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O Divino Terreno de Reunião - Parte 2

Conferência em Montreal - Canadá - 1976

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ÍNDICE


 

Deuteronômio


Antes de voltar ao Velho Testamento, mais uma vez, para seguir o esboço da verdade sobre a reunião em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, gostaria de reler um versículo em Romanos 15:4: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança” (Rm 15:4).


Encontramos aqui a autoridade dada por Deus para nos voltarmos para o que antes foi escrito – para o que foi escrito antes do Livro de Romanos – voltar, de fato, às primeiras partes da Palavra de Deus, porque nos dizem que elas foram escritas para o nosso ensino”. Quando menosprezamos ou nos afastamos da verdade contida em figuras e princípios encontrados no Velho Testamento, estamos nos afastando do que foi escrito para nosso ensino.


Deuteronômio 12:8-14

“Não fareis conforme tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos, porque até agora não entrastes no descanso e na herança que vos dá o SENHOR, vosso Deus. Mas passareis o Jordão e habitareis na terra que vos fará herdar o SENHOR, vosso Deus; e vos dará repouso de todos os vossos inimigos em redor, e morareis seguros. Então, haverá um lugar que escolherá o SENHOR, vosso Deus, para ali fazer habitar o Seu nome; ali trareis tudo o que vos ordeno: os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e toda escolha dos vossos votos que votardes ao SENHOR. E vos alegrareis perante o SENHOR, vosso Deus, vós, e vossos filhos, e vossas filhas, e vossos servos, e vossas servas, e o levita que está dentro das vossas portas, pois convosco não tem ele parte nem herança. Guarda-te que não ofereças os teus holocaustos em todo lugar que vires; mas, no lugar que o SENHOR escolher numa das tuas tribos, ali oferecerás os teus holocaustos e ali farás tudo o que te ordeno”.


Notamos que em Gênesis 22, Deus nos apresentou o conceito de que haveria um lugar, escolhido por Ele mesmo, para o qual Ele levaria o homem de fé, e lá, em resposta ao amor demonstrado no dom do Filho pelo Pai, o homem de fé poderia ser levado por Deus ao lugar onde ele encontraria “o carneiro preso num mato pelos seus chifres” – aquela figura do Senhor Jesus Cristo, e onde ele poderia desfrutar do privilégio de adoração na própria presença do Senhor Jesus.


Então, quando chegamos ao Livro de Deuteronômio, encontramos a direção que Deus dá em relação a esse lugar. Em Gênesis 22, somos simplesmente informados de que Abraão, o homem de fé, foi conduzido por Deus ao lugar. Assim, recebemos instruções sobre o lugar. Descobrimos, primeiramente, que há uma advertência distinta contra todo homem que faz o que bem parece aos seus próprios olhos. É-nos dito especificamente no final do versículo 8: “Não fareis conforme tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos”. Em outras palavras, o conceito de cada homem decidir por si mesmo, sem referência à instrução que Deus dá, é condenado desde seu princípio. Não somos deixados à nossa própria invenção. Há direção.


A próxima coisa que notamos aqui é que o Senhor é Quem vai escolher. Assim nos é dito no versículo 11: “Então, haverá um lugar que escolherá o SENHOR, vosso Deus, para ali fazer habitar o Seu nome”. Não nos é dito aqui onde deveria ser esse lugar, mas nos é dito que deveria haver “um lugar”, e seria caracterizado pelo nome do Senhor estar ali, e os filhos de Israel foram informados de que era para esse lugar que eles deveriam vir.


Ora, vocês conhecem a história dos filhos de Israel. Havia doze tribos. Quando a terra de Israel foi dividida em doze partes, cada uma das tribos recebeu uma parte da terra. Não tenho dúvidas de que cada uma dessas doze tribos teria gostado muito de ter o lugar em sua parte da terra, mas elas não tinham nada a ver com a escolha do lugar. Quando chegamos ao versículo 13, lemos: “Guarda-te que não ofereças os teus holocaustos em todo lugar que vires; mas, no lugar que o SENHOR escolher numa das tuas tribos”. Haveria um lugar, escolhido por Deus, em uma das tribos, e eles eram todos como uma nação para reconhecer aquele um lugar que o Senhor havia escolhido para ali colocar Seu nome.


