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Palavras aos Homens (Novembro de 2012)

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Revista mensal publicada originalmente em novembro/2012 pela Bible Truth Publishers

ÍNDICE

 

          W. J. Prost

          W. J. Prost

          P. Wilson (A Instituição do Matrimônio – adaptado)

          Christian Truth (adaptado)

          W. J. Prost

          D. C. Buchanan

Spitta, (adaptado de um poema alemão)

Palavras aos Homens

 

A primeira responsabilidade dos homens, ou de qualquer outra pessoa, é o relacionamento pessoal e a comunhão com Deus e com o Senhor Jesus. Se esse relacionamento não for correto ou a comunhão não for mantida, então outros relacionamentos com esposa, filhos ou com todos os homens não serão conduzidos de acordo com a vontade de Deus. A última exortação de João em sua primeira epístola é: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”. Um ídolo em nosso coração nos separa de Deus e nos impede de viver de acordo com a Sua vontade. Os Provérbios têm muitos ditos sábios, mas começam com a afirmação fundamental: “O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento”. Dar a Deus Seu correto lugar em nosso coração e na nossa vida vem primeiro, e tudo o mais flui a partir disso. Nosso Senhor Jesus, ao cumprir Suas responsabilidades como Homem, disse: “Eu faço sempre o que Lhe (ao Pai) agrada”. Fazer a vontade do Pai era tudo para Ele, e um resultado foi que Ele cumpriu todas as responsabilidades em Seu relacionamento com os outros de uma maneira perfeita. Considere um dos últimos atos de Sua vida. Mesmo pendurado na cruz, Ele continuou a cuidar de Sua mãe e de suas necessidades; Ele colocou os cuidados dela nas mãos do apóstolo João, dizendo a João: “Eis aí tua mãe”! Que possamos nos assentar aos Seus pés, aprender com Ele e procurar ser como o apóstolo Paulo que nos exortou: “Sede meus imitadores, como também eu (sou), de Cristo” (1 Co 11:1).

 

A posição de cabeça do homem 

Não há dúvida de que quando Deus criou o homem e a mulher, os fez para que tivessem domínio “sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a Terra, e sobre todo réptil que se move sobre a Terra” (Gn 1:26). Existe, no entanto, uma ordem na criação; o homem foi criado primeiro e depois a mulher, sendo ela como o homem e sua companheira. Paulo também nos lembra disso quando diz: “Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva” (1 Tm 2:13). O fato de a mulher ter sido tirada do homem mostra que Deus pretendia que o homem fosse o cabeça. Paulo novamente confirma isso quando diz: “Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem” (1 Co 11:8-9). Se o homem assumisse a posição de cabeça simplesmente porque ele a desejava e fosse forte o suficiente para assumi-la, ele não teria mais direito à posição do que a mulher! Mas se Deus lhe deu essa posição, ele é responsável por tomá-la e cumprir suas obrigações diante de Deus.

 

Deus deu ao homem força superior; de fato, é bastante interessante que, na criação inferior, seja raro encontrar a fêmea com menos força que o macho. Somente na espécie humana é assim. Deus também deu ao homem uma composição mental e emocional totalmente diferente; ele geralmente é governado mais pela lógica e menos pela intuição. Dessa maneira, ele estava preparado para assumir sua posição de direção, liderança e responsabilidade em várias esferas diferentes – uma posição que Deus lhe deu.

 

Os maiores propósitos de Deus 

Mas, ao criar o homem, Deus tinha, em última instância, propósitos muito maiores em mente – propósitos desde uma eternidade passada. Quando Deus criou o homem, foi para que Seu Filho, como Homem, pudesse herdar todas as coisas. Assim lemos: “Que é o homem mortal para que Te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor O fizeste do que os anjos, e de glória e de honra O coroaste” (Sl 8:4-5). Deus propôs que Cristo, como Homem, será cabeça sobre todas as coisas. Ele um dia, “para a administração da plenitude dos tempos” irá “encabeçar todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas sobre a Terra” (Ef 1:10 - JND). Toda a Palavra de Deus é a revelação de como Deus cumprirá esse supremo propósito.

 

Assim, descobrimos que ao homem foi dada a posição de cabeça da criação. Quando a mulher foi criada, ela o foi para ser sua companheira de ajuda, tendo o homem como líder e cabeça. Quando um lar era formado, era para o homem que Deus olhava esperando direção e orientação responsáveis. Na administração da sociedade, no local de trabalho ou no culto público a Deus, o homem recebeu responsabilidade pela supervisão e pela ordem.

 

História do homem 

Toda a história da humanidade mostra o quão mal o homem agiu nessa posição. Antes de tudo, ele falhou em não estar perto de sua esposa quando o diabo a tentou. Como resultado, ela foi enganada e desobedeceu ao mandamento de Deus. Embora ele não tenha sido enganado, o homem também desobedeceu, de modo que ambos se tornaram culpados. O homem também falhou em sua posição no casamento. Durante grande parte da história deste mundo, ele oprimiu a mulher, muitas vezes tratando-a como pouco mais do que uma propriedade. Isso continua acontecendo em algumas partes do mundo hoje, com os abusos físicos e mentais sendo comuns. Em outras partes do mundo, principalmente na Europa Ocidental e na América do Norte, o homem, nos últimos quarenta anos, tendeu a abdicar de seu lugar de liderança e costuma se contentar em assumir um papel subserviente. A consequência foi que a mulher tentou muitas vezes preencher o vácuo, com resultados desastrosos na família, na vida doméstica e, por fim, na sociedade.

 

Enquanto homens e mulheres tendem a estar fora de seus lugares adequados em grande parte do mundo hoje, certamente Deus considera o homem o principal responsável por essa desordem. É um princípio para Deus que, quando houver desordem e confusão dentro de qualquer esfera de liderança e responsabilidade que Ele estabeleceu, Ele olhe para o cabeça para encontrar o motivo. Alguém expressou isso de forma muito apropriada: “Sinto grande dificuldade e tristeza ao olhar para todos os relacionamentos – maridos, pais e filhos, senhores e servos e entre amigos; há dificuldades em todos eles, mesmo nas amizades... Creio que em todos os casos em que houver algo doloroso e errado, descobriremos que é no membro mais elevado que o fracasso ocorre primeiro – que o primeiro a ser examinado é aquele a quem Deus apresenta como responsável”.

