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O Digno Juiz (Fevereiro de 2018)



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Revista mensal publicada originalmente em fevereiro/2018 pela Bible Truth Publishers

 

ÍNDICE


Tema da edição

W. J. Prost

E. Dennett (adaptado)

F. G. Patterson (adaptado)

D. C. Buchanan

H. Smith (adaptado)

J. A. Trench (adaptado)

A. P. Cecil (adaptado)

W. J. Prost

J. Conder

 

O Digno Juiz


Nós não gostamos de ser julgados. “Quem é você pra me julgar?” É uma resposta comum quando alguém julga os atos de outras pessoas. Quando as coisas acontecem, o homem muitas vezes ignora Deus. Quando as coisas vão mal, então ele julga a Deus: “Porque um Deus que suspostamente é amoroso permite que isso aconteça?” Antes do dilúvio não havia juízes entre os homens e como resultado a Terra estava cheia de violência e corrupção. Depois do dilúvio, Deus instituiu o governo com seus juízes para reprimir o mal. Mas todos os atos de todos os homens que tem vivido serão julgados por Deus, que é Santo. A palavra declara, “os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente” (Sl 19:9). Como crentes nossos pecados foram julgados por Deus e pagos por nosso Salvador na cruz. Ainda “todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé” (2 Co 5:10-11). Sobre aqueles que morrem em seus pecados, a Palavra declara, “E vi um grande trono branco [de julgamento] e o que estava assentado sobre ele... E os mortos foram julgados… segundo as suas obras” (Ap 20:11-12). Os homens falham em seus julgamentos por várias razões, mas a mais séria é que o julgamento do homem não vem de sua própria característica moral e estado. Então, quem pode julgar um homem corretamente, quando as consequências de seu julgamento são eternas? Nesta edição nos regozijaremos em ver o caráter e as qualificações d’Aquele que é o Único Homem digno de ser o Juiz final de todos os homens e de suas obras.


Tema da edição

 

“Digno és”


Nos primeiros capítulos do livro do Apocalipse, bem como em outras partes do Novo Testamento, lemos sobre o Senhor Jesus em Seu caráter de Juiz. Mesmo no Velho Testamento encontramos referências do mesmo caráter judicial, como, por exemplo, em Salmos 67:4: “Julgarás os povos com equidade, e governarás as nações sobre a Terra”. Aqui, entretanto, o antecedente no verso 3 é “Deus” (Elohim – Deus no plural), pois a completa revelação de Deus não tinha sido dada ainda no Velho Testamento. Pelo nosso ponto de vista privilegiado na completa luz do Cristianismo, sabemos que todas as ações de Deus são em trindade, quer seja na criação, redenção, julgamento, ou em qualquer outro ato. Deus o Pai é o originador dos pensamentos e propósitos, Deus o Filho é Aquele que os coloca em ação, e Deus o Espírito Santo é o poder pelo qual são realzados os Seus propósitos.


Esta é certamente uma das razões pelas quais o Senhor Jesus é o Juiz de todos e a razão pela qual Ele será o único a realizar o julgamento deste mundo. Entretanto, há diversas outras razões, algumas das quais gostaríamos de abordar.


O Filho

Primeiro de tudo, lemos em João 5:22-23, “O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, para que todos honrem o Filho, como honram o Pai”. Já que o Senhor Jesus andou neste mundo como Homem, existe uma tendência para muitos neste mundo, e em particular na nação Judia, de denegri-Lo e negar Sua divindade. Deus o Pai O fará ser honrado como Deus, assim como o Pai é honrado. Por essa razão, todo julgamento foi dado a Ele. Nesse sentido, Ele não toma o lugar do juiz por Si mesmo, embora tenha o direito de fazê-lo como parte de Sua Deidade, antes, Ele o aceita porque o Pai deu a Ele.


O Criador

Quando chegamos a Apocalipse 4 vemos o trono do julgamento estabelecido com tudo o que fala de conhecimento perfeito, justiça e poder. Mas então os vinte e quatro anciãos se prostram, adoram e exclamam: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas” (Ap 4:11). Como sendo Aquele que criou todas as coisas, o Senhor Jesus tem o direito de julgar aqueles a quem Ele criou. Eles foram criados para o Seu próprio prazer; o homem não deu a Deus esse prazer, mas sim o oposto. Porém quando o Senhor Jesus nasceu neste mundo, os anjos puderam dizer: “Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade [bom prazer – JND] para com os homens!” (Lc 2:14). Pela primeira vez desde que o pecado entrou neste mundo, o olho de Deus pôde descansar com prazer em algo neste mundo. Agora, como Criador, Ele tem o direito de julgar aquilo que não Lhe deu prazer.


O Filho do Homem

Mas há outro título dado ao Senhor Jesus, e sobre o qual precisamos parar para observar um pouco, pois é outra razão pela qual Ele é o Juiz. Lemos em João 5:26-27: “O Pai… deu-Lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do Homem”. Em João 5:25, lemos que “os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão”. Ele é o Filho de Deus desde toda a eternidade, e é como Filho de Deus que Ele ressuscita os mortos, mas Seu título como Filho do Homem data de Sua encarnação – desde que Ele Se tornou homem. É um nome que fala de Sua humilhação e glória subsequente, e é sob esse nome que Ele exerce julgamento. Alguém explicou bem, que “o Filho do Homem é, de acordo com a Palavra, o Herdeiro de todos os conselhos de Deus destinados ao homem como sua porção em glória — tudo o que Deus daria ao homem de acordo com esses conselhos” (Veja Dn 7:13-14 e Sl 8:5-6). Mas, para ser o Herdeiro de tudo o que Deus destinou ao homem, Ele deveria ser um Homem. O Filho do Homem era verdadeiramente da raça dos homens: Uma verdade que é preciosa e consoladora! Nascido de uma mulher, realmente e verdadeiramente um Homem, e participando da carne e do sangue, feito como Seus irmãos (G. V. W.).


O homem em Adão recebeu o lugar de cabeça da criação e falhou miseravelmente naquela esfera de autoridade. Mas Deus será honrado “no Homem” neste mundo, por meio de Seu amado Filho. Aquele que veio em humildade, um dia julgará tudo o que é contrário a Deus e governará em justiça.


Cristo vindicado

Conectado com Seu título como Filho do Homem é outra razão pela qual o Senhor Jesus deve ser o Juiz de todos – isto é, que Cristo deve ser vindicado no mundo que O expulsou. A natureza santa de Deus deve ser justificada em um mundo de pecado – um mundo que rejeitou o último Mensageiro de Deus, Seu amado Filho. Os julgamentos que precedem o estabelecimento do Milênio, todo o dia milenar e os julgamentos no final daquele glorioso reinado de 1.000 anos compreendem o que a Escritura chama de o Dia do Senhor. É o dia em que o Senhorio de Cristo será reconhecido, em contraste com o tempo presente, quando Suas reivindicações são amplamente rejeitadas. Por essa razão, temos a expressão em 1 Coríntios 15:25: “Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de Seus pés”. Ele deve ser o Executor do julgamento, de acordo com os justos tratamentos de Deus para com este mundo.