A Palavra diz: “Guarda-te”. Quanto precisamos dessa instrução hoje! Parece que vivemos em um dia como nunca antes, quando o comum é que cada homem faça o que bem parece aos seus próprios olhos. Liberdade de escolha! Na verdade, temos isso incluído na Constituição. Todo homem tem liberdade de religião, e ele é livre para escolher como vai adorar. Bem, amados irmãos, é verdade, e agradecemos a Deus por isso, que essa liberdade seja estendida nesta terra na medida em que não é reprimida, mas você e eu não recebemos de Deus a liberdade ou o direito de fazer nossa própria escolha. Ele nos deu, como deu ao povo de Israel, instruções as mais explícitas. Ao lermos essas instruções dadas ao povo de Israel, lembremo-nos do que lemos em Romanos 15, tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito!


O Velho Testamento não é um livro de história judaica. Ele é a Palavra de Deus que foi escrita para o seu ensino e para o meu, e aqui nos é dito: “Guarda-te”. Um lugar – um lugar para Israel e, ao estabelecer esse lugar, Deus estava falando com você e Ele estava falando comigo. Então, Ele disse: “Guarda-te que não ofereças os teus holocaustos em todo lugar que vires; mas, no lugar que o SENHOR escolher numa das tuas tribos”.


Deuteronômio 15:8-11

(a teu irmão que for pobre) lhe abrirás de todo a tua mão e livremente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade. Guarda-te que não haja palavra de Belial no teu coração, dizendo: Vai-se aproximando o sétimo ano, o ano da remissão, e que o teu olho seja maligno para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada; e que ele clame contra ti ao SENHOR, e que haja em ti pecado. Livremente lhe darás, e que o teu coração não seja maligno, quando lhe deres; pois por esta causa te abençoará o SENHOR, teu Deus, em toda a tua obra e em tudo no que puseres a tua mão. Pois nunca cessará o pobre do meio da terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado e para o teu pobre na tua terra”.


Uma das características daqueles que entrariam na terra era o cuidado uns com os outros.


Agora, se você prosseguir para o capítulo 16:16: “Três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher, na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa dos Tabernáculos; porém não aparecerá vazio perante o SENHOR”;


Vamos agora ao capítulo 17:5-13: “levarás o homem ou a mulher que fez este malefício às tuas portas, sim, o tal homem ou mulher, e os apedrejarás com pedras, até que morram. Por boca de duas ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha, não morrerá. A mão das testemunhas será primeiro contra ele, para matá-lo; e, depois, a mão de todo o povo; assim, tirarás o mal do meio de ti. Quando alguma coisa te for dificultosa em juízo, entre sangue e sangue, entre demanda e demanda, entre ferida e ferida, em negócios de pendências nas tuas portas, então, te levantarás e subirás ao lugar que escolher o SENHOR, teu Deus; e virás aos sacerdotes levitas e ao juiz que houver naqueles dias e inquirirás, e te anunciarão a palavra que for do juízo. E farás conforme o mandado da palavra que te anunciarão do lugar que escolher o SENHOR; e terás cuidado de fazer conforme tudo o que te ensinarem. Conforme o mandado da lei que te ensinarem e conforme o juízo que te disserem, farás; da palavra que te anunciarem te não desviarás, nem para a direita nem para a esquerda. O homem, pois, que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao SENHOR, teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá; e tirarás o mal de Israel, para que todo o povo o ouça, e tema, e nunca mais se ensoberbeça”.


Você talvez se lembre do comentário que foi feito sobre quantas vezes na Palavra de Deus o número três aparece, em conexão com a verdade que Deus nos dá, sobre como Seu povo deve se reunir coletivamente para adorá-Lo. Percebemos que foi no terceiro dia que Abraão chegou ao lugar para o qual o Senhor o estava levando, e agora descobrimos que quando Deus deu instruções a Israel sobre o lugar que Ele escolheria, onde Ele colocaria o Seu nome, três coisas específicas são dadas em conexão com esse lugar. São elas, adoração, decisões obrigatórias e oração.