 

Liderança e posição de cabeça 

Se os homens assumissem seu lugar na liderança e na posição de cabeça e cumprissem seus deveres no temor de Deus, grande parte do problema seria evitada. Certamente, devemos reconhecer que, enquanto estivermos vivendo em um mundo pecaminoso, nada estará totalmente correto até que Deus o conserte. No entanto, estamos apenas falando sobre nossa responsabilidade diante de Deus. Paulo pôde dizer aos coríntios: “comportai-vos como homens; sede fortes” (1 Co 16:13 – JND), e enquanto esse versículo foi escrito para os crentes, a mensagem é boa para todos os homens hoje. Se os homens avançassem em liderança forte e, contudo, amorosa, seja no casamento, no lar, no local de trabalho e na administração, a ordem de Deus seria restabelecida e Sua bênção repousaria sobre eles.

 

Isso também reflete nos crentes, que tendem a ser influenciados pela atitude do mundo ao seu redor. Hoje, é fácil para os jovens abandonar seu papel dado por Deus como líderes e buscar fins egoístas. Em vez de trabalhar para o bem do casamento e da vida familiar, eles podem levar uma vida um tanto desordenada e sem propósito. Isso, por sua vez, faz com que a mulher adote um papel incorreto e tudo fica fora de lugar. É triste dizer que Satanás tem sido muito hábil em convencer muitos de que tudo isso é perfeitamente normal.

 

Existe apenas um lugar onde a sabedoria pode ser encontrada, e a Palavra de Deus deve ser o único guia para o crente em tudo isso. A sabedoria deste mundo é geralmente o oposto da sabedoria de Deus, e como este mundo se afasta cada vez mais dos princípios da Palavra de Deus, o crente deve estar preparado para se destacar cada vez mais como sendo diferente. “Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos” (Lc 7:35). Os resultados finais de seguir a sabedoria de Deus serão Suas bênçãos sobre nós e uma percepção de Sua presença. O resultado final será percebido na eternidade, mas mesmo aqui embaixo, aqueles que seguem a sabedoria de Deus descobrirão que colherão os benefícios.

 

W. J. Prost

Autoridade e Sacrifício

 

Quando o Senhor Jesus estava caminhando por este mundo com Seus discípulos, houve mais de uma ocasião em que alguns deles queriam ser os maiores. Essa tem sido a tendência do coração natural do homem desde sua queda. A resposta do Senhor a eles revela o segredo da verdadeira grandeza Cristã:

 

“O maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve” (Lc 22:26-27).

 

O Senhor descreveu a grandeza humana muito bem quando disse: “Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores” (Lc 22:25). Como sempre, a sabedoria de Deus é exatamente o oposto da sabedoria do homem, e nosso Senhor era o Exemplo supremo da sabedoria de Deus quando se tratava de autoridade. Ele tinha poder inquestionável; como Deus, ele pôde acalmar o vento e as ondas, curar os enfermos, ressuscitar os mortos e alimentar os famintos. No entanto, toda a Sua vida aqui em baixo foi de submissão à vontade de Seu Pai – uma vida de sacrifício e serviço. Ele nunca fez nada para agradar a Si mesmo, pois podia dizer: “eu faço sempre o que lhe (ao Pai) agrada” (Jo 8:29). Mais do que isso, Ele permanecerá Servo para sempre, como vemos em Êxodo 21:1-6. Por causa de Seu amor por Seu mestre, por Sua esposa e por Seus filhos, o Senhor Jesus (como tipificado pelo servo hebreu) teve Sua orelha furada com uma sovela (que traz diante de nós Sua morte na cruz). Como resultado, Ele permanecerá um Homem por toda a eternidade e será um Servo para sempre. Quando formos levados para casa para estar com Ele, lemos em Lucas 12:37 que Ele “Se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-Se, os servirá”.

 

Tudo isso certamente tem voz para os homens hoje, em seu relacionamento com sua esposa e com as mulheres em geral. Deus colocou o homem em uma posição de responsabilidade e autoridade, mas é por meio de sacrifício que essa posição é eficaz. O fato de a mulher ter sido feita de uma costela, tirada do lado do homem, mostra por si mesmo que sua atitude em relação a ela é de amor e proteção.

 

Razões para questionar a autoridade 

Vivemos um dia em que toda autoridade está sendo questionada e, muitas vezes, essa atitude se traduz em ressentimento de mulheres contra homens, que têm usado, com muita frequência, sua posição de cabeça como desculpa para exercer uma versão agressiva e egoísta de autoridade. Em vez da atitude sacrificial e protetora que deveria caracterizar seu relacionamento com as mulheres, muitas vezes houve uma tirania arrogante e dominadora. Outras vezes, os homens eram simplesmente descuidados e egocêntricos. Essas coisas, por sua vez, ajudaram a gerar o movimento feminista dos últimos anos, no qual as mulheres não apenas se rebelaram contra os homens, mas também contra sua natureza dada por Deus, que é cuidadora, adaptável e gentil. A firmeza que muitas vezes é vista entre as mulheres hoje tem suas raízes em uma rebelião contra o sofrimento que resulta quando os homens abusam de seu mandato dado por Deus. A maioria de nós, em nossos votos de casamento, não prometeu “tratar com carinho”? Estamos mantendo nossos votos?