O direito e o poder como Redentor

Finalmente, e mais precioso, chegamos a Apocalipse 5, onde encontramos a razão mais exaltada para a dignidade do Senhor Jesus ser o Juiz. Aqui o livro do juízo nos é trazido a cena, e um anjo forte proclama em alta voz: “Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?” (Ap 5:2). Mas “ninguém no Céu, nem na Terra, nem debaixo da Terra, podia abrir o livro” (v. 3). Ninguém tem autoridade ou poder para julgar, até que “o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi” (v. 5) Se apresente. No entanto, quando Ele aparece, é como “um Cordeiro, como havendo sido morto” (v. 6). Se o homem fracassou e Deus deve julgá-lo, o caráter de Deus em amor é manifestado em prover um caminho de escape que é por meio de Seu amado Filho. É o amor de Deus e Sua glória em redenção que magnificam o pecado do homem, ao mesmo tempo que engrandecem a graça de Deus. Assim vemos que “Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos”, pois és Aquele que foi morto e “compraste [redimiu – KJV] para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação” (v. 9).


Há muitas glórias de Deus e do Senhor Jesus também, mas a glória de Deus na redenção nunca havia sido vista antes da cruz. É somente a partir da cruz que vemos, pela fé, a “iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2 Co 4:6), e é a glória de Deus em redenção que é demonstrada aqui. Mas Satanás não aceita isto, se em sua medida de poder como “o deus deste século” ele “cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4:4). Se a suprema glória de Deus – Sua glória em redenção – é desprezada, podemos dizer que é apropriado que Aquele que executou esta redenção seja seu Juiz.


Assim, vemos que Deus foi glorificado por meio de Seu Filho amado e, como resultado, Ele glorificará o mesmo Filho amado, “a Quem constituiu Herdeiro de tudo” (Hb 1:2). Ele deve ser o Juiz de todos, para desfazer tudo o que Satanás e o homem fizeram para manchar a glória de Deus, bem como para para trazer uma nova criação “em que habita a justiça” (2 Pe 3:13).


W. J. Prost

 

“Ao Nome de Jesus”


Deus deu a Cristo o lugar da supremacia universal e absoluta. Por isso, diz: “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2:10-11). Com isto se entende que é da vontade de Deus que cada criatura no universo, mais cedo ou mais tarde, reconheça a supremacia e Senhorio do Jesus exaltado e glorificado. Se a confissão da boca procede de uma fé viva em Cristo, isso será a salvação para todos aqueles que assim procederem (Veja Rm 10:8-13). Mas todos fora desta classe abençoada – todos os homens impenitentes, todos os anjos que foram preservados em sua perfeição original, todos os anjos que caíram, e todos os demônios e seres infernais – reconhecerão ou serão compelidos pelo poder a reconhecer a autoridade e senhorio de Jesus glorificado. Deus não permitirá que uma única criatura conciente seja declaradamente rebelde para com Seu amado Filho. Eles podem odiá-Lo em seus corações, mas eles serão obrigados a curvar o joelho ao Jesus uma vez humilhado e agora glorificado. Seus lábios terão que confessar que Ele, Jesus Cristo, é o Senhor, para a glória de Deus Pai.


Todo joelho se dobrará

Vamos então examinar as proprias palavras dessa Escritura. Ela diz: “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na Terra, e debaixo da Terra”. As coisas no céu incluirão todas as existências celestiais – todas as hostes celestes – e as coisas na Terra indica claramente os homens. A única dificuldade está na frase “debaixo da Terra”. A palavra em si (pois é uma palavra em grego) aponta admitidamente para o que é subterrâneo. Mas em seu uso clássico pode-se ir além e com isso compreender espíritos maus, e quando é lembrado que, durante a permanência do nosso bendito Senhor neste mundo, os demônios foram compelidos a reconhecer Sua autoridade e até confessar Seu nome e que, como Tiago ensina, eles “creem e tremem”, há uma forte segurança de que eles são os que estão sendo mencionados nesta porção da Escritura. Há outra Escritura que, embora aparentemente tenha o mesmo significado, ainda assim é bem diferente. Em Apocalipse 5:13 lemos: “E ouvi a toda criatura que está no céu, e na Terra, e debaixo da Terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre”. O termo “debaixo da Terra” aqui não é o mesmo que em Filipenses; significa cada coisa animada que está sob a superfície da Terra. Assim, olha para o cumprimento do último verso do Salmo 150: “Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR” e antecipa o louvor de toda a criação.


Mas quando ocorrerá este reconhecimento universal da autoridade de Cristo, juntamente com a confissão de Seu senhorio? Não se trata aqui de Sua Divindade, embora isso nunca deva ser esquecido, mas sim do lugar que Deus concedeu a Ele como o Homem que Se tornou obediente até a morte, até mesmo a morte da cruz. Juntamente com Sua exaltação neste caráter, o decreto emitido foi que todas as criaturas inteligentes devem curvar-se e reconhecer Sua soberania. Ao procurar responder a pergunta, podemos tomar os três círculos de seres em sua devida ordem.


As coisas no céu

Primeiro, vamos considerar as coisas no céu. Em Hebreus 1:6 lemos: “E todos os anjos de Deus O adorem”; isto está relacionado com a introdução do Primogênito no mundo. Em Apocalipse 5:12 nos é permitido ouvir milhões de milhões e milhares de milhares de anjos dizendo: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças”. O reconhecimento deles de Sua supremacia será constante e perpétuo, começando com o momento de Sua exaltação e continuando para sempre.


As coisas na Terra

A submissão da segunda esfera – o das coisas na Terra – será mais gradual. Começou no dia de Pentecostes, pois o testemunho de Pedro naquele dia foi que Deus havia feito Aquele mesmo Jesus, que os judeus haviam crucificado, tanto Senhor como Cristo. Todos os que pela graça receberam este testemunho, de fato, dobraram seus joelhos a Cristo. Isso acontece com todos convertidos desde aquele dia, até o fim do dia da graça. Depois que a Igreja for tirada, ainda haverá uma poderosa obra da graça (Apocalipse 7), e durante o Milênio a gloriosa predição do Salmo 72:11 será cumprida: “E todos os reis se prostrarão perante Ele; todas as nações O servirão”. Durante este reinado de justiça, o homem não ousará se rebelar contra o governo soberano de Cristo, quaisquer que sejam os pensamentos de seu coração. Se o fizer haverá destruição instantânea. Externamente, portanto, tudo estará em submissão professa ao Seu governo. E não é um deleite contemplar essa perspectiva, quando o outrora humilhado e rejeitado Cristo será universalmente exaltado sobre esta mesma Terra? O cenário que uma vez testemunhou Sua vergonha e ignomínia então contemplará Sua exaltação e glória, e de milhões de corações subirá a alegre confissão de que Lhe é devida por direito, enquanto eles cantam: “E bendito seja para sempre o Seu nome glorioso; e encha-se toda a Terra da Sua glória! Amém e amém!” (Sl 72:19).