Em Deuteronômio 16 temos a primeira, que é adoração. Vemos que Israel foi informado de que três vezes no ano eles deveriam subir ao lugar que o Senhor escolheria. Observe a linguagem usada no versículo 16: “Três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que [Ele] escolher” “Três vezes”: a Festa dos Pães Asmos, a Festa das Semanas e a Festa dos Tabernáculos.


Então, o israelita não tinha escolha. Ele foi especificamente proibido de fazer sua própria escolha quanto ao lugar que ele deveria ir. Ele não deveria fazer o que parecia correto aos seus próprios olhos, mas foi-lhe dito que, quando tivesse esses sacrifícios, essas ofertas, essas festas para celebrar, que expressavam particularmente a oferta de adoração a Deus, ele deveria ir para o lugar que o Senhor escolheria. Lembrem-se, irmãos, foi escrito para o nosso ensino”!


A segunda coisa especificada no capítulo 17 são decisões obrigatórias tomadas no nome do Senhor. Em primeiro lugar, nos é mostrado como essa santidade deve ser para aqueles identificados com esse lugar e nome, e assim eles são informados de como devem agir em relação ao mal. Este deve ser julgado e tirado. Então, no mesmo capítulo, nos é dito o que Israel deveria fazer quando surgissem assuntos que fossem muito difíceis para eles. Eles não sabiam o que fazer, não sabiam qual era a resposta. O que eles deveriam fazer? Era proibido a cada homem fazer o que parecia ser correto aos seus próprios olhos; mas agora o Senhor faz provisão para uma solução ordenada para as dificuldades. Está escrito no versículo 9: “Virás aos levitas sacerdotes e ao juiz que houver naqueles dias; inquirirás, e te anunciarão a sentença do juízo”. Para onde eles iriam buscar a sentença do juízo? O final do versículo 8 diz: “subirás ao lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher”.


Deveria haver um lugar escolhido por Deus – no mesmo lugar onde Seu nome estaria, onde decisões obrigatórias poderiam ser tomadas. Digo “obrigatória” porque nos é dito especificamente no versículo 11: “Conforme o mandado da lei que te ensinarem e conforme o juízo que te disserem, farás.. Ora, amados irmãos, Deus não deu (Ele nunca deu e nunca dará, à parte do Homem Cristo Jesus) infalibilidade ao homem. Os homens cometem erros, mas Ele conferiu ao homem autoridade, e vemos isso claramente retratado, em figura para nós, e aqui para Israel. Eles deveriam ir para o lugar onde o Senhor escolhera colocar Seu nome. E lá deveriam apresentar o problema, e a decisão a que chegassem seria obrigatória sobre eles. Assim, a instrução foi dada de que deveria ser “de acordo com a lei”, isto é, de acordo com o que é revelado na Palavra, mas a decisão era obrigatória sobre todos aqueles que reconheceram que o centro onde o Senhor havia colocado Seu nome era o lugar onde decisões obrigatórias eram tomadas. Lembrem-se, irmãos, isso foi “escrito para o nosso ensino”!


Livros dos Reis


Vamos abrir em 1 Reis 8. Aqui vemos que Salomão havia construído o templo. Há pouco consideramos como Abraão foi guiado até a terra de Moriá e o templo foi construído na terra de Moriá. O Senhor havia decidido onde esse lugar deveria ser, onde o Seu nome deveria estar, e aonde o povo de Israel deveria ir. E aquele lugar era Jerusalém.


Aqui em 1 Reis 8 o templo havia sido construído. Mas ainda temos uma característica do lugar que ainda não consideramos. Lembre-se de que mencionamos que existem três. A primeira é a adoração. A segunda é decisões obrigatórias tomadas em nome do Senhor. A terceira – oração – é encontrada em 1 Reis 8:29-30: “Para que os Teus olhos, noite e dia, estejam abertos sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O Meu nome estará ali; para ouvires a oração que o Teu servo fizer neste lugar. Ouve, pois, a súplica do teu servo e do teu povo de Israel, quando orarem neste lugar; também ouve tu, no lugar da tua habitação nos céus; ouve também e perdoa”.


