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A Lei do Leproso - Parte 1


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ÍNDICE


 

Prefácio


Levítico 13 e 14

Eu li “A Lei do Leproso” com grande interesse e muita edificação. O que me agradou muito foi que o escritor não entrou em detalhes sobre a doença em si. É muito interessante notar que mesmo a Escritura não faz isso. A lepra é lepra como o pecado é pecado. Não somos apenas culpados diante de Deus pelo pecado como aparece em formas e em repetidos atos, mas pelo pecado como é em essência. Por essa razão, a lepra, de acordo com Levítico, deveria ser diagnosticada apenas objetivamente. O que importa, não é o que o doente sente ou diz, mas o que o sacerdote vê e afirma. Aquilo que é usado para a purificação do leproso também é objetivamente aplicado vindo de fora, pois nada brota de dentro dele que possa purificá-lo. O retorno do leproso ao arraial não depende de seu próprio desejo, nem da vontade daqueles no arraial, mas do decreto de Deus ao qual o sacerdote deve adotar estritamente. Da mesma forma, somos pecadores não porque podemos nos sentir assim ou não, mas porque Deus diz: “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23).


A aplicação espiritual dessa descrição extremamente interessante do Velho Testamento sobre o leproso e sua purificação é, penso eu, sólida e totalmente coberta pela prova das passagens do Novo Testamento. Todo o tratado eleva o poder de Deus em nossa salvação e nos ensina a total incapacidade do homem de salvar a si mesmo.


Que o Senhor abençoe este livro, para a vinda de Seu reino glorioso, ao mostrar aos pecadores que sem Cristo não podemos fazer nada.


Lee S. Huizenga, MD Xangai, China, 29 de novembro de 1938

 

Introdução


As páginas seguintes foram preparadas por sugestão de um irmão chinês, para publicação em chinês. Elas agora são traduzidas para o inglês com a esperança de que possam ser uma ajuda para alguns que não conhecem o idioma chinês, mas que desejam saber o que a edição chinesa contém. Espera-se também que sejam para a edificação da Igreja de Deus em geral.


Um esforço foi feito para tornar clara essa bela figura para aqueles que não tiveram o privilégio de conhecer a Santa Escritura desde a infância, e assim podem não se sentir tão familiarizados nelas quanto deveriam estar aqueles que foram criados em terras Cristãs. Para alguns, isso fará com que a presente exposição pareça excessivamente detalhada e cheia de repetições desnecessárias. Um estilo um tanto particular também pode ser notado. O artigo, no entanto, foi deixado inalterado apesar dessas imperfeições, e gostaríamos de pedir aos nossos leitores da língua inglesa que tenham em mente que essas páginas foram escritas para seus irmãos chineses e que tenham paciência com aquilo que não os atraírem.


Talvez uma palavra deva ser adicionada em relação às ilustrações. Elas foram preparadas pelo Sr. Tang Chin Tsang, com sugestões do autor, que reconhece, com prazer, que aprendeu muito com elas e sua preparação. Espera-se que elas não sejam desprezadas por alguns que possam considerá-las adequadas apenas para o livro ilustrado de uma criança. É difícil esperar que elas estejam corretas em todos os detalhes, mas espera-se que elas possam transmitir sugestões e ideias que, de outra forma, poderiam ser ignoradas. A importância do amigo anônimo que faz tanto pelo leproso provavelmente teria passado despercebida, se não o tivéssemos visto aparecer com tanta frequência nas ilustrações.


G. C. Willis

 

Parte 1 – O Leproso e Sua Praga

Capítulo 1 – A praga da lepra


Levítico 13:1-11

A maioria de nossos leitores sabe que a Bíblia, especialmente o Velho Testamento, está cheia das mais maravilhosas figuras de nosso Senhor Jesus Cristo e de coisas que dizem respeito a Ele. No Novo Testamento, essas figuras são chamadas de “sombras”. (Cl 2:17; Hb 8:5). “Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros [boas coisas vindouras – JND] (Hb 10:1). Algumas dessas sombras são tão claras e com detalhes tão maravilhosos que, ao contemplá-las, ficamos surpresos com sua clareza e beleza.


De todas essas belas sombras, poucas, se alguma, são mais belas ou mostradas em maior detalhe e perfeição do que a “Lei do Leproso”.