As coisas sob a Terra

Em relação a última esfera temos menos Escritura para nos guiar, embora o fato seja declarado repetidas vezes, de que nenhum ser no universo estará isento da submissão à Sua autoridade (Veja, por exemplo, Efésios 1:20-22 e 1 Coríntios 15:24-28). O tempo em que “aos anjos que não guardaram o seu principado” serão tratados com seu distinto estado para estar no “juízo daquele grande Dia” (Jd 6). E aprendemos em Apocalipse 20 que o próprio diabo será lançado no lago de fogo e enxofre, imediatamente antes do grande Trono Branco, onde todos os mortos, pequenos e grandes, receberão sua recompensa eterna. Os demônios não são mencionados aqui, mas não pode haver dúvida de que eles estão incluídos no julgamento de seu líder e chefe. Portanto, o julgamento final, seja dos anjos caídos, do próprio Satanás ou das multidões de mortos não convertidos, ocorrerá no final de todos os procedimentos de Deus para com este mundo.


Antes que esta última sessão de julgamento comece, a Terra e o céu terão fugido da face d’Aquele que Se assentará sobre o grande Trono Branco, pois esta cena final do estabelecimento das santas reivindicações de Deus é preparatória para a introdução do novo céus e da Nova Terra, onde a justiça habitará. Os propósitos de Deus referentes à glória de Seu amado Filho serão consumados.


Até mesmo a exaltação e glória de Cristo tem um objetivo. É, como lemos, “para a glória de Deus Pai”. Se Seus conselhos eternos concernentes a Cristo e Seus remidos fluírem de Seu próprio coração, a consumação desses propósitos redundará para Sua própria glória manifestada diante dos olhos de todo o universo. É para o crente antecipar isto, e certamente a contemplação deste glorioso fim de todos os caminhos de Deus encherá seu coração de adoração ao ponto que ele exclamará com as palavras inspiradas do apóstolo: “D’Ele, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém” (Rm 11:36).


E. Dennett (adaptado)

 

Cristo Entre os Castiçais (Apocalipse 1-3)


Eu gostaria de meditar nos três primeiros capítulos do Apocalipse, observando a atitude em que Cristo é visto no meio das Igrejas, como nos é apresentado por João. Paulo não poderia ser o vaso usado para revelar este aspecto de Cristo entre aquelas assembleias, pois Paulo revelou o Filho de Deus como um Cristo celestial, seja como Cabeça de Seu corpo, a assembléia, ou como Sumo Sacerdote. João, ao contrário, fala de Deus descendo – um Cristo andando sobre a Terra, seja manifestado ali em graça, como em seu evangelho, ou em Seus procedimentos judiciais, pelo qual Ele fundamenta Suas reivindicações aqui na Terra. O testemunho de Paulo é “celestial”; pois ele é o homem que subiu ao alto. O de João é “divino”, e seu ministério fala mais do Deus que desceu e de Sua manifestação na Terra.


Por isso, João é o instrumento usado para nos mostrar Cristo nesta atitude judicial em relação ao corpo visível que leva o Seu nome. Devemos distingui-Lo cuidadosamente como Cabeça de Seu corpo, ministrando aquilo que iria nutrir por meio de juntas e ligaduras os que são Seus, bem como examinando e julgando a Igreja visível como uma testemunha corporativa na Terra. João está aqui cuidando daquilo que Paulo estabeleceu e nos dizendo o que Cristo fará a respeito disto.


João, embora enviado para o exílio pelo imperador romano, estava no pleno desfrute de seu privilégio Cristão – “no Espírito, no dia do Senhor” (ACF). Devemos ter em mente que o livro do Apocalipse tem em vista especialmente as reivindicações de Cristo sobre a Terra, e assim o rosto de João está voltado com a mente do Espírito para a introdução do reino. Mas antes que o Espírito dê as visões que apontam para esse fim, João é chamado novamente por uma voz atrás dele, e ele se vira para ver a visão. Ele vê o Senhor neste caráter e aprende o que Ele estava prestes a fazer com o corpo sob sua responsabilidade aqui abaixo.


O caráter do Senhor

“E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro”. Eles são descritos como sendo de ouro, porque foram estabelecidos a a partir de uma fonte divina no início. “E, no meio dos sete castiçais, Um semelhante ao Filho do Homem, vestido até aos pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro. E a Sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os olhos, como chama de fogo; e os Seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivesse sido refinado numa fornalha; e a Sua voz, como a voz de muitas águas. E Ele tinha na Sua destra sete estrelas; e da Sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o Seu rosto era como o Sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando O vi, caí a Seus pés como morto; e Ele pôs sobre mim a Sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu Sou o Primeiro e o Último: e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno [do Hades – TB] (Ap 1:12-18).


Aqui você encontra o aspecto de Cristo em relação às assembleias, como João apresenta a Ele – Seu caráter pessoal e judicial, como Filho do Homem e, ainda assim, Ancião de Dias – julgando e discernindo entre os castiçais. Você não encontra Suas características relativas, como o Sumo Sacerdote ou Cabeça do Seu corpo, para com a Igreja, pois essa é mais a maneira de Paulo apresentá-Lo.


O Filho do Homem

Como “Filho do Homem” Ele é Juiz de todos e, como tal, você O encontra aqui. “O Pai… deu-Lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do Homem” (Jo 5:27). Ele está “vestido até aos pés” (não com Suas vestes “postas de lado” (JND) como por Seu gracioso serviço de amor e lavando os pés de seu povo em João 13) e “cingido pelo peito com um cinto de ouro”. Seu coração e afeto não são vistos fluindo para a Sua Igreja – Sua noiva – mas cingidos com uma veste de justiça, não de graça.


Em Daniel 7, o “Ancião de Dias” é descrito como Cristo é descrito aqui, então o Filho do Homem é o Ancião de Dias, como sabemos por aquela profecia (Dn 7:9, 13-14, 22). Seus “olhos, como chama de fogo”, este é o Seu intenso escrutínio pessoal que alcança a alma. Quando os olhos de Cristo se voltam para nós e nossa consciência não está em repouso, não podemos suportar Seu olhar. Ele detém todo poder subordinado – as estrelas – em Sua mão direita de poder. Sua voz é ouvida em majestade e Ele julga pela Palavra de Deus – a afiada espada de dois gumes – enquanto Seu semblante é como o Sol brilhando em sua força, o símbolo da autoridade suprema. Eu passo os detalhes, desejando apenas apresentar o pensamento geral sobre o aspecto em que Ele é visto aqui.