Irmãos, aqui era o lugar – Jerusalém – onde o Senhor havia escolhido para colocar Seu nome, em uma das tribos, e todo o Israel era responsável, de acordo com Deuteronômio 16, de fazer sua jornada até Jerusalém. Primeiramente, adoração, depois decisões obrigatórias e em terceiro lugar encontramos oração identificados com esse lugar. Para mim isso é muito importante pois esse mesmo padrão é trazido para o Novo Testamento: Adoração, decisões obrigatórias e oração, Três coisas conectadas com o lugar onde o Senhor colocou o Seu nome.


Bem, a oração de Salomão foi que quando eles orassem, se dirigindo a esse lugar, reconhecendo esse lugar que o Senhor havia escolhido, o Senhor iria ouvi-los e responderia suas orações.


Ora, amado irmãos, o Senhor não deixou isso à escolha do homem. O Senhor foi Aquele que desde o início, em Gênesis, havida marcado esse lugar na terra de Moriá.

Salomão edificou o templo; a glória do Senhor encheu o templo. O Senhor veio ali habitar em meio ao Seu povo, com base na redenção e ali, naquela nuvem eles tinha a evidência diante de seus olhos de que o Senhor estava ali. A responsabilidade deles era reconhecer o que o Senhor tinha escolhido, o que o Senhor tinha feito, onde o Senhor tinha colocado Seu nome.


Agora eu gostaria de ler 1 Reis 12:25-33 e 13:1: “E Jeroboão edificou a Siquém, no monte de Efraim, e habitou ali, e saiu dali, e edificou a Penuel. E disse Jeroboão no seu coração: Agora, tornará o reino à casa de Davi. Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração deste povo se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá, e me matarão e tornarão a Roboão, rei de Judá. Pelo que o rei tomou conselho, e fez dois bezerros de ouro, e lhes disse: Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito. E pôs um em Betel e colocou o outro em Dã. E este feito se tornou em pecado, pois que o povo ia até Dã, cada um a adorar. Também fez casa dos altos e fez sacerdotes dos mais baixos do povo, que não eram dos filhos de Levi. E fez Jeroboão uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, como a festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente, fez em Betel, sacrificando aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que fizera. E sacrificou no altar que fizera em Betel, no dia décimo quinto do oitavo mês, do mês que ele tinha imaginado no seu coração, assim fez a festa aos filhos de Israel e sacrificou no altar, queimando incenso. E eis que, por ordem do SENHOR, um homem de Deus veio de Judá a Betel; e Jeroboão estava junto ao altar, para queimar incenso”.


Salomão havia morrido. O reino de Israel estava dividido. Dez tribos seguiram esse homem chamado Jeroboão, e duas tribos permaneceram fiéis à casa de Davi. Essas duas tribos continuaram a reconhecer que o centro de Deus estava em Jerusalém. O Senhor não moveu o Seu nome. O Senhor não havia estabelecido outros centros, embora Israel estivesse em um estado dividido.


Jeroboão, um homem que seria considerado sábio por este mundo, raciocinou em seu coração: Se as dez tribos que o seguiram continuassem a subir a Jerusalém, se continuassem a reconhecer que o centro de Deus estava em Jerusalém o efeito seria que, em pouco tempo, todos eles estariam juntos novamente e ele teria perdido sua posição como rei sobre as dez tribos. Isso é o que ele diz especificamente no versículo 27: “Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração deste povo se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá, e me matarão e tornarão a Roboão, rei de Judá”.


Simplificando, o princípio é o seguinte: O reconhecimento de um centro resulta na manifestação pública de que as doze tribos eram um só povo. Não que eles não fossem todos filhos de Israel, mas o ato de Jeroboão ao estabelecer mais dois centros de sua própria criação, em Betel e em Dã, era para perpetuar a divisão do povo de Deus. Em vez de ter um centro que os traria juntos novamente, Jeroboão diz que agora há três, e ainda estabelece uma forma de adoração.