A lepra é a mais odiosa e repugnante de todas as doenças. É uma doença que não só termina em morte, mas mais do que qualquer outra doença é uma figura da morte trabalhando em vida, pois as partes do corpo afetadas realmente morrem, enquanto o homem vive.


O início da lepra é como o início do pecado. É pequeno e traiçoeiro e, no princípio, não é alarmante. Vemos em Levítico 13:2 que às vezes até parece “lustrosa” (ARA) – assim como o pecado no início não nos assusta; e, em vez disso, muitas vezes parece brilhante e atraente – mas na realidade a morte está lá. O salário do pecado é a morte, assim como o fim certo da lepra também é a morte.


A lepra pode afetar quase qualquer parte do corpo. Não era o que o leproso fazia que o tornava impuro, mas o que ele era. Cada um de nós deve dizer: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51:5). Nascemos impuros. É o que nós somos, assim como o que fazemos, que nos torna impuros. Portanto, o leproso tinha que ir ao sacerdote (não ao médico) para que fosse purificado. Note, não era apenas uma questão de ser curado, mas purificado. Portanto, podemos ver que a lepra é a figura que mais adequadamente retrata o pecado.


E como o pecado, e sua purificação, é o tema da Bíblia desde o início, em Gênesis, até o fim, em Apocalipse, assim, em Levítico 13 e 14 encontraremos o mesmo tema manifestado com tanto poder e habilidade que somos obrigados a nos curvar em adoração e confessar que ninguém, exceto a mão de Deus, poderia desenhar tal figura e nada, exceto o amor de Deus, poderia conceber tal meio de purificação. A lepra não é apenas uma figura do pecado, mas descobriremos que esses dois capítulos estão cheios de outras figuras maravilhosas, se tivermos olhos para vê-las.


Ao lermos esses capítulos juntos, procuraremos, com a ajuda de Deus, apontar alguns dos belos detalhes dessa figura do pecado e sua purificação.


Primeiro, vamos notar e sempre lembrar que DEUS – não o homem – nos deu essa figura maravilhosa.


A introdução a todo o assunto está no capítulo 13, versículo 1: “Falou mais o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo”. Ao escrevermos ou lermos, lembremo-nos de que estamos considerando as próprias Palavras do Deus vivo e verdadeiro.


1 - “inchação, ou pústula, ou mancha lustrosa” Lv 13:2

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No capítulo 13, versículo 2, lemos: “O homem, quando na pele da sua carne houver inchação, ou pústula, ou empola branca [ponto brilhante – JND], que estiver na pele de sua carne como praga de lepra, então, será levado a Aarão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes”. “Uma inchação, uma pústula ou empola branca [ponto brilhante – JND]. Quanto essas palavras expressam! “Uma inchação”. Isso não nos fala da soberba que incha cada um de nós? Soberba que causa discórdia? Soberba que é a raiz e o cerne de tantos pecados e males? Provavelmente nenhum de nós está livre dessas odiosas exaltações, e muitas vezes aqueles que se consideram ser mais humildes estão, na realidade, orgulhosos de sua humildade.


A Palavra diz: “O conhecimento incha” (1 Co 8:1 – JND), e como é impressionante ver que o “conhecimento” mencionado aqui é um conhecimento da Palavra e dos caminhos de Deus. Certamente deve nos fazer parar e considerar, quando percebemos que mesmo um conhecimento da Bíblia pode nos ensoberbecer, e trazer à tona uma “inchação” daquelas que escondem a lepra. Alguém disse que há soberba de raça, soberba de posição, soberba de rosto, mas a pior soberba de todas é a soberba quanto à graça. (Nota do Tradutor: Ditado que tem rima na língua inglesa: “There is Pride of race, Pride of place, Pride of face, but the worst pride of all is Pride of grace”). E assim pode haver muitos tipos de inchaços, mas certamente um dos piores, e um dos mais comuns, é a “inchação” que provém do nosso conhecimento da própria Palavra de Deus. O fariseu em Lucas 18:11 teve uma “inchação” muito ruim desse tipo. Faraó e Nabucodonosor são outros que foram afligidos com uma “inchação”, mas de outro tipo, e nossos leitores podem, sem dúvida, pensar em muitos outros que estão preocupados com o mesmo tipo de lepra, incluindo, possivelmente, eles mesmos.