Jesus como Juiz

“E eu, quando O vi, caí a Seus pés como morto”. Era o mesmo discípulo a quem Jesus amou e que se reclinou em Seu seio durante a ceia em seu próprio lugar familiar, aceito na graça do Senhor. Aqui tudo muda. Este aspecto terrível de Jesus como Juiz faz com que ele caia a Seus pés como morto. Ele é tranquilizado por essas palavras: “Não temas”. Ele era O vivente que havia morrido e segurava em Suas próprias mãos as chaves da morte e do hades, pois Ele nunca desistiu deles. As “portas do inferno [hades] não poderiam prevalecer contra o Filho do Deus vivo. Cristo tinha as chaves de todos! Ele nunca as deu a Pedro nem a nenhum outro. Ele deu “as chaves do reino dos céus” a Pedro, nunca as chaves da morte e do hades.


Agora Ele envia sete mensagens para sete assembleias na Ásia por meio de João. Havia muitas outras naquelas províncias, mas estas são escolhidas por apresentarem, em seu estado naquele tempo, o que serviria ao Espírito de Deus para nos ensinar, como num quadro mais extenso, a história da profissão do nome de Cristo na Terra e sua responsabilidade, com Seus pensamentos e julgamento desde o início até o fim.


F. G. Patterson (adaptado)

 

A Humilhação e Exaltação de José


Em Gênesis temos a conhecida história da vida de José, sendo a favorita de muitos, que ilustra a dignidade do Senhor Jesus como Governante e Juiz. Por causa do que José passou nos primeiros 30 anos de sua vida, ele realmente mereceu ter sido feito governante. Ninguém poderia ser comparado com José ou reivindicar o lugar dado a ele pelo Faraó. A história é realmente uma figura do nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo.


Vejamos as três partes da vida de José que o qualificaram para ser governante. Em cada parte, José provou-se fiel a um grande custo para si mesmo. Primeiro, ele foi fiel ao seu pai como um filho, apesar da inveja de seus irmãos. Segundo, na casa de Potifar ele era fiel como servo e, terceiro, finalmente, na prisão, cuidava do bem-estar de seus companheiros de prisão, embora esquecido por eles. Sobre a exaltação de José, nunca lemos sobre alguém acusando-o ou que ele era indigno de sua exaltação. Nenhum de seus irmãos estava com inveja. Alguém poderia se perguntar como Potifar e sua esposa teriam temido a José. O mordomo, consciente da sua falta em defender José diante do Faraó, lembra-se de José e de sua capacidade de interpretar sonhos.


Fiel como filho

A história de José começa com a declaração de como seu pai o amava porque era o filho de sua velhice. Isto foi escrito por Moisés muito tempo depois, mas ilustra como Deus conhece o futuro e pode escolher e amar Seus filhos de antemão. Cada um dos irmãos de José não conhecia o seu próprio coração e invejavam José, ao invés de procurarem ser filhos fieis. É como a história de Caim e Abel. Até mesmo Tiago e João, juntamente com sua mãe, procurariam um lugar de favor juntamente com o Senhor em Sua exaltação, mas não entendiam a que custo isso seria. O Senhor graciosamente responde a eles mostrando como isto seria obtido – ser batizado com o batismo que estava diante d’Ele – uma vida de abnegação e obediência até a morte.


Os sonhos de José vêm em seguida na história e desenvolvem ainda mais a verdade de que Deus tinha um plano que Ele comunicaria a essa família, um plano que era necessário crer e seguir. Os sonhos devem ter sido a chave para a capacidade de José continuar seguindo por tanto tempo, apesar das circunstâncias (Sl 105:17-19). Mas seus irmãos o odiaram mais do que nunca por causa dos sonhos. Cada ato da obediência de José era para seus irmãos testemunho do próprio fracasso deles. Mas José honrou seu pai e contou a seu pai quando os filhos de Bila e Zilpa quiseram fazer algo maligno na família. Ele foi fiel no seu relacionamento familiar.


“Tu estarás sobre a minha casa”

Quando chegou a hora de José ser exaltado, Faraó disse a ele: “Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu” (Gn 41:40). A obediência de José, começando na casa de seu pai, seguiu José em cada esfera de responsabilidade. Sua obediência o preparou para o lugar que Faraó lhe deu. José provou que podiam confiar nele para fazer a coisa certa em todas as circunstâncias. As vestes de linho fino que Faraó deu a ele eram uma testemunha de sua conduta justa. O registro de sua vida estava limpo. José sempre fazia o que era certo, mesmo que tivesse que sofrer por isso. A fidelidade é uma prova da capacidade de uma pessoa governar bem. Um reino é estabelecido fazendo a coisa certa sem concessões. Podemos ser muito gratos que nosso Senhor Jesus Cristo tenha provado ser o Único que reinará em justiça.


Fiel como Servo

José foi vendido como escravo e, nesse papel, continuou a servir bem. Potifar notou que o Senhor estava com ele e que José foi o meio de abençoar sua casa. José viveu diante dos olhos de Deus e ganhou favor para com seu mestre. Durante um período de tempo, com a confiança de seu mestre, tudo foi colocado em suas mãos. Ele ganhou a confiança total de Potifar. Quando a esposa de Potifar tentou seduzi-lo, José, em repulsa ao pecado moral, fugiu dela. Ela se virou amargamente contra ele e o culpou pelo próprio erro dela. Mas as ações de José foram totalmente fiéis ao seu mestre e a Deus, e se guardou de cometer imoralidade. Além disso, obedientemente suportou em silêncio a severa penalidade aplicada a ele, embora ele fosse inocente. Ele foi enviado para a prisão, mas não disse nada em legítima defesa. Que exemplo de fidelidade! Não é essa a pessoa que é necessária para defender os princípios de Deus sobre o que é certo e errado? Será que cada um de nós não desejaria tal pessoa para julgar as circunstâncias morais ao nosso redor? Com razão, Faraó pôde dizer a seus servos: “Acharíamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus? ... Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão inteligente e sábio como tu” (Gn 41:38-39). Então “tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de vestes de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço; E o fez subir no segundo carro que tinha” (vs. 42-43).