Foi muito impressionante para minha alma, ao meditar sobre isto, perceber o motivo pelo qual Jeroboão escolheu dois bezerros de ouro. O que me impressionou foi simplesmente o seguinte: Jeroboão já tinha um precedente a seguir. Ele podia olhar para trás e dizer: “Israel fez isso uma vez antes, quando estavam no deserto a caminho da terra prometida, e com um homem tão importante como Arão adoraram o bezerro de ouro”. E assim Jeroboão tem um precedente que ele pode seguir, e estabelece mais dois centros, mas eles não foram dados por Deus. Não há nenhuma indicação de que o nome do Senhor estava lá – nenhuma indicação de que Deus tivesse ordenado isso. Pelo contrário, nos é dito, vez após outra, o que Jeroboão fez, não Deus: O versículo 29 diz que ele estabeleceu um bezerro em Betel; no versículo 31, ele fez uma casa nos altos; no versículo 32, Jeroboão fez uma festa no oitavo mês; e no final do versículo 32, “sacrificando aos bezerros que (ele) fizera; também em Betel (ele) estabeleceu sacerdotes dos altos que (ele) fizera. E (ele) sacrificou no altar que (ele) fizera em Betel, no dia décimo quinto do oitavo mês”.


Já havia uma festa para Jeová, em Jerusalém, identificada com o centro de Deus em Jerusalém no décimo quinto dia do sétimo mês. Tudo o que Jeroboão fez foi copiá-la. Ele disse, “Nós teremos a nossa (festa), no décimo quinto dia do oitavo mês”, mas tudo foi feito pelo homem e estabelecido pelo homem. Esse era o centro do homem e não o de Deus.


Então amado irmãos, Deus enviou um profeta. O primeiro versículo do capítulo 13 diz que Deus enviou um profeta de Judá para Betel. No versículo 2 diz que, em Betel, ele “clamou contra o altar com a Palavra do SENHOR”. O capítulo 13 fala muito especificamente que Deus trataria, em Seu próprio tempo, com aquele centro que Jeroboão tinha estabelecido. Na verdade sobre o assunto é que ele perdurou por 300 anos. Esses 300 anos se passaram antes que o que Deus disse que aconteceria com aquele centro de fato acontecesse. A questão aqui que é de proveito para você e para mim é que aquele era um centro estabelecido pelo homem, e o efeito era para a perpetuação da divisão que aconteceu entre o povo de Deus.


Vamos ler agora em 2 Reis 10. Quase 100 anos depois desde os dias de Jeroboão. Os centros ainda existiam, apesar de Deus ter mostrado muito claramente que eles não tinham o Seu consentimento. Então vemos, quase 100 anos depois, em 2 Reis 10:29-31. Falando de um rei de Israel, de nome Jeú, lemos:


“Porém não se apartou Jeú de seguir os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel, a saber, dos bezerros de ouro, que estavam em Betel e em Dã. Pelo que disse o SENHOR a Jeú: Porquanto bem fizeste em realizar o que é reto aos Meus olhos e, conforme tudo quanto Eu tinha no Meu coração, fizeste à casa de Acabe, teus filhos até à quarta geração se assentarão no trono de Israel. Mas Jeú não teve cuidado de andar com todo o seu coração na lei do SENHOR, Deus de Israel, nem se apartou dos pecados de Jeroboão, que fez pecar a Israel”.


