02. A Presença do Senhor

Atualizado: Mar 29

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ÍNDICE


A Presença do Senhor

A. Barry

"Nós Vimos o Senhor"

Christian Friend

Jesus no Centro

F. C. Blount

Achegue-se a Deus

J. N. Darby

Comunhão

Girdle of Truth

Evitando a Presença do Senhor

W. J. Prost

Na Mesa do Senhor

H. C. Anstey

Horebe: O Monte de Deus

H. Smith

"Não estou Morrendo – Eu Viverei"

Things New and Old

Quando Ele está Presente

G. V. Wigram

No Fundo ou na Superfície

J. N. Darby

Circunstâncias ou Sua Presença

G. V. Wigram

Em Cristo – Cristo em Nós

Christian Friend

Nuvens que Obscurecem

J. T. Mawson

A Presença do Senhor

W. Williams (Poema)


A Presença do Senhor


Uma coisa que caracterizou Davi foi seu amor pelo lugar onde o Senhor colocou Seu nome, onde a presença do Senhor era encontrada. Abra no Salmo 26:8: “SENHOR, eu tenho amado a habitação da Tua casa e o lugar onde permanece a Tua glória”. Isso foi característico de Davi em toda a sua vida, um desejo pelo lugar onde morava a honra do Senhor. Então, no Salmo 27:4: “Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no Seu templo”.


Será que valorizamos a presença do Senhor mais do que qualquer tipo de ganho que existe nesta vida? Quão fácil é permitir que coisas entrem para quebrar nossa comunhão de tal forma que não possamos desfrutar da presença do Senhor. Isto é uma perda irreversível. Você não pode estimar que grande perda é para sua alma! Deus em Sua infinita graça nos mantém de tal forma que estaremos sempre em um estado capaz de entrar imediatamente na presença do Senhor, assim como Davi, e então aprender mais de Sua beleza. Assim, quando os problemas vierem, porque virão, o Senhor nos esconderá em Seu pavilhão (Sl 27:5).

A. Barry (adaptado)

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“Nós Vimos o Senhor”


As escrituras nos dizem: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de Seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Co 1:9). A nossa parte é habitar e repousar na aceitação dessa obra consumada, e depois aprender mais e mais sobre Aquele que fez todo o trabalho por nós.


Se olharmos para Romanos 8, descobriremos que fomos feitos “filhos e filhas do Senhor Deus Todo-Poderoso”. Isso é algo grande demais para o coração do homem conceber. Se nosso coração compreendesse completamente estas verdades, o mundo seria como um nada. É certo que devemos andar com a consciência de que possuímos isso que é inalterável, em meio a tantas coisas que são falhas.


Ao olharmos mais além, para a aparição da “manhã sem nuvens”, a parte mais brilhante para nós deveria ser o pensamento de estarmos na companhia eterna do Cordeiro. Nosso coração jamais estará satisfeito, existe um vazio nele que não pode ser preenchido por nada além da presença de Jesus.


As manifestações pós-ressurreição

Veja as misteriosas manifestações do Senhor Jesus para Sua Igreja durante os quarenta dias, depois de Sua ressurreição, mas antes de Sua ascensão. Elas eram variadas e pretendiam, creio eu, descrever a maneira pela qual, durante Sua ausência, Ele se manifestaria a Si mesmo de acordo com as diversas necessidades de Seu povo. Maria estava em uma determinada condição (Jo 20:14), os discípulos trancados dentro do cenáculo em outra, Tomás numa terceira condição, mas o Senhor foi ao encontro de cada um deles e os satisfez com Sua presença. Que benção é ter o Senhor conosco para podermos perceber a verdade que existe na palavra: “a vossa alegria, ninguém vo-la tirará” (Jo 16:22).


O Senhor tinha sido tirado daqueles discípulos. Maria chorava em Seu túmulo. Os dois estavam tristes enquanto iam para Emaús. Eles puseram o coração n’Ele. Foram atraídos por Sua graça. Eles O tinham como o Filho de Deus. O que quer que ansiassem e esperassem, esperavam n’Ele. Mas agora o seu Senhor, que era a alegria, a esperança, o tudo deles, tinha ido embora! Mas quando o “pouco tempo” acabou, a “tristeza se transformou em alegria”. Ele voltou para ser o companheiro eterno deles. Podemos ter provações e adversidades de formas variadas, mas ainda assim a palavra é: “Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós” (Jo 14:18).


O Senhor no meio

Quando estamos reunidos biblicamente, somos chamados a esperar pelo Senhor em nosso meio. Se é verdade que o Senhor habita em nosso meio e, se nos reunimos na expectativa de Sua presença, devemos ser capazes, pelo sentimento de estarmos em Sua presença, seja com alegria ou como se nos sondasse, de dizer quando partimos: “Vimos o Senhor”.


Maria esperou pelo Senhor no jardim com tanta ignorância e obscuridade, mas seu Senhor era seu objetivo. Ela preferiria tê-Lo morto, do que não tê-Lo de forma alguma. Ela chorou em Seu túmulo, embora não questionasse sobre o perdão de seus pecados. Podemos ser lavados, purificados e justificados, mas se não tivermos o entendimento da companhia de Jesus, podemos muito bem chorar por causa disso.


Deveria ser igualmente assim em nossa comunhão privada, quando estamos sozinhos, quando experimentamos o Espírito nos revelando Cristo, abrindo-O para o deleite de nosso coração, e nos capacitando a dizer: “Temos visto o Senhor”. Que andemos de tal maneira que a promessa da morada do Pai e de Seu Filho Jesus Cristo possa ser experimentada diariamente por nós.


“Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra, e Meu Pai o amará, e viremos para Ele e faremos n'Ele morada” (Jo 14:23).

Christian Friend (adaptado)

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Jesus no Centro


“Vós procurais a Jesus” (não como Salvador, mas como Centro) descreve um estado de alma raramente encontrado nestes dias, tal é a confusão da Cristandade, e tal é a nossa indiferença à Sua presença “no meio”. “Lá Me verão” é a resposta d’Ele a esse desejo (Mt 28:10). Aqueles que foram, quão docemente e verdadeiramente O encontraram. Em conformidade com a designação de Jesus, “eles O viram” e “adoraram-No”. Então receberam aquela Palavra que sustenta a alma e que, apesar das dificuldades e das trevas que se seguiriam, eles O teriam “no meio” até o fim dos tempos.