Fiel como prisioneiro

A história de José continua com os duros anos de prisão, mas o Senhor estava com ele e mostrou-lhe misericórdia. O carcereiro-mor observou as qualidades de José e colocou-o no comando de todos os prisioneiros. Circunstâncias humilhantes e difíceis não o impediram de servir. Quando o copeiro-mor e o padeiro-mor ficaram turbados, José notou e perguntou sobre isso. Ele não estava procurando o favor deles, mas estava ocupado com o serviço. Ele foi capaz de dizer-lhes que a interpretação dos sonhos vem de Deus. Ele cria em Deus e ainda estava esperando por Deus para que se concretizassem os seus próprios sonhos. As três séries duplas de sonhos – os de José, o do copeiro-mor e do padeiro-mor, e os de Faraó – se unem a um último dia, quando os sonhos de José se tornariam realidade e ele reinaria. Vinham de Deus, e a obediência de José a Deus permitiu a interpretação dos sonhos. Apesar da bondade de José ao copeiro-mor, seu pedido ao copeiro foi esquecido por dois anos. O verdadeiro serviço não pode ser baseado na apreciação e recompensa dos que são servidos. Mas Deus é Fiel, Ele recompensa a fidelidade do serviço, e chegou a hora em que Deus levantou José para o mais alto lugar de serviço.


A exaltação de José ao segundo lugar no reino não modificou seu coração de serviço. Lá ele serviu durante os sete anos de abundância seguidos pelos anos de fome quando se uniu a seus irmãos e a seu pai. José, que a pedido de seu pai, vagou no campo dizendo: “Procuro meus irmãos”, poderia então dizer a seus irmãos que Deus o havia enviado ao Egito para preservar a vida. “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito” (Gn 45:8).


Assim nosso Senhor Jesus Cristo, tendo Se mostrado Fiel como Servo fiel na Terra até a morte, agora é exaltado ao céu. “Pelo que também Deus O exaltou soberanamente e Lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na Terra, e debaixo da Terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2:9-11).


D. C. Buchanan

 

A Revelação


Não podemos deixar de sentir como é apropriado que o Apocalipse (ou a Revelação) seja o último livro da Bíblia, pois nele podemos ver o resultado plenamente desenvolvido da iniquidade de todas as eras. Vemos todo o mal da Igreja professa, Israel e das nações que trabalham para o terrível clímax da rebelião e da apostasia e que recebem sua sentença final no esmagador julgamento. Vemos o poder do diabo para sempre quebrado e a morte e o hades lançados no lago de fogo. Além disso, nos é permitido olhar para além do julgamento final de todo o mal e ver todos os propósitos do coração de Deus cumpridos, a glória de Cristo trazida à manifestação e a bênção eterna de Seu povo assegurada. A vinda de Cristo como o Juiz, para lidar com todo o mal e introduzir Seu reino, estabelecerá a grande verdade de que Deus é o Primeiro e o Último, o Eterno, o Todo-Poderoso.


Aprendemos, então, a partir desses versículos introdutórios que, apesar de todo o colapso do homem em sua responsabilidade – seja judeu, gentio ou Igreja – com a resultante rebelião contra Deus, violência e corrupção que enche o mundo, Deus está no trono, o Espírito está diante do trono, e Cristo está vindo para lidar com o mal e estabelecer Sua glória e domínio para todo o sempre. Além disso, os crentes são apresentados como separados de um mundo sob julgamento pelo sangue que os lavou de seus pecados e os preparou para compartilhar a glória e as bênçãos do reino vindouro de Cristo. Vendo que procuramos por tais coisas, certamente podemos dizer com o apóstolo Pedro: “Que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade” (2 Pe 3:11).


O Filho do Homem

Voltando-se para ver Aquele que fala, João tem uma visão do Filho do Homem, que é apresentado no caráter do Ancião de Dias descrito por Daniel (Dn 7:9-13). Não é mais o Filho do Homem em humilhação, desprezado e rejeitado pelos homens, mas o Filho do Homem em glória, prestes a agir como o Juiz. Não é mais com vestes colocadas de lado e cingidas para o serviço aos santos (Jo 13), mas com vestes judiciais. As afeições são contidas pela justiça, mostradas no cinto de ouro. A intensa santidade de Seus juízos pode ser expressa por “Sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve”. O caráter perscrutador de Seus juízos é seguramente trazido diante de nós por Seus “olhos, como chama de fogo” dos quais nada está oculto. Seus pés “semelhantes a latão reluzente, como se tivesse sido refinado numa fornalha”, nos fala de um caminho infinitamente santo que sustenta a aprovação de Deus “como um fogo consumidor”. Sua voz como o som de muitas águas domina toda voz que se opõe. Em Sua mão Ele segura sete estrelas, que aprendemos, um pouco mais adiante, que são os sete representantes das Igrejas, mostrando que tudo está sob seu poder. Da Sua boca saiu uma aguda espada de dois gumes, falando da Palavra que “penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4:12). Seu rosto era como o Sol brilhando em sua força, falando da luz que expõe as trevas deste mundo.


O caráter de Juiz

Cada símbolo exibe o Senhor no caráter de Juiz. Isso foi impressionante para João, que conheceu o Senhor em Sua infinita graça e amor. O resultado é que o discípulo que uma vez sentou-se na presença do Senhor com a cabeça reclinada em Seu seio, diz agora: “caí a Seus pés como morto”. No entanto, para alguém que é um “irmão e companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de Jesus Cristo” (Ap 1:9), não há nada a temer. Aquele que está prestes a julgar, coloca a mão sobre o crente e diz: “Não temas”. A glória de Sua Pessoa e a grandeza de Sua obra removem nosso medo. Ele é O que existe eternamente, mas Ele Se tornou carne e morreu, e está ressuscitado para viver para sempre. Para o incrédulo, Ele é o Filho do Homem, a Quem todo o julgamento é confiado. Para o crente Ele também é o Filho do Homem que destruiu o poder da morte e do hades.


As sete Igrejas

O primeiro capítulo nos apresentou a visão de Cristo, o Filho do Homem, em Seu caráter de Juiz, formando a primeira divisão do Apocalipse, mencionada no versículo 19 como “as coisas que tens visto”. Nos segundo e terceiro capítulos, nos são apresentadas “as que são”. É claro, por Apocalipse 1:4, 11 e 20 que a Revelação foi dirigida as sete Igrejas existentes nos dias dos apóstolos em uma província da Ásia Menor. Mas dificilmente se pode questionar que essas Igrejas em particular foram selecionadas para apresentar a imagem das condições morais que se desenvolveriam sucessivamente na profissão Cristã desde os dias dos apóstolos até o final do período da Igreja. Assim, as coisas “que são” apresentam profeticamente todo o período da história da Igreja na Terra. Além disso, essas sete Igrejas são vistas sob o símbolo de sete castiçais. Isto certamente indica que essas cartas vêem a Igreja em sua responsabilidade de ser uma luz para Cristo no tempo de Sua ausência.