 

Cuidados e proteção de mulheres 

A responsabilidade do homem de cuidar e proteger a mulher é um conceito antigo e profundo que vai ao cerne do que é ser homem. Isso foi ilustrado há pouco mais de cem anos atrás, quando o Titanic afundou com a perda de mais de 1.500 vidas. Charles Lightoller era o segundo oficial do navio, e ele estava encarregado de carregar os botes salva-vidas. A história de sua experiência é muito emocionante:

 

“Embora ele inicialmente não achasse que o Titanic iria afundar, Lightoller foi rápido em suas tarefas, ajudando mulheres e crianças a entrarem nos botes salva-vidas do lado bombordo do navio. Ele foi rígido em controlar quem podia entrar nos botes, impondo o padrão de apenas mulheres e crianças, o que mais tarde lhe trouxe críticas. Quando um grupo de homens assumiu o comando de um dos botes, Lightoller saltou para dentro do bote e os expulsou com um revólver descarregado. Mas suas ações a bordo do Titanic estavam focadas em salvar vidas, e não para proteger sua própria pele. Mais tarde, quando o destino do navio era evidente, Lightoller recebeu ordens de um superior para subir em um dos botes de emergência, mas ele recusou com um firme: ’Isso é pouco provável’”.

 

(Lightoller sobreviveu, pois uma série de eventos fez com que ele fosse retirado da água e colocado perto de uma balsa de lona virada, na qual ele conseguiu subir. Seu cuidado com os homens que estavam na balsa fez com que quase todos fossem resgatados na manhã seguinte).

 

A afirmação dessa autoridade masculina sacrificial, não para servir aos próprios interesses, mas para proteger e, se necessário, morrer pelos que estão sob seus cuidados, é um exemplo do que realmente é a semelhança com Cristo. Para Charles Lightoller e pessoas como ele, a prioridade de mulheres e crianças sobre homens em tal situação parecia simplesmente a atitude correta e nobre a ser feita.

 

Amor sacrificial 

Embora muitos de nós não sejam chamados a entregar nossa vida dessa maneira, ainda assim, para todo homem, o sacrifício diário por sua esposa e filhos é necessário para quem ocupa uma posição de liderança. Pode significar simplesmente fazer uma xícara de café e levá-la à sua esposa, ou oferecer esfregar as panelas e frigideiras para que ela possa relaxar depois do jantar. Pode significar consertar algo em casa, em vez de ceder à tentação de sentar e relaxar. Pode significar ler para as crianças ou passar algum tempo com elas de alguma outra maneira. Também pode significar incluir no orçamento o tempo gasto “no trabalho”, para que os que estão em casa se sintam amados pela presença do marido e do pai e por seu interesse na vida doméstica. O cuidado constante pelos outros, em um mundo que enfatiza cada vez mais o “eu”, às vezes é um fardo, mas um fardo feliz. Quando o amor é o motivo, então todo sacrifício se torna mais fácil.

 

Somos ordenados: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou, e Se entregou a Si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Ef 5:1-2). Aqui encontramos um motivo ainda mais elevado que o do bem dos outros – um motivo que nos leva ao próprio Deus. Quando o Senhor Jesus Se ofereceu como um cheiro suave, Ele era o verdadeiro Holocausto – aquela oferta que era somente para Deus. Antes de mais nada, Sua obediência era para Seu Pai, e o cheiro suave era, em certo sentido, independente de Seu sofrimento pelo pecado, embora os dois não possam realmente ser separados. Mas Sua obediência voluntária, até a morte, resultou naquilo que somente o coração de Deus podia apreciar plenamente. Quando os homens Cristãos estão dispostos a se sacrificar, seu motivo não deve ser apenas para o bem daqueles a quem eles se dão para proteger; antes, o exemplo do próprio Cristo deve estar diante de nós, para que procuremos nos tornar imitadores d'Ele.

 

Nenhum de nós tem força em si mesmo para fazer isso; ela deve provir da dependência constante e da oração constante ao próprio Deus. Toda semelhança com Cristo deve vir d’Ele, mas quanto mais nos ocupamos com Ele, maior será a nossa semelhança com Ele. Deus nos dará a graça para isso, se Lhe pedirmos.

 

W. J. Prost

O Dever dos Maridos

 

Quando o Espírito de Deus ensinou a maridos e esposas suas respectivas responsabilidades em Efésios 5, Ele primeiro trouxe diante deles o grande exemplo – Cristo e a Igreja. Assim, podemos aprender com o maior o que o menor deve ser. Nunca entenderemos com precisão o maior estudando o menor.

 

“Cristo amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef 5:25). Alguma coisa pode se comparar com a medida desse amor? Deu a Si mesmo! Que profundidades são expressas aqui! O amor poderia dar mais? E essa dádiva de Si O levou por todo o caminho por entre as agonias do Getsêmani, do abandono por parte dos Seus, da negação de Pedro, da traição de Judas, dos açoites, do cuspir, da zombaria e, finalmente, da cruel cruz onde, naquelas três horas de trevas, Ele foi feito pecado por nós e, por esse motivo, foi abandonado por um Deus santo. Bem podemos exclamar: “o amor de Cristo, que excede todo entendimento”, enquanto procuramos ao mesmo tempo aprender mais sobre Ele.

 

Este, então, é o grande padrão estabelecido para os maridos: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela”. Que homem Cristão, ocupando esse relacionamento, não sentiria sua insuficiência aqui? No entanto, é isso que o Espírito de Deus coloca diante de nós. E a partir desses versículos, aprendemos que Cristo não apenas amou a Igreja no passado (Ef 5:25), mas também ama no presente (Ef 5:26) e no futuro (Ef 5:27).

 

A unidade de maridos e esposas 

“Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (Ef 5:28). Tendo já dado o exemplo perfeito diante de nós, o Espírito de Deus agora diz que os homens devem amar sua esposa “como seus próprios corpos”, pois o homem e sua esposa são agora um, assim como Cristo e a Igreja são um.

 

O grande apóstolo aprendeu a lição dessa unidade, e aprendeu bem, quando foi atingido por aquela grande luz do céu no caminho para Damasco. Ele estava perseguindo os santos, a Igreja; agora Aquele que está glorificado no céu, fez com que ele soubesse que estava perseguindo o Cabeça glorioso deles. “Por que Me persegues?”