“Uma pústula”. Isso encobre alguma ferida antiga ou chaga. Quantos de nós estão preocupados com pústulas! Alguém nos tratou mal no passado e isso ainda fica em nosso coração. Nós nunca realmente os perdoamos, embora tenhamos tentado encobrir a velha ferida. Isso é como a raiz da amargura (Hb 12:15), escondida no chão, coberta, mas susceptível de surgir a qualquer momento e “contaminar a muitos”, assim a pústula é capaz de esconder a lepra a qualquer momento e também de contaminar a muitos. Oh, amigos, tenham cuidado com essas pústulas; elas são as coisas mais perigosas. O rei Saul é um exemplo de um homem terrivelmente atacado com “pústulas”.


“Empola branca” ou “Um ponto brilhante” (JND). Lemos em Hebreus 11:25 sobre “o gozo do pecado”. O pecado tem os seus prazeres. Muitas vezes, o pecado parece muito brilhante. Lemos em Hebreus 3:13 sobre “o engano do pecado”, e isso é sempre verdade. O pecado é enganoso. Satanás desvia nossos olhos do perigo do pecado e nos diz quão proveitoso e brilhante ele é. Você se lembra de como o primeiro pecado entrou neste mundo? Satanás o apresentou à mulher como um “ponto brilhante”. Ela viu a árvore proibida do conhecimento do bem e do mal. Ela viu que era “boa para se comer, e que era agradável aos olhos, e uma árvore desejável para dar entendimento” (Gn 3:6). Tudo parecia tão brilhante que ela pegou a fruta e comeu.


Satanás tem estado ocupado preparando “pontos brilhantes” desde aquele dia, e eles são destinados por ele a acabar em lepra. Os pontos mais brilhantes nas ruas de Xangai à noite são geralmente os mais pecaminosos. Eles são covis de maldade, saturados de lepra. Oh, meus amigos, cuidado com os “pontos brilhantes” aqui embaixo. Há um ponto muito mais brilhante, o lar brilhante do Salvador, aguardando os Seus no final do caminho, e eles podem muito bem passar sem os pontos brilhantes aqui embaixo. Estes, certamente se tornarão leprosos.


2 - “Será levado a Arão... ou a um de seus filhos, os sacerdotes” Lv 13:2

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Observe especialmente estas palavras: “será levado a Arão, o sacerdote”. Essas são palavras muito importantes e encontramos quase as mesmas, em Levítico 14:2, tratando uma questão de purificação. Não importa se é uma questão de decidir se um homem tem lepra ou não, ou se um homem está pronto para ser purificado de sua lepra ou não, todo o assunto dependia do sacerdote. O homem e seus amigos não tinham nada a dizer sobre isso. O homem que tinha uma inchação, uma pústula ou um ponto brilhante poderia dizer: “Eu não considero essas coisas importantes. Na minha opinião, e na opinião de todos os grandes cientistas, essas coisas não importam”. Amigo, a primeira coisa que esse homem deve aprender é que sua própria opinião e a opinião de todos os outros homens vivos, exceto o sacerdote, não têm absolutamente nenhum valor ou importância, e nem mesmo têm interesse algum. A questão toda é: “O que o sacerdote diz?”


Talvez ele não estivesse disposto a ir ao sacerdote. Talvez ele pensasse que poderia se decidir sobre a inchação, a pústula ou o ponto brilhante; talvez ele pensasse que a pequena mancha em seu corpo logo melhoraria. Mas a Palavra de Deus permanece firme: “será levado ao sacerdote”. A Palavra nem sequer diz: Ele mesmo irá ao sacerdote – mas: Ele “será levado ao sacerdote”.


3 - “O sacerdote examinará” Lv 13:3

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Portanto, estas palavras: “será levado a Arão, o sacerdote”, são as mais importantes. Caro leitor, você já foi levado ao Senhor Jesus Cristo, o Grande Sumo Sacerdote? Você já submeteu sua vida ao olhar dos olhos d’Ele, que são “como chama de fogo”? (Ap 1:14). Pode haver coisas na sua vida que você sabe que não estão corretas: O que fazer com elas? O Sacerdote as “examinou”? Considerou-as? Você sabe que Ele deve declará-las “impuras”. Talvez seus amigos o tenha trazido pela oração muitas vezes feitas ao Senhor Jesus: mas se você nunca foi levado a esse Sacerdote antes, Deus permita que este livrinho o traga a Ele hoje. Talvez você diga: “Ah, essas coisas não têm importância. É apenas um aumento, um inchaço”. Mas é um inchaço de soberba? O pecado está na raiz do problema? Só o Sacerdote pode decidir isso. Vá a Ele, amigo, vá rapidamente, enquanto há tempo e esperança – muito melhor para você saber a verdade agora, do que cair no inferno sem sequer saber que está a caminho de lá.