O Juiz andando entre as Igrejas

Além disso, vemos que o Senhor é apresentado como andando no meio das Igrejas como o Juiz para descobrir até onde a Igreja respondeu à sua responsabilidade de brilhar para Cristo. A partir dessas cartas, aprendemos que a Igreja, assim como todas as outras, falhariam miseravelmente em sua responsabilidade. Vemos a raiz de todo o fracasso exposto, seu progresso traçado através dos tempos, e seu fim predito quando a Igreja professa será totalmente rejeitada quando o Senhor sentir náuseas por causa dela. No entanto, no meio de todos os fracassos que vemos ali, há também os que o Senhor aprova e que é possível para o indivíduo se opor ao que o Senhor condena, e para isso existem promessas especiais de bênção.


Quão encorajador é que, nos dias finais da Cristandade, não nos resta formar nosso próprio julgamento sobre os males da Cristandade, nem sobre o que tem a aprovação do Senhor em meio ao fracasso. Nestas cartas, temos a mente do Senhor. Em cada discurso, temos a exortação: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas”. Quão importante é então que ouçamos as palavras do Senhor, registradas pelo Espírito, e assim aprender a mente do Senhor para o indivíduo em um dia de ruína. Se, no entanto, falamos da ruína da Igreja, lembremo-nos sempre, como já foi dito, que “no que diz respeito ao propósito de Deus, a Igreja não pode ser arruinada, mas no que diz respeito à sua atual condição de testemunho, para com Deus na Terra, ela está em ruína”.


Indiferença

Além disso, se reconhecemos a ruína da Igreja em sua responsabilidade, devemos tomar cuidado de não nos contentarmos com o conhecimento de que, como crentes, nossa salvação está garantida, e permanecermos indiferentes à mente do Senhor para nós em meio à ruína. Tomemos cuidado com o pensamento, como alguém disse, “que o poder do Senhor é enfraquecido quando há uma verdadeira ruína presente”. Em vez disso, o que queremos é fé prática e real na aplicação dos recursos de Deus para enfrentar às circunstâncias presentes. A fé viva vê não apenas a necessidade, mas também os pensamentos e a mente do Senhor sobre essa necessidade, e conta com o amor presente do Senhor. Com o desejo de conhecer a Sua mente, que possamos considerar as cartas para as sete Igrejas e assim recusar tudo o que o Senhor condena enquanto procuramos responder a tudo aquilo que tem a Sua aprovação.


H. Smith (adaptado)

 

O Cordeiro no Meio do Trono


Hesito em dizer qualquer coisa sobre a cena apresentada em Apocalipse 4 e 5, para não diminuir sua glória e impedir nosso próprio gozo em contemplá-la. Nossa ligação com essa cena nada mais é do que Aquele que é o Objeto central de tudo – Aquele em torno do Qual estamos reunidos. Na leitura de Apocalipse 4, sentimos toda a glória disso, mas, por mais maravilhoso que seja, algo falta – algo que quer consertar o coração. Essa falta é mais do que preenchida no capítulo 5, quando recebemos pela primeira vez o centro de todos esses círculos de glória: “E eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro” (Ap 5:6). O ancião disse a João: “eis aqui o Leão” (v. 5), e ele olhou e viu um Cordeiro! Sim, e um Cordeiro como morto (JND). João reconhece n’Ele O mesmo que ele conheceu e amou na Terra. Sua primeira visão d’Ele no céu está no mesmo caráter, também, com aquele que primeiro o atraiu para longe de tudo, para seguir a Jesus na Terra.


O Cordeiro de Deus

Foi pelo testemunho de João Batista: “Eis aqui o Cordeiro de Deus” (Jo 1:36) que seus dois discípulos abandonaram-no e seguiram a Jesus. Sabemos que o irmão de Pedro, André, era um deles, e não tenho dúvida de que aquele não nomeado era o próprio João, pois ele evita mencionar a si mesmo ao escrever o evangelho. Jesus ouve a pergunta: Mestre, “onde moras?” e respondeu: “Vinde e vede”. Eles vieram e viram onde Ele habitava e permaneceu com Ele naquele dia. Esta foi uma unidade preciosa com o coração de Deus que encontrou seu deleite n’Aquele humilde na Terra. E agora João vê este mesmo Cordeiro no céu, como morto. Isso o ligava à cena e a nós também, amados.


É verdade que temos nesses capítulos nosso próprio lugar, e dificilmente digo que ainda não estamos lá; mas o Cordeiro no meio disso tudo é a soma e fundamento de todas as nossas bênçãos. Ele nos redimiu pelo Seu sangue. Todos no céu se prostam diante d’Ele e adoram; mas nós lideramos o cântico. Somos capazes de dizer como os anjos não podem: “Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus homens” (Ap 5:9).


O Objeto de prazer

Em volta de Sua mesa, temos o mesmo objeto diante de nós e a mesma ocupação – adoração. Em João 3:34-36, encontramos como isso nos leva à comunhão com o Pai. “O Pai ama o Filho”. Todo o Seu deleite está no Filho, e nisso temos pensamentos comuns com Ele, pois Ele Se tornou objeto de nosso deleite também. Todos os conselhos do Pai são para Ele. Quando uma vez Ele é apresentado, tudo é decidido em referência a Ele. Esta é a conexão do versículo 36: “Aquele que crê” etc. Aqueles que honram o Filho crendo n’Ele, o Pai abençoará; aqueles que não creem, a ira de Deus permanece sobre eles. Assim, vemos que Ele era o objeto do Pai sobre a Terra, como Apocalipse 5 achamos que Ele está no Céu.


João 12:32 nos dá um novo centro de atração, mas o mesmo Jesus. “E Eu, quando for levantado da Terra, todos atrairei a Mim”. É a cruz, lá Ele foi levantado entre a Terra e o céu, para ser o centro para o qual tudo o que é de Deus na Terra deva fluir. Mas além disso, Ele é exaltado à direita do Pai. É lá que O conhecemos, pois Aquele que foi “feito um pouco menor do que os anjos” agora é “coroado de glória e de honra” (Hb 2:9). Está chegando o dia em que todas as coisas serão colocadas em sujeição a ele. “Ainda não vemos que todas as coisas Lhe estejam sujeitas”, mas quando olhamos para o céu aberto “vemos Jesus”.


Esfésios 1 nos conecta com Ele lá. Ele é a Cabeça que está sobre todas as coisas para a Sua Igreja, que é o Seu corpo. Quando Ele foi elevado, o Espírito Santo veio para Terra. Será que o Objeto do interesse do Pai mudou? Será que o Espírito Santo desceu para tomar o lugar de Cristo na Terra ou para ser um novo Centro para nós? Oh não, amado! O Espírito Santo está aqui para nos associar a Cristo, para levar nossos corações à ocupação constante com Ele, e para nos revelar todas as Suas perfeições, para que possamos amá-Lo melhor e para que Ele seja o Único digno de nossa adoração no céu ou na Terra.