 

Qual dos homens pode dizer “eu amo minha esposa como a mim mesmo”? Não estamos mais prontos para pensar em nosso próprio corpo, em suas dores e enfermidades, do que em pensar em nossa esposa? “Nunca ninguém odiou a sua própria carne”. Quão cuidadosos somos em cuidar de um dedo infectado! Dessa maneira, Deus deseja nos ensinar algo da medida do amor de Cristo para nós e nos mostrar o que devemos representar neste mundo. O marido deve ser uma demonstração em miniatura de Cristo, amando sua esposa como a si mesmo e como Cristo amou a Igreja.

 

Oh, a infelicidade indescritível e a tortura mental em tantos lares, que são o resultado direto da falha do marido em demonstrar à sua esposa o amor que lhe é devido! Tudo isso pode ser evitado nos lares Cristãos pelos maridos ao se apegarem à verdade de como eles devem representar Cristo e agir de acordo com isso.

 

Alimentar e sustentar 

Há mais um ponto mencionado nesses versículos, a saber, o marido deve alimentar e sustentar de sua esposa “como também o Senhor à Igreja”. Assim como Cristo está ocupado agora com alimentar e sustentar a Igreja, o marido deve cuidar de sua esposa. A responsabilidade deles é fornecer alimento, e isso não apenas na forma de alimento para o corpo, mas também na alimentação espiritual. Isso exigirá diligência por parte do marido, pois como ele pode dar a outro aquilo que ele próprio não possui?

 

Existe uma maneira muito feliz pela qual a maioria dos assuntos no relacionamento matrimonial pode ser resolvida. Se o marido e a esposa desejam ambos fazer a vontade do Senhor e buscam sinceramente essa vontade, alegremente serão de um mesmo parecer. O marido não deve afirmar sua autoridade como algo a ser exercido por causa de quem ele é, mas deve mostrar toda consideração amorosa à sua companheira de ajuda. Se a esposa vê nele um espírito de sujeição à Palavra de Deus e uma verdadeira disposição de fazer o que ela diz, será muito mais fácil para ela estar sujeita, mesmo quando o julgamento dela diferir muito do dele.

 

Um jovem marido foi uma vez a um servo do Senhor e pediu que ele falasse com sua esposa e lhe dissesse que a Palavra de Deus diz que ela deveria estar sujeita ao seu marido. O servo fiel e sábio respondeu calmamente: “A Palavra de Deus não diz isso a você”. O que ele disse a ele foi que ele deveria amar sua esposa como Cristo amou a Igreja e como ele amava a si mesmo. Talvez não houvesse necessidade de falar com o idoso servo do Senhor se o marido tivesse demonstrado, por sua conduta, o amor, o cuidado e o carinho que eram de sua responsabilidade.

 

Responsabilidade da posição de cabeça 

Quando a desordem e a confusão reinam em um lar Cristão, geralmente é o cabeça que está em falta.  Talvez ele não tenha estado demonstrando o amor que deveria ou proporcionado alimento espiritual para sua casa, ou talvez não tenha exercido seu lugar divino de cabeça. Não é um privilégio que ele tem como cabeça; é um fato, e a responsabilidade que o acompanha não deve ser evitada. Pode ser mais fácil, especialmente se sua esposa é bastante capaz, simplesmente relaxar e deixar tudo para ela. Muitas esposas saíram do lugar que lhes pertencia simplesmente porque o seu marido renunciaram o lugar deles.

 

É realmente uma responsabilidade solene que pertence a cada marido e, se ele falha em cumprir sua parte, acaso precisamos nos admirar se a estrutura do lar se torna instável? Quando ocorre um colapso, Deus olha para o cabeça responsável em busca do motivo.

 

Que tristeza Eva teria poupado a si mesma se tivesse encaminhado a serpente ao marido, dizendo: “Ele é o meu cabeça; fale com ele”. Adão também não estava sem culpa; ele pegou a fruta dela e a comeu em desobediência. Um escritor antigo disse: “Adão não foi enganado, mas foi influenciado”. E quão sutil a influência às vezes é! No entanto, o marido é responsável. Deus tomou conhecimento do perigo de influência nesse terno laço de esposo e esposa quando disse: “Quando te incitar teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu seio... que te é como a tua alma, dizendo-te em segredo: Vamos, e sirvamos a outros deuses não consentirás com ele, nem o ouvirás; nem o teu olho o poupará, nem terás piedade dele, nem o esconderás” (Dt 13:6, 8). Aqui estava um caso em que o marido poderia ser influenciado na idolatria pela esposa de seu seio. Salomão foi atraído dessa maneira, e aquele grande e bom homem caiu em idolatria. A esposa pode ter uma grande influência, tanto para o bem quanto para o mal, “mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada” (Pv 31:30). Que nossa influência um sobre o outro seja para bem; que possamos exortar um ao outro diariamente (Hb 10:25).

 

Os primeiros anos do casamento 

Com muita frequência, os primeiros anos de vida conjugal passam com muito pouco pensamento quanto à posição relativa do marido e da esposa, ou a seus respectivos lugares e responsabilidades. As pessoas tendem a atravessar esses anos sem procurar na Palavra de Deus como devem se comportar e, no tempo decorrido, pequenas coisas más criam raízes no lar, que dão frutos amargos nos anos seguintes. Todo jovem casal deveria saber essas coisas desde o princípio e buscar a graça de Deus para colocá-las em prática. A sabedoria natural, o amor humano ou o espírito de benevolência não nos manterão firmes no curso correto. O amor à parte da orientação divina pode nos desviar, a benevolência humana pode nos levar a concordar com o que sabemos ser errado, e a sabedoria humana nunca foi uma salvaguarda para um santo de Deus. Salomão foi o homem mais sábio que já viveu, e ele agiu como um tolo. Por quê? Simplesmente porque ele não fez o que Deus lhe disse para fazer.

 

Morando juntos 

Podemos também notar algumas palavras de conselho para maridos e esposas que podem ser encontradas em 1 Pedro 3. O Espírito de Deus, escrevendo por meio de Pedro, antecipa as dificuldades e provações do caminho do deserto e dá palavras saudáveis de advertência e orientação. Deus não quer que Seus filhos sejam infelizes, e se sempre andássemos de acordo com Sua Palavra, não o seríamos.