Você não encontrará o Sacerdote impaciente ou cruel. Você encontrará Alguém que está cheio de amor e empatia. Ele olhará para aqueles inchaços – aquela pústula que sinaliza alguns velhos problemas, talvez alguma velha briga ou mau sentimento; aqueles pontos brilhantes que você gosta, mas que falam de algo errado no íntimo, talvez alguma autoindulgência que você ama. Ele não vai olhar apressadamente. Seus olhos nunca se enganarão, e se houver alguma dúvida, Ele encerrará aquele com essas queixas por sete dias – ou ainda por mais sete dias, se necessário. (Veja vs. 4-7).


4 - “O sacerdote o encerrará” Lv 13:4

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Mas, será que nosso Sacerdote, o Senhor Jesus Cristo, já não encerrou o homem, já não deu ao homem todas as chances de se livrar da acusação de ser leproso? Certamente que sim. Ele testou Adão no jardim do Éden, na inocência; mas logo a lepra apareceu, o pecado entrou. Ele testou o homem antes do dilúvio com a consciência como seu guia, e quando Deus “examinou” o homem, Ele encontrou uma lepra tão terrível que todos foram destruídos, exceto oito pessoas. Não havia outra maneira para tal doença. Ele testou Noé e seus filhos, mas novamente o pecado apareceu. Então ele tomou Abraão e seus descendentes, separou-os das outras nações, mas ainda saiu a lepra. Então Ele lhes deu a lei, mas isso não ajudou.


Finalmente, Ele enviou Seu próprio Filho amado, e o homem O matou. Então, o que Deus diz? A “examinação” acabou. Não há necessidade de encerrar o homem por mais tempo. Leia Romanos 3. Veja o versículo 10: “Não há um justo, nem um sequer”. Versículo 12: “Não há quem faça o bem, não há nem um só”. Versículos 22 e 23: “Não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. E veja também Romanos 11:32 e Gálatas 3:22. Toda boca foi fechada (Rm 3:19), de modo que nem mesmo você pode ter uma palavra sequer a dizer. O Sacerdote já declarou que você e todos os homens são impuros.



5 - “O sacerdote, examinará e o declarará imundo” Lv 13:3

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O Sacerdote está olhando para você, amigo, e é isso que Ele diz. Ele declara você pecador. Ele diz que você não é justo. Ele diz que você não faz o bem. A sua boca está fechada. A melhor coisa que você pode fazer é “cobri-la” e clamar: “Imundo, imundo”!


Você foi trazido ao Sacerdote agora. Ele olhou para você. Ele vê que a praga na pele da sua carne é a lepra. Ele vê que o pelo ficou branco. O que isso significa? Significa que há o sinal de decadência e morte. Ele lhe diz que já há decadência em seu sangue; aos olhos d’Ele já há em você as marcas da morte, com o julgamento a seguir, e então “a segunda morte”. (Ap 20:14).


Amigo, a praga é mais profunda do que a pele (Lv 13:3). Não há apenas um problema superficial com você. Não, o verdadeiro problema é muito mais profundo. Está em nosso coração, e o Sacerdote o declara “O coração é enganoso acima de todas as coisas e incurável” (Jr 17:9 – JND). E Ele acrescenta: “Quem o conhecerá?”. “Eu, o SENHOR esquadrinho o coração” (Jr 17:10). Ele sabe muito bem que você não conhece o seu próprio coração. Apenas o Senhor sabe o quão mau você realmente é. Ele sabe muito bem que você não está disposto a acreditar que o seu caso é tão desesperador! Ele sabe bem que você não é capaz de saber que a sua lepra é tão terrivelmente má que é “incurável” (Veja Jeremias 17:9 – JND). Mas essa é a verdade. Essa é a sua condição.


Lemos na Bíblia que Deus olha para este mundo e para os homens nele. Em Gênesis 1:31, lemos: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom”. Isso descreve o homem antes do pecado aparecer, mas logo, infelizmente, o pecado entrou, e lemos: “E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente... E viu Deus a Terra, e eis que estava corrompida” (Gn 6:5, 12). E novamente lemos, “O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos [corruptos – JND]; não há quem faça o bem, não há sequer um” (Sl 14:2-3). Podemos ver claramente que nosso Sacerdote olhou e viu que todo homem, neste mundo, tem a doença da lepra.