Jeú fez muitas coisas com a aprovação de Deus. Ele executou um plano sobre os inimigos de Deus – a casa de Acabe. Executou um plano que Deus havia instituído, e Deus o elogia por isso, mas podemos ver que 100 anos depois o pecado do estabelecimento daqueles centros, não tinha, de forma nenhuma, diminuído diante dos olhos de Deus, a significância do pecado do estabelecimento de mais dois centros em Betel e Dã, com seus bezerros de ouro, que simplesmente mantinham o povo de Deus dividido. Depois de nos mostrar que Jeú não deixou os pecados de Jeroboão, especificamente identificando qual era o pecado: aqueles dois bezerros de ouro em Betel e Dã, aqueles centros feitos pelo homem, estabelecidos por Jeroboão. Deus, então, nos mostra o bom trabalho que Jeú fez e a recompensa que ele iria receber por isso. E Ele então nos lembra que Jeú continuou com aqueles centros em Betel e Dã, e que não se apartou dos pecados de Jeroboão, o que fez Israel pecar. Oh, amados irmãos, essas coisas foram escritas para nosso ensino!


Esdras


Gostaria agora de abrir o livro de Esdras. Naquela época, aproximadamente 300 anos havia passado. As 10 tribos que tinham seguido Jeroboão tinham ido para o cativeiro, na Assíria, e, conforme os registros de homens, elas desapareceram. Às vezes, nos referimos a elas como as tribos perdidas de Israel. As duas tribos da casa de Davi que tinham permanecido na verdade e que continuaram a reconhecer Jerusalém como o centro de Deus, foram também para o cativeiro na Babilônia, sob Nabucodonosor. Setenta anos se passaram desde então, e Deus tinha determinado que Seu povo agora deveria retornar para a terra da promessa, a terra de Canaã.


Jeremias disse que eles seriam cativos naquela terra longínqua por 70 anos, e como os 70 anos se passaram, Deus levantou um homem chamado Ciro. Esse homem, posso dizer, foi nomeado por Deus 150 anos antes de ele nascer. Ciro foi levantado por Deus para garantir a libertação para as duas tribos, permitindo o retorno deles à terra da promessa.


Mas para onde eles deveriam ir? De acordo com Deuteronômio 12, eles estavam proibidos de fazer aquilo que lhes parecia correto a seus próprios olhos, então, o que eles fizeram? Veja Esdras 3:1 “Chegando, pois, o sétimo mês e estando os filhos de Israel já nas cidades, se ajuntou o povo, como um só homem, em Jerusalém”. Jerusalém – o centro de Deus – o lugar escolhido por Deus para pôr Seu nome lá! Eles foram para Jerusalém!


Versículo 3: “E firmaram o altar sobre as suas bases, porque o terror estava sobre eles, por causa dos povos das terras; e ofereceram sobre ele holocaustos ao SENHOR, holocaustos de manhã e de tarde”.


Versículo 6: “Desde o primeiro dia do sétimo mês, começaram a oferecer holocaustos ao SENHOR; porém ainda não estavam postos os fundamentos do templo do SENHOR”.


Versículos 11-13 “E cantavam a revezes, louvando e celebrando ao SENHOR, porque é bom; porque a Sua benignidade dura para sempre sobre Israel. E todo o povo jubilou com grande júbilo, quando louvou o SENHOR, pela fundação da Casa do SENHOR. Porém muitos dos sacerdotes, e levitas, e chefes dos pais, já velhos, que viram a primeira casa sobre o seu fundamento, vendo perante os seus olhos esta casa, choraram em altas vozes; mas muitos levantaram as vozes com júbilo e com alegria. De maneira que não discernia o povo as vozes de alegria das vozes do choro do povo; porque o povo jubilava com tão grande júbilo, que as vozes se ouviam de mui longe”.


O fundamento do templo foi lançado. Onde? Em Jerusalém! O templo de Salomão tinha sido destruído e os homens mais velhos, que tinham sido trazidos de volta a Jerusalém, viram os alicerces lançados do novo templo, e eles choraram porque compararam esse com o templo de Salomão, e o novo parecia um reflexo muito pobre e débil do templo que tinham conhecido.


Mas, aqueles mais jovens jubilaram de alegria porque haveria um templo. Talvez seria algo fraco, talvez um testemunho fraco, eles eram um grupo fraco, mas tinham voltado para onde o Senhor tinha colocado Seu nome e lá eles reconstruíram o templo. Nada foi deixado para a imaginação deles; O centro de Deus era em Jerusalém. Daniel reconheceu isso, da Babilônia, quando abriu as janelas e orou como Salomão havia orientado em 1 Reis 8, em direção a Jerusalém. Agora eles tinham voltado para Jerusalém!