Vá até Ele

Agora estamos preparados para uma palavra como Hebreus 13:13: “Saiamos, pois, a Ele fora do arraial”. O arraial era o sistema de religião terrenal, uma vez ordenado por Deus, mas agora colocado de lado; devemos ir em direção a Ele, e isso necessariamente nos levará para fora de tudo o que é reconhecido entre os homens como religião – todos os sistemas credenciados. Pois tão verdadeiramente quanto Ele é o Centro e o lugar de reunião no céu, verdadeiramente Ele é o único Centro divino e lugar de reunião na Terra. Seguir a Ele deve nos levar para fora de tudo que é de propriedade dos homens.


2 Tessalonicenses 2:1 é profundamente interessante deste ponto de vista: “Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com Ele”. Impossível que Ele venha e não nos ajuntemos a Ele! O Seu Lugar Sempre Decide o Nosso. Se Ele está “fora do arraial”, devemos ir até Ele. Se Ele vier, devemos nos reunir a Ele. Quando Ele Se move, nós nos movemos. Quando Ele Se move do trono em que Ele Se assenta, para os ares, nós nos movemos da Terra para os ares – nosso novo lugar de reunião, onde Ele vem para nos levar de volta com Ele para a casa do Pai. Pense como será a casa do Pai! A casa de um coração como o de Cristo, onde todas as Suas divinas afeições fluem e são totalmente respondidas! É para onde Ele vai nos levar – onde Ele está em casa! Oh, amado, verdadeiramente nossa bênção e gozo estarão completos então!


São as mesmas pessoas que agora se reúnem em volta do Cordeiro na Terra – seu objetivo é o mesmo, sua ocupação é a mesma. A diferença é que lá, então, a adoração será irrestrita, desimpedida pela carne, na plena energia do Espírito de Deus. Agora nós temos tantas vezes que lamentar o fracasso – lamentar que nosso coração seja tão lento para apoderar-se do que está diante de nós. Então, bendito seja Deus, não haverá falha para se lamentar – nada para nos desviar da ocupação integral com Cristo.


J. A. Trench (adaptado)

 

A Ruína da Igreja


Aprendemos em Apocalipse 1 sobre a solene lição sobre o que a Igreja já havia se tornado, nos dias de João, o objeto do julgamento de Cristo. A Igreja não é vista neste capítulo como o corpo de Cristo, mas sim como a Igreja professa, representada pelas sete assembleias da Ásia, que apresentam ali a figura completa da Igreja professa de Deus nos dias de João.


Como edifício, a Igreja pode ser vista como a edificação de Cristo que Ele mesmo constrói (Mt 16:16-18), mas também pode ser vista como entregue à responsabilidade do homem, como lemos em 1 Coríntios 3:10-17 onde Paulo estabeleceu os alicerces, mas outros construtores a construíram, alguns com bom material, outros com material ruim. Mas se as paredes foram construídas de pedras vivas ou material ruim, o Espírito Santo desceu do céu e estabeleceu Sua morada no meio desses crentes como a casa de Deus.


Cristo como juiz entre as Igrejas

O homem falhou de todas as maneiras que tenha sido testado, e a Igreja não é exceção. Em 2 Timóteo, todos os da Ásia haviam se separado de Paulo. Em 1 Pedro 4, chegou o tempo em que o julgamento deveria começar pela casa de Deus. Mas não é até Apocalipse 1 que encontramos a própria Igreja realmente se tornando o objeto do julgamento. Ali temos a terrível imagem dos sete castiçais que representam a Igreja completa de Deus na Terra, com o Filho do Homem no meio deles no caráter de Juiz. A Igreja, estabelecida como uma portadora de luz neste mundo, tinha falhado totalmente em sua responsabilidade para com Deus nos últimos dias de João. O Filho do Homem estava em seu meio como um Juiz, finalmente chegando ao ponto de que Ele a expeliria de Sua boca como uma coisa repugnante.


Em Apocalipse 1:12-13, o Filho do Homem é visto no meio dos sete castiçais. Ele é visto na Terra, não no céu. Em Apocalipse 5, depois que a história terrenal da Igreja termina, nós O vemos como o Cordeiro no meio do trono com os santos celestiais no céu. Mas aqui Ele é visto na Terra, em espírito, é claro, e como o Filho do Homem. E não é isso que a Igreja professa perdeu, o sentido de Sua presença real ali?


O Ancião de Dias

Uma vez Ele apareceu no meio dos discípulos no cenáculo e proclamou “Paz seja convosco!” (Jo 20:19). Mas agora tudo muda, o Filho do Homem ainda está ali, mas não mais Se regozijando e cantando louvores, pois Ele é o Ancião de dias de Daniel 7:9-10, 22, a Quem o julgamento é confiado. Tão amedrontadora foi a visão que João caiu a Seus pés como morto. Mas o Senhor coloca a mão sobre João e diz: “Não temas; Eu Sou o Primeiro e o Último” (Ap 1:17). Os olhos de João foram elevados para Aquele que Se levantou como Homem sobre todo o poder do inimigo. Ele era a Vida Eterna no céu que esteve nessa cena de ruína, que enfrentou todo o poder do inimigo e que venceu. Se a Igreja se afastou tanto da sua posição que se tornou objeto de julgamento, bendito seja Deus, pois a Vida Eterna permanece. O fundamento de Deus permanece firme, e todo crente que é mantido por Ele permanece firme com Cristo como participante de Sua vitória.


A chave de Davi

Cristo é o verdadeiro Eliaquim de Isaías 22:20-25, que tem a chave de Davi, figura da administração da casa de Davi, O que abre todos os Seus tesouros, e assim faz saber à Igreja o que pertence a Israel, distinto de o que pertence à Igreja. Ele abre e nenhum homem fecha, e fecha, e nenhum homem abre. Ele é Aquele que Se apresenta à Igreja neste tempo presente, e coloca diante dela uma porta aberta que nenhum homem pode fechar. Que você e eu entendamos hoje como o bendito Senhor está Se apresentando, para que você e eu, ouvindo Sua voz e sendo obedientes à Sua Palavra, possamos ser encontrados nestes últimos dias neste círculo de bênçãos, e esperando pacientemente por Sua vinda.


