse a aceitar o perdão; porém, se recusar, já não é perdão. Importa, pois, que George Wilson seja enforcado". Assim, ele foi executado, apesar de seu perdão estar sobre a escrivaninha do governador.

Todos os que recusarem o bondoso perdão de Deus terão que sofrer eternamente o castigo imposto pela justiça divina. "E irão estes para o tormento eterno" (Mateus 25.43).

“Tenho-te proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe pois a vida" (Deuteronômio 30.19). "Deus perdoador" (Neemias 9.17); "Nosso Deus, porque grandioso é em perdoar" (Isaías 55.7). "Cristo morreu por nossos pecados" (1 Coríntios 15.3). "Por este (Jesus) se vos anuncia a remissão dos pecados" (Atos 13.38). "Porque clamei, e vós recusastes; por­que estendi a minha mão, e não houve quem desse atenção" (Provérbios 1.24), "E vos não julgais dignos da vida eterna" (Atos 13.46). "Não quiseram escutar, e me deram o om­bro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvi­dos... e fizeram os seus corações duros como diamante" (Zacarias 7.11,12).


COMO FOI NOS DIAS DE NOÉ

Gênesis 6 e 7 AS CONDIÇÕES DO MUNDO, hoje em dia, assemelham-se àquelas que prevaleciam nos dias de Noé, quando os homens tinham se corrompido a ponto de se frisar que "en­cheu-se a terra de violência"(Gênesis 6.11), e Deus teve que lavrar sentença de condenação contra ela.

Deus avisou aos de então: "Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem... farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites; e desfarei de sobre a face da terra toda a substância que fiz" (Gênesis 6.3; 7.4). Porém aqueles homens não quiseram dar ouvidos, tal como sucede também hoje em dia.

Referindo-se àquele caso, o Senhor Jesus disse: "Por­quanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, co­miam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem" (Mateus 24.38,39). "E olhai por vós, não aconteça que... venha sobre vós de improviso aquele dia" (Lucas 21.34).

É provável que as pessoas de então julgassem estar vivendo numa época de esplêndido progresso. Muitos dos sábios daquela época diriam: "Você está completamente en­ganado, Noé; só você tem essa opinião, portanto é melhor deixar de trabalhar na construção desse navio gigante e parar de proclamar ideias tão estranhas. Venha aproveitar a vida; não seja um fanático, de mentalidade tão retraída. Será que você acha que todo o mundo está enganado e que só você conhece a verdade?" "E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra" (Gênesis 6.5). Igualmente, hoje em dia Deus toma conhecimento de todas as coisas vis e ferozes que se cometem.

Veio o dilúvio, e arrebatou-os a todos, com exceção daqueles que se haviam refugiado na arca com Noé. Todos quantos não estavam, com Noé, fechados dentro da arca, estavam do lado de fora daquela porta fechada. Para esses tais já não havia qualquer esperança de salvação; era já demasiado tarde!

De igual modo, as condições que logo hão de prevalecer serão exatamente semelhantes às dos dias de Noé; sim, para grande surpresa dos homens. O mundo será apanhado desprevenido, com tão grande espanto como o foi então. Apenas hão de escapar aqueles que se tenham refugiado no bendito Salvador. Deus está proclamando aos homens em alta voz: "E já está próximo o fim de todas as coisas" (1 Pedro 4.7). "Já a vinda do Senhor está próxima" (Tiago 5.8).


Embora terríveis, essas guerras mundiais são apenas as aflições preliminares da grande tribulação que se aproxima, "grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tão pouco há de haver" (Mateus 24.21). Não será um dilúvio, como nos dias de Noé, mas algo incomparavelmente pior.

Ah! terra orgulhosa! Que angústias por ti esperam! Tais como nunca antes no passado viste! Mais que as agonias que sempre te dilaceram, Desde as mais breves até aquela que ainda persiste.

Aquele que morreu na cruz do Calvário, o bondoso Salvador que hoje está na gloria, virá outra vez em todo o poder e majestade da Sua eterna divindade, para julgar aque­les que O tem rejeitado! (2 Tessalonicenses 1 e 2). Aqueles que se preocupam com o estado deste mundo estão perceben­do que os dias da atualidade são deveras ameaçadores. Os governantes estão consternados. "Homens desmaiando de terror na expectação das coisas que sobrevirão ao mun­do"(Lucas 21.26).

As nações mais privilegiadas têm se tomado, nestes últimos anos, materialistas, amantes dos prazeres, agindo, em todos os sentidos, como se a existência de Deus nada venha a influir em sua maneira de proceder. Deus dotou o homem com uma mente, de inteligência, da qual este se serve para argumentar contra Ele (e hoje mais do que nunca), para inventar armas de destruição diabólicas, com as quais possa matar os seus semelhantes!

No decorrer de todos estes séculos, os homens têm tentado em vão remendar o pobre mundo, por meio de edu­cação e instrução, da reforma, da legislação e toda a espécie de governos políticos. Porém, como o PECADO jaz no coração de todo homem, e "enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso" (Jeremias 17.9), todos os esforços da parte dos homens serão inúteis — nunca proverão remédio permanente para os males do mundo. Deus não Se esquece de que o mundo é culpado pela morte de Seu Filho, e disso brevemente pedirá contas. "E visitarei sobre o mundo a maldade"(Isaías 13.11). "O Seu sangue é requerido" (Gênesis 42.22). Contudo, na Sua graça, ainda apresenta Jesus, o crucificado, como o único meio de salvação.

ESTE MUNDO É COMO UM NAVIO PRESTES A AFUNDAR

IMAGINEMOS um barco que está afundando lá em alto mar, com o casco apodrecido e enchendo de água rapidamen­te. Da terra enviam um barco salva-vidas que vai atracar-se à embarcação condenada. O comandante do salva-vidas convi­da, em voz alta, a todos os tripulantes do velho barco a abandoná-lo o quanto antes. Porém todos se recusam obstinadamente. Um diz: "Este barco não é mau; apenas precisa de conserto e pintura". Outro diz: "Caiam fora com esse salva-vidas! Temos aqui um bom carpinteiro especializado em consertar navios”.