Vamos agora para o capítulo 6:15-19: “E acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de Adar, que era o sexto ano do reinado do rei Dario. E os filhos de Israel, e os sacerdotes, e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro fizeram a consagração desta Casa de Deus com alegria. E ofereceram para a consagração desta Casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros e doze cabritos, por expiação do pecado de todo o Israel, segundo o número das tribos de Israel. E puseram os sacerdotes nas suas turmas e os levitas nas suas divisões, para o ministério de Deus, que está em Jerusalém, conforme o escrito do livro de Moisés. E os que vieram do cativeiro celebraram a Páscoa no dia catorze do primeiro mês”.


A casa estava pronta! Havia alegria! Onde eles estavam? Em Jerusalém! Eles deveriam agora oferecer os seus sacrifícios. Mas havia realmente apenas duas tribos lá. É verdade, havia alguns de outras, como veremos mais adiante, mas o fato é que, basicamente, havia apenas duas. Era um grupo pobre e fraco em comparação com os filhos de Israel que haviam entrado naquela terra prometida tantos anos antes, mas eles estavam no centro de Deus. Eles estavam onde Ele escolheu colocar Seu nome, o templo foi construído e agora chega a hora de oferecer a oferta pelo pecado. Eles iriam oferecer a oferta pelo pecado pelas suas duas tribos? Não! Eles ofereceram isso por todo o Israel!


Amados irmãos, o que foi oferecido naquele dia foi apresentado a Deus por todo o Israel! “Doze cabritos segundo o número das tribos de Israel”. Isso é importante? Sim, amados irmãos, é muito importante. O que aquele pequeno grupo representava e fazia e o que apresentavam diante de Deus era que eles estavam lá em nome de Israel no centro de Deus, e eles reconheceram isso no sacrifício que ofereceram.


Se passarmos ao capítulo 7:8, lemos sobre Esdras: “E, no mês quinto, veio ele (Esdras) a Jerusalém; e era o sétimo ano desse rei”. No capítulo 8:31: “E partimos do rio de Aava, no dia doze do primeiro mês, para irmos para Jerusalém; e a boa mão do nosso Deus estava sobre nós e livrou-nos da mão dos inimigos e dos que nos armavam ciladas no caminho. E viemos a Jerusalém e repousamos ali três dias”.


Você se lembra de como diz no sexto capítulo que “acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de Adar”. Aqui descobrimos que Esdras chegou. Isso foi, talvez, sessenta ou setenta anos depois que os filhos de Israel voltaram. Agora Esdras apareceu. Para onde ele foi? Ele foi para onde o centro de Deus estava – em Jerusalém. Não foi deixado a ele escolher para onde ir, nem cabia a ele escolher onde achava que as coisas seriam melhores. Ele deveria sentir que, se fosse para algum outro lugar, poderia ser capaz de começar algo que seria mais piedoso? O centro de Deus era em Jerusalém e foi para lá que ele foi. E vemos novamente escrito, “E viemos a Jerusalém e repousamos ali três dias”. Creio que Deus usa esse terceiro dia – três dias, três coisas – repetidas vezes – para lembrar ao nosso coração que o fundamento de tudo o que temos diante de nós é a morte e ressurreição de Cristo.


Neemias


Vamos ao livro de Neemias para ler um versículo: capítulo 2:11. Neemias apareceu, outro homem piedoso, talvez não um homem de fé na medida em que Esdras era, pois há um declínio na passagem de Esdras para Neemias, mas o fato é que Neemias teve um exercício para voltar à terra. Ele obteve permissão do rei, e para onde ele foi? Lemos aqui em Neemias 2:11: “E cheguei a Jerusalém e estive ali três dias”. Três dias de novo! Se você ler o livro de Neemias, descobrirá que as coisas não estavam nada ordenadas em Jerusalém. Houve todos os tipos de falhas, mas o centro de Deus estava em Jerusalém. Era aí que Israel se reunia, reconhecendo em seus sacrifícios que eram uma nação diante de Deus, e Neemias não podia fazer nada menos do que ir ao centro de Deus em Jerusalém.