O sacerdote olhou para você e o declarou imundo. Leitor, esse Sacerdote nunca pode cometer um erro. Esse Sacerdote o ama demais para dizer palavras tão terríveis se houvesse alguma maneira de sair disso. Há alguns anos, estive num jantar com um médico. Ele era uma autoridade em lepra. Ele me disse que um dia ou dois antes, um jovem chegou ao seu consultório, e mostrou-lhe uma ferida na mão que não cicatrizava.


O médico o questionou, examinou a mão e descobriu que o homem tinha lepra. Ele era jovem e aparentemente tinha boa saúde. Ele tinha uma esposa e filhos pequenos. Ele não tinha a menor suspeita de que tinha lepra, e enquanto o médico me contava a história, dizendo que ele teria que revelar isso para aquele jovem imundo, as lágrimas de tristeza rolaram por seu rosto, por aquele pobre homem imundo. E nosso Grande Sumo Sacerdote, o Senhor Jesus Cristo, chorou por aqueles que são imundos, mas não estão dispostos a ir a Ele para a purificação.


Leitor, o Sacerdote precisa declará-lo imundo, porque você é imundo. Você pode não suspeitar que está perdido, arruinado, imundo e a caminho do inferno, mas este é verdadeiramente o seu estado e condição, a menos que esse mesmo Sacerdote já o tenha purificado.


Você diz, talvez: “Mas eu não me sinto imundo”. Isso não tem nada a ver. Há uma história de que há muitos anos M. Damien foi trabalhar entre os leprosos em Molokai, uma ilha no Havaí. Ele trabalhou lá com boa saúde por muitos anos. Então, uma noite, enquanto ele lavava os pés, um pouco de água quente caiu nos dedos dos pés dele; não doeu nada, mas a água estava tão quente que formou bolhas na pele. Imediatamente ele soube que tinha lepra, pois um dos primeiros sintomas da lepra é que a parte doente perde a sensibilidade. Da mesma forma, você, pobre pecador, perdeu sua sensibilidade, ou também saberia imediatamente que, sem dúvida, tem essa terrível doença. Você pode enfiar uma agulha na parte acometida pela lepra que a pessoa não sente. Assim, o homem que continua em pecado não sente mais as pontadas da consciência e não sabe que é um pecador. O Sacerdote, o Senhor Jesus, declarou você imundo. Ele diz de você: “Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3:10) – nem mesmo você. O leproso poderia responder: “Mas me sinto em excelente saúde; nunca me senti melhor na minha vida”. “Sinto muito”, responde o sacerdote, “mas é meu triste dever declará-lo imundo”. Os sentimentos e opiniões do homem não tinham nada a ver com o caso; tudo dependia da palavra do sacerdote. “O sacerdote, vendo-o, o declarará imundo” (v. 3). Isso encerrou o assunto. Isso resolveu o caso. O homem sabia que estava imundo, porque o sacerdote disse isso, não porque se sentia imundo, ou pensava que estava imundo, ou seus amigos tinham essa opinião. Tudo dependia da palavra do sacerdote.


Quando foi decidido isolar os leprosos, nas ilhas do Havaí, em um pedaço de terra acidentado e triangular conhecido como Kalawao, na ilha de Molokai (onde M. Damien trabalhava), “foi decidido deportar cada pessoa, jovem ou velha, rica ou pobre, príncipe ou plebeu em quem a menor mancha de lepra pudesse ser encontrada. A lei foi levada a efeito com o maior rigor. Por todas as ilhas, os leprosos e os suspeitos de lepra eram caçados pela polícia, arrastados para longe da casa deles e, se certificados por um médico como afetados pela doença, eram imediatamente enviados para a colônia de leprosos como se fossem para uma prisão estadual. As crianças foram arrancadas dos pais e os pais dos filhos. Maridos e esposas foram separados para sempre. Em nenhum caso foi mostrado qualquer respeito pelas pessoas, e um parente próximo da rainha havaiana estava entre os primeiros a ser apreendido e transportado”. (Missionary Heroes in Oceana). Isso é exatamente o que o PECADO faz conosco. Maridos e esposas, pais e filhos, os amigos mais próximos e queridos, devem se separar para sempre, se o pecado não for purificado.