 

Nesta passagem, fala de morar juntos como marido e mulher. Isso é belo em seu lugar, mas quem não sabe que, quando duas pessoas vivem juntas de maneira tão íntima e constante, como vivem as pessoas casadas, elas aprendem as deficiências e falhas uma da outra? Depois de um tempo, essas deficiências podem produzir pequenas irritações e, portanto, infelicidade conjugal.

 

O marido é aconselhado a morar com a esposa “com entendimento”. Este não é o entendimento que incha, mas aquele que nos mantém pequenos aos nossos próprios olhos. Quão importante é para nós lembrarmos de nossas próprias fraquezas e da grande graça que nos foi demonstrada, como também nossas falhas em mostrar adequadamente Cristo em nosso relacionamento com nossa esposa. O marido deve lembrar que a esposa é o vaso mais fraco e a esposa deve encontrar abrigo ao seu lado. Isto é o que Cristo faz pela Igreja. A advertência deve fazer o marido buscar ajuda e força de Deus, pois o marido não sabe secretamente que ele não é uma torre de força em si mesmo.

 

Um pensamento sóbrio também é trazido aqui; o casamento é apenas por um tempo. Eles são herdeiros conjuntos da “graça da vida”. Ambos estão indo para outra cena em que Cristo, a vida deles, será manifestada, e mesmo agora eles possuem juntos a graça que flui de Cristo. Pensamentos como esses elevam o coração deles deste mundo para Cristo e Sua glória vindoura.

 

Ao dar atenção a essas coisas, suas orações não serão impedidas. Como dois podem orar juntos quando há discórdia ou infelicidade entre eles? E como eles podem esperar respostas para suas orações se não estão caminhando em obediência a Deus? Quem pode medir a bênção do marido e da esposa orando juntos? É um dos privilégios abençoados de morar juntos.

 

P. Wilson (A Instituição do Matrimônio – adaptado)

Uma Carta aos Pais Cristãos

 

Algum tempo atrás, eu estava em uma casa quando um pai pediu que seu filho pequeno fechasse a porta. A resposta foi: “Eu não quero”. “Então, o pobre pai terá que fechar a porta sozinho”. “Eu não ligo; Só não estou com vontade de fechá-la”. E vi o “pobre pai” levantar e fechar a porta. Descontrolado assim aos seis; será um delinquente aos dezesseis anos?

 

Devo confessar o desejo imediato de ficar com essa criança por cerca de quinze minutos, mas uma reflexão mais sóbria trouxe a percepção de que era realmente o pai que precisava de disciplina.

 

Um dos sinais mais perigosos da época é a deterioração da vida doméstica, causando um desrespeito crescente dos filhos pelos pais e outras pessoas com autoridade. Em 2 Timóteo 3, o apóstolo Paulo, ao descrever os últimos dias, nos diz com precisão onde estamos agora.

 

O problema no lar 

Quanto mais eu vivo e mais vejo as alegrias e tristezas, o sucesso e o fracasso desta vida, mais estou convencido de que o problema do lar é o maior que existe hoje. O lar é o centro de tudo. Seja humilde ou pretensioso, o lar oferece maiores possibilidades de alegria ou tristeza do que todo o resto do mundo. A queda de muitos caracteres pode ser atribuída a algum defeito na vida no lar, enquanto a imagem mais bonita que a Terra fornece é uma família que caminha junta, a caminho do céu. Saímos dos portais de nosso lar para o mundo social, moral e civil. O que somos no lar será o que somos na assembleia e em todas as esferas da vida.

 

Quando o próprio Deus quis fundar uma nação, Ele fez da vida do lar o fator decisivo. Ao escolher Abraão, Deus disse sobre ele: “Ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele” (Gn 18:19). Aqui temos dois princípios fundamentais para um lar bem-sucedido – autoridade e exemplo. Sem eles, você não pode ter um lar feliz, uma assembleia feliz ou uma nação feliz. A nação ideal de Deus começa com o lar, com o pai do lar caminhando no caminho do Senhor para fazer justiça e julgamento, seus filhos e família seguindo-o atrás dele – “depois dele”.

 

A anarquia não nasce nas ruas de Nova York, Chicago ou Londres; a questão da obediência à lei é resolvida na infância. A criança que não obedece ao pai e à mãe provavelmente não obedece às leis sociais, civis ou divinas. Quando Deus disse: “filhos, sede obedientes a vossos pais”, Ele revelou onde a obediência se origina.

 

Autoridade 

Em relação à questão da autoridade, nós, como pais, devemos exercitá-la em uma atitude de amor semelhante a Cristo. Vimos crianças sendo expulsas de casa pela aplicação severa e pesada da autoridade de um pai. Nossos atos de disciplina devem ser temperados com grandes doses de amor e entendimento, assim como nosso Pai acima tem tratado conosco. “Porque o Senhor corrige o que ama” (Hb 12:6).

 

A autoridade por si só não é suficiente, no entanto, como observado acima, um exemplo piedoso também é necessário. Acaso nós, como pais, estamos exibindo nossa obediência às autoridades às quais devemos estar sujeitos – não apenas a Palavra de Deus, mas também as autoridades civis que Ele colocou sobre nós? Estamos esperando que nossos filhos superem tendências pecaminosas (como mentir e preguiça) que nós mesmos não julgamos em nossa própria vida?

 

Um legado 

Que tipo de legado estamos deixando para nossos filhos? Nosso dia exige mais oração por graça e sabedoria do que nunca, pela ajuda necessária para educar nossos filhos como troféus de Seu amor. Um dia, em breve, daremos a Deus uma conta sobre a nossa mordomia sobre os filhos que Ele confiou aos nossos cuidados.

 

Temos um belo exemplo de pai e filhos, ao ver como nós, filhos de Deus, somos treinados e educados por nosso Pai Todo-Sábio. Ele sabia o que nos tornaríamos quando Ele nos escolheu antes da fundação do mundo. Existe governo em Sua família, mas também há graça e perdão. Enquanto o filho pródigo estava fora de casa, o pai não estava dormindo ou indiferente à desobediência do filho. Ele o viu retornando quando “ainda estava longe” (Lucas 15:20). Bênção e alegria resultaram.