Lucas


Agora vamos a Lucas 2. Aproximadamente quinhentos anos se passaram, e onde ainda estava o centro de Deus? Ele estava em Jerusalémquinhentos anos depois! Tem sido um imenso conforto para minha própria alma perceber que Deus manteve um testemunho em Jerusalém. Tornou-se muito fraco, como encontramos aqui, mas Deus manteve o testemunho em Jerusalém até que o Senhor Jesus Se apresentou lá.


Lucas 2:21-22: “E, quando os oito dias foram cumpridos para circuncidar o Menino, foi-Lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo Lhe fora posto antes de ser concebido. E, cumprindo-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, O levaram a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor”. Eles não poderiam tê-Lo apresentado ao Senhor em Belém? Por que não em Nazaré? O centro de Deus estava em Jerusalém. Foi lá que o Senhor colocou Seu nome, e José e Maria foram a Jerusalém e apresentaram Jesus diante do Senhor lá.


Versículos 25-26: “Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. E fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. E, pelo Espírito, foi ao templo”. Simeão estava onde deveria estar? Ele estava em Jerusalém! O Espírito Santo lhe disse que ele veria o Cristo do Senhor, e o Espírito o levou ao templo para ver Jesus.


Oh, amados irmãos, que figura maravilhosa é essa! Vemos apenas alguns que estavam à espera da redenção em Israel. Eles esperavam o Messias vir, mas estavam lá e reconheciam o centro de Deus em JERUSALÉM!


Versículos 36-38: “E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser”. Ah, como eu gosto disso! E como se Deus falasse ao seu coração e ao meu: “Eu quero que saibas que as dez tribos estão representadas nesse pequeno grupo que permanece em Jerusalém” Aqui estava uma representante da tribo de Aser. “Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade, e era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia. E, sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus e falava d’Ele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém”.


O versículo 37 diz que Ana: “não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia”. Ela era da tribo de Aser, que era uma das dez tribos. Onde ela permaneceu? Aqui estava uma mulher de fé. Ela permaneceu fiel ao centro de Deus em Jerusalém, e não se afastou dele noite e dia.


Agora, vamos ler os versículos 41-46: “Ora, todos os anos, iam Seus pais a Jerusalém, à Festa da Páscoa. E, tendo Ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o Menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam Seus pais. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia e procuravam-No entre os parentes e conhecidos. E, como O não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca d’Ele. E aconteceu que, passados três dias, O acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os”.


Temos aqui os três dias novamente. O que havia acontecido? José e Maria deixaram Jerusalém, mas Jesus permaneceu lá. Ele permaneceu lá e eles não perceberam. Que trágico pensar que eles não perceberam que, no caminho em que começaram, deixaram o Senhor para trás. Eles foram sem Jesus! Eles O procuraram entre os seus conhecidos e parentes. Quantas vezes isso pode acontecer conosco. Podemos começar por um caminho, fazendo o que parece certo aos nossos próprios olhos, e não percebemos que o Senhor foi deixado de fora. Ele permaneceu em Jerusalém. Como poderiam encontrá-Lo novamente? Não entre os parentes e conhecidos deles. Eles tiveram que voltar para Jerusalém e lá, em Jerusalém, eles O encontraram, depois de três dias.


Oh, amados irmãos, Deus escreveu essas coisas para nosso ensino! À medida que seguimos essa verdade no Novo Testamento, os princípios que encontramos no Velho Testamento serão encontrados inalterados, e veremos que Deus ainda tem um lugar, e Ele procura, por Seu Espírito, nos levar até lá.

 







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1 Comment


elianeoliveiravila
Sep 26, 2023

Graças damos a Cristo Jesus, que nos deu um lugar para o louvar e adorar, onde o Espírito Santo nos conduz em comunhão com o Pai.. Na Igreja, o Corpo de Cristo fomos inttoduzidos..❤🙏

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