 

Capítulo 2 – Todo Coberto


Levítico 13:12-15

Vamos agora continuar com os versículos 12 e 13. Lá lemos uma declaração extraordinária. “E, se a lepra florescer de todo na pele e a lepra cobrir toda a pele do que tem a praga, desde a sua cabeça até aos seus pés, quanto podem ver os olhos do sacerdote, então, o sacerdote o examinará, e eis que, se a lepra tem coberto toda a sua carne, então, declarará limpo o que tem a mancha: todo se tornou branco; limpo está”.


Estranho! Estranho!! Estranho!!! Quando alguns meses ou anos antes de ser levado ao sacerdote com apenas uma pequena inchação, pústula ou ponto brilhante, o sacerdote o declarou impuro, e ele teve que sair do arraial e morar sozinho. Agora ele está todo coberto, e o que diz o sacerdote? “Você está limpo!”. Na verdade, estranho! Qual pode ser o significado disso?


6 - “Se a lepra florecer de todo na pele” Lv 13:12

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Isso nos fala de um pobre pecador, que não tem uma palavra de bem a dizer sobre si mesmo. Podemos ver muitos leprosos que estavam todos cobertos de lepra na Bíblia, e todos foram purificados. Veja Pedro em Lucas 5. Ele descobre pela primeira vez que está coberto de lepra. Ouça-o: “Senhor, ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador”. (ou, “um homem cheio de pecado”) (Lc 5:8). Se você tiver um copo cheio de água, não tem espaço para mais nada. Se você tem um homem cheio de pecado, não tem espaço para nenhum bem nele. Tal era o apóstolo Pedro. Procure mais no mesmo capítulo, versículo 12: “E aconteceu que, quando estava em uma daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto e rogou-Lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. E Ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero; sê limpo” (Lc 5:12-13). Nunca houve um homem cheio de pecado ou cheio de lepra que precisasse esperar mais tempo para ser purificado. O Sacerdote, nosso Salvador, está apenas esperando por tais homens. Olhe para o ladrão na cruz: “nós... recebemos o que os nossos feitos mereciam” (Lc 23:41). E naquele dia ele estava no paraíso com o seu Salvador e Senhor. Veja o filho pródigo em Lucas 15:21- “Pai, pequei contra o céu e perante ti”, e instantaneamente os braços do pai estavam em volta do pescoço do filho e “o cobriu de beijos” (Lc 15:20 – JND). Olhe para o publicano em Lucas 18:13: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”, e ele voltou para casa justificado. Veja Paulo: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum” (Rm 7:18). Veja Jó: “Eis que sou vil; que Te responderia eu? A minha mão ponho na minha boca” (Jó 40:4). E ainda: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:6). Mas justificado de uma vez. Veja, novamente, Isaías: “Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros” (Is 6:5). Instantaneamente: “a tua iniquidade foi tirada, e purificado o teu pecado” (Is 6:7).


7 - “O sacerdote examinará” Lv 13:13

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Sim, amigo, todos esses homens foram purificados da mesma maneira. Todos descobriram que não só eram leprosos, mas que estavam cheios de lepra, do alto da cabeça até a planta dos pés. Nenhum desses homens estará no céu por suas próprias boas obras. Todos eles se levantam e testemunham que: “Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Rm 3:12). Caro leitor, onde Pedro, Paulo, Jó, Isaías e todos os outros santos na glória falharam – você não pode ter sucesso. Cada um deles estava perdido e arruinado e a caminho do inferno, e todos eles reconheceram isso e tomaram seu lugar como pobres pecadores perdidos e arruinados, e somente naquele lugar eles obtiveram perdão e purificação. Somente nesse estado você também pode obter perdão e purificação.


Lemos em Jó 33:27-28 (JND): “Ele cantará diante dos homens, e dirá: Pequei, e perverti o que era reto, e não me foi retribuído; livrou a minha alma de entrar na cova, e a minha vida verá a luz”. Não haverá uma pessoa no céu que cante: “Eu nunca pequei, e por isso eu cheguei aqui por mim mesmo”. O cântico acima fala de nossa ruína sem esperança – e da graça de Deus.