 

Christian Truth (adaptado)

Ainda que a Minha Casa Não Seja Tal para com Deus

 

Como vimos em outros artigos desta edição, Deus nos deu todas as instruções que precisamos, como homens, para cumprir nossos deveres para Sua glória e bênção de outros neste mundo. Em particular, Ele nos mostrou como nos comportar como maridos e pais Cristãos. No entanto, quantos pais Cristãos, como Davi, têm que admitir que suas casas não estão em ordem perante o Senhor como elas deveriam estar. Dificuldades conjugais podem surgir e, mesmo que o casamento permaneça feliz, com que frequência os filhos não se desenvolvem, ao menos na esfera espiritual, da maneira que esperávamos. Muitos de nós são naturalmente relutantes em abordar esta questão por causa da consciência de nosso próprio fracasso, mas tanto as dificuldades desses últimos dias como a instrução clara da Palavra de Deus nos encorajam a fazê-lo. Como devemos reagir quando descobrimos, como Davi, que a condição de sua casa não era como deveria ser?

 

Antes de tudo, devemos fazer a diferença entre as crianças que ainda moram em casa e as que podem, como adultos, viver sozinhas, solteiras ou casadas. Deus estabeleceu o lar como uma esfera de autoridade e responsabilidade, e Deus considera todo marido e pai responsável pela condição desse lar. Se nós, como pais, temos negligenciado nossas responsabilidades e permitimos que a desordem ou o mundanismo caracterizem nosso lar, devemos, por todos os meios, buscar a graça para corrigi-lo. Embora seja sempre bom começar cedo, nunca é tarde para procurar seguir a Palavra de Deus e corrigir o que está errado.

 

No entanto, em muitos casos, a situação pode estar além do nosso controle direto, pois as crianças podem ser mais velhas e viver por si mesmas. Eu sugeriria que há várias coisas a serem lembradas na busca de uma maneira correta de tratar com essa situação.

 

Justifique a Deus 

Antes de tudo, devemos justificar Deus em todos os Seus tratamentos conosco. Quando Jó foi provado pelas dificuldades mais severas de sua vida, incluindo a perda de todos os seus filhos, ele não entendeu e achou falha nos caminhos do Senhor para com ele. Eliú teve que lembrá-lo de que “Deus não procede impiamente; nem o Todo-poderoso perverte o juízo” (Jó 34:12). Ele tinha que ser lembrado de que, em vez de encontrar falhas no Senhor, sua oração deveria ser: “O que não vejo, ensina-me Tu” (Jó 34:32). Se as coisas derem errado em nossa família, podemos lembrar aquilo que sentimos ter sido nossa fidelidade ao Senhor e nossos esforços para criar nossos filhos para Ele, e interiormente sentimos que, de alguma forma, Deus é injusto. Essa atitude deve ser julgada a todo custo, pois “Não faria justiça o Juiz de toda a Terra?” (Gn 18:25). Devemos estar dispostos a seguir a ordem de Pedro: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte” (1 Pe 5:6).

 

Não culpe os outros 

Da mesma forma, devemos resistir à tendência muito comum de culpar os outros ou a um conjunto de circunstâncias adversas pelo que aconteceu. Devemos lembrar que Deus não tem segundas intenções e que Ele é capaz de nos dar forças para superar até mesmo as piores circunstâncias. Sem dúvida, em alguns casos, o fracasso de outros pode ter contribuído, do lado humano, para os fracassos de nossos filhos, mas devemos ter em mente que “cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14:12).

 

Ore ao Senhor 

Segundo, devemos apresentar-nos perante o Senhor sobre a situação, orando antes de tudo para que o Senhor possa nos mostrar por que Ele permitiu a situação. Se nos submetermos à provação e nos humilharmos, estaremos em um estado de alma adequado para o Senhor nos revelar o que devemos aprender com ela. Pode ter havido fracasso, e o Senhor pode estar tentando chamar nossa atenção para que possamos tratar com isso. Por outro lado, o Senhor pode não ter permitido a provação principalmente por causa de nosso fracasso como pais. Ele pode nos mostrar como Sua graça pode superar esse fracasso e como essa bênção é apenas sob o fundamento dessa graça. Às vezes, as observações e os conselhos de outras pessoas podem ajudar, mas apenas o Senhor é infalivelmente capaz de nos mostrar a lição que Ele deseja nos ensinar.

 

Muitas vezes, é sob provação que aprendemos mais e nos tornamos os mais úteis para o Senhor, pois a provação nos leva à Sua presença e nos torna dependentes d'Ele, como nada mais pode fazer. É sob provação que aprendemos como Ele pode ser um Consolador e como pode nos usar como uma bênção para os outros nas circunstâncias mais difíceis. É em circunstâncias difíceis que andamos nos passos do Mestre.

 

Nossos filhos 

Terceiro, devemos ir ao Senhor em oração por nossos filhos. Ele os ama mais do que nós os amamos, quer abençoá-los e é capaz de trabalhar na vida deles para realizar isso. Quando formos a Ele em “oração e súplica com ação de graças” e fizermos nossos pedidos ao Senhor, descobriremos que “a paz de Deus, que excede todo o entendimento”, manterá nosso coração e mente por meio de Cristo Jesus. Certamente, a tristeza e o sofrimento continuam presentes, e com razão, mas quando o levamos ao Senhor, Ele nos dá paz. Quando nos humilhamos verdadeiramente “debaixo da potente mão de Deus”, estamos em um estado correto de alma por estar “lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade” (1 Pe 5:7).

 

A graça de Deus 

Quarto, devemos perceber, como Davi, que qualquer bênção em nossa família é, em última análise, devida à graça de Deus e não a nossos próprios esforços. Nós, como pais, somos exortados a educar nossos filhos “na disciplina e admoestação do Senhor” (Ef 6:4 – ARA), e isso significa, nas palavras de alguém: “A disciplina se aplicará mais a todo o curso do treinamento ou educação; a admoestação implica vigilância constante, a fim de alertar contra perigos, esquecimentos ou afastamentos do caminho em que estão sendo conduzidos”. Embora nós, como pais, possamos procurar fazer isso, ainda temos que olhar, como Davi, para aquela “manhã sem nuvens”, quando tudo será aperfeiçoado em Cristo e não por nós. Tem havido fracasso relacionado a tudo o que Deus confiou ao homem, e nós, como pais, não somos exceção. Em Cristo, todos estarão em perfeição, naquele dia. O fracasso em nossa família, assim como na casa de Deus, faz com que ansiamos mais pela vinda do Senhor e nos impede de ficarmos muito contentes aqui.