A. P. Cecil (adaptado)

 

As Tempestades Continuam Ficando Mais Fortes


O título deste artigo é também o título parcial de um artigo em uma edição recente da revista Time, após a devastação causada pelo furacão Irma no final de agosto e início de setembro de 2017, que afetou o sul dos EUA e muitas ilhas do Caribe. O que é desconcertante, no entanto, é que esse título parcial está em letras menores, enquanto que abaixo está uma adição em uma impressão muito maior e mais ousada: “E nós também”. A intensão do artigo é trazer que, mesmo que as tempestades estejam ficando mais fortes, o homem está aprendendo como lidar melhor com elas. Os próprios autores explicam que “muitas pessoas inteligentes fizeram muitas coisas certas para evitar que um furacão histórico causasse danos históricos”. Desde o furacão Irma, dois outros furacões e dois terremotos razoavelmente fortes afetaram o continente norte-americano, causando mais destruição. De fato, o dano causado em Porto Rico pelo furacão Maria é tão grande que as previsões atuais são de que pode levar seis meses para que a energia elétrica seja restaurada.


É um fato que as tempestades estão ficando mais fortes. É verdade que furacões muito fortes ocorreram antes, mas eram geralmente poucos e distantes entre si. Nos últimos anos, e especialmente em 2017, houve mais tempestades, tempestades mais fortes e mais próximas umas das outras. Outros eventos também, como terremotos, grandes quantidades de chuvas com inundações, secas severas e tsunamis, têm sido mais frequentes nos últimos anos.


Sem dúvida o dano causado não apenas reflete a gravidade e a frequência das tempestades, mas também a crescente população do mundo. Áreas que antigamente eram pouco povoadas são habitadas por muitas pessoas, e a infraestrutura é, em consequência, mais suscetível ao dano.


Experiência

É verdade que o homem aprende pela experiência. Os efeitos desastrosos do furacão Catrina em 2005 nos ensinou muitas lições valiosas, e a resposta a furacões que aconteceram depois foi proporcionalmente melhores. Mais pessoas tem sido evacuadas, medidas de emergência tem sido introduzidas de maneira melhor, e respostas mais rápidas tem resultado em melhor controle de danos.


Tendo dito tudo isso, no entanto, resta que o homem não é páreo para o poder de Deus na criação, e com toda a sua arrogante ousadia, ele percebe no fundo que ele pode ser colocado de joelhos com bastante facilidade. O mundo moderno vive de dois produtos básicos – eletricidade e petróleo. Sem eletricidade, computadores, caixas registradoras, telefones celulares e a Internet não funcionam. Uma vez que os negócios modernos são controlados e transacionados por essas entidades, sem eletricidade, ela para. É verdade que a eletricidade pode ser gerada por carvão, petróleo ou energia nuclear, mas se estes não estiverem disponíveis, mais uma vez os negócios e as atividades normais da vida não podem continuar funcionando. Inundações e outros desastres naturais podem e facilmente danificam usinas nucleares, usinas elétricas a carvão e refinarias de petróleo.


Aviso do julgamento de Deus

O que tudo isso significa para o mundo e para o crente? Isso significa duas coisas. Primeiro de tudo, Deus está advertindo este mundo quanto a julgamentos mais severos, depois que os crentes forem chamados para o lar. O homem pode culpar alguns desses desastres pelas mudanças climáticas e seus efeitos, mas no resultado final, não há causas secundárias para com Deus. Ele está no controle e as tempestades são permitidas pela Sua mão. Ele está buscando atrair a atenção do homem e atrair almas para Cristo enquanto ainda há tempo. Nossa responsabilidade como crentes é pressionar isso nas almas perdidas e mostrar a elas que todas essas coisas são portentos do julgamento vindouro sobre este mundo.


Sabemos que depois que a Igreja é chamada ao lar, esses desastres naturais aumentarão durante a primeira metade do período da tribulação, à medida que Deus derruba o vasto sistema comercial que se desenvolveu neste mundo. No começo, apenas as pessoas mais pobres serão afetadas, mas no final todas as pessoas vão sentir isso. Finalmente, durante a grande tribulação, a mão direta de Deus será sentida em julgamentos muito mais severos que os homens reconhecerão prontamente como provenientes de um Deus de julgamento. Todo o orgulho do homem será abatido, e somente o Senhor será exaltado naquele dia.


A vinda do Senhor

Mas para o crente hoje, todas estas coisas também nos dizem: “a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5:8). Enquanto Ele esteve aqui na Terra, nosso Senhor Jesus pôde advertir o povo que nos próximos dias “haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares” (Mt 24:7), enquanto em outro discurso Ele pôde advertir que “haverá sinais no Sol, e na Lua, e nas estrelas, e, na Terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas” (Lc 21:25). Sabemos que o completo cumprimento de tudo isso aguarda a primeira metade do período da tribulação, que se inicia depois que a Igreja for chamada para o lar, mas já podemos ver Deus preparando o terreno para tudo isso. Somos autorizados a ver “aproximando aquele Dia” (Hb 10:25), e o dia mencionado é certamente o dia do julgamento. Sabendo que a vinda do Senhor para nós precede o julgamento, podemos ir tranquilamente em nosso caminho, sabendo que nossa “redenção está próxima”. Ao mesmo tempo, devemos ter esse senso de urgência que vem da percepção de que “o tempo é curto”. Se Cristo nos deu luz, “vede prudentemente como andais... remindo o tempo” (Ef 5:14-16). O eterno descanso em glória mais do que compensará nossos esforços aqui.


W. J. Prost

 

O Filho Unigênito de Deus


Tu és a Palavra eterna,

O Filho Unigênito do Pai;

Deus manifestado, Deus visto e ouvido,

O Amado dos céus;

Digno és, ó Cordeiro de Deus,

Para que todo joelho se dobre a Ti!


Em Ti, mais perfeitamente expresso,

O próprio Pai resplandece;

Plenitude da Divindade, também: o Bendito,

Eternamente Divino;

Digno és, ó Cordeiro de Deus,

Para que todo joelho se dobre a Ti!


Imagem do Infinito Invisível,

Cujo Ser ninguém pode conhecer;

Brilho de luz que nenhum olho viu,

O amor de Deus revelado abaixo;

Digno és, ó Cordeiro de Deus,

Para que todo joelho se dobre a Ti!


Os mistérios mais elevados da Tua fama

Ultrapassam a apreensão da criatura;

Apenas o Pai pode compreender

O bendito nome de Filho;

Digno és, ó Cordeiro de Deus,

Para que todo joelho se dobre a Ti!


Ainda assim, amando a Ti,

Sobre Quem o Seu amor inefável repousa,

Os adoradores, ó Senhor, acima,

Unidos Contigo, são abençoados;

Digno és, ó Cordeiro de Deus,

Para que todo joelho se dobre a Ti!


Do vasto universo de bem-aventurança,

Tu és o Centro e o Sol;

O tema eterno de louvor é este,

Ao Amado dos céus:

Digno és, ó Cordeiro de Deus,

Para que todo joelho se dobre a Ti!


J. Conder

 

“Os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente”

Salmos 19:9

 

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