Venha então! Venha agora! Venha como está para Esse gracioso Sacerdote. Ele está esperando. Ele diz, “Vinde, então, e argui-Me, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã” (Is 1:18). Ele sabe que você está cheio de lepra – cheio de pecado – mas você crerá no testemunho d’Ele sobre você? Você tomará o lugar de um pecador perdido, cheio de pecado? Se assim for, a purificação, o perdão, a paz e a bênção são seus.


8 - “Carne viva” Lv 13:13

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Mas, mais uma palavra antes de nos afastarmos dos versículos em Levítico 13. Está escrito, “Mas, no dia em que aparecer nela carne viva, será imundo. Vendo, pois, o sacerdote a carne viva, declará-lo-á imundo; a carne é imunda: lepra é” (vs. 14-15). Isso nos fala do homem que, embora se reconheça ser um pecador, está disposto a continuar em pecado. Ele está todo coberto de lepra, mas há carne viva, pecado, trabalhando ativamente nele. É muito notável que, embora haja muitos homens na Escritura que tomam o lugar de dizer: “Eu pequei”, contudo, nem todos eles obtêm a purificação. Davi (2 Sm 12:13), Neemias (Ne 9:33), Jó (Jo 40:4; 42:6), Isaías (Is 6:5; 64:6), Jeremias (Jr 14:7, 20), Daniel (Dn 9:5), Miquéias (Mq 7:9), o filho pródigo (Lc 15:21) e o ladrão na cruz (Lc 23:41): Todos eles tomaram o lugar de pecadores e todos receberam purificação ou bênção. Mas veja Faraó (Êx 9:27; 10:16), Balaão (Nm 22:34), Acã (Js 7:20), Saul (1 Sm 15:24; 26:21), Simei (2 Sm 19:20) e Judas (Mt 27:4). Todos eles confessam que pecaram, mesmo assim perecem. Todos eles admitem a lepra, mas têm a carne viva aparecendo. Não havia ódio ao pecado. Não havia desejo de se afastar e desistir dele. Não havia arrependimento verdadeiro. Mas o mal ativo ainda estava a trabalhar na carne deles.


Quando conhecemos a maravilhosa graça de Deus que me toma, um pobre pecador cheio de pecado, e nessa condição terrível me purifica e perdoa, e me leva a Deus – essa graça me faz desejar ser santo, e desejar que o pecado não tenha domínio sobre mim (Veja Romanos 6:14). Se eu permitir que o pecado ativo continue operando em mim sem controle, é uma prova de que não conheço a graça de Deus que purifica e perdoa. João escreve: “Aquele que pratica o pecado procede do diabo” (1 Jo 3:8 – ARA).


Isso não significa que, depois de sermos salvos, nunca mais pecaremos. O apóstolo João escreve claramente sobre pessoas que dizem isso: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos” (1 Jo 1:8). Observe que não enganamos a Deus ou a outras pessoas, mas apenas a nós mesmos.


Esse versículo em Levítico também não significa que, se pecarmos, isso será uma prova de que nunca fomos salvos. Quantas vezes o diabo tem atormentado jovens Cristãos dessa maneira. Uma ovelha pode cair na vala e ficar suja, mas isso não significa que não seja uma ovelha, e fica infeliz até sair e ficar limpa mais uma vez. Um porco se delicia com a sujeira da vala. Um “pratica” a sujeira, o outro não, pois, a odeia. Uma porca que é lavada sempre voltará a chafurdar na lama (veja 2 Pedro 2:22). Mas sempre foi uma porca – nunca se tornou uma ovelha.


Aquele a quem o Senhor Jesus purifica é transformado, não apenas por fora, mas também por dentro, quando é nascido de novo. O Senhor lhe dá um coração limpo, uma nova natureza que odeia, aborrece e abomina o pecado, e nunca é feliz, aquele em quem essa natureza habita, se cair em pecado, até que ele seja restaurado.

 

Capítulo 3 – “Totalmente Imundo”


Levítico 13: 42-44

Devemos agora observar os versículos 42-44. Eles são muito solenes e devem ter voz para muitos em nossos dias. “Porém, se na calva ou na meia-calva houver praga branca avermelhada, lepra é, florescendo na sua calva ou na sua meia-calva. Havendo, pois, o sacerdote examinado, e eis que, se a inchação da praga na sua calva ou meia-calva está branca, tirando a vermelho, como parece a lepra na pele da carne, leproso é aquele homem; imundo está; o sacerdote o declarará totalmente imundo; na sua cabeça tem a sua praga”.