 

O capítulo final 

Finalmente, devemos lembrar que, enquanto estamos aqui neste mundo, o capítulo final de nossa vida ainda não foi escrito. Segundo Samuel 23:5 poderia ser lido, em parte: “pois toda a minha salvação e todo o bom prazer, não os faria Ele crescer?” (conforme a nota de rodapé na tradução da JND). Embora isso sem dúvida tenha uma referência àquela “manhã sem nuvens”, Deus Se deleita em abençoar e fazer “tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Ef 3:20). Mesmo nesta vida, Deus pode muito bem mudar as coisas para nossa família – “fazê-las crescer” aqui em baixo neste mundo. Novamente citando Eliú em seu discurso a Jó: “E quanto ao que disseste, que O não verás, juízo há perante Ele; por isso espera n’Ele” (Jó 35:14). Vamos nos submeter a Seus caminhos conosco, aprender as lições que Ele tem para nós e confiar n’Ele para trazer bênçãos de tudo o que Ele permite em nossa vida, pois “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu decreto” (Rm 8:28).

 

W. J. Prost

Ataques à Identidade

 

Homens, cuidado! Sua identidade está sendo atacada! A minha foi, e aconteceu dessa maneira. Ontem, quando eu estava começando a preparar artigos para esta edição da revista, recebi uma ligação telefônica de cortesia, perguntando como meu computador estava funcionando. O homem se identificou como um representante da Microsoft Windows e disse que suspeitava que havia um grande número de produtos maliciosos no meu computador que estavam atrasando o processo e que precisavam ser removidos. Ele me conduziu a um processo de testes que deveria ajudar meu computador a funcionar melhor e prometeu ligar de volta no dia seguinte para verificar seu desempenho. Eu deveria saber melhor, mas em um momento fraco caí na armadilha dele. Antes de terminar, eu revelei o número do meu cartão de crédito, o número do seguro social e uma quantidade não revelada de informações que ele coletou ao navegar no meu computador por mais de uma hora. Passei o resto do dia tomando medidas para proteger minha identidade, incluindo o envio de relatórios a todas as empresas de confiança e à Microsoft.

 

Ao considerar o que havia acontecido, me ocorreu que essa mesma coisa está acontecendo com os homens ao nosso redor hoje; sua identidade dada por Deus está sendo tirada deles e usada por outros. Casos envolvendo homens que abusam de sua posição de cabeça são citados como uma razão para rejeitar toda a ordem estabelecida de Deus. Aqueles de nós que receberam o lugar de representar Deus (sob Sua direção) não devem se esquivar do lugar em que somos colocados simplesmente porque alguns dizem que estamos sendo excessivamente decididos. A diferença entre as posições de homens e mulheres não é algo que os homens assumiram de si mesmos; Deus fez a diferença entre as posições relativas de homens e mulheres. Infelizmente, muitos que atacam a posição de cabeça do homem não percebem isso. Nós, homens, devemos lembrar que os esforços para derrubar as diferenças entre os sexos não são tanto um ataque contra nós quanto são contra Deus. Estamos sendo atacados porque somos Seus representantes – feitos à imagem de Deus.

 

Voltando ao que aconteceu comigo ontem, desejo apontar três coisas particulares que foram usadas para me levar à armadilha. Primeiro, o interlocutor se apresentou como de uma empresa confiável, e eu não verifiquei isso. Segundo, ele parecia estar procurando o meu bem. Terceiro, nenhuma menção foi feita às cobranças pelos serviços até a metade do processo. Agora, vamos considerar como essas mesmas práticas enganosas são usadas por aqueles que atacam o papel do homem.

 

A fonte confiável 

Seria de esperar que o ataque aos papéis tradicionais da família viesse principalmente de ateus, agnósticos ou daqueles não afiliados a denominações Cristãs, mas não se trata disso. O púlpito da “religião Cristã” está sendo usado como uma plataforma a partir da qual os oponentes da ética Cristã estão atacando os papéis familiares descritos na Bíblia. Sob a bandeira do “Cristianismo”, mudanças e tolerância estão sendo impostas a nós, sem fazer distinção entre pecado e pecador. Islã, hinduísmo e outras religiões falsas estão estranhamente ausentes deste movimento. Por quê? Obviamente, pela mesma razão, que a pessoa que me telefonou escolheu se esconder com uma conversa suave e inteligente sob o nome da Microsoft, a fim de roubar minha identidade. Curiosamente, depois que eu descobri sua tática e resisti a dar-lhe mais informações, ele se tornou adversário.

 

A fé Cristã mudou o mundo mais do que qualquer outra coisa. Aqueles de nós que nascemos de novo sabemos que é o testemunho de Deus para o mundo. O inimigo também sabe que é uma boa plataforma para atacar. É a fonte confiável percebida usada para enganar os incautos. Simão, o mágico mencionado em Atos 8:18-24, também viu a tática da qual estamos falando e queria usá-la, mas havia discernimento nos apóstolos para detectá-lo e detê-lo. Hoje não existe o mesmo poder, mas individualmente podemos andar com Deus.

 

Vamos dar alguns exemplos de como os ataques estão sendo feitos a partir de “plataformas Cristãs”. Considere as muitas novas traduções da Bíblia a cada ano. Por que a Bíblia é o livro escolhido por liberais e conservadores para ser retraduzido e alterado? Os livros clássicos antigos têm palavras arcaicas, mas são deixados intocados. O velho ditado afirma que ninguém falsifica uma nota falsa. Com a introdução de traduções neutras quanto ao gênero, a linha ideológica liberal está se tornando mais evidente. Este é um ataque ousado à ordem de Deus revelado no próprio Livro que eles pretendem apoiar. O inimigo está operando sob o guarda-chuva do “Cristianismo”. Essa bandeira fornece à operação um manto de autoridade, ao mesmo tempo em que engana o desavisado. Infelizmente, também existem muitos que seguem esse engano em sua simplicidade, que não são inimigos do testemunho Cristão.

 

O bem-estar de homens e mulheres 

Quanto a quem é permitido na casa do crente, o teste que o apóstolo João fez é pertinente ao nosso caso. “Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Tal é o enganador e o anticristo” (2 Jo 7 – AIBB). Então ele continuou dizendo: “Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis” (v. 10). O teste tinha a ver com a Pessoa e a obra de Cristo, não se quem estava à porta estava oferecendo algo que supostamente era bom para a família. Podemos aprender com isso e ter certeza de que, se alguém der ao Senhor Jesus Seu lugar correto, ele também será bom para nossa família. Nesse sentido, precisamos ter cuidado para não colocar a carroça diante do cavalo e considerar o que é bom para nossa família antes de considerar o Senhor. Existem muitos livros úteis para homens e meninos; alguns são bons e outros não. Eu sugeriria que o teste simples de João fosse aplicado a tudo o que permitimos em nossa casa. Obviamente, esse não é o único critério para encontrar a ajuda certa sobre o assunto, mas é o principal.

 

Frequentemente, o conflito social em curso sobre a posição de homens e mulheres está sendo travado sobre o que é melhor para homens e mulheres e, dependendo de vários pontos de vista, são sugeridas soluções diferentes. O inimigo gostaria de manter a batalha nesta frente, e não na ordem de Deus, pois se a Palavra de Deus é permitida, tudo está resolvido. Pode haver algumas aplicações diferentes quanto aos detalhes, relacionadas ao que a Palavra diz, mas basicamente nos submetemos a ela. As diferenças não são um problema quando cada um se submete a Deus.

 

As verdadeiras acusações 

No meio do processo de “eliminação do software malicioso” no meu computador, fui avisado que por cinco dólares eu poderia atualizar o programa por mais dois anos. Deixando de lado todos os comentários sobre minha loucura, permita-me compartilhar o que eu e talvez você precise aprender com a experiência. Durante a segunda sessão para consertar o computador, minhas suspeitas haviam chegado ao ponto em que liguei para a Microsoft. O tempo era importante; Eu precisava de ajuda rapidamente. Depois de analisar o que parecia ser uma sequência interminável de menus, finalmente pude falar com um representante que pacientemente ouviu meu caso. Ele foi gentil e me informou que ajudaria a transferir a ligação para o departamento apropriado. Todas as linhas estavam ocupadas devido a um grande volume de chamadas. Após trinta minutos, ainda não havia resposta, então ele anotou todas as informações e me deu um número do chamado para acompanhamento. E aí permanece até hoje. O próximo da lista era a necessidade de conversar com a empresa do cartão de crédito. Eles têm uma lista mais curta de menus para chegar à pessoa certa. A segunda pessoa pôde me informar que havia três cobranças recentes postadas em minha conta, uma de 277 dólares e outras duas com valores em aberto que não haviam sido lançadas. Ele encerrou a conta do cartão e emitiu um novo cartão que recebi no dia seguinte. Esta não é a história toda, mas é suficiente para meus propósitos relatá-la. Eu aprendi claramente que o objetivo do homem era me enganar para conseguir o que eu tinha. Agora, estou preocupado com o quanto mais ele tentará tomar, roubando minha identidade.

 

Os maiores enganos vêm daqueles “que detêm a verdade em injustiça” (Rm 1:18). Por causa disso, muitos são propensos a desistir da verdade da fé Cristã. Como Pilatos disse: “Que é a verdade?” Mas temos a oportunidade de defender a verdade. Paulo diz em Efésios 4:15: “seguindo a verdade em amor”. Todo homem casado deve assumir seu lugar como cabeça do lar, tratando sua esposa com amor e respeito, enquanto mantém os filhos e o lar em ordem divina. É o que Deus estabeleceu para nós. “Sede vigilantes; permaneceis firmes na fé; comportai-vos como homens, sede fortes” (1 Co 16:13 – JND).

 

D. C. Buchanan

Oh, Lar Feliz!

 

Ó, lar feliz! Onde Tu és mais amado,

Ó Senhor, tão cheio de amor e graça;

Onde jamais se encontra tamanha acolhida, Hóspede honrado;

Onde ninguém jamais poderá ocupar o Teu lugar;

 

Onde todo coração se dirige ao Teu encontro;

Onde todo ouvido escuta a Tua Palavra;

Onde todo lábio Te saúda com bênção;

Onde todos aguardam o seu Senhor.

 

Ó, lar feliz! Onde marido e mulher, de coração,

São um só na fé, no amor e na esperança;

Onde Cristo é o centro, não apenas uma parte

Da santa união aqui iniciada;

 

Onde ambos compartilham a mesma salvação,

E vivem diante de Ti, Senhor, sempre,

Na alegria e na tribulação,

Nos dias felizes e nos dias difíceis.

 

Ó, lar feliz! Cujos pequeninos são entregues

Cedo a Ti com fé e oração,

A Ti, seu Senhor, que das alturas do céu

Os guarda com mais cuidado do que o de uma mãe;

 

Ó, lar feliz! Onde as vozinhas

Adoram expressar seus agradecimentos com alegria,

E a língua infantil, ainda em fase de fala, se alegra

Em trazer novas canções de amor e louvor.

 

Ó, lar feliz! Onde Tu não és esquecido

Quando a alegria flui plena e livre;

Ó, lar feliz! Onde toda ferida é levada

A Ti, Médico, Consolador;

 

Até que, enfim, o trabalho do dia na Terra termine,

Todos Te encontrem naquele lar celestial,

De onde vieste; agora ascendeste

Ao Teu céu de glória e de amor!

 

Spitta, (adaptado de um poema alemão)

“Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda”

1 Timóteo 2:8





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