A testa é um lugar comum para a lepra se mostrar. Quantos há hoje que têm a praga da lepra na cabeça, mas não têm a menor ideia de que são “totalmente imundos”. Eles têm as suas próprias ideias.


Eles raciocinam as coisas com a própria mente. Confiam na própria cabeça, em vez de confiarem na Palavra de Deus. O orgulho, e especialmente o orgulho do intelecto, é a raiz do problema quando a lepra está na cabeça. Quantos “homens de ciência”, como se autodenominam, são na realidade homens com lepra na cabeça. Podemos ver um exemplo terrível disso em Uzias, cujo orgulho o fez tomar o lugar que pertencia apenas aos sacerdotes. “Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper [para sua queda – JND]; e transgrediu contra o SENHOR, seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso... a lepra lhe saiu à testa perante os sacerdotes, na Casa do SENHOR, junto ao altar do incenso. Então, o sumo sacerdote Azarias olhou para ele, como também todos os sacerdotes, e eis que já estava leproso na sua testa” (2 Cr 26:16, 19-20).

 

Capítulo 4 – “Imundo! Imundo”


Levítico 13:45-46

“Também as vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e a sua cabeça será descoberta; e cobrirá o lábio superior e clamará: Imundo, imundo. Todos os dias em que a praga estiver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial” (vs. 45-46).


9 - “Totalmente imundo; na sua cabeça tem a sua praga” Lv 13:44

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Esses tristes versículos nos dão uma figura vívida do pecador. Pode ser que antigamente ele fosse capaz de usar suas roupas para cobrir as manchas de lepra. Mas, agora as roupas dele devem ser rasgadas. Não há como cobrir a contaminação dele agora. “Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos d’Aquele com quem temos de tratar” (Hb 4:13). Adão tentou se cobrir com folhas de figueira, mas falhou, e quando Deus desceu ao jardim ele teve que assumir, “Ouvi a Tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me” (Gn 3:10).


Pobre pecador, suas roupas estão rasgadas aos olhos de Deus; Ele o vê nu. Cada mancha de pecado e impureza é clara para Ele. Você não pode cobri-lo. Onde Adão falhou, não há esperança para você de ter sucesso, e lembre-se: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13).


“E a sua cabeça será descoberta”. Não há nada para cobrir sua cabeça culpada. Entre você e o alto céu não há nada para protegê-lo. Toda a ira de um Deus que odeia o pecado, repousa sobre sua cabeça descoberta e desprotegida. “Mas a ira de Deus sobre ele permanece” (Jo 3:36). O sacerdote descobre a cabeça da esposa infiel em Números 5:18. Não há nada sob o qual ela possa se esconder.


Lemos sobre alguns que podem dizer: “Tu cobriste a minha cabeça” (Sl 140:7), mas o pobre leproso deve tirar qualquer cobertura que possa ter tido. “Sua cabeça descoberta” conta uma das verdades mais terríveis e solenes, que é possível para a mente do homem entender, sobre o pecador contaminado.



10 - “As vestes serão rasgadas, e sua cabeça descoberta e cobrirá seu lábio superior” Lv 13:45

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Caro leitor, a sua cabeça está coberta? Ou o olho de Deus não vê nada além de imundícia e corrupção – sem nada sob o qual você possa se esconder?


“E cobrirá o lábio superior e clamará: Imundo, imundo” (v. 45). Embora sua cabeça deva estar descoberta, sua boca deve estar coberta. O próprio fôlego do leproso só pode trazer impureza. Não há uma sugestão de que, ao fazer o seu melhor, ele possa algum dia estar apto para a presença de um Deus santo. Não, ele não está apto nem mesmo para a companhia de seus semelhantes que não estão igualmente contaminados. Seu único clamor é um triste lamento de advertência: “Imundo! imundo!”. Que tolice para qualquer pobre pecador sugerir que ele pode se purificar quando está em uma condição tão terrível que cada respiração que ele toma é contaminada e contaminante.


O resto do capítulo fala da lepra numa roupa ou numa pele. Se o Senhor permitir, podemos olhar para esses versículos mais tarde, mas agora seguiremos o caminho do pobre leproso contaminado e veremos o caminho de purificação de Deus – quando o homem estiver sem esperança e desamparado, quando não tiver como se purificar.


G. C. Willis

 



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